Bem, lá vai o 2º capítulo que prometi hoje! Espero que gostem!
De repente, ele sentiu uma mão em seu ombro e ouviu uma voz feminina atrás de si:
-Planeta Terra chamando Dean! - exclamou Jo Harvelle sorrindo
-Oi, Jo. O que foi? - indagou o Winchester olhando para trás.
-O que foi? Cara, você está no meio do caminho! Eu quero entrar na sala! Pode ser?
-Ah tá! Desculpe! - respondeu o loiro deixando ela passar e procurando uma cadeira com os olhos em seguida.
A vontade de Dean era sentar perto de Castiel, mas ele não podia fazer isso, ele não devia fazer isso. Então sentou na cadeira mais distante que achou. A aula transcorreu normal, sem grandes acontecimentos. Só dias depois é que ocorreu um fato surpreendente. As aulas tinham acabado, passava das 5 da tarde e o loiro foi caminhar pelo jardim para espairecer, quando inesperadamente escutou barulhos de beijo vindo do meio das árvores ao seu lado. As plantas daquele lugar cobriam toda a área, a deixando oculta, por isso os casais o usavam para namorar, já que isso era proibido e passível de punição na escola. O Winchester sorriu e curioso entrou no meio das árvores lentamente para ver quem estava escondido lá dentro. De todas as pessoas que ele esperava ver lá, aquela que ele viu era a única que não esperava encontrar. Abraçado e aos beijos com outro aluno, cujo nome era Nick Pellegrino, e que estava recostado em uma das árvores, estava Castiel. Ao ver a cena, Dean ficou com os olhos marejados e sem querer o nome do amado acabou saindo de sua boca em um tom de voz angustiado:
-Cas!
O casal quebrou o beijo e se virou na direção da voz, mas nenhum dos dois teve tempo de falar nada, pois o loiro saiu correndo antes que qualquer palavra pudesse ser proferida. Assustado, Pellegrino olhou para o jovem Novak e falou:
-Mas o que ele fazia aqui a essa hora?
-Eu não sei, oras! Ele foi meu colega de quarto, mas eu não conheço a vida dele! Vamos embora! O Winchester acabou com a graça de tudo! - exclamou Castiel em resposta.
E com um semblante sério, o moreno caminhou na direção da saída, seguido por Nick, mas assim que virou seu rosto para frente e o loiro não podia mais vê-lo, a seriedade deu lugar a um sorriso malicioso e ele pensou:
-"Sempre previsível, não é, Deanno? Continua a ser a criatura de hábitos de sempre."
A essa altura Dean havia acabado de chegar em seu quarto e se atirou na cama, enfiando a cara no travesseiro tentando não chorar. Preocupado, Balthazar, que estava em sua cama estudando, perguntou:
-O que houve, Dean? Algum problema?
-Não é nada, Balthazar! Só me deixa em paz, tá? - retrucou o Winchester ainda com o rosto no travesseiro.
O loiro imaginou que Castiel poderia acabar se envolvendo com outro homem, mas nunca pensou que seria tão cedo e que doeria tanto nele quando acontecesse. Ver "seu anjo" nos braços de outra pessoa dilacerou sua alma e a sua vontade foi quebrar a cara de Pellegrino e tomar o jovem Novak para si de novo, mas ele teve que se segurar, pois sabia o que aconteceria se ele fizesse isso. E ele não podia permitir que isso acontecesse, por isso estava aguentando aquilo tudo calado. Foi então que ele se deu conta que Castiel sabia que ele caminha no jardim todo dia naquele horário e entendeu o que ele havia feito. Era uma vingança. Mas mesmo assim ele não podia fazer nada, a não ser chorar seu amor perdido. Balthazar percebeu que o Winchester chorava, porque a essa altura ele já soluçava, por mais que lutasse para não deixar as lágrimas caírem.
Em respeito ao amigo, Howards resolveu lhe dar um pouco de privacidade e saiu do quarto. Ele sentia sede, então foi até o refeitório e estava matando sua necessidade debruçado no balcão, quando Castiel apareceu e, ao vê-lo lá, o cumprimentou:
-Boa tarde, Balthazar.
-Boa tarde, Novak. Também ficou com sede? - retrucou o loiro dando mais um gole no copo d'água que segurava.
-Não. Estou faminto. - respondeu ele se aproximando na geladeira.
-Ué, o jantar será servido em meia hora, como sempre.
-Eu sei, mas não vou aguentar.
-Sei como é. - devolveu o loiro lavando e guardando o copo e sentando no balcão logo depois.
-Não vai voltar para o seu quarto? - perguntou o moreno agachado diante da geladeira.
-Agora eu não posso. O Winchester não está bem. Resolvi dar um pouco de privacidade para ele.
-Como assim? - questionou Castiel se levantando e virando na direção de Balthazar com um semblante preocupado.
-Bem, ele entrou correndo no quarto, se jogou na cama, enfiando a cara no travesseiro e um pouco depois começou a chorar compulsivamente. Ele não quis me dizer porque e eu respeitei isso.
-Bem, mais tarde ele deve te dizer, afinal vocês são amigos, não é?
-Somos sim, apesar de a alguns dias atrás eu ter achado que deixaríamos de ser
-Porque?
-Porque eu reclamei da grosseria que você fez com ele quando ele te defendeu do imbecil do Crowley no refeitório e ele me disse com toda a rispidez do mundo que se eu quisesse continuar a ser amigo dele era para nunca mais falar mal de você na frente dele de novo. Mas felizmente tudo ficou bem depois.
-Sério que ele disse isso mesmo? - indagou o moreno surpreso.
-Sério. O que aconteceu entre vocês afinal? Eu perguntei para ele, mas ele não quis dizer.
-Nada. Se ele não quis te falar, não sou eu que falarei.
Castiel se virou para a geladeira de novo e voltou a procurar alguma comida. Após pegar uma maçã, ele se despediu do colega e deixou o refeitório. Em um impulso, o jovem Novak tomou o caminho do quarto do primogênito de John e parou na porta, colocando seu ouvido direito nela. O que ele ouviu lá de dentro o deixou cheio de remorso. Exatamente como Balthazar lhe falara, Dean chorava compulsivamente. Apesar de o travesseiro estar abafando o choro, era possível ouví-lo muito bem. E a culpa foi tão grande, que o moreno acabou chorando com ele. Não aguentando mais aquela situação, ele saiu correndo em direção ao seu quarto e se trancou lá, aproveitando que seu colega Ash Williams não estava lá no momento.
No outro quarto, o Winchester acabou adormecendo com o rosto e o travesseiro banhados em lágrimas. Em seus sonhos, ele voltou a momentos felizes. Ele e Castiel estavam no mesmo lugar do jardim onde ele o flagrou com Nick. Ele estava sentado recostado em uma árvore e Castiel estava sentado sem eu colo, com a pernas encaixadas em seus quadris. Eles se beijavam com amor, enquanto as mãos do moreno percorriam sua nuca e as dele percorriam a cintura do garoto em seus braços. Depois de minutos naquela situação, o moreno quebrou o beijo e falou quase sem fôlego com a testa grudada na de Dean:
-Eu te amo, Deanno. Te amo tanto!
-Eu também, meu anjo! Te amo muito!
-Gosto quando você me chama de seu anjo, sabia? - retrucou o moreno sorrindo.
-Claro que eu sei. E você é meu anjo! Afinal, só um anjo poderia ter olhos tão azuis e lindos como os seus. Além do mais, você tem sido um anjo em minha vida, meu porto seguro. - replicou o loiro também sorrindo.
-Deanno, eu não quero ser um problema em sua vida. Você tem certeza que quer mesmo enfrentar seu pai por mim? Eu posso esperar o tempo que for preciso.
-Mas eu não! Não aguento mais ter que fingir que sou apenas seu amigo! E quero que o idiota do Crowley saiba que você é meu namorado! Quem sabe assim ele te deixa em paz!
-Crowley nunca vai me deixar em paz, Deanno! A menos que eu vire hetero, é claro.
-Você não faria isso comigo, faria?
-Isso não tem a menor chance de acontecer, seu bobo! - exclamou o dono dos olhos azuis sorrindo e dando um selinho no Winchester.
-Ah bom! Que susto! - devolveu o irmão de Sam também sorrindo.
-Mas falando sério, Deanno, você não precisa falar com seu pai tão cedo.
-Não é cedo, Cas! Estamos juntos a 6 meses! Não quero completar um ano de reclacionamento com você te namorando em segredo. No final de semana, quando o Smith nos liberar para voltarmos para casa, eu falarei com ele.
-Você que sabe, mas eu vou ficar rezando por você. E me liga assim que a conversa terminar para eu não ter um troço, tá?
-Claro que eu vou telefonar para você! Eu vou te ligar de hora em hora! Não aguento ficar mais de meia hora sem falar com você!
-E eu não consigo ficar mais de 15 minutos sem falar com você.
-Eu sei! Sempre soube que sou irresistível! - exclamou o loiro sorrindo maliciosamente.
-Bobo! - replicou o moreno dando um leve tapa no peito do namorado.
-Vem cá agora! - falou o Winchester puxando Novak pela camisa.
Apaixonado, Dean tomou novamente a boca de seu anjo e o beijou com vigor, sendo correspondido à altura por ele. Então tudo mudou. Agora, o loiro estava no quarto que dividia com o moreno. Eles estavam nus na cama dele e Castiel estava por baixo de seu corpo. O Winchester o penetrava com vigor e, em meio ao intenso prazer que sentiam, eles tentavam conter os gemidos que teimavam em sair de suas bocas:
-Anjo!
-Deanno!
Com medo que eles fossem escutados e acordassem alguém naquela madrugada fria, o primogênito de John beijou o namorado com luxúria, descendo sua boca pelo queixo e mordendo o pescoço dele logo depois, para voltar para a boca em seguida. Então o clímax veio para ele, que preencheu seu amor com seu gozo. Sentir o líquido quente de seu amante dentro de sim foi o estopim para o moreno ter seu orgasmo também e ele se desmanchou na barriga e na mão do Winchester, que estava manipulando sem membro com perícia.
De repente, outra transformação aconteceu e Dean estava agora na praia. A turma dele havia saído em uma excursão por Galveston Island, em Galveston, Texas, para a aula de Geografia. Ele e Castiel tinham se afastado um pouco dos demais colegas e do professor da disciplina, o Sr. Bobby Singer, e estavam brincando na beira do mar. Um chutava água no outro entre risadas de ambos até que uma onda os derrubou e eles caíram na gargalhada deitados lado a lado na areia. Finalmente a útima mudança aconteceu. E dessa vez foi uma memória ruim que ele viu. Ele e Castiel estavam de novo no quarto deles no Dallas High School, mas dessa vez não se beijavam, ou se acariciavam. Pelo contrário. Eles estavam chorando e gritando um com o outro. Entre soluços, Castiel gritava:
-ENTÃO VOCÊ VAI ME TROCAR PELO SERVIÇO MILITAR, É ISSO? O QUE HOUVE, DEAN? VOCÊ SAIU DAQUI FALANDO QUE IA ENFRENTAR SEU PAI POR MIM E AGORA VEM ME DIZER QUE DESISTIU DE FAZER ISSO PORQUE CAUSA DA DROGA DA MARINHA?
-ENTENDA, CAS! EU SEMPRE QUIS SEGUIR A CARREIRA DO MEU PAI! MAS PELA CONVERSA DELE COM O SARGENTO RUFUS QUE EU OUVI NO TELEFONE, GAYS NÃO SÃO ACEITOS NO SERVIÇO MILITAR! POR ISSO SE EU ASSUMIR NOSSO NAMORO TEREI QUE DIZER ADEUS AO MEU SONHO!
-VOCÊ NUNCA ME FALOU DESSE SONHO!
-EU NUNCA FALEI DESSE SONHO PARA NINGUÉM!
-SE QUERIA TANTO SER MILITAR, PORQUE ME ILUDIU? PORQUE ME FEZ PENSAR QUE NÓS FICARÍAMOS JUNTOS?
-PORQUE EU NÃO SABIA QUE HOMOSSEXUAIS NÃO SÃO ACEITOS LÁ!
-UMA OVA QUE NÃO SABIA! E NÓS NÃO PRECISAMOS TERMINAR! PODEMOS CONTINUAR NAMORANDO EM SEGREDO!
-NÓS NÃO PODEMOS PASSAR A VIDA TODA NAMORANDO EM SEGREDO, CAS! E O SERVIÇO MILITAR É VITALÍCIO.
-ENTÃO FIQUE COM SEU SERVIÇO MILITAR! VAI PARA O INFERNO, WINCHESTER! AGORA QUEM NÃO TER QUER MAIS SOU EU!
Totalmente descontrolado e soluçando muito, Castiel deixou o quarto batendo a porta violentamente, enquanto Dean susurrava:
-Me perdoe, meu anjo, mas estou fazendo isso pelas duas pessoas que mais amo no mundo: você e Sammy.
No mundo real, o loiro acordou encharcado de suor e sobressaltado gritando enquanto eguia um pouco o corpo se apoiando nos próprios braços:
-CAS!
Ele se sentou na cama e após normalizar sua respiração olhou o rádio-relógio que ficava em seu criado-mudo. Já passavam das 3 horas da manhã. O quarto estava escuro, mas ele podia ver claramente a silueta do corpo de Balthazar na cama ao lado da sua. Por estar muito suado, o Winchester resolveu tomar um banho e vestindo apenas uma boxer preta deitou novamente na cama, mas com medo de dormir e sonhar novamente com Castiel ficou acordado até amanhecer.
Prometo postar o próximo capítulo logo! Não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos a obra! Rsss!
