Eu peço desculpas por não ter postado domingo passado. Acontece que nesse mesmo dia, eu acordei com o ombro esquerdo doendo e fiquei sem condições de digitar. Então resolvi escrever e postar o capítulo 9 hoje para garantir que meu ombro estaria 100%. Agora finalmente ele está disponível para vocês lerem. Espero que gostem.
Anna Novak estava arrumando a mesa para o jantar. Em cima da toalha de mesa florida, ela colocou o macarrão, o bife e 2 pratos, além de 2 copos e 2 pares de talheres. A doce dona de casa pensou em fazer batatas-fritas, mas olhou para o lugar vazio ao lado do seu e se lembrou com muitas saudades que aquele que gostava dessa guloseima não estava mais lá. Então do que adiantaria? Ela suspirou e voltou para a cozinha, voltando de lá com uma jarra de suco, que colocou no meio da mesa. Tudo estava pronto. Então, ela foi até o escritório de seu marido chamá-lo. Já diante da porta, ela deu 2 batidinhas sutis e ao ouvir a voz dele a mandando entrar, obedeceu. Ele estava sentado em uma poltrona do lado direito do cômodo lendo um livro, que pousou em seu colo para encará-la. Sorrindo, a ruiva disse:
-Adam, o jantar está na mesa.
-Vamos comer então, amor. - respondeu o advogado, se levantando, deixando o livro na poltrona e indo até a esposa.
Abraçados, eles foram para a sala de jantar e já na mesa começaram a comer. A refeição transcorria calmamente. O casal comia, conversavam e riam como qualquer casal apaixonado. De vez em quando, olhavam o lugar vazio ao lado de Anna e a alegria dava lugar a uma tristeza passageira. No entanto, logo os sorrisos voltavam e tudo ficava bem novamente.
De repente, batidas fortes na porta e gritos vindos do lado de fora foram ouvidos. Um homem esbravejava feito um animal selvagem enquanto socava e chutava a grande porta de madeira:
-NOVAAAAAAAAAAAK! ABRA ESSA PORTA AGORA, SEU DESGRAÇADOOOOOO!
-Ai meu Deus! É ele, não é, amor? Ele finalmente descobriu! - indagou a ruiva assustada.
-Sim, é ele. Fica calma, querida. Vai para o nosso quarto agora e só saia de lá quando eu mandar. Eu cuidarei dele. - respondeu Adam calmo e centrado.
-Mas e se ele te machucar, Adam? Eu não vou aguentar se algo te acontecer!
-Ele não é o único que sabe se defender aqui, Anna. Eu também sei me cuidar muito bem, lembra?
-NOVAAAAAAAAAK! APAREÇA, SEU VIADINHO DE MERDAAAAAAAAAA! - o visitante vociferava descontroladamente.
-Mas, amor...
-Sem mas, nem meio mas. Nós já esperávamos por isso. Agora faça o que eu disse, por favor.
-Está bem.
Anna atendeu o pedido do marido e foi para seu quarto, enquanto ele se dirigiu à porta e abriu, ficando cara-a-cara com um homem conhecido e totalmente fora de si. Sem medo, ele se impôs e foi logo falando:
-O que você quer, Winchester?
-ONDE ELE ESTÁ? ONDE ESTÁ AQUELE SEU FILHO BOIOLA! - gritou o Almirante tentando entrar na casa.
-OLHA COMO FALA DO MEU FILHO! E NÃO OUSE ENTRAR NA MINHA CASA! - devolveu o advogado empurrando John para fora.
-ELE É UM BOIOLINHA SIM! E APOSTO QUE FOI ELE QUE CONVENCEU MEUS FILHOS A FUGIREM! EU DISSE PARA O DEAN FICAR LONGE DELE, EU AVISEI, MAS NÃO ADIANTOU NADA!
-EU SABIA! EU TINHA CERTEZA QUE TINHA O SEU DEDO PODRE NISSO TUDO! EU DISSE ISSO PARA O CAS, MAS ELE ESTAVA TÃO MAGOADO QUE NÃO QUIS ME OUVIR! QUANDO VOCÊ VAI ENTENDER QUE OS GAROTOS SE AMAM, WINCHESTER? - esbravejou Novak enquanto andava até o militar.
-NÃO OUSE FALAR UMA COISA DESSAS! MEU FILHO NÃO É A PORRA DE UM VIADO! E AGORA CHAME O SEU GAYZINHO DE UMA VEZ PARA EU FALAR COM ELE!
-ELE NÃO ESTÁ AQUI! E MESMO SE ESTIVESSE, EU NÃO TE DEIXARIA CHEGAR PERTO DELE!
-ENTÃO ELE FOI COM OS MEUS GAROTOS! MEU DEUS, ELE E DEAN ESTÃO JUNTOS? E PROVAVELMENTE DIVIDINDO A MESMA CAMA!
-Exatamente. - afirmou o advogado com um sorriso malicioso nos lábios.
-POIS EU VOU ENCONTRÁ-LOS! E QUANDO ISSO ACONTECER, EU VOU ACABAR COM A RAÇA DO SEU BOIOLINHA, NOVAK!
As palavras do Winchester provocaram uma grande mudança em Novak. Antes ele gritava, mas ainda mantinha uma certa calma. Porém, ao ouvir a ameaça contra seu filho, seus olhos escureceram e um brilho de ódio tomou conta deles. Sua expressão ficou muito séria, exalando raiva. Ele mordeu o lábio inferior e, totalmente fora de si, agarrou o pescoço de John e o arrastou até a pilastra atrás deles, fazendo as costas do militar se chocarem contra ela. Então, após aproximar seu rosto do dele e olhando no fundo de seus olhos, o advogado falou com um tom de voz sério e rouco:
-Se você encostar em um fio do cabelo do meu filho, eu te mato, entendeu, Winchester?
O Almirante nada fez. Ele já tinha visto muitos tipos de pessoas em sua longa carreira militar e por isso sabia ler os seres humanos muito bem. Mas se enganou redondamente ao ler Novak, pois achou que ele era inofensivo. No entanto, a expressão que ele tinha em seu rosto naquele exato momento provava exatamente o contrário. Inesperadamente, Adam o soltou e falou ao mesmo tempo em que ele passava a mão direita no próprio pescoço:
-Agora vá embora e esqueça o endereço dessa casa ou eu te processarei!
-Eu vou, mas isso não vai ficar assim! - respondeu o militar com um tom de voz ameaçador.
John Winchester deu as costas para Novak e foi embora. O dono da casa voltou para seu lar e após alguns passos incertos, encontrou a esposa descendo a escada com um semblante cheio de pânico. Ela o encarou e perguntou:
-Ele já foi?
-Sim. Está tudo bem, amor. - respondeu o advogado enquanto a abraçava.
-Eu estou com medo, Adam! E se ele os encontrar? Tenho medo só de pensar no que ele faria com o nosso menino! - exclamou a ruiva apertando o abraço e com os olhos marejados.
-Shhhhhh! Não se preocupe! Eu não vou permitir que ele encoste um dedo no nosso Castiel. Ele vai ficar bem.
Ainda abraçados, o casal foi para a sala de estar e sentou em um dos sofás tentando se acalmar. Do lado de fora, John entrou no Mustang que tinha alugado, já que Dean tinha levado o Impala, e começou a dirigir pensativo. Ele decidia o que fazer, qual atitude tomar, para onde iria naquele momento. Então finalmente teve uma idéia. O Almirante se lembrou da única pessoa para qual seu primogênito poderia ter falado para onde foi e um nome saiu de seus lábios, que agora estavam arqueados em um sorriso maquiavélico:
-Lilith!
Mais uma vez, me desculpem pela falta de postagem no domingo passado! Prometo não passar mais um domingo sem postar! E não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!
