Bem, como prometi, aqui está o 10º capítulo da fic. Já está grandinha, não é? Nunca pensei em fazer uma fic que tivesse mais de 6 capítulos. Mas aí está ela, chegando ao seu 10º capítulo com sucesso (graças a vocês e seus comentários, claro) e sem sinal de que vai chegar ao fim tão cedo. Mas, o que vocês acham? Gostaria de saber a opinião de vocês. Ela deve acabar logo, vamos dizer, antes do 15º capítulo, ou deve ter bem mais de 25 capítulos? Preciso muito saber a opinião de vocês para saber o que fazer, se a termino logo ou a estendo, pois não vou continuar por muitos capítulos mais se ela não for mais lida, nem receber reviews. Seria dar murro em ponta de faca, não acham? Enfim, espero a opinião de vocês nos reviews! E boa leitura!
Já era madrugada em Dallas. Anna finalmente havia conseguido dormir. A invasão de John a deixou muito nervosa e ela precisou tomar um calmante e da presença de Adam ao seu lado para pegar no sono. Assim que a esposa adormeceu, o advogado voltou para seu escritório e se deixou afundar em sua poltrona conseguindo finalmente relaxar. A agressão do Winchester o deixou tão nervoso e anguistiado que nem um tranquilizante o faria dormir, então ele resolveu deixar seu quarto para não acordar sua ruiva que custou tanto a dormir.
O moreno voltou sua atenção para uma foto de Castiel que estava em um porta-retratos na estante a sua frente e se lembrou da última vez que o viu.
FLASHBACK ON
O menino estava em seu quarto, sentado na cama, arrumando sua mala com um sorriso nos lábios que a muito ele não via. Com o ombro direito escorado na porta, Adam sorriu e falou:
-Estamos felizes hoje, hein?
-Ah, oi, papai! É, eu estou feliz sim. - retrucou o garoto olhando na direção do pai, que estava do seu lado direito.
-E eu posso saber a razão de tanta felicidade? - indagou o advogado enquanto ia na direção do filho e sentava diante dele na cama.
-Não tem nenhuma razão em especial.
-Não mesmo? Nem sequer uma chamada Dean Winchester? - questionou o pai sorrindo maliciosamente.
-Não, papai! Nós terminamos, lembra? - devolveu Castiel sorrindo.
-Filho, me ouve. Aquele garoto tá mentindo! Eu aposto que tem o dedo do imbecil do pai dele nisso tudo. Eu estudei com John Winchester e te garanto: ele é puro preconceito.
-Eu agradeço, papai, mas Dean nem chegou a falar com o pai, então não tem o dedo dele nessa história. - explicou o jovem Novak enquanto fechava o zíper de sua mala.
-Você que sabe. Essa é a mala que você vai levar para a escola?
-Sim. Resolvi arrumar logo hoje para poder aproveitar o dia de amanhã.
-Um pouco grande para 5 dias, não acha? O que aconteceu com aquela outra, menor que essa, que você levava? - perguntou Adam franzindo o cenho e com um semblante desconfiado.
-A outra estava muito suja. E eu resolvi levar uns livros novos para ler nas horas de folga. - devolveu o garoto tentando conter o nervosismo.
-Meninos, o almoço está na mesa! - exclamou Anna no andar de baixo.
-Vamos?
-Vamos sim, papai. - respondeu Castiel sorrindo enquanto deixava a mala ao lado da cama.
A refeição transcorreu calmamente. A família estava feliz e animada como não acontecia a meses. Depois que acabaram de comer, Anna lavou os pratos e foi para o quarto com o marido, pois eles sempre descansavam após o almoço. Essa foi a deixa para Castiel começar a colocar o plano dele e de Dean em prática. Ele deixou um envelope na mesa do escritório do pai e foi embora levando sua mala.
Horas mais tarde, os Novak acordaram. Anna foi fazer uma faxina no andar de baixo, já Adam foi para seu escritório analisar os arquivos de seu caso atual. Ele parou diante de sua mesa e seu coração gelou ao ver nela o envelope com a frase "Para meu querido pai" escrita com a letra de seu filho. Preocupado, ele abriu a sobrecarta e leu o papel que havia dentro dela:
"Papai,
Me desculpe pela mentira e por ter te enganado. O senhor estava certo, Dean era o motivo da minha alegria e aquela mala não era para a escola. Sábado passado nós nos entendemos e eu descobri que o senhor tinha razão. Tinha o dedo do pai dele em tudo. Dean falou com o Sr. Winchester, mas ele não só não aceitou nosso relacionamento, como ameaçou expulsar Dean de casa, afastar Sam dele para sempre e destruir minha vida convencendo o diretor Smith a me expulsar da escola e mandando um de seus subordinados me dar uma surra se nós assumíssemos nossa relação. Então percebemos que só tinha um jeito de nós ficarmos juntos em paz: fugindo. Mas eu não podia falar para o senhor ou para mamãe porque sabia que vocês tentariam me impedir de ir com ele. Dean é a minha felicidade, papai, por isso não posso viver sem ele. A essa altura, eu, ele e Sam estamos muito longe com o Impala. Não se preocupe, eu ficarei bem e darei notícias. Só não me peça para dizer onde eu estou, porque isso eu não farei. Cuida da mamãe. Ela vai precisar muito do senhor agora. E não esqueça: eu amo muito vocês. Até um dia.
Seu filho que te ama muito,
Castiel Novak
Ao fim da leitura, lágrimas grossas rolavam pelo rosto do advogado. Ele fechou os olhos bem apertados, levou a carta até o peito e sussurrou:
-Vai em paz e seja feliz, meu filho.
Então, ele respirou fundo e desceu as escadas chamando pela esposa:
-Anna!
-O que foi, amor? - indagou a ruiva que, naquele momento, passava o aspirador de pó sobre o tapete da sala de estar.
-Larga essa coisa e vem para o sofá comigo. - respondeu o moreno puxando ela pelo braço delicadamente e a levando até o sofá.
-Calma! O que aconteceu? E que papel é esse na sua mão?
-Toma. É melhor você mesma ler. - retrucou ele entregando a carta para a esposa.
-Está bem. - devolveu a dona de casa pegando o papel das mãos do marido.
Calmamente, ela leu o texto escrito pelo filho e, ao terminar, chorava compulsivamente. Tentando, acalmá-la, Adam a abraçou, a apertando em seu peito, enquanto ela falava com a voz embargada:
-Não pode ser! Ele não pode ter feito isso, Adam! Ele é um menino!
-Ele é um homem, Anna. Tem 18 anos. É maior de idade, nós não podemos fazer nada. - falou o advogado enquanto acariciava o cabelo da esposa.
-Mas e quando John descobrir? Ele vai machucá-lo, Adam. Ele vai...
-Ele não vai fazer nada, Anna! Eu não vou deixar! Se aquele imbecil preconceituoso encostar a mão podre nele no nosso filho, eu o mato!
-Eu quero o nosso menino de volta, amor. Eu quero ele aqui em casa, seguro e protegido por nós!
-Nós criamos os filhos para o mundo e não para nós, querida. Pense que Cas agora está feliz, ao lado do rapaz que ele ama!
-Porque ele não se apaixonou pelo filho de alguém que não fosse homofóbico, Adam? Teria sido tão mais fácil!
-Tem razão, teria sido mais fácil. Mas ninguém manda no próprio coração, meu amor. Por favor, se acalme! Cas vai ficar bem!
-Que Deus te ouça, amor! Que Deus te ouça!
FLASHBACK OFF
Os pensamentos do advogado foram interrompidos pela janela do escritório que bateu violentamente devido ao vento. Ele se assustou e deu um pequeno pulo na poltrona. Em seguida, se levantou e trancou a janela para evitar que isso voltasse a ocorrer. Só então ele notou que já estava amanhecendo. Quando ele ia voltar a se sentar, seu celular tocou. Rapidamente, ele tirou o aparelho da mesa e, após olhar o nome que havia no identificador de chamadas, o atendeu com um largo sorriso no rosto:
-Cas! Que saudades, filho! Eu estava pensando em você agora mesmo!
-Também estou com saudades, papai! Como vocês estão? E no que o senhor estava pensando? - indagou o menino com os olhos marejados.
-Eu estava lembrando da última vez que te vi e da sua carta. Eu e sua mãe estamos bem, mas mortos de saudades. E vocês?
-Nós estamos ótimos, papai! Tudo vai a mil maravilhas! Eu continuo trabalhando na biblioteca, Deanno recebeu um aumento na oficina e Sam mantém as notas boas que sempre tirou. E nossa vida pessoal está perfeita. Enfim, estamos muito felizes. - explicou o jovem Novak com os olhos brilhando
-Fico muito alegre de saber disso, filho. Tudo o que eu quero é a sua felicidade. Mas tenho que te avisar, o Winchester já descobriu tudo. Ele veio aqui hoje parecendo um animal selvagem. Gritou, xingou, ameaçou, mas eu botei ele pra correr.
-Meu Deus! E a mamãe, como ela ficou? - questionou Castiel franzindo o cenho de preocupação.
-Cas, eu não vou mentir pra você. Anna ficou muito assustada, tanto que só conseguiu dormir sob efeito de calmante.
-Droga! Tadinha da mamãe! Eu não queria causar problemas pra vocês! Não é justo vocês pagarem pelos meus atos.
-Não faça isso, Cas! Não se culpe! Você não tem culpa de nada! Só está buscando sua felicidade! E nós já esperávamos por isso.
-Mesmo assim! Eu estou muito preocupado com vocês! Aliás, e o senhor, como está? Conseguiu dormir?
-Eu estou bem, mas confesso que nem o tranquilizante me fez dormir. Eu fiquei um pouco nervoso e ainda estou agitado, mas agora que ouvi sua voz e soube notícias suas estou ótimo. E sua mãe com certeza vai melhorar quando eu falar da sua ligação para ela também.
-Ai, pai. Como o senhor vai trabalhar hoje assim? E o julgamento? Como o senhor vai aguentar horas falando sem ter dormido nada?
-Filho, essa não é a primeira vez que vou defender alguém sem ter conseguido dormir à noite e nem será a última. Eu já estou acostumado.
Inesperadamente, Adam ouviu outra voz masculina no telefone, de alguém que parecia estar ao lado de Castiel e dizia:
-Deixa eu falar com seu pai, Cas, por favor. Eu preciso falar com ele.
-Está bem, amor. - respondeu Castiel tapando o auto-falante do aparelho com a mão esquerda.
-É o Dean que quer falar comigo?
-Sim, papai. Eu vou passar para ele. - explicou o jovem Novak após destapar o celular.
-Sr. Novak? É o Dean. - falou o loiro depois de pegar o aparelho da mão do companheiro.
-Oi, Dean. O que deseja? E por favor, me chama de Adam. Afinal, você é meu genro.
-Está bem, Sr... quer dizer, Adam. Você conhece a mania de seu filho de falar no viva-voz, não é?
-Conheço sim. Já até reclamei com ele por isso, porque isso tira a privacidade da conversa.
-Pois é, e exatamente por isso eu ouvi a conversa de vocês, inclusive o que você falou sobre meu pai.
-Olha, filho, não preci...
-Precisa sim, Adam. Eu estou me sentindo péssimo por causa dos transtornos que meu pai causou para você e sua esposa. Por isso, eu gostaria de te pedir desculpas. Eu sinto muito mesmo.
-Dean, eu vou dizer a você exatamente o que eu disse para o Cas: Não se culpe! Você não tem culpa de nada! Só está buscando sua felicidade! E nós já esperávamos por isso. Além do mais, você não é responsável pelas atitudes do seu pai.
-Mesmo assim, eu me sinto responsável. Ele fez essa coisa lamentável com vocês por minha causa. E a Sra. Novak acabou precisando de calmantes para dormir. E você, que ainda tem um julgamento exaustivo pela frente hoje, nem dormiu!
-Dean, obrigado pela preocupação, mas como eu disse para o Cas, já estou acostumado a trabalhar depois de perder noites. Sei como lidar com isso. E aliás, agora eu tenho que tomar banho e ir para o tribunal. Por isso infelizmente terei que desligar. Só cuida do meu filho e do seu irmãozinho, e se cuide também, tá?
-Pode deixar, Adam. Eu vou cuidar da gente muito bem. Vou passar o celular para o Cas. Ele quer se despedir de você.
-Está bem.
-Pai, vou ficar torcendo para que tudo corra bem no julgamento. Vai lá e arranca o couro deles! - exclamou o dono dos olhos azuis sorrindo.
-Pode deixar, filho, eu vou arrancar sim. Se cuida! - respondeu o advogado sorrindo.
-Se cuide também, papai! E cuida da mamãe.
-Não se preocupe, filho, ficaremos bem. E nunca se esqueça, nós te amamos. - respondeu Adam com os olhos marejados.
-Eu também amo vocês. - devolveu Castiel também lacrimejando.
Os telefones foram desligados e Adam se apressou para tomar seu banho e ir trabalhar. Em Red Wood, Dean, sentado no sofá, encarou o namorado, que estava ao lado dele, com uma expressão de escárnio no rosto e falou com a voz cheia de sarcasmo:
-"Arranca o couro deles"? Você não tinha uma frase mais brega para falar não?
-Bobo! - exclamou Castiel sorrindo e atirando uma almofada, que estava atrás dele, no loiro.
E após muitas gargalhadas, o jovem casal se abraçou e trocou um apaixonado beijo.
Não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!
