Bem, chegamos ao capítulo 13... xiiii... será que teremos algum azar na história? Bem, azar eu n sei, mas garanto que fortes emoções virão nesse capítulo. Os fatos que acontecem nesse capítulo me vieram à cabeça no capítulo 8 e eu deixei pistas sobre ele nesse mesmo capítulo e no 12, mas parece que ninguém notou. bom, pelo menos ninguém mencionou nada nos reviews. Espero que gostem.


-Se acha que eu sei onde os garotos estão, Sr. Winchester, está muito enganado. Eu sei apenas o que está escrito na carta que Dean lhe deixou. E mesmo que soubesse onde eles estão, jamais lhe diria! - exclamou a governanta, agora calma, confiante e cheia de coragem.

-EU DUVIDO QUE VOCÊ NÃO SAIBA! - berrou o Almirante com os olhos ainda mais cheios de ódio e a voz rouca enquanto se levantava de sua cadeira e apoiava as mãos na mesa.

O clima estava muito tenso. A segurança, a determinação, os olhos azuis sérios e intensos. Tudo isso aliado à beleza da jovem governanta, estava tirando o Winchester do sério. A muito tempo ele não sentia essas coisas, desde que Mary morreu, na verdade. E isso era muito confuso para John, pois ele conhece Lilith a anos, desde antes da morte de sua falecida esposa, e nunca sentiu nada assim por ela. Mas de uns tempos para cá, ele passou a vê-la com outros olhos, tanto que ele a fotografou com o celular sem que ela notasse. Ele precisava de uma imagem dela para admirar quando estava longe por causa do trabalho. O militar mentia para si mesmo que sentia todas essas coisas por ela por causa de sua semelhança com Mary, mas no fundo, sabia que não era nada disso.

-EU ESTOU FALANDO A VERDADE! SE O SENHOR NÃO ACREDITA, O PROBLEMA É SEU! - gritou a loira transbordando raiva nos olhos e na voz ao mesmo tempo em que também se levantava e se colocava na mesma posição de seu patrão.

Por causa da reação exaltada de Lilith, os rostos dos dois ficaram muito próximos. John agora podia sentir a respiração dela resvalar em sua face. Aquele hálito quente, a expressão provocante que ela exibia, enfrentando ele com os olhos como ninguém nunca o havia enfrentado antes, seu lábios carnudos vermelhos por causa do batom que ela usava perto dos dele, enfim, o conjunto da obra o fez perder o controle e fazer algo que nenhum deles esperava. Ele tirou suas mãos da mesa e as pousou no rosto dela, o aproximando do dele e colando seus lábios nos dela sem pensar. Lilith esperou tanto por isso, desejou tanto isso, mantendo esse sentimento em segredo porque não gostava do homem em quem o Almirante havia se transformado.

Ela o amou no instante em que o viu pela primeira vez, mas ele era casado. Além disso, ela também gostou de Mary desde o início e nutriu por ela uma grande amizade. Quando ela morreu, Lilith resolveu respeitar a dor e o luto do viúvo, mas depois ele se tornou outra pessoa. Ele se transformou em alguém que a jovem governanta não queria em sua vida. Mas amava os garotos como se fossem seus, por isso permaneceu trabalhando na casa. Por eles e porque, apesar de tudo, ainda tinha a esperança de ver o antigo John novamente, aquele por quem ela se apaixonou.

E agora, naquele exato momento, o Winchester havia feito o que ela queria que ele fizesse desde o dia em que o conheceu. Por essa razão, ignorando a situação em que se encontravam e o que provocou aquele beijo, ela se entregou a ele de corpo de alma. Logo, o militar havia dado a volta na mesa e tomado a cintura dela com possessão, enquanto ela enlaçou o pescoço dele desesperadamente.

O beijo foi forte, intenso, turbulento e da mesma forma inesperada que começou, chegou ao fim. Percebendo o que tinha feito, John afastou seus lábios dos de Lilith e com um pouco de força a jogou na cadeira onde ela estava, fazendo o móvel quase cair para trás com a jovem e bela mulher.

De costas para ela, pois estava tentando se recuperar do que tinha acabado de acontecer, ele respirou fundo buscando ar e falou com um tom de voz mais grave e sério que o normal:

-Já que você se recusa dizer onde eles estão, eu não vou te deixar ir embora. Você vai ficar trancada nessa sala até decidir me contar para onde meus filhos foram.

E sem encará-la nem por um segundo, ele se virou e deixou o cômodo, trancando a porta ao sair. Lilith, por sua vez, ainda estava imóvel na cadeira, com os olhos arregalados, a respiração ofegante e sem conseguir acreditar no que tinha acabado de acontecer.


Não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!