Oi, gente! Eu peço desculpas pelas 2 semanas sem postagens. Acontece, que eu estava bloqueada e sem saber que rumo tomar. Mas, graças à minha amiga Linn Krushnic, eu consegui achar um caminho e agora apresento a vocês o capítulo 14 dessa nossa história! Espero que vocês gostem! Obrigada, amiga! Prometo a vocês que, a partir de agora, volto a postar todos os domingos. Também peço desculpas pelos últimos capítulos, que foram minúsculos. Garanto que esse é maior e os outros também serão! Bem, sem mais delongas, vamos ao capítulo agora!
Aparentemente, tudo ia bem em Red Wood, mas como diz o ditado, as aparências enganam. No início, A nova família formada pelos Winchesters mais novos e pelo jovem Novak estava vivendo em um mar de rosas, mas pouco a pouco, os problemas começaram a aparecer.
Castiel estava trabalhando tranquilamente, catalogando um lote de livros novos que a biblioteca havia comprado quando seu celular tocou. Ele o tirou do bolso de sua calça e, apesar de não reconhecer o número, atendeu imediatamente:
-Alô? Quem fala?
-Sr. Johnson, aqui é o diretor McKeen da Source of Knowledge. Eu estou ligando, porque Chuck agrediu um colega agora a pouco.
-O que? Mas o Chuck é um garoto tranquilo!
-Não foi o que ele mostrou hoje. Por favor, venha até aqui agora. Eu preciso falar com o senhor. Eu chamaria o irmão dele também, mas ele disse que quer só o senhor aqui.
-Não precisa chamar o Mike, Sr. McKeen. Ele está muito ocupado. Eu já estou indo aí. - concluiu o moreno preocupado.
Após falar com sua chefe, o dono dos olhos azuis pegou o Impala e rumou para a escola onde seu pequeno cunhado estudava. Ele sabia que Sam jamais machucaria alguém sem ter sido provocado, por isso entendia perfeitamente o porque de o garoto ter preferido chamar ele ao invés de Dean. Seja lá o que fizeram com o caçula, considerando o temperamento explosivo do loiro, quando ele souber vai ficar furioso e, se fosse falar com o diretor, acabaria criando uma confusão na escola. Como Castiel é mais calmo e controlado certamente vai conseguir cuidar da situação melhor que seu companheiro.
Minutos mais tarde, ele entrava na sala do diretor. McKeen era um homem branco, alto e tinha cabelos grisalhos. Ele era sério e dirigia a Source of Knowledge com mãos de ferro. Sam estava sentado diante de sua mesa e, ao entrar, o jovem Novak foi logo em sua direção enquanto falava:
-Chuck, o que houve?
-Sr. Johnson, que bom que o senhor veio. Temos muito que conversar. Sente-se. - disse o diretor, interrompendo Castiel.
-Está bem. Sou todo ouvidos. - respondeu o moreno enquanto sentava.
-Bem, hoje, na hora do intervalo, seu cunhado agrediu um colega como eu já expliquei ao senhor pelo telefone. Chuck, conte para o Sr. Johnson o que você me falou.
-Jim, desculpa. Eu não queria bater nele, mas ele me provocou! - exclamou o menino entre lágrimas.
-O que foi que ele fez, Chuck? Me explica tudo com calma. - respondeu Castiel preocupado.
-Ele xingou você e Mike de viadinhos, boiolas e me perguntaram se eu também gosto de dar o rabo como vocês.
-Mas que absurdo! Pudera ele ter batido nesse garoto! Isso não pode ficar assim, Sr. McKeen, isso é bullying! Espero que o senhor tenha dado uma punição exemplar para esse menino!
-Punição por que? Quando o professor que os separou chegou onde eles estavam, os dois já estavam brigando e nenhum dos outros garotos confirmou a versão do Chuck.
-O que? O senhor não fez nada com o garoto? Chuck é um menino doce, não faz mal a ninguém e nunca, ouviu bem, NUNCA mente! - devolveu Castiel já começando a perder a paciência.
-Sem provas que corroborem o que Chuck disse, eu não posso fazer nada com o outro garoto. - explicou o diretor com uma leve malícia sondando seu sorriso.
-Provas, corroborem. O que é isso? Uma investigação policial? E o senhor é o que? Um CSI? - indagou o jovem Novak com um tom de voz sarcástico.
-Poupe-me do seu sarcasmo, Sr. Johnson. Como diretor, eu devo me ater aos fatos e eles dizem que Chuck agrediu um colega que não fez nada a ele.
-Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo! - o moreno exclamou muito nervoso, enquanto passava as mãos no cabelo com a cabeça jogada para trás. - só me responda uma coisa: Qual é o nome desse garoto que Chuck agrediu?
- Raphael McFly. - respondeu McKeen rápido e direto.
-Ahhhh! Raphael McFly, filho do prefeito Conrad McFly? Tá explicado!
-O senhor está insinuando alguma coisa, Sr. Johnson? - questionou o diretor ficando sério.
-O senhor me entendeu muito bem, Sr. McKeen. Mas como vai ficar a situação do Chuck agora? - retrucou Castiel igualmente sério.
-Ele está suspenso por 3 dias. - respondeu McKeen calmamente.
-O senhor tem mais alguma coisa para me dizer?
-Só que o senhor e seu companheiro devem cuidar melhor da educação do Chuck. - alfinetou o diretor com um sorriso sarcástico nos lábios.
-Eu e Mike educamos o Chuck MUITO bem! Vamos embora, Chuck! - exclamou o moreno novamente exaltado e olhando para Sam no final.
Os dois deixaram a diretoria sob o olhar malicioso do diretor e rumaram para o estacionamento. Sam ainda chorava e, sozinho com Castiel, voltou a se desculpar:
-Por favor, Cas, me desculpe! Eu tentei me...
-Não precisa se desculpar, Sammy. O que você fez foi errado sim, mas o Raphael provocou e você não tem sangue de barata. O que ele fez foi ainda mais errado e, além disso, foi cruel. - replicou Castiel se virando para o mais novo e colocando suas mãos no rosto dele. - agora vamos para casa. Eu vou te deixar lá e em seguida vou na oficina falar com Dean.
-Não, Cas, por favor! Dean vai ficar furioso! - exclamou o menino com medo.
-Eu sei, Sam, mas Dean é seu irmão e tem o direito de saber o que estão fazendo com você nessa escola. Vamos, entre no carro. - respondeu o Novak já diante do carro e fazendo sinal para o filho mais novo de John entrar.
Logo, Castiel deixava Sam no apartamento e seguia para a oficina do namorado usando o Impala, apesar do lugar ficar a apenas 2 quadras da residência deles. Chegando lá, ele estacionou o carro e entrou. Para seu azar, o moreno encontrou Uriel, um colega de Dean, sozinho mexendo em uma SUV. Ele não gostou nem um pouco, preferia que o loiro estivesse lá, mas sem alternativa se dirigiu ao homem negro à sua frente:
-Boa tarde, Uriel. Onde está Mike?
-Oi, Jimmy. Como vai? - respondeu o mecânico indo em direção ao Novak com um sorriso malicioso nos lábios.
-Estou bem, mas você não respondeu a minha pergunta. - retrucou o moreno sério e dando dos passos para trás.
-Ele está no banheiro. Já deve estar voltando. Mas a gente podia se divertir um pouco até lá, o que acha? - insinuou Uriel avançando os 2 passos que Castiel tinha retrocedido e tentando tocá-lo ainda com o sorriso malicioso nos lábios.
-Eu já disse que amo o Mike e sou fiel, Uriel. Me deixa em paz de uma vez! - exclamou o moreno se exaltando e dando um tapa na mão que o negro tentava encostar nele.
-E eu já disse que não vou desistir! Quem manda você ter esses olhos azuis tão lindos e intensos? Eles me deixam louco, sabia?
-Uriel... - começou o filho de Adam já irritado, mas foi interrompido pelo namorado que finalmente voltava do banheiro sem perceber nada.
-Anjo, o que faz aqui?
-Oi, amor, eu preciso falar com você sobre o Chuck. - respondeu Castiel praticamente correndo na direção do namorado e muito aliviado por ele ter chegado.
-O que houve com meu irmão? - indagou Dean já com um ar preocupado.
-Vamos conversar lá fora que eu te explico.
-Está bem. Uriel, toma conta de tudo aqui que eu já volto, tá?
-Sem problemas, Mike! - respondeu o negro alto e forte já disfarçando a malícia presente em seu rosto, mas não deixando de dar uma rápida olhada para Castiel no final.
Do lado de fora, o moreno explicou para o loiro tudo o que houve na escola já se preparando para o ataque de fúria que ele teria. E como ele conhecia o namorado! Furioso, Dean socou a parede enquanto gritava:
-FILHO DA PUTA!
-Deanno, fica calmo, por favor!
-Como ficar calmo, Cas? Esse pirralho está fazendo com Sammy a mesma coisa que o imbecil do Crowley fazia contigo no Dallas High School. E esse filho da puta desse diretor não vai fazer nada com o garoto porque ele tem as costas quentes! E no fim de tudo, Sammy, que é a vítima, foi que pagou o pato!
-Eu sei! Você acha que eu não me lembrei do Crowley? Eu sei exatamente como o Sammy se sente! E acho um tremendo absurdo esse garoto não ser responsabilizado só porque é filho do prefeito, mas infelizmente nós não podemos fazer nada! Pelo menos por enquanto...
-Como assim? Você pensou em alguma coisa?
-Sim, eu tive umas ideias... - respondeu o moreno com uma certa malícia no sorriso.
-Que coisas? Tirar o Sammy daquela escola?
-Não, amor, isso não adiantaria! Provavelmente na outra escola de Ensino Fundamental dessa cidade também deve ter algum garoto preconceituoso que faria bullying com ele. Nós temos é que cortar o mal pela raiz. E eu já sei como! - explicou Castiel com um brilho intenso nos olhos azuis.
-E como vamos fazer isso? - questionou o loiro já muito curioso.
-Eu preciso fazer umas coisas primeiro, amor. Então se derem certo, eu te conto.
-Mas, Cas...
-Sem mas, Deanno! Agora eu tenho que ir! Tchau! - exclamou o anjo de Dean dando-lhe um beijo apaixonado logo depois e indo para o Impala em seguida.
Dentro do carro, Castiel tomou o caminho de casa com a cabeça fervilhando de pensamentos. O que mais o preocupava, já que tinha o problema de Sam mais ou menos resolvido nela, era Uriel. Desde que Dean começou a trabalhar naquela oficina que o negro o assediava. O moreno sempre respondia a mesma coisa que disse minutos antes. Ele amava Dean, no caso Mike, e era fiel. E, em todas as vezes, era ríspido e demonstrava em seu olhar, suas expressões faciais e sua postura, que não gostava da atitude do mecânico. Mas, mesmo assim, Uriel insistia. E isso estava acabando com o moreno.
Ele tinha muito medo de contar a Dean o que Uriel fazia, pois conhecia o gênio forte dele. Certamente, o Winchester daria uma surra no negro e acabaria sendo demitido pelo chefe. E eles precisavam que o sardento ficasse naquele emprego. Isso sem falar, que aquela era a melhor oficina da cidade. No entanto, o que mais preocupava Castiel não era a demissão em si, mas o fato de que seu companheiro acabaria preso se surrasse o colega de trabalho, pois o dono da oficina era muito influente na cidade, além de grande amigo de Uriel e da família dele.
Resumindo, Castiel não sabia mais o que fazer. E com a cabeça queimando com as imagens dos vários assédios que sofreu do negro, o jovem Novak não conseguiu mais dirigir. Ele freou bruscamente, parou o carro no acostamento e afundou o rosto no volante se deixando dominar pelo pranto compulsivo que tomou conta de si. E agora, o que ele faria?
Os personagens Jeff McKeen e Conrad foram tirados do universo da série "CSI: Crime Scene Investigation", mais conhecida como "CSI: Las Vegas". Essa semana, eu finalmente assisti o episódio em que um dos personagens principais foi assassinado por McKeen e precisava extravasar a raiva que senti. Por isso, o diretor McKeen tem a mesma personalidade do assassino sacana de CSI. Já o Conrad, é o Conrad Ecklie, Diretor Assistente do laboratório onde os CSIs trabalham, mas nessa fic eu mudei o sobrenome dele para McFly, porque já tinha colocado nela um personagem de CSI na íntegra. E admito que o Marty McFly de "De Volta Para o Futuro" andou sondando minha cabeça, só não sei porque. Rsss! Bem, agora chega, porque essa "Nota Final" já está virando uma Enciclopédia Barsa! Rsss! E não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!
