Bem, aqui está o capítulo 15, como eu prometi. Espero que gostem.


Assim que se acalmou e enxugou as lágrimas, Castiel voltou a dirigir até que chegou em seu lar e desabou no sofá. Ele estava deitado, de olhos fechados, quando uma voz familiar falou com ele:

-Como ele reagiu? - perguntou o pequeno Sam à metros dele.

-Chamou o diretor de filho da puta e socou uma parede. - respondeu o moreno encarando o cunhado.

-Eu sabia! Ele vai fazer alguma besteira, Cas! - exclamou o menino angustiado enquanto ia na direção do Novak.

-Não se preocupe, Sammy. Dean não vai fazer nada. Eu vou resolver isso e da melhor maneira possível. - explicou o filho de Adam se sentando no sofá e colocando as mãos no rosto do garoto tentando acalmá-lo.

-E como você vai fazer isso?

-Por enquanto, é segredo. Nem o Dean sabe. E o senhor já fez o dever de casa, mocinho? - retrucou o dono dos olhos azuis dando um leve sorriso no final.

-Eu... eu não consegui fazer. Eu estava preocupado com a reação do Dean. - replicou Sam com a cabeça baixa.

-Pois pode se tranquilizar. Como eu já te disse, ele não vai fazer nada errado. Então, vai fazer seu dever de casa. - devolveu o mais velho bagunçando o cabelo do mais novo.

-Está bem. - concordou o menino sorrindo.

Sam voltou para seu quarto e começou a fazer seu dever de casa. Ao mesmo tempo, Castiel pegou seu telefone celular e fez uma ligação. Uma voz conhecida atendeu do outro lado da linha e foi logo falando:

-Oi, filho! Que saudades! Como vocês estão?

-Oi, papai! Também estou morto de saudades! Nós estamos bem. Mas, como vão as coisas por aí? O Sr. Winchester aprontou mais alguma?

-Bem, está tudo bem por aqui e eu não soube mais nada do John, filho. Mas duvido que você tenha me ligado para falar só dele. Posso te ajudar em alguma coisa?

-O senhor realmente me conhece, pai. Eu estou mesmo precisando da sua ajuda. No entanto, não estou precisando do meu pai, mas do advogado.

-Como assim? Algum de vocês foi preso? Olha, filho, eu não posso advogar no Maine, já que me formei no Texas, mas posso procurar um bom advogado que trabalhe aí.

-Calma, pai! Não é nada disso! Nenhum de nós está com problemas legais. Eu preciso é que o senhor investigue a vida de alguém para mim.

-UFA! Que susto! Mas fala, filho, quem é essa pessoa e porque você quer que eu a investigue?

-Desculpa ter te assustado, pai. Eu devia ter sido mais claro. A pessoa, é Conrad Angus McFly. Ele é o prefeito daqui de Red Wood. E o motivo, bem, é uma longa história que eu vou te contar agora.

O moreno explicou para o pai, em detalhes, a conversa que teve com o diretor McKeen. E logo o experiente advogado soube porque seu filho estava lhe pedindo essa investigação. Indignado, ele esbravejou:

-ISSO É UM ABSURDO! Esse garoto tem que ser punido! Os pais e a escola têm que castigá-lo por ter ofendido o Sam!

-Eu sei pai, mas o menino é intocável. Por isso preciso de sua ajuda.

-Eu entendi perfeitamente o que você quer, filho. E prometo que em 3 dias você terá tanta munição contra esse prefeito que nem um colete à prova de balas vai salvá-lo!

-Obrigado, pai. Nem sei como te agradecer.

-Não precisa agradecer, filho. Eu sou seu pai. Cuidar de você é minha responsabilidade.

-Mas cuidar do meu cunhado não.

-Ele faz parte da sua vida e da sua nova família, filho. Mas, mudando de assunto, essa não é a única coisa que está te aborrecendo, não é?

-Nossa, o senhor não deixa escapar nada, não é? - indagou o mais novo esboçando um leve sorriso.

-Eu te conheço até a distância, Cas. Fala logo, o que houve?

-Um colega de trabalho do Dean tem me assediado desde que Dean começou a trabalhar lá. Eu não aguento mais, pai. Hoje ele me assediou com Dean à metros de nós, no banheiro. Eu já disse várias vezes que amo o Dean e sou fiel, mas ele insiste! Eu não sei mais o que fazer. - confessou Castiel voltando a chorar.

-Você tem que contar isso para o Dean, filho. Ele tem o direito de saber.

-NÃO! Eu não posso, pai! Se eu fizer isso, Dean dará uma surra no Uriel. perderá o emprego e será preso. Uriel e a família dele são grandes amigos do dono da oficina, que é muito influente aqui! E nós precisamos que ele fique nesse emprego. E, principalmente, se Dean for preso, seremos descobertos.

-Pior que você tem razão. Dean herdou o mesmo temperamento explosivo do pai. Você quer que eu investigue esse Uriel também?

-Não é trabalho demais para o senhor? Não quero abusar da sua boa vontade, pai. Eu sei que o senhor deve estar cheio de proce...

-Cas, você é meu filho! Está acima de tudo para mim! E você acha que eu vou ficar em paz sabendo que quem eu mais amo no mundo está sofrendo?

-Pai... - falou Castiel emocionado sem conseguir dizer mais nada.

-Está decidido. Eu vou investigar esse Uriel. Qual é o nome completo dele?

-Uriel Patrick Monroe.

-Ok. Anotado. Filho, eu vou desligar para começar as investigações. Logo, eu te ligo para te dar uma resposta. Se cuida, tá?

-Está bem. Obrigado, pai. Dá um beijo na mamãe por mim e não conta nada para ela, tá?

-Eu já disse, não precisa agradecer. E não se preocupe, sua mãe não saberá de nada. Só do beijo. Tchau.

-Tchau.

Ambos desligaram e Castiel acabou ficando mais calmo. Falar com o pai sempre o tranquilizava. Ele esfregou o rosto e o cabelo e, em seguida, se espreguiçou. Depois, foi direto para o banheiro, onde tirou sua roupa e tomou um banho quente relaxante. Então desabou de bruços em sua cama ainda com o roupão que vestiu após sair do chuveiro.

Horas mais tarde, ele acordou sentindo um peso em seus quadris e mãos massageando seus ombros. Já imaginando o que estava acontecendo, ele sorriu e virou o rosto esperando ver seu companheiro atrás e em cima de si, mas era Uriel que estava lá. Ele estava nú e sorria com uma malícia diabólica e aproximou seu rosto do dele tentando beijá-lo. Castiel virou a face para frente de novo e começou a gritar tentando se mexer. O negro se levantou por alguns segundos e virou o corpo do Novak para frente abrindo seu roupão violentamente enquanto falava:

-Agora você finalmente será meu, Jimmy!

-NÃÃÃOOOOOOO! - gritou Castiel desesperado entre lágrimas.


Não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!