Eu peço desculpas pela demora para postar. Isso aconteceu porque eu estava bloqueada. Não sei foi bem um bloqueio, porque eu sabia que rumo tomar, só não sabia como colocar isso no Word. Bem, finalmente consegui fazer o capítulo. Para compensá-los pela demora, eu fiz um capítulo maior. Espero que gostem!


Apavorado, o moreno acordou sobressaltado, já sentado em sua cama. Seus gritos chamaram a atenção de seu companheiro, que tinha acabado de sair do banho e estava a poucos passos da porta do quarto. Preocupado, ele entrou correndo e foi até o jovem Novak, falando:

-Cas, o que houve? Você teve um pesadelo? - indagou ele abraçando o namorado.

-Si... sim! Um pesadelo horrível, mas agora eu não me lembro como foi. - mentiu o moreno se aninhando nos braços do loiro entre lágrimas.

-Não importa! Fosse qual fosse esse sonho ruim, ele já acabou. Se acalma, tá? Eu estou aqui.

-Me abraça, Deanno! Me abraça bem forte!

-Claro, meu anjo! - exclamou o Winchester atendendo ao pedido de Castiel.

Aos poucos o moreno foi se acalmando até adormecer nos braços de seu amor. Dean, por sua vez, o colocou na cama cuidadosamente e falou consigo mesmo enquanto o observava dormir:

-Eu sei que você se lembra do seu pesadelo, Cas. E se mentiu pra mim, então foi muito sério. Eu tenho que descobrir o que está acontecendo contigo.

Dias depois, Castiel tinha acabado de deixar Sam na escola e estava ligando o motor do Impala quando seu celular tocou. Ao ver no monitor do aparelho o nome de quem estava ligando, ele logo abriu um sorriso e atendeu:

-Oi, pai! E aí, já terminou as investigações?

-A do prefeito sim. Mandei todos os documentos que achei para você pelo Fedex. Deve chegar em algumas horas. Já o Uriel, eu ainda estou investigando. Acho que estou prestes a descobrir algo interessante sobre a vida dele, mas só vou te dizer quando tiver certeza.

-Tudo bem, pai. Confio no senhor. Vou esperar os documentos com ansiedade. Não vejo a hora de esfregá-los na cara daquele idiota do McFly!

-Eu sei, mas vá com calma, filho. Não vai fazer nenhuma besteira, tá?

-Não se preocupe, pai. Eu sei o que fazer.

-Ok. Mas, mudando de assunto, o tal do Uriel ainda está te perturbando?

-Infelizmente sim. Até pesadelos eu ando tendo com ele.

-Aguenta firme, filho. Logo esse pesadelo vai acabar.

-Obrigado, pai. Bem, agora eu tenho que ir para o trabalho.

-Eu também. Tchau, filho. E não se esqueça: Eu te amo.

-Eu também de amo, pai. Dá um beijo na mamãe por mim, tá?

-Eu darei sim, não se preocupe.

Horas mais tarde, Castiel chegava em casa com Sam, quando encontrou um envelope do Fedex debaixo da porta. Só podiam ser os documentos que ele esperava. Ansioso, o moreno mandou Sam tomar banho para esperar Dean chegar e, sentando-se no sofá, começou a ler o conteúdo do envelope. Um largo sorriso se abriu em sua boca. Ele correu para a multifuncional que, a muito custo, ele e Dean tinham comprado para a impressão dos trabalhos escolares de Sam e fez cópias de cada folha que seu pai lhe enviou. Então guardou os originais dentro do envelope e, em seguida, em seu guarda-roupa e saiu após gritar para Sam já da porta:

-Sammy, eu volto logo!

Logo, ele tocava a campainha da casa do prefeito, que era uma mansão que fazia jus ao cargo dele. Ela era grande, com um belo jardim, uma garagem muito maior que o normal e uma sala de estar bastante espaçosa. A governanta atendeu com seu ar sério e ficou encarando o jovem enquanto ele falava:

-Por favor, eu poderia falar com o Sr. McFly?

-Sinto muito, senhor, mas agora ele não pode recebê-lo. Ele está jantando. Além do mais, o Sr. McFly é um homem muito ocupado, tem muito trabalho para fazer depois da refeição.

-Eu não estou nem aí para o trabalho dele! Eu preciso falar com seu patrão e vou falar agora!

Sem pensar duas vezes, o moreno invadiu a casa sob protestos da governanta que estava bem atrás dele. Assim que chegou na sala de jantar, ele encontrou toda a família McFly jantando e sua invasão acabou tirando o prefeito do sério:

-Mas o que é isso! Quem o senhor pensa que é para invadir a minha casa?

-Sr, McFly, eu sou Jimmy Johnson, cunhado de Chuck Ross. Não sei se o senhor sabe quem é o Chuck, por isso vou explicar.

-Então é você o viadinho que namora o irmão do idiota do Chuck? O soco que ele me deu ainda está doendo, sabia? - perguntou Raphael maliciosamente.

-Cale-se, Raphael! Não se intrometa! Deixe que eu cuido disso! - exclamou McFly furioso.

-Então você é o responsável por aquele garoto que bateu no meu menino? - indagou a primeira dama indignada.

-Lori, por favor, querida, deixe isso comigo.

-Está bem, Conrad! Como você quiser! - falou Lori zangada.

-Bem, acho que agora o senhor sabe quem é o Chuck. E é sobre ele e seu filho que eu preciso falar com o senhor agora.

-Sim, eu soube o que seu cunhado fez com meu filho. Eu não tenho nada para falar com você, mas se quer conversar, vá na prefeitura amanhã! - retrucou o prefeito exaltado.

-O senhor não entendeu, . Eu não vou sair da sua casa até falar com o senhor em particular. - replicou o jovem Novak calmamente.

-Está bem! Você venceu! Vamos para o meu escritório.

Os dois homens seguiram para o escritório do prefeito, que era tão grande quanto o resto da casa. Assim que a porta foi fechada, Castiel estendeu para McFly o envelope onde havia colocado as cópias e falou:

-Eu só vim aqui para dizer ao senhor que se seu filho ofender meu cunhado de novo, ou fizer qualquer coisa contra ele, o conteúdo desse envelope será distribuído para todas as emissoras de TV e rádio dessa cidade, para os jornais e a internet. Essas folhas nas suas mãos são só cópias. Os originais estão bem guardados. Controle seu filho, ou o senhor é que arcará com as consequências. Passar bem.

Assim que terminou de falar, o moreno saiu do escritório, deixando um Conrad McFly encarando as folhas que recebeu dele boquiaberto. Sem falar com mais ninguém, o jovem voltou para casa, onde Dean o esperava preocupado. Quando viu seu amor entrar, ele se levantou do sófa e correu para o outrofalando:

-Cas, onde você estava? Sammy disse que você saiu sem dizer onde ia! Eu fiquei preocupado!

-Desculpe, Deanno! Eu estava com pressa, fui resolver o problema do Sammy.

-Problema? Se refere ao filho do prefeito? - indagou o loiro confuso.

-Sim. Vamos sentar que eu te contarei tudo. - retrucou o moreno sorrindo.

Eles sentaram no sofá e Castiel contou tudo que aconteceu desde que o envelope chegou até o fim de sua conversa com McFly. Dean estava chocado e sorridente ao mesmo tempo. Sem conseguir falar mais nada, ele enlaçou o companheiro pela cintura possessivamente e o beijou com paixão. Prontamente, foi correspondido e, após alguns minutos, se afastou minimamente dele, ficando apenas com as testas coladas e falou:

-Obrigado, anjo. Cuidar do Sammy é meu dever, não seu. E mesmo assim você resolveu o problema dele. Eu serei sempre grato a você.

-Não precisa agradecer, Deanno. Sammy é da minha família também. Cuidar dele é dever meu também. Eu fico feliz em ajudar. - respondeu o moreno enquanto acariciava o rosto do namorado.

-Mesmo assim, obrigado, Cas. Obrigado mesmo. Eu só queria ter estado lá para ver a cara daquele imbecil quando leu os documentos. Aliás, que canalha, hein? - falou o Winchester sorrindo.

-Canalha mesmo! Mas vamos esquecer o McFly, tá? Se você quer mesmo me agradecer, eu conheço algumas formas... - Castiel retrucou com um sorriso malicioso se formando em seus lábios.

-Ah, é? Então me conte quais são, porque eu não faço a mínima ideia. - devolveu o loiro ainda mais malicioso.

-Vamos para o quarto que eu te mostro!

Castiel se levantou do sofá puxando Dean pela mão e o levou para o quarto do casal. A noite foi quente e inesquecível para eles. Foi simplesmente a melhor transa de suas vidas. Dean pela primeira vez foi o passivo e adorou. Ele nunca tinha imaginado que sentir seu Cas dentro de si era tão bom. Claro que, no dia seguinte, ele mal podia sentar, mas se esse era o preço a pagar por uma noite maravilhosa como aquela, ele pagaria com prazer.

Dias depois, Red Wood estava em festa. Todos estavam no parque local comemorando o aniversário da cidade. Havia churrasco, enfeites, som ao vivo, brinquedos instalados para as crianças, vendedores ambulantes, entre outras coisas. Sam estava muito feliz. Ele brincava com seus amigos correndo pelo parque, enquanto Raphael se mantinha encostado em uma árvore sozinho e parecendo chateado. Ao observar o garoto, Castiel teve a certeza de que o prefeito cumprira sua parte no trato. Ótimo. Assim ele não precisaria jogar a merda no ventilador. O jovem Novak foi despertado de seus devaneios por uma voz grave atrás de si:

-Você hoje está mais lindo do que nunca, Jimmy!

O garoto reconheceu a voz de imediato e se virou enquanto procurava Dean com os olhos. Ele estava conversando com um amigo perto da churrasqueira, onde tinha ido pegar uns pedaços de carne para o companheiro. Nem sequer notava o que acontecia entre Castiel e seu colega de trabalho. Assustado, ele encarou Uriel falando seriamente:

-Por Deus, Uriel! Eu já te pedi para parar com isso! Quer saber? Eu não vou ficar aqui me irritando e discutindo com você! Estou indo para perto do MEU NAMORADO. - exclamou ele, sendo mais grosso no final.

-Ah, mais não vai mesmo! - o negro alto exclamou, puxando o mais baixo pelo braço e o fazendo ir ao seu encontro. - eu estou cansado desse joguinho! Você será meu agora!

Sem dizer mais nada, ele beijou Castiel, que se debatia, já começando a chorar e tentando se soltar dos fortes braços do outro. Então, em meio ao desespero, ele mordeu a boca de Uriel, que gritou ao mesmo tempo em que levava a mão aos lábios melados de sangue:

-OUCH! Ficou louco, Jimmy?

-Sim! Eu estou louco de ódio! Me solta Uriel!

Então o barulho de prato caindo e quebrando foi ouvido. Eles olharam para o lado e encontraram um Dean parado e os encarando com os olhos arregalados. Pedaços de vidro e carne jaziam diante dele. Tomado pela raiva e pelo ciúmes, ele só conseguiu dizer uma coisa:

-EU TE MATO, URIEL!

E então, o loiro correu na direção do colega de trabalho e se jogou em cima dele. Eles caíram no chão, com o Winchester sentado em cima dele, o socando, alternando as mãos que desferiam os golpes. Castiel gritava, implorando que ele parasse, mas Dean não escutava nada. Ele estava surdo e cego. Seus olhos tinham um brilho assustador e o verde deles tinha mudado de um brilhante para um escuro que o Novak nunca tinha visto antes.

Diante daquela situação, alguns homens seguraram e levantaram o loiro, enquanto outras pessoas socorriam Uriel. O médico local, que estava participando da festa, logo se debruçou sobre o negro para examiná-lo. Ele estava com os lábios cortados e feridos por causa dos socos e da mordida, ambos os olhos tão roxos e inchados que ele mal podia mantê-los abertos e muito sangue saindo do nariz fraturado.

Aos prantos, Cas se colocou diante do namorado e com as mãos em seu rosto falou com a intenção de acalmá-lo:

-Amor, por favor, acalme-se! Já passou, tá? Eu estou bem!

-Ele tocou em você, anjo! Te beijou à força! Eu vi! - exclamou o filho de John enquanto tentava se livrar dos braços que o seguravam.

-Vamos para casa, por favor! Lá eu te conto tudo! Mas esquece o Uriel, pelo amor de Deus!

-Sinto muito, Sr. Johnson, mas seu namorado não poderá ir para casa. Eu terei que prendê-lo. - explicou o delegado Drake Parker enquanto se aproximava do casal.

Dessa vez foi Castiel que exibiu em seu rosto um olhar que Dean não conhecia. Um olhar cheio de ódio e com um brilho assustador tomando conta das orbes. Ele se virou para o delegado e falou com um tom de voz calmo:

-Não, o senhor não vai prender meu companheiro. Se tem alguém aqui que deve ser preso é o Uriel. Ele tem me assediado sexualmente desde que Mike começou a trabalhar na oficina e agora acabou de me agarrar à força e me beijar contra a minha vontade. Foi por isso que Mike bateu nele. O nome disso é legítima defesa.

-Que seja. Vamos todos para a delegacia então. Quero tomar o depoimento de todos os envolvidos! - retrucou o delegado.

Castiel e Dean gelaram por dentro. Eles tinham que evitar a todo custo que o loiro fosse preso e fichado, pois se isso acontecesse, eles seriam descobertos no instante em que as digitais dele fossem colocadas no sistema.


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