Respondendo as reviews:
Nuby: Que bom que está gostando da Fanfic. Aguarde grandes reviravoltas com o desenrolar da história.
Herzkristall: Legal que você está curtindo a minha fic. Aqui está mais um capítulo. E já estou cuidando da sua sugestão.
MeiohAthena: O que mais gostei na história foi a apresentação de cada guerreira e sua divindade protetora. Muito bem feito. Amei essa frase, ninguém nunca tinha falado assim em uma fic minha! E aqui está a continuação, espero que goste tanto quanto gostou do primeiro capítulo. Só um simples aviso: Aguarde grandes surpresas no próximo capítulo.
Bom, depois de uma mega espera, estou trazendo a continuação. Espero que gostem.
Disclaimer: Saint Seiya não me pertence (felizmente, ou aí sim os bronzeados não iam ter sossego) e sim ao Masami Kurumada. Apenas a fanfic pertence a mim. Direitos dos originais reservados. P
Ísis
Capítulo Dois:
DescobrindoNo começo da segunda aula, senti Jenyty puxando meus cabelos negros e cacheados atrás de mim, querendo falar algo pra mim. Virei-me para encará-la.
Luane: Caramba, Jenyty... O que deu em você pra puxar o meu cabelo?
Jenyty sussurrou em meu ouvido com a mão protegendo, como se quisesse evitar que alguém ouvisse.
Jenyty: Vocês reparou nesse grupo aí sentado na sua frente, né?
Luane: Não, não reparei... ¬¬ Sua anta, claro que eu reparei, é impossível não reparar nesses gatos...
Jenyty: Bom... Lembra que uma vez a gente tava lá no clube Yuriko, e assim que a gente saiu da piscina, uns caras vieram dar em cima da gente?
Luane: Impossível esquecer, só não dei uma surra neles porque a Caroline me segurou...
Jenyty: Então... Sabe, eu tava lembrando disso agora a pouco, e percebi que os da sua frente são iguais a eles...
Só faltou eu desmaiar. Só podia ser um pesadelo. Eu queria distância de todos aqueles cinco. Eu não me aproximaria de nenhum deles. Nunca. Nem em um milhão de anos. Jamais me aproximaria de rapazes assim. Ou um "pequeno" acidente ocorreria com aqueles caras. E também era bom que eles se comportarem, ou conheceriam a minha força.
A professora chamou a nossa atenção e, ao invés de falar com a Jenyty, falou comigo.
Professora: Já que está conversando, quero que me responda quem era Éolo na mitologia Grega.
Pá! Sabia isso de cor e salteado – e também, se não soubesse, não teria tido a honra de me tornar Guerreira do Vento – e respondi sem dó nem piedade.
Luane: Éolo, na mitologia grega, era filho de Posêidon e Deus dos Ventos, mas também tem quem diga que ele era primo de Posêidon, como no filme A Odisséia.
O queixo da professora caiu. Acho que ninguém, tirando eu, nunca tinha dado uma explicação tão certa, mas até que eu me diverti com a cara da professora.
Toda a sala olhou pra mim.
Luane: Droga... Só porque eu não queria chamar atenção nenhuma... – murmurei para mim mesma.
Ignorei o pessoal da sala, peguei o meu caderno de desenhos e comecei a desenhar o Santuário de Éolo de cabeça – eu sempre fazia isso quando ficava chateada ou nervosa, me aliviava –, enquanto minhas amigas olhavam pra mim com caras de quem queriam me dar uma surra por chamar tanta atenção. Eu me lembrava bem de nosso acordo: Não chamar a atenção por saber bastante sobre mitologia, não importa qual.
Ai ai ai... Eu já sabia, eu e a Paole iríamos brigar na hora do intervalo... É sempre assim...
A professora estava tão abismada que nem recomeçar a explicação recomeçou.
Luane: Pode continuar a explicação professora, eu não vou interromper de novo...
Disse eu, sem tirar os olhos do desenho que estava fazendo. Afinal, a professora recomeçou a explicação.
Continuei a desenhar, mas ouvia e guardava cada palavra da professora. Até que ela começou a falar sobre o casamento de Hefesto e Afrodite, e sobre que a deusa havia traído o ferreiro dos deuses.
Cristine ficou irritada pela mentira sobre a deusa a qual protegia, e o mesmo aconteceu com Jenyty. Era muito insulto falar que Hefesto tinha um par de galhadas. Essas minhas duas amigas, totalmente raivosas, só não usaram seus golpes mais poderosos na professora por que sabiam que ela era uma desinformada daquelas.
Minhas duas amigas reuniram o material e deixaram sala, muito irritadas.
Professora: Ei, não dei permissão para as duas saírem da sala!
Jenyty: Desculpa, mas se é pra ouvir mentiras sobre os deuses gregos, prefiro ler um livro qualquer ao invés de ouvir essas coisas da boca de uma professora de mitologia...
Disse com clara irritação na voz, saiu da sala e foi pra algum outro lugar do Campus.
Olhei para a professora e soltei um suspiro. Pensei.
Luane (pensando): Amadora... Deve-se tomar cuidado com as palavras sobre mitologia grega na presença de protetores de deuses.
Só depois de um tempo fui ler o nome da professora na lousa: Hera. Isso por algum acaso era nome de se dar a uma pessoa? O nome da deusa do casamento e também do ciúmes, amiga de Ísis, deusa egípcia do casamento e também mãe...
Senti uma pontada forte em minha cabeça e recostei minha cabeça na mesa de cima.
Caroline: Dor de cabeça de novo, Luane?
Luane: É... Estão cada vez mais freqüentes...
Levantei-me e pedi para a professora para sair um pouco da sala. Ela concordou e fui a passos lentos para o banheiro.
Passei água fria pelo meu rosto. Olhei-me no espelho na frente da pia. O rosto que vi não parecia eu. Desde que aquelas malditas dores de cabeça haviam começado há três meses, eu mudara em tudo: aparência, personalidade, caráter e todo o mais. Os meus cabelos estavam cheios e escuros, pareiam os cabelos de uma egípcia, e o mesmo acontecera com meus olhos escuros que pareciam egípcios, e que eu me lembrasse, eu não tinha decendência egípcia.
Demorei-me na frente do espelho, enquanto a dor de cabeça aumentava. Reparei o meu medalhão com o símbolo do vento pendendo a mostra em meu pescoço. Eu sabia que ele não devia ficar a mostra, poderia estar dizendo a alguém que conhece realmente sobre mitologia que eu protejo Éolo! Mas simplesmente não tive vontade de esconder o medalhão debaixo do meu vestido ou tirá-lo e escondê-lo dentro da minha bota.
Procurei uma neosaldina nos meus bolsos.
Luane: Maldição... Ou esqueci na minha bolsa na sala ou na gaveta do meu quarto ou no armário do espelho do banheiro...
Eu me detestava sempre que esquecia alguma coisa. Normalmente eu socaria o espelho ou a pia, mas eu não estava com ânimo pra esse comportamento naquele momento. A dor de cabeça não parava de aumentar e aquilo estava me irritando.
Cansada de só ficar me olhando no espelho, enxuguei meu rosto e fui na diretoria, ver se alguém tinha uma neosaldina ou algo parecido pra ver se, pelo menos, a dor de cabeça amenizava.
No caminho para a diretoria, encontrei aquele rapaz de cabelos azul marinho.
Eu estava andando toda distraída, apertando minha cabeça com umas das mãos de tanta dor, e acabei trombando com ele, que também parecia distraído, ou teria desviado de mim.
Rapaz: Ah, desculpe! Eu estava muito distraído!
Disse ele, levantando-se rápido e me ajudando a levantar. Percebi que a minha dor de cabeça havia dado uma trégua.
Luane: Eu é que tenho que pedir desculpa... É que eu sou muito avoada mesmo...
Disse, enquanto dava um meio sorriso com os lábios.
Luane: Hã, eu queria só perguntar uma coisa: Qual é o seu nome? ¬¬
Rapaz: Hã?... Mas eu já disse na sala!
Disse ele, incrédulo.
Luane: É que eu tenho um parafuso a menos e quando você e os seus amigos se apresentaram, eu estava distraída e não ouvi...
Falei, constrangida por ter um parafuso a menos e nem sequer ouvir o nome dele...
Rapaz: Meu nome é Ikki, Luane.
Tive vontade de me esconder num buraco, por ele ter prestado atenção quando eu me apresentei e eu ter feito exatamente o contrário com ele. E Ikki deve ter percebido isso, pois senti um calor enorme na minha face, eu devia estar parecendo um pimentão naquele momento.
Ikki: Liga não, eu também não presto atenção em várias coisas e depois tenho que perguntar pro meu mano o que disseram...
Senti-me tentada a perguntar se o irmão dele estudava na nossa sala.
Luane: Ele estuda na mesma sala que a gente?
Ikki: É o de cabelos verdes, o nome dele é Shun.
Estremeci quando ele disse quem era. Era o mesmo que havia ajudado Caroline na aula anterior.
Bom, eu tentaria descobrir o máximo possível sobre o futuro marido e o futuro cunhado para contar a ela.
Ikki: Hã... Eu já vi você, não lembro onde...
Luane: Será que foi na sala?
Disse em tom irônico.
Ikki: Antes da sala, eu to falando...
Luane: Será que foi quando eu e minha amigas estávamos saindo da piscina lá do clube Yuriko e você e os seus amigos vieram dar em cima da gente? ¬¬
Ele olhou pra mim, parecendo assustado.
Ikki: Eram... Eram vocês?
Luane: Não, era a Chiquinha, a Dona Florinda, a bruxa do 71, a Pop's e a bisavó da Chiquinha...
Eu estava impossível naquele dia e sempre achava uma fonte pra tirar uma com qualquer pessoa. E eu me diverti com a cara que ele fez.
Vendo a cara dele e que estava tudo vazio, sem ninguém por perto, lembrando do havia dito para Jenyty no começo da segunda aula, aproveitei para dar um soco bem no meio da fuça do Ikki como vingança por aquele dia. Mas, claro, eu não usaria a minha força real.
Dei o soco e... quando estava a milímetros do rosto dele, ele segurou o meu pulso.
Ikki: Não tente me socar de novo ou se livrar da minha mão, ou quebro o seu pulso... ¬¬
Fiquei irritada. Ninguém, nem mesmo com um soco com a minha força reduzida ao máximo, havia parado meu soco.
Luane: Meus parabéns, ninguém, nem mesmo com a minha força reduzida ao máximo, conseguiu segurar o meu soco...
Ele olhou pra mim meio incrédulo, e aproveitando o momento, com a minha perna esquerda, dei um chute na cara dele, esse ele não conseguiu segurar muito menos desviar. O impacto o forçou a soltar meu punho direito, apoiei a mão no chão, dei um giro e dei um salto pra ficar de pé e de frente pra Ikki.
Ikki: Tenho que admitir, esse chute doeu.
Disse enquanto se levantava e passava a mão no lugar do rosto em que o acertara com o meu chute.
Luane: E eu não usei nem um oitavo da minha força...
Disse, e percebi que ele era diferente. Eu tinha usado um décimo da minha força, coisa que raramente fazia, e Ikki estava de pé. Ele tinha algo com os deuses gregos.
Sentei-me no chão e apoiei as minhas costas na parede.
Luane: O que você é?
Ikki pareceu não entender, ou pelo menos fingiu não entender a minha música.
Ikki: Hummm... Não entendi... e.e
Luane: Qual deus ou deusa você protege?
Ikki: Donde tu tirou isso?
Luane: Só alguém que protege um deus ou deusa grega seria capa de segurar meu soco, ou sair inteiro do meu chute quando eu uso um décimo da minha força.
Ikki percebeu que não tinha escolha e sentou-se ao meu lado. Fitei-o nos olhos esperando que ele falasse.
Ikki: Sou o Cavaleiro de Fênix e protejo Athena. Mas como você descobriu?
Luane: Simples: sou uma protetora de Éolo e se não soubesse diferenciar alguém que protege um deus ou deusa pra uma pessoa comum eu nunca seria protetora dele.
Ikki fez uma cara de quem não acredita.
Luane: Fecha a boca senão entra mosquito... ¬¬
Ikki: Ah... É que... Eu não imaginava que haviam outros deuses encarnados além de
Athena e Posêidon...
Luane: Será por que Éolo e os outros deuses e deusas evitam ao máximo guerras "Santas"?
Fiz questão de fazer parênteses quando falei "Santas"
Ikki: Por que colocou santas entre parênteses?
Luane: Porque nenhuma guerra é santa, já que todas derramam sangue, não importa o porque, ou o como, no momento em que derrama uma gota de sangue, não é mais uma guerra santa. É uma guerra sangrenta.
Ikki me olhou com uma cara de sei lá o que, acho que vendo como eu era racional e nem mesmo Athena, que ama a paz, havia pensado numa filosofia daquelas...
Ikki: Nunca tinha pensado nisso...
Luane: Claro que nunca pensou... É só mais um cavaleiro de Athena que luta tentando derramar bastante sangue de cada inimigo... E você, Ikki de Fênix, é o que mais faz isso...
Ikki não falou nada com as minhas palavras, apenas me olhou com cara de quem não entendeu.
Luane: Sei de sua reputação durante a Guerra Galáctica...
Ikki levantou-se.
Ikki: E aquelas suas amigas que saíram durante a aula?
Luane: À de cabelo vermelho protege Héstia e Hefesto e a outra, protege Afrodite... Ficaram irritadas com a mentira sobre Afrodite ter chifrado Hefesto... Não tiro a razão delas...
Ikki: Hum...
Dizendo isso, ele continuou o caminho dele e eu fui até a diretoria porque havia sentido a dor de cabeça voltar.
Luane: Hunf... Acabou a trégua, né?
Disse para eu mesma a caminho da diretoria.
Luane: Ei! Tem alguém aí?!
Perguntei na entrada, mas estava tudo muito vazio, nem mesmo o telefone tocava.
Luane: Que saco, não tem ninguém!
Reclamei enquanto a dor de cabeça aumentava. Sentei-me o banco de espera e esperei pacientemente alguém aparecer.
Senti a dor de cabeça novamente dar uma trégua. Resolvi voltar para a sala antes que a professora mandasse alguém atrás de mim... '
Cheguei na sala e o professor já havia mudado.
Luane: Nossa, demorei tanto assim? – Pensei.
Fui até o meu lugar e comecei a assistir à aula, com atenção.
O Sinhô, espero que a fic não tenha fugido demais ao assunto que é Saint Seiya. Bom, até o próximo capítulo e deixem reviews
