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Bom, pra quem acompanha essa fic, uma grande reviravolta nesse capítulo e tenham uma boa leitura!
ÍsisCapítulo 3:
De volta ao lar
O sinal tocou. Hora do intervalo. Peguei minha carteira e fui para a lanchonete do campus junto com as minha amigas. Compramos nossos lanches e nos sentamos numa das mesas. Mal sentei e Paole já veio com sermão.
Paole: Luane, você perdeu um monte de parafusos, não é?! A gente não tinha combinado de não chamar atenção por saber bastante sobre mitologia grega?!
Luane: Tá, tá... Eu só respondi a pergunta da professora, Paole... Não precisa ficar tão brava...
Paole: Não é só porque você chamou atenção, mas ninguém pode descobrir que nós somos protetoras de deuses! Aliás, você deixou o seu colar à mostra.
Luane: E...?
Paole: E por algum acaso você esqueceu que não podemos deixar os colares à mostra porque são os símbolos dos nossos elementos? Luane, pelo amor de Deus, esconde esse colar!
A contragosto, coloquei o colar pra dentro do meu vestido e Paole continuou.
Paole: Luane, Você está muito diferente! Não só em aparência, mas na personalidade também... Você nunca foi da turma das maluqueiras, mas hoje você ta tirando uma com tudo!
Cansada de toda aquela conversa, me levantei e fui para o bosque do campus.
Luane: Esse papo tá me dando dor de cabeça... Com licença, vou ficar num lugar mais calmo e onde eu não tenho que agüentar você...
Paole ainda tentou me segurar pelo pulso e fez cara séria pra mim.
Paole: Você não vai me deixar falando sozinha!
Luane: Vou sim!
Puxei meu pulso e sai dali, deixando Paole falando sozinha. Ainda tive tempo de ouvi-la me xingando.
Entrei no bosque e sentei-me no galho de uma árvore. Lembrei-me da época de quando treinei em Cuba, no santuário de Éolo. Eu sempre comia sentada em um galho do enorme salgueiro que havia no santuário, mas quando conclui meu treinamento, comecei a proteger Éolo, ficou mais difícil de fazer isso, e ficou mais difícil ainda quando comecei a fazer o colegial.
Observei uma clareira em que estavam reunidos alguns viciados da faculdade. Lembrei-me o quanto é difícil um viciado se livrar desse mal.
Enquanto observava aqueles caras em suas viagens, ouvi uma doce melodia de um violino que vinha mais de dentro da floresta. Logo a melodia parou.
O sinal tocou novamente. Desci da árvore e fui a passos lentos para a sala.
Durante a aula, fiquei quieta, assim como minhas amigas. Muitas vezes, o que era o motivo da nossa amizade era também o motivo de nossas brigas, principalmente eu e Paole.
Voltei para minha casa a passos lentos, imaginando quem tocava o violino meio do bosque.
Quando fui abrir a porta, percebi que estava destrancada.
Luane: Eu não esqueci de trancar a porta, mas também não há sinais de arrombamento. Quem entrou tem a chave da minha casa.
Abri a porta devagar e entrei silenciosamente. A luz do meu quarto estava acesa e eu ouvia o barulho de alguém mexendo nas minhas coisas. Entrei rapidamente e não vi ninguém, mas a gaveta da minha penteadeira estava aberta.
Luane: Paole, não sei como chegou na minha casa antes de eu mesma, mas pode sair do chão. Só você pode se esconder na terra.
Lentamente, Paole aparecia do chão e parecia irritada comigo.
Luane: Não sei o pretendia mexendo nas minhas coisas, mas não consegue me enganar com esses truques baratos...
Paole: Eu estava era procurando algo que indicasse quem podia ter entrado na sua casa ontem à noite, enquanto você dormia...
Luane: De onde tirou isso? ¬¬
Paole: Bom, eu tava voltando lá do clube Yuriko à pé quando passei pela sua casa. A luz do seu quarto estava acesa. Vi uma mulher sair pelos fundos e deitar à luz das estrelas, olhando fixamente na estrela sob a qual Ísis nasceu, mas acabo de descobrir que era você e que você é sonâmbula de olhos abertos...
Fiquei pasma com o que Paole disse. Eu sabia bem que não era sonâmbula, bom, fui, mas o que Paole estava dizendo ter visto... Eu não podia ter tido uma recaída!
Luane: E eu acabo de concluir que você tem alucinações, Paole... Alguém lá do clube fez você cheirar algo?
Paole: Claro que não, Luane... e.e Você sabe que eu não sou uma viciada...
Luane: Quem sabe?
Paole: Eu sei! Agora, com licença, tenho que ir pra casa... Meu irmão mais novo logo chega da escola e o almoço precisa estar pronto quando ele chegar.
VI Paole sair batendo a porta. Tirei as minhas botas e fui para a cozinha preparar algo pra comer, pensando no irmão mais novo da Paole. Na verdade, o garoto era filho do mestre dela que morrerá numa batalha, e como o garoto era muito pequeno, ela começou a cuidar dele como irmão mais novo, e ninguém até hoje teve coragem de falar a verdade para Zuriel (hebraico, Deus é meu acalento). O garoto era tão feliz com Paole que ninguém queria estragar aquela felicidade.
Os dias passavam e eu e Ikki começávamos a nos tornar mais amigos. Com o tempo, ele me apresentou aos amigos dele – o loiro se chamava Hyoga, o de cabelo castanho era Seiya e o de cabelo negro esverdeado era Shiryu – e eu apresentei minhas amigas para eles. Nos tornamos um grupo animado, e acabamos por conhecer Saori Kido, Athena, num trabalho em grupo sobre os nórdicos, e descobrimos que Paole era ciumenta com Seiya quando conhecemos Shina, uma amiga deles e amazona de cobra! Paole não gostava quando ela ficava perto de Seiya e Shina parecia ter a mesma reação quando Paole ficava próxima de Seiya, e isso fazia Seiya ficar ainda mais elétrico pra acabar com o clima pesado das duas.
Seiya: Que tal a gente ir no cinema???!!!!!
Eram sempre perguntas assim que acabavam – ou pelo menos amenizavam – o clima entre as duas, porque no cinema, ficava cada uma de um lado do Seiya – isso quando Saori não estava junto, aí só faltava sair briga pra decidirem quais ficavam do lado do Seiya, mas graças a inteligência da Caroline, decidíamos os meninos ficarem na fileira de cima e as meninas na de baixo, sempre deixando as três bem longe uma da outra – e depois íamos tomar um lanche e conversávamos e ríamos até não nos agüentar mais e voltar cada um pra sua casa.
Um certo dia, durante o intervalo das aulas da faculdade, resolvi novamente tomar o meu lanche sentada em um galho de uma das árvores do bosque.
Enquanto comia, novamente ouvi a melodia doce de um violino.
Desci da árvore e segui o som. Um rapaz de cabelos negros, olhos claros e roupas de faraó do Egito antigo tocava um violino negro recostado no tronco de uma árvore. Ele parecia esperar que eu aparecesse ali e percebeu quando eu cheguei mais próximo, reparei isso pois ele parou de tocar e levantou-se.
Luane: Ah, não precisa parar de tocar por minha causa! Eu posso ir embora, se você quer ficar sozinho!
Falei rapidamente, com medo que ele tivesse parado de tocar por minha causa. O rapaz pegou a minha mão, curvou-se e deu um leve beijo na minha mão, em sinal de educação.
Rapaz: Não, minha querida irmã Ísis. Não parei de tocar por sua causa, mas porque a música terminou, querida irmã.
Irmã?! Ísis?! Aquele rapaz não batia bem da bola... Eu não tinha irmãos e muito menos me chamava Ísis.
Luane: Desculpa, mas... Meu nome não é Ísis e não tenho irmãos. Você deve ter me confundido... ¬¬
O rapaz apenas virou um pouco o rosto para mim e olhou fundo nos meus olhos.
Rapaz: Querida irmã, não reconhece mais seu irmão Set?
Set?! Set?! Era esse o nome dele?! Set, o deus egípcio que assassinou seu irmão Osíris, irmão e marido de Ísis, para tomar posse da terra, o reino de Osíris, e espalhou os pedaços do deus pelo Egito.
Meu coração estava acelerado de medo. Eu nunca tinha sentido tanto medo.
Set: Ísis, temos que voltar para o Egito. Nossos irmãos Osíris e Neftis e seu filho Hórus nos aguardam.
Set olhou fundo em meus olhos. Pegou na caixa do violino um anel e uma coroa de rainha do Egito. Colocou o anel em um dos meus dedos e a coroa na minha cabeça. Fiz menção de sair correndo, quando ele colocou um colar egípcio em mim com uma turmalina em forma de águia que começou a brilhar intensamente. Eu queria sair correndo dali, pra junto dos meus amigos, mas minha pernas não me obedeciam. Em minha mente, era presa pelas asas de uma águia e Ísis era quem controlava meu corpo e minha mente.
Ísis: Irmão, vamos voltar para o Egito, onde pertenço e de onde não devia ter saído.
Set: Sim, minha irmã.
Set me abraçou num abraço fraterno e as areias nos cercaram.
Vi-me num Oásis muito bonito do Egito.
Set falou algumas palavras em egípcio, quem entendia egípcio antigo era Paole, afinal, havia sido treinada no santuário de Gaia no Egito, e das areias começaram a subir uma enorme cidade com um santuário ao fundo.
Set: Bem vinda de volta ao lar, Ísis! A CIDADE DOS MORTOS!
A cidade era negra decorada com vários desenhos em dourado decorando a cidade.
Entramos na cidade. Havia comércio na cidade, crianças brincando nas ruas e mulheres conversando na entrada das casas, enquanto os filhos brincando. Assim que entrei, uma menina veio até mim, com roupas e jóias egípcias nas mãos e me ofereceu. Apenas peguei e falei um obrigado docemente para a menina e falei para que fosse brincar com os amigos.
Set: A família dela tem guardado suas roupas e jóias, aguardando o seu retorno, querida irmã, por muitos anos.
Meu irmão me guiou para o Santuário mais ao fundo da cidade.
