Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens pertencem ao Masami Kurumada, Hórus e demais deuses à mitologia Egípcia e outros, grega. Mas Luane, Paole, e outros originais, pertencem a mim e tirem o olho deles! Ò.ó
ÍsisCapítulo 5:
Desespero
Desesperei-me. Neftis agora sabia tudo sobre Athena e seus cavaleiros. A localização do Santuário. Onde Athena estava agora que tinha uma folguinha dos ataques dos deuses. Quem era a encarnação de Athena. A tecnologia que ela tinha. Enfim, sabia tudo sobre Athena, e também sobre Éolo, Afrodite, Héstia, Hefesto e Posêidon. Aquilo era terrível. E tudo culpa minha. Eu nem sequer podia culpar os deuses egípcios. Eu queria morrer por ser tão idiota.
Um sorriso maléfico transpassou o rosto de Neftis. A informação agradou-a e muito.
Neftis: Venha, Ísis. Vamos chamar os nossos poderosos sacerdotes e escolher um para enviar até Athena com uma carta de desafio, dizendo onde estamos e em qual corpo Ísis está... Mas antes, dizer o estado em que o Santuário está.
Disse com o sorriso maléfico nos lábios pintados de negro.
Certa vez, Filipe, antigo Guerreiro do Vento Norte, meu mestre, falou sobre os sacerdotes dos deuses egípcios.
Filipe: "Os Sacerdotes dos deuses egípcios são treinados para serem guerreiros desde que nascem. Cada um é escolhido por um deus egípcio e nasce com o sinal do deus na testa. São muito perigosos e não poupam a vida do inimigo, a não ser que o deus a quem serve o impeça. Não usam armadura, mas seus corpos são incrivelmente resistentes."
Era incrível como eu me lembrava com tanta exatidão essas palavras. Mas aquilo não importava. Eu tinha que dar um jeito de o sacerdote mais fraco ser enviado.
Descemos as escadarias. Todos os sacerdotes já estavam enfileirados. Realmente, não usavam armadura. A maioria usava uma túnica e um tipo de tiara na cabeça, ou então um capacete.
Neftis correu os olhos pelos sacerdotes e parou-os numa moça de uns vinte e dois anos, com longos cabelos prateados e olhos profundamente negros, delineados por uma maquiagem azul marinho. Usava uma tiara (parecida com a da Hilda, só que dourada) com uma cabeça de pássaro, cujo bico escondia o Olho de Hórus no meio da testa. Um vestido azul claro frente única com uma faixa dourada na cintura destacava o corpo.
Apontou para a jovem.
Neftis: Você, Sacerdotisa de Hórus, May, não é?
May: Isso mesmo, Neftis. O que deseja, deusa?
Neftis: Você irá ao Santuário de Athena e depois, ao de Éolo. Depois entregara essa carta de desafio a Athena, entendeu? – disse estendendo um papiro enrolado em forma de pergaminho à moça.
May: Sim senhora! – disse com determinação.
Neftis: Escolhi você porque é a mais rápida de todos os sacerdotes e a sua descendência irá ajudá-la, caso precise duelar. Agora, vá logo. Neste papiro está a localização do santuário! – disse estendendo mais um papiro à jovem.
May abriu-o e leu-o rapidamente. Guardou as informações da localização, fechou o papiro e devolveu-o a Neftis, saindo correndo em seguida.
Ísis: Que meu filho a proteja...
Neftis: ... E que Hathor não faça mais uma de suas armadilhas, como sete anos atrás... (Isso é uma outra fic minha que ainda não está concluída e falta passar pro PC [sim, eu escrevi essa no papel... Mas que eu pretendo postar) Nunca vou esquecer tamanha vergonha que senti por meus atos há sete anos...
Ísis: Não é só você, irmã... Também tenho vergonha de meus atos...
Corri por todo o deserto, passei por vários países, sem que me vissem, a caminho da Grécia, do santuário de Athena. Depois eu teria que atravessar o oceano Atlântico até Cuba, ao santuário de Éolo. Era noite quando cheguei na Grécia. Não estava muito longe de Atenas, a capital, e onde estava à entrada do Rodório, o lugar cujo qual era necessário atravessar para se chegar ao Santuário. Seria difícil passar pelos guardas. Mas segui em frente.
Quando estava preste a passar para o Rodório, os guardas me barraram, sendo que um me segurou pelo braço. Olhei para os olhos do guarda, com um ódio profundo. Eu sabia que meus olhos estavam passando do negro para o vermelho sangue. O guarda fez uma expressão de terror e me soltou. Continuei meu caminho, com meus olhos voltando ao normal.
May: Eu não posso perder o controle sobre minha natureza... Quase ataco alguém que só me impediu porque não me conhecia...
Disse para mim mesma, temendo que não conseguisse controlar minha natureza devido ao sangue que corria em minhas veias por causa de meus ancestrais.
Andei pelo Rodório. Atrai muitos olhares curiosos, tanto de vendedores como clientes. Queria saber porque... Eu estava tão diferente assim?
Cheguei ao lugar onde era entrada para o Santuário. Havia mais guardas, provavelmente menos medrosos e mais habilidosos que os da entrada do Rodório, pelo que parecia. Eles olharam para mim, com desconfiança.
Olhei para os lados. Todos estavam distraídos em suas compras e nem estavam mais me notando. Preparei minha força para um golpe silencioso e que fizesse alguém dormir por um bom tempo.
Ao socá-los, caíram dormindo feito anjinhos. Ninguém havia reparado, então entrei na área proibida ao público.
A primeira casa era Áries. Estava vazia. Continuei meu caminho, até passar por todas as casas, todas vazias, até chegar a sala do Grande Mestre do Santuário. Os guardas avançaram pra cima de mim e me cercaram. Um deles jogou uma lança que ele jurou ter me acertado, mas tudo o que aconteceu foi à ponta da lança ter se quebrado ao aproximar-se de meu corpo.
May: É o melhor que podem fazer? – disse com um sorriso cínico. – Se é assim, adeus. O Vingador de Hórus! – disse, abrindo os braços e girando na velocidade da luz, cortando a garganta dos guardas com as minhas unhas, banhando o local de sangue.
Quando parei de girar, os guardas caíram mortos, com sangue jorrando de suas gargantas. Lambi o sangue de minhas unhas.
May: O gosto do sangue desses homens... Gosto de traição... Eles nunca foram fiéis à Athena... Passaram informações a várias pessoas sobre o Santuário de Athena... Mereciam a morte, por traírem a deusa a quem deviam ser fiéis... – dava pra sentir pelo gosto a história e os atos daqueles guardas. Deviam ter vergonha de si mesmos... Trair Athena... Ela podia ser nossa inimiga, mas honramos a fidelidade a quem protegemos, e também a quem tem fidelidade aos outros.
Nem precisei abrir as enormes e pesadas portas de pedra da sala do Mestre. Comecei a queimar meu cosmo. Só de me aproximar das enormes portas, elas foram se abrindo sozinhas, a cada passo.
Os cavaleiros de Ouro, Athena, Éolo e seus protetores estavam reunidos na sala do Mestre do Santuário, discutindo se informações passadas por Paole a Saori, Athena, eram verdade.
Todos haviam ouvido o som das enormes portas da sala se abrindo e sentido um cosmo poderosíssimo, ao mesmo tempo em que maléfico, bondoso, mas incrivelmente cheio de ódio.
Shaka: Athena, Éolo, vão para o Templo de Athena!
Uma mulher de cabelos prateados e longos, olhos negros que tinham a expressão maléfica, cheios de ódio, um sorriso maléfico nos lábios, em torno dos olhos delineados por uma maquiagem azul marinho, lábios pintados de negro, uma tiara dourada com a cabeça de um pássaro escondendo algo no meio da testa, usando um longo vestido negro de manga comprida com uma faixa na cintura azul claro.
May: Que sorte, não precisarei ir até o Santuário de Éolo... – Disse com um sorriso cínico.
Éolo e Athena ainda não tinham ido ao templo de Athena, como lhe foi pedido, e Éolo assustou-se tremendamente ao ver May.
Éolo: Não... Não pode ser... Então é verdade... A Cidade Dos Mortos realmente foi trazida por Set de volta a superfície... – Falou, assustado. Tinha longos cabelos vinho, olhos vermelhos, alto e usava uma túnica cinza.
May: Isso mesmo... – Disse, em seguida jogando o papiro que Neftis lhe dera na direção de Athena. – Aqui está a carta de desafio de Neftis e Ísis... A propósito... Hórus manda seus cumprimentos... – Disse, começando a elevar seu cosmo. – REINO SUPREMO!!!! – gritou com força. Vários esqueletos usando armaduras egípcias e armados com lanças surgiram, agindo por conta própria, cercaram todos.
MdM: Fácil acabar com esses esqueletos...
Mu: Não, MdM... Esses esqueletos...
May: ... São feitos de um pó criado por Anúbis. Se destruídos, transformaram-se em uma fumaça que trará um planta muito venenosa! Agora, quando eu sair, se transformaram em simples ar! Mas se não forem destruídos, mas forem atacados, atacaram sem dó! E eles têm cosmo, ok?! – Disse cinicamente. – Boa diversão!
Virou-se para ir embora. Shaka estava de olhos fechados, na frente de May. Segurou-a pelos pulsos fortemente.
May: Shaka de Virgem, o cavaleiro que dizem ser o mais próximo de Deus... A encarnação do próprio Buda... É muito conhecido pelos sacerdotes da Cidade dos Mortos e muito admirado também... Mas sua mascara não me engana! – disse ironicamente. – Sei que não é um santo, só muito forte! – disse sarcastimente.
Shaka apertou mais os pulsos da sacerdotisa.
Shaka: Os sacerdotes também não são santos, só muito fortes... Quem é você? – disse com sua habitual calma que irrita qualquer um.
May: May, Sacerdotisa de Hórus... Se quer quebrar meu pulso, esqueça, os corpos dos Sacerdotes são mais resistentes que essas armaduras... E se quer me tirar do sério, tome cuidado, o último cavaleiro de fez isso não durou dois segundos... – disse com uma calma que irritou até mesmo Shaka.
Éolo: A sacerdotisa de Hórus... Tem um dom especial de tirar qualquer um do sério, mas também... Se for tirada do sério, duvido que até mesmo Shaka sobreviva...
Athena: Por que?
Éolo: O sangue de um Vingador, a criatura egípcia de Hórus, corre nas veias dela... Vejo isso em seus olhos e cosmo! Os Vingadores tinham cosmos extremamente poderosos, só não ultrapassavam dos deuses, do Leviatã e da Fênix Egípcia! – disse assustado.
Shura estava impaciente... Aqueles esqueletos que só ameaçavam atacar estavam irritando-o.
Shura: Chega de esperar! EXCALIBUR!!!!! – gritou, golpeando os esqueletos no baço, cortando-os no meio. – Esses esqueletos são de nada...
Os esqueletos começaram a se transformar em uma fumaça dourada.
Éolo: Corram todos!!!! Athena vá para seu templo, RÁPIDO!!!! – gritou o deus do Vento, criando uma ventania, que fez a tiara de May voar longe e dissipou a fumaça, enquanto os cavaleiros de Ouro e os protetores do deus se afastavam.
Quando a fumaça dissipou totalmente, deixou plantas espinhosas que se enrolavam e mexiam-se, e começaram a se enrolar pelas pernas do deus.
Éolo: A Era Venenosa de Gaia... – sussurrou, antes de gritar de dor ao sentir os espinhos se fincarem na sua pele, fazendo o veneno penetrar diretamente na veia e filetes de sangue escorrerem das perfurações.
Athena: ÉOLO!! – gritou pela vida do primo.
O deus do Vento começou a queimar seu cosmo, fazendo a planta que enrolou-se em suas pernas e subia virar pó. Em seguida correu para junto de seus protetores.
Guerreiro do Vento Norte: Éolo fique atrás de nós!
Éolo: Não... Um deus grego que se preze luta ao lado de seus protetores! – Disse determinado, antes de começar a suar frio e desmaiar, tombando pra trás.
Quando a tiara de May voou longe, o olho de Hórus em sua testa ficou a mostra.
May: Me solta... Me deixa ir embora enquanto ainda vive! – gritou desesperada, soltando um dos pulsos e tentando, em vão, alcançar a sua tiara.
Shaka não a soltou, mas estranhou tanto desespero após a tiara ter caído.
De repente, o olho de Hórus começou a brilhar, enquanto os olhos passavam de negro para um vermelho sangue cheio de ódio e parou de tentar alcançar a tiara.
Olhou para Shaka. Este se assustou com o cosmo ter crescido tanto e passado a ser tão maléfico e poderoso de uma hora pra outra. Acabou abrindo os olhos. Só teve tempo de ver um punho fechado vindo rapidamente em sua direção e o acertou em cheio. A força foi tanta que soltou o pulso de May e voou de encontro à parede – e teria continuado o caminho se a parede não tivesse parado-o. Mas o estado em que a parede ficou era lastimável. Se não fosse tão grossa, Shaka teria atravessado-a.
Shaka (limpando um filete de sangue da boca): Mas... O que é isso? Encarnação de alguma deusa? – perguntou, levantando-se. – se não fosse minha armadura, eu teria morrido...
O cabelo de May passava do prateado reluzente para um negro sem fim. O cosmo, antes um cosmo branco, ficava negro e fez as plantas que ainda jaziam no chão, procurando carne fresca, virarem pó.
May se aproximou de Éolo, que estava por um fio e muito pálido, devido ao veneno da planta. Esta se agachou perto do deus. Os protetores deste nada fizeram a não ser ficarem em alerta.
Milo: Por que não fazem nada?!
Guerreiro do Vento Leste: Se atacarmos uma pessoa com sangue de Vingador nas veias, seremos repelidos e podemos virar pó como aquelas plantas...
Milo: Mas o que ela vai fazer?! – perguntou assustado.
Athena: Vai curá-lo!
Milo: Com esse cosmo tão maléfico e cheio de ódio?! Tenho minhas dúvidas...
Shaka ouviu atentamente. Vingador? Era uma criatura egípcia de batalha, capaz de matar vários inimigos com um único golpe. Era uma criatura incrivelmente forte. Então, aquela jovem era uma Vingadora? Vingadores, apesar do cosmo maléfico e cheio de ódio que tinham, também eram muito pacíficos e com incríveis poderes de cura, até mesmo para com os inimigos. Devido a isso, foram mortos por seu criador, o deus Hórus. Mas pelo que sabia, nenhum havia ficado vivo, e tinha sido há muito tempo que isso havia acontecido...
Shaka: Athena... Vingadores não foram mortos pelo próprio criador a milhares de anos?
Athena: Sim, mas May não é um Vingadora, e sim descendente... Imagino que a tiara tenha sido banhada no sangue de um Vingador e contenha o sangue de Vingador das veias dela... Quando ela curar Éolo, coloque a tiara nela de novo. É perigoso ela permanecer assim, não pra gente, mas pra ela...
May colocou uma das mãos na testa do deus e outra no peito de Éolo. Um brilho negro, porém, pacífico, começou a sair das mãos.
May (em egípcio): O veneno não pertence a esse corpo! Que Anúbis fique longe desse corpo mortal e desse cosmo imortal!
Quando terminou de falar, os olhos de Éolo se abriram, brilhando negros, e a boca ficou entreaberta. Um pó começou a sair da boca e penetrar na pele da jovem, que fez uma careta de dor, fechando os olhos com força e cerrando os dentes.
Quando todo o veneno saiu do corpo de Éolo e penetrou no de May, está caiu para trás, ficando pálida. Shaka colocou a tiara na jovem como Athena mandou, os olhos e cabelos voltaram ao normal, mas a pele continuou pálida. Éolo acordou e ficou horrorizado com a cena.
Novamente, fechou os olhos com força e cerrou os dentes, o corpo subiu, formando um arco, enquanto os braços e pernas se esticavam ao máximo, fazendo os ossos estralarem. Estava descalça, por isso os pés também esticavam, repuxando a pele e os músculos. Gritou. Um grito ensurdecedor, repleto pela dor que o veneno e os repuxos musculares estavam causando.
Athena: Por isso Hórus matou todos os Vingadores... Os Vingadores tomam a doença ou ferimento de quem curam, mas isso acaba sendo duplicado, causando uma dor insuportável... Hórus os matou para que não sofressem mais... – disse, com compaixão pela jovem, ao mesmo tempo em que horrorizada com a cena tão dolorosa que via, levando uma das mãos à frente da boca.
Shaka estava horrorizado. Mesmo sendo uma sacerdotisa dos deuses egípcios, tendo o corpo mais resistente de todos, estava tendo uma dor insuportável. Tinha que fazer algo, mas os gritos de dor da jovem não o deixavam pensar. Ela tinha tomado a dor do deus do Vento, e agora estava sofrendo por isso.
May suava frio. Estava banhada de suor, colando a roupa ao corpo belo e resistente. Os cabelos estavam totalmente bagunçados. Os olhos, cheios de medo, vertendo lágrimas de dor que corriam pelo rosto. Os lábios, haviam sido cortados em um momento que May os mordeu com força, tentando, em vão, não gritar, e um filete de sangue escorria, morrendo no cabelo, já com uma mancha de vermelho sangue.
Todos estavam horrorizados com a cena. Uma mulher tão jovem sofrendo tanto... E Shaka era o mais horrorizado e mais temia pela vida da jovem. Era culpa dele ela estar sofrendo tanto. Se tivesse deixado ela pegar sua tiara, não estaria naquele estado. Sentia-se na necessidade de fazer algo por ela.
Shaka: Não podemos fazer nada por ela, Athena?!
Athena: Se alguém tiver coragem, só encurtar o sofrimento dela...
Ninguém se atreveu.
Athena: Foi o que imaginei... – disse calma.
Ninguém tinha coragem. Queriam salvá-la, não matá-la... Ela havia salvado o deus a quem realmente devia ter matado, mas não foi o que fez. Era uma mulher de honra, assim julgaram-na.
Gritou, desesperada.
May: ANÚBIS, ME LEVE LOGO!!!!!! NÃO SUPORTO MAIS ESSA DOR!!!!!!!!
Aquele grito doeu em Shaka. Não sabia o motivo certo, mas não queria vê-la morta. E aquele pedido de morte... Vinha de alguém que já estava sem salvação – assim todos julgaram –, alguém que já estava cansado de sentir dor.
Shaka sabia que ela ainda não tinha morrido por causa da resistência do corpo de sacerdotisa, ou tinha morrido faz tempo. Não gostava de vê-la sofrendo tanto por causa do que existia justamente para evitar o sofrimento, mas naquele momento, só estava aumentando o sofrimento. Shaka estava em desespero! Não sabia o que fazer...
Shaka sabia que o cosmo podia trazer uma pessoa de volta a vida, mas podia curar? Não custava nada tentar...
Aproximou-se de May e ajoelhou-se ao lado dela.
Kamus: O que Shaka vai fazer? – perguntou, preocupado.
Mu: Parece que... Vai acabar com o sofrimento dela... – Disse assustado.
Shaka apoiou a cabeça de May em seu braço, enquanto colocava uma mão próxima ao pescoço da jovem. Concentrou seu cosmo dourado, na tentativa de curá-la.
Athena (pensando): Shaka... Está salvando uma inimiga... O que o leva a isso?
Shaka estava de olhos fechados. May havia parado de gritar quando Shaka tocou-a. Enquanto tentava salvá-la, ouviu-a sussurrar, com a voz fraca.
May: Sua presença... Faz a dor passar...
Aquilo o surpreendeu. Há algum tempo, estava provocando-o para uma batalha, agora falava aquilo. Que espécie de mulher May era?
Shaka, a muito custo, conseguiu salvar a vida de May. Antes que esta adormecesse para recuperar as forças, sussurrou de forma que somente Shaka ouvisse.
May: Você... É um anjo em pessoa...
Shaka: Como você disse, eu não sou santo, só muito forte... – respondeu com um sorriso, no mesmo tom de voz.
May deu um sorriso com os lábios e adormeceu. Os cavaleiros de Ouro se aproximaram, assim como os Guerreiros de Éolo, o deus e Athena.
Mu: Realmente, ele acabou com o sofrimento dela... – disse sorrindo.
Athena: Shaka, vamos levá-la conosco até o Egito...
Kamus: Egito, Athena? – Disse, sabendo do calor infernal que fazia naquele país.
Athena: Isso mesmo... Nessa carta de desafio, está que os deuses egípcios nos desafiam para uma batalha nas terras deles... E que insistem que eu leve meus cavaleiros de Bronze também... E que... Ah, não... Não Luane... – Disse tristemente.
Kamus: O que, Athena?
Athena: Luane... Protetora de Éolo... E amiga minha, de Seiya, Shun, Hyoga, Shiryu, Ikki e Shina... Aqui diz que o espírito de Ísis está no corpo de Luane usando-o enquanto não consegue um corpo realmente seu... Será que Paole, Caroline, Cristine e Jenyty já sabem?
Éolo: Presumo que sim... Eu já estava desconfiado... E presumo que Neftis tenha desafiado os outros deuses, menos Gaia, já que Gaia é aliada a eles...
Todos os presentes se assustaram. Uma deusa grega aliada aos deuses Egípcios. Era terrível.
Uma mulher com longos cabelos castanho claro, usando uma tiara e armadura verde adentrou as portas que já estavam abertas. Estava muito ferida, e as roupas, banhadas de sangue. A armadura, aos pedaços. Os olhos estavam escondidos pela franja. Mancava. Assim que entrou, deu apenas alguns passos e tombou, desmaiada.
Coisinha simples: Essa história do Vingador, é uma criação da minha cabecinha. Sim, na mitologia egípcia era incrivelmente forte e destruía vários inimigos com um único golpe e eram de Hórus (pra falar a verdade, tirei esse Vingador do meu jogo Age Of Mithology, cujo qual eu to doida pra conseguir a expansão The Titans! 8D). Fora isso, o resto é invenção minha.
Ah, mais uma coisa: Devo essa história dos sacerdotes a fanfic "As Sete Jóias de Uaset", essa fic ótima! Eu estava aqui no meu pc, lendo fanfics num sábado, pensando ao mesmo tempo numa forma de escrever o capítulo 5, quando me veio a idéia de um sacerdote-lutador com corpos incrivelmente resistentes, assim não precisava desenhar uma armadura pra cada um (desenhar armaduras é incrivelmente chato... u.u) mas aí eu conseguia já ir dando umas dificuldades pra cada um! 8)
