Krika HarunoÉ, um romance entre May e Shaka está aflorando! E aqui está a primeira batalha!
Disclaimer: Saint Seiya e seu personagens e deuses da mitologia grega e egípcia não me pertencem, mas Luane, Paole e qualquer original que aparece sim! Então, tirem o olho deles! Ò.ó (apesar que se pedir com educação pra usar eles,eu até posso pensar em emprestar pra alguém... :3)
Ísis
Capítulo 6:
O preço da Morte
Athena foi até a garota, enquanto Shaka pegava May nos braços e os outros ficavam de prontidão perto de Athena. Quando a deusa levantou o rosto da jovem, assustou-se, assim como Éolo.
Athena: Paole?! – Falou, espantada com o fato do estado de Paole, por ser tão forte. – Shion, providencie helicópteros da Fundação GRAAD para buscar Seiya e os outros no Japão e irem direto para o Egito e para nós irmos ao Egito! Diga aos pilotos que nos encontraremos 2km à sudoeste do Cairo! – Falou para o mestre do Santuário, que apressou-se a obedecer.
Kamus: Vou derreter no Egito... – Falou, desanimado.
Milo: Que foi, Gelinho? Até que não é tão quente...
Kamus: Eu não sou como você... Eu nasci na França e cresci na SIBÉRIA! Não suporto o calor...
O deus do vento aproximou-se da deus da sabedoria.
Éolo: Athena, se importaria se o helicóptero que levara eu e meus guerreiros passasse em meu Santuário em Cuba? Preciso levar a sacerdotisa do meu santuário, ela é muito forte e poderá nos ajudar na batalha...
Athena: Não me importo, Éolo... Quanto mais ajuda tivermos, melhor!
Éolo: Obrigado, prima! (Athena é filha de Zeus, que é irmão de Posêidon, que é pai de Éolo. Por sua vez, Éolo e Athena são primos, seguindo um raciocínio lógico) – disse sorrindo a deusa.
Athena sorriu de volta, fazendo um sinal para Mu se aproximar. O cavaleiro se aproximou.
Mu: Sim, Athena?
Athena: Pode concertar a armadura dela?
Mu ajoelhou-se ao lado da garota, cuja cabeça estava apoiada no colo da deusa. O cavaleiro espantou-se com o estado da armadura.
Mu: Incrível... Mesmo com o estado em que está, a armadura não está morta... Acho que consigo concertá-la sim, Athena! – disse com um sorriso.
Athena: Ótimo... Faça-o, por favor! – disse acalmando-se um pouco. Menos mau se a armadura da flautista não estava morta.
Mu chamou Kiki telepaticamente. Usando a telecinese, o garoto apareceu.
Mu: Kiki vá pegar o pó de estrelas (é esse o nome do que ele usa pra concertar as armaduras, né? Eu sempre me confundo...) e volte rápido!
Kiki: Acho que não vai ser necessário, mestre Mu... – disse com espanto.
Kiki apontou para a armadura de Paole, que emitia um fraco brilho verde. Mu olhou atentamente, e percebeu que a tiara, antes em pedaços, agora estava inteira. O sangue seco do rosto não escondia que os ferimentos estavam cicatrizando numa velocidade que ninguém no local já vira.
Mu aproximou-se lentamente.
Mu: O que... O que é isso?
Ao ajoelhar-se ao lado da jovem e tocá-la no braço, os olhos se abriram e demonstravam um enorme pavor.
Athena: Paole! Que bom que acordou! – falou, ajoelhando-se ao lado da garota e puxando-a para um forte abraço de amigas.
Paole falou com voz fraca.
Paole: Athena... Éolo... Éolo, não devia estar aqui ainda... Neftis mandou seu sacerdote... Após a saída da sacerdotisa de Hórus... Tentei detê-lo para dá-los tempo... Mas fracassei... Ele está vindo para matá-lo...
Flash Back On
Paole estava hospedada na Cidade dos Mortos junto com outras flautistas. Havia ido dar uma volta pela cidade, quando se tocou que estava num lugar em que não podia estar: O enorme Templo de reuniões dos deuses Egípcios. Já ia sair, quando vozes chamaram sua atenção.
Foi na direção da qual as vozes vinham. Viu Neftis e Ísis, e enfileirados a frente delas, os sacerdotes dos deuses egípcios. Sabia do que eram capaz, Munra de Múmia, seu mestre, havia lhe contado sobre eles durante seu treinamento.
Neftis entregou um papiro a uma jovem e deu instruções para entregá-lo à Athena. Assim que a jovem sumiu, apontou para um homem velho, usando uma túnica negra com a lua cheia e todas as constelações da abóbada celeste, usando um elmo em forma de caveira, com uma estrela de quatro pontas na testa.
Neftis: Ancião... Meu grande sacerdote... Quero que vá e me traga a cabeça de Éolo! Se falhar, irei escolher uma nova pessoa para ser meu sacerdote!
O homem denominado Ancião fez uma reverência e transformou-se em areia.
Paole saiu do templo imediatamente, vestindo sua armadura e indo à saída da cidade.
Correu na velocidade da luz até chegar próximo ao velho.
Paole: (pensando) Para um velho, corre muito...
Quando o alcançou, parou na frente dele, pegando um de seus discos de ferro e usando seu cosmo para ampliá-lo de tamanho, usando-o como escudo e parando a força o sacerdote, que nem se arranhou.
Ancião: Por quê entra em meu caminho? Tenho uma missão para cumprir...
Paole assumiu posição de combate.
Paole: Não vou deixar que mate Éolo!
Ancião: Então vai sofrer as conseqüências por tentar me impedir! – disse erguendo as mãos ao lado corpo, começando a queimar seu cosmo, um cosmo negro e maligno.
Paole deixou as mãos como se fossem garras, preparando-se para atacar, queimando seu cosmo, um cosmo verde e instável, ora maligno, ora pacífico.
Ancião: Lacaio de Neftis. – disse calmo. Paole não entendeu, nada pareceu acontecer, então decidiu lançar seu golpe.
Os cabelos castanhos e longos tremulavam, enquanto a areia subia lentamente. Num rápido movimento, sacou sua flauta e tocou algumas notas. A areia subiu com maior velocidade e já os cegava, mas ela sabia exatamente onde o sacerdote estava.
Paole: TEMPESTADE DE AREIA! – gritou, voltando a tocar. Toda a areia voltou-se para um ponto e atacou. Uma grande explosão aconteceu. Paole teria sido levada longe se não fosse rápida o bastante para erguer um paredão de areia a sua frente, que a protegeu do impacto.
A areia baixou. No local do impacto, Paole viu apenas um enorme buraco.
Paole: O quê...? – não teve tempo de terminar a frase, sentiu uma pontada de dor na barriga, em seguida, caiu de joelhos, deixando a flauta cair e apertando a barriga com as mãos.
O homem apareceu na sua frente e se abaixou à frente dela, colocando uma das mãos no queixo da jovem.
Paole: O que fez comigo?! – falou raivosa, cerrando os dentes e o cenho.
Ancião: Admito, se não tivesse usado meu golpe antes, eu ia sair bem ferido desse golpe que você deu... Mas quanto ao que fiz com você? É fácil... Envenenei-a com o meu cosmo, de forma que ou morrerá, ou ira servir a mim, vai depender do que eu decidir... Mas vou ter muito tempo... Você só morrerá dentro de dois dias...
Ao terminar de falar, levantou-se e ia continuar seu caminho, se não tivesse sentido seus pés serem imobilizados. Sentiu várias picadas.
A flautista levantou-se, lutando contra a dor.
Paole: Que tal a Era Venenosa? – disse com sarcasmo. – Acho que vou dar um presente antes de enviá-lo para Hades... – pegou sua flauta. Com a flauta na mão, bateu palmas. Estendeu as mãos à frente do corpo como se fosse receber algo, com a flauta em mãos. Num milésimo de segundo, um brilho verde rodeou a flauta e esticou, tomando forma. Ao parar de brilhar, viu-se um báculo com uma jóia na ponta.
Ancião: Um dos setes báculos de Gaia... Os báculos que as ninfas da terra forjaram para a proteção da deusa e os deram às sete Flautistas da Elite de Gaia... É um presente poder ver um ao vivo... – disse como se não se importasse com sua vida.
Paole nada disse. Colocou o báculo à sua frente, fincando a parte inferior na areia. Juntou as mãos e começou a cantar um mantra em árabe.
Ancião: Rezando por minha alma? – falou, sarcástico.
Paole abriu os olhos. Brilhavam intensamente em branco. A jóia do báculo também começou a brilhar, ofuscando aos olhos do velho.
Paole: Perda de Sentimentos: Raiva!
O homem deu um grito de dor. Da jóia do báculo, surgiu uma mão que penetrou em seu corpo, arrancando todo o sentimento de raiva que já tivera. Isso lhe causou uma terrível dor.
Ancião: O que... Isso vai fazer comigo? – disse ofegante, olhando-a com ódio.
Paole: Essa é uma técnica que meu mestre me ensinou. Irei tirar todos os sentimentos que já teve até hoje de você: Raiva, ódio, alegria tristeza, amor... Quando terminar, tirarei o seu coração, acabando assim com você...
Ancião: Quando vai saber que acabou?
Paole: Quando a jóia de meu báculo ficar inteiramente negra. – ao terminar, sentiu algo gelado segurar seus pés e sua cintura. – O QUE É ISSO?! NÃO CONSIGO ME MEXER!! – gritou ao ver esqueletos impedindo-a de terminar de usar a técnica.
O báculo voltou a ser uma flauta e caiu no chão.
Ancião: O que acha dos meus brinquedinhos? – disse sarcástico. Fios saíam de suas mãos, controlando os esqueletos. – estava tão ocupada recitando o mantra da técnica que não me viu controlando um de meus esqueletos para me soltar... Sua técnica teria me matado de primeira se não fosse meus brinquedinhos... – disse com um sorriso irônico.
Socou Paole, que voou longe. Correu até ela, antes que ela caísse no chão, deu uma seqüência de golpes muito rápidos. Foram incontáveis socos e chutes.
Quando parou e Paole caiu na areia fofa, o impacto revelou que sua armadura estava aos pedaços. Vários hematomas e cortes profundos ficaram visíveis. Tudo efeito dos golpes do sacerdote.
Ancião: Nem se agüenta mais em pé...Melhor eu ir, tenho muito que fazer.
Quando o homem saiu da visão da flautista, a flauta voou até a mão de Paole.
Lentamente, a flautista se levantou. Lágrimas caíam de seus olhos. Lágrimas de dor misturadas a lágrimas de ódio.
Paole: Droga... Tenho que chegar ao santuário de Athena e rápido... Ela e Éolo não podem mais estar lá...
Pegou um disco de aço e jogou no ar. O dico triplicou de tamanho e flutuava.
Paole: No estado que estou, não vou chegar ao Santuário à pé... – murmurou, subindo no disco e ficando meio deitada, encolhida, Quando se acomodou, o disco voou a uma velocidade incrível em direção ao santuário.
Flash Back Off.
Todos os presentes ficaram surpresos. Kamus conhecia a técnica da qual Paole falara que tentara usar, mas falhou. Era uma técnica difícil de aprender e mais ainda de usar. Conhecia a única pessoa que usou aquela técnica.
Kamus: Seu mestre... Qual era o nome dele? – dirigiu-se a Paole.
Paole: Munra de Múmia... Um flautista secundário...
Kamus gelou. Munra de Múmia fora treinado com ele. Ficara incrivelmente impressionado com a técnica que o amigo conseguira usar.
Kamus: O que aconteceu com ele? – perguntou, temendo o pior.
Paole: Foi morto à sete anos... Por culpa de atos que até hoje fazem Ísis, Neftis e Gaia sentirem vergonha... (N/A: menção a mesma fic que eu falei no capítulo anterior) Quando eu descobrir quem foi, essa pessoa vai se arrepender...
Kamus sentiu o sangue ferver de ódio. Ia vingar a morte de seu amigo que muito o ajudara em seu treinamento. Aquilo não ficaria daquele jeito.
Voz: Ora, então você é a aluna daquele homem... – uma voz ameaçadora e calma falou de traz de Shaka, que estava de pé próximo à entrada, com May nos braços.
Shaka e os outros se viraram, enquanto Paole levantava com dificuldade.
Paole: O que quer dizer com isso? – olhou fundo nos olhos do mesmo sacerdote com quem lutara mais cedo.
Ancião: Fui eu que matei seu mestre... Ele me deu muito trabalho... Você, pelo contrário, foi fácil... Agora que sei quem foi seu mestre, comparada a ele, é uma fraca... E ainda se diz ser da "Elite" de Gaia... – falou com ironia.
Paole olhou-o com ódio. Fora ele o homem que matara o pai de Zuriel, quem matara seu mestre. Ele morreria, nem que ela morresse depois.
Paole: Vão daqui. Eu cuido dele! – falou com determinação.
Athena: Mas Paole... Sua armadura e ferimentos ainda não estão totalmente regenerados! – falou, preocupada pela vida da amiga.
Paole: Não discuta, Athena! Você, Éolo, os seus cavaleiros e os guerreiros de Éolo devem ir para o Egito e deter Neftis e Set! São eles que estão por trás de tudo! Já cuidei para que a mulher que encarnará Gaia quando o lacre se romper fuja com a pedra! E Athena... Se você perder essa batalha, toda a terra perecerá... São ordens diretas de Gaia!
A deusa assustou-se com as palavras da Flautista. Toda a terra... Pereceria se ela falhasse. Ela tinha que vencer Neftis e Set. Luane, Ísis, estava sendo uma marionete, como Osíris e os outros deuses egípcios.
Athena: Está bem, Paole... Mas você precisa nos ajudar!
Paole: Quando terminar com esse sacerdote, vou de encontro a vocês! – disse exibindo um sorriso de confiança.
O sacerdote olhou para May, nos braços de Shaka.
Ancião: May era uma fraca... Olha o estado em que ficou... A única coisa que ela tinha que fazer era verificar os Santuários e entregar a carta de desafio... E olha só como ficou... Vergonhoso para os sacerdotes...
Shaka não soube o que aconteceu direito, apenas que o sangue ferveu de ódio de vontade de matar o sacerdote. Jogou o corpo de May para Aldebaran, que apenas apanhou, sem entender. O cavaleiro de Virgem pegou o sacerdote pela gola da túnica, olhando-o com ódio.
Shaka: Olha como fala perto de mim... Não gostaria de ver do que sou capaz... – falou com ódio e raiva profunda.
Ancião: Hunf... Patético... Sabe que vai ter que matá-la mais tarde se quiser atingir Neftis e Set, mas insiste em protegê-la... Nem a conhece e está apaixonado. – falou com ar de superioridade.
Shaka começou a segurá-lo pelo pescoço e o levantou a meio metro do chão. Começou a apertar o pescoço do sacerdote, mas soltou o pescoço ao sentir uma lâmina fazer corte fino na mão, atravessando a armadura, fazendo o sacerdote cair no chão com um baque surdo. Olhou para a parede. Um disco de ferro fincado, mostrando que havia girado rapidamente. Não entendeu como aquilo atravessou a armadura. Olhou para o outro lado. Paole estava com a mão estendida ao lado do corpo, como se tivesse atirado algo.
Paole: Fica longe dele, Shaka... Ele é meu! – falou com ódio puro na voz e no olhar.
Kamus tentava permanecer indiferente ao sacerdote, mas saber que um grande amigo seu fora morto pelo homem que estava na sua frente dificultava isso.
Kamus: Vamos logo Athena... – Falou, indo em direção a porta, enquanto Shaka pegava May nos braços novamente. Fizera isso para ignorar o sacerdote.
Os cavaleiros e guerreiros cercaram os dois deuses, guiando-os até a saída. Mu levava Kiki com certa dificuldade, o garoto tentava de tudo para se soltar das mãos de seu mestre. Queria ficar e ajudar Paole.
Quando todos saíram e foram até os helicópteros do lado de fora da sala do grande mestre, Paole avançou para cima do sacerdote com uma bola de energia na mão. Parou a milímetros do peito do sacerdote.
Paole: Castigo Divino! – falou friamente. A bola de energia cresceu e penetrou no peito de Ancião, que começou a tossir desesperadamente, caindo gotas de sangue no chão.
Ancião: Vai precisar mais do que isso se quiser me matar... – falou. Sentiu o gosto de sangue na boca e cuspiu. Sentia como se várias agulhadas fossem dadas em seu coração, nos pulmões, nos rins e no fígado. Parecia que lentamente partes de seus órgãos internos eram arrancados com força. – Golpe interessante... Penetrar o cosmo no corpo do inimigo e fazê-lo ficar atacando por dentro o corpo da pessoa continuamente... Mas vai precisar mais do isso para me impedir de levar a cabeça de Éolo para Neftis...
Dizendo isso avançou, dando socos e chutes dos quais Paole desviava facilmente, até que um chute vindo de baixo a fez voar de encontro ao teto, que se despedaçou com o impacto. Caiu no chão com um baque surdo. Tentou se levantar, mas suas pernas e braços estavam sendo segurados pelos mesmos esqueletos de antes.
Paole: Droga... – murmurou. Olhou para o sacerdote, que se abaixou a sua frente.
O sacerdote tirou o elmo e colocou em Paole. A Flautista sentiu uma forte fincada na nuca.
Ancião: Espero que goste... Meu elmo vai drenar toda a sua vida e transferi-la para mim, assim terei mais anos de vida... Fiz o mesmo com seu mestre...
Paole teria cuspido na cara do sacerdote se não fosse a forte dor que sentia, mas o ódio que sentiu do sacerdote foi tão grande que um esqueleto despedaçou-se quando começou a queimar seu cosmo.
Logo, todos os esqueletos despedaçaram-se. Levantou-se com dificuldade e arrancou o elmo, dando um grito de dor, e jogando-o longe.
Paole: Vai se arrepender por tudo que fez! – gritou com ódio na voz.
Sacou a flauta, que transformou-se no báculo com uma jóia na ponta. Usou as garras das luvas da armadura e fez um corte no pulso. Fechou a mão em cima da jóia, de forma que o sangue pingasse em cima. Uma gota caiu em cima da jóia e esta absorveu-o. Mais uma gota... E foi assim. Lentamente, a jóia ficava vermelho sangue. Quando ficou totalmente vermelha, brilhou fortemente. Paole recolheu o pulso e apontou o báculo para o sacerdote, que tinha tido o corpo todo paralisado pela Era Venenosa.
Paole: Não vou tirar os sentimento um a um, vou arrancá-los todos de uma vez de você! PERDA DE SENTIMENTOS: O PREÇO DA MORTE!!!!!! – berrou. Da jóia saiu um feixe de luz que atravessou o coração do sacerdote. A jóia ficava negra lentamente, enquanto Paole lembrava das palavras de seu mestre.
Munra: "Paole, existe uma forma de arrancar os sentimentos do inimigo de uma vez, irei ensiná-la, mas esse golpe só pode ser usado em último caso, por debilitar muito o corpo. Você TEM que estar usando a armadura, ou seu corpo se despedaçará no lugar da armadura, mas ainda assim, não é garantia de que sobreviverá depois de usar esse golpe...".
Quando a jóia ficou negra, Paole deixou o báculo cair no chão.
O corpo do Ancião tombou para o lado, sem vida. A estrela na testa sumiu, enquanto o corpo transformava-se em areia.
A armadura da Flautista despedaçou-se, enquanto o olhar estava vazio.
Paole: Sinto muito, Athena... Não poderei ajudá-la mais do que isso... – murmurou, ates de fechar os olhos e deixar lágrimas solitárias rolarem pelo rosto lentamente. Tombou para a frente. O medalhão no pescoço trincou. O báculo voltou a ser uma flauta, enquanto uma poça de sangue se formava debaixo do corpo, manchando os longos cabelos castanhos e misturando-se com a terra do rosto.
O pouco de cosmo que havia era do medalhão, que faria a vida da Flautista permanecer por um certo tempo, mas quando este se despedaça-se, a vida já a teria abandonado.
Athena levantou-se de repente dentro do helicóptero.
Athena: Paole... – Murmurou, antes de lágrimas solitárias rolarem pelo rosto e voltar a sentar, pensando na amiga.
Os cavaleiros de ouro também haviam percebido. Apesar de haver uma quantidade mínima de cosmo, o coração de Paole não batia mais. Sabiam que a flautista tinha se sacrificado para salvá-los. Kamus não demonstrava, mas por dentro, a tristeza o corroia. Podia ter matado o sacerdote facilmente, mas o orgulho de não demonstrar que conhecia o mestre da flautista falou alto demais e a pupila de um grande amigo havia morrido salvando-os.
Kamus: Descanse em paz, Paole... – murmurou inaudivelmente.
O clima no helicóptero era silencioso. Respeitavam a tristeza de Athena, que havia perdido uma amiga, e não sabia se conseguiria salvar outra ou como as outras estariam.
