To triste com vocês... Não me deixaram um review no cap. Anterior... i.i Bom, momento propaganda: Leiam e mandem fichas pra minha "O Baile na Mansão Heinstein" XD

Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, direitos dos originais Luane e companhia reservados!

Ísis:

Capítulo 7:

O Choro do Vulcão

Jenyty corria através dos corredores do vulcão que fora transformado no santuário de Hefesto e Héstia, o ferreiro dos deuses e deus dos metais e a deusa do fogo. Héstia havia chamado-a por cosmo, falando que tinha uma emergência.

Andava pelos corredores quentes do vulcão adormecido, com o cosmo vermelho queimando ao redor do corpo, e a armadura laranja, ressoando e sussurrando para usar o poder que guardava.

Sua armadura era maligna. Custava para Jenyty lutar contra o que a armadura lhe falava. Falava que trairia suas amigas, Hefesto, Héstia e ao mundo todo. Tentava-lhe com promessas de poder. Sua armadura sabia o quanto era ambiciosa, algo que ninguém além de sua armadura e as Três Parcas sabiam.

(N/A: em itálico é o que a armadura fala para Jenyty) Vamos admita, você quer se unir à Set... Deseja poder... Você tem sede de poder!

Jenyty: Cala a boca! Você não sabe de nada!

Ah, eu sei sim... Já traiu Luane uma vez por causa da promessa de ter o poder que tanto deseja! EU estava lá quando aceitou a proposta de Set! Traiu-as uma vez e vai traí-las de novo! Seu destino foi preso num círculo vicioso pelas três parcas!

Jenyty: Cala a boca! Eu sou fiel as minhas amigas e aos deuses a quem protejo! Eu jamais iria trair Luane!

Você a traiu no passado, irá traí-la de novo! Está tecido no tapete do seu destino! EU farei você se lembrar!

A armadura brilhou fortemente. O rubi que havia na tiara da armadura, que lembrava o sol, ficou negro, enquanto os olhos verdes tornavam-se brancos.

Flash Back On

2500 a.C., Egito, Cidade dos Mortos.

Set: Tem certeza de que é ela minha irmã Ísis?

Vulcana de Salamandra: Tenho. Nyla é a escolhida de Ísis para ser sua encarnação.

Set: Ator, você é muito eficiente... Ela, ao mesmo tempo que é uma guerreira de Éolo, é a encarnação de Ísis, e você, Ator, é uma ótima espiã, estando no Santuário de Héstia e Hefesto... – falou, cínico.

A mulher denominada Ator usava a mesma armadura laranja que Jenyty, e tinha os mesmos olhos verdes e cabelos vermelho fogo. Deu um sorriso orgulhoso.

Ator: E o meu prêmio?

Set: Claro... O seu prêmio... – Set queimou seu cosmo, e tocou a armadura de Ator. – Agora sua alma terá minha proteção pela eternidade, seu corpo será invulnerável aos ataques de socos e chutes, independente de quantas reencarnações aconteçam! E nem mesmo eu poderei desfazer isso!

Ator: Obrigada, grande Set! – disse fazendo uma reverência. – Com licença, Set, preciso ir, ou desconfiaram de mim... – falou. Set deu o sinal de que poderia ir. Virou-se, fazendo outra reverência e indo embora voando com o fogo de salamandra em seus pés.

Flash Back Off

Jenyty: Luane... É a encarnação da tal de Nyla?

Ah, finalmente entendeu... Sim, por isso entende que irá traí-la? Você vem fazendo isso

desde aquele dia, em todas as encarnações... Não pode lutar contra o que as Três Erínias teceram. Naquele dia, um círculo vicioso foi feito.

Jenyty: Não... Dessa vez, eu farei diferente! Vou proteger Héstia e Hefesto! Dessa vez o círculo vicioso será quebrado! – falou com determinação, continuando seu caminho até Héstia e Hefesto.

Não pode fazer isso! Não pode ir contra as Três Erínias!

Jenyty: Não vou dar ouvido a você! Vou tomar minhas próprias decisões! Dessa vez as Parcas não mandam nelas! E se não ficar quieta, selo seu poder de "conselhos" de novo! Vou proteger Héstia e Hefesto e depois vou ajudar Athena!

A armadura calou-se. Jenyty era ambiciosa, mas cumpria o que falava sem falta. Falhara em convencê-la. Falhara dessa vez. Mas mesmo que ela fosse contra Set, teria a proteção dele, ninguém nem mesmo ele podia desfazer isso. Era um pacto que não podia ser quebrado.

Jenyty chegou à Sala de Souzan (persa, Fogo), onde Héstia e Hefesto esperavam-na.

Héstia tinha cabelos curtos laranja fogo e olhos vermelho fogo, usava uma toga amarela e sandálias gregas marrons. Hefesto era cego, tinha cabelos castanho-fogo presos numa trança, usava um manto negro com algumas jóias decorando-o e aparentava ter um corpo forte..

Jenyty: Héstia, Hefesto... –fez uma reverência – o que aconteceu?

Héstia: Jenyty, onde Luane está?

Jenyty: Eu não sei, faz três dias que ela não vai pra faculdade... Por que?! Aconteceu algo com ela?! – falou, assustada.

Héstia: Luane foi levada por Set para a Cidade dos Mortos... O corpo dela é um abrigo provisório para o espírito de Ísis...

Você não a traiu, mas não têm jeito! Set achou-a do mesmo jeito!

Voz: ... E minha mestra está pensando em ficar com o corpo dela pra sempre... – falou uma voz cínica.

Jenyty virou-se. Um homem usando uma tiara com o disco solar, olhos cinza lunar, cabelos longos e cacheados negros, com uma aliança dourada na testa, usando uma túnica branca com bordados de fios de ouro arrastava numa mão o corpo de um Vulcano secundário. Da boca do sacerdote, escorria sangue, enquanto marcas de mordidas no pescoço do sacerdote estavam a mostra e delas escorria sangue. O sacerdote parecia ter mordido o Vulcano e sugado seu sangue.

Íbis: Meu nome é Íbis, sou sacerdote de Ísis... Vim a mando de Neftis levar a cabeça de Héstia e de Hefesto... Então, não seja como esse aqui e me deixe passar por bem... Quem sabe, eu deixo você viva...

Faça o que ele disse! Se morrer, de nada adiantará falar que vai ajudar Athena!

Jenyty ignorou a armadura, sacou seu chicote, que ficou em chamas ardentes. Nos pés da armadura surgiram chamas, que fizeram com que ela flutuasse a alguns centímetros do chão.

Jenyty: Héstia, Hefesto, saíam daqui! E isso é uma ordem! – falou, com o longo chicote remechendo-se de sede de sangue.

Já que vai lutar, derrame muito sangue! Eu tenho sede de sangue!

Jenyty: Acalme-se, não é só você que está com sede de sangue... – sussurrou para a armadura com malícia, passando a língua lentamente pelos lábios.

Héstia e Hefesto, usando telecinese, sumiram.

Íbis: Sua armadura é uma lenda... Forjada pelo próprio Hefesto no calor do Tártaro... E com a proteção divina não só de Hefesto e Cronos, mas também de Set... Melhor que as ditas Sapuris de Hades...

Jenyty: O que sabe sobre minha armadura não interessa! – disse, avançando.

O chicote agiu por conta própria, atacando o sacerdote, que conseguiu desviar por um triz, indo para o outro lado. Jenyty parou e virou-se.

Íbis começou a queimar seu cosmo, um cosmo branco e pacífico. Tirou de dentro da túnica vários punhais.

Íbis: Vôo Noturno! – falou, atirando os punhais.

Jenyty desviou, mas os punhais deram a volta e se fincaram em suas costas, não fazendo um grande ferimento, mas doloroso.

A Vulcana queimou o cosmo, fazendo os punhais em suas costas virarem pó, enquanto o ferimento cicatrizava rapidamente e a armadura regenerava onde havia sido furada.

Jenyty: Precisa mais do que isso se quiser me deter... – falou, cínica, lambendo os lábios. – Mas acho que vou conseguir matar a minha e a de minha armadura, nossa sede de sangue! CÍRCULO DE FOGO!!!!! – gritou. O chicote avançou estando no chão, deixando um rastro de fogo e cercando Íbis e a si mesma. Ergueu a mão à frente do corpo na direção de Íbis e concentrou seu cosmo. – Chamas douradas! – falou. Chamas ardentes surgiram da mão e foram em direção ao sacerdote.

Íbis avançou, desviando do fogo com dificuldade, o calor do fogo à sua volta e que o atacava era maior que o do Egito e o fazia ver as coisa em dobro, fora o calor do próprio vulcão. Atacou a Vulcana usando a luta corporal. Jenyty desviava com destreza dos golpes. Num soco que Íbis deu, a Vulcana pegou a mão, jogando-o para sua frente, colocando a outra mão que segurava o chicote, na nuca.

Jenyty: Acho que vou saciar minha sede de sangue... – falou com malícia. A ponta do chicote enrolou-se no pulso do sacerdote e esquentou, queimando o pulso, em seguida, apertando mais, abrindo um corte do qual jorrou sangue que molhou a mão e armadura da Vulcana.

Jenyty soltou Íbis, que caiu no chão, apertando o pulso em seguida, tentando parar o sangramento. O sangue que caíra na armadura fora absorvido. A armadura pareceu ficar mais resistente, enquanto Jenyty lambia o sangue dos dedos, olhando maléficamente para o sacerdote, que a olhava com horror.

Jenyty: Seu sangue é saboroso... Vou tirá-lo todo de seu corpo e depois tomar numa taça de cristal como se fosse vinho... – sorriu um sorriso maléfico.

Cuidado, Jenyty... Também quero mais sangue, mas ele tem cartas na manga...

Jenyty: Não se preocupe... Também tenho cartas na manga...

Íbis não entendeu. Ela falava sozinha? Seria esquizofrênica?

Deu um passo pra frente. Um feixe de luz veio em sua direção. Usando o chicote em chamas, levantou uma parede de fogo que absorveu o ataque.

Íbis (pensando): Droga... Se continuar assim, como honrarei Ísis? Já sei!

Íbis arrancou a túnica, ficando com uma calça e sem blusa. Escritas egípcias ficaram à mostra, tatuagens, no peito, nas costas e nos braços. Começou a queimar seu cosmo.

Íbis: Medo Congelado! – a escrita brilhou, assim como a aliança na testa, do qual saiu um feixe de luz que atravessou a testa de Jenyty (N/A: tipo Golpe Fantasma n.n).

Mente da Jenyty:

Estava andando calmamente, quando sentiu uma flecha perfurar-lhe o coração.

Olhou para trás. Luane com a roupa de Ísis apontando seu arco pra ela, preparando mais uma flecha.

Luane: Isso é por ter me traído! Dessa vez vou acertar sua cabeça!

Atirou a flecha, que atravessou a testa de Jenyty, jorrando sangue para todo o lado.

Eu avisei... Avisei que ia trair Luane... Devia ter aproveitado quando lhe ofereci o poder!

Jenyty caiu de joelhos. Fechou as mãos com força em cima dos joelhos. O olhar era maléfico. O sorriso, cheio de ódio.

Jenyty: Admito, isso teria me matado, se não fosse o fato de minha alma ter se despedaçado há milênios para questões assim...

Íbis: Aliança de Ísis. - sorriu, triunfante.

A Vulcana tentou se levantar, mas viu, então, que estava amarrada ao chão por um anel de areia.

Íbis: Agora que sei um grande medo seu, vai ser mais divertido... – disse cinicamente. – Mas ainda não sei se acabo com você ou não... Seria uma pena acabar com um rostinho tão bonito... – falou malicioso.

Jenyty: O que fez comigo?! – falou raivosa.

Íbis: Paralisei-a... Para isso, a distrai tendo uma visão de um grande medo. Agora sei o que fazer com você... É uma pena, é muito linda... Se não tivesse que matá-la, me casaria com você... – falou olhando-a com pena.

Jenyty: Nunca me casaria com você! – frisou bem o nunca.

Íbis: É uma pena, está perdendo a chance de viver... – O anel de areia começou a apertar o corpo de Jenyty, que gritava de dor.

Se você se entregar agora, eu mesma mato você!

Jenyty sentiu a proteção do pescoço começar a estreitar. Sua armadura não estava brincando! Mas ela não se entregaria.

A Vulcana elevou seu cosmo, conseguindo afrouxar o anel.

Jenyty: Não vai... Me derrotar... Com uma técnica... De principiante... – disse ofegante, com suor escorrendo pela fronte, misturando-se com o pó, enquanto a proteção voltava ao normal.

Assim é que se fala! Vamos derramar mais sangue!

O chicote voltou a ficar em chamas e atacou o sacerdote, que, desconcentrado, fez a aliança de areia esfarelar-se.

O chicote driblou todos os ataques de Íbis, até chegar ao pescoço do sacerdote e enrolar-se como uma cobra no pescoço do homem.

Jenyty levantou-se, andando lentamente na direção de Íbis. Quando chegou perto, o corpo de Íbis transformou-se em fumaça.

Olhou para trás. Um soco atingiu-a em cheio, o círculo de fogo sumiu e foi voando de encontro à parede devido ao soco. Levantou-se. A parede atrás de si não passava de escombros, abrindo um buraco para a área do vulcão adormecido. Teria que tomar cuidado a partir daquele momento. Um movimento em falso... E o vulcão entraria em erupção.

Partiu pra cima do sacerdote na luta corporal. O sacerdote estava mais lento, levava vários golpes da Vulcana. A cada gota de sangue que, a muito custo, espirrava na armadura de Jenyty, os ferimentos da mulher se curavam.

Sorte a sua eu me reconstituir sozinha e cicatrizar seus ferimentos quando absorvo sangue, ou você teria morrido há muito tempo...

Jenyty: Sorte mesmo, mas agradeço esse privilégio! – falou chutando o sacerdote, que foi parar na área do vulcão. O sacerdote realmente era resistente.

Andou na direção de Íbis, que se levantou, limpando um filete de sangue que escorria da boca, sem mais ferimentos.

Jenyty (pensando): Não vou acabar com ele nesse ritmo... Já estou com o corpo doendo... Não tem jeito... Vou ter usar AQUELA técnica para derrotá-lo...

Quando a Vulcana ficou próxima ao sacerdote, usou as mãos para segurá-lo pelo pescoço firmemente.

Vai usar essa técnica, Jenyty? Tem certeza? Essa técnica pode acabar com o seu corpo!

A Vulcana deixou duas lágrimas caírem no chão e paralisou o sacerdote, usando o chicote em chamas para derreter o chão que revestiu os pés de Íbis e esfriou, endurecendo. Jenyty concentrou seu cosmo e deu um suave beijo na testa do sacerdote.

Afastou-se.

Íbis: O QUE VAI FAZER COMIGO???!!!!! QUE TÉCNICA É ESSA???!!!!! – berrava, tentando inutilmente soltar-se.

Jenyty: O choro do Vulcão... – sussurrou, enquanto sua armadura despedaçava-se, lágrimas de sangue rolavam pelo rosto, vários cortes profundos se formaram na pele. O medalhão do colar trincou.

Um tremor foi sentido. A crosta que impedia o vulcão de entrar em erupção quebrou-se, deixando a lava exposta, enquanto o sacerdote lentamente afundava.

ESTÚPIDA! IDIOTA! Seu corpo e cosmo não estavam em condições! Se quer ajudar Athena, vai ter que dar um jeito de impedir esse vulcão de entrar em erupção definitivamente ou de sair daqui com vida!

Jenyty já não ouvia o que a armadura lhe falava. Seus tímpanos haviam estourado. Seu cosmo já estava quase extinguido. Tombou para trás, mas alguém a segurou e sentiu um cosmo que queria ajudá-la. Foi cuidadosamente deitada no chão e adormeceu.

Cristine queimou seu cosmo. Sacou sua espada. Num rápido movimento, fez com que uma boa parte da área do vulcão desmoronasse, detendo a lava e impedindo uma possível erupção.

Foi até a amiga. A armadura havia adormecido devido ao estado de Jenyty, de forma que se regenerasse mais lentamente. Queimou seu cosmo e tocou no medalhão trincado da amiga. O medalhão voltou a ficar intacto, como se nunca tivesse sido trincado.

Colocou a amiga nas costas e saiu do local.

Cristine: Agüente firme, Jenyty... Ainda temos que nos encontrar com Caroline e descobrir onde Paole foi parar... – sussurrou, como se quisesse dar força para a amiga. A armadura roxa que protegia o corpo e era fria, em comparação com a temperatura quente do local, brilhou fortemente com o contato da armadura de Jenyty, que brilhou fracamente em seguida.

Cristine: As duas armaduras irmãs, forjadas por Hefesto no calor do Tártaro com os diamantes dos Campos Elíseos, com a proteção divina de Hefesto e Cronos... Quem sabe assim a sua armadura se regenera mais rápido, e cura você mais rápido também... – murmurou, saindo correndo por entre os corredores do Santuário.

Saiu do vulcão novamente adormecido e subiu num jatinho. O jatinho decolou e foi em direção à Grécia.

Cristine: Paole só pode estar não santuário de Athena... – sussurrou preocupada. Paole podia não estar mais viva.