Krika: Valeu por comentar!

Agora vamos começar logo mais um capítulo, e para os curiosos, a minha fic Flautista de Gaia já está sendo postada, queridos leitores (se é que alguém além da Krika lê essa fic... ¬¬)

Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, mas Luane e companhia yes, baby!

Ísis

Capítulo 9:

O Punhal da Nereida

Já estavam andando a cerca de uma hora, quando avistaram ao longe os muros altos, imponentes e negros com decorações em dourado que reluziam, e ao fundo, o palácio da Cidade dos Mortos, no centro do Santuário, imponente, com estátuas grandiosas dos deuses egípcios.

Éolo: Lá está... A Cidade dos Mortos... Um lugar com princípios e administrado por Osíris e Set. – falou, quando ouviram o som de algo se chocando com a areia não muito longe deles.

Correram para o lugar e viram uma mulher com um báculo na mão que tinha uma redoma de cristal na ponta com um líquido dourado que reluzia com a luz do sol. No braço direito, um escudo feito de diamante, um bracelete dourado próximo ao ombro do mesmo braço, usava uma tiara negra avermelhada com uma turmalina verde, tinha olhos negros e cabelos rebeldes e num tom de negro-azulado. Usava ombreiras duplas vermelhas somente no ombro esquerdo, a parte que protegia os seios eram num vermelho sangue, o resto da armadura era negra avermelhada e mostrava um corpo belo e definido, a armadura tinha asas negras que lembravam asas de morcegos. Levantou-se, colocando uma das mãos nas costas.

Mulher: Ai... Preciso melhorar minhas aterrissagens ou ainda caio na boca dum animal faminto...

O deus do vento olhou-a incrédulo, assim como Athena.

Éolo: Hé... Hécata (N/A: Deusa da magia e das artes divinatórias, é prima de Athena, Ártemis, etc, mas não me lembro de quem é filha n.n')? – murmurou, esperando uma resposta.

Hécata: Éolo, prima Athena! Como é bom vê-los! – falou animadamente, levitando a alguns centímetros do chão.

Athena: O que faz aqui, Hécata? Devia estar no Olimpo! Se Zeus descobre que saiu sem permissão...

Hécata: Calma, prima! Foi ele que me enviou! Ele me mandou entregar isso á você. – levantou a mão direita e agitou os dedos. Um frasco com um líquido prateado apareceu. – Essa é a poção de Vida! Ela irá protegê-la do mal que Set e Neftis tentarem fazer a você depois de bebê-la! – estendeu o frasco e Athena o pegou. Fez sinal para a deusa se aproximar. Fez sinal com os dedos e uma Jaspe-Leopardo apareceu, numa corrente, e num anel, um Cristal de Rocha. – E esses são um presente meu. – sussurrou, e colocou o colar na deusa. – Essa vai ajudá-la a saber quando estiverem mentindo e irá mantê-la alerta – colocou o anel num dos dedos da mão direita de Athena. -, e essa, vai protegê-la e atrair a vitória, além de lhe dar a sabedoria de saber o melhor a fazer.

Athena: Obrigada, Hécata... – falou, deixou algumas lágrimas de alegria rolarem pelo rosto. Apesar de meio atrapalhada, Hécata sempre a ajudava. A deusa abraçou-a ternamente.

Hécata: Sempre ajudei as minhas primas, Athena. E não vou deixar que Neftis e Set a matem! Você terá a minha proteção sempre, você e Ártemis. – falou calmamente, soltando-a. – Boa sorte e que Niké a proteja e lhe dê a vitória sempre! Ah, mais uma coisa: Afrodite está encarnada numa beduína aqui no Egito! Ela ainda não se lembra de quem é, mas dei uma espiada no tapete dessa batalha e vai precisar de sua ajuda! Ela está naquela direção, é uma jovem de cabelos curtos e rosados! Vão até lá antes de irem para a Cidade dos Mortos!

Disse e alçou vôo, sumindo do céu.

Athena: Hécata, se Zeus, ou melhor, se Caos descobrir que andou espiando as Moiras, tenho certeza que fica sem poder andar pelo Olimpo livremente por um bom tempo... – falou com um doce sorriso, do jeito de Hécata, tão independente... Não era à toa que Hécata, Athena e Ártemis eram tão amigas (N/A: Como a Pandora Lyn fala: "'Os dourados e bronzeados só morrem por meterem o nariz em briga de família, e em briga de família ninguém mete a colher" X3 Ou algo parecido... ¬¬).

Voltou para junto dos outros, escondendo o frasco. Iria beber a poção quando achasse propício.

Athena: Vamos naquela direção – apontou para a direção em que Hécata havia aterrissado, ou melhor, desabado. -, Hécata me disse que Afrodite está encarnada numa jovem naquela direção e que vamos precisar dela para vencermos! – disse e todos assentiram, mas Ikki se sentia um pouco contrariado. Luane estava em perigo e todos tinham que se apressar, ou sabe-se lá o que aconteceria.

Eu olhava desesperadamente pela janela de minha mente para o mundo lá fora. Ísis era bondosa, cuidava das crianças da cidade, contava-lhe histórias daqueles que viveram antes delas, cuidava dos que se feriam enquanto trabalhavam ou que haviam pegado alguma doença. Era o contrario de Neftis. A deusa da Noite e da Morte, ao invés de cuidar das crianças, as assustava, e ao invés de cuidar dos doentes e feridos, lhes tirava a vida.

Neftis era propaganda enganosa, não entendia como ainda assim, era amada na cidade. Ao perguntar à Ísis o porque, ela me disse que Neftis terminava com o sofrimento das pessoas. Aquilo me deixou indignada! Como podia falar aquilo?! Podiam ser deusas, mas apenas as três Moiras decidem a hora de a pessoa morrer!

Resolvi continuar com meus planos pra fugir do controle de Ísis.

O jatinho pousou na entrada para o reino de Posêidon em Asgard. Paole e Cristine desceram e pularam no redemoinho, deixando ordens rígidas ao piloto que não deixasse Jenyty ir ao reino de Posêidon caso acordasse, pois ela não estava em condições psicológicas.

Chegaram lá no fundo do oceano ensopadas, e encontraram um rastro de destruição até o templo de Posêidon.

Paole: Rastro de luta de Caroline e o tal sacerdote... – falou, olhando as marcas numa pedra. – São do punhal dela... Temos que correr!

Cristine afirmou e as duas começaram a correr em direção ao templo.

Quando chegaram, viram Caroline caída de bruços com a mão direita em cima com peito do sacerdote, próxima à um punhal verde mar fincado no coração do tal sacerdote. Parecia desacordada. Cristine virou-a e viu a ponta de um flecha fincada na área do fígado. Tirou-a rapidamente e percebeu que estava envenenada.

Entregou à Paole que analisou e concluiu.

Paole: Veneno de Mamba Negra (N/A: A cobra mais venenosa do mundo, nativa da África e usada em rituais de feitiçarias na África)... Sorte à da Caroline ainda estar viva... – disse ajoelhando-se ao lado do corpo da amiga. – Não vai ser o cosmo que vai curá-la... – falou com pesar, pegando um saquinho marrom de couro que estava preso na cintura e abrindo. Um pozinho branco ficou à mostra e pegou um pouco com o dedo e colocou no local do ferimento, fechando e pendurando novamente o saquinho na cintura. – Agora é só torcer para que ela resista e que essa poção de Hécata faça efeito... – falou colocando Cristine nas costas, tirando o punhal da amiga do peito do sacerdote.

Uma hora atrás, Caroline no santuário de Posêidon.

Posêidon havia convocado todos os seus Marinas, e mesmo Caroline não sendo da elite de Posêidon (N/A: Dessas minhas originais, a Caroline é a única que não é da elite, por motivos óbvios), era muito forte. Todos os sete generais marinas e Tétis estavam lá.

Caroline: Senhor, o que aconteceu? – perguntou preocupada ao deus.

Posêidon: Neftis e Set despertaram e estão atrás, não só da minha cabeça, mas da cabeça dos deuses que suas amigas protegem. Você vai ficar aqui no meu santuário, Caroline, enquanto eu e os outros vamos até o santuário de Afrodite. Por enquanto, que Afrodite ainda não está em seu santuário, lá é o lugar mais seguro.

Caroline: E por que eu tenho que ficar aqui sozinha?! – perguntou um tanto indignada.

Posêidon: Você é forte o suficiente para cuidar do Santuário sozinha, e os Guardiões de Afrodite não vão estar no santuário da deusa, vão atrás de sua deusa, e o santuário não pode ficar desprotegido. Eu confio em você, Caroline. Não me desaponte! – falou confiante, em seguida, usando telecinese para transportar a si e aos outros marinas para o santuário da deusa do amor.

Caroline se viu sozinha e deu um suspiro de desapontamento. Aquele lugar era deprimente quando se estava sozinha, e resolveu ir pra entrada do santuário, cuidar da segurança.

Ao chegar, estava decidindo ir ao encontro de Cristine, ajudaria muito mais caso estivesse com as amigas, não ficando parada naquele santuário. Sentiu uma pontada no braço direito, numa parte que a Escama não protegia. Por reflexo, levou mão esquerda ao local. Quando tirou, a mão estava manchada de sangue, vermelho e vívido. Imediatamente, sacou seu punhal e deu um salto, girando 360º para todas as direções possíveis, atrás de algum sinal do inimigo.

Avistou, fincada numa rocha, uma flecha dourada com ponta de diamante. Sentiu algo se aproximar de suas costas e forçou seu corpo para o chão e desviar do ataque. Ao olhar para o alto, viu uma flecha igual rasgar o ar onde estaria o seu coração segundos atrás. Ao olhar para a direção de onde viera a flecha, viu um homem com usando uma tiara com o disco solar na cabeça dum capacete em forma de cabeça de gato. No meio da testa, um profundo olho de gato. Tinha um arco feito de carvalho com várias pedras preciosas incrustadas. Tinha cabelos rebeldes, pelo que se percebia, loiro areia, com olhos laranjas com pupilas em fenda. Usava calças longas e negras cobrindo os pés e uma túnica até os joelhos muito larga cor de noite com um eclipse lunar desenhado nas costas.

Homem: Huhuhu... É bem rápida, pra conseguir desviar da minha flecha. Muito prazer, meu nome é Cetes, sacerdote de Bastat, a representação terrena do espírito de Ísis e deusa dos animais e do eclipse. – falou com um sorriso cínico. – Agora, apresente-se. Preciso saber que nome escrever na sua tumba. – falou sarcástico.

Caroline: Eu é que vou escrever o seu nome na tua tumba! – falou em posição de ataque. – (pensando) Droga, arcos e flechas são especialidades da Luane, não vou conseguir me desviar de todas, caso ele apenas use as flechas como ataque...

Cetes: Você é muito mal-educada... Inimigos se apresentam numa batalha justa quando estão no Egito... – falou parecendo aborrecido.

Caroline: Vai saber meu nome só pra ter certeza de quem te matou. – falou com um sorriso. – Meu nome é Caroline, de Nereida (N/A: Ninfa marinha). E você, Cetes de Bastat, vai conhecer a fúria da Nereida. – falou e avançou pra cima do sacerdote.

Movia-se numa velocidade incrível, acobertada também pelo mar, mas Cetes não ficava atrás. Trocaram socos e chutes, mas Caroline, apesar de estar protegida pela Escama, sofria muito mais com os ataques, enquanto Cetes continuava inteiro. Ser um sacerdote tinha essas vantagens.

A Marina deu um salto pra trás dando uma cambalhota e parando em pé numa rocha suavemente. Ofegava. Sua velocidade e força física não eram suficiente para acabar com o sacerdote. Sentiu o suor escorrer pela fronte e o secou rapidamente. Olhava atentamente Cetes. Precisava pensar numa estratégia, era ótima nisso! Fora a melhor aluna quando era treinada e na escola, tinha um Q.I. superior à 200. Mas o sacerdote não estava deixando-a pensar numa estratégia.

Começou a queimar seu cosmo. Era um cosmo verde, frio e determinado. Começou a girar os braços rapidamente, formando redemoinhos de água. Rapidamente, deu socos na direção do sacerdote. Os redemoinhos foram em alta velocidade do sacerdote, crescendo e girando cada vez mais rápido.

Caroline: ÁGUAS PASSADAS! – gritou e os redemoinhos atacaram o sacerdote violentamente.

Deixou os braços penderem aos lados do corpo e olhou atentamente. Quando pode enxergar melhor, viu o sacerdote envolto numa luz negra que sumiu assim que ele constatou que não havia mais perigo. Tudo atrás e em volta de Cetes estava destruído. A Marina não entendeu. Ninguém havia conseguido sair inteiro de seu golpe até aquele momento.

Cetes: Sinto bloquear seu golpe, mas recebi ordens diretas de não perder! É a minha vez de mostrar do que sou capaz! – Cetes concentrou seu cosmo negro lunar e cheio de ódio. Juntou as mãos e lentamente começou a afastá-las, enquanto uma bola de energia cinza lunar crescia conforme ele afastava as mãos. Quando ficou num tamanho considerável, lentamente era coberta por uma luz negra do lado esquerdo superior. Caroline saltou da enorme rocha e ficou entre duas pedras. Cetes virou para ela. Disfarçadamente, sacou seu punhal e fez quatro marcas em cada pedra. – ECLIPSE! – gritou o sacerdote. Lançou a bola de energia na direção de Caroline.

Caroline: ESCUDO DA NEREIDA! – gritou e uma redoma de água a cercou, usando as pedras com as marcas como alicerces. O ataque atingiu o escudo e fazia pressão. O escudo começou a trincar. – (pensando) Como... Como, o Escudo da Nereida é uma técnica de defesa de alto nível e está se quebrando! Com o que estarei lidando?! – colocou os braços à frente do corpo e quase imediatamente o escudo partiu-se e a bola de energia a atingiu em cheio. A proteção dos braços fez-se em pedaços e foi atirada longe, batendo com força numa rocha que abriu uma enorme cratera depois do impacto e caiu de bruços no chão.

Cetes andou na direção de Caroline com um sorriso cínico no rosto. Arrancou o capacete da cabeça de Caroline que se levantava lentamente, segurou-a pelos longos cabelos azuis e levantou-a a um metro do chão. A Marina fez uma careta de dor.

Cetes: Pena que vou ter que matá-la... É tão bonita... Ia gostar de me divertir com você! – seu um sorriso malicioso. Caroline sacou o punhal e num rápido movimento fez um corte no braço de Cetes, que a soltou.

Cetes olhou-a com ódio e saltou para trás, preparando o arco e sacando uma flecha. Concentrou seu cosmo e mirou em Caroline. Atirou. Caroline deu um salto e a flecha atingiu a rocha atrás dela, que se despedaçou em milhões de pedaços.

Caroline fez um movimento com um punhal na frente de seu corpo e uma rajada de água muito rápida foi na direção do sacerdote, que se desviou por um triz.

Cetes: É bem forte e resistente, admito... Mas não vai ser suficiente! – avançou para a Marina na luta corpo a corpo. Uma pessoa comum veria apenas borrões no lugar dos dois e dos golpes.

Num momento de distração, a Marina foi atingida por um soco que a fez voar até o templo de Posêidon, destruindo tudo em seu caminho. Antes que o sacerdote corresse até lá, levantou-se e preparou o punhal.

Caroline: Droga... Vou ter que correr o risco se quiser sair daqui logo... – sussurrou irritada, vendo o sacerdote se aproximar. Ela estava com muitos cortes no rosto e no colo que a escama deixava à mostra. Cetes, por outro lado, tinha apenas um corte ou outro no rosto e na roupa, mas o corpo continuava intacto, mesmo tendo recebido tantos golpes de Caroline.

Avançou na direção de Caroline com uma ponta de flecha na mão. Quando a distância entre eles ficou curta, a Marina rasgou o coração do sacerdote com o punhal, enquanto ele fincava a ponta de flecha no fígado dela.

Caroline: O Punhal da Nereida. – sussurrou, sentindo-se zonza. Correra o risco de receber um ataque direito ao fazer aquilo, e o fizera com prazer. Ouviu Cetes sussurrar.

Cetes: Você é forte e resistente... Se sobreviver, quero que fique com uma técnica minha que você não chegou a ver... Também quero que cuide de uma pessoa pra mim, e você precisa saber da profecia para o corpo de Ísis, se quiser salvar sua amiga, e os planos de Neftis e Set... – falou ofegante e fincou mais a ponta de flecha, aproximando o rosto de Caroline mais dele. Sussurrou algo em seu ouvido, enquanto a Marina sentia-se cada vez mais zonza, enquanto impressionava-se mais a cada palavra da profecia feita para Ísis, a pessoa que teria que proteger, os planos de Neftis e Set e os segredos da tal técnica. – Mas pra essa técnica precisa ter o veneno de Mamba Negra correndo em suas veias. E saiba que eu tinha certeza de que morreria nessa luta. – falou e deu beijo sereno nos lábios da Marina (N/A: O.ô Hã????!!!!!!!!!!) – Sorte de quem tem o seu coração, Carol, minha ninfa querida, que se tornou uma bela e forte guerreira. - sussurrou e caiu no chão, morto.

Caroline sentiu-se mais zonza ainda, por causa da ponta de flecha e pelas palavras do sacerdote, em especial, as últimas. Ninguém a chamara só de Carol à não ser um rapaz mais velho que ela que conhecera quando pequena, durante o treinamento. Não conseguindo manter-se de pé caiu de joelhos. Colocou a mão sobre o peito do sacerdote.

Caroline: Vou honrar sua técnica, proteger essa pessoa pra você e impedir Neftis e Set, não se preocupe, Cetes. – falou, duas lágrimas solitárias rolaram por seu rosto, e sentindo seu corpo pesar, caiu pra frente.