Disclaimer: Saint Seiya não me pertence. Mas a Luane e as outras sim!
Ísis
Capítulo sei lá qual:
A Profecia para Ísis
Athena, Éolo, os Guerreiros e os Cavaleiros estavam indo na direção que Hécata indicara. Estavam chegando a tal vila, e não tinham idéia de como fazer Afrodite lembrar-se de quem era.
Éolo: Ô prima, como você planeja fazer a Dite se lembrar de quem ela é?
Athena: Segredo! – falou sorridente. Na verdade, a deusa não tinha a mínima idéia de como.
Éolo: Odeio quando você faz isso... – falou desanimado.
Athena avistou a vila bem perto e procurou alguém com cabelos rosados. Viu correndo na direção deles uma mulher de cabelos curtos e rosados e olhos num profundo e brilhante azul-escuro, com uma saia cortada nas laterais azul-claro com uma frente única cinza-azulado bem larga e descalça. Parou na frente deles.
Jovem: Athena! Éolo! Que bom que chegaram! Estava esperando vocês! – falou feliz.
Éolo: Ela disse que ela ainda não se lembrava de quem era, prima? – sussurrou para Athena.
Athena: Hécata sempre foi meio esquecida... Devia fazer uma poção pra memória dela... – sussurrou meio irritada.
Afrodite: Hécata me disse que viriam atrás de mim e que para eu esperasse-os, vigiando caso aparecessem. Foi o que eu fiz. Agora, me digam, o que está acontecendo? Já era pra cheia do Nilo ter acontecido, ao invés disso, tempestades seguidas de areia, e isso é incomum. – falou preocupada.
Athena ficou atenta. Somente Set tinha poder para impedir que a cheia do Nilo acontecesse e assim, muitas tempestades de areia acontecerem.
Athena: Set e Neftis estão controlando Ísis, Osíris e os outros deuses egípcios... Pra isso precisamos de você! Hécata disse que precisaríamos de você para vencer! – falou rapidamente para a deusa.
Afrodite: Set e Neftis?! Controlando Ísis e Osíris?! Mas Lohoama não selou Ísis, Neftis e Gaia?!
Athena: Hã?! Quem é Lohoama?!
Seiya: Lohoama é da elite de Gaia, Paole já me falou sobre ela... Ela tem que proteger o monumento de Gaia da Europa, e parece que ela tem marido e filhos em Asgard... – falou à Athena, que se surpreendeu. A Flautista selara a deusa a quem devia proteger, Ísis e Neftis... Isso era possível?
Athena: Se Ísis e Neftis foram seladas, por que estão bem vivas?
Éolo: Luane está sendo usada por Ísis como hospedeira, não é verdade? O corpo que Neftis esta usando também deve ser uma hospedeira... Mas como se libertaram?! Paole não lhe disse onde foram seladas, Seiya? – perguntou ao Pégasus.
Seiya negou. Paole lhe contara muito pouco sobre Gaia. Na verdade, o pouco que sabia provinha de espiadas secretas e rápidas a um livro de capa vermelha com a árvore genealógica dos deuses gregos desenhada. Era um livro muito grosso e antigo que ficava na estante da sala de Paole. Era escrito a mão, na letra de Paole a partir de uma parte. Mais parecia que era um livro passado de geração em geração. Mas, claro, ele não contaria isso.
Afrodite: Já encontraram a Cidade dos Mortos?! E os meus guardiões?! – falou apressada e preocupada.
Ouviram um forte e alto barulho sobre suas cabeças e a areia começou a voar e ir parar nos rostos de todos os presentes.
Olharam para o alto e viram um jatinho Legacy chegar rapidamente e pousar de forma rápida na areia. A porta abriu-se, Paole e Cristine saíram, uma carregando Jenyty nas costas e a outra, Caroline. A marina precisava de cuidados, diferente dos outros, sua armadura e seus ferimentos não se regeneravam como Paole ou Jenyty.
Seiya: Paole?! Quer dizer, eles me falaram, ou melhor, insinuaram que você... Que você... – não conseguia terminar a frase, tamanho espanto ao vê-la de pé, não totalmente recuperada, mas de pé.
Athena, a princípio, ficou surpresa, mas logo sorriu. Ela ótimo vê-la viva, não só ela, mas também Cristine, que aparentemente era a única que não lutara das quatro.
Hyoga ofereceu-se para segurar Jenyty para Cristine, já que a guardiã parecia ansiosa para saber de quem se tratava a figura de cabelos rosados e curtos. Ao se aproximar, soube imediatamente de quem se tratava ao ver o olhar tão claro e profundo. Colocou-se de joelhos e as asas prateadas de dragão da armadura, antes esticadas, se assentaram em cima da areia.
Cristine: Afrodite! Nunca imaginei que a encontraria no meio dessa batalha! Irei escoltá-la até seu Santuário e darei minha vida para protegê-la, se necessário! – falou rapidamente, com determinação e calma.
A deusa agachou-se ao lado de Cristine e colocou a mão nos ombros da Guardiã.
Afrodite: Nada disso! Vou ajudar Athena no que for possível! Você também, e isso é uma ordem de deusa! – falou autoritária. – Mas para essa batalha, esteja preparada para trazer minha armadura, Cristine de Dragão Guardião! – falou mais amena, com um sorriso, levantando-se.
Jenyty abriu os olhos, mas os fechou novamente. A luz forte do sol incidiu sobre eles e fez seus olhos doerem. Abriu-os mais alguma vezes, até os acostumar. Quando conseguiu enxergar melhor ao seu redor, percebeu o rosto de Hyoga. Sabia que, provavelmente, ele a segurava nos braços. Ele parecia atento. Remexeu-se um pouco e o loiro virou para ela. Deu um sorriso aliviado ao vê-la de olhos abertos.
Hyoga: Graças a Deus, você está bem, Jenyty! – falou alegremente.
Jenyty: Hum?! O sol?... Mas... Eu estava no vulcão de Hefesto e Héstia... Onde estou agora?! – perguntou preocupada, tentando livrar-se dos braços de Hyoga e ficar de pé, mas o cavaleiro segurava-a firmemente.
Hyoga: Está no Egito! Estamos indo até a Cidade dos Mortos resgatar Luane! – tentava conter a Vulcana que tentava livrar-se de seus braços.
Jenyty: Me solta, Hyoga! Tenho que ir atrás de Héstia e Hefesto! Tenho que garantir que estejam bem! – disse irritada, finalmente conseguindo livrar-se dos braços de Hyoga e olhando ao seu redor.
Athena, Afrodite, Cristine e Paole vieram em sua direção.
Cristine: Caramba, Jenyty! Não sabia que você era tão dorminhoca! – falou alegremente, sorrindo para a amiga.
Jenyty: Cala a boca, quase morri usando aquele golpe; não mereço acordar e dar de cara com você! – falou com raiva.
Cristine: Nossa! Isso é gratidão por eu salvar a sua vida?! Devia ter ido logo atrás da Paole, o estado dela era mais crítico que o seu! – falou rindo ironicamente. – Na verdade, só fiz isso porque minha armadura ficou me atormentando que eu tinha que salvar você!
Jenyty: E a minha armadura ficou me enchendo pra eu não usar aquele golpe, além de me tentar com promessas de poder! – falou suspirando de alívio pela armadura estar adormecida.
Athena olhou para Afrodite com um olhar interrogador.
Afrodite: As armaduras de Cristine e Jenyty são as armaduras gêmeas, forjadas pelo meu esposo com as jóias do mundo dos mortos no calor do Tártaro. Inicialmente, o santuário meu e de Hefesto era no vulcão, junto com Héstia, mas Zeus achou melhor um Santuário só meu. Então, as armaduras de Salamandra-Guardiã e de Dragão-Guardião eram as armaduras que simbolizavam a união dos santuários. Elas também tem um dom especial, por terem a proteção de Cronos, que é o poder de dar conselhos para quem as usa – mas com a de Salamandra-Guardiã esse princípio não funciona muito, como deve ter percebido. – falou respondendo à pergunta que Athena estava pra fazer.
Athena: E duas que não param de brigar usam as armaduras gêmeas... É... Não faz sentido! – conclui com cara filosófica.
Éolo dava algumas instruções aos seus Guerreiros e a sua sacerdotisa sobre com proceder na Cidade dos Mortos. Neftis e Set a princípio, iriam parecer amigáveis, oferecendo uma noite de sono para recomporem as energias para a batalha, falavam terem princípios e não se aproveitarem de adversários cansados, mas não passaria de uma armadilha para pegá-los desprevenidos e para que eles não baixassem a guarda, e para aguardarem o seu sinal para agir.
Os dourados falavam sobre o que o Ancião tinha falado para Shaka: Para atingir os deuses egípcios, teriam que destruir todos os sacerdotes. O que ele queria dizer com aquilo? Cada um dava sua teoria – umas bem furadas -, mas outras bem coerentes.
Caroline acordou de repente. Saltou das costas de Paole, que se assustou.
Caroline: Onde... Onde está Cetes?! – perguntou parecendo preocupada, apalpando seu punhal, que Paole pendurara em sua cintura.
Cristine: Está falando do sacerdote no santuário de Posêidon? Você o matou e nós o deixamos lá, morto. – respondeu, fingindo não reparar na preocupação de Caroline.
A Marina sacou seu punhal e seu olhar adquiriu um tom sombrio.
Caroline: E a ponta de flecha que ele tinha fincado no meu fígado? – perguntou sombriamente.
Cristine: Nós a tiramos e Paole passou uma poção de Hécata no ferimento... O veneno era de Mamba Negra e não podíamos arriscar perder tempo! – falou começando a estranhar o comportamento de Caroline.
Caroline: Me dêem a ponta de flecha AGORA! – falou estendendo a mão, esperando pela ponta de flecha. Paole pegou e a entregou.
A Marina, ao ter a ponta de flecha em mãos, segurou-a com a mãos fechada e fincou no ferimento que ainda não tinha fechado. Todos iam se aproximar quando viram o que a Marina fez, mas recuaram.
Caroline: Se aproximem e corto minha garganta! – colocou o punhal de modo que se pressionasse mais, adeus, pescoço, e fincou mais a ponta de flecha.
Paole: Enlouqueceu, Caroline?! Você morre, de um jeito ou de outro! – falou preocupada com a amiga, lentamente dirigindo a mão até os discos de ferro pendurados em sua cintura, para tirar o punhal da mão da Marina.
Caroline: Nem pense em pegar um de seus discos, Paole! – falou autoritária. – Eu NÃO vou morrer por causa do veneno! Cetes me passou uma técnica dele, mas preciso do veneno de Mamba Negra no meu corpo pra isso! – todos os que prestavam atenção se abismaram. – E ele me disse muito mais coisa, mas só conto quando meu corpo se adaptar ao veneno! E aí de quem se aproximar! – disse e arrancou a flecha, pressionando o ferimento para estancar o sangramento, sentando-se na areia com as pernas cruzadas.
Paole, Cristine e Jenyty se encararam. Caroline tinha perdido o juízo? Athena olhou Afrodite, que parecia tranqüila e também se sentou no chão.
Afrodite: A Marina de Nereida sempre é temperamental e usa recursos de última hora para conseguir o que quer... As coisas nunca mudam quando se trata da armadura escolher quem irá usá-la... – falou calmamente, agitando as mãos e fazendo uma romã aparecer. Deu uma mordida e mastigou lentamente.
Athena observou a deusa. Não compreendia a calma da deusa e a única coisa que pode fazer foi calar-se e esperar a boa vontade de Caroline. Mas não entendeu aquele comportamento. Até onde conhecia Caroline, ela era muito calma e era sempre ela que apartava as brigas de Luane e Paole e Cristine e Jenyty.
Passado alguns minutos, Caroline levantou-se. Suor escorria pelo rosto. Afrodite levantou-se junto.
Afrodite: O show vai começar! – falou sarcasticamente.
Caroline: O que vou falar não vou repetir, então quero TODO MUNDO prestando atenção. – falou o todo mundo bem alto, para que todos ouvissem e parassem e fazer o que estavam fazendo e olhá-la sem entender. – Cetes me disse a profecia que foi feita para o corpo de Ísis, os planos de Neftis e Set, me passou uma técnica dele e me pediu para proteger uma pessoa pra ele que está na Cidade Dos Mortos, além de garantir que apenas Neftis e Set seriam os culpados e os outros deuses egípcios ficassem fora disso.
Seiya: Tá, mas o que, exatamente, ele te falou?! – perguntou, impaciente.
Caroline: Calma! Ele me disse muita coisa! Primeiro, os planos de Neftis e Set. Set planeja repetir com Osíris o que já fez uma vez, que é matá-lo e espalhar os pedaços de seu corpo pelo Egito. Neftis, ao invés de ajudar Ísis, vai matá-la e fazer o mesmo. Depois, vão assumir o controle dos outros deuses egípcios governar o mundo, mas, como Paole sabe, isso não será possível... – falou um tanto preocupada - Antes disso, vão usar os deuses para matar Athena e qualquer outro deus grego que apareça no caminho deles... Mas não tenho idéia de como vão fazer isso, portanto, tenham cuidado, Athena, principalmente. – deu uma pausa, observando a reação de todos. Cetes também lhe dissera sobre um traidor que estava entre os Guerreiros de Éolo e os Cavaleiros de Athena. Mas, quem quer que fosse, disfarçou bem que já sabia sobre o plano. Continuou – A pessoa que ele me pediu para cuidar é a irmã mais nova dele, uma garotinha, que está treinando para ser uma sacerdotisa (N/A: Sacerdotisa mesmo, não tipo o Cetes n.n'') no templo de Bastat. Ele quer que eu a tire da Cidade e cuide dela. – novamente, observou as reações. Athena deu um sorriso singelo.
Athena: Quanto a irmã mais nova de Cetes, não se preocupe! Eu mesma cuidarei dela, Caroline. – falou docemente. Caroline deu um sorriso.
Caroline: Quanto a profecia... Ela só não coincide com Luane num ponto, o ponto final, e se não corrermos, o corpo de Luane sofrerá por abrigar uma alma que jamais poderia lhe pertencer.
Afrodite: E como é a tal profecia? – perguntou a deusa, curiosa.
Caroline recitou a profecia nas palavras que Cetes lhe disse.
"O corpo de Ísis será de uma mulher. Uma mulher maculada e imaculada. Uma mulher mãe e estéril. A mulher guerreira e pacífica. Uma mulher esposa e solteira. Uma mulher madura e infantil."
Ao terminar, todos a olhavam como que perguntando o que significavam tantas coisas contraditórias.
Paole: Pelo menos, ele te explicou o que significa a profecia, claro... – meio que perguntou quase que implorando.
Caroline: Claro, Cetes não é de deixar coisas pela metade... – falou sem se dar conta de suas palavras, enquanto todos se encararam, querendo entender o que ela queria dizer coma aquilo. - "Uma mulher maculada e imaculada". Obviamente, um corpo virgem, mas com cicatrizes de batalha, maculando o corpo. Luane tem muitas cicatrizes de batalha. – Éolo afirmou. Luane já batalhara muito, e era de conhecimento de todos no santuário sobre suas inúmeras cicatrizes. – "Uma mulher mãe e estéril". Uma mulher que considera à muitos seus filhos, como um deus costuma fazer, mas que não tem filhos realmente seus. Luane é a mais velha de nós e, apesar de brigar muito conosco, nos considera como se fossemos filhas dela! – Paole pensou um pouco. Era verdade aquilo, eram uma família e Luane era a mãe delas. – "A mulher guerreira e pacífica". Uma mulher que luta, mas que prefere a paz. Luane sempre detestou a guerra, mas ainda assim, é uma guerreira. – Ikki pensou sobre quando conheceu Luane, nas palavras sábias que ela dissera. – "Uma mulher esposa e solteira". Ísis é esposa de Osíris, mas um corpo humano que não tivesse ligações com outras pessoas além de amizade. Luane nunca se aproximou muito dos outros para assuntos além de amizade. – ninguém pensou ou demonstrou algo, todos estavam cientes disso. – "Uma mulher madura e infantil". Uma criança com a maturidade de um adulto.
Paole percebeu logo o que Caroline quis dizer.
Paole: Luane tem vinte anos, a maturidade veio com a idade! Luane não é o corpo de Ísis! – exclamou, extremamente preocupada.
Athena ficou pensativa. Afrodite soltou um longo assobio. Éolo nada demonstrou, mas estava pasmo. Ikki ficou irado. Luane estava ficando sem tempo, e eles, ali, conversando.
Ikki: Então vamos logo!
Caroline: Espere, Ikki! Cetes me disse que o verdadeiro corpo de Ísis é de uma menina belga, com alguma ligação de sangue com Luane! Não sei come ele sabia, mas confio em suas palavras. – falou enquanto movia as mãos e erguia uma barreira de água para impedir Ikki de prosseguir.
Paole: Deve ser fruto da sua imaginação, Caroline! Nem pais a Luane tem! – falou em tom de quem repreende.
Caroline: Luane perdeu a memória de toda a sua vida antes dos cinco anos, lembra?! Eros é o sobrenome que lhe deram por ter sido achada no templo de Eros, sua póia! Athena, a Fundação GRAAD tem muitos recursos e poderia... – foi cortada pela deusa.
Athena: Caroline, deixemos isso pra depois! Temos que nos apressar, ou, como você disse, o corpo de Luane sofrerá conseqüências! – disse autoritária.
Caroline se acalmou. Pelo menos, agora sabia que fim tinha levado o seu velho amigo. Mas não imaginava que seria aquele fim, um sacerdote dos deuses egípcios... Talvez, se tivesse lembrado-se do nome antes, teriam chegado à um acordo e ele estaria vivo...
