Krikaaa, obrigada por continuar acompanhando a minha fic!!!! Ah, como eu escrevo muuuuitas fics, decidi que a Ísis agora vai ser quinzenal. Não só a Ísis, mas todas as outras também. Só "O Baile na Mansão Heinstein" vai continuar sendo semanal (falando nisso, tenho que terminar o capítulo dessa semana... -.-''''')

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens pertencem ao Masami Kurumada, caso contrário, o Shaka não seria tão santo, nem o Mu, o Deba teria um nome verdadeiramente brasileiro, teria muito romance, uns hentais básicos... (vai enumerando, aliás, aqui ainda não tem hentai, mas mais pro final da fic vai ter! (Tenshi mode perva on))

Ísis

Capítulo 11:

Uma Ajudinha Divina

Neftis tinha me arrastado até uma espécie de templo. Era todo descorado por dentro por hieróglifos, estátuas e pinturas de Hathor (N/A: Deusa do amor, da dança e da música). Ao fundo do templo, subindo alguns degraus, havia um divã de cetim egípcio num vermelho sedutor, com uma mesa ao lado, cheia de uvas, romãs e vinho, atrás, subindo uma escada, um tipo de altar de pedra num tom bege-fosco.

Na frente do altar, de costas, uma mulher com longos cabelos loiros descendo em cascata pelas costas até os joelhos, lisos e sedosos, num tom amarelo-ouro, via-se que vestia uma longa saia com cauda de seda chinesa transparente no mesmo tom vermelho sedutor, com um cinturão dourado com alguns fios de ouro caindo. Através do tecido transparente, percebia-se pernas longas e torneadas, sedutoras. Virou-se lentamente ao sentir a presença de Neftis e de Ísis. Mostrou que a franja caía meio bagunçada em cima dos olhos e descia alongando-se até os ombros. Usava um colar em que tinha uma ankh vermelha até o meio dos seios. Não usava uma blusa, apenas um tecido fino meio transparente num tom prateado com um certo brilho vermelho passado em torno do pescoço e caindo suavemente sobre os seios e os cobrindo, com as pontas indo até a cintura. O cinturão cobria todo o quadril, deixando do umbigo para cima exposto. Usava várias jóias, adornos de ouro com pedras preciosas. Os olhos eram num azul profundo, lembrando algo como o fundo do mar, um pouco puxados. No altar, havia acabado de colocar num suporte um elmo com forma de cabeça de vaca e longos chifres.

Mulher: O que deseja, Neftis? – perguntou à deusa da noite, dirigindo-se para o divã, deitando-se nele e servindo-se do vinho embriagante.

Neftis: Hathor, você andou botando seu dedo nessa batalha? – foi direta.

Hathor: E se fiz isso? O que vai fazer comigo? Controlo os sentimentos e simplesmente achei que seria divertido fazer o cavaleiro de Virgem se apaixonar pela Sacerdotisa do seu sobrinho... – falou cinicamente, bebendo do vinho e com a outra mão pegava uma uva.

Neftis: Isso pode arruinar nossos planos, Hathor! Por que fez isso?! – perguntou irritada, elevando a mão esquerda com a palma aberta, na intenção de fazer algo.

Hathor: Nem ouse levantar essa mão contra mim, Neftis! Muito pelo contrário, o que fiz vai lhe favorecer! Para nos atingir com qualquer golpe, é necessário que os 42 sacerdotes estejam mortos. Se um cavaleiro se apaixonou por uma sacerdotisa, no caso, May, estamos invulneráveis, ele jamais vai ter coragem de matá-la! O cosmo de sacerdotisa dela nos protegera, não importa onde ela esteja no mundo! Só se seu cosmo extinguir-se estaremos vulneráveis! E já disse, achei que seria divertido... – falou cinicamente.

Vi que os olhos de Neftis faiscaram de raiva. Com toda a certeza, seus planos incluíam todos os sacerdotes mortos, mas re recompôs.

Neftis: Está bem, Hathor... Faça como quiser! Vamos, Ísis... – disse virando-se. Eu ia acompanhá-la, mas Hathor me chamou.

Hathor: Ísis, minha querida, há quanto tempo! – falou amavelmente.

Ísis: Há quanto tempo mesmo, Hathor! Mas parece que foi ontem a última vez nos vimos... – falei sorrindo.

Hathor: É mesmo... Por que não toma um pouco de vinho, Ísis? – disse me oferecendo uma taça com vinho. Agradeci e peguei a taça.

Eu e Hathor brindamos e tomamos o vinho. De repente, as asas da águia que me prendiam me soltaram. Era eu quem controlava meu corpo, boca e mente. Olhei para Hathor, que sorriu para mim.

Hathor: Bem, Luane... Agora que pode controlar seu corpo, me conte tudo que Neftis e Set te falaram... Eu e Sekhmet (N/A: Deusa solar, com cabeça de leoa simbolizando o poder destruidor do Sol, temida e venerada. Comandava os mensageiros da morte e era responsável pelas epidemias) vamos ajudá-la! – falou docemente.

Luane: Mas... Ísis vai saber de tudo o que aconteceu depois, bastara olhar minha memórias! – falei meio desesperada, não sabia se devia confiar nela.

Hathor: Não se preocupe, depois cuidamos disso... – sorriu serenamente, sentando-se no divã e esperando que eu continuasse.

Achei que deveria confiar na deusa e comecei a falar tudo que Neftis e Set tinham dito à Ísis. Hathor ouvia tudo atentamente.

Hathor: Bem, Luane... Sekhmet vai lutar ao lado de Athena, vai dar sua proteção, enquanto eu vou garantir que seu corpo dure mais tempo que o comum por estar abrigando um espírito que não lhe pertence, mas vou precisar que você me ajude também... Tente convencer Ísis a liberá-la mais vezes, não sei se vou poder convencer Ísis a beber vinho comigo sempre para que você possa libertar-se, ela pode acabar desconfiando...

Luane: Sim, Hathor... Mas o que iremos fazer, exatamente? – perguntei com cuidado. Hathor podia parecer amável, mas um passo meu em falso e ela deixaria de me ajudar.

Hathor: Até que Athena chegue e vença Neftis e Set, vou proteger você. Nem todos os deuses egípcios estão sendo controlados. Eu, Sekhmet e Anúbis estamos conseguindo enganá-los, mas não sei por quanto tempo mais vamos conseguir fazer isso. Anúbis, apesar de não estar sendo controlado, não sabe de que lado fica e manda seu sacerdote lutar. Seu pai Osíris na verdade é amigo de Athena, apesar de estar sedo controlado, mas sua mãe Neftis quer matar Athena. E eu não tenho idéia de como ajudá-lo a se decidir... – falou tristemente a deusa, suspirando em seguida.

Me coloquei a pensar numa forma de fazer Anúbis lutar ao nosso lado. Não adiantava tentar convencer o deus a seguir Ísis pela deusa tê-lo criado, pois essa estava sendo controlada pela irmã mais nova e acabaria sendo em vão. Não havia como convencer o deus a lutar ao nosso lado! Acho que estava bom que o deus ficasse de lado algum. Mas e quanto a seu sacerdote, de que lado lutaria?

Luane: Anúbis sempre foi neutro, é melhor que fique assim, ou corremos o risco de ele acobertar Neftis e Set impedir que os sacerdotes morram... – falei preocupadamente.

Hathor sorriu.

Hathor: Estava pensando nisso, Luane... O tempo que o vinho fornece para que você controle seu corpo está acabando... – a deusa pegou uma uva e assoprou sobre a fruta. – Coma, vai impedir que Ísis veja suas memórias desse encontro.

Peguei a fruta e comi. Logo me vi novamente presa pelas asas da águia que me prendia. Ísis despediu-se de Hathor e seguiu seu caminho.

Athena e os demais estavam seguindo para a Cidade dos Mortos enquanto discutiam como procederiam na cidade, outros conversavam, outros ficavam quietos.

Shun observava Caroline atentamente, nem prestava muita atenção no que falavam. Estava preocupado com o ferimento da Marina, e se tudo não tivesse passado dum truque do tal de Cetes? Além do ferimento no colo feito por ela mesma, havia muitos outros cortes e ferimentos no corpo da jovem, várias partes da Escama em ruínas. A ombreira esquerda estava trincada em vários pedaços. As proteções dos braços nem existiam mais. Somente das joelheiras pra baixo estavam praticamente intactos (N/A: Ei, alguém já reparou que no animê é sempre as proteções das pernas que ficam inteiras e o resto praticamente some?! O.ô). Reparou que ela disfarçava bem, mas estava mancando da perna esquerda.

A Marina escondia, mas os ferimentos estavam doendo e muito. Q jovem nem sabia como ainda se agüentava em pé. Quando a flecha de Cetes passou de raspão por seu braço, provavelmente estava envenenada e só agora começava a sentir os efeitos do veneno. Quando o golpe do sacerdote a fez voar metros e metros a fio até o templo de Posêidon, seu braço esquerdo tinha sido fraturado e seu joelho esquerdo deslocado. Ainda mancava fracamente, pois não tinha tido tempo e oportunidade de colocar o joelho no lugar. A cada passo que dava sentia uma corrente elétrica dolorida e incômoda percorrer seu corpo devido ao joelho descolado.

O Cavaleiro de Andrômeda se aproximou da Marina de Nereida e amparou-a, pegando o braço esquerdo e passando por seu pescoço e ajudando-a a andar. Ela podia ser forte, mas ele reparara nas quase imperceptíveis mudanças da expressão dela cada vez que a perna esquerda encostava no chão. Caroline tentou soltar-se, mas Shun não permitiu que ela andasse sozinha, não com o joelho deslocado. Por fim, ela rendeu-se.

Seiya e Paole conversavam. Paole contava os detalhes de sua luta contra o sacerdote chamado Ancião e sobre o que descobrira na Cidade dos Mortos.

Cristine conversava com Afrodite, contava-lhe como o Santuário estava, dentre ou outras coisas. Shiryu acompanhava a conversa para, quem sabe, descobrir algo de importante.

Ikki pensava lá com seus botões sobre como Luane estava, se seu corpo suportaria mais tempo. Isso o preocupava e muito.

Jenyty estava impaciente. Precisava saber como e onde Héstia e Hefesto estavam, mas Hyoga vigiava-a por ordem de Athena, e a Vulcana não achava uma brecha para poder despista-lo.

Foi quando estava assim, a pensar numa forma de despistar o Cavaleiro de Cisne e ir atrás de Héstia e Hefesto, que ouviu um som inconfundível. Reconheceria o som das asas da fênix de Héstia (N/A: Fênix mesmo, o pássaro de fogo) em qualquer lugar. O som do fogo queimando enquanto vinha num vôo rasante, trazendo Héstia e provavelmente Hefesto em suas costas.

A Vulcana parou de andar e olhou para o céu. Ao longe, chegando rapidamente, avistou um ponto cor-de-fogo (N/A: Mistura de amarelo, laranja e vermelho-fogo) com labaredas de fogo chegar voando rapidamente.

Jenyty: Héstia?! Hefesto?! – gritou e todos pararam e olharam para onde a jovem olhava.

A ave pousou na areia na frente de Jenyty. Héstia, usando uma armadura laranja-fogo e amarelo-fogo, com quatro "asas" vermelho-fogo e amarelo-fogo, carregando um báculo com chamas laranja-fogo na ponta. Usava uma tiara com um véu branco pendurado, um colar com uma pedra vermelha, ombreiras triplas sobrepostas, a proteção dos braços lembrando fogo queimando. Hefesto, usando uma armadura, no geral, amarela, dourada, vermelha e tons de marrom. Usava uma tiara com uma pedra vermelha muito reluzente, numa mão um martelo e na outra uma bigorna (N/A: Se eu não me engano é bigorna o nome no instrumento usado pelos ferreiros para segurar o ferro), ombreiras duplas douradas com detalhes em negro, a proteção dos braços marrom e vermelha, um tipo de "saia" (N/A: Parecida com a do Sorento) amarela, dourada com detalhes em negro e o cinturão vermelho. Desceram da ave e Jenyty e os outros deuses foram ao encontro dos dois.

Afrodite: Maninha! Querido! Imaginei que só fosse vê-los depois da batalha! – falou animada.

Éolo: Tia, primo! Há quanto tempo!

Athena: Tia, maninho! Que surpresa! (N/A: Afrodite e Héstia são irmãs de Zeus, e Hefesto é filho de Zeus e de Hera. Fala sério, a tia é casada com o sobrinho! Não é à toa que eu vivo me perdendo nas histórias da mitologia Grega!)

Afrodite abraçou Hefesto, que retribuiu. Jenyty ajoelhou-se perante os deuses a quem protegia.

Héstia: Ai, como você é formal, Jenyty! Nós viemos só ver como Athena, Éolo e Afrodite estão, e já vamos voltar para nosso santuário! Mas de lá, Afrodite, Éolo e Athena, vocês vão ter a nossa proteção nessa batalha! – falou e abraçou a sobrinha e o sobrinho num abraço caloroso e fraternal.

Héstia e Hefesto montaram na ave e a deusa do Fogo fez sinal para os dois sobrinho se aproximarem.

Héstia: Tomem muito cuidado, se necessário, peçam para Jenyty nos chamar que iremos vir ajudar imediatamente. E tomem cuidado em quem confiam, à rumores no Olimpo que existe um traidor entre vocês, que está relatando tudo o que se passa à Neftis e Set. Não sabemos quem é, mas sejam prudentes. Agora, adeus, meus queridos sobrinhos e até daqui uns tempos! – falou fazendo a fênix alçar vôo.

Athena: Vou ser prudente, Héstia... – sussurrou, voltando sua atenção ao caminho. - Muito bem, ainda temos muito caminho pela frente, vamos logo! – falou alegre e tomando a dianteira novamente.