Krika, obrigada por estar acompanhando a minha fanfic

Krika, obrigada por estar acompanhando a minha fanfic! E Nuby também, mesmo não estando deixando Reviews! Ah, sabe a minha fic "Doce Vampira"? No capítulo 9, a Luane aparece! Só que aqui no Fanfiction até agora está só no 8! Bom, to avisando. Se quiser ler, leia! E vou ver se essa semana eu faço mais um capítulo da "Sangue Vingança".

DISCLAIMER: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, mas Luane e companhia sim! Então, tirem os olhos deles!

Ísis

Capítulo 12:

Velarei por seus sonhos

A deusa usando uma toga negra com um cinto de couro prateado, uma capa presa aos ombros com broches de ouro roxa que cobria os ombros, uma serpente enrolada no pescoço, carregando um báculo numa mão, e na outra, uma tocha acesa, de um lado, Cérbero, o cão negro de três cabeças, e do outro, uma matilha de cães fantasmas, andando pelo templo de pedra com várias estátuas. Uma feiticeira de cabelos longos e roxos presos num rabo de cavalo, olhos verde-água, usando uma toga verde-mar com o cinto de couro negro, a capa negra presa nos broches de ouro, com um báculo verde-brilhante na mão direita, a acompanhava.

Circe: Mãe, quando você mexeu no tapete à muitos anos atrás, mudou a história do mundo! O que planejava ao fazer isso? – perguntou preocupada a com o báculo verde-brilhante, abrindo uma porta de madeira.

Hécata: Circe, o fiz para ajudar minha prima Athena (N/A: Bem, pesquisei mais sobre a Hécata e descobri que ela é uma das deusas mais poderosas da mitologia grega! É filha dos titãs Perses e Astéria. É uma deusa tríplice. Comanda os Infernos na ausência de Perséfone, perambula pela terra nas noites de lua nova e tem seus casos de amor no mar. Por isso, é considerada deusa do mar, da terra e dos infernos. É mãe da feiticeira Circe e do monstro marinho Cila). Mas ao que parece, fazer minha vovozinha querida alterar o acordo com Lohoama, acabei condenando a humanidade... – fala tristemente. (N:A: Nhá, vocês não vão descobrir o que foi que ela alterou que ela está falando tão cedo! Vai demorar um pouquinho ainda! :D) Entrou na sala. Um grande tapete estava estendido sobre o chão.

Circe: Vai logo, mãe... Altera logo alguma coisa aí que vai dar a vitória de Athena nessa batalha, não to afim de encarar as três hoje... – fala enquanto Hécata observava o tapete e procura o lugar certo para modificar.

Hécata: Aqui! – fala num ponto futuro e altera. (N/A: Segundo minha fontes no Wikipédia, Hécata e sua filha Circe também podiam alterar o futuro) Ao terminar, ela e a filha saem antes que as Moiras as pegassem lá, mexendo em seu trabalho.

Athena e os demais estavam chegando à Cidade dos Mortos. Neftis, Ísis, Osíris e Set os esperavam na entrada, junto com o que ainda restava dos Sacerdotes. Havia alguns sacerdotes mesmo, que cuidavam das cerimônias nos templos e pessoas doentes.

Neftis, assim como Set, estava com o seu melhor e mais falso sorriso. Ísis estava séria. Osíris parecia não achar nada. Neftis e Set andaram na direção dos deuses. Por causa de um sinal destes, seus protetores ficaram quietos.

Neftis: Athena! Éolo! Afrodite! Que grande felicidade em tê-los em nossa humilde morada, a Cidade dos Mortos, conhecida também por Amêntes! – falou com hipocrisia, simulando a felicidade em ver os deuses lá.

Set: Concordo com minha querida irmã, é uma honra receber tão ilustres deuses aqui! – armado de hipocrisia e falsidade, disse o deus, usando as palavras que mais mexiam com qualquer deus grego.

Athena fez sinal para Shaka se aproximar, com May nos braços.

Athena: Querida Neftis – falou a deusa com educação. Sabia que aquele tratamento era falso, mas não podia desrespeitá-la. –, esta Sacerdotisa não está nas melhores condições. Decidimos trazê-la por ter salvo a vida de meu querido primo Éolo.

Neftis olhou para May com ódio no coração, mas armando um sorriso de orgulho. Àquela idiota! Com toda a certeza deixara sua natureza Vingadora aflorar e o resultado era àquele! Precisava dela nas melhores condições possíveis para seus planos. Chamou os sacerdotes com um sinal de mãos.

Neftis: Levem May para o templo de Hórus e curem-na. Garantam que ela fique o melhor possível. – falou amavelmente, escondendo a vontade matar todos os presentes.

Os sacerdotes afirmaram e pegaram May, entrando na cidade. Quando estavam não muito longe, a Sacerdotisa desatou a gritar, assustando todos, inclusive Neftis e Set. Shaka saiu correndo para dentro da cidade, acompanhado de todos.

Encontraram os sacerdotes com dificuldades de conter espamos involuntários e os gritos de May. Lentamente, a garota se acalmava. Isso quando Shaka ficou à cinco metros dela. Os sacerdotes já sabiam do que se tratava, assim com Neftis, que sentiu-se apenas mais irritada com os atos de Hathor.

Um dos sacerdotes pediu que Shaka acompanhasse-os até o Templo de Hórus e ficasse lá até que May melhorasse. Com uma afirmação de Athena, o virginiano os acompanhou.

Neftis: Bom, agora, se me permitem dizer, gostaria que tivessem uma noite de descanso. Nossas batalhas serão amanhã. Não gosto de e aproveitar de inimigos que estão cansados. – falou com o sorriso mais falso e hipócrita que foi possível.

Athena, Éolo e Afrodite já esperavam por aquilo, e aceitaram. Admitiam, estavam cansados. Corpos de humanos são mais frágeis que corpos de deuses. Só podiam aceitar o convite e não abaixar a guarda.

Shaka aguardava pacientemente a notícia de que podia ir do templo pacientemente, sentado em um banco de pedra do lado de fora da sala de cura. Viu um homem se aproximar. Tinha os cabelos negro-azulado até os ombros, em várias trancinhas, penteado típico do Egito antigo. Os olhos, um sendo o Uadjet azul e o outro, um olho negro, com o típico Kohol, maquiagem do Egito Antigo. Usava túnicas brancas com detalhes em bege-claro. Numa mão, a Ankh, e debaixo do outro braço, um elmo em forma de cabeça de falcão. Shaka soube quem era ao ver isso e colocou-se de joelhos, em respeito ao deus mais importante do Panteão Egípcio. Hórus riu um pouco e falou que ele não precisava fazer aquilo, que somente com Athena que ele deveria ser tão formal.

Hórus: Sou o mais importante do Panteão Egípcio, mas você só deve tanto respeito à Athena. – falou sentando-se ao lado do cavaleiro.

Shaka: Mesmo assim. Mortais devem respeito à todos os deuses, não importa qual. – falou com seu tom tipicamente sério. O deus riu um pouco.

Hórus: Exatamente como Ápolo me descreveu o homem mais próximo de Deus. Sério e um pouco arrogante... – riu um pouco. A fala do deus fez Shaka abrir os olhos. Realmente, ele era um pouco arrogante? Sério ele sabia, mas arrogante? Não tinha certeza. – Ápolo também me contou o que você fez pelo minha Sacerdotisa... Não esperava isso de você, Shaka de Virgem... – falou sem rir, um pouco mais sério.

Shaka: Fiz somente porque ela salvou Éolo, caso contrário, estaria morta. – falou convicto e sério, voltando a fechar os olhos.

Hórus (pensando e balançando a cabeça negativamente): Hathor, Hathor... Você é impossível! Quem sabe faz novas conspirações para apaixonados estando Afrodite na nossa Cidade? – pensou com um sorriso quase imperceptível no canto dos lábios. – Você é quem sabe... – falou desinteressado.

Um garotinho passou pelo corredor. Tinha os olhos e os cabelos muito negros, a madeixa do cabelo lateralmente, usando uma túnica bege com detalhes em negro, um dos dedos da mão esquerda da boca.

Hórus: Hárpocrates (N/A: Deus representado como uma criança nua com dedo na boca, madeixa de cabelo lateral: membro da enéade de Heliópolis; filho de Osíris e Ísis)! Vem cá, maninho! – o garoto se aproximou sorrindo do deus, que o colocou em seu colo. Hárpocrates apoiou a cabeça no peito do irmão. – Shaka, este é meu irmão mais novo, Hárpocrates. – falou sorrindo, abraçando o irmão.

Shaka abriu os olhos para ver como o garoto era. Sorria e parecia muito tímido.

Shaka: Prazer, Hárpocrates! – falou sorrindo ao garoto, que sorriu mais ainda e ficou um pouco vermelho.

Hórus: Ele é muito tímido... – falou sorrindo, colocando o garoto no chão e levantando-se. – Foi bom conversar com você, Shaka. Agora, tenho que ir. Prometi ao Hárpocrates brincar com ele hoje. – falou com um sorriso, acenando para Shaka, enquanto o pequeno deus puxava o irmão mais velho.

Shaka acenou em resposta e voltou a ficar sério e em silêncio.

Neftis mostrara à todos onde podiam dormir. Athena estava em seu quarto. Era num tom ouro-velho, mas nada ofuscante, com vários desenhos em negro, com hieróglifos. A cama tinha um cobertor azul para as noites frias do Egito. Na cabeceira, esculpido o deus Bés (N/A: deus da família e das mulheres grávidas, protegia as pessoas do mau olhado e dos espíritos ruins. Tocando e dançando, caçava os maus espíritos. Também protegia contra pesadelos aqueles que dormem e ajudava nos partos). Havia candeeiros espalhados pelo quarto e uma cômoda. O quarto, no geral, era simples.

A tarde ia embora lentamente. O sol do horizonte se punha, Rá voltaria para a Cidade dos Mortos e onde os dedos das mãos e dos pés de Nut roçavam Geb. Athena se apoiou na janela e observou o pôr-do-sol. Quando a noite caiu, sentiu-se tomada de sono e frio, e andou até a cama lentamente, deitando-se e adormecendo logo.

A porta do quarto foi aberta lentamente. Um homem de cabelos parecendo a juba de um leão, olhos amendoados e negros, com o típico Kohol, na cabeça, preparada para ser colocada à qualquer momento, uma mascara extravagante e com uma coroa de penas. Colocou a mascara e se aproximou da deusa. Sumiu em seguida.

-- SONHO DE ATHENA --

Athena estava sonhando com a Cidade dos Mortos. Com o futuro, na verdade. A cidade estava em ruínas, corpos por todos os lados. Crianças degoladas, bebês destroçados por cães selvagens, mulheres grávidas com a barriga aberta de fora a fora, adultos e idosos desmembrados. Era uma visão terrível. Andava lentamente, desde a entrada da cidade até a Escadaria dos Deuses, horrorizada com tamanho massacre.

Ao longo da escada, seus Cavaleiros e os Guerreiros de seu primo mortos, assim como as Múmias do Faraós e os Sacerdotes. A porta do enorme templo estava aberta. Entrou cautelosamente. Sentiu uma mão quente segurar a sua. Olhou para o lado. Bés segurava sua mão, com sua enorme mascara que cobria não somente o rosto, mas ia até o abdome.

Bés: Athena, vim para ajudá-la. – falou amavelmente. – Não confie em Neftis e nem nisso que ela está lhe mostrando durante o sonho. Terá a minha proteção nessa batalha, Hathor já mexeu uns pauzinhos que trarão problemas para Neftis e Set e Sekhmet lhe ajudara na batalha. Você não pode perder! A terra inteira pereceria se isso acontecesse! Agora, acorde e volte a dormir com tranqüilidade. Vou velar por seus sonhos. – falou e passou uma das mãos na frente do rosto de Athena.

-- FIM DO SONHO --

Athena acordou um pouco assustada, mas ao lembrar-se de que Bés velaria por seus sonhos, tranqüilizou-se e voltou à dormir.

Éolo estava inquieto. Andava de um lado pro outro do quarto. Estava preocupado com Luane. Vê-la, reconhecê-la e ela saber apenas que se trata de Éolo por estar "possuída" por Ísis lhe doía. E tinha certeza que não doía somente à ele. Percebera os olhares do Cavaleiro de Fênix. Não demonstrava em nenhuma feição, mas ele era um deus. Pode ver o que se passava no coração do homem: vira dor e tristeza profunda que há muito morava lá.

Éolo (consigo mesmo, num sussurro inaudível): Onde ele está? Está demorando muito... – perguntou-se impaciente.

Bateram discretamente à porta. O deus foi atendê-la rapidamente.

Era um homem com barba falsa, com um elmo lembrando as feições de uma múmia com uma calota. Os cabelos negros e espessos, olhos roxos. Usava uma túnica branca e parecia impaciente.

Ptah: O que aconteceu, Éolo? O que é tão urgente que precisa de mim? – perguntou o deus, impaciente.

Éolo: O que Sekhmet planeja para ajudar Athena, Ptah? Você é marido dela, deve saber...

Ptah: Você pergunta pra mim, Éolo? Eu e Sekhmet estamos fingindo que obedecemos Neftis e Set e que não nos lembramos o que Set fez com Osíris, mas Sekhmet sequer mencionou quanto à seus planos! Ela deve planejar algo pra debilitar os Sacerdotes e as Múmias dos Faraós, mas não tenho certeza... – falou o deus, pensativo, lamentando não poder ajudar mais Athena além de dar sua proteção a deusa.

Éolo suspirou e se despediu dos deus. Não sabia o que fazer.

Afrodite conseguiu escapulir de seu quarto e ir até o templo de sua velha amiga, Hathor. Estava com saudades da deusa. Quem sabe as duas não armavam mais uma de suas histórias de amor mirabolantes, como a de Tróia?

Ao entrar no templo, Hathor, que bebia seu vinho embriagante, sentiu a presença da velha amiga e levantou-se. As duas se abraçaram.

Hathor: Dite, que saudades!! Há quanto tempo que nós não nos vemos?! Desde que nos reunimos eu, você, Sjofn (N/A: Deusa nórdica, inspiradora das paixões humanas) e Freyja (N/A: Deusa Nórdica do amor) para armar a derrota de Tróia?! – falou alegremente.

Afrodite: É, acho que foi por esse tempo mesmo... – falou sorrindo, um pouco pensativa.

As duas deusas se ajoelharam no chão. Hathor pediu a uma criada que trouxesse vinho e frutas. Afrodite e Hathor beberam o vinho, até embriagarem-se, rindo sem parar e falando coisas sem nexo.

Hathor: ... Você tinha que ter visto a cara da Neftis quando a Lô selou ela no Vaso Canopo (N/A: Onde eram colocados os órgãos internos extremamente necessários, junto a múmia do corpo, após a morte da pessoa) dos Pulmões! Foi hilário! Pena que você não estava lá, comigo e com Sjofn e Freyja! Nossos planos naquela época foram terríveis! Rá e Odin quase nos mataram! – falou alegremente, rindo sem parar.

Afrodite ria das histórias de Hathor. Eram muito amigas e várias vezes, as duas mais Sjofn e Freyja, por acaso e por causa de seus caprichos, evitavam ou causavam guerras. As vezes, Eros se unia às quatro e deixava a brincadeira mais divertida ainda.

Eu tinha ficado extremamente feliz ao ver Ikki, mas não era possível me expressar. Maldição! Por que eu era tão fraca para não conseguir me libertar sozinha?! Me xingava mentalmente, pensando no que Hathor havia me falado. Eu tinha a leve impressão que não era só Hathor e Sekhmet que ajudariam Athena...

Eu havia visto Neftis conversando com uma pessoa que me parecia vagamente familiar... Onde eu tinha visto aquele rosto?! Eu sabia, fazia parte de meu passado que eu tanto odiava... Mas onde? O nome começava com Q, isso eu lembrava bem... Mas qual o resto do nome? Eu odiava esses lapsos de memória que estava começando a ter... Devia ser conseqüência de meu corpo abrigar um espírito que jamais poderia me pertencer...

Quando descansava em minha mente, eu nunca tinha pesadelos... Era como se alguém velasse por meus sonhos... Talvez Bés o fizesse!

Mas sempre que eu acordava, sentia-me mais fraca. Era como se a cada sonho, minhas forças fossem sugadas.

Ouvi uma voz chamar meu nome. Quem poderia ser?! Quem tinha poder para entrar na mente de outra pessoa e invadir seu subconsciente?!

Vi Bés, era ele, eu tinha certeza! Mas o que ele fazia ali, no subconsciente de Ísis, falando comigo?

Luane: Bés? – perguntei, para ter certeza de quem se tratava.

Bés: Eu mesmo, Luane... Como está? – ouvi a voz amável do deus, que se aproximou.

Luane: Estou bem... – respondi. O que o deus estava fazendo ali? Me perguntei novamente.

Bés: Ótimo! – falou alegre. O deus levantou a mascara. Era um belo homem, eu tinha que admitir. Só então percebi que o deus estava próximo à mim, me encarando com um sorriso. – Tenho velado por seus sonhos, Luane... Tenho velado também por você! Mas saiba que você precisa lutar para se livrar do controle de Ísis! – falou confiante.

Luane: Mas como?! – perguntei ao deus, desesperada.

Bés: Eleve seu cosmo quando achar propício... Mas na hora certa! Faça-o na hora errada e Athena morrerá! – falou com um sorriso, sumindo em seguida.

Eu sentia minha face quente, como se alguém a tivesse beijado. Bés era um deus alegre que protegia à quem bem entendia, mas muito misterioso...