Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem e eu não ganho um tostão sequer com meus originais, mas ai de quem

Uepa, que bom que gostou da informação, Krika! Que lhe seja bem proveitosa! Caso queira saber mais coisas, eu achei ela no Wikipédia! Fala sério, realmente é um bando de deuses falsos! E essa preocupação com a May ta só começando, queridaaa!! É, na minha cabeça, o Hórus é bem bonitinho :3... Quanto ao Bés, nada revelarei! E as batalhas começam no próximo capítulo! Até lá, bom divertimento com esse capítulo! Beijos.

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem e eu não ganho um tostão sequer com meus originais, mas ai de quem pegá-los sem permissão!

Ísis

Capítulo 13:

O Início da Guerra

Set parou à porta do quarto de Athena. Transformou-se em areia negra, fazendo do corredor um local de tempestade, entrando pela fechadura da porta. Do outro lado, após voltar a sua forma humana, ficou observando Athena adormecida.

Set: Tão perto de mim, e ao mesmo tempo, tão distante... – murmurou inaudivelmente. Admirava Athena, a força e a coragem da deusa, mas sabia que pela eternidade os dois seriam inimigos. – Mas se ela não pode ser minha, não poderá ser de mais ninguém! – sussurra com raiva, enquanto areias negras envolviam ele e Athena, transportando-os para algum outro lugar.

Éolo acordou assustado. Tinha uma horrível sensação de que sua prima não estava bem. Levantou-se rapidamente, antes da sair do quarto, pensou de devia ou não acordar seus Guerreiros dos Ventos e dizer-lhes para trajar suas Eólias (N/A: O nome que eu decidi dar para a armadura dos protetores de Éolo) e ele mesmo vestir sua armadura, sua Kamui. Refletiu e achou que era melhor prevenir do que remediar. Elevou seu cosmo.

Éolo (por cosmo): Rápido, Guerreiros dos Ventos! Vistam suas Eólias e venham ao meu encontro, na porta de meu quarto! – mandou a mensagem e elevou mais ainda seu cosmo, fechando seus olhos serenamente. Uma luz azulada começou a sair do chão e unir-se ao cosmo prateado azulado do deus. O ar começou a ficar revolto, o vento entrava pela janela e começava a girar em torno do deus, formando uma espécie de um pequeno furação. Quando o ar se dissipou, o deus estava em sua armadura divina, em todo o seu esplendor. Na mão esquerda, um báculo com um círculo prateado na ponta, aberto por dentro, com um objeto que girava conforme o vento batia, apontando para direções diversas. No braço direito, um escudo circular, com a Rosa Do Ventos com as dezesseis direções, a maioria estava prateada, porém, a da direção Oeste estava negra, o deus Zéfiro (N/A: Deus que representa o Vento Oeste, filho de Eos e Astreu, considerado uma brisa suave ou vento agradável, pois era o mais suave de todos os ventos tido por benfazejo) estava sem seu Guerreiro dos Ventos, o que não era bom. As ombreiras eram londa e duplas, brancas com detalhes em prata. O capacete tinha uma forma difícil e até mesmo impossível de descrever, prateado com detalhes num branco azulado. O peitoral era aberto no meio, deixando o tórax e a barriga bem trabalhada à mostra (N/A: Tenshi babando), branco com detalhes prateado azulado. O "saiote" eram longas "placas" separadas que iam até o joelho, brancas azuladas com detalhes em prata. Proteções dos braços, coxas, pernas e pés brancas com detalhes prateado azulado. Nas costas, seis placas em ponta prateadas com detalhes em branco.

Éolo (sussurrando para si mesmo): O vento protegeu-a bem... Foi sábio de Hefesto me dar o conselho de "guardá-la à vista de todos, mas sem ninguém poder ver" quando ajudei Zeus contra Gaia... (N/A: Após Zeus destronar Cronos e aprisionar os Titãs, sua avó, Gaia, a Terra, ficou furiosa, pois foi esse mesmo motivo que à levou ajudar Zeus contra seu filho, o Titã Cronos, e num primeiro momento, ela deu à luz os incontáveis Andróginos, que surgiam do chão em todos os quadrantes e escalavam o Olimpo com a inteção de destruir Zeus, mas, aconselhado por Têmis, venceu. Em uma outra oportunidade, Gaia produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade aos Gigantes; todavia a planta necessitava de luz para crescer. Ao saber disto Zeus ordenou que Hélios, Selene, Éos e as Estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de Nix, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim Gaia incitou os Gigantes a colocarem as montanhas umas sobre as outras na intenção de subir o céu e invadir o Olimpo. Mas, mais uma vez, Zeus e os demais deuses venceram. Cara faz tempo que isso aconteceu, e depois disso Éolo não usou mais sua Kamui... O.ô)

O deus abriu a porta e logo todos os Guerreiros dos Ventos estavam presentes.

Éolo: Queen! – chamou pelo Guerreiro que vestia a Eólia do Leste, protegido pelo deus Eurus. A armadura semelhava-se à um Pardal, toda em negro e branco acinzentado. – Vá e chame Shaka no templo de Hórus, em seguida, peça para que ele chame os outros cavaleiros e nos encontre na porta do quarto de Athena! – falou apressado, fazendo sinal para os demais Guerreiros dos Ventos o seguisse. Queen (N/A: Ele aparece, assim como a Luane, no capítulo 9 da Doce Vampira, e talvez apareça mais vezes na Doce Vampira) afirmou e sumiu. – Natasha, vá atrás de Afrodite e chame Paole e as demais! – Natasha balançou a cabeça em sinal afirmativo e começou a correr pelo corredor.

O deus e seus Guerreiros dos Ventos correram pelo corredor em direção ao quarto de Athena.

Natasha andava apressada pelos corredores, atrás da deusa Afrodite. A deusa não estava em seu quarto. Aquela deusa tinha fama de tomar chá de sumiço e agora provava isso com seus próprios olhos e calinhos em seus pés, cansados de andar naquele chão de pedra tão duro e frio.

Estava entrando numa área proibida aos estrangeiros e sabia disso, mas era sua última opção. Após andar um pouco, ouviu vozes vindas de um templo, o de Hathor. Pareciam vozes de pessoas embriagadas.

Aproximou-se lentamente e espiou pela porta. Afrodite e Hathor conversavam, comiam e bebiam e já estavam altas. Entrou correndo.

Natasha: Afrodite! Aconteceu algo com Athena! Éolo me pediu para vir atrás de você! – falou rápido a deusa, que assim como Hathor, ficou de pé e em prontidão.

Hathor: Então, já começou... – murmurou preocupada. – Vamos logo! – falou saindo do templo. Afrodite olhou para Natasha, sem entender.

Natasha: Vá com Hathor, tenho que chamar Paole e as outras. – falou preoupada, saindo do templo e indo atrás das quatro jovens.

Bés estava em seu templo, meditando, na verdade, concentrado em Athena, no cosmo da deusa. Precisava ter certeza de quando começasse a guerra. Já havia garantido que todos os habitantes da Cidade dos Mortos estavam dormindo em abrigos subterrêneos debaixo do grande templo dos Deuses Egípcios, onde todos os deuses que estavam encarnados viviam.

Sentiu quando o cosmo de Set passou pelo corredor e parou na frente do quarto de Athena, invadindo o local e espalhando seu cosmo, encobrindo o cosmo da deusa e sumindo com os dois.

Levantou-se, pegando sua mascara e colocando-a.

Bés: Começou... O que será que Set planeja fazer com Athena? – murmurou, saindo de seu templo e andando pelos corredores do enorme templo atrás de Éolo.

Shaka havia dormido sentado, esperando que os sacerdotes lhe disessem que já poda ir embora. Acordou sentindo alguém balançar seu corpo pelo ombro. Abriu os olhos somente para ver de quem se tratava, para fechá-los novamente em seguida. Se tratava de Hórus, com o pequeno Hárpocrates ao lado.

Shaka: Senhor Hórus? O que aconteceu?! – perguntou um pouco desesperado, ao reaparar nos cosmos gigantescos dos deuses, espalhando-se pelo corredor.

Hórus: Prepare-se para a batalha, Shaka de Virgem! Ao que tudo indica, meu tio Set quebrou o período dado até as batalhas! – falou trincando os dentes, enquanto seu cosmo ficava mais agressivo. Colocou seu elmo e indicou ao irmão que colocasse sua tiara, que pendia numa das mãos do jovem deus. Era uma tiara com um falcão na frente, com as asas descendo pelas laterais do rosto indo até o queixo.

Shaka afirmou e, já estando vestido com sua armadura, levantou-se.

Shaka: Terei que lutar contra você, Hórus? – falou frio.

Hórus: Não. Só vim acordá-lo. Eu tenho que proteger o meu irmão e os habitantes da cidade que estão nos abrigos subterrâneos da Cidade, construídos para quando ocorresse uma guerra dentro da Cidade dos Mortos. Que o melhor vença! – falou saindo junto com Hárpocrates.

Shaka ia correr na direção oposta, quando lembrou-se de May. Não podia sair agora. Ou poderia? Não sabia como ela estava e tinha vontade de saber. Aproximou-se da porta e ia bater, quando a mesma se abriu, deixando a vista um sacerdote de cabelos branquíssimos, olhos azul-turquesa e algumas rugas acentuadas no rosto, usando uma túnica amarelada com faixas em negro na barra, na gola e nas mangas compridas, com um cinto de couro na cintura.

Sacerdote: Você já pode ir. – falou limitando-se à seu trabalho. Já ia entrar novamente quando Shaka chamou-lhe a atenção.

Shaka: Como ela está? – perguntou escondendo a preocupação tão estranha e repentina com a Sacerdotisa que o tomava.

Sacerdote: Muito bem para quem recebeu tanto veneno de hera... Logo poderá lutar novamente. Melhor você ir cuidar de sua deusa agora. – falou frio, entrando e fechando a porta.

Shaka, sabendo o que queria saber, correu na direção oposta à qual Hórus e Hárpocrates haviam seguido.

Paole acordou com as insistentes batidas em sua porta. Sonolenta, levantou-se e abriu a porta. Natasha entrou imediatamente, fazendo Paole terminar de acordar.

Paole: Ei! Você me acordaou no meio da noite por que raios, afinal?! – perguntou a Flautista, irritada. Estava recuperando-se totalmente da batalha.

Natasha: Aconteceu algo com Athena! Éolo pediu-me que viesse acordá-la! – falou a sacerdotisa de Éolo rapidamente. Paole arregalou os olhos.

Paole: Droga... Meu cosmo ainda não está totalmente recuperado de quando usei O Preço da Morte... Mas não importa! Tenho que assumir meu posto de Flautista Continental da África! – dizendo isso, elevou seu cosmo. Areia começou a surgir no quarto e rodeou a Flautista, como uma tempestade de areia. Num momento, partiram em várias direções e deixaram o corpo vestido numa armadura verde-folha claro e verde-folha escuro à mostra. Os longos cabelos castanhos tremulavam e os olhos castanho brilhante tinham um leve brilho vermelho devido ao cosmo que queimava ao redor. – Tenho que sair da Cidade dos Mortos e ir para onde sempre devo ir quando Athena está ameaçada: A Esfinge de Gizé! – falou determinada, jogando um disco de aço para fora, que alargou-se, formando uma espécie de plataforma que voava colada a janela. Subiu na plataforma, e antes de partir para alguma outra parte do Egito, olhou para trás com um sorriso e acenou para Natasha. – Não permita que Athena perca. A Terra não pode perecer. – falou a última frase seriamente. Não era a mesma Paole, a brincalhona e briguenta, era uma Paole que cumpria seu papel como ninguém.

Natasha meneou a cabeça em sinal afirmativo, e saíu do quarto, enquanto Paole sumia no horizonte na velocidade da Luz, em direção ao que protegia.

Natasha corria pelos corredores, em direção aos demais quartos. Maldição!, praquegou mentalmente. Tudo já estava preparado. Haviam colocado-os em quartos separados por uma considerável distância para atrasá-los. Quando ia virar numa encruzilhada de corredores, sentiu alguém aproximar-se e preparou-se, colando as costas na parede, ocultando seu cosmo e presença, preparando o báculo para uma possível batalha. Quando a pessoa se aproximava da encruzilhada, saiu de seu esconderijo com o báculo preparado para atacar, mas abaixou-o ao ver um Aldebaran um pouco assustado ao vê-la com um olhar tão determinado.

Aldebaran: Calma, Natasha! Sou eu! – falou apressado, com o coração acelerado devido ao susto.

Natasha apoiou o báculo no chão e a testa no bastão deste, fechando os olhos pesadamente e deixando um suspiro sair, não sabe-se se de alívio ou de cansaço.

Natasha: O que faz aqui, Aldebaran? Devia ter ido ao encontro de Éolo em frente ao quarto de Athena. – perguntou, passando a olhá-lo nos olhos.

Aldebaran: Estou andando atrás do quarto do Mascara pra jogar conversa fora. E que história é essa que Éolo queria me encontrar comigo em frente ao quarto de Athena?! – perguntou preocupado.

Natasha arregalou os olhos. Queen não havia falado com Shaka e este com Aldebaran? Impossível! Ele havia saído antes dela! Sentiu o cosmo de Éolo chamar-lhe.

Éolo: Natasha, os Cavaleiros de Ouro ainda não chegaram! O que aconteceu?! – perguntou o deus, desesperado.

Natasha: Parece que Queen não os chamou... Acabo de me encontrar com Aldebaran, depois que perguntei o que ele fazia onde estou, ele me respondeu de forma que não tinha nem idéia do que eu falava! – respondeu desesperada também.

Éolo: Peça-o para chamar os outros Cavaleiros de Ouro com seu cosmo e termine de chamar as outras! – mandou o deus, cortando a comunicação por cosmo.

Natasha: Diga aos seus amigos por cosmo, Deba, para irem até a frente ao quarto de Athena AGORA! Algo aconteceu e parece-me que Queen não é dos mais confiáveis! Eu tenho que terminar de chamar Paole e as outras! – falou, preparando-se para correr, mas Aldebaran segurou seu pulso, impedindo-a a de correr.

Aldebaran: Não é mais fácil usar o cosmo? – perguntou de forma sarcástica.

Natasha: Infelizmente, não! Aquelas antas não matém o cosmo aceso enquanto dormem, diferente de você e seus amigos! – falou irritada.

Aldebaran: Então espera um pouco, vou com você, assim a gente se divide e acha os quartos delas mais rápido! – falou apressado, já elevando seu cosmo para falar com os demais cavaleiros de Ouro. Natasha olhou-o um pouco surpresa, mas sorriu em seguida e afirmou com um movimento de cabeça, relachando o braço, demonstrando que não iria sair correndo.

Depois que Bés me fez sua misteriosa visita, passei a ficar mais atenta e policiei-me para não adormecer tão cedo. Precisava saber de tudo o que acontecia ao redor de Ísis. Precisava... Essa palavra já me parecia tão sem significado... Afinal, o que uma alma presa em sua própria mente precisa? Perguntei-me. Devia precisar de descanso... De alguém para conversar... De paz... Devia ser somente isso que uma alma aprisionada em sua própria mente precisava, mas eu não tinha nenhuma das opções. Minha sina aprisionada em minha mente era ficar sozinha, sem paz e sem descanso.

Athena acordou lentamente. Sentia um metal duro e frio prender seus pulsos juntos, acima de sua cabeça. Sua visão estava turva, seu corpo, suspenso pelas correntes. O chão ficava a cerca de vinte centímetros abaixo dos dedos dos pés descalços. Sentia seus ombros e costas reclamarem pela incômoda posição. Quando sua visão normalizou, passou à observar melhor, percebeu que estava numa espécie de redoma de cristal com desenhos de hieróglifos em ouro e bronze decorando por fora. Olhou para o alto e sentiu seu coração acelerar de medo ao perceber no quê estava aprisionada.