Krika, que bom que está gostando da história! Realmente, assim que souber o que Set planeja, o Seiya vai ficar "pê" da vida!
Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, mas quantos aos originais, tirem o olho!
Apesar que se pedir autorização ou colocar os devidos créditos e depois me falar da fic pra eu ler...
Ísis
Capítulo 14:
Um Coração Atormentado
Natasha, após um tempo considerável, já havia chamado a todos e Éolo, Afrodite, Hathor, Bés, Guerreiros dos Ventos, Cavaleiros de Ouro e algumas outras três guerreiras já se encontravam. O sol já despontava no horizonte.
Natasha: Maldição! Perdi muito tempo atrás de vocês! – resmungou indicando Cristine, Caroline e Jenyty. – Além de tudo, as três tem sono de pedra! Parece que pode cai uma bomba atômica que elas não acordam! – falou irritada, e as três olharam para o alto, assoviando. A escama de Caroline estava concertada, ninguém sabia como.
Éolo: Se acalme, Natasha. Agora não adianta nada reclamar. Já entrei no quarto de Athena, ela não está lá. A cama está totalmente bagunçada. – falou preocupado.
Natasha ia falar algo, mas um sinal de mão do cavaleiro de Virgem a fez se calar. Passos apressados vinham em sua direção. Avistaram uma mulher, com um capacete em forma da cabeça de leão com uma peruca e com o Disco Solar e Uraeus, tinha os cabelos longos, batendo nos joelhos, num vermelho-sangue mórbido que assustaria qualquer um, e os olhos tão negros como uma noite sem estrelas, com um olhar tremendamente maléfico, usando uma longa túnica que arrastava no chão, com um cinto de armadura e ombreiras e peitoral vermelho-sangue, com um broquel no braço direito (N/A: Escudo pequeno que protege o braço do lutador durante as batalhas de ferir-se com um golpe de espada do inimigo) e um escudo com a cabeça de um leão no esquerdo, e segurando na mão direita, uma cimitarra (N/A: Espada árabe, geralmente curvada e de um único gume) com diamantes, ametistas, cristais, esmeraldas, jades e jaspes-sangue encrustadas no cabo de ouro e prata. Ainda trazia uma aljava vermelho-sangue nas costas com flechas com pontas feitas de diamante e o resto de coríndon. O arco estava na aljava, junto com as flechas. Era negro e feito de cedro e banhado em diamante derretido (N/A: Sabiam que o diamante pode derreter à 1000 C°?).
Hathor: Sekhmet! Até que enfim você chegou! – falou com cinismo. Sekhmet fez cara feia. As duas eram opostos, quase sempre brigavam. A deusa da guerra detestava a deusa do amor e vice-versa. Afrodite, percebendo que lá vinha briga, colocou-se entre as deusas e impediu uma guerra dentro de outra guerra.
Afrodite: Calma, queridas, agora, temos mais com o que nos preocuparmos. Primeiro, onde está Athena? Segundo, teremos mesmo que lutar contra Sacerdotes e as Múmias dos Faraós? – falou amena, acalmando os animôs.
Sekhmet desviou o olhar de Hathor para Afrodite e retomou uma postura altiva e superior.
Sekhmet: Eu sei para onde Set levou Athena. – falou, não se orgulhando de saber tal fato.
Éolo: Para onde?! – falou desesperado pela prima.
Sekhmet: Bem... Não é um lugar muito agradável, acreditem. Eu já passei por lá, e antes que eu por lá passasse, era um lugar magnífico, porém, eu estava enfurecida e sobre ordens de Rá, e o lugar todo foi destruído... – falou, evitando falar o nome do local. Bés olhou-a, intrigado. Set estava louco! Aquele lugar tornara-se perigoso até mesmo para um deus!
Hathor: Está se referindo ao local que... – engoliu em seco antes de completar a frase. - ... Virou o exílio de monstros de todas as mitologias existentes, a Cidade de Tânis (N/A:Vi em Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, acho que escrevi o nome certo. Achei que seria legal usar uma cidade soterrada pela areia)? – perguntou temerosa. Recebeu apenas um aceno afrimativo de Sekhmet. – Ah, por Rá! Set enlouqueceu de vez! Mas de onde ele tirou o cosmo para trazer a cidade do fundo das areias do deserto?! Somente Anúbis pode fazê-lo! – falou com a voz tremendo e surpresa.
Sekhmet: Não me pergunte! Sei disso somente porque Ptah é de confiança de Set, e você sabe bem como Set tem a língua solta! – falou parecendo ofendida.
Éolo: Não podemos enrolar mais! Temos que ir até Tânis logo! Temo por Athena e pelo destino da terra caso ela morra! – falou desesperado.
Todos concordaram e dirigiram-se para a saída do enorme templo. Qunado aproximavam-se da saída, as portas, antes abertas, fecharam-se com violência.
Bés: Droga! Já existe um sacerdote preparado para lutar! – falou irritado.
Aiolia desviou por um triz de um golpe vindo de um lugar no meio da escuridão ao fundo do salão de entrada.
Voz: Como pode desviar de uma das setas de Sekhmet, a deusa da guerra?! – falou uma voz irritada, aparentemente masculina.
Sekhmet: Khentimentiu! O que pensa que está fazendo?! – gritou irritada a deusa, o cosmo começando a manifestar-se de forma violenta.
Khentimentiu: Obedecendo ordens de Set. – falou o Sacerdote, saindo das sombras. Tinha a cabeça rapada, com um capacete em forma de cabeça de leão com o disco solar, os olhos num assustador e maléfico vermelho-sangue, pele morena, na testa, a cabeça de uma leoa com o disco solar e uma peruca, carregando um arco negro cheio de ônix encrustadas e feito de prata, com uma aljava negra avermelhada nas costas. As flechas eram negras com pontas de diamante banhado em veneno de escorpião.
Sekhmet: Você obedece as minhas ordens! – falou autoritária – Pare com essa tolice de nos enfrentar e nos ajude! – o Sacerdote não deixou-se intimidar, e preparou uma flecha, que mirou em Caroline. A Comandante Marina tomou posição.
Caroline: Quebrem essa porta, eu luto com ele. – falou desafiadora e autoritária.
Aiolos ia destruir as portas, mas a deusa da guerra e da pestilência tomou posição antes movendo a espada com incrível agilidade e rapidamente, destruindo as portas. Fez sinal para todos saírem e seguirem-na. Shun hesitou em acompanhá-los. Estava preocupado com a Marina. O estado em que ela chegara no Egito era alarmante, agora estava com mehor aparência, mas reparava que o cosmo dela oscilava de vez em quando. Por fim, acompanhou a todos, descendo as escadarias correndo.
Khentimentiu: Seta de Sekhmet! – O cosmo do Sacerdote elevou-se. Era maligno, guerreiro, cheio de ódio e descontrolado. A flecha foi solta e cortou o ar numa incrível velocidade, na verdade, parecia que o ar abria caminho para a flecha.
Caroline desviou. Cetes também usara um arco, mas aquele, por alguma razão, parecia mais ameaçador. Ao virar para trás, viu a flecha fincada na parede, de onde saiam várias e várias trepadeiras rapidamente. Agora sabia porque eram mais ameaçadoras: plantas cresciam da flecha por dentro de você até que você morra. Estremeceu em pensar que poderia ser a vítima. Tomara que sua Escama reconstítuida lhe protejesse o suficiente, pensou desesperada.
Khentimentiu preparou mais uma flecha e atirou, desta vez com uma maior velocidade que a anterior. Caroline não conseguiu desviar a tempo, sendo acertada a ombreira esquerda, mas apenas sentia que a ponta da flecha fizera um furo raso em seu ombro. Rapidamente arrancou-a, atirando-a no chão. Trepadeiras começaram a surgir da ponta da flecha e a revestir o chão. Deu graças, mais do que nunca, por Jenyty ser uma Vulcana.
-- Flash Back On --
Caroline havia acabado de retirar sua Escama. Atentamente e com cuidado, não reparando no que acontecia ao seu redor, enfaixava a cintura para que o ferimento não sangrasse e nem os pontos abrissem. Tão concentrada estava, que não percebeu abrirem e fecharem a porta de seu quarto, só reparou quando ouviu um tilintar de armadura, um tilintar que lembrava chamas ardentes.
Caroline: O que aconteceu, Jenyty? – Falou sem desviar a atenção do ferimento.
Jenyty: Vim concertar sua Escama. – falou séria. Caroline olhou-a sem entender. – Todos os Vulcanos sabem concertar uma armadura, faz parte do treinamento. E mesmo que a armadura esteja morta, não precisamos de sangue de cavaleiro para realizar essa tarefa. – falou com um singelo sorriso.
A Marina levantou-se, tirando o lençol que cobria a Escama montada. A Vulcana fez o chicote enrolar-se na armadura e entrar em chamas. A Escama começou a avermelhar-se, conforme o cosmo de Jenyty elevava-se, devido ao calor que a rodeava. Com isso, os locais destruídos ou danificados se reconstítuiam. De repente, a armadura ficou na sua coloração normal, porém, mais brilhante, totalmente refeita e mais resistente.
A Vulcana caiu de joelhos, enquanto o chicote recolheu-se. Caroline acudiu-a.
Caroline: Você está bem?! – perguntou preocupada, ao passo que o cosmo da jovem sumia rapidamente.
Jenyty: Estou ótima, me ajoelhei somente pra ver o que tem debaixo da cama. – falou sarcástica, enquanto Caroline ajudava-a a levantar-se. – Concertar armaduras usando o cosmo acaba comigo... – murmurou séria.
Caroline abanou a cabeça negativamente, fazendo Jenyty sentar na sua cama.
-- Flash Back Off --
Me custava acreditar que estava em Tânis. Neftis me levara para lá, e num rio seco estava Ammut, a serpente devoradora das almas para que estas nunca encarnem. Era uma cidade em ruínas onde se não tomasse cuidado, algum monstro exilado poderia te atacar. Neftis me levara para lá e eu não tinha idéia do porque. O que ela planejava para mim? Ou o que queriam?
Ao longe, vi a Esfinge, com corpo de leão, cabeça de mulher e asas de águia. Conforme nos aproximavamos de um antigo palácio, o qual estava em ruínas e não parecia uma construção egípcia, e sim grega, apesar das estátuas de deuses egípcios na entrada, a Esfinge se aproximava também, sempre com o olhar felino pousados em nós, a nos vigiar. Quando chegamos a escadaria de entrada, a Esfinge se colocou rapidamente em nosso caminho.
Esfinge: O que querem no palácio do rei?! – falou raivosa, enquanto o bafo quente e fétido invadia as minhas narinas.
Néftis: Mais respeitos, somos Néftis e Ísis! – falou irritada, enquanto a Esfige recolhia-se, parecendo chorar, abrindo caminho.
A Esfinge olhou para mim como se me atravessasse a carne e chegasse na mente. Era um olhar penetrante.
Athena olhava assustada ao seu redor. Sentira que o coração falhara em certo momento. Estava aprisionada em uma enorme ampulheta. Acima de sua cabeça, via areia negra, preparada para cair assim que a chave fosse aberta. E o buraco ficava bem em cima de sua cabeça! Não sabia quanto tempo teria de vida assim que a chave fosse aberta.
Através do vidro, viu uma porta negra que abriu-se, deixando Set entrar.
Set: Vejo que acordou, Athena. – falou cínico.
Athena: O que... O que fará comigo? – perguntou temerosa. Devia ter tomado a poção que Hécata lhe dera mais cedo. Sua prima tentara ajudar-lhe, mas não fizera juz a ajuda.
Set: Vou deixá-la aí. As batalhas acabaram de começar. Vou abrir a chave e a areia que irá soterrá-la por completo dentro de uma hora irá começar a cair. – Falou com um sorriso sarcástico. Elevou seu cosmo e areia negra envolveu seu corpo e tomou a forma de sua armadura. Usava um elmo parecido com o da armadura de Escorpião, todo negro, o saiote da armadura ia até os joelhos, caindo por sobre a túnica longa e azul-marinho que usava, de um negro-noite e com detalhes em prata, o peitoral protegendo todo o tronco prateado com detalhes em negro e a proteção dos braços como se fosse as garras do escorpião. Na mão esquerda, um báculo com uma ampulheta na ponta. Ele virou a ampulheta do báculo, a areia começando a cair, enquanto a chave era aberta e a areia começava a cair sobre sua cabeça e sujar os longos cabelos lilases. A deusa não podia nem rebater o que quer que o deus falasse, ou a areia entraria em sua boca. Já era muito difícil conseguir respirar tendo toda aquela areia caindo sobre si. – Bom, tchau, Athena... Se tiver sorte, alguém irá quebrar a ampulheta de meu báculo para que seja libertada. E nem tente utilizar seu cosmo, ele não ultrapassa o vidro dessa ampulheta. Adeeus! – disse acenando cinicamente, saindo do aposento. Athena sentiu os olhos marejarem. Nunca sentira tanto medo estando numa batalha. E na situação em que estavam, enfrentariam deuses muito poderosos, e apesar de estar sendo ajudada por Éolo, Afrodite, Bés e tendo a proteção de mais sabe-se lá quais deuses além de Niké, não tinha certeza se venceria. Éolo, por muitas vezes, era um deus esquecido pela maioria das pessoas.
