Rs, sério que parece mais mal que o da sua fic? O.ô Bem, as batalhas começaram sim, quanto aos sacerdotes, são fortes, mas nem tanto, acho que eles são mais é pervertidos... u.u
Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, mas quanto aos originais, é só dar os devidos créditos e me passar o nome da fanfic pra eu ler e fica tudo ok! n.n
Ísis
Capítulo 15:
A Técnica de Cetes
Caroline ofegou. Ela e Khentimentiu haviam partido para a luta corpo a corpo. Ela já tinha muitos cortes no rosto e no colo. Ele, apesar de não usar armadura, estava intacto, mesmo tendo sido atingido muitas vezes, enquanto que ela fora atingida somente algumas. Era terrível como os corpos dos Sacerdotes eram invulneráveis, enquanto ela, mesmo com sua Escama, era vulnerável. Correu o olhar pelo local. Ainda estava intacto, com exceção as portas.
Sacou seu punhal. Preparou-se para defender-se quando necessário. Khentimentiu sorriu cínico e e preparou mais uma flecha.
Khentimentiu: Acha que esse punhal me mete medo? – falou sarcástico, enquanto retesava o arco. – Em honra à Set, vou pendurar a sua cabeça na entrada de Tânis. Seu cabelo e seus olhos vão ficar num ótimo contraste com a cidade, isso se a Esfinge não devorá-la antes. – riu de forma maléfica, soltando a flecha. Caroline desviou, e percebeu que a flecha era diferente das outras, pois assim que encontrou a parede, está fêz-se em vários pedaços. Trincou os dentes e viu que se ficasse somente desviando, não conseguiria cumprir sua promessa.
Preparou o punhal para atacar e ia avançar quando sentiu um som incômodo invadir seus ouvidos. Caiu de joelhos, soltando o punhal que girou pelo chaõ e foi parar cerca de dez metros distante da Marina.
Caroline: O que...? – começou mas não terminou. Seu senso de equilíbrio danificado a fez cair por completo, seu sistema nervoso não coordenava seus movimentos direitos, na verdade, sequer sentia seu corpo do pescoço para baixo. Somente conseguia manter os olhos abertos. Viu o Sacerdote aproximar-se com um sorriso cínico e abaixar-se ao seu lado.
Khentimentiu: O que achou? – falou sarcástico. – Deve estar se perguntando o que fiz com você... Como você bem sabe, Sekhmet é uma deusa que espalhou vários males, e ainda espalha, para punir os inimigos de Rá, e também os curas. Eu, como seu Sacerdote, também posso criar e curar doenças nas pessoas. A flecha que atirei, ao parar em algum lugar, fez uma onda sônica que chegou até os seus ouvidos por causa do meu cosmo. Essa onda sônica danificou seu sistema nervoso e tod o resto do seu cerébro. – riu maléficamente, passando de leve o indicador da mão direita pela barriga da Marina, exposta pela armadura, até chegar ao pescoço. – Você seria uma boa oferenda à Anukis (N/A: Anukis inicialmente foi uma divindade ligada à água, tendo se tornado mais tarde uma deusa associada à sexualidade.). Afinal, é uma Marina e é muito bonita. – disse e um sorriso malicioso passou por seus lábios, enquantos os olhos brilhavam malignamente. Caroline sentiu um medo incontrolável tomar conta de si, se pudesse, teria saído correndo.
A jovem sentiu seus olhos pesarem, como se alguém estivesse forçando-os à se fecharem. Ouvia uma voz doce que lhe dizia que estava segura junto à ela e não morreria, mas sua alma estava indo de encontro àquelas que a salvariam e que, momentaenamente, seu coração pararia de bater. Em sua mente, via uma mulher com uraeus (N/A: serpente sagrada) na testa, com cabelos longos, lisos e negros, olhos verdes com um olhar doce, usando roupas de rainha egípcia. Viu-se aparecer, não usando sua armadura, mas um longo e esvoaçante vestido branco, com um xale longo preso nas alças, não tinha ferimentos e via uma luz esverdeada rodeá-la.
Caroline: Mes... Meskhenet? (N/A: Meskhenet era uma deusa associada ao parto. Moldava o ka dos seres, assegurava o nascimento destes em segurança e decidia o destino de cada um deles. Surgia também depois da morte, já que estava presente na chamada "Sala das Duas Verdades" onde os seres humanos eram julgados pelos atos que tinham praticado, informando sobre o que a pessoa tinha feito. Estava presente no momento em que o coração era pesado e simbolicamente assistia ao novo nascimento da pessoa, caso a esta lhe fosse atribuída uma existência no paraíso.) – perguntou com a voz tremida, lembrando-se do que Cetes lhe falara. A técnica que o Sacerdote lhe passara não podia simplesmente ser usada, pois a deusa Meskhenet era quem auxiliava a pessoa com a téncnica. Era ela quem assegurava que a pessoa não morreria com o veneno de Mamba Negra.
A deusa balançou a cabeça em sinal afirmativo.
Meskhenet: Venha comigo, temos Mambas Negras para chamarmos. Khentimentiu não vai perder tempo em te oferecer à Anukis. – falou dando meia volta e o que antes era escuridão, transformou-se em um oásis.
Caroline: Essa... Essa luz esverdeada... – começou, mas antes que perguntasse Meskhenet respondeu.
Meskhenet: ... É o seu cosmo reagindo ao veneno que corre nas suas veias. Antes que pergunte por que eu ajudava Cetes apesar dele ser sacerdote de Bastat, é que ele é decendente de Neferirkaré, e depois e assegurar que este fosse rei, eu decidi proteger seus decendentes. – falou sorrindo amável.
Caroline: Mas eu não sou decendente de Neferirkaré! – disse exasperada.
Meskhenete: Mas é decendente de Hatchepsut (N/A: Essa história de decendentes é o seguinte: No Papiro Westcar Meskhenet surge como ajudante no nascimento de três reis da V Dinastia, Userkaf, Sahuré e Neferirkaré, assegurando que cada um deles será rei. No templo de Hatchepsut em Deir el-Bahari, a deusa surge proferindo uma fórmula mágica que visa afastar o mal da rainha no momento do seu nascimento.).
Caroline: Mas eu nasci em Creta, no Santuário de Afrodite (N/A: Fic A Ninfa da Lua, também será revelado como que Luane e compainhia se conheceram nessa fic que ocorre uns sete anos antes da Ísis)! Teria me tornado uma das Guardiãs se a armadura de Nereida não tivesse ido até mim depois da batalha contra Posêidon! – falou mais exasperada ainda.
Meskhenet: O sangue egípcio e grego correm em suas veias. Deve se lembrar bem que os deuses gregos já fugiram para o Egito, quando o gigante Tífon, o pai de todos os monstros, quis tomar o Olimpo à mando de sua mãe Gaia. Zeus quase perdeu para Tífon, ainda não entendo como Zeus conseguiu garantir seu trono. Também houve quando o Império Romano atacou o Egito e fez com que os egípcios sumissem, mas o sangue dos antigos correm pelo mundo inteiro, afinal, novos mundos foram descobertos. Agora, ou vamos atrás das serpentes ou você vira oferenda. – falou séria, mas com um pouco de ironia na voz.
Ao ouvir a última frase, Caroline apressou-se para acompanhar a deusa.
A Marina acordou de repente. Sentia seu corpo perfeitamente, conseguia movimentar-se, mas quase gritou ao ver que estava numa espécie de altar de pedra, no templo de Anukis, não com sua Escama, mas com um vestido de cetim egípcio bege claro, e não um vestido comum, mas um vestido para oferendas. Viu Khentimentiu com uma espada na mão, preparada para cravá-la em seu coração. Sua sorte era que ele estava de olhos fechados e não viu que ela acordara e podia movimentar-se.
Caroline apenas esperou que a espada fosse de encontro ao seu peito, e então girou para o lado rapidamente, caindo no chão. O Sacerdote, ao constatar que o som que ouvira não era o de carne sendo perfurada, abriu os olhos. A espada estava fincada no altar. Levantou o olhar para a frente e apenas viu um punho na direção de seu rosto.
Caroline correu os olhos pelo templo atrás de sua Escama, enquanto Khentimentiu cambaleava um pouco devido ao impacto do soco.
Khentimentiu: Não adianta procurar sua armadura e nem seu punhal, somente a espada de Montu (N/A: Um deus egípcio oriundo associado à guerra, assim como Sekhmet) pode entrar no templo de Anukis quando se trata de armas e armaduras. – falou cínico, enquanto tirava a espada do altar.
A Marina praguejou mentalmente, então lembrando-se das personificações de Mambas Negras que ela e Meskhenet tinham ido buscar. Então, ao invés de trincar os dentes, como sempre fazia, sorriu sarcástica.
Caroline: Tome cuidado por onde anda. – preveniu, saltando por cima do altar e ficando na frente do Sacerdote, que recuou alguns passos devido ao susto, quando sentiu uma pele gelada e lisa como as escamas de uma serpente em seu pescoço e em seus braços.
Ao olhar, eram várias mulheres, com corpos esguios, pele esverdeada e lisa, olhos com pupilas verticais de um âmbar assustador, cabelos crespos e embaraçados tão negros quanto os confins do submundo, presas de serpente, usando vestidos longos e esvoaçantes de um verde escuro assustador, com longas garras curvadas na pontas dos dedos.
Khentimentiu: Representações humanas de Mambas Negras... – murmurou, enquanto sentiar as várias presas serem cravadas em sua pele. Não conseguia mover-se, o poder dessas personagens era terrível.
Caroline: O Castigo das Serpentes... – sussurrou enquanto pegava o Sacerdote pela gola do manto que usava. – Onde está a irmã de Cetes? Aconselho que responda antes que o veneno termine de correr por seu corpo. – falou fazendo sinal para que as Mambas Negras parassem de injetar veneno no corpo do Sacerdote. As serpentes afastaram-se e tomaram a forma de Mamba Negra.
Khentimentiu: A irmã de Cetes? Está louca... Neftis a usa como hospedeira. – sussurrou com um soriso cínico. – Mas se quiser libertá-la, terá que achar o Vaso Canopo dos Pulmões e uní-lo ao báculo dela, mas duvido que ache Hapi, o Vaso está com ele. (N/A: Lembram lá da história dos vingadores dos quais May é descendente? Bem, investiguei mais um pouco, realmente, na mitologia egípcia tinham os chamados Filhos de Hórus, eram quatro deuses, Imseti, Hapi, Duamutef e Kebehsenuef, diziam que eles protegiam os órgãos internos do morto, por isso eram quatro Vasos Canopos, cuja as tampas à partir da XVIII Dinastia eram as cabeças desses deuses, respectivamente, Homem, Babuíno, Chacal e Falcão. Então, fica sendo na fanfic que eles também são conhecidos como vingadores e que, sendo filhos de Hórus, curavam as doenças de acordo com o órgão que protegiam mas depois, por sofrerem graças a isso, Hórus os transformou em deuses funerários e May é descendente de um desses. Acho que ficou rasoável essa modificação :P) – disse e parou de respirar. O veneno tinha feito o efeito desejado.
Caroline dispensou as serpentes, saindo do templo e chamando por sua armadura e punhal com o cosmo, começando a correr na direção da saída do local.
Após deixarem Caroline lutando no Templo dos Deuses, constataram que, realmente, todos os moradores estavam nos abrigos subterrâneos, pelo que Hórus dissera. Ao colocarem os pés para fora da cidade, no oásis, a terra começou a tremer e uma fenda enorme se abriu, deixando uma escada à mostra que ia a perder de vista, penetrando numa escuridão em que nada era possível de se ver.
Hathor: Que será isso? – disse a deusa com medo na voz, escondendo-se junto com Afrodite atrás de Éolo.
Afrodite: Não sei e não quero saber! – falou tremendo. A deusa tinha coragem somente para trair o marido para este prestar mais atenção nesta, de resto, melhor nem comentar...
Sekhmet: Medrosas. – falou com um sorriso cínico, pisando no primeiro degrau.
