Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, quanto aos originais, basta colocar os créditos e me passar o nom

São mesmo! Espere mais um pouco, ando meio sem imaginação pra pancadaria! (bate com abajur na cabeça).

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, quanto aos originais, basta colocar os créditos e me passar o nome da fic pra eu ler e tá tudo acertado!

Ísis

Capítulo 16:

Coração Gritante

Caroline descia apressada a Escadaria dos Deuses. Ao final dela, foi barrada por uma figura da qual ficou muito, muito feliz de ver, e abraçou com força, tendo o abraço retribuído.

Caroline: Anteros! Pensei que não ia mais te ver! – falou derramando lágrimas que manchavam a túnica branca do rapaz mais alto que a comandante Marina. Tinha os cabelos negros e encaracolados, que brilhavam com o sol, olhos azul-noite escuro, forte, longas asas azul-noite. Tratava-se do deus Anteros, filho de Afrodite e de Ares (N/A: Para saber como isso começou, leia, ou pelo menos comece a ler, A Ninfa da Lua).

Anteros: Harmonia tinha me acorrentado lá no Olimpo, mas Eros me soltou e falou pra vir vê-la, alegando que você estava muito ferida. – disse segurando o rosto da jovem entre suas mãos e beijando-a com ardência, um beijo desejado pelos dois e necessitado.

Caroline: Tenho que ir, devem estar me esperando! – falou rápido, tentando desvencilhar-se dos braços do deus do amor incorrespondido, porém, este quis dar-lhe um último beijo.

Anteros: Volta viva, por favor! – pediu suplicante, deixando que a Marina corresse em direção à saída da Cidade. Ao perdê-la de vista, sentou nos degraus da escadaria, adquirindo uma expressão preocupada. Nada podia fazer à não ser rezar para que sua amada voltasse sã e salva. Tinha planos para eles dois, que se frustrados, provavelmente fariam o deus cometer suicídio, sabe-se lá como.

Um rapaz de cabelos dourados e asas igualmente douradas, com olhos verde-mar apareceu, sentando-se ao seu lado. Trazia uma aljava com flechas e um arco nas costas.

Anteros: O que foi, Eros? – perguntou ao irmão, olhando-o de soslaio.

Eros: Vim saber se realmente pretende abandonar os deuses para permanecer ao lado de uma mortal. – falou raramente sério, olhando para o irmão de forma indagadora.

Anteros virou o rosto para o irmão. Harmonia teria enviado o único que poderia convencer o irmão numa última tentativa para este permanecer ao lado dos deuses?

Anteros: Sabe minha resposta. – falou frio, novamente olhando para frente. – Foi a Harmonia que te enviou?

Eros: Eu também vim por vontade própria... – respondeu sentindo-se acusado. Era facilmente influenciado pela irmã; ela conhecia melhor que ninguém como convencê-lo.

Anteros: Não é sempre que o deus do amor incorrespondido tem essa chance, não é verdade? – falou de forma retórica, levantando-se e sumindo.

Após colocar o pé no primeiro degrau da escadaria, Sekhmet sentiu esta desaparecer sob seus pés, e se não fosse Bés a segurá-la, teria caído numa queda livre sem fim.

Sekhmet: O quê... ? – começou, mas não terminou, pois foi cegada por uma luz branca tão forte que incomodaria até mesmo os olhos de um cego.

Quando podiam olhar sem preocupar-se com a luz tão forte, viram que a enorme fenda transformara-se num enorme fosso, com cerca de cinco metros de diâmetro.

Afrodite: Quem vai primeiro? – perguntou temerosa, apertando o braço de Hathor, engolindo em seco.

Jenyty apresentou-se, jogando a ponta do chicote para Cristine e deixando que o outro lado caísse dentro do fosso.

Jenyty: Segura firme e fica aqui perto da ponta. Eu vou descer. – Disse segurando firmemente o chicote e preparando-se para descer como se descesse um abismo para socorrer alguém.

Cristine: Mas e quando o chicote acabar?! – perguntou preocupada, posicionando-se onde a Vulcana indicara, mas tarde demais. Jenyty já saltara para a exploração, pendurando-se na arma e descendo por está, somente com os braços. Quando sentiu todo o peso da amiga concentrado naquele chicote que somente ela segurava, imediatamente sentiu vontade de soltá-lo. – Você anda exagerando no número de vezes por dia que come hambúrguer, não é verdade, Jenyty?! – fez a pergunta retórica, gritando com a cabeça próxima da abertura do fosso, mostrando indignação na voz.

Jenyty: Pára de falar e garanta que eu não caia! – falou irritada, e se não fosse o fato que dependia de seus braços, teria soltado os chicote para soltar um golpe em direção à Guardiã.

De repente, Cristine sentiu-se ser puxada para trás, conseqüentemente soltando o chicote, que caiu rumo ao fundo do poço. Ouviu o grito da Vulcana subir pelas paredes do fosso. Em poucos segundos, o grito não passava dum eco distante. Segundos que pareceram séculos para Cristine, cujo sangue fervia como se todo o magma concentrado no centro da Terra tivesse subido à superfície somente para aquecer seu sangue e vontade de lutar. Virou-se, sendo incitada pela armadura para preparar-se para a batalha.

Todos estavam desacordados. Caídos sobre a areia, pareciam dormir um sono sem sonhos, respirando pausadamente. Quem teria feito aquilo?

Viu uma mulher de cabelos castanhos, batendo nos cotovelos, presos em várias tranças. Os olhos azul-mar carregavam uma expressão de tristeza. Na testa, o rosto de um chacal. Usava um capacete com a forma de um chacal. A pele escura como a pele dos corpos que eram embalsamados, usando um longo vestido negro com um espartilho de ouro branco por cima.

Cristine: Quem é você?! – perguntou gritando, levantando-se rápido. Viu a mulher recuar alguns passos, olhando para baixo.

Mulher: Eu sou Kissa, Sacerdotisa de Anúbis e irmã das Múmias de Setna e Amenófis. – falou juntando as mãos e recuando mais alguns passos.

Cristine: Por que apenas me puxou? Eu estava com a guarda baixa, assim como todos os outros. Você podia nos ter dado um golpe de morte. – falou apreensiva.

Kissa: É que eu estou somente seguindo as ordens de Anpu. – falou com o rosto avermelhando-se.

Cristine: Anpu?

Kissa: Vocês o conhecem por Anúbis! – falou rápido.

Cirstine: E... O que ele mandou? – perguntou semi-cerrando os olhos.

Kissa: Que eu pedisse pra você me matar! – falou rápido, caindo de joelhos na frente da Guardiã.

Cristine olhou-a sem entender. Anúbis pedira para que ela se entregasse à morte? O que o deus pretendia com aquilo? Mil perguntas rodaram em sua cabeça.

Eu ainda estava atordoada devido ao olhar tão penetrante que a Esfinge me dirigira. Acordei somente quando Neftis chamou-me para irmos até uma sala que eu desconhecia a origem. Parecia muito antiga, porém, eu não reconhecia sua arquitetura. Parecia uma mistura da arquitetura egípcia com a asteca.

Olhei para uma porta um pouco mais além, por onde Set, em sua armadura cheia de esplendor, entrou, acompanhado de Osíris. Este, sorria.

Osíris: E então, qual o motivo para nos trazerem aqui? – perguntou o deus ao irmão, de bom-humor.

Neftis apressou-se.

Neftis: Ora, querido irmão. É que desde que Ísis chegou, eu fiquei com ela pra cima e pra baixo, coisa de irmãs, e só agora reparamos que vocês não conseguiram ficar sequer um minuto sozinhos. – falou balançando uma das mãos displicentemente, indo para Set e puxando-o pelo braço para a saída. – aproveitem, vamos deixá-los aqui duas horas para recuperarem o tempo perdido! – disse fechando a porta. E talvez fosse a última vez que eu ouviria a voz da deusa...

Athena sentia aquela torrente de areia cair sobre seu corpo. Seus pés já estavam encobertos pela areia. As lágrimas, a muito haviam esgotado-se. Os olhos e o rosto vermelho de tanto chorar, pois não tinha idéia do que fazer, e seu cosmo sequer ultrapassava aquele vidro... Não havia escapatória.

Abriu os olhos. Via apenas a escuridão. Sentia sua perna esquerda latejar de dor, juntamente com seu braço direito. Lentamente, as lembranças do que acontecera passaram por sua mente. Estava descendo o fosso, quando, sem nenhum motivo, Cristine soltara o chicote. Caíra em queda livre por não soube dizer quanto tempo. Lembrava de soltar um grito enquanto caía, até sentir sua cabeça bater em algo, lembrava de cair por mais algum tempo antes de desmaiar. Sentiu o gosto de sangue na boca e com dificuldade, virou para o lado e cuspiu o mesmo sangue. Ao mudar de posição, sentira sua cabeça latejar devido ao senso de equilíbrio há tanto acostumado com a posição deitada.

De repente, ouviu vozes e teve a impressão de ver uma luz ao longe, que se aproximava rapidamente. Viu algumas silhuetas, antes de desmaiar novamente.

Corria pelas ruas mais remotas da cidade. Tinha que chegar logo à saída de emergência, não tinha muito tempo. Tinha que providenciar o mais rápido possível a libertação de Athena. Depois de sem nenhum compromisso, Athena a levara para as únicas pessoas que poderiam salvar-lhe a vida. Tinha que retribuir libertando a guardiã da terra. E não era só isso que a motivava. Se Athena morresse, Gaia morreria, a Terra morreria. Aquele mundo voltaria a ser apenas um amontoado de gases. E sua maior preocupação era com Shaka.