Krika Haruno: Pois é, capítulos tensos na área! Concordo, quem não se preocuparia?! Alguém sem miolos, provavelmente... xD
Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, amitologia, muito menos. Quanto aos originais, basta dar os devidos créditos e me avisar e tudo acertado.
Ísis
Capítulo 16:
O Povo Perdido
Cristine olhava Kissa sem entender. A jovem parecia determinada no que decidira. Decidiu entrar no jogo.
Cristine: Está bem, mas com a condição de que todos vão acordar após a sua morte. – falou com um olhar desconfiado.
A sacerdotisa assentiu.
Cristine: Como deseja morrer? – perguntou sacando sua espada, observando-a atentamente, como que verificando se estava afiada.
Kissa: Da forma mais dolorosa possível. – falou soltando o espartilho e jogando o capacete longe, deixando à mostra uma falha nos cabelos exposta, uma cicatriz vertical, desde a nuca até o ponto onde o capacete cobria na testa. Abriu os braços, expondo-se totalmente.
Cristine não conseguiu esconder a surpresa com as palavras da Sacerdotisa. Forma mais dolorosa possível? Ela estava maluca! Seu golpe mais doloroso provocava uma morte rápida, porém, aprisionava a mente da pessoa a terra por um longo tempo, tempo no qual tinha a sensação de estar viva. Sentiria fome, mas não poderia comer, sentiria sede, mas não poderia beber, sentiria eternamente chamas queimando à sua volta, mas jamais sentiria a brisa tão refrescante, sentiria sono, mas nunca recuperaria as energias, pois os seus pecados seriam intensificados em seus pesadelos. Era um golpe do qual ninguém podia escapar, nem mesmo pelas ordens do Deus mais poderoso de todos.
Cristine: Tem certeza disso? – falou fitando os olhos azul-mar tão inexpressivos e tristes.
Kissa: Tenho. Somente assim eles poderão ajudar Athena. – falou enigmática, com um rápido brilho de felicidade transpassando os olhos, como um cometa.
A Guardiã engoliu em seco, preparando a espada, que tingiu-se de sangue. Já estava banhada pelo sangue de Hefesto. O sangue que o deus derramara para proteger para sempre Afrodite. Ergueu a espada acima da cabeça, alinhada com o sol.
Cristine: Sangue Divino. – murmurou. Num rápido movimento, cravou a espada no coração da Sacerdotisa, atravessando o corpo da jovem, que caiu inerte. A espada voltou à sua coloração normal, enquanto todos aqueles que dormiam acordavam lentamente.
Cristine caiu de jelhos. Por que ter tirado aquela vida, lhe parecia como se seu própio coração tivesse sido arrancado? O que acontecia consigo?Precisava seguir em frente, mas seu corpo se recusava a obedecer... Talvez fosse o remorso de Jenyty provavelmente já nao respirar que agora surtia efeito... Lentamente, um choro, uma lamentação, chegou-lhe aos ouvidos... Era sua armadura, chorando por agum motivo... Talvez sentisse que aquela que usava a armadura gêmea estava morta... Mesmo que brigassem desde que tinhamse conhecido, ela e Jenyty eram amigas, as melhores amigas, inseparaveis. Como se martirizava naquele momento. Deixou a espada cair diante de si, e abraçando a própria barriga, cuvou-se para a frente, deixando que as lágrimas escorressem pelo rosto, caindo na areia, molhando aquele solo estéril. Quando todos tinham terminado de acordar, encontraram a Guardiã chorando, de forma silenciosa. Procuraram pelo chicote de Jenyty, ou a própria, mas nada viram, viram apenas o corpo de Kissa caído.
Afrodite ajoelhou-se ao lado de Cristine, puxando-a pelos ombros para um abraço fraternal. Era a deusa que estava ali, querendo consolar sua guerreira.
Shion, por sua vez, estava apreensivp. Não sabia o que tinha se passado, mas aparentemente, a sacerdotisa tinha pedido para morrer. Mas por que? Reparou que ela possuía bolinhas ao invés de sobrancelhas... Será que... Não era possível! Não poderia ser ela a última herdeira de sangue da princesa Azema... Era impensável!
Não compreendo. Definitivamente, não compreendo. O que Neftise Set pretendem colocando à mim e a Osíris onde estamos?
Osíris anda em minha direção e me abraça. Mesmo que Ísis feche os olhos e corresponda ao abraço, eu ainda poso ver ao meu redor. Essa sala... É bem espaçosa... Mas apesar disso... Não é aconchegante. Será apenas impressão minha, ou essas paredes estão ficando cada vez mais próximas, fechando-se?
Se acalme, Luane. Você NÃO pode ter uma crisa de claustrofobia agora! Não agora... Precisa se acalmar! O nervosismo nunca me ajudou, não é agora que vai me ajudar!
Mas... Por que? Osíris e Ísis continuam abraçados... Não percebem que a morte está vindo de encontro à eles?! É isso, agora tenho certeza, essas paredes vão se fechar para nos esmagar!
O quê... O quê é isso?
Sinto que meu cosmo começa aser chamado... Distante... Esse cosmo vermelho... Saudoso... Quer me sentir... Quer que eu dê um sinal de vida... Lentamente, meu cosmo adormecido à força começa a acordar... Não posso... Hathor me avisou... Mas esse cosmo é tão... Tentador...Já o senti antes... Minhas lembranças... De quem... Quem é esse que me chama desde que conheci Ikki? Esse cosmo já me acordou no meio da noite... Quem que sempre me chama? Quem?...
Já não consigo conter meu cosmo... Ele é chamado, quer despertar, se libertar de sua prisão, e eu não tenho forças para contê-lo...
Sinto as asas afrouxarem perante a pressão de meu cosmo, até que se abrem totalmente. Meu corpo! Tenho controle sobre ele!
Solto Osíris imediatamente. De onde vem esse cosmo?! Está impregnado nessa sala, me sussurra palavras ininteligiveis, o que quer comigo?! Meu cosmo lhe pergunta várias vezes o que quer, mas nenhuma resposta. O cosmo aumenta sua intensidade. Osíris também o sente e fica apreensível. Ainda não deve ter notado que não sou mais Ísis...
As paredes aproximan-se cada vez mais... O que faço, por todos os deuses, o que faço?! Athena precisa de mim, Éolo precisa de mim, o mundo precisa de mim! Não posso morrer aqui! E Ikki... Como ele estará? Tenho saudade...
Preciso sair daqui! A grande questão é: Como?!
Athena não sabia o que acontecia. Estava alheia à tudo... Como seus cavaleiros estariam? E seu primo? E... Luane?! Seu corpo... Estaria ainda fora de perigo?
Correr... Precisava correr! Seu corpo já estava cansado, mas não podia parar. Já estava quase na entrada de Tânis, ia esperá-los lá. Era a única capaz de guiá-los naquela cidade feita de armadilhas. Shaka... Ele não lhe saía dos pensamentos... Como estaria? Tinha medo que ele não sobrevivesse... Medo de que ela precisasse morrer para que ele sobrevivesse, mas não exitaria caso fosse necessário. O mundo e ele eram mais importantes.
O Deus observava Caroline partir correndo pela cidade... Como a amava. Fora ela quem lhe mostrara as loucuras que estava fazendo por uma ninfa, e agindo da forma que sempre acusara seu irmão de agir... Sabia que Deimos já lhe fizera uma visita, e implantara em seu coração o medo de perdê-la. E como tinha esse medo... Aguardava ancioso que ela jamais lhe abandonasse, jamais morresse numa batalha... Ela eramortal,isso era um fato, mas estaria disposto à tudo para tê-la para sempre, afinal, reencarnações são sempre incertas, assim como o futuro...
Acordou novamente, sentindo-se aquecida e sua cabeça doer fortemente. Tencou levantar-se, mas sentiu mãos gentis em seus ombros que lhe ficeram voltar a deitar-se.
Abriu os olhos com dificuldade, e contemplou uma face de provavelmente a sua idade, porém ainda parecia nova, parada no tempo. Tinha longos cabelos castanhos, indo até os joelhos. Os olhos eram de um castanho escuro incomum, era muito branca, e, porque não, um pouco fofinha? Não sabia por que, mas tinha a impressã de achá-la parecida com algum cavaleiro de ouro... E porque não, alguns?
Jenyty: Quem é você? – perguntou com a voz fraca, sentindo falência para respirar.
Tenshi: Meu nome é Tenshi. – respondeu amável, fitando-a com curiosidade.
Jenyty: É parente de algum cavaleiro?
Tenshi: Acredita que é a primeira nessa vida que repara isso? Sou sim, de Saga e Kanon de Gêmeos. Sou prima deles. – respondeu sorrindo (N/A: Sim, sou eu, para saber como estou onde estou, leia Doce Vampira, e futuramente, algumas fics que irei fazer). – Não tente se levantar agora. Sofreu uma queda feia, se não fossem os patrulheiros, estaria morta.
Jenyty: Onde estou? – perguntou olhando ao redor. Era um lugar que lhe lembrava sua casa no vulcão de Hefesto, em Lenmos. Parecia cavado em rocha pura.
Tenshi: Na prisão que Set fez para os últimos Babilônicos. (N/A: Umabreve resposta na How Can Heaven Love Me?) Estou aqui desde sete anos atrás, quando Athena me enviou em missão para verificar algumas coisas. Só que caí numa armadilha de sacerdotes, deve estar faltando uns dez ou onze agora... – falou tristemente. Sabia que podia ficar onde estava até sua morte.
Jenyty ouviu apreensiva. Ouvira Athena comentar sobre a primeira da nova geração de Amazonas de Ouro, masnunca dera muita importância.
Jenyty: É amazona?
Tenshi: Aprendiz. Estava treinando para me tornar amazona de ouro de Gêmeos. Só que essa missão acabou com meus sonhos, como pode perceber... Estou presa aqui desde que quase morri quando fui atacada pelos sacerdotes. A rainha me encontrou e me salvou. Só que nunca mais pude sair... Poderei somente quando o povo daqui se libertar... – falou amarga. – E você também.
Jenyty: Afinal, o que aconteceu comigo?
Tenshi: Você caiu de uma altura que eu não sei especificar... Alguns babilônicos estavam fazendo uma ronda, e te acharam. Trouxeram-na imediatamente.
Ao terminar de falar, uma porta num canto se abriu, e uma mulher com olhos que pareciam dois sóis, refletidos no rosto de pele alva, enigmáticas. Longos cabelos negros e encaracolados que desciam em cascata pelas costas até o meio das coxas. Os lábios finos e rosados traziam um enigmático sorriso. As sobrancelhas negras eram simples bolinhas, e apesar da expressão enigmática, possuía ar de altivez.
Tenshi: Esta é a rainha Semiramide. – falou sorrindo.
Jenyty olhou-a, surpresa. Seria a mesma Semiramide que construíra a Babilônia?
