Krika Haruno: (Tenshi voltando de novo do outra dimensão) Novamente, belo primo você, Saga... ¬¬ Acho que vou te substituir pelo Myu, pelo menos ele é solteiro e não fica me enviando para outras dimensões ao mando da namorada... ¬¬
Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, amitologia, muito menos. Quanto aos originais, basta dar os devidos créditos e me avisar e tudo acertado.
Ísis
Capítulo 17:
Corações de Fogo
Após Cristine se acalmar, todos se colocaram a caminho de Tânis novamente. De repente, Bés parou de andar. Sentia como se alguém gritasse aos quatro ventos por socorro.
Bés: Alguém que é nosso aliado está com problemas. Quem veio com vocês, mas não está aqui? – perguntou preocupado à Natasha.
Natasha: A Paole. Ela é uma Flautista Continental, precisava ir à Esfinge. – disse ficando igualmente preocupada. Neftis e Set deviam pretender destruir a terra...
Bés: Estou indo para lá. Uma sombra vem de lá, melhor pelo menos verificar. – disse colocando a máscara e sumindo.
Natasha: Boa sorte. – murmurou seguindo Éolo.
Bés, através de telecinese, rapidamente chegou à Esfinge, e imediatamente chamou sua armadura debaixo da terra, pois avistara o que temia. Dourada e amarela, a armadura surgiu, na forma de um anão obeso. As coxas e a barriga ficavam expostas, e levando uma flauta aos lábios, começou a tocar enquanto se aproximava da pata dianteira do monumento. Em cima deste, Duas mulheres e um homem. Uma das mulheres era Paole, meio que desacordada, pois os olhos estavam opacos e o corpo estava mole. Muitos cortes se viam nos rosto e nos pontos onde a armadura ainda não se renerara. O homem segurava-a pelos braços, enquanto a outra mulher, de longos cabelos esverdeados e olhos amarelados, com uma tiara com Uraeus, e estava ajoelhada na frente de Paole, com algo na mãos que parecia uma planta morta, dirigindo lentamente as mãos na direção da barriga da Flautista. O homem, por sua vez, tinha cabelos curtos e negros, um capacete com Uraeus e duas enormes plumas, olhos azulados, com uma espada na cintura. No meio da testa, a cabeça de um falcão. Os dois, ao ouvirem o som da flauta do deus, assustaram-se. A Sacerdotisa deixou a planta cair e o Sacerdote soltou Paole. Os dois recuaram e saltaram para o chão, ao ritmo que o deus saltou para a pata da Esfinge, parando de tocar. Empurrou a planta com os pés, pois percebera que os tentáculos da mesma tentavam lentamente alcançar Paole.
Sacerdotisa: O que um deus faz aqui?! Set deixou claro que os deuses deviam aguardar ordens! – disse com um olhar tranqüilo, ao passo que o sacerdote tinha um olhar que dizia que tinha sede de sangue e luta.
Bés: Eu que lhe pergunto, Dalila, o que faz aqui? A Sacerdotisa de Meskhenet devia estar ajudando nos partos! – disse virando o corpo de Paole. A Flautista respirava fracamente, com a calça inteiramente suja de sangue fresco.
Dalila: E o que acha que estou fazendo?! Esta jovem conheceria o prazer de ser mãe se não tivesse me interrompido! – disse um tanto brava, mas ao mesmo tempo, sarcástica.
Bés: Seu trabalho é lutar honestamente, não usar magia proibida para deixar os inimigos incapacitados de lutarem. Não sei como você, Sacerdote de Montu, Bomani, permitiu isso. – falou, enquanto tocava uma nota que fez com que lentamente Paole acordasse.
Bomani: Bem que eu tentei, mas a Dalila tem argumentos convincentes.
Meia hora atrás...
Paole estava sentada na frente do monumento, esperando pacientemente. O sol lhe aquecia, até o momento em que duas sombras o bloquearam. Uma espada lhe teria acertado o pescoço se não tivesse sido rápida o bastante para desviar com um salto para frente, em posição de desafio.
Paole: Quem são e o que querem?! – perguntou irritada, já elevando o cosmo.
Dalila: Dalila, Sacerdotisa de Meskhenet.
Bomani: Bomani, Sacerdote de Montu.
Disseram, ambos com sarcasmo. Paole estreitou os olhos. Neftis enviara dois sacerdotes, ou seja, estava cansada de intrometidos e queria acabar com sigo rapidinho.
Bomani partiu para cima, com espada em punho. Paole bloqueava os ataques com os discos, até que sentiu uma fincada abaixo da região dos ovários nas costas. Era Dalila, com uma faca de serra e um olhar sangrento. A faca havia sido fincada sem dó por onde a armadura não protegia na barriga e nas costas, com rapidez e destreza. Na frente, Bomani segurara seus braços com força. A Sacerdotisa fincou mais a espada e lentamente começou a subi-la, cortando a carne com um sorriso cínico. A Flautista deu um grito com todas as suas forças ao sentir sua carne ser cortada com aquela serra. Era uma dor dilacerante. Com esforço, chutou o sacerdote, e assim que viu suas mãos livres, deu uma cotovelada na Sacerdotisa, que tirou a faca com o susto, e não com a dor. A flautista gritou mais uma vez ao sentir que aquele objeto tão incômodo fora retirado. Correu com dificuldade para longe dos sacerdotes, enquanto as areias erguiam-se ao redor. Parou e virou-se, localizando os sacerdotes em meio à nuvem espalhada de areia. Concentrou mais o cosmo e a nuvem se adensou.
Paole: TEMPESTADE DE AREIA! – a areia direcionou-se para os sacerdotes, enquanto a Flautista erguia uma proteção de areia ao seu redor. Quando viu-se dentro da cúpula, deixou-se cair de joelhos, sentindo que sua armadura tentava com todas as forças curar o ferimento nas costas, porém, algo não permitia, e sentia que o sangue escorria pela blusa e começava a encharcar a calça. Tentava lembrar-se se Gaia mencionara algo do tipo quando sagrou-se Flautista. Era como se alguém tivesse colocado algo entre as carnes, impedindo-a de fechar-se, e apenas as abrissem mais. Aquela dor dilacerante que aumentava segundo a segundo tirava a concentração que mantia a cúpula de areia protetora. Não suportando mais, berrou, e quando berrou, a cúpula se desfez. Imediatamente, sentiu-se puxada pelos braços para o alto.
Viu-se em cima da pata dianteira da Esfinge. Bomani segurava seus braços firmemente, e viu Dalila andar em sua direção com uma planta morta das mãos. Tinha um sorriso de loucura.
Dalila: Vê essa planta? Usando minha magia, irei colocá-la dentro de seu útero. Ela começará a devorar-lhe por dentro em pouco menos de uma hora. Quando essa uma hora terminar, você morrerá e uma criatura nascerá pouco antes disso, para que você conheça o prazer de ser mãe. – disse calma, como se não fosse nada.
Paole sentiu desespero ao ouvir aquelas palavras. Aquela sacerdotisa era louca, só podia! Como ela podia falar aquilo com tanta calma?! Começou a debater-se, tentando se soltar, mas apenas sentia os braços estreitarem mais. Bomani, cansado daquilo, disse para que antes de colocar a planta, Dalila usasse um feitiço para a Flautista ficar meio que inconsciente, mas pelo menos quieta. E foi o que a Sacerdotisa fez.
Após Bés ir atrás de Paole, todos passaram a ficarem mais atentos. De repente, pararam de andar ao sentirem dois gigantescos cosmos. Olharam atentos, esperando algum sinal de que alguém iria atacar. Então, da areia, subindo lentamente, um homem de cabelos longos e negros, de olhos esverdeados e pele morena, com uma pena de ganso na cabeça e no meio da testa, uma marca em forma de ganso. À frente deste, pousando suavemente, uma jovem de cabelos longos, ondulados e azul-céu, olhos da mesma cor, pele clara, com uma lua cheia na testa, usando uma tiara com o disco solar e um longo manto com a abóbada celeste.
Afrodite: Quem são vocês? – perguntou a deusa, semi-cerrando os olhos.
Eshe: Eshe, Sacerdotisa de Nut (N/A: O céu, para o egípcios).
Jahi: Jahi, Sacerdote de Geb (N/A: A terra, para os egípcios).
Disseram frios, elevando o cosmo. Dentre os Cavaleiros e Guerreiros, duas jovens saíram. Guerreiras dos Ventos Norte-Nordeste e Norte-Noroeste, Abrienda e Annakiya, com olhares confiantes, gêmeas, ambas de cabelos curtos e vermelhos e olhos verdes, com armaduras resplandecentes, uma prata e azul, a outra, prata e vermelha.
Abrienda: Éolo, siga com os outros para Tânis. Eu e Annakiya cuidamos deles. – disse elevando o cosmo azulado, enquanto o cosmo avermelhado da irmã era igualmente elevado.
O deus meneou a cabeça em sinal afirmativo, continuando a correr com os outros.
Annakiya concentrou o cosmo no pulso esquerdo, enquanto Abrienda o concentrava no direito. Colocaram-se uma de costas para a outra, fechando os olhos. Eshe e Jahi estavam impassíveis, apenas com os cosmos esverdeado e azulados resplandecendo. Jahi olhou para Eshe e esta fez um sinal afirmativo. Colocaram-se em posição de ataque, unindo os dois cosmos. Eshe fez vários movimentos com as mãos, ligando-as com cindo fios, onde era como uma partitura que ela lia e cantava em egípcio. Jahi, por sua vez, movia as mãos de forma suave e das pontas dos dedos saía água que ao encontrar a areia, fazia com que diversas plantas começassem a crescer.
Eshe: Sinfonia das Estrelas!
Jahi: Cheia do Nilo!
Os fios nas mãos de Eshe atacaram Abrienda, que agachou-se para que a irmã pulasse em suas costas e pegasse impulso para atacar o sacerdote, enquanto que as plantas cresciam rapidamente e começavam a tentar enroscar-se na Guerreira.
Annakiya: Vôo da Garça! – o cosmo concentrado tomou a forma de uma enorme garça de penas vermelhas, com o bico afiado, que fincou-se no coração do sacerdote, ao passo que as plantas enroscaram-se em Annakiya e começaram a esmagar-lhe os ossos.
Quando desviou-se, Abrienda começou a correr na direção de Eshe, que manejava os fios com destreza para preteger-se, porém, não o suficiente para impedir um chute vindo debaixo da Guerreira, que deu um salto e um soco fatal em seu pescoço para empurrá-la para baixo com força monstruosa.
Abrienda: Redenção! – impulsionou para baixo e mais um soco no estômago de Eshe, fazendo-a cuspir sangue. Ia soltar a irmã, quando, com um último suspiro, a Sacerdotisa controlou um fio que cortou-lhe o pescoço.
O que faço?! Essas paredes esão se fechando para matarem à mim e a Osíris e eu não sei o que fazer! O quê...? Uma brisa?! Isso é barulho de vento passando por frestas!
Sigo meus ouvidos e descubro de onde vem esse barulho de vento. Entre uma parede e outra que se aproximavam, era possível perceber que vinha vento. Afastei-me e comecei a concentrar meu cosmo, preparando um soco que arrebente essa parede de uma vez!
Ai minha mão... Fiquei muito tempo sem treinar... Mas pelo menos consegui explodir essa parede!
Corria desesperadamente. Encontrara a Esfinge, esta lhe dissera que Athena fora levada para o Palácio. Então começara a dirigir-se para lá. Precisava libertar Athena o quanto antes, ou, tinha certeza, a terra iria perecer.
Jenyty olhava para Semiramide sem entender. Quem era ela? Não podia ser a rainha que construíra a Babilônia, ela teria mais de mil anos... Viu uma garota de uns seis anos entrar. Tinha os cabelos na cintura e muito encaracolados, bem verdes, olhos que eram dois sóis, com sobrancelhas de bolinhas, pele branca, e parecia muito tímida. Sorriu institivamente para a garotinha. Logo, atrás da garota, sorrinso de forma aconchegante, um rapaz de aparentemente a mesma idade que si, de cabelos curtos, negros e encaracolados, olhos que eram duas luas e se transformaram em dois sóis ao verem que estava acordada, sobrancelhas de bolinhas, usando um longo manto negro. Viu a garota virar-se para o rapaz e ergueu os braços curtos, pedindo para ser pega no colo. O rapaz, provavelmente irmão mais velho da garota, ergueu-a, sorrindo.
Semiramide: Antes que pergunte, sim, sou a Semiramide que construiu a Babilônia. E este, é o meu filho, Niani (N/A: Niani e Arsace são a mesma pessoa), e esta, minha filha Azura. – disse sorrindo docemente. – Tenshi, tenho boas notícias... A última herdeira de sangue de Azema foi morta em meio à uma batalha entre deuses.
O rosto da jovem iluminou-se ao ouvir aquilo, enquanto Jenyty viu Niani sentar-se ao seu lado na cama, com Azura no colo.
Niani: Foi eu quem trouxe você. E quase que não chego há tempo. Mais um pouco e você teria perdido muito sangue. – disse tranqüilo, brincando com alguns dos cachos da irmã.
Jenyty: Obrigada. Azura, não é? Você me lembra um cavaleiro de Athena... – disse vendo que ela tinha semelhança com Shion de Áries, o Grande Mestre do Santuário.
Azura: Minha mãe disse que meu pai é Shion de Áries (N/A: Vide fic How Can Heaven Love Me)! – disse a menininha pela primeira vez, sorrindo um sorriso maior que a lua.
