Krika Haruno: Calma, o Shion é pai só de um! O Ninia não é filho dele, só a Azura! xD
Por que esse choque? Nunca leu Ilyria, da Dama 9?
Angel Pink: Angel! Você por aqui! Que prazer! (cumprimenta)
Pois é, Shion tem filhos. Acredita? Shaka? Quer saber dele em que sentido? (sorrindo um sorriso nada inocente)
Espero que esteja gostando, e sorry pela demora. u.u
Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, amitologia, muito menos. Quanto aos originais, basta dar os devidos créditos e me avisar e tudo acertado.
Ísis
Capítulo 18:
Isabel
Éolo viu as direções Norte-nordeste e Norte-noroeste de seu escudo escurecerem e a direção Oeste se acender. Apesar da tristeza de Abrienda e Annakiya estarem mortas, uma ponta de esperança perfurou seu coração quando constatou que Luane tinha se livrado do domínio de Ísis. Apesar de mortas, tinha certeza que Abrienda e Annakiya tinham derrotado seus oponentes... Apesar de serem Terciárias, eram fortes.
Corriam pelo deserto, não demorando à avistarem Tânis. Porém, logo levantando das areias, camuflados, sete pessoas, sete Sacerdotes, sendo quatro mulheres e três homens. A primeira a se apresentar tinha longos cabelos castanhos, usando uma tiara com o disco solar, um vestido azul esbranquiçado, tinha uma serpente Uraeus no centro da testa e carregava um cajado com dizeres egípcios. Atacou Cirena, a Guerreira do Vento Sul-Sudoeste, que possuía cabelos curtos e cinzentos e olhos brancos. A armadura era negra com desenhos em laranja. Carregava um arco e uma aljava nas costa, e assim que foi atacada, protegeu-se com as asas de Pardal da armadura.
(N/A: As lutas acontecem simultaneamente)
Cirena: Nossa! Ataca sem sequer se apresentar! – disse sarcástica, vendo a Sacerdotisa fechar o cenho e endireitar-se antes de atacar.
Halima: Sou Halima, sacerdotisa de Tefnut (N/A: é a deusa que personificava a umidade e as nuvens na mitologia egípcia. Tefnut simbolizava generosidade e também as dádivas e enquanto seu irmão Shu afasta a fome dos mortos, ela afasta a sede). Digo apenas para que você saiba quem te matou. – disse séria, assumindo postura de luta.
Cirena: Muito bem, sou Cirena, Guerreira do Vento Sul-Sudoeste, representado por um Pardal. Perguntei seu nome apenas para saber o que colocar na lápide. – disse irônica, preparando uma flecha.
Quando ia soltar a flecha, Tefnut desapareceu, deixando a Guerreira desnorteada, mas não por muito tempo, pois apareceu atrás de Cirena e, segurando-a pelos ombros, fez com que a Guerreira afundasse na areia como se não houvesse nada no chão, apenas ar. Endireitou-se, achando que a batalha estava ganha, porém, quando virou-se, as areias explodiram quando Cirena bateu as asas, parando no chão, tossindo um pouco.
Cirena: Quase me pegou. – disse sorrindo sarcástica. As asas de pardal começaram a bater, fazendo-a voar na direção de Halima, que assim que foi acertada por uma flecha no pescoço, enforcou Cirena com seus cabelos.
Um rapaz de cabelos revoltos e negros, permanecendo de olhos fechados. Usava uma tiara dourada com papiro dos lados e uma flor de lótus no centro da testa e no alto da tiara. Usava uma cinta de pescador por cima de um manto azul. Um rapaz parou ao seu lado. Eram parecidos, com execeção aos olhos que estavam muito bem abertos e mostravam um azul límpido. Usava um capacete em forma de chacal, com a cabeça de um chacal no centro da testa. Usava uma túnica acinzentada acompanhada de calças negras. Carregava uma espada com a lâmina vermelha. Uma jovem de longos cabelos vermelhos presos em rabo-de-cavalo através do capacete, com olhos castanhos, usando uma armadura castanha e cinza aproximou-se, junto com um homem evidentemente bem mais velho que a jovem, de olhos amarelo-areia e aparentemente a cabeça rapada por baixo do pano que a cobria, preso por um elmo em forma de Urubu, com uma armadura inteiramente negra.
Karine: Sou Karine, Guerreira do Vento Sudeste, representado por uma Coruja. Esse aqui é Felipp, Guerreiro do Vento Noroeste, representado por um Urubu. Nomes para que eu e Felipp possamos escrever em suas lápides. – disse agitando as mãos e adagas aparecendo nas mesmas.
Gahiji: Gahiji, Sacerdote de Hapi. – disse o que ficava de olhos fechados.
Kaphiri: Kaphiri, Sacerdote de Duamutef. – respondeu o outro, agitando a espada habilmente, imediatamente avançando em Felipp, que desviou, segurando firmemente a mão esquerda de Kaphiri em sua nuca e a mão direita ao final das costas, apertando os pulsos do Sacerdote, fazendo-o soltar a espada.
Felipp: Nunca subestime seu adversário. – disse impássivel, chutando o egípcio para o chão, vendo Karine fazer um positivo para si, em seguida começando a lutar contra Gahiji.
Kaphiri levantou-se, cerrando os dentes, irritado por ter sido derrubado. Rapidamente levantou-se, passando a atacar repetidamente Felipp.
Kaphiri: Chacal do Oásis! – gritou, e Felipp viu-se num Oásis, sendo atacado por vários chacais, que eram nada mais, nada menos, que os golpes de espada do sacerdote. Num dado momento, o Guerreiro do Vento segurou um dos "chacais", desfazendo a ilusão.
Felipp: Carniça! – gritou saltando para cima de Kaphiri, dando repetidos socos que derrubaram o Sacerdote. Ao final, quando deu o golpe de misericórdia, Kaphiri fez a espada flutuar e acertar Felipp onde a armadura não protegia.
Karine estava tendo dificuldade com Gahiji. O Sacerdote, sem abrir os olhos, desviava de todo os seus ataques. Até que Gahiji, cansado do jogo de gato e rato, segurou a jovem pelo pescoço, tencionando quebrá-lo, mas Karine foi rápida o suficiente para acertar o centro de sua testa.
Uma senhora de cabelos brancos e olhos negros aproximou-se. Usava um capacete em forma de falcão com o disco solar e Uraeus e um vestido dourado. Carregava um ankh e se apoiava no cetro Uase. No centro da testa, via-se um obelisco. Tinha um sorriso aconchegante, como se fosse o sol. Um rapaz de uns quinze anos aproximou-se. Tinha cabelos azulados e olhos cinzentos. A armadura era toda branca com os protetores dos braços negros. Tinha um olhar frio.
Layla: Olá, meu jovem. Vejo que é o único à ter coragem de enfrentar uma velha Sacerdotisa. – disse com uma voz doce, como se uma vó falasse com o neto. – Meu nome é Layla, Sacerdotisa de Ré (N/A: O deus egípcio superior. O sol).
Em seguida endireitou-se, preparando o cetro para a luta.
Dimitre: Olá, senhora. Sou Dimitre, Guerreiro do Vento Sul-sudeste, representado por um Cisne Branco de Pescoço Negro. – disse impassível. – Furacão de Fogo! – girou rapidamente, provocando um furacão com chamas que avançou em Layla, que nada fez à não ser fazer uma parte voltar-se contra Dimitre. Eram ordens do deus do qual era Sacerdotisa, então,apenas cumpriu.
Uma moça de cabelos castanhos e olhos da mesma cor, usando um capacete em forma de Íbis, com uma lua no centro da testa, aproximou-se, puxando Cirano, Guerreiro do Vente Este-sudeste pelo pescoço e atirando-o longe. Cirano tinha cabelos negros e cacheados e olhos roxos, e usava uma armadura levemente rosada.
Umm: Sou Umm, Sacerdotisa de Toth. E você? – perguntou fria.
Cirano: Cirano, Guerreiro do Vento Este-Sudeste, representado por um Flamingo. – disse levantando-se, estralando os ossos das costas. Rapidamente devolveu o ataque, correndo na direção de Umm, que recuara, chegando perto, colocou as mãos na areia fofa, plantando bananeira e girando, de forma a girar as pernas acertando a Sacerdotisa, atirando-a longe. – Tufão Cinza! – gritou, levantando e socando Umm diversas vezes, que conseguiu desviar ou bloquear apenas alguns ataques, sendo acertada pela maioria.
Umm: Raio de Sol! – fez alguns movimentos com as mãos, criando um espelho que refletiu a luz do sol para o rosto de Cirano, queimando-lhe a face. Cirano levou as mãos ao rosto devido ao calor, deixando a guarda aberta para Umm atacar-lhe, que não perdeu a oportunidade, concentrando seu cosmo e socando Cirano seguidamente. Quando daria o golpe de misericórdia, o Guerreiro concentrou seu cosmo e chutou Umm, para em seguida usar um golpe suicida.
Um homem cuja cabeça estava rapada, de olhos porofundamente vermelhos, usava uma tiara com duas longas plumas e uma saia egípcia, deixando o tórax à mostra. Desafiou a Guerreira do Vento Oeste-Nordeste, Cibele. A Guerreira era ja uma mulher, tinha marido e filhos, cabelos na curva do pescoço azul-mar e olhos azul-gelo. Sua armadua era branca, com leves tons em prateado. Sem perder tempo, concentrou o cosmo e atacou.
Cibele: Asas Azuis! – gritou avançando, as asas da armadura se esticando e ficando afiadas como lâminas, começando a cortar o sacerdote que nada sentia.
Thema: Já que não vai se apresentar, eu me apresento. Sou Thema, Sacerdote de Min (N/A: é uma divindade egípcia itifálica, que além de proteger as caravanas, promovia a fertilidade). – disse estralando os ossos, andando na direção de Cibele.
Cibele: Cibele, Guerreira do Vento Oeste-Nordeste, representado por uma Pomba. – disse altiva, tomando posição de batalha.
Thema: Muito bem, Cibele. Vamos lutar sério, viu? – disse sarcástico, nem reparando quando a Guerreira correu em sua direção socando-lhe a boca do estômago.
Começaram uma dura batalha corporal. Nenhum dos dois dava o braço à torcer. Até que Cibele percebeu que não venceria à menos que chegasse ao sétimo sentido. Pegando distância, elevou ao máximo seu cosmo, avançando rapidamente em seguida, movimentando-se rapidamente, atacando Thema seriamente, mas não deixava de ser acertada. Ambos estavam esgotados quando pararam à certa distância.
Thema: Parece que somos dois teimosos. – disse rindo, limpando o sangue que escorria pelo rosto. Apesar da resistência de seu corpo, era sacerdote de um deus pouco conhecido, e isso diminuía a mesma resistência.
Cibele: Pois é. Eu estou esgotada. Vamos acabar com isso agora. – disse fechando os olhos e sorrindo serenamente. – Você foi um excelente adversário.
Thema: Digo o mesmo.
Ambos concentraram seus cosmos e lançanram seus golpes mais poderosos. Ambos caíram mortos, acertados.
Um homem de cabelos brancos e encaracolados e olhos negros, uma pele pálida, com um carneiro no centro da testa, usando coroas duplas. Usava uma túnica branca. Apoximou-se de Chloe, Guerreira do Vento Este-Nordeste, que possuía cabelos nos ombros castanhos e crespos, era negra, com olhos azul-límpido. Usava uma armadura castanha, com detalhes em branco e negro. A jovem estava assustada. Não conseguia se mecher de onde estava.
Kosey: Olá. Sou Kosey, Sacerdote de Khnum (N/A: Este deus representava os aspectos criativos; acreditava-se que Khnum regulava as águas do Nilo, das quais os egípcios dependiam para a sua sobrevivência. Estava também ligado à criação dos seres humanos. No seu torno formava não só a carne dos humanos, mas também o seu "ka" (alma). No seu torno também criou o ovo do qual saiu Ré, que por sua vez gerou os outros deuses). E você é... – falou gentil, com um pincel aparecendo numa mão e um papiro na outra.
Chloe: Chloe, Guerreira do Vento Este-Nordeste, representado por um Pato do Nilo. – disse sentindo o ar faltar-lhe estranhamente.
Kosey virou as costas, começando a pintar algo no papiro. Chloe começou a tossir sangue. Compreendeu que aquilo fazia parte da técnica de Kosey. Não esperou e correu na direção do sacerdote, aplicando-lhe uma voadora, fazendo o Sacerdote voar longe, deixando o pincel e o papiro caírem.
A jovem sentou em cima do sacerdote, começando a socar-lhe seguidamente. Sem esperar, o sacerdote inverteu as posilções, começando a apertar-lhe o pescoço, deixando-a sem ar. Quando estava por um fio, tirou uma agulha de dentro da armadura do braço e fincou-a no pescoço do sacerdote, fazendo sangue espirrar para todos os lados. Mas não foi o suficiente para fazê-lo soltar seu pescoço, e ambos morreram.
Enquanto os Guerreiros do Vento lutavam, todos os demais correram em direção a Tânis. Lentamente, direção a direção apagava-se no escudo de Éolo.
Nenhum dos dois sacerdotes ousou desafiar Bés, que com seu cosmo curava o enorme corte nas costas da Flautista. Seu olhar, se fosse dirigido aqueles que eram a fonte, seria realmente capaz de matar.
Dalila: Por que se preocupa com essa humana? – perguntou, com uma pontada de ciúmes na voz.
Bés: Ela é uma das Guardiãs da Terra. Enquanto uma nova Flautista Continental da África não for nomeada, ela não pode morrer, ou a África morre. – disse com voz fria, olhando de soslaio para os sacerdotes. Os mesmos tentaram fugir, mas bastou o olhar para ambos que seus corações explodiram dentro de seus peitos e ambos caíram mortos. – Não vão mais causar problemas. – sorriu ternamente para Paole, que sorriu em resposta, agradecida por ter sido salva.
Ao ver as paredes explodirem, saio correndo desesperada, saltando pela cidade, seguindo o cosmo que me assombra há tanto. Arranco o colar de meu pescoço e o jogo por cima de meus ombros, parando bruscamente quando a Esfinge aparece em minha frente.
Esfinge: Olá, Guerreira do Vento. – diz com voz terna. O que será que ela quer?
Luane: O que quer? – pergunto, com voz fria, me preparando para lutar.
Esfinge: Venho em paz... Tem alguém que quer conhecer você. – sem avisar, com um movimento de sua pata, me joga para suas costas.
A criatura começa a correr em alta velocidade, nunca vi alguém correr com essa velocidade. Esse vento em meu rosto é tão bom...
Diante da entrada do palácio, parou bruscamente e foi acertada por um soco que não soube exatamente de onde veio. Bateu com força em uma estátua em ruínas, fazendo a mesma desmoronar sobre si.
(N/A: Corrigindo: Até agora escrevi Niani, o certo é Ninia. A partir desse capítulo aparecerá Ninia)
Jenyty olhava surpresa para Azura, ainda incrédula. Usava sua armadura e a tiara da mesma estava ao lado da cama. Colocou-a.
Jenyty: Temos que ir lutar e ajudar Athena. – Levantou-se, mas sentou-se novamente ao sentir uma pontada do lado direito.
Ninia: Apesar da armadura, você quebrou uma costela. Eu não sei curar usando o cosmo. – falou sincero. Jenyty olhou para Semiramide, que negou. Seguiu o olhar para Tenshi.
Tenshi: Kiki estava me ensinando a curar usando o cosmo, mas não domino muito bem. Pode acontecer um desastre. – explicou rapidamente com uma gotinha escorrendo.
Azura: Eu sei curar usando o cosmo! – disse a menininha, saltando do colo do irmão para o chão, fazendo todos rirem um pouco. Ela devia estar brincando. – É sério! – fez um bico, franzindo o cenho. Uma luz avermelhada surgiu ao seu redor, e antes que qualquer um falasse algo, encostou na armadura, seu cosmo penetrou a mesma e então, no corpo da Vulcana e curou a costela fraturada.
Jenyty olhou surpresa para a pequena. Já ouvira falar de prodígios com o cosmo, mas nunca um tão novo. Tenshi ficou igualmente surpresa. Era necessário muito treino, e não havia como Azura ser treinada. Tudo bem que ela também era um prodígio, em dois meses controlava o Triângulo Dourado, o Explosão Galáctica e o Outra Dimensão muito bem, obrigado, e estava aprendendo, em segredo de tudo e todos enquanto treinava sozinha no Coroa do Sol o Satã Imperial. Nem Kiki, nem Yago, nem Daiho, seus melhores amigos, sabiam daquilo.
Tenshi: Como aprendeu a fazer isso? – quase gritou, antes que qualquer outro o fizesse. Azura sorriu um sorriso maior que o do Gato da Alice.
Azura: Uma mulher me ensinou! Ela me treinou! Vêm! Vou levar vocês pra conhecerem ela! – puxou as mãos de Jenyty e Tenshi. Queria que a mãe e o irmão fossem junto, mas eles alegaram que tinham outras coisas pra fazer.
Jenyty contemplou a pequena cidade subterrânea. Os último babilônicos sorriam para si e ainda mais para a garotinha que puxava as duas.
Foram para um local mais isolado, onde nenhuma alma viva andava. Azura começou a tatear as paredes cobertas de sombras, onde não se enxergava sequer um palmo a frente.
Azura: A chave era por aqui... Achei! – puxou uma pedra e uma rocha simplesmente sumiu, como se não existisse. – Por aqui! – adentrou o corredor estreito, onde ela passava com folga, mas as outras duas precisavam ficar de lado para conseguir andar. Assim que entraram, a rocha voltou para o lugar.
Não souberam por quanto tempo, exatamente, andaram, mas pareciam horas. Quando finalmente se viram livre do estreito corredor, uma jovem de cabelos longos e negros, com olhos tão verdes como o mar, pele branca, levemente morena, alta e corpo proporcional. Usava diversos adornos de ouro e prata, entre eles, um colar com várias voltas de finas linhas de ouro e prata intercaladas, cobrindo todo o colo. Um vestido sem mangas e longo, cobrindo-lhe os pés, de linho e de um dourado fosco, com uma espécie de corpete, protegendo abaixo dos seios até a cintura todo prateado. Estava lendo um pergaminho sentada ao lado de uma grande arca dourada com uma grande hematida incrustada na frente e tantos outros enfeites, entre eles, duas cabeças de leão prateadas com olhos vermelhos nas laterais. A arca flutuava acima do chão. Apenas aquelas duas figuras em meio à um templo abandonado, cheio de teias de aranha, ossos de cobras e ratos e cobras e ratos vivos.
Azura correu em sua direção e absolutamente nenhum animal atacou-lhes. A jovem sorriu-lhe, mas ao reparar as outras duas, franziu o cenho.
Jovem: Vejo que trouxe amigas, Azura. – levantou-se, colocando o pergaminho sobre a arca e colocando Azura atrás de si. Tenshi percebeu que o pergaminho estava escrito em aramaico com uma tinta dourada e reluzente. – Quem são vocês? – sua voz era fria, e Jenyty teve a sensação de poder ver através dela, apesar de sentir um poderoso cosmo vindo da jovem.
Jenyty: Sou Jenyty, Vulcana de Salamandra.
Tenshi: Sou Tenshi, aprendiz para me tornar Amazona de Gêmeos.
Jovem: O que Guerreiros de deuses pagãos fazem no Salão da Arca da Aliança? – ficou em posição de defesa, protegendo a pequena atrás de si, criando um manto transparente com o qual cobriu a jovem.
Jenyty: Do que ela tá falando? – sussurrou para Tenshi, que pareceu refletir por um momento.
Tenshi: Arca da Aliança... – repetiu, pensativa. De repente, fez uma espressão surpresa. – Essa é a Arca onde Moisés guardou as tábuas dos Dez Mandamentos? – apontou para a arca, sentindo um arrepio.
Isabel: Exato. E eu sou a alma de Isabel, guardiã da Arca desde que a achei, pouco antes das chamadas Guerras Santas começarem. – franziu o cenho. Se elas não tinham ideia do que era aquela Arca, provavelmente não representavam perigo.
Tenshi: Se é Judia, como percebo que deve ser... – começou, mas Isabel a interrompeu.
Isabel: Sou Cristã Protestante. E antes que pergunte, sei da existência de vocês porque foi por culpa de um Espectro que morri assim que achei a Arca. – controlou-se para não falar coisas impróprias, primeiro por estar na presença de algo sagrado e por sua religião, segundo por uma criança estar atrás de si. Tirou o manto de Azura, que sentou na pequena escada em ruínas.
Tenshi: Espectro? Antes das Guerras Santas? – ergueu uma sobrancelha. Espectros, antes das Guerras Santas? Dohko teria que lhe explicar algumas coisinhas assim que retornasse.
Jenyty: Eu não estou entendendo nada! Dá pra alguém me explicar?! – gritou, cansada de entender patavinas do que estava acontecendo.
Tenshi: Já ouviu falar das Minas do Rei Salomão? – Jenyty afirmou. Lembrava vagamente que seu mestre mencionara algo desse tipo e ter ido uma vez atrás das famosas minas, mas nada achara. – Segundo a Bíblia, o livro sagrado cristão, antes das minas havia um templo magnífico que Salomão construiu para guardar a Arca da Aliança, onde Moisés guardara as Tábuas dos Dez Mandamentos que Deus lhe enviou no Monte Sinai ao tirar os Hebreus do Egito, do comando do Faraó, para levá-los à Terra Prometida. Mas como Salomão casou-se com várias princesas de outros reinos, para evitar futuras guerras. Esses reinos acreditavam em outros deuses, então, acabava fazendo sacríficios à esses outros deuses, para agradar as esposas. Deus então o castigou, destruindo o templo. Tudo, com exceção da Arca, foi levado para as Minas. A Arca, bem, eu não tinha idéia de onde fora parar, mas agora sei. O que nem todos sabem ou prestam atenção é que, o que realmente fez Salomão fazer esses sacríficios e oferendas à outros deuses, foi que a Rainha de Sabá, seu grande amor, apesar de se converter em hebreia, não queria abandonar seu povo por Salomão. Isso deixou o rei arrasado. – explicou tintin pot tintin para a Vulcana, que afirmou. Compreendera o que a aprendiz explicara, mas ainda não tinha idéia de onde estava.
Jenyty: Exatamente, onde estamos? – perguntou para Isabel, que tinha sentado-se novamente ao lado da Arca e voltado a ler o pergaminho.
Isabel: Embaixo do Palácio de Tânis. – disse tranqüila. – O acesso ao palácio é por ali. – apontou para duas portas, provavelmente há muito esquecidas.
Jenyty: Tânis?! Isso é perfeito! Podemos armar um ataque surpresa contra Neftis! Ela nunca vai descobrir! – Disse para Tenshi, que afirmou. – Azura, nós vamos voltar. Temos que conversar algumas coisas com sua mãe e seu irmão. Não saia de perto de Isabel. – Em seguida, ela e Tenshi se expremeram novamente pelo corredor para voltar.
Isabel vai aparecer em outras fics. Estou planejando uma fic que conta sobre ela atrás da Arca da Aliança e, inclusive, o devido Espectro que a matou! O nome da fanfic será "Cânticos de Isabel". Essa fanfic surpreendera muitos, pois eu não vou me voltar para mitologia grega, egípcia ou qualquer outra. Vou me voltar para o cristianismo, para a minha religião.
