Por favor, quem acompanhar a fic, comente pelo menos uma vez. Preciso saber se não estou escrevendo a fic à toa.

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem. Quanto aos originais, basta dar os créditos e me passar o noma da fic pra eu ler.

Personalidade Tripla

Capítulo 3:

... Mudam Tão Rápido...

I never tried to feel.

(Eu nunca tentei sentir.)

I never tried to feel.

(Eu nunca tentei sentir.)

This vibration.

(Essa vibração)

I never tried to reach.

(Eu nunca tentei alcançar.)

I never tried to reach.

(Eu nunca tentei alcançar.)

Your eden.

(Seu Éden.)

Tokashi estava esticada em sua cama, pensando nas palavras de Jenyty. A Vulcana de Salamandra Gêmea tinha somente treze anos, mas tinha uma força extraordinária e era perfeita com conselhos. Desde que a jovem chegara ao Santuário, a conhecia, eram amigas desde aquela época.

Venha, deixe sua verdadeira pessoa surgir.

Levantou-se de repente. Que voz fora aquela, falada com um tom que não se distinguia a doçura e a frieza. Era um estado intermediário. Não sabia o que queria, só sabia que um pavor tomara conta de seu coração. Sentiu uma pontada no coração.

Não recuse a sua função no mundo!

Novamente, a mesma voz. Abriu a porta do quarto com violência. Siegfried assustou-se ao ver o olhar inflamado de loucura da Vulcana, que saiu do quarto e elevou o cosmo, fazendo surgir diante de si a urna de sua armadura. Trazia em alto relevo na urna vermelho-fogo uma mulher com uma foice e olhos em chamas: Incêndio. Era armadura daquela que ceifava a vida daqueles que morriam vitimas do fogo. Vestiu a armadura e partiu pela porta, descendo as escadas. Era levada pelo perfume de Dama-da-Noite. O Guerreiro Deus lhe seguiu, estranhando aquilo. Segurou-a pelo braço, fazendo-a parar.

Tokashi: Me solte. – falou fria, ficando o olhar mais inflamado ainda de loucura.

Siegfried: Onde vai? – perguntou preocupado. Nunca vira Tokashi agir daquele jeito.

Não se atrase!

Aquela voz lhe dissera como se estivesse ao pé do ouvido, num sussurro louco dessa vez. O sangue fervia à altas temperaturas, o coração estava descompassado, como num instrumento desafinado.

Agitou a foice da armadura, de forma somente a afastar o rapaz, que vôou alguns degraus acima de onde estava.

Siegfried: Por Odin, o que aconteceu com ela? – murmurou levantando-se e vendo-a descer como um raio às escadas e entrar num corredor escuro.

XxX

I remember you were there.

(Eu lembro que você estava lá.)

Any one emotion.

(Qualquer emoção.)

Any true devotion.

(Qualquer verdadeira devoção.)

Anytime, anywhere.

(Em qualquer tempo, em qualquer lugar.)


Miyu entrou correndo na sala da forja onde Hefesto trabalhava numa espada completamente estranha aos olhos da Vulcana.

Hefesto: Miyu? – falou surpreso. Não pretendia que aquela espada fosse descoberta... Não ainda, pelo menos.

Miyu contemplou a espada forjada em ouro, diamante e prata. A lâmina parecia afiada, um pouco curva. A empunhadura estava tendo pequenos rubis vermelho-sangue incrustados. Era brilhante, e em seu interior tremeluzia uma chama. Com toda a certeza, faltava apenas ser afiada pela mão do Deus Ferreiro.

Miyu: Para quem é? – perguntou interessada, esquecendo-se completamente do que viera falar.

Não conte. Volte para mim.

Ouviu uma voz sussurrar-lhe. Ignorou. Estava mais interessada na espada que o deus forjava em segredo.

Hefesto: ... Presente para Ares! – falou inventando. Era uma espada especial, e nem em um milhão de anos poderia cair nas mãos de Ares ou qualquer outro deus conspirador.

Volte! Darei-lhe tudo o que quiser!

Ouviu aquela voz novamente sussurrando. Não pode ignorar. Sentiu que seu coração disparara, e mesmo assim, sua pele empalidecer.

Hefesto: Que queria, Miyu? – perguntou preocupado pela palidez extrema e tão recente na jovem.

Miyu: Hã? Nada, senhor. – falou rápido, girando os calcanhares e correndo dali, para onde estava anteriormente. Um cheiro de Dama-da-Noite invadia suas narinas e guiava-a.

XxX

No fight left or so it seems

(Não restou nenhuma luta, ou pelo menos é o que parece)

I am a man whose dreams have all deserted

(Eu sou um homem cujos sonhos o abandonaram)

I've changed my face, I've changed my name

(Eu mudei o meu rosto, Eu mudei o meu nome)

But no-one wants you when you lose

(Mas ninguém lhe quer quando você perde)


Enquanto Miha estava em seu quarto, Alberich sentou-se no sofá da sala, e pôs-se à pensar. Pensar em Miha. Não sabia porque, mas sentia que seu interesse na jovem não era apenas no corpo tão belo que ela possuía, mas tinha a impressão de já a conhecer. Como se o tempo e o espaço fossem incompreensíveis diante suas lembranças, como se um destino trancado a sete chaves pelas Nornas (N/A: Deusas nórdicas que teciam o Destino), que queriam, à todo custo, não permitir que aquele destino continuasse à existir.

Levantou-se e andou lentamente até seu quarto. Não sabia direito, mas estava um pouco angustiado pelo fato de não conseguir agir diferente com Miha. Talvez fosse o fato de que sempre agira daquele jeito...

Sentou-se na cama e ficou fitando a parede. De repente, ouviu a porta de entrada bater. Miha tinha saído, e a toda velocidade. Não importou-se, apenas deixou-se cair na cama e passou a fitar o teto. Sentia sono e, sem que quisesse, fechou os olhos e adormeceu.

Minutos antes, quarto da Miha.

Estava deitada na cama. Enquanto refletia, sentia como se flechas invisíveis e doloridas atravessavam-lhe o corpo inteiro. Suava frio, já não conseguia pensar em outra coisa, à não ser Alberich. Queria chamá-lo, mas a voz não escapava por entre seus lábios. Somente suspiros incompletos escapavam dos lábios tão bem desenhados.

E então, ouviu aquela voz. Aquela voz que desde que Alberich chegara lhe atormentara.

Entregue-se à mim!

Era uma voz tentadora. Sentia o corpo ficar mais leve, como se alguém delicadamente o levantasse da cama. Levantou-se, tocando os pés descalços no chão.

Não negue. Viver todos esses anos somente como uma filha adotiva de deusa não lhe agrada. Entregue-se ao poder de SER uma deusa!

Não tina forças para contrariar. Era como se suas forças fossem tomadas pela terra. Estava entregue à misteriosa voz. Girou o pescoço, com os olhos fechados. Sentia-se no mais completo vácuo. Selene (N/A: Filha dos titãs Hiperião e Téia. Deusa da Lua) lhe sorria, imponente. Nix (N/A: Deusa primordial. A deusa da noite) e Éter (N/A: Filho de Nix, deus da luz) velavam por seu corpo. As estrelas iluminavam o corpo com suavidade.

De repente, sentiu seus pés tocarem o chão e desatou à correr para a porta. Saiu da casa, batendo a porta com violência. Aquele perfume de Dama-da-Noite lhe guiava.