Disclaimer: Saint Seiya e seus persoangens não me pertencem. Quanto aos originais, basta me avisar e colocar os créditos.

Personalidade Tripla

Capítulo perdi as contas:

... Ora tristes, Ora odiosos...

I never tried to feel.

(Eu nunca tentei sentir.)

I never tried to feel.

(Eu nunca tentei sentir.)

This vibration.

(Essa vibração)

I never tried to reach.

(Eu nunca tentei alcançar.)

I never tried to reach.

(Eu nunca tentei alcançar.)

Your eden.

(Seu Éden.)

Tokashi observava Miha preocupada. Os olhos não estavam normais, e a jovem suava de forma desesperadora. Miyu parecia mais perdida que cego em tiroteio. Não conseguia descobrir o que Miha tinha.

O cheiro de Dama-da-Noite ficou mais forte, e foi inevitável todas olharem ao redor atrás de onde vinha o cheiro. Pararam o olhar sobre a caixa em cima do altar. Estava aberta, e uma fraca luz vinha dali.

Miyu e Tokashi se entreolharam, e Miha olhava para a caixa de ébano fixamente. A luz lentamente ficava mais forte, e então, um grito de loucura se fez ouvir, um grito agudo, vindo do fundo da alma, um grito intempestivo e assustador, causando arrepios as três. Não sabiam o que era, apenas... Era algo assustador. A luz que saia da caixa de repente ficou fortíssima, irradiando pelos cantos mais obscuros do salão. Uma mulher estava parada à frente do altar quando a luz abandonou o lugar. Tinha longos cabelos na cintura de um vermelho estranho, como se fossem um sinal de loucura, olhos de um branco vívido, como se não enxergassem, que pareciam não importar para onde você fosse, davam a impressão de te olhar como se quisesse lhe devorar a alma, um branco tão vívido que seria capaz de enlouquecer uma pessoa qualquer. Os lábios pintados da cor da loucura, a pele de um branco mórbido, como se fosse um cadáver, usando um longo vestido negro com linhas vermelhas, de ouro e de prata. E o cheiro de Dama-da-Noite, então... Andou a passos rebolados na direção das jovens, e então, parou. Deixou de ser uma mulher para se tornar três. Uma, a do meio, com longas asas de morcego saindo das costas, olhos de um branco vívido, cabelos longos e loiros, pele morena, alta. Olhava para Miha fixamente. A jovem sentia como se aquele olhar fosse flechas que lhe atravessavam a alma, uma dor agonizante em seu peito a fazia respirar com falência. A da direita tinha longa asas também, porém, a da direita era branca, asas de anjo, a da esquerda, de morcego, olhos bicolores, um vermelho, o outro, negro, lábios pintados de branco, cabelos na cintura e de um vermelho estranho. Olhava Tokashi fixamente com o olho negro, porém, o vermelho, bailava na órbita, olhado para todos os lados. Aquilo fazia o estômago da Vulcana dar voltas. A da esquerda, possuía asas de anjo, brancas, olhos azuis, inocentes e serenos, cabelos negros e longos, pele de um branco mórbido, como a de um cadáver. Olhava Miyu fixamente, tentando passar tranqüilidade, porém, o sorriso cínico nos lábios vermelhos lhe traía. Aquele olhar fazia a jovem sentir-se intimidada, era um anjo louco.

XxX

De repente, as três mulheres levantaram vôo a alguns centímetros do chão, afastaram-se, para em seguida voarem em direção as jovens. Penetraram cada uma cada corpo como se elas fossem feitas de ar. Penetraram e ali ficaram. Tamanho foi o impacto que três foram ao chão, desacordadas. Três armaduras apareceram, cada uma com a forma de uma mulher com asas. As armaduras das três faces da loucura. As armaduras das três faces de Lissa.

Tokashi abriu os olhos, carregados de malícia e maldade. Levantou-se e tocou a armadura com uma asa de anjo e outra de morcego. Imediatamente, a armadura cobriu-lhe o corpo. Um sorriso irônico e um olhar cínico se estamparam em sua face. Sentou-se na escada que levava ao altar, aguardando Miyu e Miha acordarem.

Though I saw it all around

(Apesar de ver isso acontecer por todo lado)

Never thought that I could be affected

(Nunca pensei que seria atingido)

Thought that we'd be last to go

(Ainda que nós fossemos os últimos a ir)

It is so strange the way things turn

(É tão estranho o caminho que as coisas tomam)

Hefesto subia as escadarias correndo, com os três Guerreiros Deuses atrás. Nenhum deles compreendia o que estava acontecendo, apenas o fato que era algo sério. Pararam de repente, quase indo os três ao chão quando Siegfried parou, imitando Hefesto.

Alberich: Avisa quando parar! – disse irritado, pulando num pé só. Quando parara, batera o pé com tudo no degrau.

Siegfried: Foi mal, mas a culpa não foi minha! – disse erguendo uma sobrancelha.

Hefesto: Fiquem quietos! – disse ao ver que Haguen ia abrir a boca para falar algo, mas assim que o deus se pronunciou, segurou-se para não falar besteira. – Alberich, vem aqui.

O Guerreiro Deus subiu mais alguns degraus mancando até o deus. Viu Hefesto erguer a espada que carregava, fitando-a como se fosse algo importante.

Alberich: Sim?

Hefesto: Você é o único que sabe manejar uma arma, não é verdade? – perguntou, passando o dedo pela lâmina de diamante da espada. O rapaz afirmou. – Segure essa espada. – segurou a espada com o cabo para Alberich, que olhou meio desconfiado, mas segurou ainda assim. Ao segurar com firmeza o cabo da mesma, sentiu como se uma chama se acendesse em si e se alastrasse como o fogo nos dias quentes e secos. Uma sensação alegre, que dominava-o completamente. Pensamentos de esperança que infestavam sua mente.

Alberich: Que... Que espada é essa? – perguntou, surpreso, fitando a chama que tremeluzia no interior do diamante.

Hefesto: Nadine, a Esperança. A única que não fugiu de Pandora quando a caixa foi aberta. Essa chama dentro dela vai queimar enquanto quem a manejar tiver esperança em seu coração, não importa se para mal ou para bem, pois é a Esperança da Caixa de Pandora. – disse olhando para o alto.

Alberich: E por que o senhor não a maneja? – perguntou, fazendo menção de devolver ao deus, que recuou um passo.

Hefesto: Nadine pode ser manejada apenas pelo primeiro mortal que a tocar que fizer a chama de Esperança permanecer acesa. Você foi o primeiro mortal à tocá-la e a chama continuou acesa. Ela lhe pertence. Qualquer outro que não sejam seus descendentes morrerão ao tocá-la, inclusive os deuses. Você se tornou o guardião da Esperança. – disse com um sorriso agradável e aconchegante, virando-se. – Use-a com sabedoria, e mantenha esperança em seu coração para que a chama não se apague. Ensine aos seus filhos isso e que eles ensinem aos seus netos. É uma grande responsabilidade garantir que a Esperança não morra... – disse a última frase com um tanto de sarcasmo, continuando a subir.

Alberich estava estático. Ele, guardião de algo tão precioso como a Esperança... Não podia ser verdade. Era simplesmente impossível... Sentiu Siegfried e Haguen colocarem a mão em seu ombro, compreensivos e amigáveis. Sorriam confiantes, como se dissessem "Você consegue". O Guerreiro Deus sorriu, e os três começaram a seguir o deus que recomeçara a subir.