Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens pertencem a Masami Kurumada.
Doce Vampira
Capítulo 7:
... E às Vezes não!
Vandria conseguiu olhar de relance a pessoa com quem Elisabeta falava, a voz lhe parecia com a de seu "marido". Quase desmaiou ao ver que era o próprio! Como ele a descobrira?! Ninguém sabia que ela estava na Itália, só umas poucas pessoas no santuário.
Subiu correndo as escadas e entrou no quarto de Máscara. O canceriano a seguiu, preocupado.
Elisabeta desviou o olhar um instante para a escada, ao pensar ter ouvido uma porta batendo. Voltou a olhar para Aiken.
Elisabeta: O senhor poderia me falar o nome dela? Talvez ela tenha tingido ou cortado o cabelo...
Aiken: O nome dela é Vandria. – falou parecendo preocupado.
Elisabeta se assustou. A descrição e o nome batiam com a amiga de seu filho... Será que os dois tinham resolvido fugir juntos pra viver um romance secreto? Não, Achille não fazia esse tipo, fora que ele já tinha vinte e seis anos, fazer algo assim seria fora dos padrões e o achariam louco... Talvez o homem não fosse irmão mais velho de Vandria... Talvez fosse marido... Se Vandria fosse de uma família como a daquele homem, teria chegado vestindo roupas de marcas famosas. Aquele homem tinha cara de estar mentindo, e irmão da mulher que procurava é que não era!
Elisabeta: Não... Infelizmente, ninguém com nome ou aparência como o senhor diz passou por aqui, ou eu pelo menos não vi.
Aiken: Tudo bem! Obrigado pela atenção, senhora Caputo! Desculpe ter tomado seu tempo! – falou polidamente, fazendo uma leve reverência em sinal de respeito.
Elisabeta: Não há de quê! E não tomou meu tempo, Sr. Aiken! – falou respeitosamente pela posição social aparente do homem. Fechou a porta e foi até a cozinha, terminar o café, e chamar o filho e a amiga de novo, já que parecia que os dois tinham dormido de novo.
Vandria sentara na cama, encolhendo-se e abraçando as pernas, deixando as lágrimas rolarem pelo rosto. Máscara fechou a porta e sentou ao lado da mulher.
Máscara: O que aconteceu, Vandria?! – perguntou, preocupado.
Vandria: O homem que tocou a campainha... Ele é o meu marido... Não sei como ele descobriu que eu vim para a Itália, e ainda, que vim para a vinha Zerbini!
Máscara estranhou. Realmente, só umas poucas pessoas no santuário sabiam quem ela era e que tinha vindo com ele... Por via das dúvidas, decidiu ligar para Mu e perguntar qualquer coisa parecida.
Mu: Alô?
Máscara: Mu? Bom dia.
Mu: Bom dia... O que aconteceu?
Máscara: Alguém apareceu aí no Santuário perguntando pela Vandria?
Mu: Quatro mulheres... Três amigas dela e uma disse ser irmã mais nova dela... Todas eram bruxas, e chegaram juntas. As três amigas estão aqui no santuário. Uma, inclusive, é ex-namorada do Milo. Eelas disseram que estão bravas com a Vandria por ter sumido de repente...
Máscara: E a irmã dela?
Mu: Disse que ia ficar num hotel... Por quê, aconteceu alguma coisa?
Máscara: Um cara tocou a campainha de manhã aqui em casa, falando que estava procurando a "irmã mais nova que tinha fugido de casa", usando roupas caras e famosas e dirigindo uma Ferrari Modena, vermelha, ainda por cima... O cara deu uma descrição parecida com a da Vandria e o mesmo nome e a Vandria jura que o cara é o marido com quem a mãe a forçou a se casar...
Mu: Que estranho... Mas ninguém mais passou perguntando por ela não, palavra de cavaleiro de Ouro!
Máscara: Ok... Valeu mesmo assim... Tchau!
Mu: Tchau!
Desligou o telefone e voltou para o quarto.
Máscara: Vandria, você tem uma irmã mais nova? – perguntou um tanto preocupado.
Vandria: Sim, o nome dela é Alhambra... Por que, Máscara? – falou estranhando a pergunta.
Máscara: Mu me disse que ela apareceu lá com três amigas suas que resolveram dormir no santuário até você voltar, mas sua irmã foi pro Hotel... – falou um pouco gelado por dentro. Será que era a mesma Alhambra com quem dormira duas semanas atrás?
Vandria mostrou ódio no olhar.
Vandria: Minha irmã é uma traidora... Deve ter contado para meu marido onde estou... Ela é uma espiã dele! – falou com ódio.
Máscara: (pensando) Então é melhor não contar o acontecimento de duas semanas atrás, por via das dúvidas...
Vandria: Temos que sair daqui! Aiken vai fazer de tudo pra conseguir o quer, e não vai recuar ao saber que estou aqui, sendo capaz de atacar sua família, e isso eu não quero!
Máscara: Não está colocando minha família em perigo! E daqui você não sai enquanto não pensarmos numa forma de impedi-lo de conseguir você! – falou num tom meio desesperado, começando a andar pelo quarto apressadamente de um lado pro outro. Parou e olhou para Vandria. Ela parecia determinada à não ficar mais na fazenda dos Caputo pela forte preocupação em relação à família dele.
Vandria: Eu vou me entregar e fazer as vontades dele. Foi um grande erro meu envolver você nessa história... – falou determinada, mas tristemente, levantando-se da cama.
MdM segurou-a pelos ombros e olhou-a nos olhos desesperademente e a abraçou fortemente e junto a ele em seguida. Falou com a voz fraca e desesperada.
MdM: Não... Por favor, Vandria, não vai... Agora que entrou na minha vida de novo com tanta força e significado, não quero ficar sozinho de novo... Por favor Vandria, fica comigo! – disse e abraçou-a com mais força ainda, deixando algumas lágrimas caírem dos olhos e molharem o ombro da blusa de Vandria. Estava desesperado.Vandria agora era o mundo pra ele, o mundo que havia perdido há muito tempo.
Vandria não sabia o que responder. Amava muito o italiano e também não queria se separar dele, e tampouco causar sofrimento pra sua família. Sabia que se ficasse ali, a mãe, o pai, o irmão, todos os Caputo correriam perigo. Não podia permitir isso. Abraçou-o também, com força, deixando algumas lágrimas caírem e molharem a jaqueta que MdM usava. Murmurou quase inaudivelmente.
Vandria: Eu também não quero te deixar, Máscara... Eu te amo muito, mas não posso envolver sua família nos meus assuntos... Por favor, me entenda. – falou com tristeza. A forma desesperada de que Máscara falara a havia deixado sensibilizada e feito suas defesas caírem. Estava exposta. Bastava Máscara pedir-lhe que ela aceitaria sem pestanejar.
Máscara: Eu te amo muito, o amor que eu tenho por você supera o cosmo do deus mais poderoso de todos! Eu não vivo sem você! Eu vou te proteger de tudo e todos, só peço que não me abandone... – falava num desespero que comoveria o coração mais duro e frio que existisse.
Vandria afirmou, não iria embora, confiaria nas palavras de Máscara cegamente. O canceriano afastou-se, segurou o rosto da bruxa entre as mãos e beijou-a com paixão, um beijo desesperado que mostrara a Vandria que o cavaleiro a amava mais que tudo no mundo. Ficaram ali, se beijando, por um longo tempo, enquanto lágrimas rolavam pelos rostos desolados dos dois apaixonados.
Santuário de Athena, Grécia
Áries
Mu estava voltando do treinamento, para almoçar, naturalmente. Ao entrar na casa de Áries, o cheiro de comida quente pronta estava impregnando o local.
Mu: Ai... Ainda padeço por culpa da sua comida, Amy! – falou divertidamente, se apoiando no batente da porta da cozinha e observando Amy terminar de por a mesa.
Amy: É bom isso não acontecer... Acho que não vou deixar você comer hoje por segurança! – falou com um sorriso, enquanto Kiki invadia o local correndo e sentando em uma das cadeiras, preparado para atacar a comida. Amy observou atentamente Mu. A roupa de treino estava suja de pó, e via claramente os músculos bem trabalhados e o rosto suados. Segurou ao máximo seus pensamentos para não ruborizar.
Kiki: Eu e o mestre Mu precisávamos de alguém que cozinhe bem! – falou ironicamente, enquanto uma veia pulsava na testa de Mu.
Mu: Tá insinuando que eu não cozinho bem, garoto? – falou fingindo raiva, rindo logo depois.
Amy: Bom, o que está esperando, Mu? Sirva-se! – falou sorrindo docemente.
O ariano sentou-se e serviu-se da macarronada e da moussaka que Amy havia feito. A aparência e o gosto estavam ótimos.
Mu: Ai ai... Amy, é bom começar a cozinhar algo mais simples ou paro de treinar só pra aprender a cozinhar! – falou sorridente. Amy apenas sorriu em resposta.
Enquanto os três comiam, conversavam assuntos banais. Vez por outra, Mu e Amy trocavam olhares suspeitos que não passaram despercebidos por Kiki, que dava risinhos disfarçados.
Escorpião
Milo estava entrando quando ouviu o doce som de uma voz vinda da cozinha. Entrou sorrateiramente e contemplou Lurye terminando o almoço, enquanto cantava alguma canção em italiano.
Observou-a até que ela se virou para colocar a comida na mesa e quase derrubou a panela ao ver Milo olhando-a atentamente.
Lurye: AH! Você me assustou, Milo! – falou em tom de reprovação, mas não deixando de reparar no corpo suado do escorpiano, e sentiu como se sua sanidade se esvaísse aos poucos.
Milo: Desculpa... Não queria interrompê-la... Parecia tão entretida cantando... Falando nisso, tem uma bela voz! – falou com um sorriso sensual, olhando-a maliciosamente. Lurye sustentava o olhar com seu sempre olhar sereno, escondendo que suas defesas estavam caindo.
A jovem bruxa colocou a panela na mesa e quando ia virar-se para terminar de servir o almoço, Milo aproximou-se e ficou com o corpo praticamente colado no dela.
Lurye: O que pretende? – falou com uma voz um tanto ameaçadora, misteriosa e sensual. Não sabia direito o que estava fazendo! Só sabia que tinha uma vontade louca de tê-lo só pra ela, mesmo sabendo tudo o que sabia.
Milo sentiu-se ainda mais atraído por Lurye. Achava-a tão sensual, e naquele momento, mordeu o lábio inferior sensualmente, dirigindo-se para os lábios da bruxa em seguida. Beijou-a com voracidade, a mulher apenas correspondeu, porém, de repente o empurrou.
Lurye: Não vai me ter de novo tão fácil assim, Milo! – falou com raiva na voz, olhando-o repreensivamente, e repreendendo-se mentalmente também. Ela estava fraquejando aos encantos de Milo como seis anos atrás, estava deixando-se levar! Isso não podia acontecer. Ia mostrar pra ele que não era mais a mesma.
Milo não entendeu. Ela é quem provocava-o, mas agia como se não fosse aquilo que acontecia. Os dois sentaram-se à mesa e comeram silenciosamente, enquanto Milo tentava entender Lurye.
Aquário
Kamus, quando estava na metade da escada de Capricórnio para Aquário, ouviu muito baixo, como se viesse de longe, o som de um instrumento tocando uma música muito bela. Terminou de subir as escadas correndo. Ao entrar na sala da casa de Aquário, contemplou uma visão que achou encantadora.
Leoa andava pela casa, como que dançando, tocando um violino negro maravilhosamente bem. Tocava uma música que reconheceu como sendo de uma violinista chamada Vanessa Mae. Tocava a música rapidamente, parecia enfeitiçada, tocando com os olhos fechados. A música estava agradando o francês, e por isso, decidiu não interrompê-la.
Leoa terminou a música com uma nota aguda que fez o aquariano arrepiar-se, tão perfeita foi. Leoa abriu os olhos e se assustou ao ver Kamus olhando-a estático. Ela via claramente que o treino tinha sido duro. A camisa de treino estava suada e colava ao corpo, enquanto suor escorria-lhe pelo rosto e pelos braços musculosos que estavam à mostra. Sentiu-se ruborizar pela forma como ele a olhava. Kamus parecia enfeitiçado. Nunca vira alguém tocar um violino tão bem e com tanto sentimento.
Leoa: Ah... Kamus! Me desculpe se não gostou, eu não toco bem assim, sabe... Se não quiser me ouvindo tocando violino por não gostar, é só falar. – falou, virando o rosto e fazendo menção de ir para o seu quarto guardar o violino.
Kamus: (pensando) Imagine se tocasse melhor, então... Eu saía rolando escada abaixo. (falando) Perfeita!
Leoa: Hã?! – disse virando o rosto para ele.
Kamus: Você tocou perfeitamente! Eu não me importo se você continuar tocando violino! Pelo contrário, eu gostaria e muito! Traria vida à casa de Aquário! – falou alegremente, então se tocando da última frase e ruborizando devido à mesma. Era verdade, sempre achara a casa de Aquário sem vida, mas nunca contara às pessoas.
Leoa deu um sorriso tímido e seguiu para o seu quarto.
Leoa: O almoço está em cima do fogão, Kamus! Sirva-se! – falou do quarto, fechando a porta e encostando as costas na porta e deixando-se escorregar até sentar-se no chão. – Ai, ainda vou fazer uma loucura... – falou, suspirando em seguida, e indo guardar seu violino.
Kamus olhava pelo corredor onde Leoa tinha entrado e se dirigido para o seu quarto. Foi servir-se da comida que ela fizera.
