Disclaimer: Saint Seiya e companhia não me pertence. Quanto aos originais, basta deixar os créditos e me avisar.
Doce Vampira
Capítulo 13:
Mentes à Esmo
Itália, Toscana, Residência dos Caputo
Logo, todos haviam abandonado o assunto sobre o deus maluco, o falso padre e a prima mais maluca ainda. Precisavam abafar os acontecimentos, e inventar uma desculpa para o desaparecimento de Galli. E era isso que discutiam. A cada momento, uma idéia mais furada que a outra era sugerida. Vandria era a única a estar com os pensamentos em outros lugares... Mesmo que Aiken tivesse mudado de país, precisavam se divorciar nos papeis, afinal, só assim ela e Máscara poderiam ter sua própria vida, longe de inconvenientes como aquele. O canceriano, sentado ao seu lado, percebeu que a inglesa estava distante, e a enlaçara pela cintura, fazendo-a apoiar a cabeça em seu ombro.
Máscara: No que está pensando? – perguntou, suspirando, sentindo-a fazer o mesmo.
Vandria: Pensava no processo do divórcio... – suspirou pesadamente, deixando-se desabar sobre o cavaleiro, que a segurou com dificuldade, pois ela quase caíra da cadeira.
Máscara: Calma, Van... Vai dar tudo certo, você vai ver. – murmurou ao ouvido da mulher, sentindo-a aconchegar-se em seus braços.
Santuário de Athena, Grécia
Áries
O ariano acordou ao sentir um ótimo cheiro vindo do corredor. Amy surgiu na porta, com uma bandeja e seu café da manhã na mesma. Sorria docemente, e aproximou-se do rapaz, sentando-se ao seu lado na cama.
Amy: E então, como passou a noite?! – perguntou animada, servindo suco para os dois. O cavaleiro brincava distraidamente com alguns dos fios negros da jovem.
Mu: Muito bem, e você? – perguntou casualmente, abandonando os cabelos da jovem para poder beber do suco.
Amy: Teria sido melhor se você estivesse do meu lado. – sussurrou ao ouvido do ariano, em tom sedutor, vendo a face de Mu ficar rubra.
Mu: Que horas são? – perguntou, desconversando.
Amy: Umas oito e meia... – disse desinteressada, mordendo uma maçã.
Mu: E o Kiki? – perguntou casualmente, passando manteiga numa torrada.
Amy: Saiu logo cedo, depois do café. Disse que is num tal de templo da Coroa do Sol e não demorava. – respondeu a pergunta sem rodeios, sem desconfiar dos efeitos que causaria.
Antes de levar a torrada a boca, o ariano correu o olhar pelo quarto. Parou-os numa foto em cima da cômoda. Mordeu a torrada e levantou-se, pegando o porta-retratos e entregando para Amy, que observou a foto. Kiki e uma garota de mais ou menos quatorze anos, com cabelos na cintura e castanho-claro, olhos castanho-escuro, bem expressivos, por detrás dos óculos de meia-armação dourada e fina, tinha a pele extremamente branca, e uma estatura um tanto elevada para a idade. Era também muito fofa, e a blusa de taquetel larga, azul-marinho, e a calça preta larga, junto com botas pretas, de salto médio, aumentavam essa impressão. Ela estava sentada em meio à ruínas de uma pilastra, com Kiki dando-lhe uma chave de braço leve no pescoço da jovem. Ambos riam muito.
Amy: Quem é ela? – perguntou, interessada.
Mu: Prima do Saga e do Kanon. Seu nome é Tenshi. Quase três meses atrás, ela chegou do Japão, insistindo que queria porque queria ser Amazona de Ouro de Gêmeos. Os dois estavam treinando-a. – disse com um fino sorriso nos lábios.
Amy: Por que falou no passado? – perguntou, franzindo o cenho.
Mu: Duas semanas atrás, Athena a enviou em missão, mesmo que ainda fosse uma aprendiz. Diariamente, ela mandava mensagens de cosmo aos primos e ao Kiki. Só que pouco antes de vocês chegarem, o cosmo dela sumiu. Faz pouco tempo, eu sei, mas todos já perceberam que ela não vai voltar... – disse suspirando pesadamente. Kiki e Tenshi eram os melhores amigos daquele santuário, companheiros de travessuras, apesar de Tenshi já possuir quatorze anos, agia como se tivesse apenas dez em dados momentos. E sabia que os dois gostavam de ir para o Templo da Coroa do Sol treinarem. Provavelmente, Kiki fora até lá treinar sozinho. – Eu não sei o que fazer... Ele pode parecer feliz e coisa e tal, mas já percebi que é tudo fachada. Ele tem saudade da Tenshi, é uma dos poucos aprendizes que não se prendem às regras de submissão e tudo isso. Se sem cinco que fazem, contando com ele e ela, é muito... Fora que sem ela, as travessuras ficam muito sem graça... – disse num sussurro, deitando na cama apoiando a cabeça nas pernas da inglesa, que começou a acariciar os cabelos lilases.
Amy: Imagina, então, sabendo que você pode nunca mais ver essa pessoa... – disse num murmúrio, lembrando de si mesma quando Mu teve de voltar para o Santuário. Tinha ficado, por que não dizer, pior que Kiki? Suspirou e deu um suave beijo no alto da testa do cavaleiro.
O ariano concordou, entrelaçando os dedos de sua mão com os da mão da bruxa, sentando-se em seguida para terminarem de tomar o café.
Escorpião
Saiu do quarto de forma cautelosa e silenciosa. Era realmente um milagre ele, Milo de Escorpião, estar acordado àquela hora... Mas simplesmente acordara, vendo que Lurye ainda estava em seus braços, ressonando baixinho. Antes de contemplar-lhe novamente a face, achava que tudo não passara de um sonho bom... Finalmente, as palavras da prima dos geminianos começavam a fazer sentido. Palavras ditas pouco antes dela ser enviada em missão...
Mas já que estava acordado, decidiu levantar logo e arrumar um café digno de rainha para a sua rainha, a rainha que tomara seu coração há tanto tempo.
Enquanto preparava um suco, ouviu a porta de Escorpião ser aberta silenciosamente, enquanto passos suaves eram dados. Obviamente, quem quer que fosse, não queria ser descoberto. Franziu o cenho e andou até a sala, deparando-se com Acaiah usando um robe longo e negro, descalça. Ao vê-lo já de pé, com um bermudão branco e sem camisa, abriu um sorriso matreiro.
Acaiah: Olá, querido. – disse sensual, tencionando andar em sua direção, mas a expressão assassina do escorpiano a fez recuar.
Milo: O que quer aqui, amazona? – disse seco, frisando bem o "amazona".
Acaiah: Vim lhe ver, que pergunta! – disse tentando acalmar a respiração. O tom de voz dele metera-lhe medo.
Milo: Pois saia imediatamente. Não lhe dei permissão de entrar assim em minha casa. E avise as outras amazonas que nenhuma venha me ver. – disse seco, tencionando entrar na cozinha novamente, mas parou ao sentir a mão da amazona em seu ombro.
Acaiah: Por que me odeia, sendo que sempre agiu como se eu fosse algo mais? – perguntou ferina, irritada pelo fato de o Escorpião simplesmente parecera perder o interesse em si.
Milo: Você não tem princípios, Acaiah. Não passa duma amazona sem armadura que acha que só porque tem uma beleza estonteante para muitos, pode ter o que quer. Você não passou de um passatempo pra mim. Pensei que fosse encontrar outra pessoa em você, mas me enganei. – o que falara era verdade, porém, omitira-lhe uma parte. Ela não podia saber que Lurye se encontrava lá.
O mundo da amazona ruiu. Ela não passara de passatempo. Enquanto estivera com ele, o cavaleiro pensava em outra; provavelmente alguma mulher comum inocente. Sentiu os olhos marejarem, e vendo que não precisava ouvir mais nada, saiu à passos lentos da casa de Escorpião, descendo as escadarias lentamente.
Milo suspirou pesadamente, entrando novamente na cozinha, indo terminar de arrumar o café.
No corredor, Lurye ouvira tudo, calada. Então, tudo o que ele falara era verdade. Aliviou-se, e sentiu a tensão que minutos antes tomara conta de si, se esvaindo. Com passos silenciosos, voltou para o quarto, deitando-se.
Aquário
Levantou silenciosa, depositando um terno beijo nos lábios do aquariano, antes de se dirigir para a cozinha, indo preparar o café.
Cantarolava uma música qualquer enquanto coava o café, quando sentiu um par forte de braços envolver-lhe a cintura, enquanto Kamus apoiava o queixo em seu ombro. Suspirou ao senti-lo beijar a curva de seu pescoço, fazendo-a amolecer os ombros tensos.
Kamus: Você está muito tensa... – sussurrou-lhe sensualmente ao ouvido, sentindo-a estremecer entre seus braços.
Leoa: Não é nada. – mentiu. Na realidade, estava preocupada com Vandria e o que estaria acontecendo na Itália.
Kamus: Leoa... – murmurou, virando-a de frente para si, enquanto ela se apoiava com as costas na pia. Fitou-a intensamente, vendo-a enrubescer um pouco, algo raro.
Leoa: Estou preocupada. – confessou, abraçando-o e apoiando a cabeça no ombro do cavaleiro.
Kamus: Com o que? – perguntou, já imaginando a resposta.
Leoa: Vandria. – murmurou, soltando-o e terminando de fazer o café após desvencilhar-se dos braços de Aquário.
