Disclaimer: Saint Seiya e companhia não me pertence. Quanto aos originais, basta deixar os créditos e me avisar.

Aviso: O próximo capítulo será o último capítulo.

Doce Vampira

Capítulo 14:

O Casamento da Minha Irmãzinha

Itália, Toscana, Residência dos Caputo, uma semana depois.

Fitou Vandria sorrindo. Em seguida, olhou para sua irmã, quase desfazendo o penteado que Vandria demorara tanto para fazer e rasgando o caro vestido de noiva. Estava irada pelo fato que o noivo, Piseli, não chegava! Pior que noiva, já estava atrasado uma hora.

Gabriella: O que o Piseli tem na cabeça pra atrasar tanto?! – disse tentando ser acalmada pela mãe e pela futura cunhada.

Vandria: Calma, Gabriella. Deve ter acontecido algo. – disse com uma gotinha escorrendo pela fronte, preocupada com o penteado que demorara duas horas para ficar pronto.

Gabriella: Calma?! O noivo está atrasado uma hora e você quer que eu tenha calma?! – gritou quase soltando fogo pela boca.

Vandria tapou os ouvidos.

Máscara: Não ligue, Vandria. Leoninos são estourados mesmo... – sussurrou para a namorada, que afirmou.

Gabriella: Eu ouvi isso, Máscara! Eu não sou estourada! – apontou o dedo para o irmão mais velho, vendo-o agitar as mãos com uma gotinha escorrendo, tentando defender-se.

Máscara: Mas...

Gabriella: Nem "mas" nem meio "mas"! Vá ver se o meu noivo já chegou! – disse autoritária, fazendo a mãe fitá-la incredulamente. – Como é difícil ser noiva. – murmurou ao ver o irmão sair rapidamente pela porta.

Rapidamente, Máscara colocou a cabeça dentro do aposento.

Máscara: O Piseli chegou. Parece que teve um acidente que bloqueou a estrada. Venham, mãe Vandria, estão organizando os padrinhos. – a inglesa afirmou, dando boa sorte para a noiva e saindo acompanhada de Máscara e de Elisabeta, que entraria junto com o filho e a futura nora, uma de cada lado. O pai da noiva entrou, chamando a filha.

Máscara, Vandria e Elisabeta foram os primeiros padrinhos a passarem pelo tapete vermelho estendido sobre a grama do jardim, embaixo de um formoso chorão, cobrindo a cerimônia com sua sombra. Vandria usava um lindo vestido de alcinhas cinza-lunar até os calcanhares, com um xale simples preto e rasteirinhas prateadas. Máscara usava um elegante Armani negro risca de giz branco e sapatos pretos. A mãe da noiva, Elisabeta, usava um conjunto de cetim azul-marinho com desenhos e bordados em negro e em branco com sapatos negros.

As rosas, nenúfares, margaridas, lírios, copos-de-leite e girassóis nas laterais, em cima de pequenas colunas azuis com "cortinas" de seda branca entre cada uma. A decoração estava simples, mas elegante, leve, fazendo com que os convidados ficassem um tanto fascinados. Quando os demais padrinhos passaram, as Damas-de-Honra passaram, começando com a florista, irmã mais nova do noivo. Várias rosas azuis decoravam o cabelo e as alças do vestido champanhe e reto, com a saia um pouco mais solta, com um tecido de renda em volta e alguns bordados na parte de cima, formando borboletas. Jogava pétalas de rosas vermelhas pelo tapete.

Em seguida, veio dois pares de "noivinhos". As meninas usavam um vestido parecido com o da Florista.

E então, a marcha nupcial começou a tocar, e veio a noiva, acompanhada do pai. Vestia um lindo vestido tomara-que-caia branco-leite, com um lado decorado com rosas brancas na frente, até os calcanhares, reto, a saia apenas um pouco solta, liso e com uma cauda não muito grande de renda. Uma coroa de ouro-branco entre os cachos presos numa espécie de coque, de onde o véu saía, indo até a cintura. Uma leve maquiagem na pele morena. O buquê era de nenúfares e rosas cor-de-maravilha. Estava linda, e deixou o noivo aparvalhado.

Andava com graciosidade pelo tapete vermelho. Ao chegar à mesa do juiz de paz, Piseli veio até si e entrelaçou seu braço no dela, antes ouvindo uma ameaça do futuro sogro caso a fizesse chorar, assim como ouviu do irmão da noiva assim que pararam em frente à mesa.

Juiz: Estamos aqui reunidos para celebrar a união dessas duas almas... – e começou a falar, a falar e a falar. Vandria não prestava muita atenção, conhecia aquelas palavras de cor e salteado. Seu pai vampiro era juiz de paz num tribunal em Londres. – Gabriella, aceita Piseli Abele como seu legítimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

Gabriella: Sim. – disse com a voz tremida de emoção.

Juiz: Piseli, aceita Gabriella Caputo como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

Piseli: Sim. – respondeu, com a voz igualmente tremida.

Juiz: Se ninguém tem nada contra essa união, pelos poderes concedidos a mim, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. (N/A: Devo ter comido palavra ou errado a ordem. Me perdoem caso tenha errado realmente... Tenshi nunca presta muito atenção no que o juiz de paz fala quando vai em casamento... n.n''')– disse, e Piseli afirmou, dando um apaixonado beijo na jovem.

Os noivos viraram-se, andando pelo tapete enquanto uma chuva de arroz era jogada neles. Os padrinhos lentamente vieram andando logo atrás, após as Damas-de-Honra. Sorrisos de felicidade estavam estampados em todos os rostos.

Elisabeta enlaçou o braço de Caruso, suspirando um pouco desapontada.

Caruso: O que foi querida? – perguntou fitando-a, abaixando um pouco o rosto.

Elisabeta: Estou lamentando que Monique não tenha podido vir... – suspirou apoiando a cabeça no ombro do marido.

Caruso: Quem? – perguntou erguendo uma sobrancelha.

Elisabeta: A filha mais nova da sua irmã do meio! – falou, incrédula. Como ele esquecera da existência da sobrinha?!

Caruso: Ah tá, a que você levou pra Chipre ainda pequeninha dezoito anos atrás... – disse pensativo.

Elisabeta: Ela mesma. Não pôde comparecer por causa de suas obrigações como reencarnação de uma ninfa e sacerdotisa de Ártemis. Às vezes fico pensando se conto pro Boneli que a prima mais nova dele também tem ligação com os deuses... – disse sorrindo, um pouco pensativa.

Caruso: Melhor não. Deixa quieto. Já basta de deuses mitológicos se envolvendo nessa família para o conhecimento dele. – disse irritado, com uma veia saltando levemente na testa, fazendo Elisabeta rir.

Máscara parou ao lado da irmã e do agora cunhado para uma foto, com Vandria enlaçando seu braço. Após a foto, virou-se para Piseli.

Máscara: Ai de você se magoar a minha irmãzinha! Vou atrás de você onde estiver e te espanco até que te faça em picadinho. – disse sombrio, em seguida desatando a rir com a expressão assustada de Piseli.

Piseli: Não teve graça! – disse irritado, vendo Gabriella e Vandria acompanharem o cunhado. Cruzou os braços, com uma veia saltando na testa.

Gabriella: Ah, você fica tão fofo bravo! – disse parando de rir, apenas sorrindo com os lábios, apertando uma das bochechas do marido, que sorriu de volta.

Vandria: Espero que sejam muito felizes. – disse sorrindo, apertando a mão da irmã do namorado.

Gabriella: O mesmo com você e o meu mano! Vê se coloca juízo na cabeça dele! – disse abafando um risinho.

Vandria: Pode deixar! – disse piscando para a amiga.

Máscara: Ei! Quem disse que eu não tenho juízo?! – cruzou os braços, irritado, vendo os três rirem. Não agüentou ficar sério por muito tempo e logo estava rindo junto com os outros.

Gabriella: Bem... Acho que está na hora de cortar o bolo. Vamos, querido? – perguntou, fitando Piseli.

Piseli: Claro, minha fada. – disse sorrindo, vendo a face da jovem ficar rubra, enquanto oferecia seu braço para a esposa segurar.

Vandria: A nossa vez vai chegar, Máscara. – disse num sussurrou para o amado, abraçando fortemente o braço que enlaçara. O cavaleiro afirmou num sussurro, em seguida dizendo para irem ver os noivos cortarem o bolo.

O bolo era simplesmente lindo. Três andares, retangular, grande o bastante para todos comerem, pelo menos, dois pedaços médios, com cobertura de glacê branco com coco ralado tingido de verde cobrindo os andares e videiras pequeninas de açúcar decorando, e no último andar, os bonequinhos dos noivos, o noivo parecendo um deus mitológico e a noiva uma fada. A mesa estava decorada com papel de seda azulado, com várias rosas, cada pétala metade negra, metade branca, com laços complicados com fitas cor champanhe pendurados na pontas da frente, caindo charmosamente até o chão, a toalha em si era branca, com rendas azul-céu. Os vários bombons, brigadeiros, beijinhos e outros doces espalhados ao redor do bolo em papeizinhos vermelhos, formando várias rosas se olhados de cima, e nas pontas do fundo, lindos arranjos com uma linda rosa branca e vários lírios brancos e copos-de-leite ao redor em vasos compridos transparentes. A mesa estava tão linda que dava dó ter que desmanchá-la. (N/A: Tenshi não é especialista em decoração, mas, tipo, na minha cabeça ficou uma coisa linda. Não sei se vocês entenderam como eu imaginei a mesa, aliás, o casamento inteiro, incluindo as roupas)

Antes que o bolo fosse cortado, os noivos, os pais dos noivos e irmãos dos mesmos se reuniram atrás da mesa para a foto. Depois outras dezenas de fotos foram tiradas, com todos os convidados.

Todos bateram palmas quando o bolo foi cortado e Gabriella deu o primeiro pedaço à Piseli. Logo, os garçons começaram a terminar de cortar o bolo e servir os convidados.

O tempo foi passando, os assuntos para conversas foram se esgotando e os convidados começaram a despedir-se e irem para suas casas.

Gabriella: Ah! Foi um grande dia! – disse espreguiçando, tirando a coroa e o véu da cabeça. – Foi maravilhoso! – sentou ao lado do marido no sofá, de frente para o irmão e Vandria. Tirou os sapatos de salto e atirou-os em algum canto da sala. Seus pés estavam doendo.

Vandria: Com certeza. – disse acariciando os cabelos de Máscara, que estava deitado no sofá com a cabeça em cima de suas pernas. – Onde vai ser a lua-de-mel? – perguntou fitando Gabriella, que era abraçada pelo marido.

Gabriella: Vamos passar uma semana em Curitiba, Brasil. Sempre tive vontade de conhecer o tal Palácio de Cristal do Jardim Botânico de lá (1). Depois vamos passar duas semanas em Foz do Iguaçu, conhecer as famosas Cataratas, na época da cheia. Talvez iremos rapidamente à Argentina e ao Paraguai, mas o que definitivamente farei é conhecer a hidrelétrica de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo, dividida por Brasil e Paraguai (2). – disse sorrindo, com os olhos brilhando. Vandria fitou o canceriano interrogadoramente.

Máscara: Não liga. Ela tem um fascínio pelo Brasil desde pequena. – disse balançando as mãos displicentemente. – Ela jura que ainda vai explorar a Floresta Amazônica e descer o rio Amazonas até Manaus, além de ir para Campos do Jordão no Inverno, só pra comer Fondue em um dos melhores hotéis de lá (3)... – Gabriella olhou para o irmão como se quisesse matá-lo por tal comentário.

Vandria: Quando vão?

Gabriella: Amanhã de manhã. Nós quatro vamos juntos para o aeroporto, mas vamos pegar vôos diferentes. Falando nisso, é melhor irmos dormir, ou não acordamos! – disse se levantando, indo atrás dos sapatos e subindo a escada.

1: Esse tal "Palácio de Cristal" eu conheço de vista. Fui umas três vezes pra Curitiba. O "Palácio de Cristal" parece realmente um palácio de Cristal de longe (Não cheguei a entrar no jardim Botânico de lá). Quando tivermos a oportunidade de ir para Curitiba de novo (Agora morando em Goiânia tá difícil...) meu pai disse que vai me levar lá, e à noite, que é quando fica mais bonito. Vocês podem procurar umas fotos na internet, é realmente bonito de se ver!

2: Foz do Iguaçu é uma cidade do Paraná, onde tem o ponto de encontro das fronteiras de Brasil, Argentina e Paraguai. As Cataratas do Iguaçu são maravilhosas, tem o lado do Brasil e o lado da Argentina. O do Brasil é o melhor para se ver as Cataratas, e se encontra no Parque Nacional. Geralmente, o inverno é quando as cataratas estão mais bonitas de se ver devido ao volume de água. Na época da seca não é muito bom de se ver não... São várias quedas da água, com várias trilhas pelo parque. Assim que se entra no mesmo, na hora de comprar a entrada, se vê um cartaz escrito em português, espanhol, inglês, francês e mais algumas línguas que não lembro agora. Tem o passeio do Macuco, que o preço é à parte da entrada, que leva você num barco até mais perto das quedas. Eu fiquei me coçando pra ir no tal passeio! Não fui porque era caro (mais de cem reais!) e tava frio, e com certeza eu não sairia seca do barco... Pelo fato de ser o ponto de encontro das três fronteiras, é possível ir de um país para o outro normalmente. Fui apenas até a Argentina porque pra ir pro Paraguai tava um trânsito lascado! Antes da alfândega pra Argentina, tem um shopping que por padrão é pago em dólar, onde a maioria fala castelhano. É possível transformar em real e na moeda que você quiser. Só é possível comprar até trezentos dólares sem pagar imposto, por isso existe grande número de contrabando entre as fronteiras para revenda. Esse shopping tem poucas lojas no geral, com produtos específicos. Uma apenas para eletrônicos (tinha alguns PlayStations 3 lá! E eu, doida por pelo menos o PlayStation 1! i.i), outra para brinquedos, outra para roupas, outra para relógios, canetas de marca (como MontBlank) e jóias e outra de chocolates e bebidas de gente rica. xD O nome do Shopping, se não me engano, é Duet Free (Talvez não tenha o "e" em "Duet", não lembro direito). No meio das lojas tem a área de alimentação. E você não paga em cada loja, você pega o que quiser em qualquer loja e paga na entrada do shopping (bem mais prático, na minha opinião). Eu e meus pais saímos de lá apenas com duas barras de chocolate com amendoim e uvas passas e um ou dois auto-falantes pro carro, que eu me lembre... Fui em Julho do ano passado... xD A Usina Hidrelétrica de Itaipu é a maior usina hidrelétrica atualmente, talvez uma feita na China recentemente vença em questão de tamanho, mas em relação à quantidade de wats (Acho que escrevi certo xD) produzidos a de Itaipu vence. É responsável por grande parte da energia distribuída no Paraguai e também no Brasil. É imensa, os cilindros tem trocentros metros de diâmetro e outros trocentos de altura! Eles explicam tudo no ônibus do passeio em português, espanhol e em inglês, mas fiquei tão impressionada que só gravei no MP3... Depois da Usina, é possível ir até um museu não muito grande, há uns cinco minutos da Usina. Muito interessante, aliás. Enfim, Foz do Iguaçu é uma cidade magnífica.

3: Acreditem se quiserem, mas vou pra Campos do Jordão desde pequena e não conheço bem a cidade. Deve ser porque eu vou e passo apenas um dia, porque eu e meus pais vamos pra visitar um amigo nosso que é tetraplégico, não se mexe do pescoço pra baixo há vinte e um, vinte e dois anos, quando caiu duma árvore quando estava trabalhando. O pouco que sei é que a cidade fica muito acima do nível do mar e no verão é fria. No Inverno, é comum encontrar hotéis com promoções de Fondue (lê-se "Fondi") e, se não me engano, até um festival. Fondue é um prato feito em panelas especiais, geralmente tipo cerâmica, com vários queijos derretidos. Come-se espetando pedaços de pão em garfos e mergulhando no Fondue. Nunca experimentei Fondue, mas um dia eu experimento! Tá na minha lista de prioridades. A cidade tem um bonde, que eu não tenho idéia de para onde vai ou por onde passa. Assim como Curitiba e Foz do Iguaçu, é uma cidade turística e muito bela.