Disclaimer: Não! Eles não são meus! Tudo ficção, bla bla bla bla...

Título: Lembranças? Não, obrigado!

Casal: Dean X Sam

Avisos: HOXHO - Sacou? Não? Olha só o casal.

Ops: Two Boys? Yeh! Entendeu? Que bom. Se você gosta, divirta-se. Se você não gosta, dá no pé.

Agora é wincest. Pelo menos tá começando...

Detalhe importante:

Empty, a culpa continua sendo sua! (espero que goste)

SD

CAPÍTULO DOIS

LEMBRANDO

Dean entrou no banheiro e passou a chave na porta. Ficou em pé, parado, apenas olhando seu reflexo no espelho. Não entendia como as coisas tinham fugido ao seu controle tão rapidamente assim. De uma simples brincadeira com o irmão à uma quase confissão.

Sentiu uma vertigem ao pensar que chegou a passar pela sua cabeça a idéia de apenas dizer a Sam que não se apegava a ninguém porque não havia espaço no seu coração, porque ele já pertencia a Sam de corpo e alma. Pra sempre, mesmo que ele só recebesse em troca abandono encima de abandono, e que era isso que doía nele como o diabo, e o transformava em alguém de quem ele não gostava. Nem um pouco.

Simples assim, apenas dizer que o amava, com cada fibra do seu ser.

Dizer que tudo o que ele era, tudo o que ele pensava, tudo o que ele fazia, era por Sam.

Seu melhor e seu pior.

Por ele.

Apenas por ele.

Dizer que não podia evitar sentir o que sentia, não conseguia fugir desse sentimento. Dizer que tentou e muito, e continuava tentando. Tentava esquecer se afogando em cada corpo quente que encontrava que estivesse disposto a lhe dar um pouco de carinho, breves momentos de esquecimento. Tentava esquecer em cada copo de bebida, em cada garrafa, em cada caçada, em cada briga que provocava. A cada vez que enfrentava a morte, se doando mais do que o racional, se arriscando mais do que a "mera coragem" podia justificar.

Se o irmão descobrisse aquele amor doentio, aquela paixão obsessiva, aí sim, lhe daria as costas pra nunca mais voltar.

Talvez fosse o melhor, porque estava cansado de se esconder. Estava cansado de sentir medo de ser deixado pra trás. De vez.

Ele realmente pensou por meros segundos que talvez fosse melhor e quase falou tudo. Ele quase falou que não agüentava mais olhar para Sam e sentir tudo que ele sentia, porque ele sabia que era errado, torto e sujo, e se Sam soubesse...

Ele sabia que não valia pra Sam nem um terço do que Sam valia pra ele.

Aliás, ele não valia nada pra ninguém. Era só um soldadinho doente, descartável, transbordando de sentimentos errados, que só continuava de pé depois de ser usado e manipulado por anjos, demônios e pelo destino, porque o bem estar de Sam era a única coisa que importava e a única coisa boa que ele sabia fazer bem na vida era cuidar de Sam. Nisso ele era bom, não que isso fosse o suficiente, porque ele já falhara algumas vezes, mas sempre tinha tido uma segunda chance.

E foi isso que o impediu de falar tudo, agüentar o tranco quando Sam despejasse todo o ódio que certamente viria, e depois vê-lo simplesmente ir embora.

"Quem iria cuidar dele?"

"Como ele podia sequer ter pensado nisso. Estava enlouquecendo?"

O que ele tinha que fazer era contornar a situação. E ficar trancado a noite inteira no banheiro não ia ajudá-lo nisso.

Deu descarga apenas pra Sam ouvir e não pensar que ele estava todo aquele tempo parado ali dentro. Ligou o chuveiro e ensaboou-se, tomando banho rápido, enquanto se preparava mentalmente para enfrentá-lo. O que ele deveria fazer era tentar adiar aquela conversa para um momento em que estivesse menos vulnerável. Estava exausto da caçada, emocionalmente esgotado e só isso poderia justificar ter baixado a guarda daquele jeito. Por Deus, ele quase chorara na frente de Sam! Era só o que faltava, se descontrolar na frente do irmão e acabar confessando aos prantos que o amava!

Que piegas! Que ridículo!

Se tivesse alguma possibilidade de Sam não socar a cara dele na hora, com certeza passaria o resto da vida chamando- o de veadinho chorão.

O que levantava a outra questão.

O que exatamente ele era? Isso vinha confundido sua cabeça desde sempre, por que ele não se sentia nem minimamente atraído por outros homens. Seus sentimentos pelo irmão e sua sexualidade eram duas coisas diferentes pra ele. Era até meio machista, tinha que admitir. Embora Sam zoasse com ele e dissesse que parecia que ele estava compensando, ele não estava. Sentia-se sexualmente atraído por mulheres, e sem nenhuma modéstia, era muito bom de cama. Nenhuma reclamação nesse departamento. Não senhor! Gostava de peitos e bundas. De cabelos longos e lábios macios.

E gostava de Sam.

Da sua pele e dos seus pêlos.

Gostava do seu cheiro e sentia ímpetos de morder sua nuca, beijar sua boca, lamber seu peito e se esfregar na sua bunda.

Mais de uma vez se pegou olhando para o volume na frente das calças dele e sentiu vontade de encher a mão ali.

E estava divagando de novo... Desligou o chuveiro, pegou a toalha e começou a se secar enquanto os pensamentos corriam soltos e voltavam para Sam.

SD

Dean sabia dizer o exato momento em que ele amou Sammy.

O exato segundo gravado no tempo em que o amor aconteceu.

SD

Amou-o no momento em que o viu. Pequeno, enrugado, macio e todo cheirosinho enrolado na manta azul com desenhos de bichinhos.

Amou-o porque sua mãe lhe disse:

_Dean, esse é Sammy! Seu irmãozinho! – mas o que ele ouviu foi:

_ Seu irmãozinho! Seu!

Naquele momento, com a toda a lógica infantil dos seus pouco mais de quatro anos, ele entendeu que aquele pequenino pedacinho de gente era seu! Seu mesmo! Seu para amar, proteger, brincar. Seu pra sempre. Seu coração generoso o acolheu como se ele fosse parte de si mesmo, e foi isso que Sam passou a ser daquele segundo em diante, e seria pra sempre.

E depois, na noite terrível em que o fogo veio e levou sua mamãe, ele correu com Sam nos braços para longe do perigo, e o único pensamento que ele tinha enquanto fugia era que não ia deixar nada de mal acontecer com seu pequeno Sammy, nunca.

Porque Dean amava Sam desde sempre!

SD

Dean sabia dizer o exato momento em que se descobriu apaixonado por Sammy.

O exato segundo gravado no tempo em que a paixão se revelou.

SD

Sam corria pelo campo, gargalhando, jogando os braços para o alto e gritando excitado por causa dos fogos de artifício que Dean tinha arranjado para ele, em comemoração ao Quatro de Julho.

_ Dean, olha o vermelho! Dean, olha o azul, olha aquele lá! Olha Dean, olha!

Sam corria e gritava, ria e apontava. E Dean apenas sorria olhando pra ele, vendo as luzes coloridas derramarem-se nas suas covinhas, vendo seus cabelos balançarem conforme ele pulava com os braços pra cima.

Seus pensamentos corriam soltos e leves. Ele estava feliz, Sam estava feliz. Ele estava feliz por que Sam estava feliz. E ele daria qualquer coisa para aquele momento durar pra sempre.

Daria qualquer coisa para poder ficar ali em pé, naquele campo deserto ouvindo as gargalhadas de Sam, e vendo seus cabelos macios ondularem ao vento, e seu nariz perfeitamente empinado, e sua boca sorrindo seu lindo sorriso de covinhas nas bochechas.

Queria apenas ficar ali, por que ficar ali, olhando Sam, era a melhor coisa que existia no mundo.

E quando Sam correu pra ele e o abraçou e disse que ele era o melhor irmão do mundo, ele quis beijá-lo.

Simples assim!

Ele apenas quis tocar no seu queixo com as pontas dos dedos e encostar seus lábios nos dele.

Não foi assustador. Foi doce.

E ele já sabia.

De alguma forma ele já sabia. Seu coração acelerou , claro. Mas não mais do que acelerava quando Sam acordava no meio da noite pedindo pra dormir com ele por que tinha tido um pesadelo. Acelerou do mesmo jeito que acelerava quando ia buscá-lo na escola, ficava encostado ao carro olhando para a saída, buscando no meio daquela leva de adolescentes um vislumbre dos seus cabelos, e quando o via, seu coração falhava uma batida, e quando ele sorria de volta em reconhecimento seu coração acelerava pra ele.

Por ele.

Sempre.

Dean colocou a mão na maçaneta e girou-a devagar, abrindo a porta.

Era hora de encarar a fera.

Saiu do banheiro e viu a cama vazia, percorreu o quarto com os olhos, Sam não estava lá.

SD

N.A: Alguém aí já leu Reunion de Janedavitt? Pos é, essa fic tem o título de 1ª Wincest Fic postada apenas poucas horas do piloto de Supernatural ir ao ar em 14/09/2005. É curtinha, mas é muito bonita. Tem um momento em que Dean sai de toalha do banheiro e se oferece para Sam, com a seguinte frase: "All yours, if you want it,"

Pela tradução literal seria: tudo seu, se você quiser isto!

Essa frase mexeu comigo., porque o "se você quiser isto" é tão doído, dá a idéia de um Dean tão sem valor, que não se acha digno, merecedor, sei lá.

Não dá pra não encarar falar sobre isso ... porque eu acho mesmo que ele tem esse problema de auto-estima, essa paranóia dele de auto-sacrifício não é normal. Então eu quis focar esse capítulo um pouquinho nele. No que ele pensa, em como ele se sente.

Então é isso!

Se estiver agradando, por favor me diga. Preciso mesmo saber!

Se não estiver agradando me diga também, mas com jeitinho tá!

Até o próximo.