Disclaimer: Não! Eles não são meus! Tudo ficção, bla bla bla bla...

Título: Lembranças? Não, obrigado!

Casal: Dean X Sam

Avisos: HOXHO - Sacou? Não? Olha só o casal.

Ops: Percebeu que eu chamei dois caras de casal?

Óia! Né que é messssm?

É isso aí! É o tal do Wincest! Entendeu? Que bom. Se você gosta, divirta-se. Se não conhece e tá a fim de experimentar, fique a vontade...

Olha, a verdade é que a gente que escreve vive pedindo review, ao mesmo tempo que fica avisando que o gênero é esse ou aquele, e portanto estejam avisados pra não encher o saco se ficarem chocados e blablabla.

Andei pensando e cheguei a conclusão de que isso é contraditório.Se a gente quer review e você, apesar dos avisos resolveu ler, é sinal que quer conhecer, certo? Talvez você goste, talvez não, mas como leitor você tem o direito de expressar sua opinião, então...eu aceito qualquer opinião ou crítica que quiser fazer, até por que se eu não quiser ouvir os motivos que te fazem detestar o gênero ou o casal ou o estilo, ou seja lá o que for que você por ventura venha a não gostar, vou perder a oportunidade de argumentar e quem sabe te trazer pro lado slash da força. kkkk

Então é isso, manda bala nas reviews que eu sou toda orelhas pra vocês. Só não vou aceitar falta de educação, falou? Quer dizer, até vou, mas vou responder a altura!

Se quiser curtir, fique à vontade.

Pra quem já curti, divirta-se!

-W-

Por mais de uma vez Dean escolheu não continuar vivendo sem ele.

Pensando bem no assunto Sam chegou a conclusão que isso era um fato incontestável na relação deles.

Dean sempre escolheu não seguir sem ele.

Podia se lembrar de tantas situações...

A primeira vez que se depararam com a possibilidade de um vírus demoníaco num lugarejo chamado Crater Lake.

Sam tinha sido diagnosticado como contaminado pela Dra Lee, a médica local. Quando traçaram um plano de fuga para tirar os sobreviventes sitiados na pequena clinica, Sam não poderia ir com eles e Dean se recusou a deixá-lo.

Mesmo sabendo que Sam estava contaminado e que logo ficaria violento e perigoso, ainda assim Dean escolheu ficar com ele. Nada do que Sam fez ou falou foi capaz de dissuadi-lo.

Quando Jake o apunhalou pelas costas e o matou, Dean simplesmente se recusou a aceitar o fato de que Sam estava morto. Simplesmente não aceitou, apenas isso. Dean não aceitou perdê-lo, escolheu enfrentar o inferno por toda a eternidade a viver sem Sam.

Quando Sam se recusou a ouvir a voz da razão e partiu para matar Lilith, Dean foi atrás dele, mesmo acreditando que tudo não passava de uma armadilha e que provavelmente iriam morrer, o que só não aconteceu por interferência divina. Mesmo assim Dean foi atrás dele.

Quando ele resolveu enfrentar Lucifer naquele velho cemitério, Dean estava lá.

No pior momento da sua vida, Sam via através da prisão que era seu corpo, Lucifer surrar Dean quase até a morte, e mesmo assim Dean falava amorosamente com ele. Dean falava que ia ficar tudo bem, porque ele estava ali e não ia abandoná-lo.

Que tipo de sentimento movia Dean?

O que ele pensava quando se dirigiu ao lugar onde Lucifer e Michael iriam duelar, quando ele sabia que Lucifer já havia dominado completamente Sam?

Até onde Dean sabia, Sam não existia mais, mas mesmo assim ele estava lá, servindo de saco de pancada para aquele desgraçado daquele anjo maldito.

Recitando seu amor a cada porrada que levava na cara.

Sam só pôde chegar a conclusão novamente, de que Dean foi lá pra morrer.

Junto com ele.

-W-

Sam podia continuar vagando a noite inteira até o dia amanhecer, até seus pés doerem, mas não encontraria respostas às suas perguntas sozinho.

Por que por mais voltas que desse na sua mente, sempre chegava a mesma conclusão absurda.

Toda aquela pose de Dean, o cara que não se ligava a ninguém, que não dependia de ninguém.

Tudo fachada!

Dean tinha criado uma casca grossa em volta de si e Sam via com clareza que era o grande culpado por aquilo.

Quantas vezes ele abandonou Dean?

Provavelmente mais do que poderia contar.

Sempre deixou claro que seu lugar não era com ele. Com ele e com o pai, até finalmente criar asas e se mandar para Stanford pra viver sua vidinha longe do irmão que morreria por ele, mas que para ele era só uma cópia mal riscada do próprio pai.

E ele fez questão de jogar isso na cara de Dean.

Tantas vezes ele jogou na cara do irmão que daria no pé na primeira oportunidade, e foi o que ele fez.

E fez de novo e de novo e de novo.

Cada vez de maneira mais requintada e cruel do que a anterior.

Quando Dean matou Emmy, sua amiga, ele se mandou. Abandonou Dean, se sentindo cheio de razão por que Dean tinha matado a amiga dele.

Amiga? Que amiga?

A garota era um monstro que ele conheceu na adolescência e depois tornou a ver anos depois. Tudo bem que ele não queria que ela morresse, por que no mínimo devia sua vida a ela, mas daí a preferir ela à Dean? Falar pra Dean que ia embora porque não aguentava mais olhar na cara dele...

Quando se meteu com Ruby, então...foi como cuspir na cara do irmão. Dean tinha acabado de voltar do inferno onde foi parar por sua causa, mas Sam não achou isso importante, certo?

Não! O que importava que Dean conhecesse aquelas criaturas de trás pra frente, conhecesse suas artimanhas e trapaças!

Sam Winchester estava vazando arrogância pelos ouvidos. Se sentia tão poderoso que achava que podia brilhar no escuro se tentasse.

E Dean? Coitadinho do Dean!

Tão quebrado, tão arrasado, acovardado e enfraquecido pela estadia lá embaixo

Sam não daria ouvidos àquele arremedo de Dean Winchester nem ferrando.

E foi esse arremedo que entrou naquele convento atrás dele, depois de tudo que ele fez.

Quantas vezes ele desprezou Dean? Enxotou Dean ou fugiu dele?

E Dean sempre foi atrás dele, ou o aceitou de volta.

Sempre perdoou, sempre o acolheu, apesar da mágoa que ficava, apesar da dor que sempre causava.

Dean tinha aquela ferida no peito e Sam fazia questão de passar as unhas nela cada vez que ela começava a cicatrizar.

-W-

Andando pela madrugada fria Sam remoia todos esses pensamentos tentando entender Dean.

Não estava sendo fácil fazer aquele "mea culpa".

Ele amava Dean, mas aos poucos ia tomando consciência que seu amor era egoísta, ao contrário do amor do irmão que era incondicional. Sam se comportava como se tivesse certeza que não importava o que fizesse, Dean sempre estaria lá pra ele. E era verdade, com tudo que ele já tinha aprontado Dean continuava firme feito uma rocha ao seu lado.

Ele sabia que Dean estaria lá, como também sabia que sempre voltaria para o seu lado. Por mais que desse voltas pela vida só se sentia ele mesmo ao lado do irmão. Seu lugar era com Dean, e por ter certeza de que Dean era dele, se sentia livre para ir e voltar. Dean sempre estaria lá pra ele.

Mas e ele? Quando ele tinha estado lá para Dean? O que ele trazia de bem pra Dean?

Qual era a paga que Dean recebia para sempre estar disposto a aceitá-lo e ser o irmão que ele precisava?

Por que mais uma vez, olhando o relacionamento deles de fora, com olhos críticos, Dean certamente era quem levava a pior.

Não recebia nada em troca. O que levava à questão principal novamente.

Que sentimentos moviam Dean a ponto de Sam ser tão importante em sua vida que influenciou até a maneira com que ele se relacionava com as pessoas, com as mulheres, com o mundo.

Sam tinha caminhado até uma praça e estava sentado em um dos bancos tentando ordenar os pensamentos.

Era hora de voltar e fazer aquelas perguntas à única pessoa que teria as respostas certas.

Era hora de ter uma conversa franca com Dean Wenchester.

-W-

Seres humanos e afins, desculpa pela demora em atualizar, é que essa fic tá me fazendo arrancar os cabelos.

Eu sei também que quem está acompanhando esperava o confronto entre os irmãos já nesse capítulo, mas não deu. Ficou parecendo que eu tinha acelerado a rotação, então achei melhor refazer e ir mais devagar.

Mas, e aí?

Reviews?

Mereço?