Se você chegou até aqui é porque já leu meu blablabla, né?
Então, apenas um pequeno e grosseiro esclarecimento:
Começou o lemon e não é do tipo "sentiu-o unir-se a si" e muito menos "se fez um com ele".
Tá mais para "aaaaatirou o pau no rabo-bo-bo! " kkkkkkkkkk
Desculpa, não resisti.
O que eu tô tentando dizer é que começou a pegação, e é daquele jeito, tá! Bem quente, bem vagabunda.
Talvez seja vulgar pra você. Se for desculpe, mas é só assim que eu sei fazer!
Se você acha que sexo com "saliva, suor e porra espalhados pelo corpo todo" é apelativo, melhor se mandar. Agora se você gostar...sempre tem mais de onde saíram essas.
Então vamos ao que interessa.
Tá curtindo? Então não esqueça de comentar, beleza?
Divirta-se
Capítulo IX
Dean estava sentado recostado contra a cabeceira da cama, tentando descansar as costelas doloridas e não pensar em Sam ou em suas mãos. Ou em Sam e suas mãos...nele.
Aliás, ainda estava confuso demais para pensar em qualquer coisa com coerência.
Até ontém à noite, ele era a pessoa mais infeliz da face da terra, carregando um fardo insuportável, fadado a um sentimento de querer desenfreado que nunca, nunca iria se realizar.
E agora, poucas horas depois, tudo o que jamais ousou sonhar se tornava realidade, da noite para o dia, do inferno ao paraíso. Sua cabeça doía ao tentar entender o que estava acontecendo, melhor só grudar os olhos em Sam e seguir seus passos disfarçadamente pelo quarto enquanto ele recolhia seus pertences enfiando tudo dentro da mochila, e se esforçar tentando acreditar que era Sam mesmo ali, lançando olhares de canto de olho para ele acompanhados de um sorriso meio sem jeito que lhe dizia que ele também estava tentando se convencer que sim, estava acontecendo de verdede.
Quando os olhares se cruzavam Dean ainda se assustava e desviava, para depois rir sem graça para ele, se sentindo meio bobo, meio adolescente. Sua mãos ainda estavam meio trêmulas e seu estômago ainda dava cambalhotas.
-W-
Seu telefone tocou e Sam o pegou de dentro do bolso da jaqueta pendurada no encosto da cadeira, deu uma olhada no visor e torceu a cara. Estendeu o celular pra Dean dizendo com voz azeda e cheia de desdém.
_Sua amiga, a Grace.
Sam voltou à tarefa de recolher seus pertences mas com atençâo totalmente voltada para a conversa ao telefone.
_Oi, Grace.
Sam ficou ouvindo tentando imaginar a conversa do outro lado da linha.
_Não, tudo certo. É, ele tá comigo...
_É
_...chegou bem na hora...
_...bruxa...é...quem diria, nos enganou, hein?...
_Pois é...
_Nós vamos...não...a gente já tá de saída.
_Eu sei...você sabe que sim meu bem...
_É claro que sim Grace...
_Você também...
Dean desligou o telefone e ficou olhando pensativo para o aparelho. Grace era uma boa amiga e uma boa garota, pena que não pudesse ser para ela tudo o que ela queria que ele fosse. Tinham tido um caso a uns anos atrás, embora Dean tivesse deixado claro que não passaria disso jamais, ela nunca chegou realmente a desistir dele, oque era uma pena. Ele queria que ela fosse feliz, encontrasse o tipo de felicidade que parecia que ele finalmente tinha encontrado, com Sam.
Com esse pensamento ergueu os olhos procurando por ele com um sorriso no rosto, se surpreendeu com a cara feia dele, o bico espichado e a mandíbula travada. Bufando, Sam voltou a enfiar as coisas com raiva dentro da mochila de Dean.
_Hei, Sammy.
Ele nem deu bola.
_Ei cara, oque foi?
Sam se virou para ele de cara feia, com as mãos na cintura nem um pouco preocupado em disfarçar mais o ciúme.
_Qual é a sua com essa mulher hein, Dean?
Dean se surpreendeu com ele, ele estava mesmo com ciúme depois de tudo! Ele ainda estava com ciúme da Grace! Dean começou a rir, mas foi cortado pelo dedo apontado de Sam e por suas palavras irritadas.
_Não se atreva!
_Sammy...
_Não ria, se você rir eu ...eu...eu vou embora! – Cruzou os braços e amarrou o bico, nem ele mesmo se deixou convercer pela ameaça infantil.
_Vai nada!
_Idiota! – bufou de novo - ...deixa para lá, não me interessa!
Dean se levantou com cuidado e se aproximou dele, Sam terminou de fechar a mochila e passou pelo ombro. Se encostou na mesa. Estava meio sem graça, afinal Dean já tinha jurado pra ele que não tinha nada com a moça. Sam não era assim descontrolado, mas não estava se sentindo muito ele mesmo.
De verdade o que ele queria era se mandar daquela cidade e por umas boas milhas de distância entre Grace e Dean.
Ficou com vergonha pela própria falta de controle e o arroubo infantil.
_Olha Dean, desculpa, eu não sei oque me deu... eu..eu não sou assim.
Voltou a se encostar contra a mesa, apoiando as mãos pra trás, no tampo.
_A Grace é minha amiga Sam.
_Não precisa explicar...
_Mas eu quero. Eu quero que você saiba tudo de mim, Sammy. Não vou esconder nada de você nunca mais.
Sam balançou a cabeça concordando.
_A gente teve um lance uns anos atrás, logo que ela se formou, ela ainda ajudava o pai nas caçadas de vez em quando. Numa dessas a gente se envolveu, só que ela começou a levar a coisa meio a sério, então eu caí fora, mas a gente continuou amigo. De verdade.
_Ela ainda gosta de você.
Era uma afirmativa.
_É. Acho que sim.
_Vocês não...ela não quis, sabe...pelos velhos tempos...?
_É, até quis.
Não ia mentir para ele.
_Eu disse que não dava, que era pra ela esquecer. Agora ela sabe que nunca vai rolar.
_Sabe? Como ela pode saber?
_Porque eu contei.
Sam o encarou surpreso.
_Eu falei pra ela que eu amava outra pessoa, ela não sabe quem é mas...enfim, ela sabe que não vai rolar.
Sam sorriu pra ele se sentindo mais tranquilo, mais confiante, sem a véu negro do ciúme cobrindo seus sentidos percebeu o quanto estava sendo tolo.
_Você falou?
Dean se encostou ao seu lado na mesa, na mesma posição, colando o corpo no corpo dele, virou o rosto pra ele e sussurrou.
_É, eu falei...eu falei que eu amo outra pessoa, sempre amei. Ela perguntou se essa pessoa me amava também, eu disse que não, mas que mesmo assim eu não queria mais ninguém, só ela...
Dean se apertou mais nele, encostou a testa no seu ombro, suspirando fundo, Sam inclinou a cabeça encostando o rosto no dele, Dean enfiou o rosto na curva do seu pescoço, correu a boca de leve se esfregando na pele macia, envolveu sua cintura com as mãos e se abraçou a ele, sussurrou meio tímido e inseguro contra seu ouvido.
_Só você, Sam.
Sam devolveu o abraço envolvendo suas costas com cuidado. Acariciou seu rosto e o beijou de leve,para depois se perder no seu olhar.
_Liga pra ela e diz que eu te amo também! Pra ela desistir de uma vez.
Dean riu do jeito dele.
_Tonto.
_Desculpa, foi bobeira minha ficar assim! Tô me sentindo um idiota.
_É! Bobeira mesmo, mas eu gostei.
Sam revirou os olhos pra ele e o empurrou de leve, sorrindo de volta.
_Vai se achando, vai!
Ajeitou a mochila de novo no ombro, deu mais um beijo calmo em seus lábios e completou.
_Vamos cair fora daqui de uma vez. De qualquer jeito eu prefiro você longe dessa Grace.
_Sam!
Sam riu e lhe deu um empurrão apontando para a porta.
Carregou tudo para o carro sob protestos de Dean que dizia que não era nenhuma donzela em perigo e que podia muito bem carregar sua própria mochila.
_Cala a boca Dean, e senta aí. – rosnou para ele indicando o banco do carona. Não ia deixar ele dirigir naquele estado.
Seguiram viajem como sempre fizeram, lado a lado, AC/DC tocando alto e Sam reclamando de vez em quando do volume. A diferença eram os olhares trocados, os sorrisos cumplices, as vezes meio disfarçados, meio tímidos, as vezes incontidos que acabavam em brincadeirinhas idiotas de um perguntando do que o outro estava rindo, o coração batendo forte no peito a cada vez que Sam estendia a mão e tocava em Dean e dizia que estava rindo porque estava feliz.
_Dean!
_Hum?
_Eu tava pensando, a gente podia alugar uma cabana na região dos lagos. Nessa época do ano não tem quase ninguém por lá. A gente podia ficar uns dias, pra você descansar, melhorar desse ferimento. Oque você acha?
_Que história é essa Sam?
_Você precisa descansar. Não vou deixar você encarar outro trabalho nesse estado. Você precisa de um tempo.
_Ah, qual é? Eu não preciso nada, eu tô ótimo!
Sam se enclinou no banco se aproximando mais, falando manso com ele.
_Dean, a gente precisa de um tempo! Só nós dois. Sem caçadas, sem stress, só nós dois! – enfatizou.
Se inclinou para ele e roçou os lábios na sua orelha cochichando baixinho.
_Oque você acha, uns dias longe de tudo, só você e eu. Você quer?
Dean engoliu em seco e mal conseguiu gemer uma resposta.
_Que-quero!
Pararam pra almoçar e esticar as pernas em uma cidadezinha qualquer, Sam aproveitou para se informar sobre a região e decidiu que iam parar numa cidade a meio caminho para pernoitarem.
_Vamos dormir aqui Dean, Bethel Acres . – Sam disse apontando para a tela do notebook.
_Oque?
_Nós vamos dormir em Bethel Acres, chegamos lá por volta das 5:00 da tarde, já dei uma olhada, não é muito grande, mas dá para gente passar a noite por lá. – virou o note mais para o lado de Dean mostrando a página oficial da cidade.
_Hein?
_Olha, ainda temos umas oito horas de viagem até os lagos, é muito tempo pra você ficar sentado dentro do carro.
_Eu tô bem Sammy, dá pra ir.
_Não, vamos parar pra descansar em Bethel, você vai curtir, a cidade é pequena mas dizem que tem a melhor torta de maçã da região – falou batendo o dedo na tela onde via-se uma foto de uma mesa repleta de doces, e os dizeres "a melhor torta de maçã deste lado do estado!". A gente acha um lugar pra se hospedar, e você vai poder se entupir de torta, de manhã a gente põe o pé na estrada. De Bethel até o vale são só mais umas 4 horas. A chega antes do meio dia.
Dean fechou a cara pra ele.
_Ah, já falei com a imobiliária, o velho chalé não está mais de pé mas tem outro perto, igual. Lembra que a gente passou uns dias lá quando o pai se machucou feio numa caçada. Então, vai ser legal rever o lugar, né?
_Você já alugou?
_É! Uma semana, depois a gente vê pra onde a gente vai.
_Tá ficando muito mandão viu, Sammy!
_Só tô cuidando de você, seu mal agradecido, vê se não reclama! Seu chato!
Dean fez um bico tão bonito que Sam pensou seriamente em se debruçar sobre a mesa e roubar um beijo dele.
_Não faz esse bico pra mim Dean, senão eu juro que faço uma besteria. – Falou todo sussurrante se inclinando sobre a mesa e aproveitando para segurar a mão dele disfarçadamente.
Dean tomou um susto e puxou a mão tão rápido que saiu derrubando tudo pelo caminho.
_Tá doido, Sam?
Sam se recostou rindo para ele todo safado.
_Já falei que tô! Tô doido por você.
_Cala a boca! – Dean rosnou de volta sorrindo amarelo para a garçonete que se aproximou toda solicita para limpar a bagunça que ele fez.
Seguiram viajem no mesmo clima, Sam mais atrevido, mais solto, passando cantadas em Dean e se divertindo com o jeito vexado dele, e Dean meio querendo se afundar no banco do carona cada vez que Sam esticava a mão e apertava sua coxa, ou falava alguma safadeza para ele na maior cara de pau.
_Tá me assustando cara. Sério, não tô te reconhecendo.
_É melhor ir se acostumando Dean, tem muita coisa em mim que você nunca viu! – as palavras foram ditas num tom baixo e íntimo acompanhadas da mão que deslizou pra parte de dentro da sua coxa dando um apertão bem forte.
Dean só pode gemer.
-W-
Ao cair da tarde chegaram a cidade escolhida por Sam, foi ele também que escolheu onde iam hospedar-se.
Na recepção Sam novamente assumiu o controle e pediu por um quarto.
_Camas de solterio? – a atendente perguntou, lançando um sorriso arreganhado pra Dean, Sam fechou a cara pra ela.
_É...não, casal. – evitou olhar para Dean que o encarava com a boca meio aberta como se fosse dizer algo. – apontou o dedo para o letreiro na parede com os tipos e preços dos quartos e completou – queremos a suite...com...- raspou a garganta e se remexeu meio sem graça, empinou o queixo sentindo os olhos de Dean pesando nele – queremos a suite com hidro.
_Certo, suite com hidro. – a atendente ainda relançou os olhos pra Dean pensando que era um tremendo desperdício um gato daqueles, gay.
No quarto Sam testou a cama aprovando o colchão macio, andou pelo quarto, abriu a porta do banheiro, Dean colou nas suas costa olhando pra dentro. O banheiro era espaçoso, uma banheira um pouco maior que o normal a um canto e o box do chuveiro ao lado, um vaso sanitário e uma pia simples completavam o ambiente. Nada luxuoso, apenas confortável.
_Hidro, Sam? Sério? Não acha que exagerou um pouco não?
_É pra você, besta!
Dean ergueu as sobrancelhas para ele.
_Oque? Pra mim? Pra que?
_Vai ajudar com esse hematoma aí! Vai ajudar a relaxar.
_Hum...- Dean continuou olhando pra dentro do banheiro, Sam se encostou no batente virando de frente pra ele, rindo todo safado.
_Se bem que eu acho que até cabe nós dois aí dentro!
Dean revirou os olhos se fingindo de ofendido.
_Abusado!
-W-
Tinham algumas horas antes da noite cair, decidiram explorar a cidade, dar umas voltas. Andaram até Dean começar a se queixar que estava com fome.
_Novidade!
Acharam uma confeitaria e Dean chegou a brilhar os olhos pra vitrine enfeitada de todos os tipos de tortas e bolos.
_Sammy, torta!
Quis logo pular para a parte da sobremesa mas Sam conseguiu convencê-lo a ir a uma lanchonete que viram mais cedo no centro da cidade com a promessa de que voltariam pra comprar todas as tortas que ele aguentasse comer. Na lanchonete Dean caiu de amores pelo hamburguer especial da casa, ainda se entupiu de tudo de mais gorduroso que tinha no cardápio, Sam se conformou com um bife simples e uma salada, torcendo a cara pras fritas com catchup que Dean enfiava na boca regada a grandes goles de refrigerante.
Dean sorria feliz, um grande e radiante sorriso verdadeiro.
Sam sentia o coração derreter igual manteiga toda vez que o olhava e via aquele brilho nos olhos e aquele sorriso. Mais de uma vez jurou pra si mesmo que se dependesse dele, nunca, nunca mais Dean iria sofrer.
Sam ia cuidar dele, como ele tinha feito a vida inteira por Sam, ia mimá-lo, cobri-lo de amor e de carinho. Ele ia ter todo o amor do mundo, todo o amor que nunca teve na vida, todos os cuidados, toda atenção. Dean ia saber como era ser amado de verdade.
Sam faria Dean feliz.
-W-
Sam precisava abastecer o carro, como Dean estava impaciente, combinaram de se encontrar na confeitaria. Dean disparou pela rua sem nem olhar para trás, Sam revirou os olhos imaginando que ia encontrá-lo se entupindo de porcaria de novo com os bolsos transbordando de doces.
Engatou o carro e partiu em direção ao posto de gasolina. Abasteceu, verificou água e óleo e aproveitou para dar uma parada em uma farmácia pelo caminho, depois de se reabastecer com itens de primeiros socorros que nunca deixava faltar e um spray para contusões, parou em frente a uma prateleira de artigos bem específicos. Ficou olhando confuso para a profusão de cremes e óleos sem saber qual pegar. Só o fato de estar ali parado olhando aqueles artigos já fazia suas mãos tremerem, porque significava que ia acontecer.
Obviamente não tinha nenhuma intenção de manter aquele relacionamento num nível puramente platônico, e tinha certeza que Dean também não, mas estar ali, confuso e envergonhado precisando decidir entre óleos e cremes com perfume ou sem perfume, com ou sem sabor trazia a coisa para um nível de realidade muito mais mais assustador do que qualquer fantasia que ele pudesse ter tido ao longo daquele dia, sequer ao longo daqueles poucos meses de descobertas tão intensas e desconcertantes.
Observou pelo canto do olho a atendente se aproximando com um sorriso discreto, chegou a olhar para trás analisando uma possível rota de fuga, mas não conseguiu se mover, nem pra fugir nem para pegar qualquer um daqueles frascos.
_Oi! Posso ajudar?
Não conseguiu nem responder, apenas ficou olhando pra ela com cara de susto, morrendo de vergonha e de vontade de sair correndo, mas a moça, muito profissional sem desfazer o sorriso simpático voltou a perguntar.
_Tem alguma marca de sua preferência?
_Er... não...eu...é...- fez cara de quem analisava as opções, franziu a testa, pensou em desistir e largar as compras todas e se mandar, mas lembrou de Dean dizendo pra que iria gostar de qualquer coisa com ele.
Isso ajudou a decidir-se.
_Não sei...acho que...- raspou a garganta, a moça percebeu que ele estava todo constrangido – acho que preciso de ajuda sim, qua-qual você recomenda?
_Ok, tem esse aqui – disse pegando um frasco de conteúdo meio avermelhado – essa marca é ótima, tem esses com sabor, morango, cereja...-pegou outro frasco e mostrou pra ele – esse não tem cheiro e tem um textura muito leve, não mancha, tem também os cremes se você prefirir...- apontou novamente pra prateleira.
_Esse.
Pegou o frasco que ela segurava.
Sem cheiro, sem sabor. Melhor não ousar muito.
Agradeceu e rumou para o caixa, tentando aparentar tranqüilidade, como se comprar lubrificante intimo fosse a coisa mais corriqueira do mundo e estivesse acostumado a fazer isso.
"Eu tô comprando lubrificantre íntimo pensando na possibilidade de transar com meu irmão! Puta merda, corriqueiro pra caralho!"
Outro pensamento confuso surgiu, o de que não era só a porra de uma possibilidade.
EIes iam transar!
Não sabia bem quando, nem como ia rolar, mas aquele fogo todo da manhã ainda estava lá e eles iam passar os próximos dias juntos, só os dois numa cabana no meio do mato, sem vivalma por perto...então isso era certo...uma hora eles iam transar, só de pensar nisso de novo suas pernas amoleceram.
Pagou e saiu o mais rápido possível da farmácia, com a impressão que todos os olhos estavam postos nele. Jogou o pacote com as compras no banco e engatou o carro descendo rumo a confeitaria.
Como previsto, Dean estava acabando de devorar um pedaço imenso de torta, e quando finalmente conseguiu convencê-lo que já estava tarde, era melhor irem embora, ele só se deixou arrastar dali depois de comprar mais um pedaço imenso e pedir pra embrulhar pra viagem.
No quarto de hotel ficaram sem fazer nada num silêncio meio constrangido, Sam lançando olhares culpados para mochila onde tinha escondido a prova das suas péssimas intenções e Dean sentado na frente da televisão torturando o controle remoto, sem parar em um canal por mais de dez sengundos.
Depois de algum tempo sem saber o que fazer, sem achar nada na tv que prendesse sua atenção, Dean ligou o notebook com a desculpa de dar uma verificada nas notícias pela internet, ver o que estava rolando de estranho por aí. Sam disse que era uma boa idéia e simplesmente sentou-se ao seu lado, grudado nele.
Dean estava todo nervoso com aquela nova proximidade, parecia que os minutos não passavam, não que ele estivesse desconfortável, ou não estivesse gostando, só estava...tenso. Não sabia o que fazer, como reagir, então continuou olhando os sites fingindo que estava tudo normal.
Mais uma vez Sam tomou a iniciativa, se remexendo na cadeira, se colando mais nele, deslizou a mão e repousou contra sua coxa, Dean virou-se para observá-lo e foi surpreendido por um beijo rápido nos lábios, Sam voltou a olhar a tela no notebook como se não tivesse feito nada de mais. Dean comprou a farsa, Sam foi ficando mais ousado, voltando a atacá-lo de vez em quando com beijos as vezes rápidos e estalados, as vezes lentos e profundos que faziam ele amolecer e gemer incrédulo, com a sensação que estava vivendo um sonho delicioso, com sensações incrivelmente reais.
As vezes se perdia olhando para Sam sentado ao seu lado, todo cheio de intimidades com ele e pensava que devia ser um sonho mesmo. Não seria a primeira vez que era capturado e ficava preso dentro de uma fantasia.
_Que foi Dean? – Sam perguntou depois de vários segundos sendo admirado por ele sem que ele dissesse nada e nem fizesse nenhum gesto.
_Tô na dúvida se é de verdade. – finalmente ele conseguiu expressar em palavras o sentimento que permeou todas as horas daquele primeiro dia passado todo ao lado de Sam depois de muito tempo.
Não foi necessário para Sam perguntar sobre o que ele estava falando, porque também não se sentia muito dentro da realidade. Sorriu para ele.
_É de verdade, Dean.
Dean se perdeu no seu sorriso, nas suas covinhas. Se inclinou para ele suavemente, tentativamente e encostou seus lábios nos dele pela primeira vez por iniciativa própria.
_Só testando – sussurrou com a boca contra sua boca, sorrindo – você não vai mesmo desaparecer no ar, né?
Sam sorriu de volta, beijando-o de leve também.
_Não Dean, não vou.
A melhor sensação da sua vida, seu peito se encheu de felicidade. Ele se afastou com expressão sonhadora.
_Tá dificil até de acreditar! – Ficaram se olhando longamente e Sam estendeu sua mão e envolveu a mão dele, Dean observou com um sorriso bobo e um calor delicioso revirando ele todo por dentro, seus dedos entrelaçados sobre a mesa.
Depois do amasso frustrante, apesar das piadinhas, das cantadas e da mão de Sam que estava sempre tocando Dean em algum lugar não tinham se tocado realmente, não com intimidade até aquele momento.
Continuaram navegando meio sem objetivo, rindo de qualquer coisa com Sam todo saidinho fazendo piadinhas de duplo sentido e Dean surpreendentemente tímido.
Sam se mostrava cada vez mais ousado e abusado.
_Sam, você parece um polvo me bolinando , tira essa mão da minha perna.
Dean ainda se pegava olhando abobalhado para ele a cada vez que era supreendido por seus toques. A mão nada sutil apertando a sua coxa por baixo da mesa, seu rosto que ele enfiava no vão do seu pescoço, beijando e cheirando sua pele, fazendo ele se arrepiar.
Toques que começaram delicados e meio disfarçados, meio casuais e estavam ficando cada vez mais ousados, quentes e explicitos. Sam estava se sentindo meio desesperado por ele, tinha necessidade de tocá-lo o tempo todo. Não se lembrava de se sentir tão atraído fisica e emocionalmente desse jeito por ninguém antes, nem mesmo Jess.
O que sentia era totalmente diferente de tudo que já tinha vivido em matéria de desejo. Olhar para ele era como sentir sede em frente a um rio de águas claras.
Como não afundar o rosto no seu pescoço, como não enfiar as mãos pelo seu corpo?
Tudo nele era sexualmente atrativo. Sam sentia impetos de esfregar o rosto contra o rosto dele, sentir a aspereza da barba despontando, sentia vontade de acariciar sua nuca, beijar, lamber e morder. A curva do ombro dele para as costas era tão deliciosa, tão masculina e isso era tão atraente.
Os pêlos do braço dele que se eriçavam quando ele passava a boca pelo seu pescoço.
Ah, os pelos!
Sam enlouqueceu quando se lembrou dos pelos na barriga dele, nas coxas, pelos louros cobrindo as pernas musculosas.
_Sammy, para com isso!
_Ah Dean, deixa!
_Eu não consigo pensar, Sam. Tá me dixando zonzo.
_É Dean? Eu te deixo zonzo, é? – Sam perguntou com voz totalmente inocente.
Dean fechou os olhos e inclinou a cabeça pro lado dando espaço pros beijos dele.
_Tá me enlouquecendo me beijando aí, desse jeito!
_Tá ruim?
Arregalou os olhos pra ele.
Sam estava definitivamente de provocação, se ele estivesse em condições ia mostrar exatamente do que ele estava falando. Ele estava merecendo e Dean ia dar o troco.
_Você tá de sacanagem? Pega aqui pra ver se tá ruim, seu tonto! – Dean falou rindo e fazendo um gesto obceno de juntar a mão lá embaixo e balançar pra ele. Sam riu junto.
_Credo, como você é vulgar Dean!
_Sam, para de me provocar pelo amor de Deus! Eu não tô aguentando, eu juro.
_Porque, não tá gostoso?
_Se eu não estivesse todo quebrado você ia ver, tá fazendo isso porque eu não tô em condições. – gemeu meio rouco para ele, mas sem se afastar da boca grudada no seu pescoço distribuindo deliciosos beijos e chupões.
_Hum, tá me desafiando Dean?
_Sammy... –Dean gemeu já ofegante de excitação.
Sam olhou para ele de um jeito todo safado e sorridente.
_Deixa eu ver se você não tá aguentando mesmo! – e foi esticando a mão para tocá-lo lá.
_Mas que porra...
Sam enfiou a mão entre suas pernas apertando seu sexo por baixo da mesa, e a boca no seu pescoço gemendo.
_Hum... que gostoso!
_Ai Sammy...
_Vem cá que eu vou te dar uma mãozinha!
Dean arregalou os olhos para ele, não achou que tinha ouvido o que achou que tinha ouvido.
_Oque...?
Sam se levantou, pegou-o pela mão e o levou até a cama enorme que ocupava o meio do quarto.
_Tudo bem, Dean, eu sei que você não tá em condições. Pode deixar, eu cuido de você.
_Sam, oque...
_Shii! Quieto! – Sam desabotou calmamente cada um dos botões da sua camisa, deslizou as mãos pelos seus ombros escorregando a peça devagar.
Se aproximou dele envolvendo sua cintura suavemente, introduziu os dedos por baixo da barra da camiseta acariciando suas costas, se enebiando com a textura acetinada da pele, correndo os dedos pela lateral do seu corpo, tocando o baixo ventre com as pontas dos dedos, entre a linha das bandagens e o cós da calça, realizando o desejo secreto de acariciar os pelos sedosos em volta do seu umbigo que desciam numa trilha deliciosa por dentro do jeans.
Beijou seu pescoço sem parar de acariciá-lo, correu a boca por toda a pele, beijou-o atrás da orelha, esfregou o nariz ali sentindo seu cheiro bom ,uma mistura de shampoo e colônia pós barba.
_Tão cheiroso, você!
Dean mantinha as mãos apoiadas nos seus ombros acariando de leve, entorpecido pelo calor do corpo dele, pelos seus toques, sua voz rouca, sua respiração forte.
Totalmente dominado pela sua altura, seus braços longos e musculosos, sua boca quente e sussurrante.
Sam se afastou minimamente dele, olhando-o de cima, sentindo o tremor das mãos que ele apoiava de leve contra seus ombros.
_Tá tremendo, Dean...
Sorriu quando ele abaixou os olhos e escondeu o rosto no seu pescoço, deliciosamente ofegante e tímido. Empurrou-o novamente com delicadeza, beijou-lhe os lábios, um toque suave, uma carícia superficial. Puxou sua camiseta arrancando-a com cuidado. Suas mãos também tremiam.
Sentou-se na cama e puxou-o pela cintura mais para perto, olhou-o tentando passar-lhe uma tranqüilidade que ele mesmo não sentia.
Também estava assustado, entorpecido por tanto querer, tanto desejar. Era estranho sentir tanto prazer e tanto desejo pelo corpo masculino, forte, só um pouco menor do que o dele, mas tão entregue, tão submisso.
Inclinou-se e ajudou-o a tirar os sapatos, abriu o ziper de sua calça, ouviu o seu arfar excitado, quando desceu a peça por suas pernas e tirou-a.
Seu desejo era atirá-lo na cama e amá-lo com desespero e fúria.
Beijou sua cintura, depois mordeu fazendo ele se contorcer e gemer, beijou toda a extensão até seu baixo ventre, esfregou o nariz na maciez dos pelos louros, passou a lingua, lambeu seu umbigo, mordeu o osso do seu quadril, tocou seu sexo intumescido por cima do tecido fino da boxer, massagendo toda a extensão, Dean gemia e apertava seus ombros com as mãos.
Tocar seu sexo.
Tão diferente de tocar-se.
Tão prazeroso quanto.
Queria fazer mais, queria por a boca nele todo, mas não se sentia tão seguro assim, e não queria precipitar nada, teriam muito tempo para se conhecer. Teria muito tempo pra fazer com ele tudo que tinha sonhado.
_Deita.
Ajudou-o a deitar-se com cuidado amparando suas costas enquanto ele se reclinava.
Achou que ele estava delicioso, lindo, arfante, suando, com as bochechas vermelhas e com um ar meio apavorado, totalmente submisso.
E muito, muito excitado.
Sam se despiu, em pé, próximo da beirada da cama, se desfez da camisa desabotoando cada um dos botões muito lentamente sem despregar os olhos dele, puxou a camiseta e desceu as calças, cada um dos seus gestos sendo acompanhados pelos olhos verdes e brilhantes de seu irmão.
Seu amor.
Passou sobre ele e deitou-se ao seu lado, apertadando-se nele apesar da cama imensa, ergueu o tronco, se apoiando no antebraço e cobriu sua boca num beijo suave.
Deslizou a mão pelo seu peito, sobre as bandagens, pelo seu ventre, voltando a se entregar ao desejo de tocar-lhe os pelos, mordeu os lábios e depois sorriu safado.
_Sabia que eu tenho uma tara nos seus pelos? – complementou acariciando e alisando os pelos do seu baixo ventre.
Ergueu o rosto sobre ele admirando-o. Dean se sentiu novamente meio tímido e vulnerável diante do olhar intenso de Sam. Sentia com ele tudo que nunca sentiu na vida, nunca foi tímido nem submisso principalmente na cama, mas com ele se entregava todo, sem reserva nenhuma.
_Você é tão lindo Dean! – Beijou-o de novo, com mais intensidade, lambeu toda sua boca com a lingua quente e molhada, lambeu os cantos enfiando a lingua num movimento sensual e dominador. Deslizou a mão suavemente, infiltrou os dedos pela barra de elástico da cueca, acariciou os pelos pubianos, mordeu seus próprios lábios e suspirou de prazer diante da sensação tão erótica dos pelos mais grossos e emaranhados sob seus dedos.
Enfiou mais a mão e tocou seu sexo com as pontas dos dedos. Estava doido por isso, poder agarrar seu pau. Nunca tinha tocado outro homem desse jeito, nunca. Ansiava desesperadamente pela sensação de segurar-lhe o pênis, saber como se sentiria com o pau pulsando duro dentro da palma da mão. Não tinha dúvidas de que sentiria prazer, porque durante todos aqueles meses de dúvida e angústia por mais de uma vez sonhou com isso, acordou duro e se masturbou pensando nele. Em tê-lo nas mãos e tocá-lo assim, lhe dar prazer e sentir prazer com ele, imaginou a sensação de senti-lo nas mãos, na boca, entrar no seu corpo, senti-lo por dentro, em volta de si, saber como seria estar inteiro dentro dele e também como seria quando fosse ele sobre seu corpo, pesando contra seu peito, senti-lo inteiro dentro de si.
_Puta merda, Dean. Que gostoso! Eu tava louco para fazer isso, sabia? – Sam sussurrou contra seu ouvido, Dean se remexeu e gemeu, Sam colou a testa na dele olhando bem dentro dos seus olhos.
_Sammy...
_ Seu pau é uma delícia!
Sam enfiou mais os dedos e puxou o pênis teso pra fora, grudou os olhos ali. Se ergueu sobre ele, ficando meio reclinado na cama desceu sua própria cueca se desfazendo apressado da peça, liberando completamente seu próprio sexo entumescido. Dean tentou erguer-se, mas Sam tocou delicadamente no seu peito fazendo-o deitar-se novamente.
Sam não era assim na cama, suave e gentil. Era dominador quase bruto. Sua vontade era pegá-lo com força, se apertar nele, se amassar com ele, morder e apertar, devorar sua carne, seu corpo inteiro, estava usando todo seu auto controle para não fazer com ele tudo oque desejava..
_Fica deitado, não se mexe.
Dean pregou os olhos no sexo rijo surgindo do ninho de pelos morenos entre suas pernas com expressão ansiosa.
Que se danasse suas costelas, simplesmente se virou de lado ficando de frente pra Sam, com um gemido enlaçou-o, correndo as mãos pelas suas costas e puxando-o para si desesperado, escorregou a mão pelo seu quadril, depois para o seu ventre e de lá para o meio de suas pernas finalmente realizando a deliciosa indecência de encher a mão com ele.
_Ah Sammy! Eu tô sonhando...
Quis tanto aquilo, poder tocar nele, sentir seu corpo, sua boca, seu sexo, poder enfiar as mãos entre seus cabelos. Aquilo era um sonho.
_Dean! Porra cara, que delícia que você é!
_Eu te amo, Sam! Eu te amo muito, meu Deus!
_Te amo também, Dean! – Sam devolveu igualmente desesperado, remexendo os quadris contra sua mão, louco por contato, louco por ele.
_Eu tô aqui Dean! eu tô aqui para você, pra sempre!
Sam rolou Dean suavemente de costas de novo, terminou de despi-lo da boxer e montou nele, se encaixando sem soltar seu peso, uma perna de cada lado das suas coxas. Desceu sobre sua boca esfregando a boca nele sem beijá-lo de um jeito que deixava Dean doido. Roçava os lábios pelos seus lábios, pelo seu queixo, seu pescoço, seu ouvido enquanto ondulava o quadril sentado sobre suas coxas, esfregando seu sexo de leve no dele. Dean juntou as duas mãos na sua bunda e apertou a carne com força.
_Ai Sam, eu vou morrer!
_Puta merda, você me enche de tesão , Dee!
Ele adorava quando Sam o chamava assim, era raro ele usar esse apelido de infância. Depois de adulto, Sam só fazia isso em momentos de muito emoção, quando estava muito triste ou muito carente, ou quando estava muito feliz. Quando ele era garoto usava esse jeito de chamar Dean quando queria alguma coisa e queria convencê-lo a ceder ao seu capricho do momento. Sempre funcionava. Dean simplesmente não consegui resistir quando Sam o chamava desse jeito, espichando o bico e fazendo manha.
_Eu adoro quando você me chama assim, sabia? Me deixa doido!
_Você gosta, Dee?
Dean simplesmente enlouqueceu com isso, vencendo o feitiço da inatividade que parecia ter dominado seu corpo, puxou-o sobre si e enfiou a mão na sua nuca, entre os seus cabelos grudando sua boca, mordeu seu lábio com força, enfiou a lingua, lambeu e chupou com desespero e urgência, mordeu seu pescoço, ergueu o quadril contra ele, puxou sua bunda enfiando os dedos na carne, mordeu seu ombro e seguiu mordiscando toda a extensão do osso da sua clavicula. Puxou seus cabelos com força arrancando gemidos dele.
_Sam, eu te quero tanto, eu te quis minha vida inteira!
_Eu sou seu! Eu sou seu pra sempre! Você não sabe o quanto eu te desejo!
Sam voltou a beijar e lamber seu pescoço, o que ele queria mesmo era foder Dean com força, ou se deixar foder, queria prender seu corpo entre os braços, queria se meter inteiro dentro dele, queria ele inteiro dentro de si, queria montar nele e fazê-lo gritar seu nome.
Içou o corpo novamente e voltou a sentar-se sobre ele, tomando cuidado para não se apoiar no tronco machucado. Juntou seu sexo ao dele segurando com a mão enorme e começou a esfregar numa masturbação deliciosa, sem despregar os olhos dos olhos de Dean, da sua boca arfando deliciosamente através dos lábios entreabertos.
_Porra Sammy, como você é grande!
Sam era lindo, braços e pernas compridos, todo músculos, coxas grossas, barriga perfeita, com seus perfeitos pelos morenos descendo até o sexo enorme, rígido e gotejante de excitação. Ele era todo deliciosamente grande.
Dean levou as mãos às suas coxas e apertou os dedos com força, respirando rápido e angustiado. Começou a remexer os próprios quadris ajudando na esfregação, os olhos grudados no pênis de Sam se atritando com ele daquele jeito tão gostoso.
Sam largou-os por um momento e Dean gemeu se arqueando em frustração, Sam sorriu , desmontando e descendo da cama, foi até sua mochila revirando algo lá dentro. Dean se ergueu sobre os cotovelos para admirá-lo, sentiu seu sexo fisgar de tesão ao vê-lo em pé nu, lindo, ereto, enorme. Quando ele voltou a montá-lo trazia um frasco escondido na palma da mão.
_Sammy, oque...
_Quieto.
Dean observou incrédulo Sam derrramar uma grande quantidade de líquido viscoso na mão e agarrar os dois novamente numa pegada firme e deliciosamente úmida. Depois tornou a derramar do frasco amparando o líquido com a mão em concha, levou a mão lá atrás lubrificando-se.
_Eu vou cuidar de você, Dee! Eu vou te fazer feliz!
Sam estava agindo no impulso do momento, no calor do desejo porque era aquilo que queria, queria pertencer a ele, e queria que ele fosse seu. Queria fazer aquilo por Dean e também por si, porque se não podia tê-lo ainda, podia ser dele, queria ser dele.
Sam fechou os olhos e franziu as sobrancelas, Dean observou paralizado pensando que não podia ser verdade o que estava imaginando que ele estava fazendo com a mão lá atrás, vendo o movimento leve dos músculos do braço dele e seu suave ondular de quadril.
_Ah meu Deus, Sam...
Sam se preparava pela primeira vez na vida, se tocando e lubrificando o máximo possível, introduzindo um dedo e depois outro, gemendo de olhos fechados. Num impulso se elevou sobre os joelhos segurando o pênis de Dean pela base e desceu o corpo sobre ele, sentindo a cabeça escostar no seu ânus, deslizou devagar forçando-o contra si, tentando ao máximo relaxar como tinha lido tantas vezes nos últimos tempos, entre vexado e curioso, sempre excitado e doido para saber como seria fazer sexo assim...com Dean.
Fazer sexo com Dean!
Mas como diabos, se relaxa para fazer uma coisa daquele tamanho entrar?
_Ah puta merda, que grande!
Sam gemeu mais alto e arqueou o corpo pra trás quando a cabeça do pênis deslizou de uma vez pra dentro dele, ficou parado de olhos fechados e lábios cerrados gemendo, sentindo uma dor aguda, totalmente nova rasgando seu corpo, se levantou minimamente e tornou a descer devagar controlando o movimento, deixando o pênis penetrar mais um pouco, Dean o segurava firme pelos quadris mordendo os próprios lábios se controlando ao máximo, resistindo contra a vontade de erguer o corpo e se enfiar de uma vez dentro dele. Sam repetiu o movimento deixando o corpo descer lentamente mais uma vez, recebendo mais um pouco dele, e de novo e de novo, até estar com Dean totalmente preso dentro dele.
Dean não despregava os olhos dele.
_Sammy...Sammy... – chamou angustiado - olha pra mim Sam...
Sam abriu os olhos e sorriu pra ele, um sorriso meio dolorido...
_Grande cara...ah é muito grande...porra...parece que tá me rasgando...
Se curvou e apoiou a cabeça contra o ombro dele, gemendo no seu pescoço. Ficou algum tempo assim, se concentrando em respirar e controlar a dor.
_Porra...dói a beça...
_Sammy...tá machucando?
_Espera um pouco...só...fica...
Sam se ergueu e recomeçou a se mover lentamente, sabia que a dor ia passar, ainda estava muito excitado, começou a se tocar de leve, se mexendo bem devagar, dobrou o corpo sobre ele de novo falando em seu ouvido.
_Mexe devagar Dean...bem devagar...
_Tudo bem Sam?
_Tá...mexe...pode se mexer...devagarinho, tá?
_Sam...quer que eu tiro?
_Não, porra...só faz devagar...não faz com força que tá doendo ainda...
Dean empurrou o quadril para cima num movimento bem lento, tremendo todo no desespero do desejo.
_Assim? Tá bom assim?
_Ai...tá...mexe Dean...pode mexer...devagar...
_Ah cara, que apertado...tão apertado...!
Sam gemeu no seu ouvido, Dean levantou os joelhos e apoiou os pés no colchão, arremeteu de novo bem lentamente sentindo o pênis deslizar para dentro dele numa sensação quase dolorida de tão prazerosa.
_Isso Dean...assim...
Dean voltou a baixar o quadril e subir penetrando lenta e profundamente.
Sam sentia o ânus arder e começar a esquentar com aquela lenta fricção, a dor se transformando em prazer, a sensação estranha de sentir-se cheio, sentir ele tocando-o por dentro, senti-lo bem lá dentro, querer mais. Querer mais atrito, mais força.
Era gostoso, surpreendentemente gostoso senti-lo inteiro dentro de si, sentir suas paredes arreganhadas, suas mãos agarradas no seu quadril, ouvir seus gemidos de prazer, sentir seu corpo tremendo tentando se controlar, sentir-se cheio dele e querer mais.
_De-Dean...mais...
Agarrou seus ombros com força e esfregou o rosto na barba áspera dele, sentindo arrepios pelo corpo todo.
Dean continuava a penetrá-lo com suaves movimentos de vai e vém, muito lentos e profundos.
Sam começou a gemer num ritmo novo, sentindo menos dor e mais prazer. Mordeu o ombro de Dean e depois chupou o lugar, Dean enfiou a mão na sua nuca entre seus cabelos e o beijou com força, apaixonadamente.
_Sammy...Sammy...
_Dean...mais ...mais forte...
Dean desceu o corpo e firmando os pés no colchão subiu de novo, ainda lento mais com mais força, e se enfiou de novo dentro dele. Sam gemeu mais alto e levou a mão pra trás, apertando a carne da coxa dele e puxando contra si.
_Hummm...tão gostoso...
_É gostoso, Sammy? É?
Sam gemeu na delicia daquela esfregação toda, todo aquele ardido quente.
_Hu-hum...é...é Dee...gostoso...
Mais algumas estocadas profundas e Sam gemia abertamente com a boca colada no seu ouvido demostrando que estava sentindo muito prazer.
Sam ergueu o corpo, jogou as mãos pra trás se apoiando nas coxas elevadas dele, ondulando o quadril pra frente e ligeiramente pra cima, quase tirando Dean de dentro dele, voltou a descer ondulando o quadril pra trás.
Se esticou todo e voltou a odular o quadril, se erguendo pra frente e se jogando pra trás e pra baixo, remexendo e requebrando, os cabelos balançando ao ritmo das estocadas.
Usou as mãos puxando as nádegas, arreganhando pra ele entrar mais.
Quente e ardido, doendo gostoso.
Dean começou a se lançar contra ele também naquela dança tão antiga e tão nova pra eles.
_Ah Dean...isso...meu Deus que delícia...
_Sam...Sammm...Dean não se segurava mais e arremetia com força contra o corpo que se lançava contra ele. Colou os olhos no pênis duro e gotejante de Sam, constantando que ele estava sentindo muito prazer mesmo em ser penetrado daquele jeito. Esticou a mão e começou a masturbá-lo, Sam mordeu a boca e gemeu se requebrando, empurrou a mão dele não permitindo a masturbação.
_Na-não Dee...se não eu gozo...ainda não...
_Ai caralho! Que tesão...você é uma delícia cara...
Sam estava sentindo tanto prazer como nunca pode imaginar que sentiria, sabia ainda que sem conhecimento de causa, que sexo assim podia ser muito prazeroso, mas nunca imaginou que fosse assim, esse desespero quente de se entregar, se dar, a vontade de senti-lo inteiro dentro de si, o desespero do atrito, querendo mais, querendo se abrir para ele.
Ser tocado naquele tal ponto especial não era nenhum mito, era incrível, isso sim. Parecia que ia se desfazer, explodir, sentia uma pressão crescendo por dentro, zunindo seus ouvidos. Dean segurava-o pela cintura, correndo as mãos sofregas pelo seu peito, barriga, coxas, apertava as mãos massageando suas virilhas, acariciando seus testículos mas evitando tocar-lhe o pênis para não precipitar-lhe o orgasmo, adorando a visão privilegiada que tinha do sexo duro dele apontando pra cima enquanto ele subia e descia no seu pau gemendo e choramingando. A visão era erótica demais.
Sam sentando nele com força, fazendo barulho de carne contra carne, tão excitado que chegava a escorrer um filete de líquido viscoso da cabeça do pau.
Delicioso.
_Ah cara...porra que tesão...tão gostoso...isso...faz com força...pode... com força...Dean ...
Sam se jogou sobre ele com a boca no seu ouvido gemendo e murmurando.
_Assim Dean...tão gostoso...me fode Dean...me fode bem forte... ah, Dean...eu te amo...eu te amo...
Dean agarrou sua cintura e se abraçou a ele prendendo seu corpo, usou toda a sua força para erguê-lo e jogá-lo de costas na cama, sem sair de dentro dele. Nem se lembrou das costelas doloridas na ânsia de foder Sam com força e bem fundo, bem do jeito que ele implorava.
Sam se assustou com a pegada, a penetração ficando mais profunda pela posição. Dean se sentou nos tornozelos, com as coxas encaixadas por baixo dos qudris dele, empurrando seus joelhos para trás, deixando-o completamente aberto, se deliciou com a visão íntima, indecente do pau escorregando teso pra dentro do ânus rosado.
Meteu com força, segurando Sam por trás dos joelhos. Sam gemia no ritmo das estocadas puxando Dean pra dentro dele pelas coxas e falando uma profusão de besteiras e palavrões.
_Ai que delícia...porra que gostoso... assimmm...ahnnn Dean...
_Sammy, cara, delicia... delicia você...
_Ahnn...mete mais...caralho Dean...com força...metecomforçaporra ...maisDeanmais...
_É gostoso Sammy..hum...é? Assim...?
_Ai...Dee...é.. .gostoso...assim...assimmm..aíDeeaí...desse jeitomeuDeusassimDean...!
_Olha pra mim Sammy, diz que tá gostoso, diz...
_...assim...assimmm...ahnnn Dean...porra cara...eu vou gozar...
Sam começou a se masturbar, mordendo a pópria mão de tanto tesão.
_Dean...Dean...mete que eu gozo...assim...assim...
_Sammy...goza pra mim Sammy...vem Sam, vem...
_Dean...Dean...eu... Dee! AimeuDeustôgozandoDeeeeeeannnnnnnn!
Sam enfiou a mão entre os próprios cabelos puxando-os, enfiou o rosto contra a curva do braço se mordendo e se retorcendo todo, enroscou a mão no pescoço de Dean se arqueando e se erguendo na cama, gozou forte gritando e mordendo Dean no ombro, no pescoço, se esfregando sofrego e trêmulo, a mão subindo e descendo rápida pelo pau, no vão apertado entre seus corpos. Dean se deitou sobre ele prendendo seus quadris no colchão metendo forte mais uma, duas, várias vezes, gozou gritando e chamando por ele, declarando seu amor.
_Sammy...Sammy...te amo, te amo!
Dean envolveu seu corpo num abraço apertado, beijando seu rosto e sussurrando todos os "eu te amo" guardados por uma vida inteira.
Guardados para ele.
Segurou seu rosto e forçou delicadamente para cima, fazendo-o levantar o olhar para ele.
_Eu te amo Sam! Eu te amo! Você é minha vida!
_Dean...
Sam acariciou seu rosto e beijou, sorrindo meio bobo.
_Também te amo Dean...te amo pra sempre.
Beijaram-se intensamente.
Ficaram assim abraçados, derramando sussurros de amor nos ouvidos um do outro, sorrindo, se beijando, se declarando, completamente entregues e apaixonados.
-W-
_Sammy – Dean o champou sorrindo – onde você arranjou isso? – perguntou apontando o frasco de lubrificante, Sam sorriu meio sem graça olhando pro teto, sentindo só uma pontinha vergonha.
_Eu comprei... na farmácia.
_Você planejou isso tudo?
_Não...sei lá, eu só quis - se remexeu na cama e sorriu meio safado...- eu quis, você sabe, tá assim meio que preparado. Eu não pensei que ia ser assim...quer dizer, hoje, nem desse jeito.
Se virou na cama ficando de frente pra ele, acariciou seu rosto antes de continuar.
_ Eu nem sabia muito bem o que fazer, pra falar a verdade... - riu de novo.
_Não sabia? – Dean perguntou exagerando na incredulidade – Juro que nem deu para notar.
Sam socou o ombro dele de leve.
_Cala a boca, Dee!
_Sammy...
_Oi Dean!
_Vem cá, vem!
Dean puxou Sam sobre seu peito acariciano seus cabelos úmidos de suor, beijando sua testa. Riu deliciado.
_Oque foi? – Sam perguntou
_A gente transou! – foi a resposta meio abobalhada dele. - A gente transou Sam!
_Eu sei cara! –riu também do jeito dele, do sorriso bobo, da cara de espanto. – Acredite, eu sei!
Fanziu as sobrancelhas se remexendo meio incomodado, Dean se preocupou.
_Tudo bem?
_É. Sei lá...acho que tá. É estranho.
_Oque?
Sam virou os olhos.
_Oque você acha? –fechou os olhos e fez uma careta – acho que eu preciso de um banho.
Dean passou a mão pelo peito, sentindo a úmidade do gozo de Sam.
_Vai ter que trocar, você gozou aqui, na minha bandagem. –Dean resmungou se fingindo de irritado.
Sam caiu na risada.
_Deixa de ser sensível, você fez pior e eu nem tô reclamando.
Dean gargalhou alto com ele.
_É que parecia que você tava gostando, sabe?
_É? Sério? Eu dei essa impressão?
_Deu cara, você deu. Deu outra coisa também...- voltou a gargalhar se encolhendo pra fugir dos dentes de Sam no seu queixo.
_ Idiota!
_E você é metido! Ou você só ficou metido agora, hein Sam?
_Ah Dean, fala sério que eu vou ter que aguentar esse tipo de piadinha...vê se cresce!
_Cresço, pra você eu cresço, é só você por a mão aqui, ó!
_Eu hein!...Dean...
_Oi Sam.
Sam se ergueu nos cotovelos, ergueu as sobrancelhas e sorriu de leve.
_Vamos expermentar a banheira?
Dean ergueu os braços num gesto de rendição.
_Você só quer me usar! Seu tarado!
-W-
