Lembranças! Não, obrigada. Capítulo XIII
Nem sei se alguém notou, mas no capítulo X tinha uma frase assim "Incesto e homossexualismo, na mesma frase" que eu substitui por, "Incesto e homossexualismo, numa tacada só. Eu fiz isso porque essa frase ficou martelando na minha cabeça de um jeito estranho, eu adorei essa frase, mas cada vez que eu lia não parecia certo. Cheguei a conclusão que essa frase não é minha. Eu acho que li em alguma fic e achei tão boa que ficou gravada na minha cabeça e eu usei. Só que eu procurei num monte de fics que eu adorei e não consegui encontrar. Se eu tivesse achado o autor, pediria para usar a frase e daria os créditos pro gênio que a escreveu, porque cara...ela é perfeita! Como não achei, achei melhor substituir. Plágio descarado não é minha praia. Então se você por acaso leu essa história antes de eu ter feito a alteração, e reconheceu a frase como sua, por favor não se ofenda, não foi minha intenção de copiar assim na cara dura, ok?
Mais uma coisa, quando uma história é muito legal ela meio que cola na gente, né? Eu li uma bem legal esses dias, Daydream da TheMrsPadackles. Nessa, tem um momento em que o Dean chama o Sam de Cinderela. De novo colou no meu subconsciente e eu acabei construindo uma cena encima desse apelido, O Dean zuando o Sam dizendo que ele era o príncipe encantado e o Sam a Cinderela. Então, tá aí o crédito. Até onde eu sei o primeiro Dean a chamar o Sam de Cinderela foi o Dean da MrsPadackles, beleza? Aliás, eu recomendo essa, é bem legal !
Por último, tem um amorzinho de novela rolando aí pra baixo e depois tem um lemon daqueles... e gente... dessa vez é sério! Até eu fico "mei vermeia" quando leio o que eu escrevi. Se sua pressão subir, ou sei lá mais o que você tem ai que pode subir, lembre-se que você foi avisado! Se agarra com seu copinho de água benta, pinga umas gotinhas no "zóio" porque o que você vai ler é pecado, viu? Se fizer uso de algum calmante é bom tomar agora também, por que dessa vez o bicho pegou!
Era isso, então vamos ao que interessa
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Sam abriu os olhos, tornando lentamente à consciência, sentindo o pânico crescer por dentro, a espera da dor lancinante que ele sabia que viria.
Mas não veio. Não sentiu a carne rasgada se abrindo, não sentiu o cheiro de sangue fresco, nem os braços ardendo pelo esforço de sustentar o corpo pelos pulsos. Seu corpo doía, os músculos pesavam, mas era mais exaustão do que dor realmente.
Tentou focar o pensamento e todo seu ser convergiu para uma única imagem.
_Dean!
Se levantou rápido ficando meio tonto, com a vista embaçada tentou focar o quadro a sua frente.
Castiel encostado a um móvel parecendo ter sido atropelado por um caminhão e no meio da sala, de joelhos no chão Bobby, tentando reanimar Dean.
Se jogou da cama, caindo de joelhos, foi de gatinhas até os dois, chamando por Dean, sentindo o coração apertar ao lembrar-se da expressão dele, do olhar vazia, da falta de reação.
Sentou-se de mau jeito perto dele e tentou puxá-lo pela gola da roupa implorando para que acordasse.
_Dean, pelo amor de Deus...Dean acorda! Bobby, Bobby ajuda!
Bobby permanecia olhando de Sam para Dean e de novo para Sam.
_Não sei o que aconteceu Sam, ele não respira! Não respira, eu tentei tudo, não respira.
_Dean! Dean! –Sam puxou seu corpo chacoalhando-o como se ele fosse uma marionete, gritando com ele desesperadamente – Acorda desgraçado, acorda!
Deitou seu corpo de novo no chão, puxou sua cabeça pra trás, colou a boca na dele soprando ar em seus pulmões inertes.
_Bobby, ajuda!
_Sam, já fiz, não adianta! Sam ...já faz tempo!
Sam puxou Bobby pelo frente da blusa gritando contra seu rosto.
_Não! Não fala isso...me ajuda! Você tem que ajudar Bobby, ajuda porra!
Voltou a colar sua boca na dele tentando soprar vida por entre os lábios, Bobby engatinhou e passou por ele,pôs as duas mãos sobrepostas no seu peito e começou uma vigorosa massagem, intercalada com o movimento de soprar ar que Sam fazia entre pedidos e suplicas, para o corpo inerte, derramando lágrimas sobre seu rosto sem nem mesmo perceber que chorava.
Depois de muito tempo Dean gemeu.
_Dean, Dean!
Sam pôs o ouvido na sua boca, sentindo a brisa suave da respiração dele se normalizando, passou os braços pelos seus ombros puxando-o contra seu peito.
_Graças a Deus – Bobby proferiu – vem Sam vamos colocá-lo ali na cama.
Juntos carregaram Dean e depositaram seu corpo ainda desmaiado sobre a cama estreita. Sam se sentou na beirada do colchão dobrando o corpo sobre ele, acariciando seu rosto, Bobby voltou sua atenção para Castiel que parecia necessitar de atenção também.
_Cas, vem cá senta aqui! – puxou o anjo e levou até a velha poltrona de couro ajudando-o a sentar-se. Rumou para a cozinha a passos rápidos e trouxe um copo, encheu-o de whisky , um santo remédio na sua opinião e ofereceu a ele, que bebeu de um só gole sem nem piscar.
_Eu estou bem Bobby, só estou...esgotado!
_O que houve Cas, o que aconteceu!
Cas olhou para Bobby e depois para a figura deitada inerte na cama, balançou a cabeça.
_Não sei bem Bobby, nós...quase não conseguimos.
Bobby abaixou a voz e questionou Cas em tom de segredo.
_Mas e o Sam, como foi, Dean conseguiu tirar ele de lá?
Cas olhou para Bobby com aquele olhar firme, direto.
_Não Bobby, Dean não conseguiu...
_Mas que merda...tanto coisa para nada!
_Não Bobby, não é isso, Você não entendeu. Dean não salvou Sam, foi o Sam quem salvou Dean!
_O-o que?
_Sam saiu Bobby, saiu sozinho e trouxe Dean junto com ele!
Bobby ficou mudo.
Depois de um tempo perguntou.
_Isso significa...
_Não sei o que significa, só sei que Sam saiu sozinho de dentro da jaula! Ele saiu sozinho...por suas próprias forças. Eu não sei, mas creio que Lúcifer não será mais um problema pra Sam.
Ao lado Dean despertava lentamente.
_Sam?
_Oi Dean!
Sam respondeu com os olhos pregados nele, acarinhando seu rosto, ajudou-o a levantar e sentar-se na cama.
_O que aconteceu Sam?
_Você é doido sabia! que porra foi essa que você e o Cas fizeram, hein?Você quase morreu, você ficou doido de fazer uma besteira dessas?
_Sammy, eu não consegui! –Dean arregalou os olhos e puxou Sam para perto dele, correu as mãos pelas suas costas e depois olhou as palmas em busca de sinais de sangue. Apalpou seu corpo, segurou seus pulsos avaliando se tinha ferimentos.
_Tô bem Dean! Tô bem.
_Tenho que ir agora.
_Cas- Sam chamou – muito obrigado, obrigado mesmo! - Cas apenas acenou com a cabeça e sumiu sem aviso como era de seu feitio fazer.
Sam voltou sua atenção para Dean novamente, Bobby se jogou na poltrona e encheu o copo que Castiel usou entornando um grande gole de uma vez, depois dirigiu sua atenção para a cena a sua frente. Ficou observando os dois, a proximidade dos corpos, o tom de voz cúmplice, a preocupação, a expressão de alívio, as palavras de carinho que Sam sussurrava baixinho para Dean, a cabeça inclinada para ele, as mãos se tocando.
_O que aconteceu Sammy, não lembro direito!
Sam deu de ombros.
_Não tenho certeza, Cas disse que eu tinha que tirar você... acho que você tava morrendo... não sei. Então eu sai com você, Cas fez alguma coisa... não sei o que mas eu vi ele virar uma bola de luz. Depois só lembro de acordar e ver você no chão, você não tava respirando Dean! – Sam falou com voz trêmula pela lembrança, pôs a mão na sua nuca, encostou sua testa na dele totalmente esquecido de Bobby – Fiquei com tanto medo!
Dean o abraçou puxando sua cabeça contra seu ombro, beijou seu rosto, falou baixo no seu ouvido.
_Eu tô bem agora...não fica assim, ,a gente tá bem!
Bobby se levantou em silêncio e saiu da sala, indo para os fundos da casa. Ficou lá muito tempo cismando sobre tudo o que vinha presenciando nas últimas semanas.
Não adiantava ser hipócrita e querer negar o que estava na cara, podia não concordar mas não podia negar a verdade. O que estava vendo eram duas pessoas que se amavam.
Antes de qualquer coisa, antes de serem dois homens, dois irmãos, eram duas pessoas que se amavam e nada nem ninguém ia ficar entre eles, isso estava bem claro. Eles passariam igual a um trator em cima de quem tentasse separá-los e qualquer um que tentasse ficar entre eles seria cortado de suas vidas.
Ele tinha dois caminhos para seguir, aceitar aquela união descabida ou não aceitar. Sabia que não aceitar equivalia a vê-los sumir da sua vida!
Seus garotos! Sua única família!
Não era uma decisão assim tão difícil de tomar afinal.
-W-
Depois de algum tempo Sam veio procurá-lo.
_Oi Bobby!
_Oi Sammy, cadê seu irmão?
_Capotou, tá dormindo, ele parece exausto, mas eu acho que ele vai ficar bem. –deu uma risada aliviada –acho que todo mundo vai ficar bem agora!
_Você tá legal? Tipo nada de... – rodou o dedo em volta da cabeça e assobiou perguntando com um gesto como estava sua cachola.
_Não! Nada de ...- Sam respondeu sorrindo e imitando o mesmo gesto – eu sai Bobby, sai mesmo! Acabou!
Bobby se aproximou dele e pôs a mão no seu ombro apertando de leve.
_Que bom filho! Que bom.
Depois de uns segundos de silêncio cheio de significado Bobby pediu para Sam segui-lo.
_Vem cá Sammy – abriu a porta do quartinho de bagunça ao lado da cozinha, Sam se encostou no batente da porta fazendo uma careta pra toda aquela bagunça de velhas caixas empilhadas, papéis antigos, mapas carcomidos de traças. – Me ajuda a dar um jeito nessa tralha, vamos levar isso lá pro barracão, depois a gente dá uma limpada e trás a cama de armar pra cá, tenho certeza que tem um colchão jogado em algum lugar, a gente põe por aqui, arruma um lugar no chão para você. Deixa a caminha pro seu irmão, é mais confortável.
_Bobby... –Sam estava meio espantado, Bobby estava oferecendo um quarto pra eles, para os dois dentro da casa dele? Quando eram crianças usavam aquele quartinho, naquela época tinha duas caminhas de solteiro ali onde eles dormiam quando seu pai precisava largá-los com o tio Bobby por causa de algum trabalho, Sam era muito pequeno quase não se lembrava do quartinho apertado, mas pensou que Dean provavelmente teria mais lembranças dali.
Depois com o tempo, com os dois crescidos passando cada vez mais tempo com o pai, o quartinho foi posto em desuso e Bobby acabou usando-o como uma extensão do escritório, guardando alguns livros velhos ali, até transformar aquilo num verdadeiro depósito de velharia inútil. Nem abria mais aquela porta.
_Seu irmão precisa de um lugar melhor para descansar e você não cabe naquele sofá, mas não vai pensando que vocês vão ficar de agarramento dentro da minha casa que não vão não, hein?
_Bobby, que isso? Claro que não, tá doido? – Sam respondeu rápido evitando olhar para ele, ficando vermelho só de pensar o que Bobby diria se soubesse que eles já vinham se agarrando pela sua casa. Quer dizer, não pela sua casa exatamente, mais propriamente pelo seu quintal.
_Certo, então vamos logo arrumar isso aqui.
Trabalharam rápido arrastando caixas que Sam colocava no velho carrinho e levava para o barracão, em poucas horas esvaziaram o quartinho, Bobby fuçou no meio da bagunça e encontrou um velho colchonete, quando Dean acordou quase a noitinha chamando por Sam naquele tom meio desesperado de quem ainda não está com os dois pés muito firme na realidade, Sam correu pra perto dele, amparou-o ajudando-o a sentar-se na sala enquanto Bobby desarmava a caminha e arrumava de novo lá no quarto de bagunça. Sam explicou com para Dean com um sorriso, sobre o quartinho e sobre a cláusula de não agarramento, tendo que ouvir Dean gracejar dizendo que ia pedir pra Bobby fazer uma exceção e liberar a parede do barracão.
Sam rodou os olhos mas riu, era bom vê-lo assim, fazendo suas piadinhas idiotas, ainda que seus olhos estivessem fundos, sua pele pálida e seus lábios mantivessem um tom meio arroxeado, ele estava ali, inteiro, com a cabeça cheia das besteiras de sempre, nem mais nem menos pirado do sempre foi.
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Sua convalescença foi lenta e complicada, no começo tinha dias em que mal conseguia sair da cama, em outros aparentava estar mais disposto. Foi melhorando muito lentamente, se fortalecendo um pouco a cada dia. Sam não entendia o que tinha acontecido com ele e Castiel não sabia explicar, só sabia que seu corpo todo tinha entrado em um tipo de colapso, seu coração tinha parado de bater, seus pulmões parado de respirar.
Até onde Cas sabia, ele deveria estar morto. Cas afirmou categoricamente que Dean ultrapassou todos os limites dentro da mente de Sam e que quando os trouxe de volta não tinha nenhuma esperança de que ele mantivesse a sanidade. Isso era mais uma coisa que ele não sabia explicar, porque ele garantia que tinha visto Dean enlouquecer lá. Ele viu a loucura se instalando.
Dean deu de ombros e disse que era melhor não questionar, isso ia entrar pra lista de coisas impossíveis de acontecer, mas que viviam acontecendo com eles. Sam só pode concordar.
O tempo passou, os acontecimentos sobrenaturais continuaram e finalmente chegou o dia de porém o pé na estrada de novo.
O telefone de Bobby não parava de tocar, as notícias de acontecimentos bizarros não paravam de pipocar pela internet e pelos jornais sensacionalistas que eram sua principal fonte de informação, criaturas que não eram vistas a séculos voltavam a atacar por todo o país, Castiel trazia notícias assustadoras dos quatro cantos. Estava mais que na hora dos Winchesters voltarem a ativa.
E foi o que fizeram...
Voltaram às caçadas, cada vez mais ferozes e mortais , com sua perfeita sintonia, cruzando o país, sempre implacáveis em sua luta contra o sobrenatural.
Bobby dedicava-se às pesquisas, ajudando-os, estavam no rastro de algo grande. Realmente grande.
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Tinham acabado de concluir uma caçada exaustiva a uma criatura mitológica que nem Bobby conhecia, uma criatura considerada extinta a centenas de anos. Estavam ambos cansados e precisando relaxar. Depois de se acomodarem em um quarto de motel das redondezas procuraram por um bar, Dean queria beber, ouvir música, ver gente normal. Sam estava cansado, mas como ainda estavam pilhados de adrenalina, sabia que não iam conseguir descansar. Melhor fazer o que ele queria então.
Foi o que pensou quando saíram pela cidade rodando de carro, mas já estava começando a mudar de ideia, porque Dean definitivamente era igual a um papel pega moscas pra mulheres, e Sam não gostava nada disso.
Nem precisava ele fazer nada, bastava ficar sentado bebendo e jogando conversa fora em algum bar que logo vinha uma "puta" gravitar em volta dele.
Sam ficava uma fera. Se pudesse arrastava ele pela mão e tirava das vistas daquelas cadelas peitudas que faziam questão de ficar passando pra lá e pra cá se roçando nele.
_Puta merda, não tem outro lugar pra essa daí passar? – Sam rosnou encarando a ruiva bonitona e de seios grandes, com cara de mau.
_Hein?
Sam bufou.
_Não tá sentindo os peitos dela, não?
_O que? –Dean olhou pra trás, mas a moça já tinha passado por ele.
Sam apontou com cara azeda.
_A ruiva ali, é a terceira vez que ela passa atrás de você se esfregando, até pôs as mãos no seu ombro agora. Vai dizer que não sentiu os peitos dela nas suas costas?
Dean olhou de novo e fez um muxoxo com a boca dizendo que não. A ruiva olhou para ele nesse exato momento e se achou correspondida.
Sam revirou os olhos quando a mulher cochichou alguma coisa no ouvido da amiga e veio toda rebolando pro lado deles, empinando o peito ainda mais. -"Lá vamos nós!" – pensou.
_Explica para ela que você já foi amamentado quando era bebê! Manda ela procurar um banco de leite, vai fazer sucesso por lá!
Sam rosnou pra dentro do copo e Dean engasgou com a cerveja caindo na gargalhada.
_Oi!
_Oi!
_Eu estava ali com a minha amiga e não pude deixar de notar você me olhando.
"Tá brincando? Juro que eu achei que era você que tava se arreganhando pra ele!"
Sam respondeu em pensamento. Dean apenas levantou as sobrancelhas e sorriu para ela, aquele raio de sorriso de lado que devia ser proibido por lei.
A mulher arreganhou mais um pouco o próprio sorriso e se inclinou para ele, uma mão de unhas grandes pintadas de vermelho roçando a gola da sua camisa de maneira provocante. Dean relanceou os olhos pro lado de Sam sorrindo e dando uma piscadinha como quem diz " viu só como eu sou irresistível", Sam bufou pra dentro do copo de novo e se virou no banco ficando de costas pra ceninha de paquera descarada.
_Eu tava pensando se você e seu amigo não gostariam de se juntar a nós! – a moça tornou a falar fazendo um gesto na direção do grupinho de amigas encostado ao balcão lançando olhares pros dois e soltando risadinhas parecendo já meio bêbadas.
_Ei, Sammy! A ...
_Linda!
_Linda! A Linda aqui tá perguntando se a gente não tá a fim de se juntar às suas amigas, o que você acha?
"Aí já é demais!"
Sam se virou rápido no banco, encarando Dean com raiva.
_Fica à vontade Dean! Eu tô saindo fora. – Levantou-se e fez um gesto chamando a garçonete jogando algumas notas sobre a mesa. Virou seu copo de uma vez, pronto pra se mandar dali.
_Calma, Sam. –Dean tentou segurá-lo pela manga da jaqueta mas com um puxão Sam se soltou e disparou pelo bar porta afora. Dean disparou atrás dele, ignorando completamente a ruiva, mas quando tentou segui-lo foi atrasado por um grupo barulhento que se dirigia ao balcão. Pedindo licença e distribuindo empurrões, conseguiu vencer a pequena multidão, mas quando chegou do lado de fora não viu nem sinal de Sam.
-W-
Dean estava inquieto andando pelo quarto, já fazia mais de uma hora que tinha chegado e nada de Sam dar as caras, nem atender ao celular. Dean já tinha ligado pra ele umas dez vezes, quando finalmente ouviu o barulho de chave na porta.
Sam entrou no quarto sem olhar para Dean, bicudo e mal humorado, arrancou a jaqueta e jogou em cima da cama, ignorando Dean que tentou se aproximar. Simplesmente desviou da mão que ele estendeu tentando tocá-lo e rumou para o banheiro de queixo em pé, peito empinado e cara de ofendido.
_Sam, Sammy, qual é...- Dean ainda tentou segui-lo banheiro a dentro, Sam parou virando de frente para ele e com um safanão que não deixava dúvidas do seu humor meteu a porta na sua cara, Dean deu um pulo pra trás pra não ser atingido bem no meio das fuças.
_Mas que filho da puta! Sam, abre essa porta agora!
Dean esmurrou a porta aos berros.
_Deixa de ser besta, abre a porta!
Nem resposta, mudou o tom de voz, tentou outra estratégia.
_Sammy, o que foi, vai? Abre!
Nada.
Dean adulou mais um pouquinho, depois berrou mais um pouquinho e voltou a adular.
Nada ainda.
Enfezou.
_Tá bom! Fica aí então. Eu vou voltar pro bar. – jogou sua última cartada – quem sabe a Linda ainda não tá por lá?
Balançou a chaves do Impala perto da porta do banheiro. Em um segundo encarava o dedo de Sam apontado no seu nariz e a cara dele torcida de raiva.
_Seu...seu...se você voltar lá pode arrumar outro quarto pra você! Você não entra mais aqui!...melhor ainda..vai pra onde você quiser, vai pros quintos dos infernos que eu tô indo embora!
Passou por ele igual a um foguete empurrando-o com o ombro.
_Ah Sammy...eu não vou a lugar nenhum cara, você acha que eu ia sair assim!
Sam olhou pra ele, estava descalço e de pijamas, mas não se convenceu, bufou e virou a cara de novo.
Dean veio todo lânguido para o seu lado.
_O que foi? Você ficou com ciúme, foi?
Sam se indignou. Onde já se viu?
_Euuuu? Ciúme? De você? Daquela vaca, eu...você...
Dean riu da falta de palavras dele, o que se mostrou um erro, um erro dos grandes.
_Você...seu puto, galinha, sem vergonha, ordinário!E eu que pensei que a gente...que você não ...quer saber? Vai se fuder seu ordinário do caralho...eu tô indo...fica aí com suas piranhas, seu grandíssimo filho de uma puta!
_Hei, calma!
Dean achou melhor começar a levar Sam a sério, ele estava mesmo muito puto da vida, melhor tentar fazer ele se acalmar, porque do jeito que ele estava irritado era bem capaz de sair andando e deixar Dean falando sozinho. Dean voltou a falar manso com ele, usando um tom conciliador.
_Sam, eu não fiz nada, não tem motivo pra você ficar assim bravo desse jeito!.
_Você não fez nada? Cara de pau!
_Tá bom, amor. Então fala, o que você acha que eu fiz?
_Não vem não, não me chama de amor não ...não vem tentando me amansar...você sabe bem o que você fez! Você...você...
Sam andava pelo quarto com o dedo apontado para ele e o bico espichado.
_Hum? Eu o que?
_Você ficou lá...todo cheio de graça, todo se achando! Ficou dando bola pra aquela vaca!. – Sam cruzou os braços sobre o peito e se afastou ficando de costas para Dean novamente.
_Dei bola nada. Você viu, eu só respondi. Foi ela que veio falar comigo, eu só respondi, Sammy.
Sam bufou de novo, Dean tentou mais uma vez, falando meio duro com ele.
_Escuta aqui Sam, eu não fiz nada! Você não tem o direito de me acusar de nada e você sabe! Não é como se eu fosse sair com a mulher do bar. Ela veio conversar, eu só conversei.
_Ah Dean, qual é? Deixa de ser safado! Até parece que ela queria só conversar...chamando a gente pra ficar com as amigas? Só conversar? Fala sério, você acha que eu sou idiota!
_Não acho você idiota. Só acho você que tá sendo bobo!
_Bobo? Eu sou bobo? É... eu sou bobo mesmo! Eu sou é um idiota porque eu achei... se a gente tá junto...eu achei que você não que você ia ...ah, deixa para lá!
Sam estava mesmo muito chateado e bravo, mas não ia ficar fazendo cena, estava mais do que decepcionado.
_Sam, não sei que besteira você tá pensando, mas eu não tive nenhuma intenção nem com aquela mulher e nem com nenhuma outra, é sério cara! –Dean deu de ombros confuso – eu não sei o que eu fiz pra você ficar assim tão bravo. Lá no bar...eu tava achando engraçado, só isso! Tava me divertindo com a situação.
_Se divertindo com a situação, Dean? Como?
Sam perguntou cheio de ironia.
_Sei lá, eu achei que você ia só dizer que não, que não tava afim... aí eu ia dizer pra ela alguma coisa tipo..."meu namorado não tá afim"...sei lá! Ia zoar, não pensei que você fosse ficar bravo desse jeito, juro! Achei que a gente ia rir depois!
Sam olhou pra ele com cara de espanto. Dean se aproximou e estendeu o braço segurando na barra da camisa dele, de leve, tentativamente.
_Sammy, que besteira que você ficou pensando aí nessa sua cabeça, hein?
Dean deu um puxãozinho nele pela roupa, tateando o terreno.
_Hum? Que foi hein?
Dean o balançou um pouco, puxando-o devagar. Sam ficou sem graça, fez meia careta com a boca, olhou para um lado e depois para o outro, baixou a cabeça fixando os olhos na mão de Dean ainda o segurando pela barra da roupa.
Estava começando a se acalmar, finalmente percebendo que arrumou briga por nada, por puro ciúmes. Mas na hora, quando viu ele fazendo aquela pose dele, de garanhão metido a conquistador, só conseguiu pensar que ele ia ferrar numa conversa cheia de gracinhas com ela.
Era a primeira vez que acontecia de uma mulher chegar junto mesmo, de cair matando em cima dele desse jeito depois que eles começaram aquele romance.
Teve fantasias raivosas imaginando Dean saindo com a moça de dentro do bar direto pra cama, como fez a vida inteira e ele ali, sem poder fazer nada pra impedir.
_Sammy?
Dean tocou seu rosto com a mão.
_O que você tá pensando, Sammy? Você acha que eu quero sair por aí com qualquer uma? Que eu vou pegar mulher em bar pra transar?
Sam não respondeu, apenas permaneceu de cabeça baixa, sem coragem de dizer nada.
_Fala comigo, Sammy. Você pensou isso, é?
Sam apenas balançou a cabeça.
_Porque você pensou isso?
Sam se remexeu incomodado.
_Hein? Fala, vamos conversar, vai!
_Sei lá, Dean...sei lá! ... eu fiquei com medo...pensei besteira! Sei lá se você não sente...tipo assim...falta...?
_Falta? Falta de que?
_De mulher. De transar sabe? Toda aquela coisa... corpo de mulher...peitos, bunda...sabe?...é diferente!
Sam deu de ombros e Dean franziu as sobrancelhas.
_Você sente? – devolveu
_Eu não, né Dean...mas é diferente comigo!
Dean inclinou um pouco a cabeça, ficou curioso, não estava entendendo qual era o motivo da insegurança de Sam.
_Não tô entendendo Sam. Se você não sente falta porque acha que eu sinto? Porque que é diferente com você? Você tá ...satisfeito comigo...com a gente?
_Claro que eu tô Dean! Porra, é prefeito com você!
_Então...se você tá satisfeito comigo porque acha que eu não tô? Não entendo...não tem porque, Sam.
_Ah Dean...você sempre foi...assim mais...não sei como dizer...
_Mais o que?
_Sei lá...- Sam deu uma risadinha, o clima já estava mais ameno , deu de ombros – mais galinha!
_Hei!
_É isso mesmo, nem adianta se ofender...você sempre foi galinha, vivia pulando de cama em cama, tava cada dia com uma.
_Ah Sammy, era só porque eu não tinha quem eu queria. Eu não tinha você! - puxou Sam pela camisa enfiando a mão por baixo, envolvendo-o num abraço até encostar seu corpo no dele. Então era isso o motivo de toda aquela insegurança. Uma besteira dessas.
_E eu não sinto falta de nada, adoro transar com você, você tem tudo que eu quero – Deslizou a mão pelas suas costas, descendo pela sua bunda e dando um apertão – bunda...delícia – trouxe a mão para seu ventre e subiu tocando os músculos do seu peito, acariciando a pele e tocando seu mamilo com a ponta dos dedos sentindo ele se arrepiar, mordeu os lábios e depois passou a língua por eles – ...peito, bem gostosinho...adoro quando seu biquinho fica assim arrepiado bem durinho, adoro lamber você aqui – puxou sua blusa, desceu a boca, passou a ponta da língua pelo biquinho enrijecido, depois fechou os lábios em torno e chupou de leve. Subiu o rosto e beijou-o com a boca aberta e a língua projetada para fora lambendo seus lábios, acariciou um pouco mais seus mamilos com a ponta dos dedos enquanto o puxava mais contra si com a outra mão na sua cintura. Escorregou a mão de novo pelo seu abdômen descendo pela frente do jeans, deslizando sobre o pênis, envolveu-o com a mão em concha segurando seus testículos, sentindo-lhes o peso, massageando-os, massageando seu pênis por sobre o jeans, fazendo ele endurecer rápido e gemer contra sua boca entreaberta, continuou falando com ele - ...pau... seu pau me deixa louco, eu gosto do seu pau cara! Adoro quando você me pega e me fode, mete bem gostoso me segurando com força, fico doido quando você me morde, puxa meu cabelo...me deixa até meio tonto!
Sam rodou Dean o empurrando contra a parede, segurou suas mãos e prendeu seus braços acima da cabeça, pois a boca no seu pescoço e mordeu enquanto se esfregava nele com força.
_Você gosta quando eu te mordo assim é?
Dean se esfregou nele de volta.
_Eu gosto, eu gosto...me morde, pode morder.
Sam o mordeu e depois lambeu seu pescoço.
_Safado!
Riram juntos, Sam o abraçou e encostou o nariz na sua pele aspirando seu cheiro bom, beijou-o atrás da orelha, depois colou a boca no seu ouvido.
_Desculpa, Dean...eu perco a cabeça...muito ciúmes...
Dean riu e o abraçou acariciando suas costas, beijando seu pescoço, se esfregando nele todo sôfrego.
_Sammy!
_Hum?
_Eu tenho que te contar uma coisa.
Sam se afastou dele inclinando o corpo um pouco para trás para diminuir a diferença de altura entre os dois, olhando-o de frente questionou.
_O que, o que foi?
_Sabe a moça que você ficou de papo na livraria?
Sam deu uma risadinha confusa antes de responder.
_Sei. Que que tem?
_Fiquei com ciúme também...
_Ah, qual é? Tá de brincadeira!
Dean o puxou e voltou a beijá-lo no pescoço, distribuiu mordidinhas pelo seu queixo, beijou seus lábios de leve.
_... ela tava te dando mole..."você já leu esse? e esse? e nhenhenhen!" – Dean imitou com voz fininha fazendo cara de nojo – ...tava dando em cima de você...descarada!
Sam rodou os olhos.
_Como se eu fosse dar bola...
_Eu sei... – voltou a lamber e a dar beijos em sua orelha - oferecida do caralho...fiquei com uma raiva...!
Sam amoleceu.
_Você ficou mesmo com ciúmes dela? – perguntou todo dengoso contra seu ouvido.
_...fiquei... –Dean o puxou mais pela cintura, seu quadril contra o quadril dele, depositou um beijo por baixo do seu queixo, encaixando o rosto ali, rindo e mordiscando de leve.
_Nem precisava.
_Eu sei...mas eu fiquei!
Sam se deixou acariciar um pouco antes de voltar a distribuir carinhos pelo seu corpo e beijos de boca aberta contra seu pescoço, raspando os dentes pela pele fazendo ele se arrepiar.
Ficou aninhado ali, prendendo-o contra a parede, se roçando nele, excitado e feliz pensando em como a vida podia ter mudado tanto. Como era bom poder apertar o corpo dele contra o seu, beijar seus lábios, saber que eles pertenciam um ao outro, que ninguém ia ficar entre os dois. Podia ser ciumento a beça e às vezes não se controlar, mas sempre acabavam se entendendo. Depois que passava a raiva achava até engraçado, porque nunca foi ciumento desse jeito antes, era só com ele. Ficava doido, pensava um monte de besteira, depois que passava via o quanto tinha sido bobo.
_Eu quase fiz uma cena lá, né?
_Quase?
Dean respondeu caindo na risada.
_Ah Dean, porra! Também não precisa avacalhar, né!
_Sammy, na boa, não teve quem não sacou que você tava se roendo de ciúmes!
Sam rodou os olhos e deu um empurrão fraco nele, estalando a língua e balançando a cabeça meio contrariado.
_Ah, tá bom...desculpa vai!
_Não!
Sam o empurrou de leve para olhá-lo nos olhos.
_Não?...não desculpa?
_Hu-hum! Você vai ter que se esforçar muito mais que isso, sabe! Você feriu meus sentimentos, não sei se eu consigo superar.
Enquanto falava foi pontuando beijos pelo pescoço de Sam e puxando-o em direção à cama, onde sentou-se trazendo Sam para seu colo, enterrou os dedos nos seus cabelos, uma mão acariciando suas costas largas, a outra puxando-os para trás fazendo-o inclinar a cabeça, beijou seu pescoço, seu pomo de adão, mordiscou a curva do pescoço para o ombro. Sussurrou no seu ouvido.
_Eu tô tão arrasado Sam! Acho que eu nunca fui tão humilhado em toda minha vida.
_Coitadinho! O que eu posso fazer pra me redimir hein, Dee? – Sam perguntou ondulando o quadril sobre ele soltando pequenos gemidinhos quentes no seu ouvido
Dean segurou Sam com força pelos quadris e rodou o corpo, jogando-o na cama. Empurrou seu corpo para cima fazendo Sam se ajeitar no meio da cama, se enfiou entre suas pernas.
_Não sei. Talvez se você deixasse eu assim...tirar um pouco dessa sua roupa, quem sabe...
Foi falando e metendo a mão por baixo da camiseta de Sam empurrando o tecido pra cima, expondo sua barriga, desceu a boca sobre seu estômago e distribuiu beijos chupados e lambidas molhadas por ali, mordiscando suas costelas de leve, fazendo-o se retorcer e gemer de prazer, subiu pelo seu peito levando a camiseta junto arrancando-a do seu corpo.
Se ajeitou sobre ele, prendeu seu rosto entre as mãos olhando-o nos olhos.
_Eu te amo Sam. Eu te amei minha vida inteira e vou te amar pra sempre!
Sam acariciou seu rosto, seus cabelos, correu os dedos pelos seus braços, suas costas fortes, enfiou as mãos por baixo da sua roupa apertando a pele do corpo que ele sabia que era seu, só seu. De mais ninguém.
-Eu sei Dean! É que eu sou meio besta às vezes! Eu também te amo! Te amo pra sempre! Não liga pra mim não, tá?
Dean o beijou suavemente.
_Você é o amor da minha vida, Sam!
_E você da minha!
Dean o beijou suavemente olhando-o nos olhos, se perdendo dentro dele.
Despiu-se das próprias roupas e despiu-o das dele. Beijou-o inteiro, seus olhos, sua boca, seu queixo descendo pelo seu peito, seu ventre e seu sexo.
Sugou seu pênis enquanto ele gemia e enfiava os dedos nos seus cabelos, abriu suas pernas entrando com dedos úmidos em seu corpo. Sentiu ele se fechar e retesar o corpo em reflexo, beijou suas coxas lhe dizendo o quanto o amava e era feliz com ele, acariciou-o com cuidado e carinho até ele começar a se empurrar contra sua mão rebolando e gemendo de prazer.
Se deitou sobre ele num encaixe perfeito dos seus corpos, penetrando lentamente, olhando dentro dos seus olhos, beijando sua boca, engolindo seus gemidos de dor até viraram suspiros de prazer.
Ondulou o corpo sobre ele, dentro dele, enlaçando suas mãos, colou sua testa na dele se mexendo com suavidade, distribuindo beijos, amando-o, tomando-o e se entregando ao prazer de ouvi-lo pedir mais, sentindo a delícia que era ter suas mãos de dedos longos apertando os músculos das suas costas, suas pernas compridas enlaçadas na sua cintura prendendo-o lá dentro.
_Te amo Dean, te amo. Isso... faz assim...faz beijando!
Dean cobriu sua boca sofregamente aumentando o ritmo, penetrando com força, se desesperando por entrar mais nele, se desesperando por querer mais dele, querer sua boca, seu corpo, sua alma.
_Sammy, Sammy...ah Deus Sam...te amo tanto...tanto.
_Dean...Dean...assim Dean...vem pra mim...vem...ah...Dean
_Sammy...não consigo...tô quase Sam...tô quase...
Sam riu, enlaçou seu pescoço com o braço erguendo o corpo contra ele, encostou sua testa na dele, mordendo os lábios e respirando forte, a outra mão enfiada no meio deles se tocando.
_Então goza Dean...goza...eu quero ver... – Sam o puxou com mais força, usando as pernas, estremecendo e vindo junto com ele, olho no olho, sentindo os braços dele se fecharem num abraço ainda mais apertado contra suas costas, enquanto seus corpos estremeciam e se desfaziam num turbilhão, se misturando, se juntando, deixando-os saber que eram um do outro, pertenciam um ao outro e não podiam mais existir separados.
Era sempre assim entre eles! Era amor, era sexo! Era cheio de romance, de declarações apaixonadas, de palavras de amor ou de palavras obscenas.
Era entrega e posse, era doce e arrebatador, às vezes calmo, às vezes desesperado, mas sempre intenso, sempre perfeito.
As vezes ficavam deitados juntos sentindo o corpo mole do pós sexo, grudados um no outro, falando bobagens apaixonadas e fazendo manha. Bobos, cheios de dengos e palavras melosas, como qualquer casal apaixonado.
-W-
Sam tinha que reconhecer, Dean era charmoso por natureza e exercia uma atração irresistível sobre as mulheres mesmo quando não estava fazendo nada além de bebericar uma garrafa de cerveja e olhar ao redor com seu lindo sorriso de lado.
Continuava sendo assediado onde quer que estivessem, fosse em um bar bebendo depois de um dia difícil, em uma lanchonete comendo apressado um dos seus sanduiches melequentos que faziam Sam torcer o nariz, ou até mesmo em uma loja de conveniência, comprando um quantidade infinita de porcarias industrializadas, brigando e discutindo com Sam que não cansava de ranhetar contra seu gosto gastronômico, sempre tinha alguém de olho nele.
Sam andava até meio conformado, dizia que ele tinha um jeito oferecido de ser , por isso era tão assediado pelas mulheres e até por alguns homens.
Ainda tinha crises de ciúmes e sentia vontade de sair batendo o pé a cada vez que alguma mulher se tornava mais ousada pra cima dele, mas não recriminava mais Dean.
Se a coisa começava a ficar séria e a mulher mais ousada, bastava fazer uma cara feia e olhar torto pra Dean para ele gravitar pro seu lado da mesa e se encostar nele de um jeito sugestivo.
Mas bem sugestivo mesmo!
Isso geralmente bastava para despachar quem quer que fosse, embora as vezes a ousadia chegava ao ponto da mulher em questão rabiscar seu telefone num papelzinho e enfiar no bolso dele, dizendo para procurá-la quando estivesse "desocupado"!
Sam só não subia pelas paredes de ódio porque Dean sempre fazia questão de pegar o papelzinho e picar em pedacinhos bem pequenininhos, bem na sua frente. Depois colocaria a boca no seu ouvido e perguntaria na maior cara de pau se Sam não estava a fim de mantê-lo ocupado por algumas horas.
Geralmente terminavam embolados encima da cama com Sam ameaçando dar um tiro na próxima "biscate" que se atrevesse a encostar em Dean e Dean pedindo com dengo pra Sam fazer coisa melhor com a boca do que ficar falando na fulana.
-W-
Dean não se cansava de provocar Sam dizendo que ele era um menininho para casar. Todo recatado no dia a dia, mas em cima da cama era um garanhão, ou uma puta, dependendo da disposição do momento.
Ou da posição, Dean concluiria com um sorriso sacana.
Já Sam, sabia bem como lidar com Dean, um beijo no pescoço, umas palavras sacanas no ouvido e seria capaz de convencer Dean a fazer qualquer coisa que quisesse.
Ainda brigavam horrores, mas nunca mais saíram na mão. Dean dizia que não poderia mais sair no tapa com ele, por que não queria um relacionamento abusivo.
Sam caiu na risada na primeira vez que ele disse isso, mas quando tiveram a primeira briga feia e Sam teve vontade de quebrar a cara dele, é que entendeu o verdadeiro sentido da coisa.
Não ia sair no tapa com ele pra depois, quando fizessem as pazes, simplesmente virar o rabo pra ele foder, seria humilhante.
Inteligente e centrado, optou pela melhor solução, virar o rabo logo de uma vez e acabar com aquela merda de briga idiota.
As vezes, quando brigavam feio, Sam ficava tão irritado que só de pirraça pedia dois quartos de solteiro. Geralmente saia pisando duro na frente dele com Dean resmungando nos seus calcanhares. Fazia questão de esperar Dean alcançá-lo antes de entrar no quarto, só para poder bater a porta na sua cara com ar de ofendido.
Dean passaria uns bons minutos xingando e praguejando no próprio quarto antes de se decidir a sair e encher a cara. Ligaria pra ele mesmo sabendo que ele não atenderia, deixaria uma mensagem malcriada dizendo que ia atrás de algum puteiro onde pudesse encher a cara e arrumar companhia, de preferência uma bem peituda. Sabia que ele ficava louco com isso.
Em menos de meia hora seu telefone tocaria.
Era o tempo que Sam levava para passar de mortalmente indignado para totalmente preocupado. Dean atenderia e Sam berraria com ele exigindo saber onde que ele estava, com quem e o que estava fazendo.
Geralmente ele estaria trancado dentro do impala rodando à toa pela cidade só fazendo onda, mas ia fingir que estava se divertindo horrores em algum bar badalado. Sam ia exigir que ele voltasse imediatamente, ele ia fazer mais um pouco de onda, mas ia acabar cedendo e voltaria com o rabo entre as pernas, jurando por Deus que não tinha feito nada de errado.
Passaria mais um bom pedaço de hora ouvindo de cabeça baixa e cara de culpado a ladainha de Sam reclamando dele.
Como ele era grosseiro, como ele não o respeitava, como ele era inconsequente e malcriado ou como ele era cabeçudo e turrão. O discurso de Sam seria feito em tom exaltado, ora aos berros, ora com bico espichado e cara de manha.
Quase sempre terminavam a noite pedindo na maior cara de pau, para a recepção trocá-los dos quartos de solteiro para um quarto de casal, isso se não caíssem no sono em cima da cama de solteiro do quarto de Sam mesmo , depois de uma ou duas deliciosas trepadas conciliatórias.
Com o tempo Dean também aprendeu o que precisava fazer com Sam a cada vez que ele ficava impossível com suas crises de mau humor, ou como Dean chamava secretamente, "momentos em que Samantha está crise".
Não que ele tivesse peito para dizer isso em voz alta. Não senhor, gostava muito de sexo para se arriscar assim, e passar dias com Sam em "modus operanti não estou falando com você, portanto não fale comigo" era simplesmente insuportável.
Além do que, Sam podia ser assustadoramente criativo quando queria vingar-se.
Quando Dean queria alguma coisa com a qual Sam não concordava, bastava Dean dizer que: "esta tudo bem, Sammy", "não tem importância, se você não quer tudo bem!", "a gente faz do seu jeito". Depois bastava complementar com um olhar cabisbaixo e um sorriso de lado bem pequenininho.
Sam ficava com o coração partido, mesmo quando desconfiava que Dean o estava manipulando não conseguia falar não pra ele. As vezes chamava-o de cínico, manipulador e dissimulado, mas cedia no final. Só pra vê-lo abrir aquele sorriso lindo e triunfante, que fazia seus olhos brilharem.
Quando discordavam de alguma coisa de verdade, quase sempre o sexo era a ponte para voltarem a se entender.
Sam era muito criativo na hora do sexo, às vezes esperava sentado na cama, confortavelmente recostado contra a cabeceira Dean sair do banheiro, só de toalha, para surpreendê-lo com pedidos obscenos.
Pedia calmamente pra ele subir na cama, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
_Vem Dean, sobe aqui. De pé, aqui na minha frente, vem...
Pedia pra ele por uma perna de cada lado do seu corpo, abria a toalha e pedia pra ele por o pau na sua boca. Adorava a cara de espanto que ele fazia. Adorava a sensação de abocanhar Dean e ficar apenas parado segurando o pau entre os lábios, dentro da boca, sentindo-o crescer até ele gemer desesperado e começar a se empurrar e se puxar, as mãos apoiadas na parede, os olhos pregados na sua boca, os quadris dançando para trás e pra frente, se rebolando cheio de tesão e safadeza. Se masturbou muitas vezes e gozou junto com ele enquanto o sugava com força deixando ele vir na sua garganta.
E tinha também as fantasias.
Essas eram as melhores, embora no começo tenha sido meio complicado, o nível de confiança e cumplicidade entre eles rapidamente levou-os a um novo patamar de entendimento na cama.
-W-
_Sammy, você tá de brincadeira, né?
Sam balançou a cabeça afirmando que não, estava meio envergonhado, mas realmente queria aquilo, queria muito.
_Olha, se você não quer, tudo bem! Não tem problema. – Falou sem olhar para Dean, usando suas próprias armas contra ele. Se afastando um pouco, jogou o pacote pequeno em cima da cômoda, dando de ombros, voltou a se aproximar dele novamente e o beijou enfiando as mãos por baixo da sua camisa.
Dean se abraçou a ele, beijando seu pescoço de volta.
Era estranho, mas se ele queria, talvez pudesse fazer, podia até vir a gostar, quem sabe? Quer dizer, era uma fantasia dele, então, porque não?
Foram se despindo mutuamente, a excitação suave aumentando conforme os beijos iam ficando mais intensos e as carícias mais ousadas. Sam caminhou abraçado a ele até a beirada da cama e empurrou Dean sobre o colchão, terminou de se despir, deitando-se nu entre suas pernas.
Senti-lo assim, duro, meio desesperado de tesão, aninhado sobre si ajudou-o a decidir que definitivamente podia e queria fazer aquilo por ele.
_Pega lá. – Dean falou em seu ouvido, Sam ergueu a cabeça para olhá-lo sorrindo meio safado.
_Sério?
_É! Pega lá, vai!
Sam dirigiu-se até a cômoda e voltou com o pequeno pacote nas mãos, já rasgando sofregamente a embalagem.
Enrolou uma perna e calçou no pé que Dean lhe estendia, esticou a meia de seda até o meio da coxa dele, enrolou a outra perna e vestiu nele, terminou de desenrolar a peça, vestindo-a completamente em Dean, enfiou a mão pela cintura de elástico com cuidado para não desfiar o tecido macio e frágil e ajeitou-lhe o pênis meio de lado em direção ao quadril. Ele já estava completamente duro. Ficou um segundo observando sua deliciosa obra, hipnotizado pelo tecido esticado sobre o sexo rijo.
Acariciou-o por cima da meia de seda.
_Puta merda, que tesão que você ficou, Dean!
Dean riu se sentindo meio envergonhado, mas o olhar guloso de Sam sobre seu corpo serviu para mandar o restinho de resistência dele pro espaço. De repente esqueceu que estava se sentindo ridículo, nu, vestindo uma meia calça de seda preta, com o pau duro preso por baixo do tecido transparente e passou a sentir-se extremamente sexy.
Se acariciou massageando o próprio pênis, deliciado com a delicadeza do tecido que não impedia o sentido do tato, e sim o atiçava, e com o olhar tarado de Sam sobre ele. Se deitou todo arreganhado na cama de novo e chamou por ele.
_Vem Sammy, vem me comer!
Sam se deitou sobre ele, enfiado entre as suas pernas, se esfregando nele todo, gemendo indecente. Beijou e lambeu sua boca, mordeu seu queixo, enquanto sua mãos corriam firmes sobre a carne da coxa. Enfiou a mão por baixo dos seus joelhos e levantou sua pernas empurrando-as em direção ao peito dele.
_Fica assim! –ordenou
Sam puxou uma perna sobre o ombro, beijando e lambendo sua panturrilha. Seguiu beijando o peito do seu pé, passou para o calcanhar mordiscando de leve, lambeu a planta do pé. A sensação da língua quente e molhada era deliciosa e surpreendeu Dean, não imaginou que aquele tipo de carícia pudesse ser tão prazerosa, esticou a ponta do pé e acariciou os lábios dele, Sam abocanhou seus dedos chupando e lambendo demoradamente cada um deles. A imagem de Sam chupando seus dedos enluvados pela meia de seda preta era tão obscena que Dean chegou a perder o fôlego de prazer.
Se sentindo mais confiante esticou a outra perna e acariciou o peito dele com a ponta do pé, esfregou o dedo sobre seu mamilo fazendo ele se arrepiar, Sam se empolgou com a carícia, sem deixar de lamber-lhe os dedos, segurou seu outro pé e incentivou Dean a tocá-lo no mamilo de novo, daquele jeito, com a ponta do dedão.
Voltou a segurá-lo pelos tornozelos empurrando suas pernas para trás voltando a posição inicial de joelhos dobrados e coxas arreganhadas, Dean segurou os próprios joelhos se mantendo todo aberto para ele.
Sam deslizou pelo colchão se deitando até ter a cabeça entre suas pernas, Dean se ergueu nos travesseiros para vê-lo.
_Eu vou te chupar inteiro, vou te lamber todo.
Sam projetou a língua para fora e lambeu suas bolas por cima da meia calça, chupou delicadamente fazendo Dean gemer e contorcer.
_Ah Sam! Porra que delícia essa sua língua cara!
Sam lambia e chupava sua bolas, enquanto suas mãos acariciam a parte de trás de suas coxas expostas pela posição. Escorregou um pouco mais e passou a lamber-lhe a carne tenra entre os testículos e o ânus, mordiscando devagar, puxando a seda com os dentes. Dean se jogou contra o colchão apertando as mãos contra suas próprias coxas se puxando mais, se abrindo mais, se entregando todo àquela carícia enlouquecedora.
Sam ergueu os olhos para ele passando a língua por aquele ponto e subindo pelos testículos até o pênis preso sob a seda. Se concentrou em chupar a cabeça, colhendo com a ponta da língua a pequena gota de líquido viscoso que entrevia pela trama delicada. Abocanhou a glande sugando com forças saboreando o gosto dele misturado ao gosto do tecido, uma mão num agarro firme contra a coxa musculosa e a outra se tocando devagar, de leve. Estava tão excitado que as suas bolas doíam e a pele dos seus testículos se arrepiava em ondas de prazer, apenas por vê-lo duro preso por baixo da meia de seda, como imaginou tantas vezes. Teve que parar de se tocar, porque a visão de Dean se retorcendo, gemendo com os lábios vermelhos, entreabertos, as bochechas coradas, o suor porejando na sua testa e grudando seus fios de cabelo louro o estavam levando a um ponto de excitação que apenas mais um leve roçar e ele iria gozar no lençol.
Voltou a lamber e chupar toda a extensão do seu pênis enquanto Dean puxava seus cabelos querendo mais.
_Sammy, tá me matando...!
_Tá gostoso, Dean?
_Porra se tá, chupa mais!
Se concentrou em atendê-lo chupando e lambendo ele todo, segurou o pênis através do tecido e levantou um pouco envolvendo parcialmente a cabeça sendo impedido de devorá-lo completamente pela resistência da meia de seda que se esticou mas não rasgou.
Ótimo, era assim mesmo que ele queria.
Continuou lambendo seu pau, enquanto com os dedos rasgou o tecido sobre as bolas, abrindo um pequeno rasgo, pondo-as pra fora pelo buraco formado. Voltou a lambê-las, colocando uma de cada vez na boca, fazendo uma sucção delicada.
Dean levou a mão lá embaixo indicando onde queria a boca dele, tocando uma bola e depois a outra.
_Isso Sammy, chupa aqui. Assim! Isso!
Sam se concentrou em chupar envolvendo completamente uma de cada vez com os lábios, levando pra dentro da boca, usando a língua para lamber pondo pressão com as bochechas para sugar bem de leve, como se fosse um doce saboroso.
_Meu Deus, Sammy...tão bom...tão bom...puta delícia isso...
Dean repetiu uma ladainha de palavras dizendo o quanto era bom e gostoso e pedindo pelo amor de Deus por nem sabia o que.
_Aqui Sammy, por favor! Eu quero aqui!
Tocou seu pau e pediu para ele chupar de novo.
Sam achou que já tinha judiado bastante dele e vê-lo implorar submisso era delicioso demais.
Acariciou-o novamente com as pontas dos dedos, deslizando da cabeça até a base presa sob a renda.
_Aqui, Dean? Você quer aqui, é? – disse tocando a glande vermelha e rodeando com o dedo, massageando a borda inchada.
_Sammy... – Dean choramingou.
_O que você quer Dee? Pedi!
Dean se contorceu sob seus dedos tentando se empurrar contra sua mão.
_Pedi Dean! Você quer que eu ponha tudo na boca, é?
_Quero Sam, me engole, eu quero! Chupa tudo...
_Hum...gostoso seu pau, Dean...delícia...você é uma delícia sabia?
Sorrindo de um jeito predador Sam rasgou o tecido e puxou seu pênis pelo buraco enfiando-o inteiro na boca. Desceu e subiu a boca sugando com força, encovando as bochechas. Passou depois a se concentrar na ponta forçando a língua contra a fenda que liberava gotas grossas de líquido seminal, deslizou os lábios e envolveu o cabresto, beijou-o com os lábios e a língua, depois sugou de leve, com delicadeza aquele ponto extremamente sensível, voltou a colocar a cabeça na boca sugando só a glande usando a língua num movimento suave de mamada, Dean se retesava todo na angústia do prazer quase insuportável. Sam voltou a descer a boca sugando o máximo que conseguia, ele tinha ficado mesmo muito bom naquilo, não tinha nada que ele não conseguisse arrancar de Dean diante da promessa de por a boca lá.
_Ai Sam, como você chupa gostoso... tão gostoso...assim eu não aguento.
Dean já estava quase choramingando.
_Ainda não Dee...- com mais uma chupada forte Sam largou seu pênis ouvindo Dean resmungar, escorregou novamente na cama, pondo força nas mãos e empurrando as coxas dele mais pra junto do peito, expondo suas nádegas.
_Eu vou lamber seu rabo, Dean! Você quer?
_Sa-sam...
Dean quase desmaiou quando sentiu os dedos de Sam se enfiando entre suas nádegas acariciando seu ânus por cima da meia de seda, seguidos da língua lambendo-o por sobre o tecido. Com um gemido desesperado Sam abriu mais um rasgo no tecido fino e enfiou a língua pelo buraco lambendo-o lá. Dean não acreditou que ele estava mesmo fazendo aquilo. Perdeu o ar e toda consciência de si mesmo ao sentir a língua úmida tentando se enfiar dentro dele, os lábios lhe dando um beijo forte, voraz, a sensação de pressão quando Sam colou a boca sobre seu ânus e chupou com força, esfregando a língua macia, lhe dando um prazer inédito, apertado, incompleto e desesperador. Sam continuou a lambê-lo, hora rodeando a carne rosada com a língua, hora dando beijos vorazes, usando lábios e língua.
_Que delicia Dean...até seu rabo é louro.
Sam fazia uns barulhos indecentes com a boca, das chupadas, dos beijos úmidos, das lambidas completas. Com a ponta da língua, delicadamente Sam forçava bem no centro, pedindo descaradamente pra ele piscar o ânus na sua língua, simulando penetrá-lo para depois lamber tudo de novo usando toda a extensão da língua, lambendo de baixo até em cima, rápido, com força, puxando seus ancas contra si, enfiando o rosto entre suas nádegas, para no segundo seguinte se concentrar em morder, beijar e chupar a carne branca da popa da bunda. Em um determinado momento segurou seu pênis e meteu na boca outra vez, chupando com força, fazendo Dean se torcer de susto e tesão, empurrou mais suas coxas pra trás virando seu traseiro completamente para cima, colou de novo os lábios no seu ânus e chupou forte. O barulho de sucção totalmente vulgar e indecente, um prazer a mais para Dean.
Dean achou que fosse explodir quando ele usou os dedos para abri-lo mais, forçando a carne a se arreganhar e voltou a usar a língua nele, dando lambidinhas pequenas bem no meio, parecendo um gatinho lambendo um pires de leite.
_Eu quero te foder com a minha língua! - lambeu ele de novo desesperadamente, passando os lábios pelas pregas da carne, passando a ponta da língua, contornando e depois forçando contra seu ânus, chupando sem pudor, babando e lambuzando ele todo, tomando o que era seu de direito sem nenhum tipo de censura ou restrição – eu vou te comer de tudo que é jeito, Dean
_Sammy, pelo amor de Deus...não aguento!
A sensação era incrível, desesperadora, excitante e frustrante, tudo ao mesmo tempo.
A língua quente lambendo e empurrando com força lhe dava uma sensação estranha de calor, uma sensação de inchaço e pulsação lá embaixo. Queria mais, queria sentir ele inteiro lá dentro, bem fundo. Dean tinha os nervos do pescoço esticados, acariciava os cabelos Sam com uma mão e a outra dava puxões desesperados em seus próprios cabelos.
Com um gemido que era quase um rosnado Sam puxou Dean pela cintura virando-o de bruços na cama, usando toda a força dos braços puxou seus quadris pra cima fazendo-o ficar de quatro, segurou seu pênis pela base e investiu contra seu corpo com força, puxando num mesmo movimento suas ancas contra si, embriagado pela deliciosa visão das nádegas firmes cobertas pela seda negra e o ânus rosado e úmido rodeado de pelos louros exposto através do rasgo do tecido.
Deliciosamente pornográfico.
_Eu adoro esse seu rabo apertado, esses seus pelos! Eu amo, cara.
Deslizou rápido e fundo para dentro do ânus lubrificado pela sua saliva, Dean gritou e arqueou as costas, Sam envolveu um braço pela sua cintura e travou a outra mão com força na junção da coxa com seu quadril, colou a boca nas suas costas e mordeu, se puxou rápido para fora e se empurrou de novo, Dean meteu a mão entre as próprias pernas se masturbando desesperadamente, tentando respirar, perdido entre a dor e o prazer de tê-lo inteiro dentro de si. Estendeu um braço e buscou apoio na cabeceira da cama firmando a mão espalmada contra a madeira, se empurrou para trás forçando o corpo contra Sam, a bunda de encontro à pelve dele provocando um som obsceno de carne batendo contra carne. Sentia o ânus ardendo pela deliciosa fricção provocada pelo entrar e sair rápido do pênis enorme.
A sensação que ainda era tão nova!
Um prazer tão surpreendente, tão inesperado.
Nunca imaginou que era assim!
Que era tão quente, tão ardido, que seria tão bom se arreganhar todo e sentir ele entrar centímetro por centímetro!
Tão grande.
Que a fricção provocada pela esfregação do pênis pudesse ser tão deliciosa, que pudesse provocar um prazer tão intenso.
_Assim Sam...meu Deus...assim...
_Tão gostoso...porra que rabo apertado, Dee!
_Com força Sammy, mete mais forte...
Sentia-se perdido dentro daquela sensação incrível de abrir-se, rasgar-se para ele. Sentir que estava cheio dele e ainda era pouco.
_Porra Sammy...com força...eu quero...bem forte...ai Sam...assim, assimmm...ahnn meu Deus... tão gostoso...
Se empurrar desesperado e gritar porque ele quase o tocava em um lugar secreto, mágico que minava todos os seus sentidos. Dean se perdeu entre seus próprios gritos, a dor e o prazer da penetração brutal, as mãos fortes de Sam enterrando os dedos nos seus quadris, a boca pelos seus ombro e nuca, mordendo e arranhando, lambendo e chupando.
Por dias iria olhar-se no espelho e ver as marcas de mordidas espalhadas pelos ombros, pescoço e nuca e se lembraria da última vez que tinha ficado de quatro para ele, embaixo dele e tinha empinado a bunda e implorado para ele foder-lhe o rabo com força enquanto mordia e chupava suas costas. Iria sentir um misto de vergonha e tesão porque tinha rebolado e gritado pedindo pra ele enfiar bem fundo.
Fazia de tudo na cama e faria de novo sempre, de quatro de frente, de lado, por baixo ou por cima, do jeito que ele quisesse.
Dean se empurrava com força no desespero de senti-lo cutucando lá dentro, roçando por dentro, atritando, enlouquecendo. A sensação de pressão crescendo ao finalmente ser atingido do jeito que queria, uma vez, duas, várias vezes, estremecer de prazer, revirar os olhos, se perder em seu próprio corpo, sentir as mãos dele apertando, puxando, o peito dele colada as suas costas, a boca mordendo sua nuca, gritando por ele também, perdido e desesperado dentro do seu corpo.
_Dean...Dean...meu...!
Sam o puxava e empurrava mordendo seu pescoço, lambendo sua orelha, gritando seu amor e sua posse.
_Você é meu...meu...Dean! Você Dean, eu quero...só meu ...ah que gostoso...!
Dean respirava com a boca aberta no mesmo ritmo do movimento da penetração, se entregando entre gemidos e pedidos desconexos, oscilando à beira do precipício, pronto pra se deixar levar, só mais um toque, só mais um roçar, só mais um pouco.
_Assim...mais Sam...mais...porra Sammy...aí...bem aí...desse jeito, ah meu Deus.
Sam esfregou o rosto contra ele, raspando a pele de suas costas com a barba por fazer, fazendo ele se arrepiar inteiro, metendo com mais força e desespero.
_Apertado...tão...apertado...
_Porra Sam...desse jeito ...assim...asimmm...assimmmm...Sammy assimmm... Sammy ahnnnn... Sammmm!
Dean se entregou ao orgasmo estremecendo e gritando alto, arqueando as costas, esticando o pescoço, Sam puxou seu rosto fazendo ele se contorcer pra trás e cobriu-lhe a boca engolindo seus gritos, beijando-o com brutalidade. Sustentando seu corpo com um braço passado pelo seu peito, ergueu-o e puxou-o para trás, por sobre seus quadris, segurando-o pelo tronco, usando toda sua força para erguê-lo, subindo e descendo o quadril, puxando-o seu corpo, fazendo com que ele se sentasse contra seu pênis metendo ainda mais, mais desesperado, gozando forte e fundo dentro dele.
_Meu...meu...você é meu Dean...meu!
Dean se largou contra o peito dele sem forças para se sustentar ainda estremecendo no limiar do prazer, a cabeça jogada para trás apoiada no seu ombro.
Sam o manteve seguro contra si ainda um pouco mais, sentindo-se derreter dentro dele. Se pudesse ficaria assim pra sempre, preso dentro do seu corpo. Queria nunca ter de separar-se dele.
Sam era sempre assim, intenso, desesperado, possessivo, rosnando seu amor, demonstrando com beijos desesperados pelo seu pescoço, puxando seu rosto com a mão enorme, engolindo sua boca.
_Eu te amo, Dean! Você é meu! Você é meu... só meu Dean! Te amo cara, te amo!
Escorregaram juntos para o colchão, Dean se aninhou na curva do seu braço, respirando forte, todo quente, exausto e feliz.
_Eu também te amo Sam!
Ficaram abraçados, Sam distribuindo beijos delicados pelo seu rosto derramando palavras carinhosas no seu ouvido, perguntando se ele era dele, naquela ânsia possessiva.
_Você é meu Dean? Me diz que você é meu pra sempre!
Dean ria feliz. Ele precisava desse sentido de posse todo que Sam demonstrava, precisava saber que Sam o queria pra ele, que se pudesse, o amarraria ao pé da cama. Sam morria de ciúmes dele, tinha vontade de furar os olhos de quem se atrevia a olhá-lo fosse homem ou mulher, e ouvi-lo dizer "você é meu!" com posse, com desejo e desespero era tudo que Dean precisava para se sentir seguro e amado como nunca tinha se sentido antes na vida.
_Eu sou Sammy, eu sou! Pra sempre!
Sam se ergueu apoiado no cotovelo, afastou os fios de cabelo louro grudados da testa dele, pontuou beijos pelo seu rosto, na ponta do seu nariz, até sua orelha. Cochichou em tom de segredo, mas sem conter o riso.
_E então... gostou?
Dean sorriu de volta para ele.
_Se eu gostei, tá brincando? O que você acha? – Dean perguntou mostrando a mão melada de esperma.
_Do jeito que você gritou eu acho que você gostou um pouquinho!
Dean revirou os olhos rindo.
_Idiota! – estalou um beijo rápido nos seus lábios – Porra Sam, dá onde você tirou isso?
Sam apenas riu ao seu lado. Dean se ergueu nos antebraços e olhou-o insistindo.
_Qual é? Não vai falar?
_Não! – foi a resposta direta e risonha dele.
Diante da expressão curiosa de Dean, ele completou.
_Você vai me zuar.
_Não vou.
_Vai sim!
_Sam, eu sou o cara de meia calça preta que tava de quatro dando pra você! Acho que eu não tô em posição de te zuar.
_Nossa amor, como você é romântico!
_Tá bom, eu sou o cara de meia calça preta que tava de quatro, romanticamente dando pra você. Melhorou?
_Isso foi lindo, Dean!
_Eu sei baby, eu sou assim mesmo, tooodo romântico! – arrematou rolando na cama e ficando parcialmente sobre ele, beijou-lhe a boca, os olhos, mordiscou o queixo.
_Fala vai, Sam...
Sam fez um muxoxo com a boca se fingindo de contrariado.
_Eu vi num filme... – respondeu revirando os olhos pra ele, já sabendo o que viria a seguir.
_O quê? – Dean perguntou divertido
_É isso que você ouviu. – respondeu rendido, já rindo junto com ele.
_Pornô?
Sam rolou os olhos para cara de safado que ele fez.
_É!
Dean até tentou segurar a risadinha mas não deu.
_Pornô gay?
_Lógico né, besta! Para de rir! – até tentou impor um tom sério na voz, mas não conseguiu.
_Tá, parei. –Dean continuou soltando risadinhas mal contidas – Conta!
_Bom, foi depois que você me contou sobre... – Sam apertou os lábios meio contrariado, ainda sentia ondas de ciúmes toda vez que pensava naquele cara – sobre o tal do Terry, lembra que você falou que tava meio confuso e tal e o cara te beijou? Então...eu também tava confuso...e curioso! Peguei esse filme para ver, sabe, pra sei lá...só de curiosidade, e tinha um monte de cenas com um monte de caras, eu só fui passando, parando numa parte ou outra até que apareceu esse ator...louro...olhos verdes. O outro cara pediu para ele usar uma meia calça, igual a essa.
Sam apontou para a meia calça de seda preta que Dean usava, agora apresentando rasgos em locais estratégicos.
_Bom, eu não consegui não pensar em você naquela hora, cara! E depois também. Simplesmente não conseguia esquecer!
Dean não ria mais, aquilo era muito interessante. Conversavam bastante sobre aquele tempo que passaram separados, sobre como cada um se sentiu, sobre como Sam descobriu e aceitou seus sentimentos, mas aquilo era novidade. Sam nunca tinha falado sobre essa parte, sobre as dúvidas e curiosidades dele com relação ao sexo em si.
_Foi uma loucura Dean, puta merda! Eu ficava vendo aquela cena na minha cabeça, na minha imaginação era você vestindo a meia de seda. Eu acho que bati umas mil punhetas pensando em você de meia calça. Eu fiquei tão tarado que as vezes tinha que parar num posto, num restaurante e correr pro banheiro para tocar uma rapidinha. Eu vivia 24 horas por dia de pau duro . – Sam se remexeu ajeitando Dean sobre seu peito – uma vez cheguei a parar o carro no acostamento, na estrada em plena luz do dia pra te render uma homenagem – riu com a lembrança – esporrei até no painel do carro.
_Nossa, eu tô lisonjeado! Fodidamente lisonjeado!
_Ah, cala a boca! Idiota!
_Então? – Dean aproximou a boca de seu ouvido, gemendo todo lânguido – foi tudo que você fantasiou, baby?
_Foi muito melhor! – Buscou sua boca, arrebatou-o num beijo voraz, correu a mão pela sua coxa envolta em seda negra, subiu para suas nádegas expostas, enfiou os dedos entre elas, penetrando a umidade quente – tão bom que eu quero de novo! Vou comprar um estoque, uma de cada cor!
_Ah Sammy, assim você me deixa doido!
_Hum...que gostoso você...assim, molhadinho! Que delícia, amor! – Sam sussurrou enquanto entrava com os dedos dentro dele, sentindo Dean já começando a se requebrar contra sua mão.
-W-
-W-
Meire: Oi querida!
Claro que eu li suas reviews, meu Deus! Foi incrível.
Eu me diverti horrores escrevendo a cena em que Sam fala com o Bobby sobre até onde chegou com Dean. Que bom que você se divertiu lendo.
Você também gosta dos lemons é? Safadeeenha! Vou confessar que eu adoro escrever essas cenas, adoro mesmo. Você gostou do confronto dentro da cabeça do Sam? Eu achei que já tava na hora de Sam dar uma prova desse amor incondicional que ele também sente!
É muito bom receber reviews como a sua querida! Me incentivam e me enchem de vontade de escrever sempre mais e sempre melhor.
Beijinho e obrigada
Luluzinha: Oi meu bem!
Pois é! O Sam quase que fez m..., mas ainda bem que ele viu a tempo que tava dando mancada, né! O Bobby é mesmo um cara vivido, não tinha como ele engolir isso assim, a seco sem maiores explicações, mas eu acho que o Sam foi sincero a ponto de convencê-lo dos seus sentimentos! Essa conversa entre o Sam e o Bobby fez sucesso, hein! Kkkkk, também rachei escrevendo isso!
Você queria ver Sam mostrando a "Cinderela" pro Dean, né? E aí, o que achou? Deu pro gasto?
Muito obrigada pela review deliciosa.
Beijinho linda.
Luckaz: Oi querido!
Você gostou deles no ferro velho? Qual parte, do Sam surtado embaixo da pilha de sucatas ou do Sam "surtando" o Dean, escondidinhos atrás do barracão? Me fala vai! Hi hi hi hi hi!
Hum...mais uma coisa...! Suou um pouquinho nesse também? Hehehehe
Obrigada por ler e comentar.
Beijinho querido.
Ebonylovesdeanandsam: Oi pra você!
Deixa eu perguntar... você não fala minha língua ou tá só fazendo graça? Bom, eu entendi que você acha que wincest é errado, mas porque é mesmo que eu tenho que parar de escrever? Porque você tá mandando?
Na boa, escreve numa língua em que você consiga desenvolver um argumento mais profundo do que um simples "é errado"!
Aí quem sabe, a gente pode discutir sua opinião, ok?
