Hey gent, 1ª fic aqui yay, não vacalhem e_e


Prólogo

A menina estava agachada atrás do balcão. Sua mãe já havia falado para ela ficar pronta logo que ela e o pai partiriam para a estação em 15 minutos. Era obvio que ela estava morrendo de vontade de ir. O problema era que ela não conseguia se mover. E não tinha nada a ver com feitiços. Ela estava nervosa demais. Com medo que não gostassem dela, de que não conseguisse se dar bem nas aulas, ou que sua magia não funcionasse. O que era impossível, pois na semana passada, dois garotos trouxas começaram a arrotar descontroladamente depois de tirarem sarro das meias dela.

Tinha medo de ir para Sonserina. Seu pai já tinha lhe falado que se isso acontecesse, Slytherin ganharia mais uma grande aluna. Mas mesmo assim, ela preferia muito mais ir para uma das outras casas.

Ouviu passos de alguém entrando no balcão. Seu pai se agachou defronte dela e pegou-lhe uma das mãos.

- Qual o problema agora, Ursinha?

- Eu só estou um pouco nervosa.

- Já conversamos sobre isso, não? Não se preocupe, você irá fazer amigos mais rápido do que perceber.

- Eu não sei... Os meninos trouxas que passam ai na frente não parecem gostar muito de mim.

- É porque eles não entendem toda a sua genialidade.

Ela riu do comentário. O pai, com um sorriso jovem no rosto, se levantou e estendeu a mão para ela.

- Pronta? – a mãe disse, chegando por trás do pai e o abraçando.

- Não. As coisas estão ainda em cima da cama e...

Ela ouviu o barulho do malão fechando enquanto a mãe balançava a varinha nos dedos – Não mais.

- ...e eu preciso me trocar...

Novamente, a mãe balançou a varinha e as vestes da menina mudaram para um jeans e uma camiseta de uma banda trouxa que ela ouvia às vezes – Não mais.

- ...e eu não encontro a minha coragem em lugar nenhum.

A mãe fez menção de balançar a varinha de novo, mas parou para abraçar a filha.

- Não fique assim, você vai se sair muito bem. Você sabe que eu não posso ir com vocês até a estação porque eu tenho que cuidar da estalagem, mas eu vou estar lá em pensamento, ta?

Elas se abraçaram forte e a mãe deu um beijo na filha. Depois, se despediu do marido com outro abraço e outro beijo.

- Tchau mãe, torça por mim!

- Tchau querida – o moço disse.

Eles se viraram em direção à Charing Cross, e depois foram conversando durante todo o caminho até a estação Kings Cross e irem para a plataforma 9 ¾.

Eles estavam um pouco mais adiantados. Ainda faltavam um pouco mais de meia hora para a massa de estudantes começarem a chegar. Eles iam entrar no trem quando a mãe da menina apareceu.

- Mãe! Você não disse que...

- Sim, sim, mas o Tom apareceu e disse que cuidava de lá pra eu vir ficar com você.

- Bom, eu tenho que entrar, amo vocês duas, e vejo você depois, Ursinha.

Depois de verem o moreno entrando no trem, a mãe se virou para a filha.

- Que tal uns pães de queijo?

Elas andaram de volta para fora da estação 9 ¾. A mãe entendia que a sua filha não queria entrar de primeira no trem. Sabia disso porque tinha passado pela mesma situação. A agonia de esperar no trem e depois ver as outras crianças entrando era horrível para as duas.

Compraram os pães de queijo e se sentaram em um dos banquinhos da estação para comer e observar os trouxas engravatados que passavam pela estação.

Jogaram conversa fora sobre Hogwarts até faltarem 5 minutos para o trem partir. Elas voltaram para a plataforma 9 ¾, agora cheia de pais dando a ultima despedia nos filhos – Tchau mãe! Vou sentir saudades!

- Eu também, meu amor!

- Manda um alô pro Tom!

- Mando sim, agora vai!

A menina entrou no trem e logo começou a procurar um vagão vazio. Queria ir com o seu pai, mas sabia que não podia.

Finalmente encontrou um vagão que só tinham dois meninos. Um, com os cabelos loiros bem claros e olhos acinzentados, fazia pequenas faíscas verdes saírem da varinha, o outro, de pele escura e cabelos curtíssimos, cochilava no banco em frente do primeiro.

Ela bateu com as juntas dos dedos três vezes no vidro do vagão. Abriu uma fresta e colocou a cabeça para dentro.

- Se importa se eu me sentar com vocês? Os outros vagões estão muito cheios.

O menino a olhou da cabeça aos pés, avaliando os cabelos castanhos levemente cacheados que caiam sobre o ombro dela, a blusa, a coruja mocho-negro, que era negra como o ébano, que dormia relutante na gaiola, até por fim dizer:

- Pode sentar.

- Obrigada – ela disse enquanto arrumava o malão no maleiro e ajeitava a gaiola da coruja no banco. Se sentou no lado do menino que dormia.

- Primeiro ano em Hogwarts? – ela perguntou, ajeitando a varinha no bolso.

- Sim.

- Meu também.

- Nome?

- Luce.

- Scorpius Malfoy, prazer – ele estendeu a mão e ela retribuiu – Qual o tipo do seu sangue?

- *Puro, por que?

- Por nada... O que significa "Panic! At The Disco"?

- É o nome de uma banda trouxa.

- Você ouve musica trouxa? Meu pai disse que musica trouxa não presta.

- Eles são muito bons ok? – ela disse, sem jeito – quem é esse? – ela apontou pro moreno, tentando mudar de assunto.

- Não faço idéia. Pretende entrar em qual casa? Eu quero ir para Sonserina. Meu pai disse que é a que tem menos trouxas. No máximo para Corvinal.

- Escute – ela disse se levantando, já perdendo a paciência – meu pai foi da Grifinória e minha mãe da Lufa-Lufa, e tenho certeza que eles foram melhores pessoas que o seu pai! Eles são ótimas pessoas, e também já falaram muito dos Malfoy! Apesar de terem se redimido, fizeram muito mal, não só para os meus pais, como para um monte de alunos também! Se você liga tanto para coisas fúteis como o tipo do sangue de alguém, e qual casa ele é, me desculpe, mas eu prefiro achar outro vagão. Passar muito bem! – ela esbravejou, já com o malão e a coruja nas mãos, abrindo a porta.

- Não me entenda mal! Mas é ver... – ele não pode terminar a frase, pois ela já havia fechado a porta com um baque e já estava no corredor.

Andou até o próximo vagão, que tinha só um espaço vazio. Ela estava irritada, tentaria dormir na viajem independente de quem dividisse o vagão.

- Ela bateu no vidro e colocou a cabeça para dentro, como no vagão de Scorpius.

- Posso ficar aqui? O vagão que eu estava antes tinha...gente desagradável.

No vagão tinham dois meninos e uma menina. O primeiro menino aparentava ter sua idade, com os cabelos castanhos lisos e bagunçados e olhos verde folha. O segundo, um pouco mais velho, com os cabelos mais curtos e igualmente arrepiados atrás, e os olhos travessos, com cara de que ia pregar uma peça em você a qualquer momento. A menina, que tinha também a idade dela, era ruiva, com os cabelos cheios, muito cacheados e olhos castanhos, foi a que se manifestou primeiro.

- Claro! Entra – ela disse.

- Deixa eu te ajudar – o mais velho pegou o malão e colocou no maleiro para ela – Você é nova, não é? Meu nome é James – ele estendeu a mão.

Luce pegou a mão comprida do menino e apertou. Depois se sentou ao lado da ruiva, que tinha uma gata com pelos vermelhos vivos e um lacinho roxo no pescoço.

- Meu nome é Rose e esse é o Al – ela apontou para o outro menino – Eles dois são meus primos. Eu te vi ontem no Caldeirão furado! Qual seu nome?

- Luce. Seu nome é mesmo só Al ou é apelido? – ela se dirigiu ao menino, que até agora não falara nada.

- Não, é... – ele começou.

- Albus Severus! – James completou, em tom de deboche.

- Diferente. Meu nome é Luana Alice. Eu sei, combinação horrível. Mas foi uma...

- Homenagem. É, to sabendo. – Albus disse.

- Pois é.

- Quem são seus pais? – James perguntou.

- Ah, não, vocês também? Que importa se meu sangue é puro ou não, dá na mesma...

- Não é isso, ele só quer saber se seus pais estudaram com o nosso. Por exemplo, os meus pais foram os melhores amigos do pai deles. – Rose disse.

- O pai dela é meu padrinho – James disse.

- E a mãe é minha madrinha – Albus acrescentou.

- Ah, bem, desculpem... É que o menino do outro vagão ficou perguntando qual o meu sangue, e qual casa eu quero entrar, e que Sonserina tem menos trouxas e me irritei. Desculpem.

- Sim, sim, mas quem são os seus pais? – Albus perguntou.

- Neville e Hannah Longbottom. E os seus?

- Perai! Seu pai é o Professor Longbottom? De Herbologia? – James exclamou, surpreso.

- Sim, por que?

- Nada, é só que ele nunca disse que tinha uma filha. Ah, minha mãe pediu para eu mandar carinho para o seu pai. Você pode fazer isso por mim não?

- Posso sim, quem é a sua mãe?

- Ginny Potter.

- Hm, meu pai sempre me disse que gostava muito do seu pai. E gostava muito da sua mãe também, Rose.

- É por isso que eu sempre te vejo no Caldeirão Furado, sua mãe é a nova proprietária de lá, né?

- É...

- Bom, eu vou sair pro vagão dos meus amigos, bom te conhecer, Luce. Tchau.

E com isso, James saiu. Depois, Luce ficou conversando a viajem inteira com Rose e Al. Conversaram sobre qual casa queriam entrar, quem já conheciam, e se divertiram bastante quando Zoombie, a coruja de Luce, ficou extremamente interessado em Leevy, a coruja das torres acinzentada de Albus.

Quando chegaram em Hogwarts, foi uma felicidade que Luce e Rose foram para Grifinória, mas também bem chato quando Al ficou na Sonserina. Comeram à beça, e Luce sonhou com varinhas.

E foi nesse dia que Luce conheceu seus melhores amigos.