O treino de Luce foi bem ruim. Ela ficou pensando o tempo todo em como ia conseguir o que queria. Perdeu a goles 3 vezes e levou um balaço na mão esquerda. Sorte que ela era destra, porque ela teve que enfaixar. Depois do treino, esperou todos saírem no vestiário, até sobrarem só ela e James.
- James, eu queria te pedir um negocio.
- O que? – o capitão disse, tirando a mochila do armário.
- Olha, leva em consideração que eu sou a melhor amiga do Al, e que eu nunca te pedi nada ta?
- O que você quer?
- Eu queria o Mapa do Maroto emprestado.
- Como você sabe da existência dele? – James disse confuso, chegando perto da menina, que tinha colocado as roupas grandes de novo.
- Eu vi você usando. Por favor James! Eu te devolvo ainda hoje.
- Não sei, Luce, era do meu pai...
- Eu sei, mas eu juro que não vou estragar. Se algo acontecer, eu conserto, é serio, eu sei como ele funciona.
- Bom, se você sabe... Mas eu quero ele hoje de volta hein!
O menino abriu a mochila e remexeu os pertences. Tirou um pedaço de pergaminho e entregou para a menina.
- Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom – a menina disse, tocando a ponta da varinha no pergaminho.
Logo depois, como tinha visto acontecer com James, as letras surgiram no pergaminho:
Os Srs. Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs,
fornecedores de recursos para feiticeiros malfeitores,
têm a honra de apresentar
O MAPA DO MAROTO
- Pronto, funciona. Devolve hoje hein. – James disse, saindo do vestiário.
Luce abriu o mapa e começou a procurar pelo pontinho que dizia "Albus Potter". Encontrou na sala comunal da Sonserina. E por azar, o pontinho "Scorpius Malfoy" se encontrava ao lado dele.
Ela saiu correndo do vestiário e ultrapassou James no caminho pro castelo. Correu até a porta da Sonserina, e por sorte, Albus estava saindo, desacompanhado.
- Hey Al, ufa. Deixa eu respirar – ela disse, arfando depois da corrida – Ei, posso te pedir um favor?
- Claro, o que é?
- Será que você podia me emprestar a Capa da Invisibilidade?
- Pra que?
- Não dá tempo de explicar agora, mas eu juro que devolvo ainda hoje.
- Só porque você é minha amiga, calma ai que eu vou pegar.
Luce respirou de alivio quando o menino se virou e voltou para a sala da Sonserina, dizendo "Mirtilos Verdes". Bom, agora ela sabia a senha da sala.
Depois de uns 3 minutos, Albus voltou com um fino tecido nas mãos, que parecia ser tecido com fios de água.
- Brigada Al, te devolvo ainda hoje!
Agora já com o Mapa e a Capa, ela poderia botar o plano em ação. Foi até o dormitório na torre da Grifinória e tomou um banho gelado. Depois, passou no Salão Principal e pegou uma maçã na mesa, com a mão entre Rose e Kayla e foi até o sétimo andar, com a capa sobre a cabeça.
Andou devagar, com o Mapa nas mãos, olhando atentamente. A Diretora McGonagall estava no gabinete da diretora ainda, mas pelo que Luce sabia, ela ia sair para jantar à qualquer momento.
Chegou à gárgula que guardava a entrada. Esperou uns 10 minutos até que a diretora saiu da sala. Se aproximou da gárgula e disse baixinho "Memória à Ariana". Nunca entendeu o significado da senha, mas quando a diretora pegou Luce voando fora do campo, foi essa senha que ela usou.
A gárgula girou e mostrou as escadas. Luce subiu sorrateiramente e quando abriu a porta com um simples Alohomora começou a procurar nas gavetas. Os quadros todos não estavam dando atenção. Apenas um olhava diretamente para onde ela deveria estar se não estivesse com a capa. O quadro de Albus Dumbledore, aquele que Albus, o seu amigo Albus, recebeu o nome em honra.
Depois de mexer em quase todas as gavetas e armários dali, achou o que precisava. Ali estavam, em cima de uma única almofadinha, os dois Braceletes Sonsenórios. Ela apontou a varinha para eles e pronunciou quase inaudível um Geminio. Duas copias perfeitas saltaram das verdadeiras, que Luce colocou na mochila. Ela ajeitou as copias na almofadinha e recolocou no armarinho de exposição que estavam, trancando e deixando tudo como estava antes.
Quando estava saindo, o quadro de Dumbledore ainda olhava curioso para ela. Ela, inconscientemente levou o indicador à boca, num pedido silencioso para ele não contar nada a ninguém. E como resposta, o antigo diretor apenas fechou os olhos e dormiu.
Ela saiu do gabinete, e na euforia de chegar ao Salão Principal quase trombou no próprio pai. Correu até seu dormitório e examinou os braceletes no banheiro, trancada, já que Alex e Jean dormiam, e ela não queria correr o risco de deixar elas verem os braceletes. Colocou os dois, e só pra testar, começou a tirar o que continha a imagem da cobra. O do leão começou a vibrar loucamente, e na parte de dentro podia-se ler "Banheiro do dormitório feminino numero 4, Torre de Gryffindor, Hogwarts". Funcionavam ainda.
Procurou no Mapa os pontinhos "James Potter", "Albus Potter" e "Scorpius Malfoy", encontrando na mesa da Grifinória no Salão Principal, na mesa da Sonserina e na Sala Comunal de Slytherin, respectivamente. Foi até sua cama e pegou no malão o livro Antigos Encantamentos e Como Enfeitiçar um objeto mágico. Com a capa na cabeça, ela foi até o dormitório de James, que aparentemente estava vazio, e colocou o Mapa na mochila que ela viu ele usando no treino, que estava na cama. Retirou a capa da cabeça e foi em direção ao Salão Principal.
Lá, encontrou ainda apenas alguns alunos. Avistou James na mesa da Grifinória e foi andando até ele, que comia sozinho. Ela estranhou, porque ele sempre estava rodeado de amigos, mas se sentou ao lado do sextanista.
- Deixei Você-Sabe-O-Que na sua mochila.
- Você entrou no meu quarto? – ele se engasgou com uma coxinha na mão.
- Entrei. – Ela disse, se servindo.
- Você não fuçou nada não né?
- Não.
- Ah. Bom. – ele suspirou e voltou a dar atenção às coxinhas.
Ela comeu coxinhas com purê de batata e depois um pouco de torta de frango. Depois de comer, foi até a mesa da Sonserina. Se abaixou para falar com Al, de um jeito que só ele ouvisse.
- Ei, vou deixar Você-Sabe-O-Que debaixo do seu travesseiro, depois pega lá ta.
Ele assentiu e ela foi andando até as masmorras. Passou a capa pela cabeça em um corredor deserto e foi muda até a porta do Salão de Slytherin. Na porta, disse "Mirtilos Verdes" e entrou.
Observou a sala. Era escura, com uma luz esverdeada. Muito luxuosa, toda decorada de verde e prata. Distinguiu uma cabeleira loira clara num dos sofás e caminhou até ele. Lá tinham uns 3 alunos, mas mesmo assim era bom ser cuidadosa. Agachou na frente do sofá que o menino dormia. Colocou a mão no braço dele e quando ele abriu os olhos, ela sussurrou no ouvido de Scorpius:
- Sou eu, me leva pro seu dormitório, sem alarde.
Ele assentiu sonolento e levantou. Andou até uma porta grande e abriu. Lá, encontrou mais 3 portas, onde entrou na da esquerda.
O quarto era mais ou menos do tamanho do dela. Conseguiu distinguir a cama de Dom, o menino que tinha conhecido no trem, que dormia no vagão de Scorpius. Conseguiu distinguir porque na cabeceira haviam umas 4 fotos de Giovanna Dospety, a namorada dele. Quando estava prestes a tirar a capa, um menino gordinho que ela não conhecia saiu do banheiro.
- Vaza. – Scorpius disse.
O gordinho saiu apressado do dormitório e Scorpius trancou a porta.
- Pronto. – o loiro disse.
Ela despiu a capa e olhou para ele.
- Qual é a cama do Al?
- Essa ai. – ele apontou para a que estava ao lado dela.
Ela dobrou a capa cuidadosamente e ajeitou embaixo do travesseiro. Depois retirou os Braceletes do bolso e sentou na cama.
- Que negócio é esse? – o menino perguntou, tirando o sapato e sentando em uma das camas, que provavelmente era a dele – E como você entrou? Por que o Al te emprestou a capa? Ele nunca me empresta.
- Deve ser porque você é um desastrado. Eu ouvi ele dizendo a senha quando foi entrar pra pegar a capa pra mim, e isso aqui são o que vai dizer se algum de nó já está convencido.
- O que são?
- Chamam Braceletes Sonsenórios. Pertenceram a um antigo casal de aurores, uma Grifinória e um Sonserino, um dos poucos decentes que existiam, só pra registrar. Eles tinham que sair em missões separados, ai eles fizeram essas coisinhas aqui. Coloca o vermelho.
Ela estendeu o bracelete prateado com um desenho de um leão. Ele era da largura de um dedo mindinho, e tinha pequenos rubis gravados.
- Eu não vou usar isso.
- Ah, olha o que eu vou ter que usar – ela estendeu o que tinha uma cobra, com varias pequenas esmeraldas cravadas.
- Porque você não me dá o verde e você fica com o vermelho?
- Não dá, não vai funcionar. Agora coloca.
De má vontade, o menino enfiou o bracelete no pulso. Os rubis brilharam levemente quando entraram em contato com a pele do local, e aconteceu a mesma coisa com as esmeraldas, quando a menina colocou o dela.
- Funciona assim: quando a mulher estava em perigo, ela tirava o bracelete. Desse jeito ó.
Luce tirou o bracelete do pulso. Imediatamente, o bracelete de Scorpius começou a tremer freneticamente. Na parte de dentro as letras se formaram "Dormitório masculino numero 3, Masmorra de Slytherin, Hogwarts". Ela recolocou e apreciou a cara de surpresa do menino.
- Acontece a mesma coisa se você tirar o seu. Agora me dá ele aqui.
Ele entregou o bracelete e ela começou a folhear o livro. Parou na pagina 398, onde lia-se "Feitiço do Convencimento".
- Feitiço do Convencimento. Nível de dificuldade: 8. Conhecimento requerido: Professorado em Feitiços e Transfiguração. Esse feitiço pode ser lançado em dois objetos que serão usados em duplas, e tem que ser algum adereço corporal. O feitiço fará aparecer uma escala, que mostrará o quanto a pessoa que usar um dos objetos está convencida de algo no objeto que o outro individuo usará, e vice-versa. Coloque os dois objetos lado a lado em algum material feito de seda. Diga em voz media e clara o encantamento a seguir, trocando o "***" por o que as duas pessoas terão de ficar convencidas, em latim. Atenção: se o encantamento for dito de forma errada ou não clara, corre o risco de os objetos explodirem para sempre, ou ficarem amaldiçoados.
- Onde você conseguiu esse livro? Luce, às vezes eu fico pensando se você não faz nada fora da lei. Primeiro aqueles colares da sorte, depois esses braceletes, e agora esse livro.
- É do meu pai, ele é professor, esqueceu, filhote de doninha? – ela disse, enquanto arrumava os braceletes em uma das almofadas de seda da cama de Albus.
- Para de me chamar assim.
- Cala a boca, eu preciso de concentração.
Ela fechou os olhos. Pensou com firmeza no seu objetivo, e quando abriu os olhos, apontou a varinha para os dois braceletes.
- Do his rebus potest, ut ego sentio, quam socius meus feminam sintram equidem certo persuasum est socius meus lenis. Iacto eaque quae non permanebit sed lectus. Sed non nisi disfeito me misit eaque virga id. Exponentia factum. *
Ela respirou fundo, e observou. Um fiapo de luz dourada saiu da varinha e se dividiu em dois, cada um caindo sobre um dos braceletes. Eles tremeluziram e uma pequena escala apareceu na parte sem desenhos no bracelete. Elas estavam vazias. Significara que deu certo. Ela olhou para Scorpius, que tinha uma expressão horrorizada no rosto.
- Que foi? – ela perguntou.
- Ah nada. SÓ VOCÊ SABE FALAR LATIM E NUNCA ME CONTOU. SÓ UMA LUZ DOURADA TOMOU CONTA DE VOCÊ ENQUANDO VOCÊ FAZIA ESSE TRECO. SÓ O SEU CABELO SOLTOU DO COQUE. SÓ PARECEU QUE VOCÊ FOI POSSUIDA.
- Eu aprendi a falar latim com a minha mãe. – ela reparou nos cabelos, que realmente estavam soltos.
- Sério, se eu não estivesse tão irritado com você eu te dava um abraço.
- Sorte minha. Bota o bracelete. – ela disse, colocando o dela – Começa amanha, não podemos contar pra ninguém, termina na noite de sábado que vem. O resto você sabe.
- Eu vou ganhar.
- Vamos ver. – ela pegou o cobertor da cama de Dom, apontou com a varinha para ele e murmurou – Erit Destituta.
- O que você fez? – ele disse.
- Feitiço da Desilusão para uma capa da invisibilidade. Ou melhor, um cobertor da invisibilidade. Mas esse tecido não é resistente, tenho certeza que amanha ele vai estar verde de novo.
Ela jogou o cobertor pela cabeça.
- Eu ainda consigo ver um pouco.
- Porque você sabe que eu fiz o feitiço. Tchau, e boa sorte, vai precisar.
Ela destrancou a porta e saiu do dormitório. Foi a passos largos até a Torre de Gryffindor, mas não pareceu que alguém a viu. Quando chegou ao dormitório, dobrou o cobertor e guardou no malão. Estava morrendo de sono, mas ainda tinha muita coisa pra providenciar antes de dormir.
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