Na quarta-feira Luce mal percebeu que as aulas se passaram. Só estava esperando para chegar logo o treino de Quidditch que teria às cinco. Ou melhor, para o que teria depois do treino.
As aulas acabaram e Luce foi correndo para seu dormitório trocar a roupa e pegar o uniforme do time. Colocou uma saia nova, já que a sua tinha sujado um pouco com suco de cogumelo, e escovou os dentes umas 3 vezes, pra depois pegar a bolsa de couro com o uniforme e partir correndo para o campo.
O treino foi ótimo. Todos estavam muito animados com o jogo contra a Sonserina no Domingo. No final do treino, Kayla tinha uma cara maliciosa imensa, que só ela era capaz de produzir. Ela saiu e só ficaram Luce e James, ela porque estava "organizando a bolsa" e ele pois estava "passando de novo as táticas do próximo jogo". Mas é claro que todos sabiam que era lorota.
Quando Kayla fechou a porta do vestiário, os dois largaram o que estavam fazendo e foram logo se agarrar. Um beijo calmo, gentil até. Luce não estava fazendo aqui para irritar Scorpius. Agora, ela fazia aquilo porque queria. O beijo foi aprofundando, e logo, eles estavam novamente empoleirados na mesa. Mas, dessa vez Luce não pediu pra parar. Não, hoje ela queria mais. Já haviam se passado 14 anos de sua vida e ela não havia sentido nada parecido antes.
Ele chupava com toda a vontade o pescoço cheiroso da garota. Ah, aquilo era maravilhoso. Finalmente, ele achou de novo o ponto sensível de Luce, logo atrás da orelha. Ela, involuntariamente, soltou um grunhido de prazer. E se arrependeu muito, por que depois de ter feito isso, James ficou mais feroz do que antes. Ah, ele gostava de ouvir ela grunhir, bastante.
Luce pegou um punhado de cabelo da nuca do garoto e puxou para trás, fazendo ele parar de beijar o seu pescoço. Na hora, doeu, mas logo ele foi preenchido de uma sensação ótima. Ela estava fazendo a mesma coisa que ele fazia nela alguns segundos a trás. Ela nunca havia feito isso em ninguém, mas deixou o instinto a guiar. Fazia mais demorada e levemente que ele, mas isso apenas deixava a coisa mais desejosa. Ele estava já a ponto de explodir quando ela começou a descer os beijos. Beijou levemente abaixo do queixo, a clavícula, a gola da blusa... Ah, ela odiava a blusa. Colocou a mão na gola, e lançou um olhar de permissão para o menino, que concedeu quase como um pedido. Ela voltou a beijar a boca dele, devagar, abrindo mais devagar ainda a camisa dele.
Logo, não haviam mais botões para desabotoar, e ela começou a acariciar de leve o peito nu do garoto. Sentiu toda a extensão, do pescoço ao cós da calça, o deixando louco de desejo. Desejo. Parou de beijar a boca do moreno e beijou abaixo da clavícula, o peitoral, beijinhos singelos e delicados. Arranhou de leve o abdome dele, o que fez James explodir de vez.
Apesar do que a moça lhe fazia ser divinamente maravilhoso, ele arqueou as costas para frente, indo para o pescoço dela. Ela reparou de relance o olhar voraz, quase selvagem nos olhos castanhos do apanhador. Ele beijava forte e rapidamente. Ela se deliciava com a sensação. Ele retirou a mão dos quadris dela e colocou em seus ombros, brincando com os dedos com a gola dela, que era um pouco mais extensa que a dele. Ela entendeu o sinal.
Ainda não tinha certeza se estava pronta para passar para esse nível. Nunca tinha ficado menos do que de uma blusa de alcinha na frente de ninguém. Será que deveria deixar? Bom, ela devia ter esperado que ele quisesse brincar também, quando ela perdeu o controle e tirou a blusa dele. Oh, droga. Ela não devia deixar. Mas deixou.
Ele abriu na mesma velocidade que ela os botões da blusa fina dela. Ela tocou com a varinha na alça do sutiã, aproveitando que ele não estava olhando para lá naquele momento, fazendo a peça mudar de bege para preto. Bom, se era para brincar, então que brincassem direito.
Logo, a blusa dela estava escancarada. Ele parou de beijá-la para apreciar a visão, dando um passo para trás. O cabelo da moça, completamente bagunçado, o sutiã preto, o sorriso sapeca no rosto, os lábios vermelhos e inchados, as mãos que estavam um pouco mais atrás do corpo, foram os fatores que a deixavam irresistivelmente sexy. E foi isso que o fez avançar tão rápido. Ela até riu um pouco com a animação do moço, mas logo o riso foi substituído por uma onda de eletricidade que percorreu o corpo inteiro dela, a fazendo soltar um grunhido mais agudo. Ele beijava e chupava com vontade o pescoço, a clavícula, a pele exposta, a borda do sutiã, o meio dos seios... Tudo delicioso, com o gosto de cereja que a garota tinha e ele tanto conhecia. Ele passou a mão por todos os lugares que pode, até ela dar um choquinho de leve nele, que podia ser comparado ao que o Professor Longbottom tacava nas pessoas. Apenas para chamar atenção. Ele desceu os beijos por toda a extensão da barriga dela, até o cós da saia. Olhou para ela. Um olhar que claramente dizia "não". Ah.
Mas ele estava feliz. Nunca tinha chegado tão longe com ninguém. Nem em tão pouco tempo. Não fazia mal que tinha acabado, alias, já estava mais do que na hora de voltar para o castelo. Eles ainda teriam muitos treinos para usar aquele vestiário da maneira que lhe conviesse.
Ambos fecharam as blusas juntos, no meio de um beijo um pouco mais sentimental.
- Vem – ele disse, pela primeira vez depois de muito tempo, indicando as costas dele.
- O que? Você não vai me levar de cavalinho não né? – ela disse, começando a rir.
- Vou, ou por bem, ou por mal.
Ela riu gostosamente. Ele amou aquele som, mas do que tudo que já havia ouvido. Ela foi até o espelho e se arrumou, apagando qualquer vestígio daquele momento. Colocou a bolsa transversalmente no ombro, e ele vez o mesmo com a dele. Ela se aproximou, e bagunçou um pouco do cabelo dele, que agora já estava seco, colocando para o lado. Deu um selinho.
- Não acredito que vai fazer isso – Luce disse, se preparando para pular nas costas dele – ah, espera.
Ela se afastou e tocou com a varinha na alça do sutiã, fazendo-o a voltar ao normal, para não aparecer na camisa branca. Tocou na saia, que cresceu, cresceu, até tocar o calcanhar dela e se grudar nas pernas, formando uma calça justa.
- Engenhoso – ele disse – agora sobe.
Ela pulou nas costas dele, já rindo. Ele a segurou com facilidade. Fechou o vestiário e saiu pelo caminho escuro até o castelo. Ela deitou a cabeça nele, sentindo o aroma do perfume dos cabelos rebeldes dele. Ouviu alguma coisa atrás, mas não devia ser nada.
Eles foram assim até a escadaria dupla, que separava o dormitório masculino do feminino. Se despediram e foram para os devidos quartos.
Quando Luce chegou, o furacão de meninas que gritavam e esperneavam a atacou, como de costume.
- E AI? COMO FOI HOJE? – ambas as quatro amigas gritaram ao mesmo tempo.
- Eu tirei a camisa dele – Luce disse, fechando a porta atrás dela.
Todas começaram a gritar mais do que nunca, fazendo a morena rir loucamente.
