Do Japão para a Arábia.

Disclaimer: Nenhum personagem de InuYasha é meu ( A não ser o InuYasha que é meu marido).Todos eles pertencem a Rumiko Takahashi a quem eu venero completamente.

Cap.1 - Arabian Nights, like Arabian days.

O sol incandescente nascia no horizonte, as pessoas já começavam a sair de suas casas para garantir seus lucros no comércio e o pão na mesa. A agitação já começava cedo, quando como em um raiopassou correndo com um grande pedaço de pão na mão o jovem InuYasha, órfão de pai, foi criado apenas pela mãe, que havia falecido quando a algum tempo. O jovem Hanyou de 19 anos tinha aparência canina. Orelhas que o caracterizava como um youkai cachorro jaziam no topo de sua cabeça, e eram envoltas pela cabeleira longa e esbranquiçada. Vestia roupas sujas e radgadas em pontos visíveis, não tinha dinheiro para comprar coisa melhor. Na ponta dos dedos garras que se curvavam na ponta e que poderiam dilacerar qualquer coisa. Inclusive os guardas que agora o perseguiam.

- Volte aqui! Seu ladrãozinho! - gritavam os guardas suados de tanto correr e com as feições contorcidas de ódio pela situação em que se encontravam.

- Mas que idiotas, será que eles não sabem que eu poderia acabar com todos eles se quisesse?! - perguntava o hanyou para si mesmo para em seguida logo gritar para os guardas - Foi só um pão!

O jovem hanyou, era conhecido como ladrão por todas as pessoas da cidade, inclusive pelo Sultão e por seus guardas que nunca cansavam de perseguí-lo. O povo que morava ali, permanecia indiferente a cena do jovem sendo perseguido, para eles o que seria estranho era se InuYasha não estivesse correndo de guardas pelas ruas esburacadas do comércio, como estava fazendo agora.

InuYasha corria sem olhar exatamente para onde ia até que deu um encontrão em alguém, com seus reflexos sobrehumanos ele conseguiu se equilibrar antes de cair, mas a pessoa a qual ele tinha esbarrado não teve a mesma sorte.

- Caramba InuYasha! Você realmente deveria usar seu faro pra saber quando estou por perto! Assim evitaria quase quebrar minha cabeça e estourar meus miolos quando esbarrasse em mim! - respondeu o pequeno youkai raposa levantando-se com a mão na cabeça.

- E você já não tem muitos não é Shippou ? - rebateu presunçosamente o hanyou, que agora lançava olhares furtivos para trás estranhando o fato de não ter mais guardas o perseguindo.

Shippou, que vestia-se com apenas uma calça branca já desgastada e suja ergueu os brilhantes olhinhos ao ver o que InuYasha tinha na mão:

- Oh! Você conseguiu pegar o pão! Vamos InuYasha deixe-me dar uma boq mordida nisso - disse Shippou pulando no ombro de hanyou e já erguendo os braçinhos para pegar o pedaço de pão, quando InuYasha o derrubou de propósito.

- Não aqui idiota! Ainda tem guardas me caçando lembra ? Vamos para casa! - disse fazendo um gesto para que o youkai raposa o seguisse.

Esse apenas fez uma carranca em protesto ao fato de não poder colocar aquele enorme pedaço de pão na boca e resmungou:

- Eu não vejo guarda algum InuYasha! - disse começando a seguir o amigo que escalava o muro até cair em um beco pequeno longe da rua do comércio e em segurança.

"Pois é, isso é suspeito demais, porque eles pararam de me seguir?" Pensou InuYasha, com uma curiosidade contida no peito, ele apenas deu de ombros em sinal de indiferença ao fato e sentou-se, já no beco, escorando-se na parede, Shippou que já estava ao seu lado, sentado também, observou enquanto InuYasha cortava o pão ao meio e entregava uma parte a Shippou, enquanto ele mesmo e servia da parte que sobrara.

Estava prestes a colocar o pedaço de pão na boca quando observou meio escondidos um casal de crianças que como ele, eram pobres, e pelo fatomfe estarem sozinhas, ele sabia que era grande a probabilidade que os pais delas tinham morrido, ou até mesmo capturados pelos guardas ao mando do conselheiro do sultão.

InuYasha levantou-se devagar e caminhou até as crianças que mantinham os olhos fixos na pequena herança genética que seu pai youkai havia lhe deixado, e que jaziam em cima de sua cabeça, ele curvou os lábios em um sorriso leve. Ele sorriu esperando inspirar confiança a elas de que ele não iria machucá-las, ele sabia porque se importava tanto com elas, as crianças eram como ele na infância, ele que perdera a mãe na idade dos 12 e anos nunca conhecera o pai, que teve que amadurecer rápido, porque na sociedade em que vivam ele não era facilmente aceito pelos humanos e muito menos por youkais.

É claro que contava com a ajuda de Kaede, a senhora amiga de sua mãe, que tinha cuidado dele até a idade dos 16 anos, e que também já havia falecido, partido para longe dele, assim como todos os outros que ele amou. InuYasha despertou de sua pequena viagem ao passado e voltou seu olhar para as crianças que ainda olhavam para ele levemente amendontradas, ele desfez o sorriso porque ele sabia que quando fazia isso suas presas ficavam a mostra, e deveria ser esse o motivo das crianças terem desviado os olhos de suas orelhas para seus dentes.

- Não tenham medo, não vou machucá-los - disse enquanto se aproximava devagar e na mesma velocidade em que se aproximava ele ergueu o pedaço de pão para elas.

A menina, que parecia ser a mais velha hesitou um pouco em aceitar a comida de um estranho, mas fome dela deve ter falado mais alto, porque ela agarrou o pão e deu a InuYasha um sorriso pequeno, mas que ele sabia que era sinal de que ela estava extremamente agradecida. Ele então desviou a atenção para o garoto mais novo meio escondido atras dela, e franziu o cenho percebendo que talvez somente um pedaço de pão não fosse suficiente para os dois e levou os olhos a Shippou, que ainda não tinha mordido o pão e olhava para cena bestificado, como se nunca tivesse visto InuYasha fazer aquilo, e nunca tinha mesmo.

Quando ele percebeu no que InuYasha estava pensando ele segurou mais o pão perto a si e respondeu mal-educadamente:

- Nem pensar! Estava esperando por esse pão a manhã inteira, não vou fazer que nem você e desistir dele assim tão facilmente! - disse enquando ia levar o pão a boca o hanyou com sua velocidade de meio-youkai pegou o pão rapidamente antes que ele fizesse isso.

- Posso roubar outro para nós, além do que se não alimentarmos as crianças do nosso mundo Shippou, quem irá irritar os guardas no futuro ? - disse InuYasha enquanto dava o outro pedaço de pão para o garotinho, os dois sorriram mais lagarmente agradecendo ao jovem hanyou e então as crianças desapareceram no meio do beco, e ele se virou para olhar para Shippou que mantia uma carranca e evitava o olhar de InuYasha.

O meio-youkai revirou os olhos e procurou em seus bolsos a maçã que tinha roubado mais cedo pro caso de não conseguir o pão. Ele retirou a maçã que apesar de estar a algumas horas no bolso dele permanecia bem vermelha e redonda e ofereceu a Shippou, que olhou meio hesitante tentando não ferir seu orgulho e continuar com raiva de InuYasha por ter pego seu pão.

- Bom se você não quer, sobra mais pra mim - disse levando a maçã a boca quando como um jato Shippou já estava no ombro dele, arrancando a maçã de sua mão. O youkai raposa sentou no chão e rapidamente comeu um pedaço da maçã antes que aparecesse outra criança intrometida ali tentando roubar seu roubo.

- Porque fez isso ? Eu nunca vi você sendo gentil com alguém, nem ao menos comigo! - disse Shippou, com uma ponta de ciúmes, afinal estava com InuYasha a vida toda e ele o via como seu irmão mais velho.

- Eles... Me lembram minha infância Shippou, achei que você mais do que ninguém entenderia - disse InuYasha em uma voz franca enquanto olhava para o céu que já começava a ficar meio azulado, sinal de que a noite se aproximava.

Shippou se remexeu ao lado dele, colocando-se em pé e dando o resto da maçã para o hanyou.

- Ainda não me disse como fez para despistar os guardas sem a minha ajuda InuYasha - disse olhando para o amigo com uma cara curiosa.

InuYasha sentiu aquela dúvida voltando - Eu não... Não os despistei, em um momento eles estavam atrás de mim e no outro não - disse dando de ombros para novamente demonstrar desinteresse, mas na verdade aquilo o assolava, os guaradas geralmente nunca desistiam tão facilmente, e como ele esbarrou em Shippou, sua captura teria sido garantida porque ele estaria encurralado.

Shippou franziu o cenho e abriu a boca para perguntar mais alguma coisa quando InuYasha levantou e disse:

- Vamos para casa Shippou, estou cansado - e assim o hanyou e o youkai seguiram seu caminho para as sombras do mesmo modo que as crianças fizeram.


Já de manhã no palácio do sultão da Arábia o homem com sua costumeira túnica vermelha estava e sua aranha companheira no ombro estava andando de um lado para o outro na grande sala de estar do palácio, sendo observado atentamente pelo Sultão, que era pequenino e rechonchudo e estava sentado em seu grande trono cheio de almofadas azuis.

- Posso saber o que tanto pensa Naraku ? - perguntou o sultão.

Naraku virou-se de costas e revirou os olhos para as paredes, aquele velho o irritava, será que ele não sabia que Naraku estava pensando e não gostava de ser interrompido, infelizmente o homem não poderia fazer nada contra o velho, porque ele ainda era o sultão da Arábia, por pouco tempo, mas ainda era.

- Estava pensando meu senhor, que sua filha deveria apresar-se em encontrar um marido, afinal ela já está na idade de se casar - "E ficar longe de meu caminho para que eu possa acabar com você e assumir seu trono" essa parte Naraku guardou para si.

O homem rechonchudo colocou a mão sobre o queixo, como se analisasse a situação:

- Realmente, espero que Kagome goste deste príncipe que está com ela agora - O sultão pensava esperançosamente, quando dua filha iria entender que como princesa ela tinha que se casar? Não importando o que pensava sobre isso.

Naraku na verdade estava pensando em um modo de fazer com que o hanyou InuYasha pegasse a jóia de dentro daquela estátua para ele, e pensava que pelo menos não precisaria inventar um motivo para capturá-lo e mantê-lo preso, porque o histórico de roubo do rapaz era impressionante, mas será que o tal InuYasha iria aceitar de bom grado fazer um serviço a ele ? Naraku tinha certeza que não, a estátua se referira ao rapaz, como um homem de bom coração, "Mas em que lugar do planeta um ladrão teria bom coração ?" ele pensava abismado.

Os dois homens foram arrancados de seus pensamentos pelo estrondo de uma porta batendo e se viraram para encontrar um rapaz com olhos azuis e cabelos presos em um rabo de cavalo totalmente desgrenhado, que saia enfurecido de uma sala:

- Me recuso! Me recuso! Essa sua filha é uma selvagem! Olhe bem o que fez com minhas vestes ?! - disse apontando para sua calça que se encontrava rasgada mostrando o calção de bolas vermelhas - Ela e aquele... Aquele tigre horroso! Eu nunca fui tão humilhado em toda a minha vida! - disse enquanto andava em direção a porta que dava saída aos limites do palácio.

O Sultão correu até ele e disse:

- Princípe Kouga! Espere! Ela deve estar apenas nervosa! De um tempo para ela se acalmar e garanto que será uma esposa maravilhosa! - dizia ele enquanto tentava impedir o jovem príncipe de sair do palácio. Este se virou e disse:

- Majestade! A beleza de sua filha é inegável, mas eu não posso me casar com uma mulher tão mal educada! Perdão - disse enquanto saia pela porta sem olhar para trás.

O sultão piscou perplexo pelo o que tinha acontecido e olhou furioso para a porta a qual o principe Kouga tinha saído, então ele murmurou:

- Ah! Kagome! - disse enquanto andava para a porta que levaria ao jardim do

palácio onde sua filha deveria conhecer o noivo.


Uma moça extremamente bela estava sentada na beira de um grande xafariz analisando a água, ela que vestia um tipo de blusa de um azul suava que cobria-lhe apenas os seios e calças bufantes da mesma cor da blusa. Ao seu lado estava um tigre enorme e majestoso no qual ela fazia carinho, a moça suspirou, um suspiro triste e cansado, o tigre ao seu lado parecendo sentir a tristeza da moça passou a lamber seu rosto com o propósito de alegrá-la, mas ela apenas lhe enviou um sorriso um pouco forçado e disse:

- Ah Buyo... Gostaria de ser como você, livre, sem precisar me compromenter ou importar com niguém além de mim mesma - disse e se arrependeu, aquilo era puro egoísmo, ela era uma princesa, e não poderia nunca ter aquilo que almejava.

Ela tirou os olhos de Buyo e viu sua amiga, sua única amiga, sua irmã caminhando apressada em sua direção.

- Kagome! Ainda bem que te encontrei antes de seu pai! Ele está furioso por você ter espantado mais um possível noivo - disse sua amiga apreensiva com o fato de que talvez Kagome receber um tipo de castigo, porque segundo as contas da morena, este era o oitavo princípe que Kagome expulsara do palácio, não sendo muito gentil.

Sango era de uma beleza natural, ela tinha cabelos escuros e olhos castanhos profundos e era filha da ama de leite de Kagome que tinha falecido, e seu pai como forma de agradecimento aos anos que a mãe de Sango cuidou de Kagome, cuidava de Sango como sua filha, e Kagome a tratava como uma irmã.

- Fique calma Sango, explicarei tudo ao papai ele terá que entender que não posso me casar com alguém que não amo! E este principe metidão Kouga, tentou me beijar a força! Como ele se atreveu a tal atrevimento ?! - disse Kagome a Sango, com uma ponta de indignação.

Sango estava prestes a responder quando elas ouviram um grito repreensivo:

- Kagome!

Kagome direcionou os olhos para uma figura pequena que caminhava em direção a ela e parecia estar furioso. Ela revirou os olhos calmamente, parecia que o principe metidão já havia contado a seu pai o que ela tinha feito com as vestes majestosas e preciosas dele. E ela já sabia o que viria a seguir.

O sultão chegou um pouco ofegante pela grande quantidade de quilômetros que teve que andar até chegar ali e fez um gesto para que Sango se retirasse e esta fez rapidamente lançando um último olhar a Kagome como se implorasse

para que ela controlasse sua língua.

Kagome retornou os olhos para seu velho pai que agora a encarava profundamente.

- O que deseja meu pai ? - ela perguntou levantando-se e começando a andar em direção ao canteiro de flores, seu pai a seguiu e começou:

- Kagome, porque nunca dá uma chance aos príncipes que vem visitá-la de tão bom grado ? - perguntou o sultão lançando um olhar de súplica para a filha que agora estava segurando uma rosa.

- Papai, o senhor não percebe que tudo o que esses homens querem é o nosso dinheiro ? Não me casarei com um homem a quem não conheço, a quem não confio, um homem que não amo papai! - ela disse tranquilamente enquanto acariciava a rosa.

Seu pai tirou a rosa de sua mão e ela suspirou resignada andando até a gaiola dos pássaros.

- Entenda Kagome, não temos tempo para que você possa se apaixonar! Você já está na idade de se casar! Você sabe quais são os deveres de uma princesa! Com você não será diferente. - disse enquanto colocava a rosa no gramado e seguia a filha até a gaiola.

Kagome abriu a gaiola e assobiou para um pássaro, este veio pulando ao seu encontro e pousou em seu dedo, ela fez carinho na pequena cabeça do animal e olhou para o pai.

- Não papai, o senhor tem que entender! Porque sacrificar minha felicidade desse jeito? Porque não podemos esperar? Já lhe disse não me caso sem amor! E ninguém pode mudar isso, nem mesmo o senhor - disse agora perdendo a tranquilidade e olhando desafiadoramente para o pai.

O pai dela ficou vermelho de raiva mas depois de acalmou e se aproximou da filha:

- Ah Kagome, estou velho, não ficarei aqui por muito tempo, preciso saber que você não vai estar sozinha, que vai ter alguém para a proteger - disse o velho enquanto pousava a mão no braço da filha.

Ela amoleceu por alguns minutos mas logo refez a compustura:

- Me perdoe papai, mas são minhas palavras finais. Não me caso sem amor. - disse e se virou de costas para pai, dando o assunto como encerrado.

O sultão suspirou cansado de tentar argumentar, então saiu do papel de pai e entrou no papel de sultão.

- Bom Kagome já que você não quer ceder por bem, terá que ser por mal, estou avisando. O próximo príncipe que aparecer será seu marido! Quer você queira, quer não! E como você não consegue se comportar na presença deles acho que você pode se contentar em ver seu noivo apenas no dia do casamento - disse o sultão, mesmo que aquelas palavras doessem no coração do velho ele acreditava que fazia aquilo para garantir a boa vida da filha quando já tivesse partido dessa vida.

Kagome arregalou os olhos em terror e se virou para tentar argumentar com o pai e sentiu as lágrimas chegando quando observou que ele já estava andando para longe.

Buyo sentiu o cheiro das lágrimas de sua dona e correu para ampará-la, ela enterrou o rosto no pêlo do animal e murmurou:

- Porque Buyo? Porque não posso ser livre ? Porque não posso tomar minhas própias decisões ? - ela lhe perguntava e o tigre apenas ficava parado sentindo uma tristeza enorme por ver sua dona assim.

Quando de repente algo estalou na cabeça de Kagome, algo que ela tinha em mente caso as coisas ficassem piores e seu pai não engolisse mais suas teimosias, exatamente como ocorreu hoje. Fugir. Ela fugiria. E iria fazer isso naquela noite mesmo, amava seu pai, mas se ele não a entendia então nada ela poderia fazer, a não ser aquilo que pretendia. Ela estava cansada de receber ordens e não se casaria sem amor. Levantou- se e ignorou o olhar questionador de Buyo, marchando para seu quarto e colocar seu plano em prática.


É issoooooo o primeiro capítulo!

Então vocês gostaram ? Odiaram? Esperavam mais ? Vamos gosto de críticas, E de opniões! É a minha primeira fic, e eu realmente espero que ela esteja boa.

Bulma: Obrigada! Farei de tudo para que você goste ainda mais.

Nane: Garanto que é muito legal! ^^