Do Japão para a Arábia.
Disclaimer: Nenhum personagem de InuYasha é meu ( A não ser o InuYasha que é meu marido).Todos eles pertencem a Rumiko Takahashi a quem eu venero completamente.
Cap.2 Princess Who?
Na sala de mapas do palácio, o conselheiro do rei Naraku conversava com os guardas sobre prender um pequeno ladrãozinho.
- Mas , sabe qual é a pena para roubo, principalmente para um ladrão como ele! Que já tem um histórico de roubo muito longo - comentou o guarda que liderava o resto.
Naraku bufou impaciente, será que era tão difícil assim arrecatar uma ordem de seu superior sem nenhum questionamento ? Ele se virou para o guarda e o puxou pelo colete da blusa, com raiva nos olhos já perversos.
- Você vai me trazer o garoto, vivo, entendeu? - O homem dizia enquanto hipnotizava com os olhos do guarda a sua frente.
- Sim, mestre - essas foram as respostas do guarda hipnotizado.
Naraku sorriu cruelmente e colocou o homem de volta no chão dando tapinhas de leve em sua roupa como se estivesse tirando poeira. Ele direcionou os olhos para os outros guardas que encaravam confuso o líder, que passou quase meia-hora discutindo como as leis da Arábia se aplicavam para um ladrão, ter mudado de idéia tão rapidamente.
- Agora vão! E me tragam logo esse moleque! - disse e os guardas assentiram rapidamente e saíram fechando a porta da sala.
Naraku sentou em uma cadeira e começou a massagear as têmporas, ele só queria usar logo o garoto para pegar a jóia e depois o matar, é muito simples e fácil. Onigumo, sua aranha escalava a mesa e olhava para seu dono de modo desconfiado.
- Vai manter o garoto vivo ? - perguntou.
Naraku se segurou para não esmagar aquele inseto burro e irritante:
- Como você acha que pegaríamos a jóia sem o diamante bruto daquela estátua estúpida seu inseto imbecil?! - perguntou praticamente gritando para a aranha que se encolheu diante da ira do mestre.
- Desculpe-me, não tinha pensado nisso - a aranha fez um pequeno barulho que deveria parecer com um riso.
Naraku revirou os olhos impaciente e levantando-se da cadeira começou a caminhar para a grande janela da sala que dava para os jardins, chegando lá viu uma cena curiosa." Então a princesa resolveu fugir ? Melhor assim, tomara que ela nunca mais volte, assim serámuito mais fácil para mim derrotar o pai dela e ganhar seu trono" pensou cruelmente e fechou as cortinas fingindo que a cena toda nos jardins era apenas fruto de sua imaginação.
- Kagome isso é loucura! Se o seu pai descobrir eu e Buyo estaremos fritos por estarmos te ajudado - disse Sango que nesse instante estava andando a passos leves, tentando não acordar ninguém o palácio. Buyo apenas olhou para Sango e para Kagome logo em seguida como se concordasse com a primeira moça.
Quem olhasse de fora veria duas garotas e um tigre andando devagar até o muro mais próximo que daria para as ruas do comércio da Arábia. Kagome estava com pesar no coração por estar indi embora de sua casa, por deixar seu pai e Buyo e Sango. Mas ela não iria voltar atrás, seu pai já tinha dado seu ultimato e ela nada poderia fazer a não ser fugir.
- Me desculpe por estar fazendo isso com você Sango, você e Buyo pode, voltar lá para dentro eu disse que não precisaria de ajuda - disse Kagome sem parar de andar. O corpo dela estava coberto com o tipo de túnica que pessoas de fora do palácio usavam, era um tipo de capa marrom que cobria sua cabeça e seu corpo, para que ela não fosse reconhecida pelos habitantes da cidade.
- Não, me desculpe Kagome, estou apenas nervosa, e não é por mim é por você! Nunca saiu do palácio! Como vai conseguir se virar sozinha lá fora? - disse Sango que parou de andar quando viu que já estavam de frente para o muro.
Kagome não respondeu, tinha pensado nisso também. Ela nunca tinha deixado o palácio antes, não conhecia absolutamente nada além do que tinha lá fora, isso a fez hesitar no início, mas somente a hipótese de se casar com alguém tão pomposo e mimado quanto o Príncipe Kouga a fazia vomitar.
- Já tomei minha decisão Sango, vou sentir saudades - disse e puxou a amiga para um abraço forte.
Sango retribui com a mesma intensindade e elas logo se afastaram, para que Kagome pudesse se despedir de Buyo.
O tigre estava com as orelhas e a cabeça abaixadas e não queria que sua dona fosse embora, ia sentir falta dela acariciando sua barriga e dos petiscos que ela roubava para ele da cozinha. Mas principalmente ia sentir falta dela. Kagome se abaixou e abraçou forte seu melhor amigo, deu um leve beijo na cabeça dele e sussurrou:
- Cuide do papai ouviu ? Não deixe que ninguém o machuque - Ela sorriu e observou o tigre balançar a cabeça levemente como se concordasse.
Kagome se levantou e com a ajuda de Buyo, conseguiu escalar o muro e se sentou em uma parte larga do muro, olhando para baixo par dar mais um adeus.
- Cuide-se ouviu bem ? - disse Sango, Kagome sorriu e assentiu virando-se para o outro lado, pulou e com uma última olhada para o palácio, seguiu em direção as ruas desertas procurando um lugar para passar a noite.
Os primeiros raios de sol já começavam a se formar no horizonte e um jovem que se encontrava dormindo, foi acordado levemente pelo calor solar no seu rosto. InuYasha abriu os olhos para logo em seguida os fechar novamente, sua visão era aguçada e os raios de sol machucavam mais sua córniamdo que o normal.
Ele se levantou e bocejou olhando para o lado, viu que Shippou ainda dormia e roncava bem alto, com uma careta InuYasha puxou a almofada na qual Shippou dormia e o pequeno youkai caiu cara no chão cheio de areia.
- O que ? Onde ? Quem pegou meu pão ? - pergutou o youkai raposa meio desonrientado enquanto tirava a areia da cara.
- Vamos acorde Shippou! Temos que tomar café da manhã. Apesar de eu achar que toda a areia que você engoliu agora serviu para uma boa refeição- InuYasha lhe sorriu e caminhou até a janela onde dava para a rua do comércio, era ali que o hanyou via se os guardas estavam longe antes de sair para roubar. Shippou começou a levantar e fez uma carranca.
- Ora Cala a boca! Amanhã você vai ver só! Vou acordar mais cedo que você e gritar nas suas orelhas - O pequeno youkai resmungou mais alguma coisa, mas InuYasha não estava ouvindo, sua atenção estava voltada para uma garota que andava lentamente pelas ruas do mercado, como se analisasse tudo o que acontecia ali, ela era linda! Mesmo que estivesse usando uma daquelas túnicas que cobriam até a cabeça, ela era extremamente bela. Os olhos azuis se destacavam em meio a toda aquele marrom, ele nunca tinha visto nenhuma mulher com os olhos como o dela, InuYasha sentiu uma cois estranha no peito, ele tinha que conhecê-la.
Só foi acordar quando Shippou bateu na sua cabeça com força.
- Ai! Ficou maluco ?! - perguntou InuYasha franzindo o cenho para o pequeno youkai.
- Você que ficou! Estava olhando para a janela que nem um bobão, só faltava a baba! O que estava olhando? Suikostsu preparou um daqueles pães doces novamente ? - perguntou Shippou subindo no para peito da janela e olhando para fora encontrando a mesma garota, que agora olhava curiosamente para um homem que estava engolindo uma faca. - Ah! Que menina bonita!
InuYasha puxou ele pelo rabo e o afastou da janela:
- Sai logo dai! - resmungou o hanyou ainda segurando Shippou pelo rabo.
- O que foi ?! Ah você gostou dela não é ? É por isso que estava olhando daquele jeito besta pela janela - o youkai riu e InuYasha o soltou deixando-o cair de propósito de cabeça no chão.
- Ora seu...- Shippou ia partir para cima de InuYasha mas este foi mais rápido e segurou o pequenino que se debatia.
- Acalme-se Shippou, você me irritou e eu dei o troco, é dessa base que nossa amizade é feita - disse com um falso sorriso e deixando o youkai raposa no chão - cuidadosamente dessa vez - ele voltou para a janela para observar a moça. Mas percebeu que ela tinha sumido, ele olhou em volta e pulou a janela caindo no teto de uma das pequenas casas em baixo da dele. Sentiu cócegas no ombro e percebeu que Shippou tinha vindo com ele. "Pelo menos está quieto dessa vez" pensou e voltou sua atenção a garota que era ainda mais bela de perto.
Kagome estava fascinada com o número de pessoas tão simples mas tão simpáticas e carismáticas que encontrava no mercado. Ver todas essas pessoas a fez sentir um misto de esperança, talvez ela pudesse ser mesmo feliz naquele lugar. Foi com esse pensamento otimista que ela viu um menino pequeno olhando desejosamente para uma maçã bem avermelhada e redonda que estava na cesta de amostras da barraca de um homem que vendia outros tipos de frutas.
Ela sorriu para si, e chegou perto do garoto, piscou para ele e pegou a maçã que ele tanto queria o entregando. O menininho sorriu como se tivesse ganhando ouro e saiu correndo, ela estranhou a pressa dele mas resolveu deixar para lá. Quando estava saindo alguém segurou seu pusso com uma força desnecessária, ela ergueu os olhos e encontrou o dono da barraca a qual ela tinha pego a maçã. Então percebeu seu erro, ela não tinha dinheiro! E tinha cometido um roubo ao dar a maçã para o menino, o homem pareceu ler sua mente e disse:
- Espero que a mocinha tenha dinheiro para pagar pela maçã que pegou - disse em uma voz perigosa pegando um facão que tinha em cima da mesa da barraca.
Ela tremeu e disse:
- E-eu n-ão, me desculpe eu não sabia que não tinha trazido nada eu - ela tentou se desculpar e mostrar o quão arrependida estava, mas o homem não pareceu se importar.
- Bom você sabe qual é a pena para roubo aqui não sabe?! - o homem começou a gritar atraindo atenção dos que passavam e Kagome viu com terror que ele erguia o facão para cortar sua mão!
- Não! Não! Por favor eu... - Ela fechou os olhos com força esperando pela dor dilacerante, mas ela não veio.
Ela abriu os olhos e encontrou um jovem homem na sua frente, ele estava de costas mas ela já podia perceber que ele era extremamente belo, o colete que ele usava não cobria muita coisa, e dava para ver partes de sua silhueta e de sua cintura, o resto da sua costa era coberto pela longa cabeleira esbranquiçada, seu salvador eraum youkai, ela percebeu pelas orelhas não humanas no topo da cabeça dele.
- Hey Bankotsu! Vamos com calma, ela não lhe roubou nada - a voz dele era grave mas ao mesmo tempo era doce. Uma voz que declarava o tipo de homem que ele era: Destemido. Kagome queria ver o rosto dele.
- Está me chamando de MENTIROSO?! Vai morrer HOJE! - o homem ergueu o facão para desferir um golpe contra o rapaz, e Kagome sentiu o sangue gelar de medo, mas o ato de antes se repitiu e não houve ninguém machucado.
O rapaz estava segurando o braço do homem que estava com o facão e dise calmamente:
- Ela não roubou nada, porque eu tenho uma maçã bem aqui - e dizendo isso ele tirou de sua calça uma maçã, vermelha e redonda, do jeito que estavam as do mercador o tal Bankotsu, e entregou a ele.
Ele franziu o cenho e olhou, cheirou e deu uns petelecos na maçã antes de largar o facão e virar as costas para Kagome e o rapaz e os ignorar como se ele não tivesse ameaçado a vida dos dois.
Foi então que o seu salvador se virou para encará-la, e ela esqueceu até seu nome quando olhou naqueles olhos dourados que a partir daquele momento seriam a coisa mais linda que ela já havia visto.
- ( a partir daqui eu começo a narrar pela perspectiva dos dois)-
InuYasha não estava diferente, parecia ter perdido a fala, e não conseguia ver e nem ouvir nada, nada além na moça que estava na frente dele, ele sentiu uma sensação estranha no peito, e conseguiu ouvir seu coração batendo alto e rápido demais para situações normais.
O transe deles foi quebrado por Shippou que pulou no ombro de Kagome como se fosse a coisa mais normal do mundo e a encarou antes de erguer a mãozinha e dizer:
- Olá! Sou Shippou, e é um prazer conhecer você! O encantadinho aqui é o InuYasha, dá pra ver que ele é um mal educado por não nos apresentar mas pode ficar tranquila ele pode ser mal educado mas as vezes consegue ser legal... - Shippou não terminou seu falatório porque InuYasha havia o agarrado pelo rabo e o colocava em seu ombro.
Kagome riu e disse - Me chamo Kagome -
InuYasha repetiu o nome em sua mente... Era lindo e perfeito para ela.
- Vem com a gente, aqui está muito cheio, e não queremos mais confusões certo? - disse InuYasha e ergueu a mão para Kagome, que a aceitou de bom grado, afinal alguém que lhe salvava a vida merecia sua confiança.
Houve uma pequena faísca no corpo dos dois quando suas mãos se tocaram, mas eles resolveram ignorá-la, e InuYasha a levou até a casa dele e de Shippou, se é que destroços de uma verdadeira casa e muita areia e mofo pudesse ser chamado de casa. "Bom pelo menos tinha teto" ele pensava "E janela".
InuYasha estava tão ocupado cuidando da moça que nem percebeu que eles estavam sendo seguidos.
Eles chegaram no que antes seria a porta da casa, mas que agora era somente uma porta quebrada ao meio, ele ajudou Kagome a passar por cima dos destroços e novamente aquele choque elétrico passou entre eles. Mas novamente eles resolveram que aquilo era na verdade a adrenalina de quase serem esfaqueados que ainda estava correndo em suas veias sanguíneas.
- Bom é aqui que eu e Shippou moramos, não é lá muita coisa mas... - disse InuYasha, passando a mão pela nuca e bagunça do o cabelo.
Kagome sorriu e disse:
- Sua casa é diferente, mas tem teto - ela disse e olhou para a abertura que tinha em uma das paredes depois voltou seu olhar para ele e sorriu novamente - E janela.
InuYasha riu de leve, e percebeu que curiosamente ele tinha pensado a mesma coisa minutos atrás.
- Bom agora você pode me dizer o que estava fazendo ? Digo não roubar, eu sei o que é isso, mas roubar bem deibaixo do nariz do Bankotsu, ele é burro mas nem tanto - InuYasha riu e sentou em o que parecia um banco de pedra, por causa dos destroços da casa.
Kagome que estava analisando a casa - ou quarto - se virou para ele rapidamente:
- Ah não eu não estava roubando! - disse olhando para ele.
InuYasha arqueou as sombracelhas e olhou para Shippou, este que olhava a moça curioso, girou os olhos para InuYasha e franziu o cenho.
Kagome percebeu a reção dos dois e tratou logo de se explicar:
- Digo, eu roubei, mas eu queria apenas pegar aquela maçã para um garotinho que parecia estar com muita fome e eu achava que não teria problema já que... - "Já que eu sou a princesa" ela ia completar assim mas ela não era mais a princesa, não agora que estava fugida - Já que ele estava dormindo - mentiu e olhou para baixo.
InuYasha sorriu para si, então ela havia roubado apenas para ajudar um pequenino, ele faria a mesma coisa, como fez da última vez que roubou o pão, percebeu que ela estava envergonhada com sua ação e levantou-se, caminhou até ela e ergueu seu queixo.
A face de Kagome ficou corada com o ato, já que era pura intimidade e eles mal se conheciam, mas estranhamente ela não ficou com medo, ela se sentiu confortável com InuYasha tão perto, como se enquanto ela estivesse ali, estaria protegida.
InuYasha, analisou todo o rosto dela e parou nos lábios, eles eram rosados e estavam entreabertos, InuYasha teve uma vontade imensa de beijá-la mas se conteve:
- Nunca se evergonhe de fazer o que acha certo, mesmo que o que acha certo seja o que a sociedade vê como errado - Ele mesmo se surpreendeu com as palavras que saíram de sua boca, ele geralmente não era assim , tão simpático, tão atencioso como estava sendo agora. Arriscou uma olhada para Shippou e quase caiu na gargalhada ao ver que o pequeno youkai olhava para ele comose visse um E.T, mas a vontade de rir tomou lugar a outra coisa quando ele voltou os olhos para a menina.
- Obrigada - Kagome sussurrou, e sentiu a respiração dele se aproximando, Céus ela ia mesmo beijar um estranho ? Mas ela nunca tinha se sentido assim... Será que era desse jeito se sentir... Apaixonada ?! Mas como ela poderia estar apaixonada por um garoto que a única coisa que sabia era o nome? Não deveria ser outra coisa... Tinha que ser outra coisa.
InuYasha sentiu seu corpo se aproximando do dela sem o seu comando, Shippou estava ali, e mesmo assim ele não conseguia se afastar dela, era como se ela fosse um imã para ele, como se eles estivessem conectados.
As bocas estavam quase se encostando quando foram separados pelo grito de Shippou:
- INUYASHA! Os guardas do Sultão nos desobriram! Eles estão subindo! - disse o pequeno youkai saindo da janela e correndo até o saco com pedaços de pão.
InuYasha olhou para Kagome e ela estava com a face congelada de terror "Será que haviam vindo para me buscar? Será que eles me reconheceram mesmo nessa túnica ?" ela pensava.
Os gritos dos soldados foram ouvidos de perto agora:
- Saia dai hanyou! Sabemos que está aí em cima! Se você descer pacificamente poderemos pensar em não atear fogo na sua casinha - disse o líder dos guardas.
InuYasha olhou em volta e resolveu que sair pelo buraco da parede deveria dar, ele pulou no parapeito e viu Shippou o seguindo e pulando em seu ombro, ele então se virou para a moça e disse erguendo a mão:
- Você confia em mim ? - perguntou olhando nos olhos dela.
Kagome olhou para ele e soube naquele momento. Que sim, ela confiava nele, ela confiava em um estranho.
- S-sim - disse e segurou a mão dele, ele sorriu aparentemente feliz por ela confiar nele e a segurou pela cintura, pulando para as ruas bem na hora em que os guardas e arrombavam a porta já quebrada ao meio.
- PEGUEM ELE ! - disse mas já era tarde InuYasha já estava pousando em segurança na rua que passava em frente a casa destroçada, ele sorriu e soltou a moça.
Em um momento eles haviam conseguido fugir em outro, como em um piscar de olhos InuYasha estava sendo acorrentado em uma corrente para impedir que youkais fugissem. E olhando em volta ele entendeu.
Os guardas tinham armado uma tocaia, eles sabiam que ele fugiria e cercaram a casa toda, ele não teria conseguido fugir nem se soubesse da armadilha. Ele observou Sippou sendo colocado dentro de uma jaula para pequenos youkais e olhou para o melhor amigo pedindo desculpas mentalmente por não ter conseguido salvá-lo. Shippou apenas olhou de volta.
Kagome colocou as mãos na boca aterrorizada, não podia deixar que fizessem mal a InuYasha simplesmente não podia, ela reuniu toda a coragem e partiu para cima do guarda:
- O que estão fazendo ? Soltem o rapaz! - disse em uma voz autoritária. Mas o guarda não pareceu reconhecê-la e a jogou longe.
- Com a ordem de quem ? - disse o guarda líder com uma voz debochada seguida pelos outros guardas com uma risada.
Kagome sentiu a face esquentar de raiva e jogou seu disfarce para o alto, revelando a rouba azul que vestia e que a indentificava como uma princesa.
- Da princesa! - disse em uma voz novamente autoritária enquanto olhava desafiadoramente para o guarda.
Os olhos dele se arregalaram e as risadas cessaram rapidamente, o guarda líder foi o primeiro a falar:
- Princesa ?! - perguntou surpreso.
InuYasha que até aquele momento não entendia porque Kagome estava sendo tão confiante ao ponto de ordenar algo aos guardas sentiu a boca se abrir e os olhos se arregalarem, então... Era era a princesa ? Ele quase... Beijava princesa?
- Já disse soltem o rapaz! - Kagome ordenou novamente, sem ter coragem de olhar para InuYasha e ver a cara de surpresa que ele deveria estar fazendo naquele exato momento.
O guarda então adquiriu uma posição mais humilde e tirou o chapéu que usava reverenciando-se para a princesa.
- Desculpe-me vossa alteza, mas são ordens diretas de Naraku, temos que prender esse rapaz - disse.
Kagome franziu o cenho e arqueou as sombracelhas. "Como ? O que Naraku poderia querer com um simples garoto ?"
- Porque ? O que ele pretende com tudo isso ? - perguntou fitando o guarda intensamente.
O guarda se levantou e colocou novamente o chapéu:
- Ele não nos informou sobre isso senhorita, terá que falar com ele - disse e fez um sinal para que começassem a levar InuYasha, para longe dela.
Kagome dessa vez encarou as orbes douradas do hanyou, que não tinha tirado os olhos dela desde que se indentificou como a princesa. Ele sorriu para ela tentando passar a mensagem de que ficaria tudo bem, mas não deu tempo para ele ver a expressão dela porque eles já viravam a rua em direção ao palácio.
Kagome franziu o cenho e colocou as mãos na cintura antes de pegar sua túnica que jazia no chão e seguir os guardas ao palácio, iria ter uma conversinha com Naraku.
