Personagem: Houjo

Gênero: Geral

Classificação: K

Beta: Sem beta.

Observações: Acervo de ficlets/one-shots sobre o romance Inuyasha. Escrito por meio de linhas e inspirado na trilha sonora do anime.

Essa fic é fofa. Juro. HAHAHAHA

Boa leitura, amados (as)! ;]

Linha I: Mentira

Música: Come - Namie Amuro


Yōhishi*

F. F. Black

Ka-go-me...

Com tinta, ele escreveu o nome no pergaminho. Um sorriso agradável projetou – que, uma vez ou outra, dava um ar assustadoramente bizarro pelo simples fato de sorrir com uma frequência além do normal – e com seus olhos brilhando excitados, lembrava-se do rosto jovial da garota de cabelos escuros e longos, que vestia roupas muito estranhas, mas que o fazia suas mãos suarem incontrolavelmente assim como conseguir, sem esforço algum, tropicar em qualquer coisa imóvel.

Levantou o pergaminho na altura dos olhos e fez um barulhinho de satisfação, fazendo movimentos para cima e para baixo com a cabeça em sinal positivo. Colocou o pergaminho de volta ao chão, inspirou profundamente ainda observando o que acabara de registrar, desmanchando o semblante eufórico para dar lugar a um sorriso sereno sem mostrar os dentes, e expirou apressado. Molhou a ponta fina do bambu, que servia de lápis, na tinta preta e traçou:

Hou-jo...

"I get the feeling..."

.x.²

- Hey, Higurashi! – um rapaz de cabelos castanhos, que diferenciava de todos os estudantes de cabelos negros da classe, surgiu no batente da porta. – Você veio para a escola? Está se sentindo melhor?

As três amigas consolavam a jovem colegial que permanecia sentada, desolada, com as mãos no rosto, repetindo sem parar que ficaria em recuperação daquela matéria. Ao escutar o chamado, todas se direcionaram a ele e, em uníssono, o cumprimentaram. Menos Kagome ainda em transe pós-exame.

- Higurashi, encontrei algo incrível! - Ele segurava com uma das mãos um papel velho pelo tempo, enrolado em formato de cone. – Esse é o pergaminho com a árvore genealógica dos Houjo. – explicava, desenrolando o papel e colocando-o em cima da carteira dela para que todas pudessem olhar.

Kagome pensou consigo mesma em como aquela árvore genealógica pudesse ser tão longa, mas guardou para si o comentário.

- Veja. – ele apontou para uma descrição no papel. - Meu ancestral, Houjo Akitoki, que viveu à quinhentos anos atrás, durante a Sengoku Jidai. Agora olhe para o nome da esposa dele.

- Esposa? – Kagome olhou dele para o pergaminho a sua frente.

Então as amigas dela deram gritinhos afobados, seguidos de exclamações surpresas. E Kagome gelou ao ler um dos nomes que se encontrava lá.

Houjo Akidoki...Houjo Kagome...

- Viu? – Houjo estava sorrindo desde que entrou na classe, e alargou ainda mais enquanto apontava com o dedo indicador sobre aquele nome - Está escrito "Kagome".

E ela não soube o que dizer - ao contrário de suas amigas que exclamavam sobre a probabilidade daquele pergaminho ser profético.

"Ele está certo...É meu nome que está naquele pergaminho...", afirmou em pensamento, indagando a possibilidade de ser realmente ela em que Akidoki se referira.

.x.

- Akidoki!

Ele quase rasura o papel com a tinta.

Uma sensação gelada passou por entre suas artérias, correndo até todo seu corpo. Concluiu que estava suando frio.

- Houjo-kun! – escutou ela gritar de longe, correndo em sua direção com um dos braços levantados, tentando chamar a atenção. Então começou a reunir freneticamente todos os materiais, assoprou o papel desesperado, como se estivesse apagando um fogo que se alastrava, enrolou-o, assim como todos os outros pergaminhos, colocando embaixo dos braços. Levantou sem alarde no mesmo momento em que ela chegou a seu encontro.

E ele a cumprimenta com um sorriso, como de costume.

- O que você estava fazendo?

- Err.. – olhava para ambos os lados e depois para orbes violeta dela - Estava arquitetando novas técnicas de artilharia caso aconteça algo futuramente. – permaneceu sorrindo sem graça. – Vamos, querida?

A garota observava a inquietude do rapaz, mas nada disse. Afinal, em tempos de guerra, a apreensão era algo natural, ainda mais para um samurai.

- Vamos! – disse, por fim, concordando com um aceno, contente só por estar ao lado dele.

"Minha esposa jamais poderá saber sobre esse pergaminho...", pensou ao encarar por alguns segundo as bochechas rosadas da mulher que o acompanhava. "Jamais."

"...tada kono mama"¹


* Pergaminho.

¹ "Eu alcanço... somente desse jeito." (Come - Namie Amuro)

² Essa cena foi retirada do episódio 137 - Uma Ancestral chamada Kagome!, contudo adaptada para uma melhor apreciação da fic.

Reviews são apreciados ;)