Voltei com tudo dessa vez! O capitulo esta bem grande, então não reclamem da demora. Não tenho nenhuma previsão de quando sairá o próximo, porque eu TENHO a OBRIGAÇAO de acabar um capitulo de uma fanfic minha de Inuyasha, e começa o capitulo de outra fanfic dele também.
Tem uma surpresinha nesse capitulo, espero que gostem.
Capítulo 3:
Just Human
Olha quem está de volta? Quem? Quem? Quem? SIM! SOU EU MESMO! Agora, vocês já sabem meu nome, não é? Não precisarei mais fazer todo aquele suspense para dizer quem sou. Que sem graça. De qualquer forma, vamos começar o momento "Falando coisas sem sentindo sem parar". Vocês já devem ter percebido que eu vivo fazendo isso. Então, já devem estar acostumados, né?
Comecemos. Mas sobre o que eu vou comentar hoje? Eu realmente não tenho a mínima idéia do que falar, mas existem tantas coisas que eu poderia escolher. Existem por aí tantos tópicos, pessoas, objetos, teorias, poderíamos até mesmo falar sobre as próprias palavras. Realmente, com uma quantidade tão grande de coisas, realmente fica complicado escolher apenas uma para hoje. Caramba! Como sou complicado. Primeiro reclamo que não sei sobre o que falar, e depois de criar um leque tão grande de possibilidades, eu não sei qual escolher.
Mas acredito que seja assim com tudo mundo. Quando temos apenas uma opção ficamos com raiva porque somos obrigados a seguir apenas aquela por ser a única existente. Entretanto quando temos muitas opções ficamos com raiva de novo porque não sabemos qual escolher. E tudo piora quando não temos nenhuma opção. Somos realmente confusos.
Ei! Não me culpem por ser do jeito que sou. Significado de "do jeito que eu sou" bizarro, estranho, peculiar. Mas também sou normal, em certos momentos é claro. E existem coisas que eu faço feito todo mundo. Alimento-me, durmo, pouco é verdade, mas durmo de qualquer maneira, respiro, preciso de água para sobreviver como qualquer ser humano neste planeta. Acho que todas essas coisas que acabo de apontar, e outras mais, podem ser classificadas de "molde".
O que seria um molde? Molde é uma coisas que eu acabei de perceber que existe, que seria todos os pontos que todos nesse mundo têm em comum. É verdade que alguns moldes vêm com alguns pequenos defeitos, mas não deixa de ser um molde. Acho que todos apenas deveríamos ter esse molde em comum, mas aparentemente nós realmente queremos que todos sejamos "iguais". Queremos que todos pensem na mesmas coisas, acreditem nas mesmas coisas, vistam as mesmas coisas. Vocês não acham que é meio sem graça todo mundo serem exatamente iguais?
Porem, vocês querem saber a qual conclusão cheguei? Foi que por mais que tentemos ser iguais uns aos outros, não conseguimos. Porque para mim cada um de nós é um ser individual. Como posso explicar isso de maneira que pareça um pouco mais clara? Hum, deixe-me pensar um pouco. Já sei! Vejam se conseguem entender meu raciocínio. Por mais que existam milhares de pessoas em volta do mundo, cada uma tem os seus próprios problemas e pensamentos. Por mais que alguns problemas ou situações sejam parecidas, elas se transformam totalmente a partir do momento que a pessoa não é a mesma.
Ei, posso estar totalmente errado quando digo essas coisas. Mas aí me lembro de um simples fato. Se eu encontrasse outra garota com cabelos rosados, olhos esverdeados, baixinha, orgulhosa, enfim, com as mesmas características físicas e personalidade, pelo menos a que eu conheço ate agora, fossem a mesma. Eu percebo que minha reação a essa pessoa não seria a mesma que foi com a menina-de-cabelos-rosa-intrigante-fascinante que eu conheci debaixo de uma arvore.
Vocês podem pensar que eu digo isso apenas da boca para fora, mas não estou fazendo isso. Porque o que vem a minha cabeça quando imagino uma pessoa assim, é que essa a minha frente, não é ela. Não seria a garota que caiu em cima de mim, e nem ao menos agradeceu por eu ter servido de amortecedor. Não seria a garota que me ajudou, ao mesmo tempo em que me envergonhou na frente de dezenas de pessoas. Não seria a mesma garota que tanto me intriga e fascina. Acho que já está bom, né? Acredito que já devem ter percebido meu ponto de vista.
Meu deus! Eu já falei tanto aqui. e vocês se lembram que eu nem sabia por onde começar? Imaginem se eu soubesse? Acho que ainda demoraria varias e varias paginas, ate que chegássemos aonde vocês realmente querem que eu chegue. Acham que eu não havia percebido a cara ansiosa de vocês esperando que eu terminasse logo com minhas baboseiras para que eu começasse a contar como foi a terceira vez que falei coma a menina- de cabelos...Ta ta, não vou repetir aquilo tudo de novo.
Mas antes que eu realmente comece, gostaria de falar apenas mais uma coisa. Calma, calma, não demorarei muito mais para começar, apenas sinto que tenho que comentar sobre isso ao menos uma vez. Primeiro, quero que vocês tenham noção que não gosto de me desculpar, porque não gosto de pensar que estou errado. Acho que ninguém gosta, mas enfim, o que eu tenho a falar é que gostaria de pedir desculpas a vocês. Eu sei que vocês vêem aqui apenas para ouvir sobre a minha ainda inexistente vida amorosa, mas a única coisa que recebem são essas minhas teorias podres. Por isso, peço desculpa àqueles que estão incomodados com isso. Não é que ninguém tenha se manifestado, mas apenas queria esclarecer logo tudo isso, que se alguém não estiver gostando da maneira que eu vim aqui contar os fatos que já ocorreram comigo, e alguns que vocês irão ver com os próprios olhos, por favor, me avisem agora, porque não gosto que pessoas que perdem seu precioso tempo me ouvindo, não estejam gostando.Ufa, como eu falei para apenas pedir desculpa por algo que nem ao menos sei se aconteceu ou não.
Se lembram que da ultima vez eu disse que iria voltar um pouco mais antes do momento em si?Bem, dessa vez eu não farei tal comentário nem direi que o clímax dessa vez acontecerá em pouco tempo. Nesse terceiro, quero fazer suspense. Quero fazer com que vocês passem o tempo inteiro tentando descobrir quando acontecerá o fatídico encontro. Tenho apenas mais uma coisa a dizer: O dia se encontrava chuvoso...
...Mas isso não queria dizer que fosse um tempo ruim. Afinal, por que falam que o tempo não esta bom, quando se referem a um dia chuvoso? Pra mim, a melhor coisa que o céu oferece é a chuva que cai dele. Acho errado julgarem uma coisa apenas porque esta lhe parece intimidante por culpa de suas enormes nuvens cinzentas e os barulho que faz, como se estivesse nos castigando. Não percebemos que ela esta nos ajudando molhando nossas plantas, enchendo nossos rios, fazendo com que não falte água. Claro, tem momentos onde ela destrói nossas casas, causam enchentes e faz com que a cidade fique parecida com Atlântida. Mas como podemos culpa-la se mesmo após nos ajudar tanto, continuamos chamando-a de tempo ruim. Pra mim, uma ação muito injusta.
Vocês não sabem, mas muitas pessoas têm medo de mim. Desde pequeno, nunca fui de falar muito, e não muito aberto também. Minha mãe morreu quando nasci, e meu pai trabalha tanto que eu mal o vejo, e quando o faço, ele ignora minha existência. Com relação a meus irmãos, pode se dizer que temos uma relação de... Irmãos. Brigamos, xingamos, mas quando um precisa do outro sempre estamos lá. Sou o mais novo de três filhos, e essa relação a qual acabei de caracterizar apenas começou a ser posta em pratica a alguns anos atrás, pois houve uma época onde todos me temiam, mas a única coisa que eu sempre quis foi ser amigo deles.
Podem perceber que o que aconteceu comigo é muito semelhante com o que acontece com a chuva. Mas a minha posição de "chuva" passou quando Naruto apareceu. Tínhamos 12 anos na época, e sempre discutíamos, ta, eu o ignorava, e isso o irritava. Porem, o que queriam que eu fizesse? Não era acostumado a ter alguém querendo se aproximar de mim. Entretanto, houve um dia onde brigamos sério, e o curioso, é que após a briga, eu ri pela primeira vez na vida. E no minuto depois me vi tendo o posto de melhor amigo de alguém.
Contudo, muitas pessoas ainda me temem. E uma das razoes que me fizeram ser incapaz de esquece aquela garota, é que ela não sentiu medo de mim. Na verdade, quem sentiu medo naquele dia havia sido eu.
Já se passaram algumas semanas desde a ultima vez que a vi, e gostaria apenas de saber se seria capaz de encontra-la novamente. E em breve de preferência. Suspirei com tal pensamento.
-Gaara.
-Hmm?
-Esta acontecendo alguma coisa a qual você não quer me contar?
-Não, por que pergunta?
-Você tem suspirado muito nas ultimas semanas. E tem sido bastante, já que até eu percebi. – Droga, se ate ele percebeu, isso quer dizer que os outros também.
-Gosto de fazê-lo, só isso.
-Tem suspirado por culpa daquela garota que lhe envergonhou no goukon daquele dia? – aquilo me surpreendeu. Normalmente Naruto não é tão rápido para sacar as coisas assim.
-Sim, é ela. – E sabem o que fiz a seguir? Suspirei.
-Vocês brigaram?Eu pensei que estava tudo bem entre vocês já que antes de ir embora ela lhe beijou na bochecha.
-Não brigamos.
-Então qual é o problema?
-Eu... Não sei quem ela é.
-Ahh, você não sabe quem...- balançava a cabeça como se entendesse tudo, mas parou, e seus olhos esbugalharam-se. – VOCÊ DORMIU COM UMA GAROTA QUE NEM AO MENOS SABE O NOME?- tampei sua boca o mais rápido possível, e só faltei mata-lo com o olhar.
-Não poderia ter sido mais escandaloso? – perguntei sarcástico.
-Desculpa, mas como é que isso foi acontecer? Eu nunca pensei que fosse um pegador. Que decepção.
-Eu não sou, e nunca fui um pegador.
-Mas dormiu com uma garota que nem sabe como se chama.
-Eu.Não..Ela. – disse rangendo os dentes, e lentamente para ver se a informação conseguia penetrar-lhe o cérebro.
-Então por qual razão ela falou aquilo tudo naquele dia?- perguntou confuso.
-Ela estava me ajudando a me livrar daquelas degraças que você chama de garotas.
-Mas por que ela lhe ajudou se nem ao menos se conhecem?
-Nós... Nos conhecemos de uma certa maneira, mas nunca descobrimos o nome um do outro.
-Mas disse que nunca tinha dormido com ela.
-Quando eu digo "de uma certa maneira" não quer dizer que eu dormi com ela, nem nada parecido. Nos encontramos umas duas vezes já, aquela vez no café foi a segunda.
-Então deixa eu ver se entendi tudo direito. Você se encontrou com uma garota duas vezes, não sabe o nome dela, mesmo ela tendo lhe ajudado, e por causa de apenas isso fica suspirando por ela? Eu nunca soube que fosse um do tipo sentimental, era mais fácil acreditar no pegador.
-Eu não sou sentimental.
-Como é que se apaixonou por uma garota que nem ao menos sabe como se chama e que só falou umas duas vezes?
-Simples. Eu não me apaixonei. Apenas não consigo tirá-la da cabeça.
-Isso pra mim é amor.
-Mas não é pra mim. Nunca amei ninguém, e não posso amar uma garota que nem ao menos conheço direito. –
-Quer dizer então que se a conhecesse, você a amaria?
-É claro que não, seu idiota. – eu o estava enforcando agora. Como ele ousa dizer algo desse tipo? Eu amando? Boa! Seria mais fácil o Naruto ficar inteligente.
-G-gaara... Eu to ficando sem ar.
-Hunf. – e tirei minhas mãos de cima de seu pescoço.
-Vai deixar uma marca. Voltando ao assunto, porque não tenta procurar por ela?
-Eu já disse que não sei o nome dela.
-É, mas sabe onde ela trabalha. Por que não vai lá hoje? – como podia ser tão burro? Eu havia me esquecido disso. Eles não podem me dar o nome dela, mas se eu for lá e ela estiver, poderia perguntar pra ela seu nome pessoalmente. Maldição! Naruto tem começado a ficar inteligente, mas... Isso não quer dizer nada... Certo?
-É, acho que... Vou fazer isso mesmo. – e virei o rosto para a janela, pensando em que situação será que eu irei encontrá-la dessa vez.
-Não vai nem agradecer pela minha brilhante idéia?
-Não.
-Mas eu posso ser a razão de vocês serem capazes de se verem novamente.
-...
-E então, não vai dizer nada?
-...Obrigado. – sussurrei. Levantei, peguei minhas coisas, e fui embora, deixando um Naruto de boca aberta para trás.
Sai correndo pela rua, procurando o ponto de ônibus próximo, e quando encontrei, entrei sem ao menos esperar a porta dele abrir totalmente. Não havia muitas pessoas nele, por isso havia vários lugares vagos, mas eu não conseguia me sentar. Continuei em pé, andando de tempos e tempos, e batendo o pé com impaciência quando cansava. Quando parou, não esperei a porta abrir novamente, e lá estava eu correndo pela cidade em direção ao café onde eu poderei vê-la.
Quando cheguei na frente deste, parei e fiquei olhando para a sua porta, tentando recuperar meu fôlego, e quando minha mão ia tocar a maçaneta, uma coisa que eu não havia pensando ainda, caiu como uma ducha fria em minha cabeça.
-"O QUE É QUE EU VOU FALAR QUANDO A VER?"-Comecei a me xingar mentalmente. Como posso ser tão burro? –"Burro! Burro! Burro!"
Ficava olhando para a maçaneta como ela se ela fosse a culpada de tudo, até que alguém esbarrou em mim, e a maçaneta virou, fazendo com que eu entrasse e caísse no chão, chamando atenção de todos que estavam ali. Droga, aposto que essa maçaneta de uma figa fez isso de propósito como uma forma de se vingar por ficar fulminando-a com o olhar.
Tentando recuperar minha pose de cara sério e frio, me levantei lentamente, e muito calmamente tirei a poeira das roupas. Apenas após isso, foi que comecei a andar em volta do lugar, procurando por ela. Rodei aquele lugar cinco vezes e meia, e nem sinal dela. A única coisa que me restava então, era ter que fazer algo que eu não estava nem um pouco afim de fazer, e que nós homens odiamos por sinal: Pedir informação. Argh.
-Com licença, a senhora saberia me informar se uma garçonete de cabelos rosa veio trabalhar hoje?
-Oh, me desculpe meu jovem, mas ela se demitiu semana passada. – no mesmo instante toda a adrenalina que havia preenchido meu sangue até aquele momento, desapareceu com um PUF. E meus ombros caíram com desanimação. – Era algo muito importante?
-Não. – e sai dali como um autônomo, e comecei a andar em direção a minha casa. Quando finas gotas de chuva começaram a cair, eu não liguei. Quando essas finas gotas se transformaram em grossas gotas, e começaram a me encharcar, não liguei. E por culpa desse desinteresse, quando cheguei me encontrava completamente molhado, como se tivesse pulado numa piscina de roupa e tudo.
E da mesma forma que eu havia andando na rua, eu andei pela minha casa, subindo as escadas, e indo ate meu quarto, tirei a camisa e os sapatos molhados ali mesmo. Lembrando que o banheiro do meu quarto estava quebrado, me dirigi ao dos hospedes usando apenas uma calça. Entrei, e puxei a cortina do chuveiro para poder ligá-lo.
E o que eu vi a seguir, me fez ficar vermelho dos pés á cabeça, fechar a cortina novamente, e virar de costas a ela enquanto era observado por surpresos olhos verdes.
-Poderia me passar a toalha, por favor? – a ouvi dizer com muita calma, e aquilo me assustou um pouco, porque pelas experiências passadas junto a ela, sua reação deveria ter sido uma totalmente diferente. Continuando de costa, peguei a toalha, e lhe dei pela abertura lateral da cortina. Ouvi o barulho da toalha secando seu corpo, e mesmo sendo do jeito que sou, continuo sendo um adolescente, e não pude evitar olhar de esguelha para trás, sendo capaz de ver a sobra de seu corpo nu contra a cortina do chuveiro. E o rosado de minhas bochechas apenas fizeram aumentar.
Ouvi o barulho da cortina sendo puxada para o lado. E tomando aquilo como um sinal de que já tinha permissão para me virar, me virei muito calmamente e de olhos fechado para que ela não pudesse me acusar de pular para conclusões. Ao invés de ter que ouvir uma reprimenda, ou algum dos escândalos dela, recebi o som de seu riso.
-Você é muito fofo, sabia? Eu ia começar a gritar, ate que você virou com os olhos tão fechados e com o rosto todo vermelho, que desisti. – e dizia tudo enquanto ria. Um riso tão livre de qualquer tipo de afetação ou zombaria, apenas continha puro divertimento. Mesmo sendo às minhas custas, não me importava. Morria de vontade de ver que tipo de brilho seus olhos tinham nesse momento. Não sei se ela leu meus pensamentos, ou se apenas havia percebido que eu queria muito poder abrir meus olhos, que falou: - Pode abrir os olhos, não tem problema algum. – E o quando o fiz, a única diferença agora era, que eu tinha os olhos abertos e o rosto mais corado ainda por vê-la com uma toalha vermelha envolta de seu corpo como um vestido sem alças. – Mas o que esta fazendo aqui? Sempre acabo encontrando-o nos lugares mais improváveis e nas situações mais... Impróprias. – disse agora com o riso apenas no olhar.
-Eu...– comecei a falar, mas então tive que limpar a garganta por culpa da súbita timidez.-Eu moro aqui.
-Mora? – disse surpresa.
-Sim, com meus irmãos mais velhos.
-Ah, então você é o famoso Gaara? Sua irmã falou muito de você para mim e meus amigos. – O que é que a Temari tem dito para ela? E como assim ela conhece minha irmã?
-Da onde conhece a minha irmã?
-Vamos para a mesma faculdade.
-Entendo. – Agora, eu já sei onde poderei encontrá-la quando quiser vê-la. É nessas horas que adoro ter uma irmã mais velha.
-Bem, aparentemente você queria tomar um banho, não é? Então é melhor eu sair daqui, assim poderá fazê-lo em paz. – passou as pernas por cima da pequena batente que separava o chuveiro do banheiro, mas o chão devia estar escorregadio, pois escorregou, e sem pensar duas vezes, me aproximei o mais rápido que pude, e consegui segura-la antes que caísse no chão. Seu rosto havia ido de encontro com meu peito nu, e a segurava pela cintura para impedi-la de cair. Apenas não havia imaginado, que após salva-la, eu teria que ser a pessoa a ser salva, já que ter um corpo feminino molhado e macio grudado ao meu, não é uma coisa que se deve fazer quando se tem hormônios adolescentes correndo pelo seu corpo. – Ufa, obrigada. – sua voz parecia normal, mas suas bochechas tinham um tom avermelhado agora, e seus olhos não encaravam os meus como momentos antes. Será que ela esta envergonhada... Ou excitada como eu? Qualquer uma das alternativas me faria feliz. Porem no momento teria que esquecer esse pensamento, pois a qualquer momento ela poderia perceber alguma coisa crescendo lá embaixo já que encontrávamos de certa maneira, abraçados. Logo fiz algo que não estava nem um pouco a fim de fazer, a afastei com cuidado para que não voltasse a escorregar, mas ainda segurando-a, a levei ate um dos pouco locais secos do banheiro.
-Acho que vou tomar meu banho agora. – disse alguns momentos depois que passamos nos olhando por vários minutos sem falar nada.
-Ah, certo, vá em frente. – disse meio atrapalhada, e virando foi abrir a porta, quando me lembrei de algo.
-A Temari lhe mostrou algum lugar onde pudesse se trocar? Porque não é muito aconselhável ficar andando pela casa usando apenas uma toalha quando meu irmão esta em casa. Ele é um pervertido. – sussurrei a ultima frase, aproximando o rosto em sua direção.
-Mesmo? Então já sei a quem puxou.
-Mas eu sou não sou pervertido. – disse indignado.
-Não é o que todos os nossos encontros mostraram.
-Em todos eles aconteceram vários mal entendidos.
-Sei. – disse cética, mas percebi que tirava uma com a minha cara já que havia riso em seus olhos. – Voltando ao que interessa, e respondendo a sua pergunta, não, ela não me indicou nenhum.
-Você poderia se trocar no meu quarto então. – e após dizer isso, ela me mando um olhar desconfiado. E foi aí que percebi o que havia dito. – Não é nada do que você esta pensando, e se tiver medo que eu realmente seja um pervertido, meu quarto tem chave logo pode se trancar sossegada.
-Se é assim, então aceito a oferta. Onde fica seu quarto? – disse se virando para a porta.
-É a segunda porta, do lado direito.
-Certo. – ia saindo, quando percebi que algo estava faltando.
-Minha irmã não lhe deu alguma roupa para que pudesse usar?
-Não, acho que ela se esqueceu. Acho que vou ter que usar as minhas mesmo. – ia dizer "tudo bem então", mas quando vi o bolo de roupas molhadas que ela pegava de cima da pia, desiste no mesmo instante.
-Nem pense em usar essas roupas, estão completamente encharcadas.
-O que vou usar então, gênio?Afinal, não me disse para não andar por aí de toalha, também não me deixou usar as minhas roupas. Vou fazer o que agora? Andar nua? É isso que planeja?
-Não, pensei em lhe emprestar alguma roupa minha, mas se prefere andar nua, não vou lhe impedir. – disse sarcástico. Pelo olhar que me lançava, ela deveria estar me xingando mentalmente de todos os nomes existentes.
-Tá, você venceu. Já que vou usar as suas roupas, não é melhor então ir ate lá comigo para me dá alguma?
-Não precisa, pode escolher a que quiser. Mas não mecha em nada mais que não seja as roupas, ouviu? – ameacei com o meu melhor olhar assassino, mas que não mostrou muito efeito na minha companheira usando apenas uma toalha.
-Mensagem recebida, e arquivada. Agora vá tomar seu banho. – com isso, saiu do banheiro. E com a mesma rapidez com que ela se foi, eu entrei debaixo da água mais fria que consegui pôr no chuveiro, para ver se tanto a imagem dela de toalha quanto a sensação de tê-la grudada a mim, desaparece.
Levei uns vinte minutos no máximo para tomar meu banho. Me sequei, e coloquei a toalha em volta da cintura. Antes de sair do banheiro, pus apenas a cabeça para fora, pra ver se ela estava ali no corredor. Vendo que não, sai, e fui em direção ao meu quarto. Pensando na possibilidade dela ainda se encontrar lá dentro se trocando, afinal ela era uma garota, e toda garota é indecisa na hora de escolher uma roupa, mesmo que essa seja masculina, bati três vezes na porta.
-Posso entrar?
-Pode. – a ironia daquela cena era que eu estava pedindo permissão para entrar em meu próprio quarto, e ainda por cima, a uma garota que apenas vi três vezes. Três miseras vezes.
Escutei o som da chave virando, e a porta se abriu logo em seguida, mostrando uma garota usando uma blusa o triplo de sua largura e uma calça o dobro de sua altura. Mais parecia que ela estava sendo engolida pelas roupas.
-Não ria. Não tenho culpa se todas as suas coisas são enor...- parou de falar ao perceber o que eu estava usando. Ou a falta. Uma cor avermelhada logo apareceu as suas bochechas, a deixando mais graciosa do que nunca.
-Não me culpe por aparecer dessa maneira, mas havia me esquecido de pegar roupas antes de me dirigir ao banheiro.
-Sem problema. – e se moveu para o lado ma deixar-me passar. – Acho que..Er...Acho que vou esperar sua irmã lá embaixo. – saiu andando apressadamente pelo corredor, quase tropeçando por culpa da bermuda que mais parecia uma calça nela, e desaparecer nas escadas.
Fechei a porta, então andei até o guarda-roupa, mas enquanto andava, percebi um cheiro diferente, um que nunca havia sentido em meu próprio quarto. O cheiro dela. Somente a visão dela ali em pé, nua, colocando uma de minhas roupas, fez com que todo aquele tempo debaixo da água gelada perdesse o efeito.
Após colocar uma bermuda jeans qualquer e blusa cinza, desci as escadas enquanto tentava secar meus cabelos, coisa a qual não estava tendo muito sucesso. Ao entrar na sala, a vi sentada numa poltrona, lendo uma das diversas revistas que havia espalhadas na mesinha de cetro. Quando percebeu minha presença, abaixou a revista, e deu um sorriso... Aliviado?Talvez ela não gostasse de ficar sozinha ou foi porque eu me encontrava totalmente vestido.
-Olá de novo.
-Hmm. – fiz em resposta enquanto ainda tentava inutilmente secar meus cabelos.
-Tendo problemas com isso? – e apontou para a minha cabeça.
-Bem, sim. Um pouco. – falei logo depois, pois é meio humilhante um cara já crescido não conseguir secar os próprios cabelos.
-Quer ajuda?- olhei para ela, olhei para a toalha em minhas mãos, e senti as gostas que escorriam pelo rosto e pescoço, molhando a mim e a minha camisa. Suspirando derrotado, aproximei-me dela, sentei em cima da mesa de centro que era feita de granito, e estendi-lhe a toalha. Sorrindo, empurrou minha cabeça um pouco para baixo, já que mesmo sentado eu era mais alto que ela, e começou a esfregar meu cabelo com a toalha.
-Er... Eu percebi que você já sabe meu nome, e varias coisas também sobre mim, se o fato de Temari ter falado muito sobre mim for verdadeiro.
-É sim. – disse com riso na voz.
-Então... Qual é o seu nome? – perguntei envergonhado, e dei graças a deus por estar de cabeça abaixada, impedindo-a de perceber.
-Me chamo Haruno Sakura, prazer em conhece-lo, Sabaku-kun. (N.A: No Japão, chama-se o outro pelo sobrenome com o –kun ou –san no final por uma questão de formalidade.) – Sa-ku-ra. Combina perfeitamente com ela. Não sei como não havia adivinhado antes.
-Prazer. – respondi com um sussurro. Ela tirou a toalha da minha cabeça, e a colocou no colo. Levantei o rosto, e pude perceber que pela cara que ela fazia, que meus cabelos não deveriam estar nem um pouco arrumados após todo aquele mexe remexe neles.
-Me permite...? – disse já com uma das mãos tocando uma mecha avermelhado minha. Apenas mexi a cabeça, concordando.
Passou os dedos tirando alguns nós, batia levemente para abaixar algum fio teimoso. Mas não me importava se meus cabelos ficariam ou não mais apresentáveis. O que importava era o quão intimo aquilo tudo parecia. O quão maravilhosamente sensual era o toque dela. Ela também devia ter percebido tudo isso, pois se era possível ouvir o som de sua respiração acelerando junto a minha. Não agüentando mais, a peguei pelos pulsos, tirando suas mãos de minha cabeça. Fazendo-a olhar para mim, quando nossos olhos se encontraram, percebi que não havia mais volta.
Muito lentamente, quase parando, nossos rostos foram se aproximando hesitantemente. A minha hesitação era pelo fato de que eu mal a conhecia, tanto que havia descoberto seu nome não fazia nem dez minutos. Porem, no momento em que nossas bocas se tocaram, um nada preencheu minha mente.
Macios, suaves, e extremamente deliciosos, era a única maneira de se poder descrever seus lábios. Mexia os meus ainda inseguro, afinal ela é mais velha, e deveria ser muito mais experiente do que eu. Não sei se ela havia percebido minha insegurança, mas com as mãos soltas já a algum tempo, ela pegou as minhas, e as colocou em volta de sua cintura. Depois pôs as próprias em volta de meu pescoço, trazendo-me para mais perto e acariciando minha nuca, ato que me fez relaxar. No momento que relaxei completamente, aproveitando melhor todas as sensações que aquele beijo causava, a senti tentar aprofunda-lo, mordendo suave e tentadoramente meu lábio inferior, fazendo-me soltar um gemido, assim permitindo a entrada de sua língua em minha boca.
A maneira que a mexia estava pondo-me louco, e por essa razão a puxei para mim, fazendo-a acabar sentada em meu colo. Fiquei totalmente embaraçado ao perceber que por estarmos naquela posição, ela podia sentir o quão excitado eu já me encontrava. E ao se ajeitar melhor, só fez piorar as coisas. E não pude evitar gemer novamente.
Foi aí que resolvemos separar nossas bocas, em busca de ar. Respirávamos com dificuldade, e nos encontrávamos corados, mas ela me olhava de uma maneira estranha. Se aconchegando mais ainda em meu colo, e ainda com os braços em volta de meu pescoço, aproximou o rosto do meu.
-Fazia muito tempo que não beijava alguém tão inocente. – inocente? Ela tava tirando uma com a minha cara? Era isso? Como ela podia achar aquele beijo inocente? Pra mim ela podia achá-lo tudo, menos inocente. –Calma, não precisa me olhar desse jeito. Não estou dizendo que não gostei, nem que beija mal, o que não é o caso. – disse quando viu que eu iria objetar. – Apenas tenho a sensação de que não o faz com muita freqüência.
-E você o faz? – não pude evitar o ciúme, não depois daquele beijo.
-Também não, mas sou mais velha, por isso tive mais tempo para treinar. – disse com o riso em seus olhos, e sorrindo pra mim. E percebi que não gostaria que aquele sorriso saísse dali. Desejava poder fazer com que ela fosse feliz para sempre, para que pudesse estar sorrindo sempre. – Bem, as acomodações são muito boas, mas acho melhor levantar-me. – ia tentar impedi-la, porque por mais que tê-la tão perto mexesse com todo o meu corpo, era tão... Certo tê-la ali junto comigo. Desisti no ultimo momento. Como não queria que ela ficasse longe, tentava pensar numa desculpa. E rápido.
-Você esta com fome? Pois eu não como desde o almoço. – disse me levantando, e começando a andar em direção a cozinha.
-Agora que você mencionou, estou morta de fome. Eu vou lhe ajudar a preparar algo, mas antes tenho que ligar para algum dos meus amigos vir me buscar. – e foi andando até a entrada, onde provavelmente se encontrava suas coisas.
-Não vai esperar pela minha irmã?
-Ela me disse que eu poderia tomar banho aqui, e depois se eu quisesse poderia esperar por ela, mas eu tenho uns trabalhos ainda para fazer hoje.
-Entendo. – fingindo que ia para a cozinha, esperei que ela começasse a fazer a ligação para poder ouvir a conversa. Não sou bisbilhoteiro, mas quero saber que tipo de amigo é esse que vai sair no meio da chuva para vim buscá-la.
-Alô? Itachi?Sou eu, Sakura. Eu sei que você sabe que sou eu, mas queria avisá-lo de qualquer maneira. – ouve um longo silêncio, que ate pensei que ela houvesse desligado. – Itachi? Você não dormiu segurando o telefone não, né?Bom, bom. Você sabe que mesmo com toda essa sua frieza, eu te amo, né? – o ama? Ela já tem alguém? – Como assim se eu quero algo? É claro que não. Eu estou dizendo a verdade, por que não acredita em mim? – dizia indignada. – Espera, espera. Não desliga. O que eu queria perguntar era se você poderia vim me buscar na casa da Temari-chan. Como assim quem é Temari? É a caloura que faz faculdade de administração com você, idiota. – então minha irmã faz faculdade com o amigo dela, não com ela. Que faculdade será que cursa? – Então, vai vim me buscar ou não? – disse impaciente, conseguia imaginar ela lá batendo o pé impaciente enquanto olhava para o teto com raiva. – Chamar o Deidara? Você enlouqueceu de vez? Por acaso não lembra da vez onde ele quase me matou em mais de cinco vezes apenas indo me deixar em casa? Imagina nesse tempo então. Por favoooor, Itachi. Você é o único a quem posso confiar minha vida nesse tempo. – falava manhosamente. – Eu sabia que acabaria concordando no final. Daqui a vinte minutos? Perfeito. Até. – ouvindo ela guardar o celular, sai "correndo" para cozinha, e abri a geladeira fingindo que estava procurando algo.
-E então? Você já vai embora? – disse ao ouvir a porta sendo aberta.
-Daqui a pouco apenas. O que temos para comer?
-Temos pão, presunto, queijo prato, queijo mussarela, requeijão, ovos... Você decide. – colocava tudo em cima do balcão da pia, virado de costas para ela.
-Hum, deixe-me ver. – ela chegou por trás de mim, apoiou a mão nos meus ombros para apóia-la, e ficou de ponta de pé para poder ver por cima de meu ombro. Mas ao faze-lo, tocando assim, grande parte de seu corpo nas minhas costas. – Posso ter a opção de comer dois sanduíches? – podia sentir sua respiração em meu pescoço, deixando-me arrepiado. O bom, foi que não havia sido tanto a ponto dela perceber.
-P-pode sim.
-Então vou querer um misto quente e um com requeijão. E você vai querer de que?
- Apenas um com presunto.
-Pode ir sentar-se, agora é minha vez de ajudá-lo. Você já fez de mais por mim emprestando-me suas roupas e sendo tão respeitoso lá em cima.
-Mas...
-Sem mas, apenas preciso que me diga onde se encontra as coisas, que o resto eu posso fazer sozinha.
-Se quer realmente fazer isso, faça. – sentei-me em cima do balcão da pia, enquanto ia respondendo-lhe onde ficava tudo. Os sanduíches já estava prontos, só faltava os pratos.
-Esta aqui em cima. – apontei para o armário a cima de minha cabeça. Andou em minha direção, e ficando na ponta dos pés mais uma vez, tentou pegar os pratos que ficavam no alto. Com apenas o intento de ajudá-la, a levantei pela cintura para que pudesse alcançar. Por favor, não vejam malicia nenhuma nessa ação. Eu apenas queria ajudar uma pobre alma que estava precisando de ajuda.
-Peguei. – a abaixei, mas entao nossos rosto voltaram a ficar próximos. E mais uma vez naquele dia, nossos rostos se aproximavam um do outro.
-Tadaima! Tem alguém em casa? – com o susto causado pelo grito de minha adorada irmã, a linda garota em meus braços deu um pulo para trás, deixando os pratos caírem no chão. Felizmente, esses não eram feito de vidro. Se abaixando com o rosto corado, e eu olhando para o lado, com o rosto no mesmo estado. Foi dessa maneira que minha irmã nos encontrou ao entrar. –Oh, Sakura você ainda esta aqui?
-Olá.
-E...Gaara? O que esta fazendo?
-Esperando ela colocar os sanduíches no prato poder comer, por quê?
-Não, eu digo, aqui embaixo, fazendo sala. Você nunca havia se importado antes.
-E daí? Estava com fome.
-Voltando, eu pensei que você fosse embora depois do banho.
-Eu também. – ela respondeu, enquanto me entregava um prato com meu sanduíche.
-E por que não foi?
-Itachi só vai chegar daqui a alguns minutos, e estava com fome também. – respondeu dando de ombro e mordendo seu próprio sanduíche.
-Acho que... Entendo. – mas pela cara que fazia, não havia entendido nada.
-Quer um também? – disse estendendo um dos dela.
-Não, não. Vou apenas tomar um banho e começar a fazer uns trabalhos que são para amanha.
-Esta bem.
-Quer que eu fiquei aqui embaixo ate Itachi chegar? Meu irmãozinho não é muito boa compainha as vezes.
-Mesmo? – disse surpresa. – Ele foi um ótimo anfitrião, ele foi ate alem das minhas expectativas. – nesse momento ela dava um olhar malicioso pra mim. Abaixei a cara mordendo outro pedaço, fingindo que não era comigo. Mas dava pulos de pura satisfação ao ouvir aquilo.
-Você deve ter algum tipo de super influência sobre ele.
-Talvez eu tenha.
-Vou lá pra cima então, ate amanha, Sakura-chan. – antes de ir, lançou um olhar confuso para nós dois, e saiu. Passamos os próximos minutos em silencio, apenas comendo nossos sanduíches pacificamente. Até que ouvimos uma buzina tocar, e alguns segundos depois, o telefone começar a tocar também.
-Tenho que ir agora. – disse colocando o prato que havia usado em cima da pia, e logo depois saindo da cozinha. A segui, indo ate a entrada com ela, fiquei observando-a colocar os sapatos, botar a bolsa nos ombros, e agarrar alguns livros. Quando vi que já estava pronta, abri a porta, mas ao invés de sair de uma vez, ela se aproximou de mim, e chegando perto do meu ouvido, a escutei dizer. – Sabe o que descobri?
-O que? – sussurrei de volta.
-Você não é nenhum pervertido. – sorriu. – Ate algum dia, Sabaku-kun. – e saiu correndo pela chuva, quando a vi entrar no carro, e este partir logo em seguida. Fechei a porta, e me escorei nela. Suspirando em seguida.
Uau! Dessa vez meu encontro com ela foi tão grande, não foi? E muito mais produtivo também, não concordam? Essa garota... Não, não, não é mais apenas garota. Ela tem nome agora. Haruno Sakura. Bonito, não acham? Porém o que é bonito mesmo foram os olhos dela quando estávamos nos beijando. Não comentei sobre eles antes, pois no momento, minha mente estava muito anuviada pelo fato de estar sendo beijado. E que beijo havia sido. Se eu soubesse que garotas mais velhas beijavam daquela maneira, teria procurado por uma antes. Mas como havia dito antes, acho que não teria sido a mesma coisa, se fosse com qualquer outra.
Será que vocês já adivinharam o que senti após esse ultimo encontro? Não? Que decepção. Pensei que fossem mais espertos. Vou recapitular as sensações dos dois primeiros, e aí, conto a desse.
Na primeira vez, a maneira que falou comigo e me tratou, foi diferente que qualquer jeito que alguém já havia me tratado antes. Seus olhos raivosos, o sorriso doce para com o menininho chorão, todo aquele contraste me intrigou de tal maneira, que não a tirei da cabeça.
Na segunda vez, ela havia pensado que eu era gay, me envergonhou, me ajudou, e me beijou na bochecha. Tudo isso em menos de uma hora. A maneira que havia arrumado para me ajudar havia sido inusitada e muito vergonhosa, mas havia funcionado. Mas a maneira que havia arranjado para se "desculpar" pelo show que havia dado, havia sido mais inusitada ainda. E não pude deixar de sentir uma grande fascinação por ela, aparecer dentro de mim.
Na terceira vez, a havia encontrado no lugar mais inesperado de todos. Minha própria casa, num banheiro, nua. Foi a primeira vez que ela sorriu para mim, a primeira vez que havíamos realmente conversado, e a primeira vez que havíamos nos beijado. Pode ser que tudo tenha acontecido depressa demais, ou ate mesmo, lento demais. Mas uma coisa aconteceu comigo nessa terceira vez, uma coisa da qual as sensações das outras vezes não haviam me preparado. Eu me apaixonei.
Apaixonei-me por uma quase estranha. E fico pensando, se ainda mal a conheço e já estou apaixonado, quando eu conhecer tudo sobre ela, talvez eu não tenha mais volta, e fique perdidamente, loucamente, extremamente apaixonado. Isso não é muito provável, mas é uma possibilidade. E essa pequena possibilidade que me deixa com medo. Com medo de me apaixonar ainda mais ou de me decepcionar.
Não sei mais o que acontecerá daqui pra frente. A partir de agora, vocês me acompanharão por essa minha vida estranha e complicada. Não conheço o futuro, mas conheço o passado e o presente, e com a compainha de todos você desocupados, descobriremos o que estar por vim.
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Caramba! Caramba! Caramba! Fazia muito tempo que não escrevia um capitulo tão grande. Quando comecei a escrever fanfics, o que aconteceu a 3 anos atrás, eu escrevia capítulos de 16 paginas para 21 paginas. Isso me lembra uma coisa. FIZ 3 ANINHOS NO SITE ESSE MÊS. O dia exato foi o 07, mas havia me esquecido de ta fato. Espero que tenham gostado do capitulo, a partir de agora, não serão mais lembranças, tudo acontecerá em tempo real.
Obrigada a todos que me mandaram reviews, espero que continuem mandando, e quem nunca mandou comece a mandar, mesmo que seja para me xingar.
Quem gosta de cenas um pouquinho mais "quentes" ganhou, quem não gosta, também ganhou cenas fofas, ao menos na minha opinião.
BEIJO PARA TODO MUNDO!
Grita um Gaara usando apenas uma toalha
Mk-chan160 puxando a toalha, para mandarem mais reviews ainda
ADORO VOCÊS!
Mk-chan160
