OLÁAAAAAAAA!!
Como vão? Desculpem pela demora, esse capitulo ja estava 90 por cento pronto ja faz meses e meses. Mas meu adorado e fofo computador resolveu quebrar, e quebrar, e quebrar mais uma vez. A sorte é que não foi nada relacionado com a memória eu tava ferrada. Enfim, olhem como eu fui rápida, eu consegui ele de volta faz apenas uma semana, e já estou aqui postando. Sei que alguns de voces dirão que uma semana é muito, mas voces têm que compreender também que eu precisava matar a saudade antes também xP.
Mas chega de falar, vamos ao que interessa...
Capitulo 4:
Just Human
-Zzzzz...
"What if I say I'm not like the others? What if I say I'm not just another one of your plays. You're the pretender!"
-Mas que porr…- Levantei a cabeça do travesseiro e olhei em volta no meu escuro quarto, procurando por aquele maldito celular que não parava de tocar. Oi, não prestem atenção ao fato de estar usando cueca no momento. Não tenho culpa se apareceram logo num momento tão intimo quanto a hora do meu sono reparador.
"What if I say I'm not like the others? What if I say I'm not just another one of your plays. You're the pretender!"
Devem estar achando estranho o fato de ser quase 11 horas da manhã e eu ainda estar na cama em um dia de semana. Acontece que por algum motivo desconhecido a mim, já que estava dormindo quando faziam o anuncio, não teremos aula hoje. Por ser uma sexta, torna tudo mil vezes melhor, porque se junta com o final de semana. Outro fato que faz hoje ser um ótimo dia é que por estar sozinho em casa, posso dormir sem ter nenhum tipo de barulho, coisa que não acontece nos fins de semana quando tenho a liberdade de dormir o quanto quiser.
"What if I say I'm not like the others? What if I say I'm not just another one of your plays. You're the pretender!"
-CALA A BOCA, FOO FIGHTERS! – Arg, aonde se meteu a droga do meu celular? E por que a pessoa que esta ligando não desiste de uma vez? Ta, eu adoro essa musica, tanto é que a coloquei como toque, mas não quer dizer que agüente ouvir a cada 10 segundo a mesma parte. Isso é de enlouquecer qualquer um.
-ACHEI! – Como é que ele foi parar na minha gaveta de cuecas? Que lugar mais estranho. –Alô?
-Finalmente, o que estava fazendo, que levou esse tempo todo para atender? – Só podia ser a Temari para infernizar a minha vida num dia que deveria ser todo de paz e silencio, ao menos ate o momento onde ela e Kankurou chegassem em casa, o que apenas vai acontecer à noite. Mas com um pouco de sorte, eles podem querer sair à noite, o que faz com que apenas voltem de madrugada. Ah, como o dia seria perfeito se isso realmente acontecesse. – Alo? Gaara? Você não me deixou falando sozinha de novo, deixou? Porque se deixou, você vai se arrepender e...
-Estou aqui, agora diga logo o que quer para que eu possa voltar a dormir.
-Preciso que venha me trazer um trabalho que deixei em cima da mesa da sala.
-Você acha mesmo que eu vou deixar minha preciosa cama para ter que andar de ônibus por meia cidade para ir lhe deixar um simples trabalho?
-Não é um SIMPLES trabalho. É o trabalho. Se eu não o tiver as 2 dessa tarde, vou levar zero, me pondo em risco de repetir a cadeira.
-E eu com isso?
-Gaara...- disse ameaçadoramente. Serio, minha irmã é de dar medo às vezes.
-Hunf, esta bem. Quando chegar ai, te ligo.
-Você é o melhor, irmãozinho.
-E eu não sei disso?
-Convencido também, mas eu te amo mesmo assim. Tenho que desligar agora, minha aula esta começando. Tchau.
-Tch... -Desligou na minha cara, logo após eu concordar em fazer um favor a ela. Mal agradecida. Já havia dito que ia mesmo, então quanto rápido eu chegar lá, mas rápido será voltarei a minha amada e idolatrada cama. Por isso levantei e fui tomar banho no meu banheiro, que havia sido consertado na semana passada.
Apenas quando estava a 10 passos do portão da faculdade, lembrei que eu poderia ver a Haruno novamente. Já havia se passado um mês desde aquele beijo, uma coisa que não havia conseguido parar de repassar em minha mente. Cheguei até ao ponto de sonhar com ela. Como foi o sonho? Bem isso é pessoal. Não me ameacem, que vai ser pior. Olhinhos de cachorrinho pidão também já é golpe baixo. Ta ta, eu conto. Mas voltem logo pra os seus lugares. Muito bem...
O sonho foi da seguinte maneira: ela aparecia em minha casa num dia onde estaria sozinho, não falaria simplesmente nada, apenas me puxaria pela gravata do meu uniforme escolar, e me beijaria, e após algum tempo faríamos mais do que apenas beijar, se é que me entendem. Porem quando estávamos chegando ao ponto importante do ato, alguém me acordava, ou eu caia da cama. Enfim, no fim, eu sempre era forçado a voltar para a realidade.
Já se havia passado pela minha cabeça, vir aqui vê-la, mas nunca havia conseguido inventar uma desculpa boa o bastante. Agora não precisava mais fazer isso, minha irmã havia inventado uma pra mim. Ah, as maravilhas de ter uma irmã mais velha.
Peguei o celular do bolso, e liguei para ela perguntando onde estava. Normalmente a mandaria vir para o portão para que eu não tivesse perder meu tempo andando por todos aqueles corredores, mas não podia perder a chance de esbarrar na Haruno, fato que de acordo com todos os encontros que já tivemos, é bem provável de acontecer.
Cheguei na sala onde ela se encontrava, e nada. A única coisa que havia encontrado até ali foram olhares furtivos. Poderia ser porque eles nunca haviam me visto antes por ali, afinal mesmo tendo apenas 16, tenho uma postura séria e aquele ar de que-se-dane-o-mundo, por isso acontecia de muitas vezes pensarem que eu sou mais velho. Bem, alguns daqueles olhares eu sabia o porquê estava recebendo. Eram de garotas, algumas até viraram os pescoços quando passei, outras chegaram a mandar olhares maliciosos e convidativos.
-Graças a Deus você chegou. Cadê? Cadê? – sem ligar o tom impaciente de minha irmã, abri minha mochila com a maior calma do mundo, fingindo estar procurando pela pasta onde estava o trabalho dela, e só após alguns segundos, que devem ter parecido horas para ela, eu lhe entreguei o bendito trabalho. – Obrigada, obrigada, obrigada.
-De nada. – fechei a mochila, e a ajeitei no ombro.
– Já vou. – mas ela nem estava mais prestando atenção em mim, apenas abraçava e beijava a pasta que tinha em mãos. São em momentos como este que eu digo com toda a certeza que minha irmã mais velha tem sérios problemas mentais.
O caminho de volta, foi bastante parecido com o da ida, mas quando estava quase na saída, ouvi duas pessoas conversando sobre estar havendo uma discussão entre um tal de Sasori e Deidara na frente do prédio de Arte & Cultura. Deidara. Não era o esse o nome do amigo que quase matou a Haruno levando-a para casa? Com um pouco de sorte, talvez ela esteja lá também. Aproximei-me então dos dois, e lhes perguntei onde se localizava o tal prédio, usando como desculpa, que estava procurando por minha irmã.
Após andar pelo jardim do campus indo em direção ao local onde desconfiava que a briga estava ocorrendo, já que muitas pessoas iam na mesma direção. Consegui avistar um homem de cabelos castanhos avermelhados e um de longos cabelos loiros preso num rabo de cavalo em cima da cabeça, discutindo. O que me intrigou foi o fato dos dois estarem usando sobretudos pretos com nuvens vermelhas. Estranho. Prestando um pouco mais de atenção, percebi que na grande arvore atrás dos dois, havia um grupo de pessoas usando sobretudos idênticos, e no meio deles, lá se encontrava ela, sentada tocando violão. Ao seu lado havia um homem de cabelos negros tocando também. Do outro lado havia um usando uma mascara estranha, esse não conseguia ficar parado, pois ficava pulando toda hora. Encostado na arvore em pé, estava um homem de pele e cabelos azuis, o qual ficava fazendo comentários sobre os dois brigões, imagino, e rindo consigo mesmo.
Escondi-me atrás das poucas pessoas que pararam para observar a briga, que aparentemente girava em torno do real significado de "arte". Gostaria de poder apenas ter a oportunidade de vê-la mais de perto, mas não tenho coragem de me aproximar dela, quando esta acompanhada de seus amigos universitários. Podem pensar que sou covarde, mas no momento o que sinto não é covardia, é timidez. Pode não parecer, mas sou super tímido. Timidez essa, que escondo por trás da seriedade e frieza.
A discussão estava começando a piorar, era possível de se prever, que daqui alguns minutos, se não menos, um soco sairia de algum dos dois. E meu palpite seria que o primeiro a atacar seria o loiro. Aparentemente, ela também havia percebido, pois havia se levantado, andado até os dois, e deu um soco primeiro no loiro e depois no ruivo, derrubando-os. E com eles ainda sentados olhando para ela enquanto massageavam o maxilar dolorido,começou a dar-lhes um sermão. Ficaria observando-os por mais tempo, porque a cena era realmente engraçada, mas tenho medo de que ela perceba minha presença. Por isso me virei, e comecei a voltar pelo mesmo caminho que havia vindo.
Porém, não havia dado nem ao menos 10 passos, quando ouvi meu nome sendo chamado, e meros segundos depois, meu braço ser puxado para trás, fazendo-me virar junto. Vendo a minha frente então, a razão de meu desassossego durante todo o mês.
-Por acaso estava planejando me ignorar, Sabaku? – ela parecia demonstrar raiva, mas alguma coisa na maneira de que ela falou, aparentava ter uma pontada de tristeza.
Será que ela queria me ver o tanto quanto eu queria vê-la?
-Não, é que... Eu vi que estava acompanhada de seus amigos, e não queria atrapalhar.
-Atrapalhar o que? Não estávamos fazendo nada de muito importante.
-Eu...
-A verdade é que não queria falar comigo não é? –disse puxando minha gravata fazendo meus olhos se grudarem no dela. Tal ato, me fez lembrar com uma perturbadora nitidez meu sonho.
-Não, não é nada disso. Apenas não sabia como me aproximar de você.
-Estava com vergonha de falar comigo? – disse surpresa.
-Vergonha não. Eu estava...- tentava realmente arranjar uma desculpa, mas estava na cara que ela já havia chegado no ponto certo.
-Não precisa se explicar, já entendi. – disse rindo levemente. – E então, o que o trás ao mundo universitário?
-Minha irmã me pediu para trazer-lhe uma coisa.
-O trabalho do professor de economia, não é? O Itachi havia comentado o quão nervosa ela estava em relação a isso. –
-Não sei que tipo de trabalho era, fui apenas o entregador. – disse dando de ombros.
-Você gostaria de conhecer os meus amigos? – disse do nada, apontando o dedo para trás, por cima do ombro para as pessoas debaixo da arvore.
-Melhor não, estarei me intrometendo no seu grupo, e...
-Que nada, vem. – não havia nem ao menos me deixado acabar de falar, e já foi me arrastando em direção ao seres de sobretudos estranhos. Quando nos aproximamos, percebi que agora era alvo dos olhares de todos os cinco. Sabia que estava sendo observado antes enquanto ela falava comigo, mas agora era muito pior. Bem pior. –Pessoal, este aqui é o Sabaku no Gaara. – não iria deixar eles me amedrontarem, eles sabiam dar olhares frios? Pois eu também sei. E olhando-os da mesma maneira, disse.
-Prazer.
-Você é o irmãozinho que a Temari-chan tanto comenta? – o loiro que havia estado discutindo mais cedo, comentou apontando pra mim.
-Sou irmão dela, mas não sou pequeno. – tal comentário, fez quase todos eles darem um sorriso de lado, menos o loiro que começou a rir e bem, não era muito possível eu saber se o de mascara havia feito o mesmo que o resto.
-Você é mesmo o irmão dela. Sou Suzuki Deidara, a propósito. – então esse é o que quase a "matou" enquanto levava-a para casa. Só falta descobrir qual deles seria o tal de Itachi.
-Você pinta o cabelo no mesmo lugar que o Sasori? – disse o que usava uma mascara apontando para o ruivo que discutia com Deidara, esse não pareceu nem ligar enquanto preparava alguma coisa com pequenas peças.
-Não, é natural.
-É claro que é natural. As pessoas fazem a mesma pergunta pra mim. Toda hora. – ela comentou ao meu lado, enquanto me puxava para sentar num banco que havia do lado da arvore, coisa que não havia percebido antes. –Esse é o Tobi.
-Tobi de quê?
-De nada, é só falar Tobi que ele vem. – disse o de pele e cabelos azuis. – Sou Kikushi Kisame.
-Hmm.
-Por ultimo, mas não menos importante, Uchiha Itachi e Hadeki Sasori. – ela apontou então para o moreno que ainda soltava algumas notas aleatórias no violão e o ruivo de farmacia. Então ele era o tal Itachi. Fico imaginando que tipo de relacionamento ele teria com ela.
-Uchiha? –perguntei meio confuso. Será que... Não, não pode ser. -Você por acaso não teria um irmão mais novo chamado Sasuke, teria?
-Infelizmente sim, por quê? – disse levantando uma sombracelha.
-Estudamos no mesmo colégio.
-São amigos?
-Deus, não. – disse fazendo uma careta, quando lembrei que estava falando com o irmão daquele ser nojento, e que ainda por cima era amigo dela. Por que fui abrir a minha boca?
-Que bom então, não suporto aquele pirralho. – Deidara falou com uma careta parecida com a que eu havia feito momentos antes.
-Eu que o diga. Ele não se manca que eu não quero ter coisa alguma a ver com ele?– ela falou enquanto se encostava mais em mim. – Acho que ele pensa que todas as garotas do mundo têm que ter uma queda por ele.
-Ele dá em cima de você? – disse virando meu rosto em sua direção. Ah se eu soubesse disso antes! Teria batido muito mais nele da ultima vez.
-Sempre que tem a oportunidade. É irritante. Não sei como você o agüenta em casa, Itachi.
-Não agüento. O pirralho sabe que não deve cruzar meu caminho. Mas tem vezes que não se esquece disso. – disse com um sorriso maligno. – Algumas semanas atrás ele perdeu uma luta para alguém na escola. Nunca vou esquecer como ele chegou em casa naquele dia. – Ah, eu também lembro. A cara daquele desgraçado que foi tentar me provocar. Hunf, em troca seu rostinho bonito ficou todo deformado. Não pude deixar transparecer um certo brilho de satisfação ao lembrar tal cena. Percebi então o olhar de todos em mim.
-Foi você? Você que o fez ficar daquele jeito? – perguntou um surpreso Tobi-sempai.
-Fui eu sim. – mal acabei de falar, Haruno se pendurou em meu pescoço, me abraçando, enquanto gritava.
-A partir desse exato momento sou sua fã numero 1!
-Então sou o dois. Qualquer um que odeie e que transforme o Sasuke naquele bolo de sangue e machucados merece me ter como fã.
-Você se acha demais, Deidara. – disse friamente Sasori-sempai que havia acabado de fazer uma pequena aranha com as pequenas peças que eu havia visto antes em suas mãos.
-Ei, ei, se você é do mesmo colégio que o desgraça do Sasuke, então você é da nossa antiga escola. Como vai o sr. Fusishi? Ainda tomando conta dos corredores?
-Vocês estudaram lá? – falei surpreso.
-Todos nós, foi onde nos conhecemos na verdade. – ela respondeu ainda agarrada ao meu braço esquerdo. – Bons tempos aqueles.
-Bons? Nós passamos noventa por cento do nosso ano letivo em detenções e suspensões.
-Também não era assim, Kisame. Passávamos apenas um por cento nas detenções, e oitenta e nove por cento escapando delas. – Itachi-sempai disse com um quase riso.
-Por que eram castigados desse jeito?
-Por que? Eram por muitas coisas.
-Que tipo de coisas?
-Você já ouviu uma historia de que alguns alunos explodiram o muro da ala leste para poderem fugir do colégio? – começava a balançar a cabeça quando percebi o que ele queria dizer com aquilo.
-Foram vocês?
-Bem, Deidara foi o responsável pela explosão, mas todos nós fugimos por ali sim. – Aquela historia da explosão da parede era como se fosse uma lenda em todo o corpo estudantil.
-Então, vocês são a Akatsuki? - Diziam que a três anos atrás existia um grupo de amigos que se denominaram 'Akatsuki', correm os rumores que eles eram parecidos com uma gangue, violentos, não respeitavam as regras e assustadores. Mas olhando para eles aqui, não parecem com nada com uma gangue assustadora. E bem, é meio impossível de se imaginar a Haruno como integrante de uma gangue.
- Ainda falam de nós? Ah, como é bom ser famoso. – Tobi-sempai disse sonhador.
-Não somos famosos, o nome do nosso grupo é.
-Sem graça você, Itachi. – pelo tom da voz, se era quase possível vê-lo fazendo beicinho por trás da mascara. Nesse momento, meu celular começou a tocar, me levantei então do banco, e me afastei com um 'com licença'.
-Alô?
-Gaara! Eu não te acordei, né? – disse com medo. Da ultima vez que ele ligou, me acordando, eu havia pendurado ele de cabeça para baixo por duas horas na frente de uma lanchonete onde apenas se serve ramen.
-Naruto? Não, já havia levantado. O que você quer?
-O que você vai fazer amanha à tarde?
-Amanha? Nada, ia passar o dia em casa. Por que?
-É que eu consegui dois ingressos para a estréia no cinema.
-E...? O que eu tenho haver com isso?
-É que meu pai ta me obrigando a viajar com ele hoje à noite. Só que a estréia é amanha à tarde. Ai eu pensei se você não gostaria de ficar com os ingressos. – Dois ingressos? Isso quer dizer que eu tenho que levar alguém. Mas quem? Normalmente, eu iria com o Naruto, o que não é possível. Ir com algum dos meus irmãos esta fora de questão. Quem mais eu poderia chamar...?
-Muito boa essa, Sasori! – ouvindo o grito dela, virei o rosto na direção deles, vendo Deidara-sempai correndo de lado para o outro com uma aranha feita de madeira presa em seu rosto. Ela e Tobi-sempai estavam rindo, os outros tentavam segurar o riso. E se...? Talvez eu poderia... Não, não, ela nunca aceitaria. Mas e se por alguma obra do destino, ela aceitasse?
-Qual filme?
-Nem lembro o nome agora, mas é um de terror. –Olhando meio de lado para ela mais uma vez, pensei:"Será que ela gosta de filmes de terror?"
-Eu fico com os ingressos.
-Maldita hora que meu pai foi inventar essa viagem. Eu queria tanto ir ver esse filme. Mas de qualquer forma, eu vou deixar os ingressos na tua casa antes de viajar.
-Ta então. Até segunda.
-Até. – Ia guardar o celular, quando ele começou a tocar mais uma vez.
-Alo? – disse irritado.
-Que mal humor.
-Temari? Pra que ta me ligando? Eu não acabei de falar com você?
-Eu sei, mas eu to ligando porque eu havia me esquecido de pedir pra você dar uma passada no supermercado para comprar comida, porque a dispensa esta quase vazia. – Lá se vai minha tarde em paz e silenciosa. Argh.
-Esta bem. Eu vou mais tarde
-Ahn, será que não dava pra você ir agora? É que ta tendo uma liquidação até ás 15:00, e já são quase 13:00.
-Tá, ta, eu vou agora.
-Brigadinha, otooto. Ate mais tarde.
-Tchau. – guardei o celular rapidamente, com medo de que tocasse novamente. E voltei para junto dos outros para poder me despedir.
-E aí? Era alguma coisa seria? Você demorou tanto. – Haruno-sempai disse.
-Não, não, é que meu amigo me ligou, e quando desliguei minha irmã me ligou também.
-Ahh. Mas você não acabou de se encontrar com ela?
-É, mas ela ligou pra me pedir pra ir fazer compras. E é por isso que eu tenho que ir agora.
-Mas já? Você não pode ir mais tarde?
-Infelizmente não. Bem, foi um prazer conhecer todos vocês.
-O prazer foi todo nosso. Venha nos visitar mais vezes.
-Claro.
-Tchau então.
-Tchau. – todos replicaram, menos ela.
-Espera!
-Sim? – disse me virando.
-Você sabe como onde fica a saída, não é? Eu posso te levar ate lá. – Eu sei onde fica, mas se eu fingi que não, vou poder passar mais tempo ao lado dela, então... Por que não?
-Agora que você mencionou, eu realmente não sei. – disse coçando a cabeça fingindo embaraço.
-Já volto, pessoal. – disse andando até mim, pegando meu braço e começou a me guiar em direção a saída.
Durante todo o caminho, que não era lá muito longo, ela foi comentando um pouco sobre os seus amigos e tudo mais. Eu apenas absorvia pequenos pedaços, pois estava ocupando demais tentando resolver um terrível dilema dentro de mim.
-COMO É QUE EU VOU CHAMÁ-LA PRA SAIR? COMO? COMO? – Nunca chamei ninguém antes, e eu não a conheço tão bem assim pra saber qual vai ser a resposta dela.
-E então Tobi pegou a bola e... Ah, já chegamos. Aqui esta a saída. Espero que realmente venha mais vezes, meus amigos gostaram de você. – disse sorrindo pra mim.
–Eu também gostei muito deles. – disse normal, como se não houvesse nada de errado. - O que eu faço? O que eu faço?
-Então eu acho que eu tenho que vol... – ela já estava soltando minha mao, e ia se virando para ir embora...
-VOCÊ NÃO GOSTARIA DE SAIR COMIGO AMANHÃ? – gritei e abaixei a cabeça com os olhos fechados enquanto a segurava pela mao. Argh, o que foi que eu fiz? Ela deve ta pensando que eu sou um idiota e maluco. – IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIO-
-Tá bem.
-O que? – levantei a cabeça surpreso. – Você aceitou?
-Você queria que eu dissesse não? – perguntou com uma sombracelha erguida.
-Não, não, claro que não. Mas eu nunca pensei que você fosse aceitar depois da maneira que eu... Que eu... - fui ficando vermelho lembrando do grito e dos olhares das pessoas a nossa volta.
-Bem... -ela disse se aproximando. – Realmente foi uma maneira meio embaraçosa de se chamar alguém para um encontro... - disse sorrindo. Ao ouvir a palavra 'encontro', o vermelho aumentou em minhas bochechas. – Mas pelo que parece, toda vez que nos vemos algo embaraçoso acontece. E hoje ainda não tinha acontecido nada, não é? Agora, para onde você planeja me levar?
-Para o cinema, estou com dois ingressos para uma estréia para amanha à tarde.
-Qual o filme?
-Um de terror, eu não sei o nome.
-Okay entao. De que horas amanha?
-Umas 16:00 ta bem pra você?
-Tá perfeito, então nos vemos amanha as 16:00 em frente ao cinema?
-Uhum.- balançava a cabeça feito um idiota apenas concordando com tudo que ela dizia.
-Até amanha, então... Gaara-kun. – deu um beijo na minha bochecha, e voltou para entrar na faculdade.
Coloquei a mão na bochecha, sentindo ainda o calor dos lábios dela neles. Só consegui pensar numa coisa.
-Eu me esqueci de pegar o numero de telefone dela.
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O QUE ACHARAM? O QUE ACHARAM? Espero que tenham gostado. Sei que não aconteceu muita coisa, mas usei esse capitulo para apresentar mais personagens. O próximo vai ser o encontro dos dois. Como será que vai ser? Será que eles vão se beijar? Será que eles vai ter cenas fofas? Será que eles vai fazer xxx...?
Desculpem mais uma vez pela demora.
E para me redimir, tenho uma noticia que acho que vai alegrar vocês um pouquinho. Se lembrar que eu tava planejando escrever um epílogo para 'Strangers'? Pois bem, eu não estou planejando mais... Eu estou escrevendo já. Vou tentar não demorar muito, mas o que aconteceu com esse capitulo foi a mesma coisa que acontece no epílogo, não pude escrever por culpa do meu computador quebrado.
Por favor, me avisem se voces não gostaram de alguma coisa, esta bem?
Um beijinho meu.
Um beijão do Gaara.
E até logo!
Mk-chan160
