VOLTEI! VOLTEIIIIIIIIII!
Não por muito tempo na verdade. Espero que tenham sentido minha falta. Espero que continuem sentindo após lerem mais um capitulo dessa fic que parece ser mais uma historia de uma garota de 11 do que quase 17. Mas enfim, demorei menos de 2 meses para postar novamente. Teria postado bem antes, mas é que aconteceram coisas muito serias e bem, vocês devem estar cansados de saber que não sou capaz de escrever quando triste. Espero que esse capitulo não os decepcione.
Capítulo 5:
Just Human
Ahh! Estou morto de sono. Não paro de bocejar. Não consigo dormir desde que cheguei ontem à noite em casa. A razão? Culparia os acontecimentos das ultimas 24 horas. Aí você pergunta: "O que aconteceu nas ultimas 24 horas?" Aconteceu simplesmente o melhor encontro que eu já tive. (Ignorem o fato de que ele foi o meu primeiro, está bem?) O que importa são os fatos, momentos concretos, com risadas sonhadoras, beijos de tirar o fôlego e comentários vergonhosos. Não necessariamente nessa ordem.
Vocês devem estar morrendo de curiosidade, né? Mas eu não sei se deveria contar o que houve com todos os detalhes. Afinal, deve ter criancinhas lendo isso aqui. Não que nós tenhamos feito nada tão chocante e pervertido assim (Não que isso não tenha passado pela minha cabeça durante todo o encontro.), mas eu não quero que essas criancinhas tenham uma idéia errada de mim. Porque sinceramente eu não estava agindo de acordo com o meu "eu" externo. Digo externo, pois eu não estava agindo como normalmente ajo quando estou com outras pessoas, isso é, ser frio, sério, indiferente, enfim, o estilo "Gaara". Embora eu acredite que o verdadeiro choque será quando vocês me verem...EPA! Essa passou perto. Quase eu contava. Desculpem, mas estou até agora envergonhado por culpa do que comentário feito por ela quando eu fiz o que eu fiz.
AHH, não me olhem assim, que eu acabo não conseguindo ser mau com vocês. Vocês são todos tão pacientes comigo, e levantam tanto minha auto-estima por perderem o tempo livre de vocês me ouvindo. Não posso ver como vocês são fisicamente, mas aposto que sou mais bonito. HAHAHAHA pensariam que eu os elogiaria de novo, não é?
Mas bem, a maldade acaba por aqui. Contarei a vocês, o meu tão esperado primeiro encontro com a minha garota de cabelos rosados e temperamento explosivo.
16:01
-"ELA ESTÁ ATRASADA!" - Combinamos de nos encontrar em frente ao cinema de 16:00. Por que será que ela ainda não chegou? Será que aconteceu alguma coisa? Ela pode ter sido atropelada. Ou talvez seqüestrada por um bando de pervertidos. Ou pior, ela pode ter caído novamente de uma árvore, e eu não estava lá para salva-lá, e então poder sentir mais uma vez o corpo dela grudado ao meu, da cabeça aos pés (Eu já havia avisado que pensamentos pervertidos haviam passado pela minha cabeça.).
16:10
-"ONDE ELA ESTÁ?" – Aposto que ela não vai vim. Ela estava apenas brincando quando disse sim. Ela estava apenas tirando uma com a minha cara. Afinal, por que ela viria? Sou mais novo que ela. Sou o "irmãozinho" da amiga dela. Não sou o mais inteligente, nem o melhor atleta, não sei fazer muitas coisas aonde posso dizer "sou o melhor!", além de brigar.
16:15
Mas espera um segundo aí. Ela não sabe que eu sou tudo aquilo. Para ela, sou apenas o ruivo que a impediu de se espatifar no chão. O cara que ela salvou de ser devorado por um trio de piranhas (Notem o duplo sentindo da frase.). Um adolescente de 16 anos que a viu nua por acidente ( Ia dizer "sem querer", mas aí não poderia dizer depois que estava sendo sincero com vocês, ou comigo mesmo. Porque mesmo que não tenha pensado antes, eu não achei ruim vê-la usando nenhum tipo de roupa que pudesse esconder seu corpo dos meus olhos.).
16:30
Será que ela realmente não virá? Eu disse todas aquelas coisas, mas mesmo assim, algo dentro de mim ainda tinha esperanças que de alguma forma, mesmo tendo sido atropelada, seqüestrada, e me odiando, ela viria.
17:00
É, ela não virá. Ahh, eu fiquei tão ansioso pra nada. Ela poderia ter ligado para minha casa e avisado que não viria, não podia?
Levantei-me do banco onde havia ficado sentado durante todo aquele tempo, e ia começar a andar em direção a saída, quando então eu ouvi.
-SABAKU! SABAKU! ESPERA! – Era ela. Ela veio. Ela REALMENTE veio. E estava simplesmente linda, usando um vestido vermelho um pouco justo no busto e na cintura e solto no resto, ele ia até seus joelhos e tinha alças grossas. Tinha uma sandália rasteira no pé, um colar enorme de pequenas contas pretas. Seu cabelo estava preso numa trança frouxa e estava jogado em cima de um dos ombros. Como havia dito, linda. –Ainda bem que você ainda está aqui. Fiquei to tanto medo de que já tivesse ido embora.
-Mas... Onde você estava esse tempo todo? – perguntei hesitante. Não queria que ela percebesse que eu estava quase morrendo de tanto me preocupar pensando que ela não viria.
-Você não vai acreditar no que aconteceu. Eu estava saindo de casa, quando minha vizinha me pediu para tentar salvar a gatinha dela que havia ficado presa em cima de uma arvore. Eu quase cheguei a cair, mas consegui me segurar tempo.
-Entendo, mas..
-Espera, ainda tem mais.
-"Mais?"
-Quando eu sai do metrô um grupo de delinqüentes me seguiu, e tentaram me raptar, mas eu consegui fugir.
-Como?
-Ahh, os meninos me ensinaram há muito tempo atrás a como me defender.
-Quantos deles havia?
-Uns... 6?Não tenho muita certeza, podiam ter sido 50, eu não teria ligado, porque estava mais preocupada com o horário. Continuando...
-"Ainda tem mais?"
-Quando consegui escapar, sair correndo porque já estava atrasada, e bem, não prestei muita atenção por onde estava indo, por isso quase fui atropelada por uma Mercedes Benz, depois por uma moto, e então por um ônibus. O motorista se sentiu muito culpada por quase ter tirado a minha vida, por isso me deu uma carona até aqui. E. AQUI ESTOU!
-"Por acaso eu sou algum tipo de vidente, e não sabia?"
-Sinto muito mesmo por ter me atrasado.
-Está tudo bem, o importante é que você conseguiu chegar sã e salva. "Surpreendentemente"
-Espero que não tenhamos perdido o filme por minha culpa.
-Não não, você chegou bem a tempo.
-Então vamos entrar?- Ela pôs o braço em volta do meu, e assim começamos a andar em direção a enorme fila, que já começava a se mexer. Acabávamos de nos sentar, quando me lembrei de uma coisa que não poderia faltar.
- Você quer alguma coisa para comer?
-Não não, estou bem ass. - E então um barulho estranho saiu da barriga dela.
-Tem certeza? – disse levantando uma das sombracelhas.
-Ahn, talvez uma barrinha de chocolate? – pediu encabulada.
-Está bem.
Quando ela me viu voltando, seus olhos parecem ter se dilatado e já pareciam estar comendo toda a comida que se encontrava em meus braços: uma super hiper mega gigante pipoca, 2 copos de refrigerante, 4 barras de chocolate, e um saco enorme cheio daquelas besteiras, como minhocas, babananinhas, dentaduras, amoras, marshmallows, enfim, tudo que nós tínhamos direito.
-Oh... Meu...Deus! Por que você comprou tudo isso? Eu apenas pedi uma barrinha pequenininha de chocolate. –Mesmo enquanto falava, seus olhos não desgrudavam do que eu tinha em meus braços.
-Quem disse que isso tudo é para você? Comprei para mim, agora... Se você for boazinha, eu posso até pensar em lhe dar um pouquinho.
-Obrigada! – Deu um beijo na minha bochecha, e pegou mais da metade que havia em minhas mãos, deixando-me apenas com uma barra de chocolate e o refrigerante.
-HEI! Eu disse um pouquinho, não 90 por cento.
-Deixa de ser egoísta, Sabaku. – disse fazendo beicinho.
-Argh, pode ficar, mais pelo menos divida a pipoca comigo, não tem como você ser capaz de comer tudo isso sozinha.
-...
-Sempai! – olhei para ela chocado. Tinha?
-Estou apenas brincando. Agora, sente que o filme já vai começar. – disse tentando segurar o riso.
Durante o filme, aconteceram todas aquelas situações clichês de filmes água com açúcar e historinhas românticas. Nossas mãos se tocaram quando fomos pegar um pouco de pipoca. Ela agarrou meu braço quando houve uma daquelas cenas que dão sustos. E a melhor de todas essas cenas, foi quando ela pôs os meus braços em volta dos ombros dela por estar com frio.
-Não vai por aí! Você vai morrer se entrar aí! SUA IDIOTA! EU DISSE PARA NÃO ENTRAR! Argh, não quero nem ver.
-Ela não vai morrer agora.
-Como você pode saber? Esse filme estreou hoje. Por acaso, você o assistiu pela internet já? – perguntou curiosa.
-Nem nem, é que eu apenas sei que a ultima a morrer será sempre a loira de peitos grandes e camisa molhada.
-Oh, agora que você comentou, acho que você tem razão mesmo.
-Eu sei.
-Arrogante. – resmungou. Ela acabou de me chamar de... ARROGANTE?
-O que disse?
-Eu? Nem abri a boca.
-Mas eu ouvi você resmungando aí.
-Não era nada. Agora, por que não voltamos a prestar atenção ao filme, ham?
-Não até você admitir que me chamou de algo.
-Já disse que não foi nada.
-Eu sei que foi. Você me chamou de arrogante, NÃO FOI?
-SE JÁ SABIA PRA QUÊ FICOU PERGUNTANDO?
-Anham. – alguém fez um som de como estivesse limpando a garganta ao nosso lado. Mas eu não queria nem saber. Como ela ousava me chamar de arrogante? –ANHAM!
-QUE É? – nós dois gritamos ao mesmo tempo, virando nossos rostos na direção do som, que aparentemente estava vindo de um dos funcionários do cinema. E só então percebemos que todos da sala do cinema nos observavam com expressões nem um pouco carinhosas.
-Vocês dois... JÁ PRA FORA! -BAM! Ele nos enxotou da sala. Viramos o rosto um na direção do outro ainda com carrancas, mas então do nada, começamos a rir.
Rir. Quanto tempo fazia que eu não ria dessa maneira? Quanto tempo faz que eu não senti vontade de rir? Quanto tempo? Parece que em algum momento da minha vida, eu o parei de fazer. Simplesmente parei. O que aconteceu comigo? O que?
Percebi a certo ponto, que eu era o único ainda rindo. E percebi que ela estava me observando com aqueles olhos. Ela estava me olhando de uma maneira diferente. E estranha.
-Sabia que... Quando você sorri, você parece ter 6 anos de idade?Muito fofo. –
-EEH? - Corei das pontas dos meus cabelos até os pés. (E era isso. O que eu não queria que vocês vissem. Morro de vergonha só de lembrar o quão vermelho eu havia ficado. Mas saibam, que eu não sou assim, ouviram? OUVIRAM?)
-Oh, você ficou todo vermelho. Desculpa. – e se aproximando mais de mim, levantou uma das mãos e com ela tirou um pedaço de cabelos que ficava caindo em meus olhos. – Assim esta melhor. Já que fomos expulsos, o que acha de irmos jogar alguma coisa no centro de jogos daqui?
- Ok. – Eu realmente não era capaz de dizer mais nada. Sabe quando você tentar aparentar ser algo, mas nos momentos cruciais com pessoas com as quais você gostaria que vissem aquele seu outro lado, você acaba... Escorregando?Deixando a mascara cair? Enfim, não gosto de ter minha mascara caindo. Mas parece que toda que chega a 5 metros de distancia dela, não consegui continuar segurando-a presa a meu ser. Tapando-me. Tapando meu verdadeiro eu. Esse "eu" que se envergonha fácil. Esse "eu" que rir feito uma criança. Esse "eu" que cora por culpa de besteira. Um "eu" que parece gostar de aparecer quando ela se aproxima.
Pensamentos estranhos e profundos demais para tê-los no meio de um encontro. É melhor eu voltar a prestar atenção as coisas que estão a minha volta, se não ela pode pensar que eu não estou nem aí pra ela.
E assim fomos jogar. Jogamos corrida, a qual eu ganhei, obviamente. Também competimos para ver quem era melhor matador de zumbis sangrentos, o que acabou dando empate. (Aparentemente, nosso desejo por sangue é o mesmo? Isso não saiu do jeito que eu queria que tivesse saído.) E depois para ver quem tinha o murro mais forte.
-Pronto?
-Uhum. – Já estava com a luva na mão direita, em posição, e preparada para atacar.
-Vai!
POW! YOU MADE 125 POINTS! CONGRATLATIONS!(tradução: Você fez 125 pontos! Parabéns!)
-Minha vez agora.
-Tem certeza que quer fazer isso?
-Tenho, por quê?
-Você pode acabar quebrando uma unha e... EI! ISSO DOEU! – ela havia jogado a bolsa dela na minha cara. Com muita força.
-Era para doer mesmo. Agora não me atrapalha.
-Tá, ta. Preparada?
-Anham.
-Muito bem... VAI!
POW! YOU MADE 200 POINTS! CONGRATLATIONS! (tradução: Você fez 200 pontos! Parabéns!)
Como assim ela fez 200 pontos?Como ela pode ser tão forte? Olhei de esguelha para ela que tirava as luvas calmamente. Ela é tão pequena e delicada, como é possível? Se bem que ela derrotou mais de 6 caras ao mesmo tempo hoje. Certas coisas a natureza não é capaz de explicar.
-Aonde você gostaria de ir agora?
-Hum, não sei. Para onde VOCÊ gostaria de ir agora? – ela rebateu.
-No caminho pra cá, notei que tem um praça, gostaria de dar uma volta?
-Claro.
-Tão bonita.
-Uhum. – concordei enquanto observava melhor meus arredores. A praça em si, era bastante pequena se comparada com as varias outras que havia espalhadas pela cidade. Mas mesmo assim, ela tinha várias árvores, algumas tão grandes, que eu imagino já terem suas centenas de anos. Havia bancos de cimento espalhados e em seu centro havia uma fonte iluminada, que ainda não estava em funcionamento, talvez estivesse quebrada. Alguns postes já haviam sido acesos, pois já havia escurecido. No fim, achei a pequena praça um lugar bastante tranqüilo e romântico. Exatamente o que eu queria para poder passar um tempo a sós com ela. Tecnicamente a sós, já que havia uma velha senhora que estava vendendo pasteis numa das extremidades.
Tive a idéia de ir comprar pastel para nós, afinal, tirando aquelas besteiras que havíamos comido, não havíamos ingerido mais nada. Perguntei a ela se ela gostaria de um também, e após ela dizer que sim, pedi que fosse se sentar em algum lugar enquanto eu ia lá comprar os pasteis.
Quando havia acabado de comprar, a procurei para saber onde ela havia se sentado, e a avistei sentada na fonte (ELA NÃO TAVA DENTRO DELA, OKAY? Como ela se encontrava desligada, as bordas serviam como um tipo banco também.). Encaminhei-me então em direção a ela. Quando me aproximei mais, vi que ela estava com as mãos para trás apoiando-a e seu rosto virado para o céu sendo banhado pela lua cheia.
Com a luz da lua refletindo em seus olhos, acabaram dando a eles um toque de prata. De mistério. Olhos que simplesmente enfeitiçavam você. Atraiam você. E para ser sincero (O QUE EU SEMPRE SOU!), eu estava enfeitiçado, atraído, todo e completamente apaixonado por ela.
É claro que eu não poderia dizer isso a ela nesse exato momento. Ela provavelmente, não, não, com certeza ela me acharia um completo maluco. Até eu acho que estou endoidando por ter me apaixonado tão rapidamente.
-Aqui está.
-Oh, obrigada. – Sentei-me ao seu lado, e ficamos em silêncio, apenas ouvindo o som das buzinas da rua do lado, da sensação do vento batendo em nossos rostos. Sei que num encontro, você não deveria passar tanto tempo em silencio. Principalmente se você quer, e muito, conhecer melhor a pessoa com a qual esta saindo, mas ao mesmo tempo, prevalece o fato que eu não sou bom com palavras. Não sou bom com pessoas em geral, para ser mais especifico. Mas outra razão do porque eu não conseguir iniciar uma conversa, é que sempre que ela me olha, eu pareço não ser mais capaz de raciocinar, logo não conseguindo ter uma conversar inteligente o bastante com ela.
-Sabaku-kun?
-Hmm?
-Você me acha feia?
-O quê? – surpreso, virei meu rosto em direção a ela. – Claro que não acho, por que esta perguntando uma coisa dessas?
-Bem, desde que nos sentamos aqui, você não olhou para mim nem ao menos uma vez.
-Não é nada disso. É que eu...
-Então você me acha chata?
-Não, claro que não. Se achasse, não a teria chamado para sair, teria?
-Eu sei disso, mas então por que não fala comigo?
-É que eu estou um pouco... hã...
-Envergonhado?
-Bem... Sim e...
-Mas por quê? Somos apenas amigos, não é?-OI! COMO ASSIM 'APENAS AMIGOS'?
-Amigos? – NÃO! NÃO! NÃO! ELA NÃO PODE ESTAR PENSANDO QUE ISSO NÃO É UM ENCONTRO... OU SERÁ QUE PODE? Não deu pra ela perceber pela maneira que eu a chamei pra sair? Não deu pra ela perceber que eu a vejo mais do que 'apenas uma amiga' pela maneira que a olho? Não deu pra perceber que gosto dela simplesmente pelo fato que a seu lado não consigo pensar direito?
-É o que somos, não? – É não deu. COMO ELA PODE SER TAO DENSA MEU DEUS? ELA É CEGA? SURDA? NÃO É CAPAZ DE JUNTAR GAARA+SAKURA E SABER QUE O RESULTADO É AMOR, PORRA?
-"QUE FRASE MAIS BREGA EU ACABEI DE FALAR AGORA! ARGH!"- Não dá pra agüentar mais. Eu tenho que acabar logo com essa timidez. Eu tenho que fazê-la abrir os olhos e me ver. Ver que eu mesmo sendo mais novo, eu sou um homem. E que a vejo mais do que uma simples amiga. Tenho que esquecer a possibilidade que ela pode me rejeitar. E apenas pensar na possibilidade dela dizer 'sim'. É só o que preciso. Não preciso de mais nada. – Não, não é.
-Então você não me vê como uma amiga? – perguntou magoada.
-Não.
-Oh, entendo. – sua franja cobriu seus olhos, e assim não pude saber o que ela estava pensando. Levei um susto quando ela se levantou de repente. –Bem, já que é assim, é melhor que eu me vá indo, né?- ESPERA! Espera! Por que ela ta indo embora? Eu ainda não me declarei. Ela não pode ir embora antes que eu tenha juntando toda a minha coragem. Espera só mais alguns minutinhos, por favor. Esp-
-... eraaa! – Sem querer, falei o que estava em minha mente. Mas aquilo a havia feito parar. O que não era uma coisa ruim.
-O que disse? – me olhou confusamente.
-Eu disse... Espera!
-Esperar... Pelo quê?
-Voc-... Essa é nova. Se você quer dizer alguma coisa, então por que não abre a boca e diz de uma vez? – Grrr! Maldita mulher! Apressando-me desse jeito. QUEM ELA PENSA É, HEIN? Pergunta idiota. Ela é a dona dos meus pensamentos. Resposta mais idiota ainda. –Se vai ficar aí parado apenas me olhando, então eu já vou. Bye Bye. – AH NÃO VAI NÃO!
Puxei-a pelo braço. O que a fez dar de cara com meu peito. Sem problema, era esse o objetivo mesmo. Bem, quase. Ela olhou pra mim com surpresa e raiva. Mas não vi depois a maneira com a qual me olhou, pois havia levantado seu rosto em direção ao meu, e a beijado. Dessa vez, não havia hesitação. Não havia medo. Só existia a minha vontade de mostrar a ela que mais do que querer ela como amiga, eu a queria.
Queria que seus olhos mirassem apenas eu. Queria que sua boca pronunciasse apenas meu nome. Queria suas mãos tocassem somente a mim. Será que querer que ela gostasse de mim também era pedir demais?
Não a beijei com força, nem de maneira doce. Beijei-a como alguém deveria beijar a outra quando se quer dizer que a ama sem ter coragem. Espero esta sendo capaz de beijá-la da maneira certa, porque essa é minha única chance. Paraíso ou inferno. Amor ou ódio. Com ela ou sem ela. Sim ou não.
Não consegui prolongar o beijo por muito mais tempo, e por isso tive que me afastar dela. Tenho medo de abrir meus olhos. Tenho medo de ser rejeitado. Tenho medo de...
Sentir uma coisa quente e macia tocar meus lábios, e logo depois um sussurro:
-Sim.
E foi aí que eu descobri o que felicidade realmente é.
Bem, talvez não. Também não vamos exagerar. Não continuei relatando tudo que aconteceu depois do meu GRANDE momento, por que simplesmente não acho que seja apropriado para menores.
...
...
BRINCADERINHA! Não aconteceu nada demais após aquele beijo. Vocês hein? Eu mal me 'declaro' e vocês já querem que eu a gente vá brincar debaixo dos lençóis ou em cima deles. Tanto faz na verdade.
...
Anham. Voltando ao que estava querendo explicar. Após a resposta, eu finalmente abri meus olhos. E a vi sorrindo. Não era um sorriso qualquer. Era O sorriso. O MEU sorriso dela pra mim. Ninguém nunca havia sorrido pra mim daquela maneira antes, e acho que é por isso que por ficar pensando nele, é que ainda não consegui fechar os olhos e cair no mundo dos sonhos. Aonde, provavelmente sonharei com ela.
Pensando melhor. Até que dormir não parece tão ruim assim.
Boa noite!
O QUE ACHARAM? Muito nhé-nhé? SUPER HIPER MEGA CLICHÊ? É também achei. Mas esse meio que era o objetivo. Mesmo sendo assim, espero que tenham gostado.
Se não... É só mandar review me xingando. Não ficarei com raiva. Seja sinceros.
Gostaria de dar um aviso:
'Strangers' TERÁ um epilogo. Não continuação. Nem one-shot. O epilogo será postado na própria fic. Por isso fiquem atentos. Ele já esta 70 por cento completo, okay?
Não me abandonem. E deixem review. Por que se não eu fico triste, e já sabem o que acontece quando eu fico triste:
Não escrevo, logo, não há capitulo novo.
Se não há capitulo novo, não há Gaara.
Logo, o que resta é o inferno.
Sem pressão.
AMO VOCES DO FUNDO DO MEU HIPOTALAMO!
(Se não sabem o que é um hipotálamo, vai lá no titio Google que ele te ensina!)
Beijaaaam!
Mk-chan160
PS: Acabei de assistir um anime shoujo muiiiito bom. Ele se chama Lovely Complex. Se você ta precisando rir, baixe ele que vale a pena.
