Quando Chad chegou ao quarto, Tiger já estava nu e também começou a tirar a sua roupa, o moreno lhe entregou uma camisinha e o lubrificante que foi recusado por este dizendo que seria melhor e mais dolorido.
Ghost se aproximou de Jensen, colocando-se entre as pernas do loiro que já ia se debater quando ouviu um grito de dor que o fez parar com qualquer reação.
- Não é assim que você gosta sem lubrificante? – A voz irônica de Tiger, chegou aos ouvidos de Jensen entre os gritos de Ghost.
- Para! Seu desgraçado! Eu vou te matar! – Gritava Chad, que chorava de dor.
- Agora que a festa vai ficar boa! – O moreno disse isso e retirou seu membro de dentro de Ghost, e antes de enfiar novamente desta vez passou lubrificante.
Tiger era bom nisso logo Chad deixou de gritar de dor para gemer de prazer, Hunter que tinha invadindo o quarto nos primeiros gritos de Ghost, ficou abismado com a situação e encostando-se à parede começou a se tocar observando, o parceiro no vai e vem com tanta violência, que dava pena do loirinho, mas era excitante.
Ghost chegou ao orgasmo, mas Tiger continuou a penetrá-lo sem dó, e ele só conseguiu gozar quando olhou para Jensen que mordia os lábios mostrando nervosismo, mas assim mesmo era uma visão deliciosa, imaginou seu loiro ali no lugar e terminou o serviço.
Chad estava caído por cima de Jensen com tanta dor que não conseguia reagir, Tiger o levantou sem nenhuma delicadeza e o arrastou para o banheiro.
- Não reclama que você gostou! – Falava o moreno.
- Sai daqui! – Gritava Ghost ainda sentindo dor.
- Você não quer ajuda para andar? – Perguntava Tiger ironicamente.
- Pega meu telefone! – Pediu Chad quando ouviu seu telefone tocar.
- Não tenho nada. Estou bem! Droga! Já disse que estou bem. – Dizia Ghost para a pessoa do outro lado da linha. – Certo, píer 28, as 3h00min. Estarei lá! Não enche o saco, sei que o Fuller vai está lá, não vou me atrasar!
Ghost se vestiu e se movimentava com dificuldades, Hunter olhava para ele e tentava conter o riso para não provocar a ira do loiro.
- Isso não vai ficar assim! Quando eu voltar nos acertaremos direitinho! – E saiu mais devagar do que gostaria.
- Cara! Agora me deu pena desse ai! – Falou Hunter apontando para Jensen. – Quando vai ser vez dele? Tem fôlego para hoje?
- Mas tarde!
Hunter saiu sorrindo, mas estava preocupado com o andamento da situação, falaria com o chefe.
O moreno se aproximou de Jensen que virou o rosto quando Tiger tentou beijá-lo.
- O que foi?
- O cheiro dele esta em você e me causa enjôo.
- Tudo bem! Vou dar um telefonema e tomar um banho.
- Rosenbaum, não fala meu nome! – Disse Tiger no telefone. – Você ainda está atrás de Fuller? Tenho uma informação quente e certa!
Tiger falou tudo que sabia. Se tivesse sorte se livraria de vez de Ghost.
- Esta com fome? – Perguntou Tiger para Jensen, que apenas balançou a cabeça negando. – Mas você colocou tudo para fora. Vai comer sim, e não se preocupa não vou te perturbar, por enquanto.
Quando Tiger voltou com o alimento Jensen dormia, e o moreno não quis acordá-lo. Deitou do seu lado e adormeceu também.
Terceiro dia – madrugada
Jensen acordou, despertando Tiger, que imediatamente foi pegar a comida, mesmo com a recusa do loiro.
Jensen foi obrigado a comer, uma salada camarão, Tiger não o tocou nem o beijou até a última garfada. Esperava a sobremesa.
- Sempre que como, tem que ter a sobremesa. – Falou Tiger e Jensen sentiu que ele colocava alguma coisa gelada sobre a sua pele, fazendo uma trilha que começava de seus mamilos e ia até a virilha. – sorvete e agora calda de chocolate. – Jensen gemeu ao sentir a calda quente. – Gosto quando a calda se solidifica sobre o sorvete.
Tiger ficou de quatro sobre Jensen, que ficou entre suas pernas, lhe deu um beijo cheio de paixão, que foi correspondido e depois com a boca começou a percorrer a trilha de sorvete e calda de chocolate, sem pressa, quando o pedaço de pele não tinha mais nenhum resquício da guloseima, Tiger dava leve mordidas.
Os mamilos de Jensen estavam duros de tanto serem chupados e mordidos, e nesse ritmo foi até a virilha encontrando o loiro totalmente excitado.
Depois de limpar, passando a língua por todos os resquícios que o sorvete derretido tinha deixado no corpo do loiro. Jogou um pouco de calda de chocolate no membro de Jensen antes de começar a lambê-lo como se fosse um sorvete.
Jensen gemia o nome do moreno, o ápice estava próximo, quando Tiger parou, para seu desespero.
- Você quer que eu continue? – Perguntou Tiger, e Jensen não respondeu. – Basta dizer sim ou não! Deixa essa vergonha de lado, pois ambos sabemos que você gosta e quer. Diz: Me chupa! – E para incentivá-lo lhe deu outra lambida desde a base até a cabeça. – Fazendo o loiro gemer.
- Me chupa logo! – Falou Jensen com a voz mais rouca que o normal.
Tiger riu e começou a lhe chupar com um movimento de vai e vem deixando Jensen totalmente enlouquecido, o loiro estava para gozar quando o moreno tirou a boca de seu membro, outra vez.
- Por que parou? – Perguntou ofegante.
- Pega. – Disse Tiger colocando algo pequeno revestido de chocolate em sua boca.
- Droga isso não é hora de brincadeira, continua! – implorou Jensen.
- Morde isso primeiro!
- Eu não vou morde pimenta! E continua, por favor! – O loiro estava a ponto de explodir.
- Primeiro morde!
- Não vou morder droga nenhuma de pimenta!
- Está muito desobediente! – Dizendo isso Tiger saiu de cima do loiro e se sentou ao seu lado.
- Você não vai continuar?
- Morde primeiro!
- Dane-se! Não vou morder pimenta novamente.
- Tudo bem! – E Tiger se levantou.
Quando Jensen já não estava excitado, Tiger retornou e colocou o membro do loiro na boca até o mesmo ficar ereto quando sentiu que o loiro ia gozar parou.
- Filho da... – Jensen não continuou por que recebeu uma tapa na boca.
- Não seja desbocado! Pega e acaba a tortura!
- Te odeio! Não vou morder pimenta!
- Morde logo isso!
- Não!
- Ok! Então não vai gozar! – E se afastou novamente.
Quando Jensen estava calmo novamente, Tiger voltou e começou a beijar o pescoço dele, pois sabia o quanto o loiro era sensível a essa caricia e assim foi descendo distribuindo beijos sobre peito e abdômen.
Enquanto a boca explorava o corpo do loiro as mãos manipulavam seu membro e quando Jensen estava chegando ao ápice, de novo, para o seu desespero Tiger interrompeu os carinhos.
- Morde! – Aquela ordem novamente numa voz que claramente divertida.
- Você esta se divertindo! Sabe que isso que está fazendo é ruim para mim. – Falou Jensen fazendo bico, e Tiger caiu na gargalhada por causa do jeito do loiro. Mas a brincadeira já o está atingindo também, esperava que o prisioneiro cedesse logo.
- Claro que estou me divertindo! Estou fazendo o que mais gosto beijar e acariciar seu corpo. Agora quanto a fazer mal é verdade, mas basta da uma mordida nisso aqui e pronto. – E colocou novamente a pequena fruta com chocolate na boca de Jensen que cuspiu fora.
- Não vou morder pimenta!
- Tudo bem! – E Tiger se afastou novamente, mas desta vez começou a se masturbar e os barulhos que fazia deixaram o loiro louco.
- O que você está fazendo?
- Me satisfazendo. – Falou Tiger ofegante, fazendo rápidos movimentos de vai e vem em seu membro. – Afinal pode começar a doer se não gozar logo.
- Desgraçado! – O xingamento de Jensen saiu junto com o gozo de Tiger, que sorriu.
Satisfeito o moreno começou as caricias novamente, agora sem pressa para o desespero do loiro, e na hora do gozo parou novamente.
- Me dar logo essa porcaria! – Falou Jensen totalmente frustrado com a falta de satisfação.
Para a surpresa do loiro ao morder a fruta descobriu que era uma cereja.
- Isso não é pimenta! – Exclamou.
- Pois é, sofreu a toa!
- Seu... – Jensen não continuou, pois a boca de Tiger já envolvia seu membro num vai e vem alucinante, e todos os xingamentos se transformaram em gemidos de puro prazer, o loiro gozou e quando a explosão do gozo aconteceu Tiger também atingiu o ápice pela segunda vez apenas esfregando seu pênis na perna do loiro.
Tiger deitado sobre o peito de Jensen ouvindo a batida do seu coração que aos pouco se acalmava.
- Já vai dormir de novo?
- Não! Por que você entrou para esse mundo? – Jensen queria conhecer aquele que tinha despertado e apresentado sentimentos e sensações que o fazia sentir vivo.
- Foi necessário, mas não posso te explica algumas coisas agora! Vamos falar de você!
- Você sabe tudo de minha vida! Fale da sua!
- Já disse que não posso!
- Fale de seus sonhos, seus gostos, você é gay?
- O que você acha? Você já teve algum relacionamento com algum homem?
- Não!Mas já Beije um!
- Fala o nome dele!
- Pra que?
- Para eliminá-lo! Quero ser o único.
- Você é! Ele já morreu! – Essa informação saiu meio triste na voz de Jensen.
- Então ele foi importante para você?
- Como amigo! Ele viajou para Colômbia pelos Médicos sem fronteiras, e num ataque das Farc, foi morto. Antes de viajar me pediu um beijo e eu dei.
- Você gostou?
- Não sentir nada! Nem prazer e nem nojo. Tive que brigar para ele parar, pois ele se descontrolou e quis ir além dos beijos.
- Não posso culpá-lo seus beijos descontrolam qualquer um!
- Essa conversa está igual de namorados!
- Namoro recente, tentando descobrir quem é o parceiro. – Concordou Tiger.
- Gostaria de te ter conhecido, em outra ocasião. – Jensen nem percebeu que expressou essas palavras em voz alta.
Essa declaração de Jensen o deixou sem palavras, o que pode fazer foi apenas beijá-lo de maneira carinhosa e apaixonada. E continuaram a conversar por muito tempo.
Se não fossem as correntes e as vendas, Jensen se sentira como estivesse ao lado de um namorado, e um namorado perfeito.
Tiger começou a beijá-lo e acariciava o seu corpo.
- Te quero dentro de mim. – Sussurrou no ouvido de Jensen.
- Você é insaciável!- Exclamou Jensen sorrindo e correspondendo os beijos do moreno.
Tiger pegou o lubrificante e passou no membro de Jensen e se posicionou sobre o loiro.
- Não! Espera! – Pediu Jensen. – Solta as minhas mãos, quero te tocar, por favor! Só as mãos!
Tiger pensou por um momento e resolveu atender ao pedido de Jensen, afinal ele também queria sentir os carinhos do loiro, então resolveu correr o risco.
Quando Jensen estava com as mãos livres, Tiger as segurou e levou aos lábios, beijando-as na palma e nas marcas da algemas no pulso.
O loiro primeiro explorou seu rosto. Sentiu a macieza dos cabelos, não eram curtos, brincou com os fios enrolando-os nos dedos e foi descendo pelo pescoço, braços, sentiu que Tiger era forte e musculoso. Subindo novamente pelos braços passando as mãos pelos ombros desceu pelo peito, abdômen, percebeu que Tiger deveria malhar pelos músculos bem definidos de seu tórax, tocou parte das pernas do moreno que se encontravam na lateral de seu corpo, e como o restante eram musculosas.
Jensen explorava o corpo do moreno devagar como se quisesses enxergar com as mãos e gravar cada centímetro daquele ser que o dominava, encantava e lhe dava prazer além do que conhecia.
Tiger que continuava sentado sobre o Jensen se submetendo ao exame do loiro, o passeio das mãos de Jensen provocava ondas de prazer que chegavam a seu celebro, fazendo sua boca emitir gemidos incompreensíveis.
Jensen abraçou o corpo de Tiger, que o beijou chupando sua língua e sem interromper o beijo, o moreno sentou sobre o membro do loiro e assim que acostumou com a invasão, começou uma louca cavalgada, que terminou com ambos esgotados e saciados.
Tiger não teve forças nem de prender Jensen novamente, simplesmente deitou sobre o corpo do loiro que o envolveu num terno abraço. Assim adormecidos não perceberam quando Hunter chegou e nem a expressão de seu rosto observando os dois enlaçados como um casal apaixonado e feliz.
Tiger acordou, e explicou para Jensen que teria de prender suas mãos novamente, o loiro reclamou, mas teve que aceitar.
- E ai? Tiger. – Perguntou Hunter entrando no quarto como estivesse acabando de chegar. - Espero que ainda tenha fôlego, pois o chefe quer ver você possuindo o loiro.
- Como ver?
- Transmissão via internet.
- Você está louco? Não posso me expor desse jeito. – Gritou Tiger preocupado, não com a sua imagem, mas com Jensen, pois apesar de querer e desejar possuir o loiro, não queria dessa maneira.
- Então vou esperar o Ghost chegar!
- Não! – Fingiu indignação para caso desse certo o plano, o parceiro não desconfiasse dele. – Em vez de imagem manda apenas o som.
- Vou falar com o chefe e explicar o motivo, por que acho que você está certo.
Quando Hunter saiu, Tiger se aproximou de Jensen e explicou a situação para o loiro.
- Não! Eu não quero!
- É necessário. – Tiger não estava mais preocupado em esconder seus sentimentos, pois as conversas das tardes o denunciaram.
- Por favor, não faz isso!
- Vou ter que fazer!
Antes que Hunter voltasse, Tiger resolver lubrificar Jensen para não machucá-lo muito, tarefa quase impossível.
- O que você esta fazendo? – Perguntou Jensen quando sentiu os dedos de Tiger em sua entrada.
- Quieto! Depois te explicou! – E continuou. Primeiro enfiou um dedo e com um beijo abafou o grito de dor de Jensen. - Relaxa e destrava para eu poder retirar. – Falou para o loiro que ofegava. Quando conseguiu retirar o dedo melou mais um pouco no lubrificante e enfiou o segundo e novamente o beijou, não queria que ele gritasse de dor.
- Falei com o chefe e tudo bem. Começa que ele está esperando na linha! E sem lubrificante. – Hunter pegou o vidro do lado de Tiger.
- Você vai ficar ai?
- Vou ter que ficar!
Tiger começou a beijar o Jensen que estava calado, o moreno percebia o medo, pois chorava baixinho, e lhe fez carinhos tentando ajudá-lo a relaxar.
- Hei! Sem carinho! – Disse Hunter
- Eu preciso de carinho para poder ficar duro!
- Você fica duro apenas de olhar para ele! Para de enrolação!
- Solta as pernas dele. – Ordenou Tiger. – Sem gracinha! Jensen! – O Moreno falou isso para o loiro não reagir.
Tiger se posicionou entre as pernas de Jensen e as dobrou, expondo a sua abertura. A posição do loiro, seu corpo, a boca entreaberta, fazia o moreno ficar louco de desejo em se afundar no corpo de seu prisioneiro, e isso o fazia se sentir culpado.
Tiger foi enfiando e Jensen deu seus primeiro gritos de dor, tentou livrar as pernas, mas a dor era tanta que não teve forças, parecia que estava sendo rasgado ao meio.
- Por favor, para. – Gritava Jensen. Seus gritos aumentaram mais quando o moreno começou o vai e vem sem dar chances dele se acostuma com a invasão.
Tiger se odiou ainda mais, pois ele estava adorando esta dentro de Jensen, era quente, apertado e apesar dos gritos e protestos do loiro, ele não conseguiria parar.
O moreno procurou uma posição em que poderia tocar a próstata de Jensen, e assim dá prazer para o loiro apesar da dor.
Tiger olhou em direção das mãos de Jensen e viu que as correntes e algemas estavam começando a ferir os pulsos do loiro.
- Hunter! Solta as mãos dele! – Ordenou para o parceiro, que não se mexeu. – Droga solta agora!
Hunter resolveu atender a ordem, e soltou as mãos de Jensen, para sua surpresa em vez de o loiro tentar empurrar o moreno, seus braços procuraram e conseguiram abraçar o corpo de Tiger, que o beijou calando seus os últimos gritos de dor.
Vendo que não ia adiantar falar com o parceiro agora, Hunter pegou o telefone do chão e resolveu sair do quarto, mas antes olhou preocupado para cena e viu quando as mãos, que antes fechadas nas costa de Tiger, se abriram para segurar mais firmemente o moreno.
Quando Tiger interrompeu o beijo, os primeiros gemidos de prazer escaparam da garganta do loiro, que agora se movimentava no mesmo ritmo do seu seqüestrador.
O moreno, sentindo a entrega de Jensen, se aprofundou com mais força e velocidade no corpo do loiro, esquecendo a culpa se entregou junto com o prisioneiro ao prazer do ato.
Jensen ainda sentia dor a cada estocada, mas era mínima diante das sensações prazerosas que seu corpo era premiado, e assim alcançou o orgasmo primeiro que Tiger, que não resistiu e logo em seguida gozou ao sentir as contrações de prazer do loiro.
Tiger saiu de dentro do loiro e se deitou ao seu lado, a culpa voltou a consumi-lo.
- Você está me odiando? – A pergunta mais parecia uma afirmação, diante do silêncio de Jensen. – Fala alguma coisa. – Pediu Tiger entre lágrimas.
- Me deixa pensar. – Foi a única coisa que o loiro deu.
Hunter voltou ao quarto, e sua preocupação aumentou consideravelmente, Tiger, chorava como uma criança, desolado e Jensen acariciavam os cabelos do moreno o consolando, quando deveria ser ao contrário, pois o loiro estava ferido nos pulsos, e sangrava devido o ato sexual, com certeza deveria está sentindo dores.
- Acho melhor você vim para cá imediatamente, se quiser acabar com o playboy. – Falou Hunter no telefone. – Tenho medo que o garoto pode fazer, pois ele está apaixonado. Melhor dizendo, os dois estão apaixonados, um pelo o outro.
Tiger, devido o choro, dormiu e quando acordou viu o estado em que o loiro se encontrava, melado de sêmen, sujo de sangue nos pulso e entre as pernas, e continuava calado. Pegando Jensen no colo o levou para o banheiro, o sentou na banheira e ligou o chuveiro.
Com carinho e sem intenção sexual, pela primeira vez, Tiger dava banho em Jensen, o moreno se desesperava por que apesar do loiro não fugir do seu contato, não esboçava nenhuma reação, parecia perdido em pensamentos.
Tiger pov.
Agora eu estou totalmente ferrado, deixei isso chegar muito longe, o chefe vai me matar. Mas como resistir, como não transformar meu dever em prazer, perto desse corpo, foi tão bom possuí-lo, que me sinto culpado, mas não arrependido, na verdade o único arrependimento é de não ter feito antes, não deixá-lo preparado para esse momento.
Bobagem pensar assim, sempre haveria dor, quero enganar a quem? A situação está totalmente sem controle, bem que o chefe mandou ter cuidado. E agora como parar o trem desgovernado que se tornou meus sentimentos?
Jensen, por que se entregou assim, que loucura é está dentro de você, e agora calado desse jeito, não sei o que fazer, o pior é que não posso prometer que não farei mais...
Fim de Tiger Pov.
- Seu louco! – Hunter entrou no banheiro tão furioso assustando Jensen que procurou a proteção de Tiger.
- O que aconteceu? – Perguntou Tiger abraçando o loiro, pronto para matar ou morrer pelo seu prisioneiro.
- Como você pode fazer isso? – Hunter estava possesso.
- Fazer o que? – Tiger desconfiava o que seria, mas tinha que representar. Sua vida e de quem amava dependia disso.
- Entregar Ghost para o Rosenbaum!
- Eu não fiz isso! – Tiger rezou que sua voz tivesse saindo convincente.
- Mentira! – Hunter pegou o revolver a apontou para Jensen.
- Hunter, calma, eu não sou louco! Nunca faria isso. O Rosenbaum estava há muito tempo no pé de Fuller, deve ter sido algum contato.
- O Rosenbaum nunca ia conseguir pegar o Fuller, ele é muito burro para isso. – Hunter guardou a arma. – Eu apenas não mato o garotão agora por que o chefe o quer vivo! Gosto muito de você, é o melhor parceiro que já tive, mas não brinca comigo e nem me coloca em risco, vou tentar resolver essa situação. Aproveita! Que teus momentos estão acabando!
Tiger foi trancar a porta do quarto e quando voltou Jensen estava submerso na banheira, a cena o deixou louco.
- Por que você fez isso? – Ele gritava e balançava Jensen pelos ombros. – Foi tão ruim assim ao ponto de querer se matar?
- De onde você tirou essa idéia? – Perguntou Jensen surpreso.
- Você estava tentando se afogar na banheira!
- Eu apenas mergulhei para molhar a cabeça! O que eu menos quero agora é morrer! – Jensen mordeu os lábios, lembrando que uma espada se encontrava em cima de sua cabeça.
- Você não vai morrer! Não aqui! Não vou deixar que nada de ruim te aconteça! Confia em mim! – Tiger abraçou o corpo trêmulo do loiro. – Vou te proteger nem que tenha de morrer para isso!
- Mas eu não quero que você morra! Vamos embora daqui juntos, agora! – Implorou Jensen. – Eu faço o que você quiser!
- Tentadora a proposta! Mas, não estaríamos seguro! Não se preocupe vai dar tudo certo! E iremos rir muito dessa história. – Nem Tiger conseguiu acreditar nisso. – Mas vamos terminar esse banho. Você está muito dolorido?
- Tem outra palavra, além dessa, pois já ultrapassei esse conceito. – Respondeu Jensen, um pouco mais conformado.
Tiger o banhou com carinho, sem a luxuria habitual, tarefa difícil, pois o corpo do loiro o provocava além do limite.
- Eu não sou uma garota! – Reclamou Jensen quando Tiger o carregou.
- Agora é a minha garota. – Disse o moreno lhe enxugando, e rindo alto do bico do loiro, irritado com o comentário.
- Vou te mostrar quem é a garota!
- Uau! Mal posso esperar! – Eles riram, mas cada um tinha a sua preocupação, bem parecidas.
Tiger preparou uma refeição rápida, uns sanduíches frios, com pão de forma, queijo, presunto, lombo defumado, e como bebida um vinho que Jensen bebeu sem reclamar.
A sobremesa foi um mousse de chocolate meio amargo com doce de leite, que Tiger fez questão de comer diretamente da boca do loiro, que ficou de lábios inchados e por conseqüência mais tentadores, porém o moreno não ultrapassou a barreira dos beijos, pois ele não sabia ainda o pensamento de Jensen.
- Você odiou? – Perguntou Tiger, sentado no colchão, com Jensen totalmente desacorrentado, o loiro se encontrava meio de lado com o corpo encostado no moreno, pernas entrelaçadas e a cabeça em seu ombro.
- Gostaria de dizer que sim. Nunca sentir tanta dor numa relação. - Respondeu Jensen, depois de uns segundos, calado. Enquanto falava suas mãos percorriam bem devagar o peito de Tiger e às vezes brincava com o mamilo, fazendo o moreno se arrepiar. – E nem tanto prazer. – Completou meio envergonhado.
Depois de um novo silêncio, o loiro continuou.
- É como morder pimenta e depois comer chocolate. Arde muito no começo, depois o doce do chocolate vai imperando, até que o ardor da pimenta está ali apenas como um tempero especial. É assim a dor final.
- Você gostaria que acontecesse outra vez?
- Não sei. – Jensen respondeu com sinceridade.
Depois dessa conversa eles ficaram namorando, trocando beijos e caricias, apesar do tesão, Tiger sabia que o loiro tinha passado por uma experiência nova e precisava de um tempo.
- Vou deixar você descansar. - Disse Tiger, ajudando o loiro a deitar. – Mas antes tenho que fazer algo.
Tiger pegou uma pomada e se aproximou de Jensen, que quando sentiu o moreno lhe procurar a entrada, ficou tenso, porém não fugiu. Essa atitude de confiança desmontou o moreno, que deu mais um passo para o precipício que era seus sentimentos por seu prisioneiro.
- Relaxa, é apenas um remedinho, para sarar mais depressa. – Enquanto falava seu dedo deslizava para dentro de Jensen, deixando-o com a respiração suspensa. – Afinal te quero novinho em folha para manhã. – Tiger não resistia uma oportunidade de provocar o loiro, mas quando este soltou um gemido, e mordeu os lábios, percebeu que o tiro saiu pela culatra. – Vou tomar um banho frio. – Se levantou e foi para o banheiro, antes que ele não resistisse e possuísse Jensen mais uma vez, porém não podia se permitir em machucar o loiro.
Enquanto isso...
Hunter chegou ao QG do FBI, e foi direto no departamento de narcóticos.
- Parabéns! Depois de dois anos finalmente conseguiu pegar Fuller. – Falou Hunter para Rosenbaum. – Gostou da dica do meu parceiro? – Disse baixinho apenas para o agente ouvir.
- Agradeça a ele por mim! – Respondeu Rosenbaum, igualmente baixo, apertando a mão de Hunter.
Hunter Pov
Maldito, isso está mais sério do que eu pensei. Como ele pode ter colocado tudo em risco, por causa daquele playboy.
Droga! Quem sou eu para condená-lo!
Essa coisa chamada paixão apronta cada uma em nossas vidas! E dessa vez, o estrago foi grande, até o garotão está envolvido, caso contrário não teria se agarrado ao corpo de quem o estava violando, com tanto desespero e desejo.
Paixão! No deserto você nasceu e no deserto você irá morrer. É uma pena, pois eu gosto do garoto.
Fim de Hunter Pov.
N.A.: Devido algumas reações perante o capitulo de Piratas, não pude postar o capitulo completo de Pimenta e Chocolate. Sem mais explicação!(menina má)
Então, tinha prometido a revelação de quem seria Tiger, mas como dividir o capítulo, estou devendo. Espero que tenham gostado deste! Particularmente vou dar uma de Phycho (ela nunca gosta do que escreve, mas é um talento, imagine quando crescer! Beijo da tia), eu não gostei muito. Sou ciumenta com o Tiger. Por não gostar preciso de comentários, senão demoro a postar. Carinha de cachorro perdido na chuva! Beijos.
