Tiger correu para dentro da casa com a arma e o coração na mão, e sem pensar em se proteger invadiu o quarto, olhou na direção da cama e bem ao lado de Jensen, uma cobra cascavel, com a cabeça estourada, ele sorriu aliviado e correu na direção do loiro.

- Jensen, você está bem? Foi picado? Está sentindo alguma dor? Por favor, responde! – Tiger abraçava o loiro. E perguntava sem parar e não obtinha resposta.

- Experimenta tira o adesivo da boca dele? – Disse Hunter divertido com a cena.

O moreno riu nervoso enquanto despregava a fita da boca de Jensen com todo carinho para não doer. Verificou que estava tudo em ordem com o loiro, limpou o quarto e recolheu o animal colocando-o dentro de um saco.

- Quando você for embora, jogue longe! – Disse para Hunter.

- Está me mandando embora? – Perguntou, mas Tiger não se deu ao trabalho de responder, já desacorrentava o loiro. – Obrigado! – Gritou para o parceiro que já ia saindo.

- De nada!- E baixinho completou. – Ainda não é o momento.

- Você está tão calado! Nunca mais vou te deixar sozinho. Prometo! – Falava para o loiro que continuava sem falar nada, desde que chegou.

- Estou com medo! Vamos fugir! Por favor, não quero morrer! – Jensen tremia e se agarrava em Tiger.

- Calma! Nada vai te acontecer. Prometo, nem que tenha de dar a minha vida por você! – Tiger abraçava o loiro tentando consolá-lo.

- Mas eu não quero ficar sem você! – O moreno não esperava essa declaração, e não sabia o que dizer para Jensen.

- Vai dar tudo certo! Confia em mim! – Dizendo isso lhe deu um beijo apaixonado, onde calmamente explorava a boca do loiro, querendo absorver todo o sabor agora indispensável em sua vida. – Você está com fome? Vou preparar algo para nós comermos! – Falou depois do beijo.

- Não! - Jensen o abraçou mais forte. – Não estou com fome! Fica comigo! Me possui como prometeu.

- Tudo bem! Mas não vou cumprir a minha promessa agora, estaria me aproveitando de você.

- Mas foi apenas isso que você fez, se aproveitou de mim, e agora que quero me recusa! Sai daqui! – Jensen empurrou Tiger que este caiu fora do colchão, sentado no chão, que ficou olhando para aquele que em tão pouco tempo tinha bagunçado toda a sua existência, como ele poderia amar tanto alguém em tão pouco tempo? Para essa pergunta não tinha resposta.

Jensen se encolheu abraçando as próprias pernas, a venda enxugava todas as suas lágrimas, uma sensação ruim teimava invadir seu coração, nem quando ouviu o chocalho da cascavel ao seu lado sentiu tanto medo, medo de perder o que tinha encontrado ali no meio do deserto, nos braços de um estranho.

- Tiger! - Chamou o loiro quando sentiu o moreno se levantando. – Desculpa! Fica comigo, apenas senta ao meu lado.

Sem falar nada, Tiger sentou apoiando suas costas na parede por trás de Jensen, que ficou entre suas pernas, fazendo do moreno seu encosto.

A cabeça de Jensen passava um pouco de seu ombro e Tiger aspirava o perfume que vinha de seus cabelos loiros.

Tiger afastou o corpo de Jensen para poder tirar a camisa que ainda vestia, e agora de peito nu, podia sentir toda a extensão de pele das costas do loiro.

Sem resistir começou a acariciar o peitoral de Jensen, alisando seu abdômen, até a barra da calça, que tinha vestido no loiro antes de sair naquele final da manhã. Quando o moreno passou a mão de novo na barriga do loiro, sentiu-a roncar e lembrou que este ainda não tinha almoçado e já estava no final da tarde.

Tiger beijou seu pescoço, antes de se levantar sob os protestos de Jensen.

- Você tem de comer!

- Mas não quero ficar longe de você!

- Deixa de tolice! Não vou para lugar nenhum, se ficar fazendo birra, não cumprirei a minha promessa! – O moreno falava com se estivesse diante de uma criança.

- Não quero mais! – Falou o loiro, fazendo bico, o moreno apenas riu, foi preparar algo rápido, afinal ele também estava com fome.

Fez um talharim com tomate seco e queijo, com molho branco, acompanhado de um vinho tinto, nos intervalos de espera na cozinha vinha e roubava um beijo de Jensen, que parecia mais calmo.

Jantaram, conversaram sobre os gostos comuns, que eram muitos. Tiger sempre querendo agradar os cinco sentidos, o paladar principalmente.

- Ainda não te provei com molho branco!

- Eu tenho medo que um dia você resolva me cozinhar, ou me cortar os pedaços para comer cru!

- Eu sou o Hannibal Lecter! – Com essa expressão Tiger mordeu o bico do mamilo de Jensen, ambos ficaram durinhos. – Hum... Sinto que alguém gosta de ser mordido e mal tratado! – E beliscou o outro lado, fazendo Jensen morder os lábios. – Eu vou te comer cru, por sinal vou te engolir inteirinho.

Tiger melou os dedos de Jensen no molho do talharim, e começou a lamber e sugar um por um, fazendo loiro gemer.

- Delicioso! – Deu um gole de vinho para Jensen, o beijando logo em seguida.

- Se nós fugíssemos como você explicaria minha presença em sua vida? – Perguntou Tiger que deitou Jensen fazendo dele seu prato e sua taça.

- No primeiro momento você seria meu salvador, ai! – Nesse momento Tiger terminava de beber um pouco de vinho em seu umbigo e resolver que era hora de lamber a taça. – Como eu ia dizendo, meu salvador, e depois ficaríamos amigos, namorados e nos casaríamos na Suíça. Nesse momento Tiger se engasgou com a própria saliva.

- Você está me pedindo em casamento? Isso é loucura!

- Pensei que você quisesse se tornar um homem sério, mas pelo visto só quer me usar! – Jensen estava magoado.

- Não! Mas é tão complicado! Será que depois que sair daqui e voltar para a sua vida normal, eu terei lugar nela? - Tiger agora estava deitado ao lado do loiro, acariciando seus cabelos, e olhando com amor.

- Eu não quero que você saia da minha vida!

- Em outra circunstância você não deixaria nem eu te tocar, quanto mais casar comigo!

- Isso é uma coisa que infelizmente não posso afirmar e nem negar. Apenas posso falar do que sinto agora, e nesse exato momento o que eu quero é ficar com você, mas acredito que não queira isso. – Jensen mordeu os lábios, nunca em sua vida tinha se entregado tanto em tão pouco tempo, namorou cinco anos com Danneel, para se decidir a ficar noivo e casar mais dois anos, e agora em menos de uma semana estava se declarando para alguém que não tinha nem visto o rosto.

- Por mim eu ficaria com você para sempre!

- Então? Qual o problema?

- Não quero me iludir, vamos deixar para conversar depois de sairmos daqui! E você recuperar a sua vida.

- Tudo bem! Mas de que maneira vamos sair?

- Ainda não sei, mas acredite não vou deixar que nada te aconteça, eu não tenho certeza dos teus sentimentos, mas tenho certezas dos meus! É loucura, mas eu te amo. – Tiger beijou o loiro não o deixando falar nada.

Depois dessa conversa resolveram ficar apenas namorando, beijos, abraços, carícias, cheiros e suspiros, ambos continuavam de calças, após algum tempo nesses jogos amorosos quase puros de malícia, adormeceram cada um com a certeza dos sentimentos que tinham em seus corações.

Madrugada do 5º dia

Jensen acordou incomodado com algo, na verdade com sua calça, fazia tempo que não permanecia com ela por tantas horas seguidas, e como estava desamarrado a retirou lentamente por que estava sonolento, com seus movimentos acordou Tiger que apenas ficou observando o loiro.

Depois de ficar totalmente nu, Jensen voltou a se aconchegar junto ao seu seqüestrador, agora seu amante. Deitado de bruços, entre as pernas de Tiger, e fazendo de seu peitoral travesseiro, o loiro adormeceu de imediato.

De sua posição Tiger tinha uma visão privilegiada do corpo de Jensen, suas costas musculosas, seu traseiro empinado, suas pernas definidas e levemente arqueadas, se perfeição existia estava diante de uma. A palavra dormir estava riscada de seu dicionário naquele momento.

A respiração suave de Jensen não ajudava em nada o moreno a dormir, e sem conseguir se controlar começou a acariciar as costas do loiro, que mesmo dormindo soltava gemidos de prazer.

Tiger lentamente se deitou de lado e colocou o travesseiro para Jensen se apoiar, o loiro reclamou, mas com alguns carinhos adormeceu, o moreno tinha planos para aquela perdição que estava ali disponível para seu prazer, e colocando as restrições de sua consciência de lado, resolveu aproveitar o momento.

O moreno beijou sua nuca, a curva do pescoço onde depositou algumas mordidas marcando o território.

- Ei!- Jensen acordou com uma mão apertando seu traseiro. – Mas... Ai! – Foi interrompido por uma mordida em seu ombro, seguido de um beijo na boca que não pode ser tão profundo como queriam devido à posição que se encontrava.

- Acredito que seja o momento de pagar a minha promessa. – Falou Tiger, interrompendo as carícias para retirar sua calça. – Fica quietinho! – Mesmo com esse pedido Jensen ainda tentou se virar. – Se continuar se movendo, vou ter que te amarrar.

Tiger se encaixou entre as pernas do loiro e começou a beijar sua nuca e com a boca foi descendo vagarosamente traçando com a língua um caminho sobre sua coluna vertebral, quando chegou à base abriu suas nádegas e continuou o caminho até sua entrada, fazendo com que Jensen gemesse mais alto e perdesse o controle de sua respiração.

- Respira por que está apenas começando. – Falou Tiger interrompendo as caricias para pegar o lubrificante. – Relaxa. – Falou assim e colocou o primeiro dedo.

O loiro obedeceu e ansioso aguardava os prazeres prometidos.

O moreno se deitou de lado, para poder manipular Jensen com os dedos e ao mesmo tempo beijar suas costas.

A pele de Jensen estava toda arrepiada pelos beijos, enquanto seu quadril se movimentava para ter mais contato com os dedos de Tiger, que nessas alturas já tinha enfiado o terceiro e atingia o seu ponto de prazer supremo.

- Pede! – Sussurrou Tiger em seu ouvido, o seqüestrador queria fazer o loiro implorar por ele. – Não entendi! Repete. – Mandou o moreno novamente quando o loiro sussurrou algo incompreensível.

- Por favor! – A voz rouca de Jensen dificultava o entendimento.

- Não entendi! – Tiger estava adorando ver o loiro perder o controle, e isso fez com que ele enfiasse os dedos com mais força fazendo Jensen gritar de puro prazer.

Tiger resolveu penetrar em Jensen, pois este já era puro delírio e logo gozaria; não que isso fosse problema, mas o moreno não estava mais agüentando e também poderia chegar ao ápice a qualquer momento e isso ele queria que acontecesse dentro do loiro.

Tiger virou Jensen de frente e deitou seu corpo sobre o loiro. – Se abre para mim. – Falou no ouvido do loiro depois de um longo beijo intenso, onde capturou com violência a língua do amante e mordeu os lábios carnudos, quando interrompeu o beijo.

Jensen abriu as pernas acomodando Tiger entre elas, a cada entrega do loiro ele também se envolvia mais. Saindo de cima de seu prisioneiro, o moreno lubrificou seu membro e levantando as pernas de Jensen, que mordeu os lábios, ao se sentir invadido.

Gritos de dor escapavam dos lábios perfeitos de Jensen, mas eram diferentes dos anteriores, pois não existia desespero neles, e logo foram substituídos por gemidos de satisfação, quando o moreno se deitou novamente sobre ele.

Suas mãos percorriam as costas de seu carcereiro e suas pernas o entrelaçavam segurando de uma maneira que não admitia fuga. Tiger se arremetia dentro dele com força, se aprofundando o máximo que podia; em sua boca o nome do Jensen se repetia continuamente.

Jensen era tão apertado, tão quente e úmido que Tiger não queria sair de dentro dele nunca mais e por isso às vezes parava o movimento para se controlar e prolongar mais o ato. Nesses momentos Jensen reclamava e se mexia sob seu corpo.

Devido o comportamento do loiro, Tiger perdeu o controle e começou a ser mais agressivo na penetração fazendo Jensen gritar de prazer e sempre pedindo mais.

Juntos e gritando um pelo outro alcançaram o ápice da satisfação, cansados continuaram abraçados com Tiger ainda dentro dele.

- Você é tão quente e apertado. – Disse o moreno, assim que a respiração se acalmou um pouco. – Acho que passaria a minha vida toda dentro de você.

- Serei sempre quente para você, mas se toda vez que me possuir for assim, apertado... É... Não sei... – Esse comentário de Jensen fez Tiger rir, ele adorava o humor do loiro.

- A culpa é sua, fiz apenas o me mandou! – Dizendo isso voltou a beijar o loiro.

Tiger limpou os dois e foram dormir, com Jensen deitado do seu jeito preferido fazendo Tiger de travesseiro.

Pela manhã bem cedo Hunter chegou, olhou para os dois, balançou a cabeça e foi em direção a arma de Tiger, o moreno estava fingindo que dormia e ficou observando o parceiro, viu quando ele pegou o revolver e o celular os guardando, seu sangue gelou, e ele percebeu que o final estava próximo.

- Acorda garoto! – Chamou Hunter. – Te veste e veste o play boy aí!- Ordenou.

- Podemos tomar pelo menos um banho? E fazer um amor gostoso! – Perguntou de maneira cínica e se espreguiçando.

Hunter pensou, mas não se incomodou; afinal eles mereciam uma despedida.

Tiger acordou Jensen e o levou para o banheiro, ao fechar a porta agarrou o loiro de uma maneira tão desesperada, que o sufocou com a força de seus braços.

- Eu te amo! – Dizia entre os beijos alucinados.

- O que está acontecendo? – Perguntou Jensen, pois sentiu que havia algo errado.

- Nada, apenas está chegando a hora de você voltar para a casa. E eu já estou com saudades. – Dizia Tiger agora enfiando ao rosto na curva de seu pescoço, aspirando o cheiro amado. – Faz amor comigo quero te sentir dentro de mim, nem que seja a ultima vez.

- Não! Não fale isso. – Jensen se agarrou ao corpo de Tiger sentindo os músculos do peito, das pernas, as peles em atrito aumentavam a excitação do momento.

Dentro da banheira, com o chuveiro ligado Tiger se ajoelhou de frente à parede, Jensen se ajoelhou por de trás dele beijando a sua nuca e acariciando suas costas, o loiro puxou com a mão a cabeça do moreno colocando em sua boca dois de seus dedos na boca fazendo-o chupar, aqueles lábios o sugando o fizeram gemer e logo começou a preparar o moreno para recebê-lo, penetrando um dedo e logo em seguida o segundo, ele tinha pressa, precisava sentir-se envolvido, preso, dentro de Tiger que gemia de prazer e derramava lágrimas silenciosas que se misturavam a água do chuveiro.

Tiger tinha medo de nunca mais sentir as mãos de Jensen por seu corpo e nem seus dedos o penetrando, o preparando para lhe receber. Jensen o possuiu com força, demonstrando toda a paixão e desejo, e a cada estocada, promessas de vida, de amor, de esperança.

Enquanto o penetrava, Jensen manipulava o pênis de Tiger, fazendo que o moreno gozasse em sua mão, a sensação mais maravilhosa para o loiro era sentir as contrações de prazer do moreno sobre o seu membro, nessa hora ele tentava segurar o gozo, para aproveitar o máximo, mas era impossível e logo ele se derramava dentro do amante.

Antes que água lava-se sua mão, Jensen a levou a boca lambendo o sêmen, que para ele era um néctar dos deuses.

- Promete que nada vai te acontecer! – Pediu Jensen abraçado ao corpo de Tiger que ainda estava se apoiando na parede. Saindo do abraço do loiro, ele se virou de frente e o beijou.

Jensen sentiu o gosto salgado das lágrimas e seu coração falhou por medo de perder o ser amado, essa era a sua maior preocupação, ele já conhecia essa dor e não queria passar novamente por ela.

- Eu prometo que nada vai te acontecer! – Brincou Tiger.

- Não! Promete-me, por favor? - Se Jensen não estivesse vendado Tiger veria suas lagrimas.

- Eu prometo que farei de tudo para sairmos juntos daqui, apenas isso posso te dizer. – E antes que o loiro começasse a falar, o beijou, com loucura, sugando sua língua com força, mordendo os lábios carnudos, e assim calando qualquer protesto.

- Vamos acabar com o banho. – Uma batida forte na porta interrompeu o beijo. Jensen se agarrou a Tiger como se pudesse protegê-lo de qualquer perigo.

- Calma! Vai dar tudo certo. – Tiger saiu do abraço do loiro, mas antes lhe deu outro beijo, mas calmo, tentando lhe passar a confiança que nem de longe sentia.

- Vai ficar ai nos olhando? – Perguntou para Hunter, pois ainda estavam nus quando saíram do banheiro. O agente mais velho saiu do quarto, mas não fechou a porta, para ficar observando qualquer movimento suspeito.

Tiger vestiu sua calça, e depois vestiu a de Jensen, contra sua vontade voltou a acorrentar o loiro, que quis reagir, mas o moreno lhe fez um carinho e sussurrou em seu ouvido que tudo terminaria bem.

Sentando ao lado de Jensen calçando os sapatos, Tiger retirou um pequeno revolver e um localizador que estava escondido debaixo do colchão, à arma ele escondeu por baixo da calça e o pequeno GPS dentro do bolso, estava pronto para ser ligado, assim que o chefe chegasse e isso acionaria viaturas áreas e terrestre. Sua missão estava chegando ao final.

Flash Back.

- Você será o novo parceiro de Jeffren Dean Morgan. – A voz de seu superior ainda ecoava em sua cabeça. – Ganhe a sua confiança e descubra para quem ele trabalha.

- Não é para Frederic Lehen? – Perguntou o agente.

- Não temos certeza, e o mais importante, temos que pegar o chefe.

- Sim senhor!

- Garoto! Boa sorte! – Jim Beaver, apesar de rígido tinha um jeito de paizão com os agentes novatos.

Quando Tiger soube do rapto de Jensen, ia soltá-lo, colocando em risco toda a missão, pois não deixaria um inocente morrer, porém com a condição do chefe em querer matar pessoalmente o prisioneiro, mudou de idéia, pois viu a oportunidade, encerrar o caso com êxito, mas ele não contava com a paixão insana que o acometeria.

Amor à primeira vista não existia para ele, até o momento em que olhou para os lábios do loiro, a vontade de prová-los foi mais forte e com a desculpa de prender de vez quem queria a morte do rapaz, não o soltou e começou a fazer coisas absurdas como se entregar de corpo e alma, e para ele o pior foi a reciprocidade. Como resistir a uma criatura que satisfazia os cinco sentidos de um ser humano, e que se entrega tão completamente?

Fim do Flash Back.

Um carro estacionou, Tiger que continuava sentado ao lado de Jensen olhou por cima dos ombros em direção a porta, beijou o loiro dizendo que tudo ia dar certo e acionou o localizador, antes de se levantar, e ir em direção a porta do quarto.

Mark Pellegrino entrou, ele era motorista da família Lehen, logo atrás entrou o "chefe", e nesse momento Tiger percebeu qual era o motivo de seu parceiro, em seu olhar existia o mesmo brilho, que com certeza tinha em seus olhos quando olhava para Jensen.

- Quero te apresentar o "chefe", ou devo dizer a chefa? – O sorriso de Hunter iluminava todo seu rosto. – Sra. Lehen. – Ela era uma mulher belíssima, apesar da idade, 52 anos, cabelos loiros ondulados soltos que passavam um pouco do ombro, um vestido leve, verde claro, de acordo com o clima e sandálias com salto alto, dando um charme sofisticado a simplicidade do traje.

- Bom dia Hunter! Que prazer em revê-lo. – A Sra. Lehen o abraçou encostando o corpo completamente em Hunter que a envolveu, antes de tomar seus lábios com os dele.

- Você deve ser o Tiger. – Disse a mulher sem se afastar de Hunter. – E um prazer lhe conhecer. – Jensen, Jensen, Jensen! – A Sra. Lehen repetia o nome do loiro e ia se aproximando da cama onde ele estava amarrado. – Pela primeira vez, é um prazer em vê-lo.

- Sra. Lehen! – Jensen estava surpreso, sabia que a família de Paul o culpava pela sua morte, mas não acreditava que houvesse tanto ódio ao ponto de matá-lo.

- Você deve está se perguntando o por quê? – A voz antes calma e bonita, agora saia cheia de ódio e rancor. – Estou fazendo um favor para a humanidade. Vou te varrer da face da terra, nunca vão te encontrar, teus pais chorarão sobre um caixão vazio. – A mulher se descontrolou e lhe deu uma tapa.

- Pra fora do quarto. – Disse Mark para Tiger, com uma arma apontada em sua direção quando este fez menção de ir à direção da cama em que Jensen se encontrava. O moreno relutou, porém percebeu que lá fora seria mais fácil ter sucesso.

- Todos que tem a infelicidade de te amar morrem! Foi assim com a Danneel, com Paul e agora com Tiger, por que Tiger vai morrer e você será o culpado.

- Não! – Nesse momento Jensen saiu do seu silêncio, mas foi calado com novas agressões.

- Cala boca! Mark pode terminar o serviço. – Gritou a Sra. Lehen, para o motorista que estava com Tiger, pouco tempo depois um tiro ecoou na casa.

- Tiger. – Um grito agonizante de Jensen, que dessa vez foi calado pelo cano de um revolver enfiado em sua boca.

- Não se desespere. Vocês serão enterrados na mesma cova no meio do deserto, mas um tiro agora acabaria com teu sofrimento muito rápido. – Ao dizer isso a mulher retirou a arma e pegou um estilete. – Você vai chegar ao inferno sem esse rostinho bonito, que fez a perdição de tantos. - Ela primeiro cortou os dois pulsos do loiro. – Ouvir dizer que meu filho sangrou até morrer. – A lamina caiu das mãos da Sra. Lehen quando esta se aproximou do rosto de Jensen, e esta lançou um olhar surpreso em direção a porta do quarto antes de desabar no chão por causa de um tiro no meio da testa.

- Maldito! – Gritou Hunter pegando a arma, mas foi atingindo no peito antes de conseguir puxar o gatilho.

- Terminou. – Disse Tiger se ajoelhando próximo de Jensen, enrolando alguns panos em seus pulsos para estancar o sangue. – A cavalaria está chegando. – Falou ao ouvir helicópteros se aproximando. Beijou os lábios amados. – Não disse que tudo ia termi... – Tiger não pode completar a frase, pois foi atingindo nas costa pelo tiro dado por Hunter que usou suas últimas forças naquele disparo.

- Tiger? – A voz de Jensen estava fraca.

- Agente e prisioneiro feridos. – Uma voz desconhecida soou próximo de Jensen. Novos passos invadiam o ambiente e sirenes longes se faziam ouvir.

- Ele está vivo? – perguntou Jensen para o recém chegado. – Por favor! Me respondam! – Falou o mais alto que podia no meio da confusão formada.

- Calma! Você está salvo! – Disse a voz

- Ele está vivo? – Continuou perguntando desesperado.

- Sim. Eu estou. – Jensen sorriu ao ouvir a voz de seu seqüestrador e amante, apesar do tom fraco e cheio de dor.

No hospital

Devido à perda de sangue e a agitação por causa de Tiger, Jensen foi sedado durante três dias.

- Onde estou? – perguntou o loiro assustado quando acordou no final do terceiro dia.

- Você está salvo meu filho!

- Mãe! – Jensen abraçou Donna e chorou em seus braços como uma criança.

- Está tudo bem meu filho, já passou. – Donna o ninava acariciando e beijando seus cabelos, e enquanto fazia isso agradecia a Deus, pois alguns dias atrás ela pensou que talvez nunca mais fosse ver o filho com vida novamente.

- Onde está o Tiger? – Perguntou depois de se acalmar.

- Meu filho não era hora de se preocupar com isso. – A voz de seu pai se fez ouvir na escuridão do quarto mantido na penumbra por ordens médicas.

- Pai! – E Jensen se viu abraçado novamente.

- Seus irmãos estão lá fora. Donna vá chamá-los.

Josh e Mackzenzie entraram no quarto acompanhados de sua mãe, foi uma festa abraços, beijos, lágrimas e comentários carinhosos.

- Onde está Tiger? – Perguntou de novo, era quem faltava para sua felicidade está completa. – Ele está preso? Já saiu do hospital? – Continuou devido o silêncio constrangedor de sua família.

- Não dá para conversar sobre isso depois? – Perguntou o Roger Ackles.

- Não. Eu sei o que ele fez foi errado, mas vou testemunhar a favor dele, e quem sabe tenha uma pena reduzida. – Jensen falava rápido.

- Meu filho, você precisa saber algo sobre o Tiger.

- Roger...

- É necessário. – Falou o Sr. Ackles interrompendo Donna, que baixou a cabeça.

- O que aconteceu? – Aquilo estava deixando Jensen desesperado.

- Josh leve sua irmã lá para fora! – Disse Roger.

- Pai eu não concordo com isso! – Disse Mackenzie antes de sair.

- Eu sei, mas esse é o certo. Agora saia. – Por causa a falta de iluminação, Jensen não conseguiu visualizar o ar de contrariedade de sua irmã.

-O papai tem razão, vamos. É bom te ter entre nós maninho, pode contar comigo para o que for.

- Mande os agentes entrarem. – disse Roger para os filhos.

- Eu vou sair também. – Falou Donna saindo junto com os outros filhos.

- Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? – perguntou desesperado Jensen para o seu pai.

- Tudo será esclarecido! Não se agite. – Disse Roger, fazendo um leve carinho em sua cabeça. Três homens entraram no quarto.

- Esses são agentes do FBI, estavam encarregados do seu caso. Esse é o inspetor Beaver, agentes Collins e Welling.

- Você está melhor? – Perguntou aquele que se chamava Welling. Jensen reconheceu a voz.

- Estou. Você que chegou primeiro! Sabe onde está Tiger?

- Você precisa saber algumas coisas antes. – Quem falou foi o inspetor. -Tiger era um agente duplo, sua missão era descobrir se seu parceiro tinha ligações criminosas com Frederic Lehen.

- Na verdade essa tal de Tiger devia te proteger! Não abusar de você. – Roger interrompeu.

- Descobrimos que Lehen não passava de empresário desonesto e não um mafioso. - Continuou Beaver ignorando a interrupção. - E Morgan, quem você conhecia com Hunter, descobriu tudo, mas ele se apaixonou pela Sra. Lehen e em vez de denunciá-la e prendê-la, se juntou a ela, nas loucas decisões baseada no amor pelo filho. Desde a morte de sua noiva até o seu seqüestro.

- Espera! Ela matou a Dan? – Perguntou Jensen.

- Sim em relação a morte de Danneel, o verdadeiro assassino é Mark Pellegrino, a mando dela.

- Mas por quê? – Quis saber o loiro.

- Parece que foi por causa de Paul que estava triste com o seu casamento, Mark e ela conseguiram incriminar outra pessoa e com a ajuda de Morgan, o único que descobriu a verdade, mataram o infeliz inocente na cadeia. A te culpava pela morte de Paul, por isso teu seqüestro.

- Seqüestro que vocês poderiam ter acabado logo. – Roger estava revoltado com o comportamento de Tiger. – Ficamos sofrendo e...

- Pai! – Falou Jensen. - Por favor, continue. – Disse se dirigindo ao inspetor.

- De certa maneira seu pai tem razão, nosso agente foi longe demais, a maneira que encontrou para te manter vivo e resolver o caso, não foi aprovado pelo FBI, e nem eu sabia o que estava acontecendo.

- Mas eu estou bem, e graças a ele. Como ele está?

- Tem apenas uma maneira de te dizer isso!- Beaver se calou por algum tempo, como se estivesse se preparando para fazer a declaração de sua razão de viver. - Ele morreu.

- Mentira! – Gritou Jensen, depois de alguns segundos tentando respirar. – Ele estava vivo quando nos encontraram. Certo agente Welling? Fala para eles.

- É verdade ele estava vivo, mas... – Welling parou, pois não conseguiria continuar.

- A bala perfurou o pulmão e ele não resistiu, morreu no caminho. Aqui nesta pasta tem um histórico de vida, algumas fotos e o relatório médico. Seu corpo foi enviado para a família, que irá cremá-lo.

Beaver entregou a Jensen, que não ouvia mais nada, pois estava mergulhado nas profundezas de sua dor, uma pasta de documentos preta, as lágrimas que escorriam abundantemente pelo belo rosto do loiro mancharam o nome impresso em uma etiqueta que estava pregada no meio da capa da pasta, se não fosse a falta de luz no quarto, ainda poderia ler: JARED TRISTAN PADALECKI.

N/A.: Devo informa que todos os erros são da minha beta! Ahahhaha Apesar de ela ter ficado muito triste com o capítulo. Quero fazer um pequeno pedido NÃO ME ABANDONE! Vou me redimir no próximo. Espero!

Quero avisar que gosto de finais felizes, não sei será do agrado de todos, mas será feliz, esperem o final antes de mandarem matadores de aluguel atrás de mim!

A culpa de o capitulo ter terminado assim é culpa dos poucos comentários recebidos, no primeiro capitulo 8, depois 5 e agora apenas 4, ai o que nos move são os reviews, isso e a pouca falta de tempo, somando tudo igual a atraso. Porém se vocês querem saber o que aconteceu mais rápido, comente nem que seja me ameaçando de morte!

Atualizações mais rápidas só depende de vocês!

Para Deany RS,sabem quem me atrapalha também de escrever o seu presente, o Black, quando esta no modo carente sobe em cima do teclado, eu tenho que para e dar carinho! Senão ele não deixa continuar. Beijos para o seu miau!

RakBlack – Este é o penúltimo capítulo! E Obrigada pelo comentário, continue lendo, grandes emoções ainda a vista!

Cici – Demorou mais cheguei, com certeza não te deixei muito feliz, mas... Espera o próximo! Obrigada pelo reviews duplos