Dezembro - Quatro meses depois. – Los Angeles
- Que bom que você veio passar as festa de finais de ano com a família, meu filho. - Roger Ackles olhava orgulho para o seu filho do meio, que apesar de ter passado por um situação traumática conseguiu se estabilizar e assumir a presidência da filial na Europa, pelo visto com muito sucesso e dedicação.
- Apenas acho que você está trabalhando demais. – Disse sua mãe não menos orgulhosa, porém preocupada. – Não arranjou nenhuma namorada? Namorado?
- Não se preocupe com isso. - Jensen se levantou da cadeira enfrente ao seu pai e foi dar um beijo em sua mãe. – É melhor assim. – O loiro não procurava muito a família, primeiro pelo trabalho e a distância e segundo para não preocupá-los, mas ele sabia que as amigas de sua mãe relatavam toda a sua vida para ela.
Jensen não vivia chorando pelos cantos, mas não tinha vontade de sair com ninguém, sua vida social era voltada apenas para os negócios, quando estava jantando com alguém com certeza se tratava de assuntos da empresa, era muito assediado por homens e mulheres como sempre, e ar meio triste que adquiriu inspirava as pessoas a querem deixá-lo feliz, fazê-lo sorrir. Por isso convites de festas e até presentes eram enviados dos mais diversos interessados.
- Meu filho...
- Donna, deixa o garoto em paz, ele não quer namorar, deixa! – Interrompeu Roger.
- Você quer enganar a quem...
- Vamos para com isso! Que absurdo, brigarem por que eu não estou namorando!
- Desculpe! - Falaram os dois ao mesmo tempo.
- Com licença senhor Ackles. - Pediu uma garota jovem, bonita e loira.
- Pode entrar Alona.
- Olá, Jensen! – Falou dando um longo abraço em seu ex-patrão e melhor amigo.
- Oi menina!
- Os relatórios que o senhor pediu já estão prontos para assinar. - Informou a secretária, saindo logo em seguida, com Jensen atrás dela.
- Casa comida e roupa lavada, para ir comigo. - Perguntou para a garota. – Terminou com o namorado mesmo! E você pode levar a sua mãe! – Completou o loiro rindo.
- Faz tua proposta!
- Assistente pessoal da presidência, o triplo do salário e um apartamento no mesmo prédio em que moro, afinal serão 24 horas trabalhando.
- Esse é o problema, você se tornou um fanático por trabalho e como sua assistente irei enlouquecer.
- Duas secretárias!
- Por que tanta questão da minha presença?
- Não te ilude! – Disse o loiro rindo. – Ninguém me conhece melhor que você em todos os sentidos. E preciso da minha amiga perto de mim.
Alona era amiga dele de muito tempo, era a sua secretária pessoal quando trabalhava nos EUA, mas não quis ir para Suíça com ele, por causa do namorado, era também a única que sabia o que estava acontecendo com sua vida, suas dores e seus medos, quantas vezes de madrugada era acordada para ouvi-lo falar de Tiger.
- Jensen, você vai me perturbar dia e noite!
- Eu já faço isso, a diferença é que você agora irá receber um salário, por sinal um ótimo salário.
- Ok! Você venceu!
- Pode passar no RH. – Jensen escreveu uma carta ao próprio punho e entregou a Alona.
- Coloca ai, passagens de primeira classe. – Disse a loira devolvendo o papel.
- Já começou a exploração?
- Então não vou!
- Eu não disse que não ia dar! Acho que eu vendi a minha alma.
- Ainda é tempo de desistir!
- Não uma diabinha como você vai tornar meu inferna particular bem mais divertido.
Alona odiava ver o amigo daquele jeito, nem quando a Dan morreu ele ficou tão para baixo.
21 de fevereiro – Seis meses depois – Zurique.
- Oi! – Um furacão loiro se pendurou no pescoço de Jensen.
- Parece animada. – Disse para Alona.
- Reparou que a Gen, não se aproximou hoje de você? – Perguntou falando em seu ouvido, pois estavam próximo a uma caixa de som.
- Se convenceu que você é minha dona?
- Não arranjou outro alvo, e Jensen, ele é lindo!
- Mas do que eu? – Perguntou o loiro fazendo graça, e recebendo como resposta uma careta de Alona.
- Digamos que são belezas diferentes você é loiro e ele é moreno, e que moreno! – Disse Alona revirando os olhos.
- Se controla que você é minha namorada!
- Sabe que se aquele homem me desse bola, a nossa farsa terminaria agora!
- E você me deixaria assim para os leões?
- Jensen você tem de parar de fugir, na verdade só aceito essa situação por que tudo quanto é homem interessante ou é casado ou apaixonado por você. - De repente a loira caiu na gargalhada. - Eu não acredito! Fiquei até com pena da Gen.
- Por quê? – Perguntou o loiro olhando em volta.
- O deus grego não para de te olhar, e a sem noção nem se deu conta! - Jensen, esse vale a pena, se por acaso você quiser se assumir como gay, esse cara é a melhor pedida, e detalhe ele está te olhando com tanta intensidade, que eu arriscaria.
Jensen olhou em volta novamente e seu olhar foi capturado por um par de olhos verdes, incrustado no rosto adorável, isso estava sendo muito gay para ele, e que sorriso, as covinhas que coisa mais fofa, definitivamente, isso é coisa de gay. Mas o maior problema foi a reação de seu corpo, o coração acelerou e os lábios secaram, ele molhou os lábios com a ponta da língua e o belo estranho fez o mesmo, pareciam está sincronizados.
- Uau! – O grito de Alona quebrou o encanto. – Nunca tinha visto tanta energia entre duas pessoas. – Jensen olhava sem jeito para a amiga. – Amor a primeira vista! Lindo. – Alona estava com um brilho radiante nos olhos. – Eu sabia que você iria encontrar alguém, mas nunca pensei que seria assim tão fulminante, e na verdade pensei que seria uma mulher, mas...
- Alona! Calma! – Jensen interrompeu a loira antes que ela marcasse a data do casamento. – Para de fumar o que você está bebendo. Não viaja!
- Mas...
- Nada de mas, não sei o que viu porém não foi verdade, você sabe que eu não quero ninguém.
- Jensen, eu aceito essa tua condição desde que ninguém te chame atenção, mas agora esse carinha mexeu contigo, eu sei, pude sentir, até a sem noção, saiu com o rabo entre as pernas. – Alona se referiu a Gen, que percebeu a troca de olhares e a falta de atenção do moreno e se afastou. – Você vai falar com ele. E me dá esse chocolate!
- Não... – E Jensen riu com a careta de Alona, entregando um copo de refrigerante para ela.
- Você não para com essa mania de misturar chocolate com pimenta!
- Eu gosto. – Foi a maneira que Jensen encontrou de sentir a presença de Tiger. - Eu estou indo embora! Já fiz o que tinha de fazer aqui! Se quiser ficar, Cliff vem te buscar depois.
- Como embora?
- Pegando o carro na garagem, e mandando o Cliff me levar para casa, onde descerei...
- Tá legal, eu vou com você, me espera na garagem, apenas irei ao toalete. – E Alona saiu sem esperar resposta, Jensen estranho a loira nunca desistia de uma batalha assim fácil. Por isso o loiro desceu rapidamente ele sabia que vinham problemas...
No elevador ligou para Cliff, mas o celular estava fora de aérea, a festa acontecia na cobertura de um de seus importantes clientes, por isso não poderia ter deixado de ir. Porém já fez a sua parte, quando chegasse à garagem ligaria novamente para o seu motorista e segurança.
Estava distraído no celular quando a porta do outro elevador abriu, olhou na direção achando que era Alona, mas para a sua surpresa era o dono dos olhos que fez seu coração bater novamente. O moreno olhava para ele meio indeciso, poderia dizer que até com certo receio, Jensen achou estranho a atitude, porem o outro balançou a cabeça com se criando coragem, e tirando os cabelos cor de mel dos olhos jogando a cabeça para trás, lhe presenteou com o mais belo sorriso, com direito a covinhas e tudo, o loiro não resistiu e sorriu de volta.
Olhando para aquele estranho, Jensen começou a concordar com Alona, de repente não faria mal algum conhecer novas pessoas. O moreno veio se aproximando, seu andar era lento e calculado parecia um felino e o loiro instintivamente deu um passo para trás devido à intensidade do olhar que aquele ser dirigia.
- Espero que você não saia correndo. – Falou o estranho sorrindo, e Jensen nesse momento sentiu como estivesse levando um soco no estomago. O ar lhe faltou e meio que cambaleante saiu da área de pedestre sendo atropelado pelo seu próprio motorista.
- Você está bem? – O moreno perguntava para Jensen que estava tentando se levantar, aparentemente a queda pelo atropelamento foi apenas por susto. – Deixa eu lhe ajudar!
- Sr. Ackles, o senhor apareceu de repente está machucado? – Perguntava Cliff preocupado.
Jensen olhava para o estranho, para as mãos em seus braços, ele não conseguia nem respirar quanto mais falar. Quando o estranho passou os braços por sua cintura para levantá-lo o loiro fechou os olhos. Assim que se viu em pé novamente abriu os olhos, mas uma forte tonteira o fez se apoiar no estranho, e quando o tocou uma coisa parecida com uma corrente elétrica percorreu seu corpo, obrigando-o a fechar os olhos, Jensen lutava para não desfalecer.
- O que aconteceu? O que você fez com ele? – Alona descia do elevador nesse momento e como uma mãe leoa veio para cima do estranho.
- Nada, ele se sentiu mal e caiu na frente do carro. – O moreno explicava ainda segurando Jensen, com uma força desnecessária, pois o loiro que ainda estava de olho fechado, com respiração ofegante, tentava sair de seu abraço sem sucesso e quando tentou usar as mãos em vezes delas lutarem para se livrar, repousaram no forte peitoral tal qual uma carícia.
Cliff retirou Jensen dos braços do estranho e o colocou na parte de trás do carro e o loiro se encolheu colocando a cabeça entre as pernas. Alona entrou logo em seguida, sem saber o que fazer com o amigo, que não falava nada.
- Vamos para o hospital! – Falou para Cliff assim que o carro arrancou.
- Não! Quero ir para casa! – A voz de Jensen saiu estrangulada, como se estivesse sendo sufocado.
- Mas você não está bem!
- Não discute! – Gritou.
A loira se calou, Jensen nunca gritará com ela, mas não a magoou sabia que algo muito sério devia ter acontecido com o amigo, e seu instinto lhe dizia que foi por causa do belo desconhecido, quando ela disse para o Jensen descer, a idéia era ir atrás do moreno e entregar o telefone do loiro, mas quando o avistou ele estava entrando no elevador.
Assim que o carro estacionou, Jensen desceu e correu para o seu elevador particular, que ia direto para a cobertura em que morava, mas suas mãos tremiam tanto que ele não conseguia colocar a chave que o acionava, foi necessária a ajuda de Alona.
Quando chegou à cobertura o loiro correu para o seu quarto e do fundo do closet retirou uma pasta executiva e de dentro dela outra pasta preta, aquela que lhe tinha sido entregue no hospital, mas que nunca teve coragem de abrir, objeto parecia queimar em suas mãos, nas primeiras páginas uma foto, e o rosto de um belo rapaz lhe sorria até as covinhas estavam lá.
A pasta caiu no chão e Jensen correu para o banheiro, e vomitou tudo o que tinha e não tinha no estomago, e totalmente sem forças ficou sentado no chão com a cabeça apoiada no vaso.
- Oh! Meu Deus. – Foi a expressão de Alona que seguia o loiro quando viu o conteúdo da pasta jogada no chão. Ela não podia acreditar, era muita coincidência, seria a mesma pessoa?
Ela correu ao banheiro, e quando tocou em Jensen, este a segurou com tanta força por seus braços que chegou a machucá-la.
- Você sabia disso? Você participou dessa farsa? – Perguntava o loiro sem soltá-la. – Você sabia que Tiger estava vivo?
- Não, eu juro que não sabia de nada! – E realmente Alona nunca ficaria calada, principalmente por saber da dor e saudade que Tiger provocava em Jensen, nem sua família tinha conhecimento da extensão dos sentimentos do loiro. – Mas você tem certeza que é ele mesmo?
- Nunca em minha vida, esquecerei a sua voz e o seu toque, o gosto de sua boca, de sua pele, seu cheiro. – Jensen falava e praticamente se arrastava em direção a cama, mas antes de chegar suas pernas falharam e ele deitou no chão e começou a chorar. - Todos me traíram, meu pai, minha mãe, meus irmãos, ele...
Alona pegou um travesseiro colocando-o na cabeça do loiro e depois se deitou o abraçando por trás, Jensen chorou até adormecer exausto.
Do outro lado da cidade
- Seu idiota! – Tiger, ou melhor, Jared falava em voz alta com ele mesmo. – Claro que ele te reconheceu, com certeza! O que esperava? Droga! Mas como resolver, de qualquer maneira seria difícil. É Jared agora você chegou ao fundo do poço! Por que você se deixou enganar!
Flash Back
Seu inferno começou quando Welling chegou ao esconderijo
- Agente e prisioneiro feridos. – Novos passos invadiam o ambiente e sirenes longes se faziam ouvir.
- Ele está vivo? – perguntou Jensen para o recém chegado. – Por favor! Respondam-me! – Falou o mais alto que podia no meio da confusão formada.
- Calma! Você está salvo! – Respondeu Welling
- Ele está vivo? – Continuou perguntando desesperado.
- Sim. Eu estou. – Jared estava se afogando em seu próprio sangue, pois a bala tinha perfurado o seu pulmão, porém o desespero de Jensen era tão grande, que se esforçou para responder, a última visão que teve foi o sorriso do loiro.
Durante uma semana lutou com a morte, e mesmo depois da fase crítica, foi mantido em coma por mais 20 dias. Quando acordou seu primeiro pensamento foi para Jensen.
Sua mãe estava ao lado de sua cama. Ele sorriu, mas ainda não podia falar, durante todo o dia cada vez que se abria a porta seu coração enchia de esperança de ver o loiro, a noite estava tão triste que sua mãe ficou preocupada.
No outro dia retiraram de vez a respiração artificial e colocara apenas uma mascara de oxigênio, e assim ele pode falar.
- E Jensen? - Perguntou para o Inspetor Beaver.
- É sobre ele que vim falar! A senhora pode sair um momento. - Pediu para a mãe de Jared. – O Jensen está na Suíça. – Começou assim que Sharon se retirou.
- Mas...
- É bobagem você se iludir com o que aconteceu naquele deserto. – Interrompeu Beaver.
- Eu sei, mas ele nem veio me ver?
- Veio! Ficou internado uma semana sem necessidade por sua causa, esperando você sair do risco de morte. Mas depois o seu pai o convenceu que era melhor deixar tudo o que aconteceu no cativeiro para trás e seguir a vida dele. E parece que ele deu razão ao pai, e faz uma semana que ele assumiu a presidência das empresas Ackles, na Europa. Veja. – Beaver entregou uma revista especializada em negócios onde destacava Jensen, parabenizando-o e desejando sucesso nessa nova etapa de vida. – Jared, o que você esperava que toda aquela paixão fosse verdadeira? Não que ele tivesse mentido, mas de repente ele mesmo se iludiu, afinal dependia de você para tudo, e era quem o protegia, porem aqui fora, a história é outra.
Jared concordava com o inspetor, mas não podia acreditar que o loiro simplesmente tinha ido embora sem nenhuma palavra, sem um agradecimento, nada. Será que ele se enganou tanto assim?
- Ele deixou isso para você! – Beaver entregou um cheque de um milhão de dólares. – É para você realizar seus sonhos, foi o recado que veio junto.
O cheque queimava nas mãos do moreno, essa atitude de Jensen, foi o golpe final que fez Jared desistir totalmente de ir atrás dele, por sinal desde desse momento o loiro era assunto proibido na sua frente.
Jared nunca descontou o cheque, e quando a saudade doía, e olhava aquele pedaço de papel até a raiva sufocar a dor da perda. E assim foi até aquele encontro com o Misha.
-E ai grandão? – Um moreno de olhos azuis pulou na frente de Jared.
- Oi! Misha. – O moreno não era seu amigo próximo, mas gostava dele, depois do seqüestro de Jensen, nunca mais tinham se falado, Misha e Welling foram transferidos. – Voltou para agência daqui?
- Não! O pessoal da agência não aceitou muito bem meu casamento com o Tom! – Misha sorria. – E você?
- Devido o ferimento estou no trabalho burocrático! - Respondeu Jared fazendo careta.
- É por causa do ferimento ou por causa do caso Jensen.
- Prefiro não falar sobre isso!
- Droga! – Exclamou o outro revirando os olhos. – Não posso deixar isso assim. Te pago um bebida.
- Se for para falar sobre isso dispenso.
- É necessário!
- Eu sei o que você vai dizer, que o culpado foi o pai dele, que fez pressão, mas...
- Cala a boca! – Misha agarrou Jared e saiu puxando em direção a uma mesa. Lá contou a verdadeira história.
Depois da confusão inicial, no mesmo dia Jared entregou seu distintivo e arma para o inspetor.
- O que você pretende fazer?- Perguntou Beaver
- Vou para a Suíça. – Respondeu da porta.
- Boa sorte!
- Obrigado!
E isso foi um mês atrás.
Seu irmão Jeff morava na Suíça, onde tinha uma pequena loja de doces e chocolates, e estava em plena expansão, à qualidade dos produtos criaram fama, e ele queria abrir uma filial e quando soube que o irmão estava com passagens marcadas para Zurique, o convidou para ser sócio, que foi prontamente atendido.
Apesar de saber tudo o que aconteceu que tanto ele como Jensen aviam sido enganados, Jared não sabia como resolver essa situação, afinal o loiro já devia ter visto uma foto sua e como ele poderia se aproximar?
Tinha ido aquela festa por que o dono da cobertura era amigo de seu irmão, e Jeff achou que uma semana era suficiente para conhecer novas pessoas.
Ele estava conversando, ou melhor, tentando entender que aquela morena, Gen, ele apenas lembrava o nome por que, Gen, Jensen rimavam.
Quando tinha conseguido se despedir da morena, seus olhos encontraram Jensen, piscou várias vezes, para ver se era a sua imaginação e quando o loiro lhe encarou, pensou que iria ser reconhecido, o que não aconteceu, de certa maneira, porém a energia entre eles foi tão grande que Jared teve certeza, que o corpo de Jensen sabia quem ele era.
Assim que a loira que estava pendurada em seu pescoço o deixou, Jared foi atrás, mas infelizmente o elevador que Jensen entrou, já tinha fechado a porta, mas ele correu e pegou o de serviço.
Jensen estava no celular, e Jared sorriu feito um bobo para o loiro, que correspondeu, dando sinal verde para uma aproximação. E ai aconteceu toda aquela confusão.
Fim do Flash back.
- Se eu tivesse tido a coragem de vir atrás dele nem que fosse para tomar satisfação, hoje ele seria meu, estaríamos juntos, tenho certeza disso! Como foi maravilhoso abraçá-lo novamente, mesmo naquelas circunstâncias, que vontade de bater no motorista que se atreveu a retirá-lo meus braços.
- Falando sozinho maninho! – Jeff tinha acabado de chegar e viu o irmão andando de um lado para outro, gesticulando e falando alto.
- Jeff! – Jared contou tudo o que tinha acontecido na sua vida nos últimos seis meses.
22 de fevereiro
Alona acordou com o telefone celular de Jensen e viu que estava deitada sozinha no chão.
- Alo? – Como assistente pessoal ela tinha essa autorização.
- Espero que a presidência e sua assistente tenham uma boa explicação para estarem atrasados.
- O senhor que deverá ter uma boa explicação! Sr. Ackles. – O tom revoltado que Alona usou intrigou Roger, pois de certa maneira foi desrespeitoso, ele era o presidente geral da empresa;
- Que história é essa mocinha? – Mas Roger ficou sem resposta, pois a loira já tinha desligado.
Roger se dirigiu ao apartamento do filho, e o que encontrou o deixou sem palavras. Nunca em sua vida esperava ver aquela cena.
Jensen estava com um copo de bebida na mão, visivelmente com as roupas do dia anterior, seu olhar perdido, olhando para o nada, era a desolação em pessoa.
- O que aconteceu? Meu filho! – Tentou segurar a mão de Jensen, mas este se afastou do pai.
- O que aconteceu? – Jensen repetiu a pergunta dando um sorriso amargo no final. – Aconteceu que as pessoas que eu acreditava que me amavam, me jogaram no inferno em vida.
- Do que você está falando?
- Tem certeza que o senhor não sabe?
- Não! Eu não sei, mas eu gostaria muito de saber!
- Tiger!
Roger abaixou a cabeça.
- Agora já sabe? Heim! – gritando Jensen jogou o copo na parede.
- Jensen?
- Não quero saber de nada! Chega de mentiras! Estou fora da empresa, esqueçam que faço parte da família! Sai daqui!
- Jensen, eu quis apenas te proteger. – Mas o loiro colocou as mãos no ouvido, tentando abafar a voz do pai. – Droga, como eu ia adivinha que você ficaria assim por causa de uma semana de boas transas. – Explodiu Roger, mas se arrependeu no mesmo instante, ao ver a raiva e a magoa nos olhos de Jensen. – Meu filho...
- O senhor tem razão! Foram trepadas maravilhosas, todas elas, até aquela que ele me pegou e me rasgou todinho. – Jensen queria magoar e atingir Roger. – Mas o senhor devia contar que isso foi a primeira vez, a minha primeira vez com um macho dentro de mim, e primeiras vezes, são sempre inesquecíveis, até quando são ruins, imagine se são maravilhosas, como foi! – E mais um copo voou para parede.
- Me perdoa! Não queria dizer isso, mas é tão difícil te ver assim! – Roger tentou de novo se aproximar de Jensen, que fugiu novamente do seu toque.
- Não se preocupe com isso, por que nunca mais o senhor vai me ver! Fora daqui! Sai! – A porta do elevador exclusivo estava aberta, e Roger resolveu ir embora, pois percebeu que naquele momento o filho não ouviria nada e nem ninguém. Nesse dia Jensen não comeu e bebeu o dia inteiro. Não atendeu nenhum telefonema de sua família, sua mãe insistiu o dia inteiro, mas não recebeu nenhuma resposta.
23 de fevereiro
Alona levou o café na cama para Jensen, tentava convencê-lo a se alimentar.
- Jensen se você não comer, eu juro que vou te internar! - O loiro comeu um pouco para a amiga deixá-lo em paz, mas quando quis beber foi impedido. – Quer virar um alcoólatra agora?
- Você é um pé no saco!
- Quando você vai procurá-lo?
- Quem?
- O meu pai! Claro que é o Tiger!
- Nunca!
- Como nunca!
- Nunca é nunca!
- Mas por quê?
- Ele mentiu, me deixou sofrer, ele sabia que sofreria e simplesmente aceitou a farsa!
- Mas ele dever ter seus motivos!
- Então que ele continue, com seus motivos!
- Mas por que será que ele te procurou?
- Talvez para uma boa transa! Quis se aproximar como se fosse outra pessoa! Será que ele pensava que eu não o reconheceria!
- Eu acho que você deveria procurá-lo. Eu transferir todos os seus compromissos de trabalho para outra semana!
- Cancele todos! Eu não trabalho mais para a empresa Ackles.
- Jensen eu seu que você está magoado, porém essa empresa sempre foi prioridade em sua vida! E dá tua família! Vocês construíram juntos, vai desistir? – Alona tinha razão, Jensen e Josh ajudaram o pai a colocar a empresa onde ele estava agora, e o loiro sempre estudou para ocupar o cargo que tinha agora.
- Que família! Aquela que te ver no fundo do poço, e mesmo tendo a corda para lhe salvar, fica observando você morrer afogado! Não tenho mais família! – E Jensen abraçou a amiga e chorou.
25 de fevereiro
Durante três dias, Jared tentou falar com Jensen e sem sucesso, o máximo que conseguiu foi conversar com o pequeno furacão loiro, que no primeiro momento quis matá-lo, por isso mesmo contra vontade contou tudo o que aconteceu e ganhou uma aliada, para se aproximar do loiro, que por outro lado durante todo esse tempo ficou se martirizando, até aquele dia.
Alona chegou ao apartamento de Jensen e o encontrou se arrumando.
- Vai caçar um tigre selvagem?
- Não vou sair com uma gatinha manhosa! Irei jantar com Genevieve.
- Não acredito! E o Jared?
- Morreu!
- Não fala isso! Você sofreu todo esse tempo por sua morte e agora que descobre que está vivo, resolve... Matá-lo, e francamente com Gen. Põe o dedo na garganta e vomita1
- Credo! Ela é uma garota bonita, inteligente, simpática, tem muitas qualidades que eu resolvi explorar!
– Caso queira levá-la para a cama. Não esquece o saleiro, por que o coisinha sem graça.
- Não seja maldosa! – Jensen deu um beijo no alto da cabeça da amiga e se despediu. – Não me espere.
- Claro que vou te esperar! Duvido que vá além de um jantar.
Poucas horas depois...
- O filme está ótimo, senta aqui e vamos assistir! – Chamou Alona. – Conseguiu jantar pelo menos?
- Vou deitar por que estou muito cansado. – Jensen não queria ouvir a amiga dizer que tinha razão, o jantar com a Gen, foi um fracasso, ele não conseguia para de pensar que Tiger estava vivo, mas o sentimento de traição não o deixava ir atrás do moreno. E por isso decidiu que iria esquecê-lo custasse o que custasse. Primeiro round não deu certo.
26 de fevereiro
Na manhã seguinte, Alona já o esperava com o café pronto e uma agenda com os compromissos da empresa.
- Eu tinha transferido tuas reuniões para a semana seguinte, mas como vejo que já está se recuperando, temos uns compromissos bem urgentes.
- Alona, qual foi a parte de "Eu não trabalho para as empresas Ackles" que você não entendeu?
- Você vai levar essa bobagem em diante?
- Eu não vou trabalhar para quem não confio.
- Jensen, você está falando da tua família!
- Eles mentiram para mim!
- Você é uma criança mimada! Está jogando fora a oportunidade que Deus te deu! Você tem de volta um grande amor, que se achava perdido! – Alona estava vermelha de raiva. - E família você pensa que é para ter fazer sentir bem, fazer torta de maçã, eles são para torná-lo miserável é para isso que são famílias.* Principalmente quando elas resolvem fazer o melhor para gente, e foi isso que ela achava que estava fazendo! – A loira saiu e deixou Jensen refletindo.
Somente no outro dia a loira apareceu. E encontrou Jensen arrumado para trabalhar.
27 de fevereiro
- Não acredito! Criou juízo?
- Não! Apenas irei cumprir com compromissos assumidos antes de toda essa confusão, e depois verei o que fazer. Não será necessário muito contato com o meu pai, então para começar está bom!
- E quanto ao Jared?
- Vou deixar como está, e seguir a minha vida!
- Mas você não quer nem saber o porquê dele não ter te procurado? Já pensou se ele foi tão vitima quanto você?
- Eu sei o que aconteceu, mas eu não aceito o motivo dele, podíamos ter conversado e naturalmente nos afastados.
- Como assim?
- Ele achava que quando eu saísse do cativeiro não ia querer mais nada com ele, então por isso aceito a proposta de se afastar e me enganar.
-Se isso foi verdade, ele não conseguiu te esquecer e por isso veio te procurar!
Por um momento os olhos de Jensen brilharam.
- Mas agora é tarde, estou no processo de esquecimento! Vou sair hoje com o Matt.
Matt Cohen era um dos que se apaixonara por Jensen assim que ele chegou a Suíça, mas o loiro nunca deu abertura ou esperança.
- Como assim?
- Ele ligou e me convidou para jantar e eu aceitei.
- O Matt é bonito, interessante, boa escolha! Acredito que você acertou dessa vez. Talvez ele consiga te fazer esquecer o cheiro, o sabor, o toque, os abraços, a voz, a pele, o humor, a boca do Jared. – Enquanto ela falava Jensen fechava os olhos e sentia seu corpo começar a reagir. – Esqueci de alguma coisa? Apenas para completar a beleza, que agora você teve oportunidade de o ver, que deus! Mas está com medo de aproveitar.
- Vamos trabalhar!
- Primeira reunião é com o seu pai!
- Cancele essa!
- Jensen...
- Não estou preparado para encará-lo.
- Teremos tratamento de choque!
- O que? – Perguntou Jensen, pois a loira falou muito baixo.
- Estou falando comigo mesmo.
Jensen não quis que Matt fosse buscá-lo, preferiu encontrá-lo no restaurante. O moreno ficou encantado, o loiro estava com uma calça jens escura e escura modelando os músculos das pernas, uma camisa verde escura com um blazer preto por cima, os cabelos propositalmente desalinhados, completava o visual terrivelmente sex.
Não foi apenas Matt que ficou sem fôlego, outro moreno em uma mesa escondida no canto, por um momento ficou sem respirar.
- Seja o que for que tenha acontecido te vez muito bem! – Disse Matt assim que Jensen se acomodou na cadeira. – E ficou mais feliz por que sobrou para mim. Tomei a liberdade de escolher vinho para começar. – E o moreno deu um sorriso bobo e tão cheio de esperança que Jensen se sentiu culpado.
O garçom apresentou o vinho para Matt e lhe serviu uma pequena dose para este degustá-lo, após aprovação, a bebida foi devidamente servida, mas o ritual foi interrompido quando a garrafa bateu na taça de Jensen e seu conteúdo derramou sobre o loiro.
- Senhor, me desculpe! Pagarei o prejuízo. - Dizia o homem preocupado, mesmo achando que seu salário não daria para pagar aquela camisa que com certeza ficaria manchada.
- Calma! Acidentes acontecem. – Disse Jensen, para o garçom e Matt que quis se indignar com o fato. – Apenas me de alguns minutos. – Sem poder fazer nada o moreno aceitou, mas sua intuição lhe dizia que esse acontecimento não era um presságio para aquele encontro tão esperado.
Jensen tinha tirado o blazer e tentava limpar um pouco a mancha que a bebida tinha deixado. Quando ouviu a porta de banheiro se aberta e levantou a cabeça instintivamente, e ficou paralisado diante do olhar predador de Jared, pelo espelho, que sorriu e em dois passos, e quando o loiro virou se viu imprensado contra a pia.
*Frase do Bobby Singer, no ultimo episódio da quarta temporada. Uma des melhores frases da série!
N/A.: Tinha prometido que esse seria o ultimo capitulo, mas ele ficou maior que eu imaginava, por tanto dividi-lo em dois. Desculpem! Não valeu que a minha beta ia me abandonar, por que matei o Jared! Nem comentário ela fez! Parei ai, por que os pegas entre eles é betado por ela, então os erros são meus e a falta dos beijos são dela (Angiolleto)! Ahahahahhahah!
Cah – Obrigada pelo review pelo elogio! A fic ganhou mais um capitulo, geramente acontece isso comigo as histórias tomam conta.
Cici – Ganhamos mais um capítulo, com o Tiger, amei esse personagem, e olha que sou um Jensen gils, louca! Ahahahaha! Estou escrevendo outra história também para o desafio da Physco. Beijos!
