O loiro foi impedido de falar pela ponta do dedo de Jared em seus lábios pedindo silêncio, a intensidade do olhar e do corpo moreno junto ao seu deixou Jensen sem vontade de reagir.

Colocando uma mão sobre os olhos de Jensen, Jared retirou algo do bolso e o encostou aos lábios do loiro.

- Morde! – Falou o moreno, a proximidade do corpo de Jared, trazendo lembrança das maravilhosas sensações que experimentou no cativeiro, fez Jensen obedecer sem questionar, primeiro sentiu o gosto do chocolate, em seguida o ardor da pimenta e logo depois o terceiro ingrediente que tornava a combinação perfeita, o gosto da boca de Jared.

O beijo durou o tempo de um bombom de chocolate, as línguas ávidas se buscavam, as mãos se acariciavam e os corpos se procuravam.

- Vim aqui apenas para te dar um beijo. – Disse Jared, insinuando se afastar, porém Jensen esfregou seu corpo no dele e levemente passou os lábios na pele descoberta do pescoço.

Com um suspiro e retomando o beijo, jogando para o alto a promessa de apenas um beijo e nada mais, Jared empurrou o loiro até uma das cabines, não pelo receio de que alguém entrasse no banheiro, pois ele tinha garantido total privacidade enquanto estivesse lá dentro.

Desabotoou a camisa do loiro e a retirou, sem se conter espalhou beijos pelo peitoral definido de Jensen, sugando e mordendo o bico dos mamilos, arrancando gemidos de prazer e dor de Jensen.

Abriu a calça de Jensen, liberando a ereção deste quando a arriou junto com a boxer, e tomando entre as mãos o membro do loiro, o virou contra a parede.

- Isso vai doer um pouquinho. – Falou quando enfiou o primeiro dedo lubrificado com a própria saliva em Jensen. O loiro mordeu os lábios e tentou relaxar diante da invasão.

Jared não parou de manipular o pênis de Jensen em um gostoso movimento de vai e vem, enquanto seus dedos iam ao mesmo ritmo tocando o loiro no local em que ele, Jared, tinha o privilégio exclusivo de ser o único a ter tocado.

O moreno retirou os dedos de dentro do loiro e se posicionou para penetrá-lo. Preso fortemente por um dos braços de Jared e com a boca tampada impedindo-o de gritar de dor, Jensen sentia o membro de Jared, invadindo seu corpo, e em um gesto de entrega total joga o corpo para trás e descansa a cabeça no ombro do outro, até completar a invasão.

Depois de penetrar completamente em Jensen, Jared ficou quieto esperando o loiro a se acostumar e retirando a mão de sua boca, volta a acariciar o seu pênis. O loiro se mexeu dando permissão para Jared se movimentar dentro dele.

A cada estocada que recebia, toda a infelicidade, dor, raiva e confusão pelos últimos acontecimentos eram substituídas por felicidade, esperança, paixão e amor.

O tempo que passaram distantes um do outro fez com que rapidamente chegassem ao êxtase, juntos. Jensen se derramava nas mãos de Jared, enquanto em perfeita sintonia, este inundava o interior do loiro.

Jensen se apoiava na parede com o corpo de Jared apoiado nele. O moreno se esforçou e saiu de dentro do loiro.

- É melhor do que eu me lembrava. – Disse Jared saboreando o sêmen de Jensen. Mas rapidamente se limpou e saiu deixando o loiro sozinho e confuso.

Assim que Jensen conseguiu vestir a sua roupa, saiu do banheiro e encontrou o responsável pelo ambiente.

- O senhor viu para onde foi um homem alto e moreno que saiu agora daqui? – perguntou Jensen sem jeito, pois com certeza aquele homem tinha ouvido alguma coisa. Se não ouviu, a sua aparência era de alguém que acabava de ser agarrado no banheiro, pelos olhos brilhantes tinha gostado e queria mais.

- Ele foi embora! – respondeu o senhor rindo.

Jensen ligou para Cliff, e mandou seu segurança e motorista esperá-lo na porta do restaurante.

- Se alguém me procurar diga que eu passei mal e tive que ir embora. – Disse Jensen, não gostava de mentiras, mas era impossível continuar o jantar ou mesmo se despedir de Matt.

- Se foi um moreno, ele já veio, o mandei para os banheiros lá de cima. – Respondeu o homem com o sorriso. – Mas posso dizer que você passou por aqui não se sentindo bem.

- Obrigado. - Disse Jensen retirando algumas notas sem prestar atenção no valor e entregando nas mãos do homem.

- Ei! É muito... – Chamou, mas Jensen já estava longe indo em direção a saída.

- Você veio rápido! – Comentou com Cliff que já estava o esperando.

- Não cheguei a ir! Sabia que iria me chamar de volta, mas não achava que seria tão cedo. - Disse.

- Me leva para a casa do Jared.

- Quem...

- Não se faça de desentendido! – Cliff sempre fingia que não sabia nada da vida do patrão, mas ele estava a par de tudo, até de coisa desconhecidas para o próprio Jensen.

- Eu não sei onde ele mora!

Jensen ligou para Alona, e o telefone tocou até cair na caixa postal.

Esperava que Alona não tivesse saído, e que o fato de não o atende fosse birra da garota. Ao chegar ao seu apartamento, não encontrou a loira e seguiu para o dela que se localizava logo abaixo do seu. Apesar de ter a chave, tocou a campainha, bateu na porta, gritou pela loira. Estava frustrado, perdido, desorientado, precisava encontrar com Jared. Desanimado voltou para o seu apartamento.

No apartamento de Alona.

- Ele não vai entrar? – Perguntou Jared sentado na sala ouvindo os chamados de Jensen. Querendo ir de encontro ao loiro.

- Não, ele invade toda a minha vida, mas esse espaço é meu. Nunca pensei que um beijo ia deixá-lo assim.

Jared baixou a cabeça, e começou a mexer no sapato disfarçando.

- Não foi só um beijo? Você pegou meu amigo no banheiro! Coitado ele deve estar louco!

- E você pensa que estou como? Nunca devia ter levado teu plano tão ao pé da letra.

- E não levou! Era só um beijo!

- Foi impossível! E agora?

- Vai logo atrás dele! Apenas não estraga o resto! Ok?

Flash Back

Jared foi atrás de Jensen, para tentar se explicar ao loiro, mas este estava irredutível, não queria nem vê-lo. Desesperado não sabia como se aproximar e explicar, ficava noite e dia na frente do prédio, o porteiro estava para chamar a policia, desconfiado, quando Alona foi falar com ele.

- Por que você quer fazer o meu amigo sofrer mais? Deixa-o em paz! Vai embora senão chamo a polícia e te jogo no fundo de uma cela!

Jared não queria contar sua história a qualquer pessoa, mas viu na garota uma oportunidade de se aproximar de Jensen.

Alona ouviu e resolveu pensar numa maneira de fazer Jensen, pelo menos ouvi-lo.

Então nesse dia, Alona ligou dizendo que Jensen sairia com um amigo, que queria o loiro mais do que o normal, e que tinha um plano.

Jared achou muito mirabolante, mas a loira o convenceu que com Jensen só um tratamento de choque quando o loiro estava surtado.

- Jared, você o encontra no restaurante, agarra ele no banheiro, dá um beijo bem gostoso e vem embora.

- Não seria mais simples você conversar com ele?

- Ele está surtado, primeiro saiu com Gen, e agora vai jantar com o Matt. E apesar de eu desconfiar que o único homem que ele ficaria seria você, o Matt é lindo e sedutor. Vai arriscar?

- Você me disse que ele nunca deu confiança para esse tal de Matt. Por que agora daria?

- Ele está surtado! Qualquer coisa para te esquecer! É capaz até de ir para a cama com o cara! Vai arriscar? – Perguntou novamente a loira.

- Tudo bem! Como farei para ele ir ao banheiro?

- Dá teu jeito, não posso pensar em tudo! Afinal sou loira!

No restaurante Jared pagou o garçom para derramar o vinho em Jensen, e depois subornou o responsável pelo ambiente do banheiro para ninguém entrar enquanto ele estivesse lá dentro. O plano ocorria conforme planejado, até o momento do beijo. Mas de que forma, com que forças ter Jensen em seus braços depois de tanto tempo e apenas beijá-lo?

Fim do Flash back.

Jensen estava deitado de bruços no sofá, apertando o controle remoto da TV, apenas mudando de canal, olhava em direção a tela, sem enxergá-la. Quando a porta abriu, pensava que era Alona e rapidamente se levantou do sofá para falar com a loira.

- Vamos acabar com todo esse sofrimento? - Perguntou Jared.

Sem falar nada Jensen abraçou o corpo de Jared, beijando-o com tanta paixão e ardor, que o moreno perdeu a noção de tempo e espaço, o cheiro do loiro o inebriava, o gosto de sua boca fazia que qualquer coisa por mais saborosa que fosse ficar sem graça. Seu olfato e paladar estavam satisfeitos.

No próximo momento de lucidez Jared, percebeu que estava deitado completamente nu na cama que ele presumia ser de Jensen, e essa tomada de consciência foi quando o loiro se afastou para retirar a roupa que ainda o cobria. Completamente nu em pé na sua frente. Mais um sentindo satisfeito: a visão.

Jensen se deitou sobre o moreno e começou a percorrer seu corpo com as mãos e lábios, sugando, marcando, apertando, beijando a pele por onde passava. Jared deitado totalmente dominado pelas sensações do seu corpo também explorava com as mãos o corpo do loiro. Sentindo a maciez da pele e a rigidez dos músculos. E o tato foi mais um dos sentidos agraciados pela satisfação.

O loiro se concentrou em sugar o membro de Jared, enquanto o preparava para recebê-lo, o moreno gritava e gemia de tanto prazer, devido aquele combinação alucinante: boca e dedos.

Assim que o moreno começou a pedir por mais, Jensen o penetrou de maneira lenta e vagarosa. Parou quando se viu por inteiro dentro de Jared, não apenas para o outro se acostumar, mas para apreciar a sensação maravilhosa de ser envolvido completamente por Jared.

Com as pernas de Jared envolvendo a sua cintura, Jensen começou a se movimentar primeiro lentamente, colocando e retirando o pênis de dentro do moreno, e aos poucos foi aumentando a velocidade e a força do movimento. E logo se moviam em um mesmo ritmo, ocasionando uma explosão de prazeres, onde gritos, gemidos, suspiros se confundiam no ar.

Exausto, Jensen se jogou por cima de Jared, que o abraçou, o aconchegando da melhor maneira sobre si.

Jensen levantou a cabeça para encarar o moreno, Jared se encantou com o olhar de adoração e sono do loiro.

- Eu te amo. – Disse Jensen antes de baixar a cabeça e dormir.

Aquela pequena frase, dita num tom baixo e rouco, satisfez completamente o sentido da audição, e Jared se viu completo novamente.

28 de fevereiro

Jared acordou e bem devagar saiu da cama, colocando um travesseiro sob o corpo de Jensen e o acariciando para não acordá-lo. Mas mesmo continuando a dormir o loiro reclamou e fez bico, e soltava alguns barulhos de insatisfação, para o deleite de Jared que quase se esqueceu por que tinha se levantado.

Jensen acordou e por um momento ficou confuso pensando se a noite anterior foi realidade ou apenas um sonho. Ao longo desses seis meses, muitas vezes acordou no meio da noite chamando Tiger e gemendo de prazer.

Completamente nu correu para o banheiro, procurando por Jared e ainda despido seguiu para fora do quarto, procurou na sala, cozinha e nem sinal do moreno. Desolado parou no meio do grande apartamento, de frente para o elevador privativo.

- Concordo que você deveria ficar sempre nu, é uma visão maravilhosa, mas... – Jared não conseguiu terminar a frase, pois Jensen correu em sua direção o beijando.

- Por que você me deixou? – Perguntou depois do beijo e ainda abraçado ao moreno com medo dele sumir. Essa pergunta não se referia apenas aquele momento.

- Esse local é belíssimo, perfeito, mas não tem comida! Fui comprar algo para o nosso café da manhã. Eu nunca vou te deixar! Na verdade nunca te deixei.

- Mas...

- Depois do café teremos de conversar, mas agora vá tomar um banho, enquanto eu preparo o café.

- Eu estou meio dolorido. – Disse Jensen fazendo o seu tradicional biquinho. – Fica ruim para me esfregar, me entende? – E mordeu os lábios, aqueles olhos verdes cheio de desejo, fez Jared esquecer que estava com fome.

Jared largou as compras no chão e foi seguindo o loiro, a cada passo que dava ia retirando uma peça de roupa, quando chegou ao banheiro já estava completamente nu.

Dentro do box, Jared ligou o chuveiro na água fria em cima do loiro, fazendo o xingar e instintivamente procurar abrigo nos braços do amante.

Depois da brincadeira inicial, começaram a ser beijar e a esfregar o corpo molhado um no outro, sem desgrudar os lábios. Jensen pegou o sabonete liquido e começou a passar na costa de Jared. Depois teve de interromper o beijo, por causa da vontade de ensaboar as nádegas e as longas pernas do moreno.

Enquanto seu corpo se abaixava sua boca descia pelo pescoço, peito, onde parou para brincar com os mamilos, fazendo Jared gemer, e continuando o caminho só parou no membro intumescido, onde passou primeiro a língua, antes de colocar por inteiro na boca, fazendo com que a ponta batesse em sua garganta.

- Não seria eu a te dar banho? – Perguntou entre gemidos o moreno. - Por que você não conseguia se mexer. – Completou segurando a cabeça de Jensen entre as mãos e interrompendo a caricia.

- É que eu estou com fome!

- Podemos para o banho. – Falou encantado por ver o loiro ali de joelhos, boca inchada e olhos brilhantes.

- Mas a minha fome é de você! Fui tão idiota por não ter te agarrado ali naquele estacionamento no momento em que te reconheci. – Jared puxou o loiro para cima e eles se beijaram com tanta paixão, com tanta fome, que nem parecia que tinham se amado na noite anterior.

Jared segurou o seu membro junto com o de Jensen, e começou uma masturbação simultânea. Gemidos de prazer escapavam dos lábios de ambos quando as bocas se separavam em busca de ar, e juntos alcançaram o orgasmo, se abraçaram apoiando o corpo um do outro, enquanto as respirações se normalizavam.

Com muito sacrifício Jared terminou seu banho e o do loiro, mas sua vontade era de jogar Jensen contra a parede e possuí-lo novamente, mas se ele fosse se entregar aos seus desejos nunca mais sairia de dentro do banheiro. E nem um dos dois tinham jantado na noite anterior.

Tomaram café, com Jared de vez em quando lambuzando o loiro com a geléia, ou com o molho da panqueca, e o limpando com a boca. Depois o moreno se sentou no sofá e Jensen quis sentar entre suas pernas e fazer seu peito de encosto, mas ele não deixou.

- Jensen, temos de conversar. – Disse fazendo o loiro sentar de frente para ele.

- Tudo bem! – Falou o loiro, dando um suspiro de contrariedade, e recostando no sofá com braços cruzados e seu adorável bico. Sem resistir Jared puxou o loiro para os seus braços, voltando para a posição que Jensen queria ficar antes.

- Você é muito mimado, sabia? – Jensen sorriu e Jared contou a sua história, inclusive o plano de Alona para se reconciliarem, e ouviu a de Jensen. Perceberam que apesar de se amarem, realmente não se conheciam, e por isso foram fácies de manipular.

- Meu pai sabia o que o FBI disse para você?

- Não sei, mas tenho isso aqui. – Jared mostrou o cheque que supostamente Jensen tinha dado para ele.

- É essa parte foi por conta do teu superior. Ele devia te conhecer muito bem, para saber que não iria descontar esse cheque.

- Realmente Jim Beaver me conhece muito bem, desde pequeno, era amigo do meu pai. Mas qual o problema do cheque?

- Se você tivesse tentado descontar, já teríamos nos encontrado. Ele é totalmente falso, quando chegasse ao banco me chamariam imediatamente.

- Ainda bem que não tentei, por que caso contrário, você iria me julgar de maneira bem pior.

- Infelizmente é verdade. Mas eu não ia deixar de te amar! Nunca!

Eles se beijaram selando uma promessa silenciosa de nunca mais se deixarem manipular, por ninguém.

- Hoje é a inauguração da loja do meu irmão, em que serei sócio. Não vou poder ficar aqui o dia inteiro como gostaria, e sem bico. Vou ter que ir. Eu disse sem bico.

Jensen se virou e começou a beijar o moreno que o abraçou, sentindo o peso do corpo do loiro sobre o seu, e ele sabia que não conseguiria sair dali agora e nem queria.

- Estão vestidos? – Jensen xingou a loira mentalmente mesmo sabendo que graças a ela, Jared estava ali com ele.

- Estamos, pode entrar. – Quem respondeu foi Jared.

- Alona, por que você não me contou tudo? – Perguntou Jensen que continuava deitado sobre o moreno.

- Você ouviria?

- Claro, desde quando eu não te ouço?

- Desde que você surta e não ouve ninguém. E a história de Jared quem deveria contar seria ele, eu apenas podia fazer o que fiz, ajudá-lo a se aproximar.

- Obrigado, amiga. Você tem razão!

- Mas no meu plano era para rolar apenas um beijo no banheiro, ta legal!

- Nem sempre teus planos são perfeitos, fazer o que! – Disse Jensen fazendo todos rirem.

- Falta agora você perdoar a sua família...

- Alona, está bom, uma coisa de cada vez. Não quero falar disso agora.

- Jensen, apesar de eles terem uma grande parcela de culpa em nossa separação, apenas queriam te proteger. Foi isso que seu pai me disse quando me procurou essa semana. Pediu para me colocar no lugar deles, e que não se importam se caso ficarmos juntos, temos a benção dele.

- Jared, ficou feliz com isso, mas...

- Me deixa terminar. Quando você foi seqüestrado, fiz uma pesquisa sobre você, e uma das coisas que me chamou atenção, foi a relação com a tua família, o carinho, a atenção, a dedicação entre vocês, apenas não fiquei com inveja por que graças a Deus, eu tenho isso junto dos meus. E eu não seria feliz longe deles.

- Mas se você estiver do meu lado, eu serei feliz. - Falou Jensen, que parecia está irredutível, mesmo depois da informação que recebeu do moreno sobre o seu pai.

- Não completamente. Por isso pensa no que te falei, e vamos esquecer as intrigas e começar vida nova em paz com todo mundo. – Jared sorriu e tirou o loiro de cima dele. – E por falar em família, a minha vai está toda na inauguração. Posso te apresentar como meu namorado? – Perguntou o moreno timidamente.

- Não! – Respondeu o loiro para a surpresa de Jared. – Não me lembro de você ter me pedido em namoro, sou do tempo antigo. Fora a parte do banheiro, sou muito tradicional. – Completou sorrindo.

- Poderia até pedir, mas você brigou com seu pai. – Disse Jared provocando o loiro.

- Hum... Poderia ter aproveitado a chance quando ele te procurou, em todo caso, pede para essa coisa ai. Ela que é minha responsável agora.

- Alona, você permitir... Jensen isso é ridículo. – O loiro ignorou os protestos, virando o rosto para o lado. - Permiti o Jensen namorar comigo?

- Depois que você fez com ele no banheiro, é o mínimo para não ficar mal visto. – Dizendo isso os três caíram na risada.

- Vou ter que ir agora. – falou Jared olhando para Jensen e dava para perceber que estava saindo de lá obrigado. – Começa as 16:00 h, espero vocês. Vai ter uma seção apenas de chocolate com pimenta, com variações da mais fraca a mais forte. O beijo de despedida foi interrompido pela loira que puxou Jensen, para permitir que o moreno fosse embora.

- Você é tão desagradável, quando quer ser. – Disse Jensen para Alona, que sorriu e fez careta num gesto super infantil.

- Pede desculpa! Por que assim não aceitarei ser madrinha do teu casamento. – Disse Alona se encaminhando para sentar no sofá.

- Nem pense em sentar! Vá se arrumar, pois preciso de sua ajuda para escolher as alianças. - Disse o loiro com um sorriso do tamanho do mundo.

Jensen chegou com uma hora de atraso. Assim que notou sua presença, Jared ficou um sorriso bobo no rosto. O loiro estava lindo e pertencia a ele, com esse pensamento ele foi de encontro ao namorado, mostrando que aquele ser maravilhoso tinha dono, pois tinham muitos olhares famintos sobre Jensen.

- Quero te apresentar para minha família, vem? – Disse Jared segurando a mão do loiro, e falando mais perto do que o necessário, sentindo o perfume amadeirado, e lhe roubando um selinho, marcando logo o seu território.

- Quero falar com você antes! – Jensen parecia nervoso. – Sozinho.

- Vem! – E Jared se trancou no banheiro com Jensen.

- Você tem alguma tara por banheiro? – perguntou Jensen sorrindo.

- Eu me apaixonei por você dentro de um banheiro. – Respondeu Jared com um olhar apaixonado.

- Então esse é o lugar ideal.

- Ideal? Para que?

- Jared Tristan Padalecki, você quer casar comigo? – Pediu Jensen, de joelhos mostrando um par de alianças, em ouro com um detalhe em prata no meio como se fosse outro anel. Antes de responde Jared puxou-o para cima e o beijou, com calma explorando totalmente a sua boca, mostrando o quanto amava. – Isso é um sim? – perguntou sem fôlego.

- Eu quero tanto me casar com você que não vou nem obrigar a pedir a minha mão para o meu pai, para não ocorrer o risco de ele dizer não. – Responde Jared deixando Jensen colocar a aliança em seu dedo.

O loiro entregou seus lábios novamente para Jared que tomou posse de maneira apaixonada, e foi descendo passando a língua pelo pescoço, fazendo Jensen suspirar e se agarrar mais ao moreno. Quando estavam perdendo a noção do local onde estavam, Alona telefonou para Jensen, avisando que eles já estavam muito tempo presos ali e tinha uma fila se formando, o que era mentira, pois estavam no banheiro privativo da loja.

A festa ocorreu maravilhosamente bem. A família de Jared adorou o Jensen, e o loiro não pode deixar de pensar em seus pais. Em como seria maravilhoso eles estarem participando desse momento ao seu lado. Em dias, pela primeira vez, achou que devia perdoá-los.

- Alona, ligue para a minha família convidando-o para minha festa surpresa de aniversário amanhã. – Pediu Jensen.

- Seu aniversário é amanhã, nem lembrava! – Responde a loira, com um risinho cínico. – Ainda bem, senão ia ter outro tratamento de choque.

Jensen sorriu aliviado, pois conhecia os tratamentos de choque da loira, já tinha passado por vários, geralmente dava certo, como o último, pensou olhando para o seu Tiger.

Jared foi para o apartamento do loiro, que praticamente o obrigou a ir para lá, então ele resolveu ir buscar algumas roupas, para ficar com Jensen.

Durante o banho, o loiro escapou de Jared com a desculpa de preparar uma surpresa.

Quando Jared saiu do banheiro Jensen estava vestido com uma calça de moletom, sem camisa e no rosto um sorriso enigmático, com as mãos escondidas nas costas.

Jared estava apenas com uma toalha enrolada na cintura, e foi se aproximando de Jensen que simplesmente o devorava com os olhos, mas sempre com as mãos escondidas.

- O que você tem ai para mim? – Perguntou Jared sorrindo e parando na frente do loiro.

- Quer brincar? – Jensen mostrou dois lenços.

- E como você quer brincar?

- Lá no cativeiro você fez uma brincadeira e eu queria fazer também. – Disse Jensen, mordendo os lábios e puxando Jared para a cama.

Amarrando as mãos de Jared na cabeceira da cama uma com cada lenço, mas juntas a cima da cabeça.

- Você lembra, quando eu não quis morder o que colocou na minha boca, pensando que era pimenta e não me deixou gozar? – perguntou o loiro.

- Não acredito! Você quer se vingar? – Jared perguntou incrédulo.

Jensen sorriu como um moleque fazendo artes, e colocando uma perna de cada lado do corpo de Jared, sentou sobre o moreno lhe beijando a boca.

Quando o loiro sentou sobre seu colo já sentiu sua ereção sob a toalha.

- Calma! Tiger! – Falou Jensen, usando o seu codinome da época do seqüestro, interrompendo o beijo. – Pois vai demorar um pouquinho para hummmm... Satisfação garantida.

- Será? – Perguntou Jared se mexendo sob o loiro.

Jensen sorriu e começou a explorar a pele de Jared com a boca, o moreno se transformou em massa de terminações nervosas, cada beijo, cada lambida, explodia em sensações maravilhosas em seu cérebro.

O loiro continuou fazendo uma trilha de beijos até chegar à única parte coberta do seu corpo, e olhando de maneira maldosa para Jared, pulou essa parte e continuou pelas pernas, distribuindo beijos por toda a extensão saboreando e acariciando cada músculo, eram tão longas que Jensen achava que nunca iriam acabar.

Quando acabou de beijar as pernas de Jared, Jensen arrancou a toalha que ainda cobria o corpo de moreno, e lhe dobrou as pernas, e começou a passar a língua, na parte interna, até seus testículos onde os beijou e sugou um por um, mas não tocou diretamente no pênis de seu noivo, que gemia e não falava coisa com coisa. E entre palavras sem sentido, uma respiração ofegante de puro prazer.

Jensen parou os carinhos para torturar o moreno e por que ele também já estava quase no ápice, retirando a sua calça, pois ainda estava vestido, revelando sua ereção, e Jared suspirando profundamente, com essa visão de paraíso, gozou.

- Isso é trapaça! – Exclamou o loiro e expressão que fez foi tão engraçada que Jared, mesmo se recuperando de seu recente orgasmo, não conseguiu deixar de rir.

- Vem cá! Deixa eu te ajudar com esse enorme e delicioso problema que você tem ai. – Disse Jared ainda sorrindo.

- Não! – Responde Jensen indo para a beira da cama sentando de costa para ele. – Vou terminar sozinho.

- Eu não tenho culpa de você ser tão delicioso que apenas de lhe olhar, consigo chegar ao limite do meu prazer. – Mesmo de costa, Jared percebeu que Jensen sorriu ao ouvir isso do moreno. – E outra coisa, não se amarra alguém da maneira que você me amarrou. – Quando Jensen quis virar de frente se viu aprisionado nos braços de Jared, que o puxava com força para deitá-lo totalmente na cama, apesar dos protestos do loiro.

- Quieto! Não falei que ia te ajudar? – Assim que o moreno colocou sua ereção na boca, Jensen parou de lutar e se entregou ao prazer que a boca de Jared estava lhe proporcionando.

Jensen se derramou na boca de Jared, entre gemidos de prazer que pareciam música nos ouvidos do moreno. Ele engoliu todo o sêmen do loiro, sem deixar escapar uma gota.

- Feliz Aniversário, já são meia-noite e como presente a continuação da lição de como não amarrar uma pessoa, parte dois, pois caso ela consiga se soltar, pode usar armas, e te imobilizar assim. – Jared aproveitou a inércia de Jensen recém satisfeito e amarrou suas mãos para trás com o próprio lenço que o amarrava anteriormente.

Jensen estava deitado de lado tentando se soltar, enquanto recebia leves caricias no rosto, tendo os lábios contornados pelas pontas dos longos dedos de Jared, que observava o loiro com um divertido e apaixonado.

- Ei, para onde você vai! – Falou Jensen quando Jared se levantou da cama.

- Vou ver se tem nessa casa calda de chocolate.

- Não tem, joguei todas fora, junto com os molhos de pimenta. – Informou o loiro meio que desolado pelo que fez.

- Por quê? – perguntou o moreno se deitando novamente.

- Foi quando descobrir que você estava vivo e pensava que tinha sido enganado, queria te esquecer. Deu o maior trabalho para limpar a cozinha... Depois.

- Teve algum sucesso? – Perguntou compreendendo a informação do loiro.

- O que você acha? – perguntou Jensen que mesmo amarrado aproximou seu mais seu corpo do moreno que também estava deitado de lado de frente para ele.

Jared lhe beijo de maneira suave, se aproximando mais para poder sentir o máximo da extensão do corpo do noivo, enquanto lhe soltava as mãos e saboreava os lábios do loiro, seu único pensamento, era que a partir daquele momento, sua vida nunca mais iria ficar sem graça. Jensen, o principal tempero de sua existência, estava ali totalmente entregue para seu deleite e apreciação.

Jensen, agora com as mãos livres abraçando e sendo abraçado por Jared, sentindo sua boca sendo explorada pela língua calma, mais exigente do moreno, a única certeza em sua vida, era que seria eternamente cativo do desejo, da paixão e do amor de Tiger.

N.A.: A história de Pimenta e Chocolate: Ela foi criada para ser uma fic treino de lemon, por isso que é tão hot, seria one short. Treinar lemon por quê? Por causa de Piratas, já estava no 26 capitulo e nada! Ahahahhaa. Então como amava Piratas e a queria perfeita, surgiu Pimenta e Chocolate, mas ela saiu da sombra de uma grande fic(modéstia) e conquistou seu lugar ao sol, se transformou em um presente para Deany RS, uma das pessoas especiais que encontrei no mundo das fic. É com ousadia que ofereci essa história a uma jornalista, criadora de fics maravilhosas, mas como ousadia não é crime, desde que não seja assalto em banco. Então reforçando, essa foi para você Deany RS, com muito carinho e miaus, uma fic bem hot, direto do norte(rimou) para aquecê-la no frio do Sul. Um milhão de beijos!

Obrigada a todos que acompanharam e deixaram reviews, e aqueles que leram deixando sua marca apenas nos contadores de visitas.

Um carinho especial a minha beta, que vive me iludindo! Mas aceito pois tenho em quem colocar a culpa! Ahahaha( nesse capitulo todos os errsos são dela). Um milhão de beijos para você também Angiolleto.