Calma amores! {se*esconde*atrás*da*cadeira}
Eu sei que vocês devem estar umas feras comigo pela demora de mais de um mês.
Desde o dia 3/02!
Sim, eu sei, mas acreditem, eu não tive nem uma idéia legal para esse capítulo. Não mesmo. E, como vocês devem saber coisa forçada não dá certo?
E começaram as aulas, e eu fiquei totalmente sem tempo para me dedicar a minha fic. Mas eu jamais a abandonei. Juro.
Eu tive que fazer aquele monte de temas escolares, e eu já comecei mal em química. Mas, por sorte, eu me recuperei e agora já virei até monitora! Sim!
Minha vida ficou meio bagunçada nesse mês que ocorreu. Inicio de ano, turma nova, professores novos, é difícil no inicio. Mas depois, começou a ficar pior! Começou a inveja, pelas meninas, e também a disputa. Quem ia ficar comigo? E aquele blábláblá.
Mas agora a coisa normalizou.
Até inicio de março, quando eu cai (de novo, pra variar) de roller. E fiquei toda machucada e com bastante dor. E para vocês, meus leitores queridos, verem como este ser que vos escreve tem sorte, nesta sexta-feira, dia26/03, eu cai de cara de bicicleta. Ou seja, aqui estou eu, toda amassada e ralada, parecendo uma maçã podre (by:Ane C.), sem mexer meu joelho e com a barriga toda enfaixada. Minha cara está toda roxa. E meu braço esquerdo inteirinho está ralado, e como se não fosse suficiente, passam de uma em uma hora um spray que arde até os ossos nas feridas. Meu deus, não sei como explicar a dor que eu estou sentindo.
Mas que seja. Eu quero agradecer a todas as leitoras adoradas do meu coração que mandaram reviews, e aquelas que somente leram também, agradeço e dedico este capítulo a vocês.
Karol Kinomoto
Querida Karol, você me fez chorar sabia? Não sabe como é gratificante saber que você acha que eu estou melhorando minha escrita. Sinceramente, eu fico tão feliz. Valeu querida. Eu é que fico grata de ter pessoas como você que acompanham as fics. Muito obrigada. Beijo. Espero que goste do capitulo.
Vanessa Clearwater
Leah Susan Clearwater
Isa Clearwater
Laliiih
Que bom que você está gostando, fico feliz. Obrigada pela review, continue acompanhando, grandes novidades à frente! Beijo
Srt. Black
Vamos a fic!
22º capitulo- um olhar e um objetivo
E foi com esse sentimento que eu cheguei em casa, a porta estava aberta, e minha mãe e Charlie estavam sentados na varanda parecendo dois velhos. O céu estava claro, nem uma nuvem bloqueava a lua, e era para isso que eles olhavam em silencio. Suas mãos entrelaçadas e sua atenção voltada para a bela lua cheia. Aproximei-me de mansinho, nem um nem o outro se deram conta da minha recente presença. Era como se eu não existisse. E iria ser assim de agora em diante. Ninguém mais sofreria, nem se sentiria culpado por minha causa, e eu sentia certo orgulho disso. Eu havia tomado uma decisão, e a partir de agora eu não dependeria de ninguém, a partir desse momento, eu era livre. Livre de toda essa magoa, de todo esse sentimento de culpa e falsa piedade que eu tive que agüentar. Livre. Livre como o vento que sopra, sem saber aonde vai, nem qual é a direção correta. Apenas de uma coisa tem certeza, de que não precisa de mais ninguém em sua longa e cansativa jornada.
Decidi subir para o meu quarto e ignorar a cena que eu via. E assim fiz. Abri levemente a porta e em seguida a fechei com a mesma sutileza e calma, parecendo até uma cena graciosa. Quem dera, eu sendo graciosa... É o mundo dá voltas. Rumei escada à cima, decidida a tomar um longo banho e deitar-me cedo (apesar de já serem quase 23h. 00min.). Abri a porta e entrei no meu quarto, minhas malas em um canto ao lado de minha penteadeira me fizeram voltar à realidade. Eu partiria domingo. Fechei a porta e olhei em volta. Esse quarto me trazia grandes lembranças. As lembranças dos três homens que eu tanto amei e que despedaçaram meu coração. Meu pai. Há Harry, por que você teve de me abandonar? Eu lembro que ele costumava colocar-me na cama a noite. Pensar nele me fazia lembrar a minha felicidade. A felicidade que me foi tirada a força. Por que o meu pai representou sempre para mim, a felicidade. E eu sempre fui agradecida a ele por isso. Sempre. E ele estaria em minha mente e em meu coração pela eternidade; toda aquela eternidade que eu viveria. Sem ele.
Sentei-me na minha cama. Bem na beirada da cabeceira. Foi ali que eu tive meu primeiro beijo. O primeiro beijo de toda a minha vida. Foi com o Sam. Ele veio me ver. Ele sempre vinha. Eu estava sentada ali, ele se aproximou e enquanto conversávamos sobre nós, ele segurou meu rosto, olhou fundo em meus olhos, eu me assustei com a aproximação; e com certeza eu corei, ele percebeu e riu de leve, sem me constranger. E tomou meus lábios. Foi um beijo carinhoso e delicado. O nosso primeiro beijo de muitos. Logo pude sentir sua língua pedindo passagem, e eu simplesmente me entreguei à sensação que sua boca na minha provocava a essa garota imatura, que não tinha juízo nem responsabilidade. Deitei meu corpo na minha cama, havia sido ali a nossa primeira noite juntos. Ambos não sabíamos como seria. Pude sentir uma lagrima em minha face. Abandonei esse pensamento. Pois ele ainda dói. Assim como meu pai me representa a felicidade, Sam me representa a rebeldia, a imaturidade, e a dor. A dor que ele havia me causado. Eu jamais esqueceria Sam, pois ele me ensinou a ser livre. E ele sempre estaria em mim.
Levantei os olhos para o meu violão encostado ao lado das malas. E a primeira coisa que eu pensei foi em como eu fui amada e em como eu amei. Jacob representava isso para mim. O amor. Pois ele me ensinou a me entregar ao amor. A seguir meu coração. Jacob havia me marcado profundamente. E as suas marcas estariam para sempre comigo, tanto as cicatrizes quando as carícias deixadas por ele. Lembrei de uma noite em que minha mãe e Seth haviam saído, ele pulou minha janela, eu estava tocando uma musica qualquer. Ele me abraçou por trás e eu pude sentir naquele momento que a minha paixão pelo Jake era incontrolável, eu sentia meu coração martelando no meu peito. Parecia que queria romper meu corpo e se entregar para o Jacob. Mostrar a ele. Ele sentiu e simplesmente me beijou ainda sentado atrás de mim. Então ele pediu para eu continuar tocando, e eu o fiz. Suas mãos em minha cintura, seu abdome definido encostado em minhas costas, eu quase perdia a linha, não lembrava mais nem como segurar o violão direito. Então, para piorar a minha situação ele começou a mordiscar levemente o lóbulo da minha orelha, deixando uma marca de fogo por onde sua boca passava. Não agüentei, vir-me-ei e joguei o violão em qualquer lugar e comecei a beijá-lo. Eu estava furiosa, sem paciência para joguinhos. Sua boca na minha, eu estava em cima dele, então, de repente ele se vira e me abraça forte. Seus braços em mim. Uma lagrima rolou pela minha face, mais uma. Seus beijos em meu pescoço. Sem ter ciência desse movimento, levei minha mão instantaneamente á região que no passado ele havia beijado. Eu podia sentir seu cheiro. Aquele cheiro forte e extremamente perfeito para mim. A minha mão desceu do pescoço para o meu peito, no lugar onde eu sentia meu coração bater. Seu ritmo havia aumentado, eu podia sentir.
Virei meu corpo ainda deitado para que eu pudesse encarar apenas o meu criado mudo. Abracei minhas pernas. A vontade de chorar havia aumentado. Pensar no passado não me fez muito bem. Por que o passado era fácil. Simples. Leve. Feliz. Mas o presente é difícil. E você não sabe como vai terminar. Você não pode pensar em qual vai ser a melhor escolha, por que você não sabe qual é a certa. Você tem que simplesmente viver.
Fui tirada de meus devaneios pelo som da porta do meu quarto sendo aberta. Levantei meu olhar para ver quem era. Meu irmão estava parado me encarando. Ele entrou e fechou a porta atrás de si. Ele caminhou calmamente até a minha cama, sentou-se ao meu lado e disse:
"Oi Leah."
Sua calmaria era uma coisa que ninguém possuía. Era única dele, e era uma das coisas que eu mais gostava nele.
"Oi Seth."
Olhei em seus olhos profundos. E ele comentou:
"Você vai embora amanhã, o bando achou que você merecia uma despedida de lobo, sabe? Uma ultima vez juntos."
"Foi incrível. Ótima idéia."
Ele desviou o olhar para suas mãos.
"Então você não mudou de idéia mesmo?"
Suspirei. Longa e calmamente. Tentando com todas as minhas forçar não chorar. Ele voltou a olhar para minha face.
"Não Seth. Eu não mudei de idéia. E você sabe disso. Você conhece minhas razões. Entenda-as. Não complique ainda mais a minha miserável vida sem pé nem cabeça. Por favor."
Ele desviou o olhar de novo. E eu explodi. Comecei a falar alto demais, tenho certeza, mas soltei toda a minha raiva.
"Qual é Seth? O que você quer que eu faça? Fique aqui e finja que nada aconteceu? Veja todo mundo ser feliz e eu a única criatura que não foi abençoada com a normalidade? Continuar sendo a aberração encalhada, solitária e fria? Não Seth. Não foi pra isso que eu nasci. Não mesmo. Fala sério. Se eu fiquei assim teve alguma coisa que causou tal reação. Eu fui má? Fui sim. Admito, por que eu sou justa. Mas eu sofri? Sim, eu sofri bastante. Eu tentei dar outra chance ao amor. Outra chance a vida em La Push. E o que eu recebi em troca? Dor e mais dor. Agora me diz Seth. Você que é testemunha da minha vida. Por que eu ficaria aqui e jogaria no lixo a única oportunidade que eu tenho de ser feliz ainda algum dia na minha vida?"
As lagrimas caiam pelo meu rosto, novamente. E eu não conseguia mais repreendê-las. Elas caiam sem eu perceber. Seth olhou bem em meus olhos e disse:
"O Jake ainda te ama."
Suas palavras atingiram meu coração em cheio. E por um mínimo segundo eu cogitei a idéia de largar tudo e continuar correndo atrás dele. Mas então eu voltei à realidade do mesmo jeito que sai; em um piscar de olhos.
"Pois então ele deveria saber demonstrar."
Olhei para baixo e tentei esquecer o que Seth acabara de me falar.
"Sabe Leah? Eu nunca fui muito a favor desse seu namoro com ele. Sabe por quê? Por que eu sabia que ele já havia tido um imprimiting, e eu acho bom você ser feliz longe dele. Mas eu queria que você ficasse. Ia ser legal."
Soltei um riso fraco e simples. Sem grande emoção.
"Calma Seth. Você não vai se livrar de mim assim tão fácil sabia?"
Então nós dois rimos. Dessa vez com mais vontade.
Então novamente eu fiquei sozinha no meu quarto. E com a casa toda solitária também. Hoje era a noite de Seth fazer a ronda. Na verdade não era bem a noite dele. Mas ele insistiu para ir. E a minha mãe havia ido com o Charlie no cinema. O que não é lá uma coisa muito normal. Então, eu tinha motivos de sobra para desconfiar de mais uma surpresa. E algo me dizia que eu ainda iria chorar muito hoje. O natal e o ano novo haviam passado e eu nem havia percebido. O clima de inicio de março estava firme. Como era costume, minha janela estava aberta. Eu não tinha vontade de descer as escadas, nem tinha vontade de fazer nada. Apenas ficar no meu quarto. Deitei na cama e liguei a televisão que lá havia. Comecei a passar os canais. Um a um. Uma ação chata e cansativa. Mas eu não me importava. Deixei na Warner. Estava passando um seriado chamado The Vampire Diaries (N/A: amo!). Ou seja: diários do vampiro.
Peguei a parte onde o vampiro gatão de olhos azuis (Damon), estava imobilizando a humana, enquanto o outro lindão (Stefan) dizia que ia entregar o diário se o irmão soltasse a sua humana amada. Típica cena... Isso me lembrou tanto a Bella. Sabe, tipo, dois gatos querendo ela. Apesar de a Elena ter bem mais atitude. Essa cena despertou em mim algo que eu jamais esperei sentir. Inveja. Por que eu nunca senti inveja da Emily, nem da tal Reneesme. Nunca, e eu me orgulho disso atualmente. Por que eu posso ter sido a pior pessoa desse mundo em termos de frieza e das minhas outras famosas características que me renderam carinhosos apelidos e ótimas palavras e incontáveis elogios. Porem, eu nunca senti inveja de ninguém. Pelo menos não aquela inveja de matar. Posso ter desejado o mal às pessoas, mas nunca por elas terem algo que eu não tenho. Nunca pensei dessa maneira em tal assunto.
Estava tão entretida na maratona de The Vampire Diaries que nem escutei quando a minha janela foi aberta, saltando da cama apenas por sentir o peso de alguém se sentando ao meu lado, em cima do meu edredom. E qual não foi o meu total susto ao ver ele. Sim, ele mesmo. Exatamente a pessoa que você esta imaginando. Jacob Black. Minha respiração falhou e meu coração começou a bater cada vez mais rápido, como se quisesse escapar de meu peito, entregando o meu débil estado. Não consegui deter-me e soltei um gemido baixo e involuntário ao ver que seu belo cabeço curto estava levemente molhado brilhando com a luz e tornando-o ainda mais negro. Ele balançou levemente a cabeça como se fizesse para me provocar, e conseguindo realizar tal ação. Leves gotículas de chuva começando a cair sobre a minha pele desnuda pela blusinha regatinha que eu estava usando, provocando alguns tremores em meu corpo pelo frio repentino. Ele estava sem camisa, para variar, o que me fez corar. Seu abdome definido que brilhava pela umidade. Então levantei meu olhar para seu rosto. Nossos olhares se chocaram, e eu pude sentir que me perdia em seus negros e profundos olhos que me observavam com algo que eu pude decifrar como desejo. E era como se eu não soubesse mais quem era nem onde estava, era como se o chão tivesse sido tirado de baixo dos meus pés, e eu nem ligava, por que eu não precisava da realidade. Era como se eu tivesse em um sonho. Um belo e doce sonho do qual eu não estava pronta para acordar. Um sonho do qual eu não queria acordar. Um sonho que eu queria viver para sempre, por que era melhor que a realidade, melhor do que a minha atual realidade. E a vontade que eu tinha era de viver eternamente assim. Com ele. Com seus olhos nos meus e os meus nos dele. Afinal, fora assim que começou a nossa historia de amor, se é que podemos chamá-la de historia de amor. Com um olhar e um objetivo. Mas no inicio, tudo era fácil. O meu coração concordava com a minha mente, e eu não tinha problemas com isso. Era um único caminho. O caminho certo. Porem, a cada passo que eu dava por essa estrada, eu sabia que eu estava cada vez mais perto de uma encruzilhada. E eu não sabia qual caminho eu deveria seguir daí em diante. Eu não sabia qual seria o meu novo mestre, o meu coração ou a minha mente. E como sempre acontece, eu não sabia qual era a decisão certa. Não sabia e não tinha a mínima idéia de o que eu iria fazer.
Ele começou a se aproximar de mim, como se fosse tomar meus lábios em um beijo daqueles, um beijo com a assinatura de Jacob Black, um beijo que deixa agente sem fôlego e que deixa aquela sensação de quero mais impressa na mente. Afastei-me bruscamente. Não precisava de mais indecisão. Não agora. E acima de tudo, eu não precisava dele. Não como ele pensava que eu precisava.
"Leah?"
Ele exclamou visivelmente confuso. Ignorei-o.
"O que houve?"
Vir-me-ei para poder encará-lo visivelmente incrédula.
"O que houve? Você quer mesmo saber Jake?"
Não obtive reposta e então continuei
"O que houve foi, simplesmente, que você e eu sabemos que não podemos ficar juntos, e mesmo você sabendo que eu te amo e sabendo que é impossível por causa do seu imprimmiting, você fica me provocando fazendo entradas históricas e românticas, aparecendo dessa forma toda sexy e tentadora. O que houve com o respeito que você sempre disse sentir por mim? Jake, você não sabe como é difícil para mim ver você e saber que nunca ficaremos juntos. Você já pensou em como isso dói? Já pensou em como está o meu coração? Você ao menos já parou pra pensar em como eu estou me sentindo em relação a tudo isso?"
As lagrimas caiam. Eu mesmo que eu tentasse, eu não podia detê-las. Só então percebi em como me coloquei no papel de vitima. Algo que eu não era. Eu era cúmplice. Mas mesmo assim, ele não tinha o direito de ficar comigo, conseguir o meu coração e depois despedaçar ele como se fosse algo sem valor. E então, aparecer aqui assim, bem quando eu estou dando um novo rumo a minha existência, e tentar me fazer sofrer mais ainda.
"Leah. Eu penso em você sempre. Sempre e a qualquer momento. Eu não consigo tirar você da minha cabeça. Eu não tenho mais sossego. Eu não vivo mais. Eu só penso em você. Leah, como eu queria ser livre. Mas me entenda. Eu estou preso a ela. Mesmo sem ser algo que eu quero. Eu não posso me libertar. É o meu fardo. E essa é a diferença entre amor e impressão. O amor não prende. Liberta. E a impressão acorrenta. Sem piedade nem escolha."
"Posso ter errado. Mas nunca duvide das minhas palavras. Eu nunca te enganei Leah. Quando eu digo que te amo, eu falo com o meu coração. Minhas palavras são verdadeiras. E você sente isso."
Eu não queria escutar, vir-me-ei e iria sair pela porta do meu quarto. Para onde eu iria? Eu não sei. Mas eu não queria escutar ele. Ele veio em minha direção e puxou meu pulso com um único movimento unindo-nos em um abraço atrapalhado. Ele abraçava possessivamente minha cintura, e eu seu pescoço. Seu rosto estava enterrado em minha nuca, então ele sussurrou roucamente em meu ouvido:
"Leah. Eu te amo. E sempre vou te amar."
Então ele beijou o lóbulo da minha orelha, descendo para o meu pescoço, deixando uma trilha quente por onde sua boca passava. Puxei seu rosto para mim e beijei-lhe os lábios. O meu beijo foi curto. E logo nos separamos. Enterrei meu rosto em seu peito e ele me abraçou mais forte. Olhei para ele. Fixamente.
"Eu te amo Jake."
Sussurrei. Foi o suficiente para fazê-lo tomar meus lábios em um profundo e selvagem beijo. Logo pude sentir sua língua pedindo passagem. Cedi sem demora. Eu precisava dele. Nem que fosse por uma ultima vez. Era a única coisa que eu precisava. E assim a noite prosseguiu. Eu e ele. As sensações que seus beijos e seu corpo provocavam em mim. E eu afirmo com todas as minhas forças que essa foi a nossa melhor noite. Ambos necessitávamos desse contato, estávamos ansiosos pelo tempo separados. Foi a noite mais carinhosa que tivemos. Estávamos unidos e era a única coisa que importava. Apenas o momento dominando nossas almas e nossos corpos. Essa seria a nossa ultima noite juntos em muito tempo, ou, quem sabe, a nossa ultima noite juntos pelo resto da eternidade. O desejo me dominava. E o prazer também. Aquele foi o dia mais feliz da minha vida. O mais feliz em muito tempo.
*-*-*-*-*-*-*
Acordei com um feixe de luz batendo em meu rosto. Estava enlaçado com Jake ao meu lado. O calor de seu corpo me aquecia e me encantava, dificultando minha saída da cama, apesar de eu saber que já era tarde. Muito tarde.
"Bom dia."
Jake exclamou assim que percebeu que eu havia acordado. Olhei para ele ainda não acreditando na noite que eu e ele tivemos.
"Bom dia Jake."
Disse eu levantando-me para unir nossos lábios em um leve e gostoso selinho. Voltei a me deitar sobre seu peito como eu estava antes. Ele me envolveu com seu braço. Gostei da sensação de proteção e calor.
"Eu queria ficar assim para sempre."
Disse mais para mim do que para ele. Porem, apesar do volume que usei, era impossível ele não ouvir.
"E você pode. Basta ficar aqui, não sair de casa."
Levantei e libertei-me de seu abraço.
"Então ontem a noite foi somente um joguinho? Uma ação para me convencer a ficar aqui para você poder matar seus desejos tarados comigo?"
Ele riu.
"Leah Leah. Quando vai aprender a confiar em mim? Eu não fiz nada ontem para te convencer a ficar aqui. Eu queria ter apenas mais uma noite com você. Somente. Leah. Ontem a noite foi verdadeiro para mim. Eu te amo mesmo. E sempre vou amar."
Ri de mim mesma e da minha infantilidade. Eu o amava. E ele me amava. Deixei-o voltar a me envolver em um singelo abraço que me revitalizou. Ficamos assim pelo resto da manhã. Abraçados conversando. O nosso amor não era só carnal. Era diferente. Eu podia conversar com ele por dias. E nossas bobeiras de apaixonados era intermináveis. Eu não era mais a mesma Leah de alguns meses atrás. Eu havia mudado com a ajuda dele, e eu havia mudado para melhor. Então ao meio-dia ele se afastou e disse:
"Acho melhor você descer e ficar um pouco com a sua família. Seth disse que só me liberava você até o meio-dia."
"Fica aqui até ele aparecer."
Ele me olhou desconfiado.
"Se ele arrancar a minha cabeça a culpa vai ser todinha sua."
"Eu me responsabilizo."
Levantei minha mão direita, e ele deitou-se novamente ao meu lado e beijou-me. E assim continuamos, em meio a beijos e abraços. Quando eu escutei a porta sendo aberta. Era Seth, eu sabia pelos passos pesados e silenciosos. Segurei ainda mais o pescoço do Jacob perto de mim, pronta a ignorar ele. Então Seth começou a tentar chamar a nossa atenção com aquele limpar de garganta irritante que só ele tinha. E eu e o Jake continuando os nossos beijos o ignorando. Então ele se cansou e puxou o lençol que nos tampava. Por sorte estávamos vestidos.
"Bonito né senhores?"
Disse Seth com aquele olhar divertido dele.
"Se não fosse pela sua intromissão..."
Falei divertida desencadeando risos de ambos.
"Jake, eu não disse que só te liberava minha irmã até as 12h00min?"
Perguntou Seth ainda divertido.
"Culpe ela, não tive força de vontade suficiente para deixá-la"
Disse Jake apontando um dedo acusador para mim. Rimos os três. Então Seth falou serio.
"Jake, você vai ter que ir. A dona Sue tem planos para seu ultimo dia com a sua filha. Entenda ela."
Seth falou calmo e pesaroso. Olhei rapidamente para minhas mãos, percebendo que minhas unhas estavam sem nem um resíduo de esmalte. Porem elas estavam longas e, como sempre fortes. Se havia algo de que eu me orgulhava eram as minhas unhas. Fortes e firmes. Sempre. Eu nunca havia tido algum vicio, nem mesmo roer unhas.
Senti mãos em minha cintura e vir-me-ei apressadamente. Era Jake. Escutei a porta ser fechada atrás de Seth. Envolvi seu pescoço com meus braços. E esse foi o nosso abraço de despedida. Eu não sabia se iria o ver novamente até a noite.
"Se não tivermos chance de nos despedir amanhã, Leah, eu quero que você saiba que eu te amo mais que tudo na minha vida. Mais do que a Nessie. Nunca duvide de mim."
Ele falou com todo o seu coração, e eu pude ver que era verdade. Eu sentia seu coração, e ele sentia o meu. Ambos coordenados. Batendo a um só ritmo. E foi nesse momento que eu percebi que a minha historia com o Jake ainda ia longe.
*-*-*-*-*-*
Coloquei uma regatinha verde neon e uma calça jeans com meu tênis Adidas Star. Desci as escadas em direção a cozinha, Seth estava sentado devorando o prato dele, Charlie estava lendo o jornal, e minha mãe estava fazendo mais comida para o nosso pequeno almoço. Quando eu entrei na cozinha, todos olharam para mim, Seth abriu um sorriso, Charlie fez um sinal com a cabeça para que eu me sentasse na cadeira do lado dele, e minha mãe, me olhou com um olhar triste e soltou um "Ai", e começou a choramingar baixinho. Eu me levantei da cadeira e fui até ela, a abracei e disse:
"Vai ficar tudo bem mãe..."
"Leah..."
Ela começou e eu a cortei no meio de seu lamento.
"Eu volto!"
"Leah disse que vem pras festas natalinas mãe..."
Seth foi a meu socorro.
"Isso mesmo mãe..."
Garanti a ela. Mas a sua reação me cortava o coração, e cada vez mais eu achava que era melhor eu desistir. Mas eu não iria fazer isso, eu não era covarde, e agora era questão de honra.
"Sue, se acalme... Fique orgulhosa, a sua filha saiu até no jornal!"
Charlie começou tentando nos ajudar a tirá-la desse tormento.
"Serio?"
Ela perguntou mais animada.
"EU SAI NO JORNAL?"
Gritei meio pasma.
"Sim."
Então eu vi o anuncio convidando La Push inteira para o meu show...
"Leah! Como eu estou orgulhosa de você!"
Minha mãe me abraçou forte, muito forte, e eu retribui com tal intensidade.
"Guria, você tem futuro..."
Charlie disse, usando o antigo apelido de sua filha quando viva (não que ele saiba que ela está morta). Pode ser uma mera palavra, mas eu me senti bem, como se eu tivesse um pai novamente.
"Tomara que você esteja fazendo o que você quer de verdade..."
Seth não foi falso, mas me despertou uma duvida cruel. Era o que eu queria de verdade?
E assim foi o meu dia, eu treinei, me preparei, descansei, chorei muito, minha mãe também, recebi um monte de visita. Mais deu tudo certo, então, às 20h 00min eu fui me preparar. Coloquei a minha roupa, fiz meu cabelo, maquiagem, me enfeitei, e às 21h 30min, o carro veio me pegar pro show... Era o carro do Sr. Stuard. Era preto e grande. Quando eu cheguei à frente da danceteria da Alex, eu me deparei com uma cena que eu não esperava ver. Tinha mais gente do que eu esperava, e isso me assustou de certa forma, um pouquinho.
Eu estava nervosa, o povo toda gritava, e eu estava muito nervosa mesmo. Dei uma ultima olhada nas musicas, e disse mentalmente a mim mesma: "Vai dar tudo certo."
Então, a Alex foi abrir o show, ela cantou uma composição dela, que pra ser bem verdadeira, eu não prestei atenção. Logo começaria o meu show... A minha vez... E a duvida que não queria calar, a pergunta que não me abandonava. Era isso que eu queria?
N/A:Olá meus queridos, e então, o que acharam do capitulo? Essa parte da noite do Jake e da Lee não existia no inicio, foi pura invenção minha de ultimo momento. Não resisti, eu estava com uma vontade louca de fazer os dois se reunirem mais uma vez, então, aqui está o resultado ehehheheheh
Bem queridos e queridas, como no capitulo anterior eu pedi umas musicas pra fic ficar mais com a cara de vocês, eu recebi as seguintes indicações:
Pink: So What
Eu adoro essa musica, sim, eu curto bastante. Porem, eu estava em duvida, então vocês decidem:
So What OU Sober
Pussycat Dools: Jay Ho! OU I dont need man OU Whatcha tink about that
Britney: Sometimes OU Everytime
Paramore: My Hero OU My Heart OU The Only Exception
Taylor: American Girl OU Teardrops on My guitar Ou I Heart
Novas dicas? Please, comunique. Então amores, é só.
Leu o capitulo? Gostou? Tem idéias?
Deixe uma review!
Eu agradeço, beijos!
