Heey! Escrevi minha primeira ONESHOT!
Espero que gostem! =D
O dela é...
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Airplane
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— Oi?Meu lugar é aqui do lado, tudo bem?
Como eu poderia dizer que não?Quer dizer, quando você compra a passagem de avião no bilhete vem o número da sua poltrona, certo? Então simplesmente você não tem outra escolha, senão sentar onde foi indicado no bilhete. Sendo assim, porque esse cara perguntou se estava tudo bem em se sentar ao meu lado?
— Claro! — Respondi. Queria ter respondido com firmeza, mas minha voz falou e o que saiu foi um cochicho tímido ridículo.
O cara perfeito sorriu e se sentou ao meu lado.
Qual era a dele afinal?Ele era lindo, devia ser modelo, ou ator, sei lá, no mínimo risco, pelas suas roupas combinando e pelo notebook que tinha tirado da bolsa e começado a mexer. E por que tinha falado comigo?Quer dizer, eu sou uma pessoa invisível, não chamo atenção por onde passo nem nada, minha beleza mediana adicionado a minha falta de carisma me torna uma pessoa bem sem graça.
Ah!Mas qual é a minha?Ele só quis ser gentil.
— Indo ou voltando? — Perguntou ele, me tirando de meus devaneios.
— Como é?
O cara bonitão sorriu, e como uma idiota sendo hipnotizada por aquele sorriso, sorri de volta.
— Você está voltando pra casa, ou indo passear? — Questionou ele ainda sorrindo.
— Ah sim... Eu estou voltando pra casa, mas não fui bem passear.
— Entendo. Viagem a negócios?
— Também não. Uma tia minha faleceu.
— Ah!... Sinto muito!Desculpe ter tocado nesse assunto.
— Tudo bem, eu nem a conhecia na verdade.
— E por que veio até Londres sozinha para ir ao enterro de um parente que nem conhecia? — Fiquei sem jeito com a pergunta. — Estou sendo curioso demais, não é?Me desculpe. — Disse ele voltando a usar o notebook.
Acabei rindo.
— Eu não ia me senti desconfortável se soubesse ao menos seu nome. — Respondi na cara de pau. Na verdade não estava desconfortável, só estava morrendo de curiosidade de saber qual era o nome daquele cara de cabelos acobreados e olhos verdes.
— Me perdoe a indelicadeza. Me chamo Edward Cullen.
— Isabella Swan.
Pensei em estender a mão pra lhe cumprimentar, mas antes de eu, sequer pensar direito, Edward se inclinou até mim e me deu um beijo estalado no rosto, e não foi aquele beijo sem graça de bochechas!...
Corei.
— Posso conhecer seus mistérios agora Senhorita Swan?
— Me chame de Bella! Bem, agora pode...
Definitivamente: O que estava acontecendo comigo?
Eu sempre fugi de pegar ônibus por que não gostava que sentassem ao meu lado e ficassem puxando conversa. Ah, mas fala a verdade: Tem coisa mais constrangedora que ter alguém querendo puxar assunto com você quando você não está afim de conversa?Pior ainda é quando é uma pessoa de idade! Sério!parece que quanto mais velho mais tagarela a pessoa fica!
Outro dia peguei um ônibus e uma senhora sentou ao meu lado. Ela contou a vida inteira dela, desde quando ela nasceu até quando conheceu seu décimo oitavo neto. Cara, ninguém merece!
Mas agora, sentada ao lado de Edward, o que eu mais queria era puxar papo com aquele desconhecido lindo.
— Ela era irmã da minha mãe. — Continuei. — Eu moro com meu pai, então achei uma boa oportunidade pra, além de conhecer e me despedir da minha tia, rever minha mãe e visitar Londres.
Edward assentiu com um sorriso.
— E você? — Questionei.
— Eu o que?
— Indo ou voltando?
— Voltando. — Disse ele dando uma gargalhada.
— Por que está rindo?Não que eu me incomode com risadas, só estou curiosa.
— Eu ri porque lembrei do porque de eu ter vindo até Londres, e o motivo é ridículo!
— Por que veio?
— Não!Você não vai querer saber! — Disse ele ainda rindo.
— Claro que vou!
— Promete que não vai rir de mim?
— É tão ruim assim?
— É!
— Você é gay?
— Não!
— É garoto de programa?
— Não!
— Gogoboy?
— Não! Eu só... Vim pra cá por uma pessoa.
— Ah! E o que tem de mal nisso?
— Bem... Eu vim conhecer uma pessoa...
— Nunca tinha a visto?
— Já, por fotos e pela webcam, mas não tem como saber como a pessoa é via internet...
— Que loucura...
— Nas fotos ela era bonita, sabe? Eu até gostava dela...
— E veio pra cá pra conhecê-la?
— É...
— Pretendia ter algo com ela?
— Sim, minha intenção era ter, mas... — Ele então começou a rir de novo.
— Mas?... — Incentivei que ele continuasse a história.
— Eu nunca tinha ouvido sua voz... Nem a visto de perto...
— Ela era feia?Tinha voz de taquara rachada?
— Você promete que não vai rir?
— É claro que não. Não vou rir, prometo.
O que poderia ser tão ruim?
— Bom, quando a vi pela primeira vez ontem percebi que a Tânia na verdade era... Homem.
Engasguei com a minha própria saliva.
— O que? — Aumentei o tom de voz sem querer.
— Eu não sabia mesmo que ela era um travesti!E como eu poderia saber?Pelas fotos ela era tão bonita... — Disse ele abaixando a voz.
Não consegui me segurar e tive uma crise de riso.
— Desculpa! — Falei tentando, inutilmente, me conter.
— Pode rir, eu sei que é engraçado... Quero só ver o que meus irmãos vão dizer quando eu chegar mais cedo em casa...!
— Quanto tempo ia passar lá?
— Um mês.
— Um mês na casa de uma desconhecida?
— Pois é, eu sei que é loucura, mas eu queria fugir da rotina.
— Sua rotina é tão ruim assim?
— Bom, eu acabei de terminar a escola, não trabalho, não faço faculdade...
— E não tem namorada...
— É. As garotas da minha cidade são muito sem graça.
— Onde você mora?
— Forks. É interior, perto de...
— Eu conheço!Eu moro em La Push!
— Sério?Como nunca te vi antes?
— Eu que pergunto!Como eu nunca te vi antes?Quer dizer, se eu tivesse visto eu lembraria...
— Lembraria?...
— Claro!Como eu poderia esquecer de ter visto alguém tão... — Edward me encarou com uma cara de ponto de interrogação. — Tão único. — Soltei. Aquilo foi ridículo, eu sei, mas eu ficaria sem graça demais se disse a verdade, que ele era lindo.
Dei um sorriso bobo. Estava acontecendo tudo aquilo mesmo ou eu estava sonhando? Percebi que não era sonho quando a aeromoça começou a dizer pra apertarmos o cinto que o avião iria decolar.
Me estomago embrulhou.
— Você está bem? — Perguntou Edward colocando a sua mão sobre a minha. Na verdade aquilo fez piorar as coisas, porque o nó de nervoso no meu estomago só piorou.
— Essa foi a primeira vez que andei de avião e... Eu tenho pavor de quando o avião decola e pousa!...
— Relaxa!As chances de morrer em um acidente de avião são infinitamente menores que a de morrer num acidente de carro, por exemplo.
— Eu sei, mas... Agora eu estou dentro de um avião!
Edward então segurou minha mão. Aquilo de longe ia ajudar caso algo acontecesse, mas mesmo assim me senti mais segura.
Depois que decolamos ele a soltou.
— Pronto!Não aconteceu nada!Agora me fale mais de você...
— Bom... Acabei de terminar também a escola, trabalho na loja de um amigo meu, e não pretendo fazer faculdade.
— Não? Mas por quê?
— Não existe nenhuma faculdade interessante nessa vida!
— Bom, eu não posso falar muita coisa porque só não comecei a fazer faculdade porque não encontrei nenhum curso legal...
— Tá vendo?Por isso que eu desisti.
— Pretende fazer o que então?
— Não tenho idéia!
Por um segundo achei que o assunto tinha acabado, pensei que ficaria o resto do vôo no maior tédio, mas graças a Deus estava enganada.
— Você tem namorado? — Questionou ele.
— Não. — Respondi simplesmente.
— Ainda não conheceu ninguém interessante?...
— Não é isso. Eu que não sou interessante.
— Aham... Tá bom...
— O que?
— Você é interessante!Deve ser exigente então...
— Minha exigências são apenas que a pessoa seja um ser humano do sexo masculino. — Dei uma risada irônica.
— Senti a indireta... E as minhas exigências também são que seja um ser humano, e do sexo feminino!Se não fosse assim não estaria voltando pra casa hoje... Mas se as suas exigências fossem tão simples você não estaria solteira!
— Tá legal, você venceu.
— Você tem alguém que está saindo?
— Não. Eu sou exigente.
— Quais são suas exigências?
— Você está me flertando? — Levantei uma sobrancelha.
— Por que? Se incomoda com isso?
— Não!... Quer dizer, por que quer saber minhas exigências?
— Curiosidade...
— Não tenho bem definidas quais são. Que tal você me dizer as suas?
— As minhas? Você sempre se esquiva de perguntas assim?
— Não... — Respondi rindo. — Só quando estou constrangida.
— Eu te constranjo?
— Você ainda não me disse suas exigências...
— Bah! Eu gosto de garotas que sejam sinceras, que gostem de conversar, que...
— Sejam bonitas...
— Sim. E não. Beleza não é essencial, mas a total falta de beleza...
— Também já é demais.
— É... Beleza serve só pra primeira impressão. Como por exemplo: Você chega no seu lugar no avião, e tem uma garota sentada ao seu lado.
Comecei a corar.
— Você a olha e na mesma hora decide se ela vai ser apenas sua amiga, ou algo mais, dependendo da aparência dela.
— Então a beleza conta sim! E muito! — Soltei.
— Sim, mas... Vamos dizer que eu tivesse visto a garota e decidido que seriamos "apenas amigos", mas quando comecei a conversar com ela percebi que ela era uma garota incrível e resolvi ser "mais que amigos"...
Corei ainda mais.
— Mas e se... — Comecei. — A garota for bonita, mas chata como uma mula?
— Aí eu mudaria meu conceito de "mais que amigos" pra "colega".
— Isso quer dizer que uma feinha legal é melhor que uma bonitona chata?
— É isso aí!
— Mas a feinha nunca vai se conformar em ser apenas amiga de um cara tão lindo como...
...Você. Completei em pensamento e corei absurdamente pelo que tinha dito.
— Como eu disse... — Disse ele. — Se a "feinha" for legal, quem sabe?...
Dei um meio sorriso.
Fiquei imaginando em que categoria eu estava. Ou melhor, fiquei pensando se eu tinha chance de mudar de categoria, porque sabia muito bem que não era bonita, só não tinha certeza da parte de ser legal.
O assunto acabou e fiquei me remoendo pra começar um novo assunto, mas nada me parecia ser interessante pra dizer.
Edward voltou a usar seu notebook.
— Olha aqui. — Disse ele. — Essa é a garota, ou melhor, garotO que eu falei.
— Nossa!Ela... Ele é realmente bonita... Bonito.
O ser tinha cabelos loiros e lisos, olhos azuis, parecia uma modelo.
— Ela, por exemplo, passou de "mais que amiga" pra "inimiga mortal"! Assim que eu chegar em casa vou deletar ela do meu MSN.
— Que maldade!...
— Maldade?Maldade é o que os meus irmãos Emmett e Alice vão fazer comigo quando descobrirem... Bem que a Alice dizia que não ia com a cara dela porque parecia que ela estava escondendo algo...
Gostei dessa garota irmã de Edward quase instantaneamente quando ele disse isso.
— Você tem irmãos? — Perguntou ele.
— Não, sou filha única.
— Que chato...
— Nem me fale... É um tédio.
— Mas sinceramente agora eu queria ser filho único.
— Se você quiser eu posso... Te ajudar...
— Como?
— Sei lá. Posso fingir que sou ela...
— Não... Eles já a conhecem, e você é muito diferente dela.
Diferente mesmo. Ela é linda, lindo, que seja, e eu sou...
— Você é linda. — Disse Edward me encarando com aqueles olhos verdes penetrantes. — Muito mais do que ela.
— Aham. — Soltei.
— Mas... Tem algo que você pode fazer.
— O que? Qualquer coisa pra te ajudar.
— Você poderia ir comigo em casa e dizer que estamos juntos.
— E a outra?
— Eu digo que não gostei dela e que te conheci no avião na volta, e que gostamos um do outro.
— Não gostou da outra por quê?
— Porquê... Ela era feia pessoalmente.
— Não tem como dizer que ela — apontei então pra tela do computador. — é feia! E outra, eles te conhecem e sabem que você não voltaria no dia seguinte só por causa disso!
— É... Eu sei...
— Temos que bolar um plano melhor... Que tal você passar um mês na minha casa?
— O que? Com seu pai? Não, obrigado.
— Ele é legal...!
— Não duvido. Mas até a Madre Teresa não ia deixar um estranho ficar na sua casa sozinho com sua filha.
— A Madre Teresa não teve filhos! — Zombei.
— Você entendeu o que eu quis dizer!
— Bom... Você tá ferrado.
— É, eu sei. Mas obrigado mesmo assim pelas palavras de conforto.
— Sempre que precisar!
Fiquei pensando no que ele tinha dito, sobre eu ser bonita... Será que ele estava querendo ser legal ou achava mesmo aquilo?
— Peraí! — Falei. — Acho que tenho uma idéia.
— O que?
— Você pode dizer que me conheceu na ida pra Londres.
— E que desisti de conhecer a Tânia...
—... E voltou comigo pros EUA...
— Isabella!Você é um gênio! — Disse ele me abraçando.
Fiquei super constrangida, mas aproveitei o abraço. Não é todo dia que um cara lindo assim me abraça.
— Mas peraí... — Disse Edward me soltando.
— O que?
— Isso não vai dar certo.
— Por quê?
— Quando chegarmos lá e você for em casa... Meus irmãos vão perceber que não estamos realmente juntos. E aí depois você vai sumir... Eu tenho uma idéia melhor...
Levantei uma sobrancelha.
O que será que ele estava querendo dizer?Será que ele vai me pedir pra ir na casa dele todo o dia? Seria uma tortura ficar tão próxima dela assim sendo apenas amiga dele...
— Que idéia? — Questionei amedrontada.
— Por que invés de fingirmos estarmos namorando nós não... Ficamos juntos de verdade?
Sabe quando alguém fez uma pergunta constrangedora, pergunta que você nunca responderia um "não", pergunta que você queria responder gritando um "sim", mas não tem coragem de abrir a boca?...
— É... — Claro que sim. — É...
Droga!Simplesmente não sai!
— Bom... — Começou ele. — Se você não quiser tudo bem...
— Não! — Gritei.
Uma velhinha que estava sentada na fileira da frente se virou pra mim e fez uma cara feia.
— Desculpe. — Falei dando um sorriso sem graça.
Olhei pra Edward e ele estava sorrindo pra mim.
Eu era patética mesmo!
Sorri de volta de um jeito idiota e sabia que Edward, se já não me considera "apenas amiga", agora me achava como tal.
— Você corada fica uma gracinha. — Disse ele rindo, me fazendo corar ainda mais.
Eu só queria dizer SIM, que desde a hora que o vi andando até a minha direção ao achei lindo, e que quando ele começou a conversar comigo só confirmei que ele era incrível.
O problema é que eu sempre tive um certo bloqueio de expressar meus sentimentos em palavras, isso porque da ultima e única vez que fiz isso levei uma resposta nada legal: "Eu gosto de você apenas como amiga" e aquilo foi pior do que ouvir um "você está gorda" da menina mais popular da minha escola na frente da minha sala inteira.
Engoli seco.
Edward ainda estava me encarando, e eu estava abrindo e fechando a boca sem conseguir dizer nada.
— Hei vocês. — Disse uma criança no banco de trás. Edward e eu viramos pra ver quem tinha nos chamado.
Era uma garotinha, deve ter uns 10 anos. Sua mãe, ou talvez irmã mais velha, estava dormindo ao seu lado e enquanto ela estava antenada na nossa conversa.
— Edward, você ainda não reparou que ela é tímida? E você Bella, ainda não percebeu que ele gosta de você?
Fiquei encarando a garotinha boquiaberta, e quando olhei pra Edward ele a encarava da mesma forma.
— Será que ela ouviu a parte da Tânia? — Cochichou Edward a mim.
— O traveco? Ouvi sim. — Respondeu ela. — Mas relaxa, já deu pra perceber que você gosta de mulher. Só que mesmo assim, quando seus irmãos souberem vão te zuar o resto da vida. Então porque você não anda logo e beija a garota?
Edward deu uma gargalhada, se inclinou pra trás e deu um beijo no rosto da garotinha.
— Qual é o seu nome? — Questionou ele.
— Sophie. — Disse ela corando e dando uma gargalhada engraçada.
Sua irmã (descobri que era irmã e não mãe dois segundos depois que ela abriu os olhos) acordou com a risada, e quando abriu os olhos e viu Edward deu um sorriso.
— Oi! — Disse ela a Edward.
— Cala a boca Jessica!O Edward é da Bella! — Protestou Sophie.
A garota, ultrajada, reclamou com a irmã sobre a forma como ela tinha falado com ela, depois voltou a dormir.
Edward piscou pra garotinha, depois se virou pra mim.
— Posso?... É... Te beijar?... — Questionou ele.
— Por que você não pergunta menos e faz mais? — Rebati.
— Isso garota!É assim que se faz! — Gritou Sophie pulando na poltrona.
Edward sorriu pra mim e eu retribui o sorriso. Ele então se inclinou até mim e me beijou.
E aí teve um flash.
Pronto! Está vindo uma tempestade que vai fazer o avião cair e todo mundo vai morrer!
Abri o olhos. Estava com o coração na boca, até que vi Sophie estendendo uma foto.
— Desculpe atrapalhar. É só pra ajudar com seus irmãos. — Disse ela entregando a foto a Edward. — Podem continuar agora essa troca de salivas aí...
— Obrigado. — Respondeu Edward piscando pra ela.
A garotinha piscou pra ele e, se apoiando no ombro da irmã, dormiu.
Peguei a foto das mãos de Edward. Era uma foto de nós dois se beijando.
Edward guardou a foto, depois voltou a me beijar.
Não estávamos nem na metade do caminho, ainda faltavam muitas horas até Seattle, onde pousaríamos e pegaríamos um ônibus até Forks.
Nem preciso dizer o que fizemos no resto do vôo, certo? Por que é óbvio que minha língua ficou dentro da sua boca até eu perder a sensibilidade nos lábios.
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Heey!
O que acharam? =D
Por favor, deixem reviews dizendo o que acharam, okay?
Grande beijo!
S2
