Dominant's Creed

Disclaimer: Essa história pertence à ExiledEddie que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Edward é um Dom bem conhecido no círculo D/s. O que acontece quando ele conhece uma mulher sem experiência BDSM, que quer ser sua nova sub? Por que é que ele de repente está envolvendo sentimento emocional e quebrando todas as suas regras?

Tema forte com lemons, se você não gosta disso então passe longe dessa fic.


Capítulo 1

"Boa tarde Sr. Cullen." O homem na porta me cumprimentou, puxando a fita para me deixar passar.

Eu dei a minha saudação de costas e entrei. Essa ia ser uma daquelas noites. Era a Quarta-feira Perversa do mês. Hoje era a noite todos e qualquer um faziam fila lá fora. Tentando o seu melhor para conseguir uma olhada para dentro, não era como se tivéssemos pessoas amarradas. Não era como se estivéssemos batendo e sangrando uma mulher com chicotes sem sentido. Era exatamente o que o nome dizia. Era um lounge com um bar e pista de dança. Não havia segredos depravados para serem vistos, ao ar livre, de qualquer maneira.

Depois de dizer olá a alguns conhecidos eu fiz meu caminho até o escritório. Gostaria de estar lá tanto quanto eu poderia hoje à noite, só ia sair quando fosse chamado. Ao passar no bar, gritei o meu pedido. Eles sabiam o que era para levar até meu escritório.

A música era alta essa noite; tornou-se um zumbido alto quando eu fechei porta do meu escritório. Esfreguei minhas mãos nos meus olhos e sentei. Quando uma garotinha entrou no meu escritório; olhando para baixo com a minha bebida nas mãos.
"Aqui está, senhor." Ela disse enquanto colocou meu copo em cima da mesa. Concordei em agradecimento.

Sim, você poderia dizer que ela era uma submissa. Não que eu só contrate pessoas que tinham vínculos com este mundo. Nós tínhamos muitas pessoas que não estavam em nossos jogos. Você poderia dizer pelo jeito dela que ela aprendeu por si mesma, pelo jeito que me chamou de 'senhor' e não de Sr. Cullen. Todos nós temos nosso título preferido; alguns D/s gostam de ser chamados de mestre, mesmo por aqueles que não são o seu submisso pessoal. Eu não sou um desses. Você tem que ganhar o direito de me chamar disso.

Debrucei-me para trás na minha cadeira, ainda esfregando os olhos e passando minhas mãos no meu cabelo. Eu tinha sorte de não ter caído ainda. Eu sabia que noites como essa, deveria acontecer, ou nunca teríamos sangue novo aqui.

Meu celular começou a tocar em cima da minha mesa. Ladies and Gentlemende Saliva encheu meus ouvidos, correndo com o zumbido alto da música de fora. Apanhei-o girando para ver quem era.


Mamãe.

Eu deixei a chamada terminar e ir para o correio de voz. Eu não podia falar com ela agora. Não com tudo o que acontecia em volta.
Eu me sinto mal por estar mentido para a minha família?

Não, eu não.

Eles não iriam entender. Todos eles sabem sobre o clube, mas a maioria apenas pensa que é um nome, um nome sem nenhum significado.

Minha irmã mais nova, Alice veio para cá no ano passado a freqüentou a escola aqui em Seattle. Eu acho que ela sabia que eu era um dominante, mas ela nunca disse nada. Alice tinha vinte e um anos, e namorava um amigo meu, Jasper. Ele não estava presente na cena também. Mas isso é melhor, o pensamento de alguém ser assim com Alice me fazia querer bater em alguma coisa.

Minha irmã mais velha, por outro lado sabia tudo sobre isso. Ela era um dom aqui, Rose fazia isso até mais do que eu e só veio até mim quando soube o nome do clube.

Talvez isso fosse de família?
Provavelmente não, mas era bom ter alguém para conversar e aprender.

Incomodava-me que ela fosse uma dom? No início, sim, eu fiquei. Mesmo que ela fosse minha irmã mais velha, eu a via como um inocente. Sim, a maioria dos doms sentiam como se eles fossem os únicos com os pensamentos depravados e que a nossa família não poderia ser assim.

Mas isso leva-me a Emmett. Ele é um submisso. É como uma piada. Esse cara é como um monstro de 120 quilos. Mas quando eu perguntei se ele estava atuando apenas para entrar nas calças de Rose, a resposta foi: Não. Eu perguntei isso há um ano e ele ainda está com ela, então eu acho que ele não estava mentindo.

Oh acredite em mim, se você não é um verdadeiro submisso você vai saber pela primeira vez que o seu dom te punir. Você não poderia passar por essa não sendo um verdadeiro submisso.

Isso cobria todos, com exceção da minha mãe e do meu pai. Eles não sabem nada sobre Rose e eu. Quero dizer que eles nos conhecem, mas não esse nosso lado. Nós dois amamos nossos pais e Alice. Mas este não é um mundo para eles. E eu nunca puxaria Alice para isso por qualquer motivo.

Eu fui tirado dos meus pensamentos por uma batida na porta do meu escritório. Levantei-me e caminhei ao redor da mesa para abrir. Atrás da porta estava Rose, vestida para matar, é claro. Movi para o lado para deixá-la entrar, fechando a porta e indo para minha mesa e sentando com um golpe.

Rose ficou no meio da sala de braços cruzados olhando como um touro louco numa loja de porcelanas.

"O que foi Rose? Não tem divertimento lá embaixo?" Perguntei enquanto puxei meus dedos em forma de uma arma, segurando a minha cabeça.

"Oh não, é justamente o oposto, Edward." Ela disse: "Está uma confusão maldita lá em baixo. Você precisa descer. As pessoas estão chamando por você". Ela disse, apontando um dedo longo para mim.

"Sim, eu vou estar lá em baixo em um segundo".

"Edward, eu não entendo porque você vem nessas noites se você não gosta delas." Ela disse cruzando os braços. Enquanto olhava para mim, seu rosto suavizava. "Há algumas bonitas por lá, você sabe. Algumas estão mesmo pedindo por você".

Adorável.

"Metade delas nem sequer são submissas, Rose. Eles só pensam que são."

"Edward, elas não têm que ser submissas, para ter uma rocha ao redor da pilha. Confie em mim você precisa." Ela adiantou olhando para mim. "Quando foi a última vez que você fez a barba?" Ela disse fazendo uma cara de nojo. Eu apenas dei de ombros.

"Desça ok" Ela disse com a sua melhor voz de mãe. Recuei ao pensar em minha mãe "ou haverá o inferno para pagar, rapaz." Ela provocou.

"Sim, sim, eu irei", eu a enxotei, "Eu vou estar lá em baixo em um segundo". Ela riu e balançou a cabeça fazendo seu caminho até a porta e fechando quando saiu.

Bem… mas que inferno. Vamos agitar.

Eu peguei meu casaco e puxei minha camisa para fora da minha calça. Eu desabotoei alguns dos botões de cima e enrolei as mangas até meus cotovelos. Dei uma olhada no espelho pendurado na parede e decidi que não havia esperança para o meu cabelo e fiz meu caminho até o bar.

Sentei-me num banco no bar e observei as pessoas dançando, nada.

Do outro lado do bar, havia algumas meninas olhando e rindo uma para a outra. Pisquei fazendo os risos aumentarem. Mas eu estava acostumado a fazer isso. Isso acontecia muito. Voltei a olhar ao redor e continuar minha analise.

Enquanto Spank de Kidney Thieves explodiam em meus ouvidos, eu fixei meus olhos em uma menina encostada na parede do outro lado da sala, perto das poltronas. Uma área de dom. Eu me perguntava se ela era sub de algum dos caras. Bem, só tinha um jeito de descobrir. Quando cheguei mais perto eu fui capaz de vê-la melhor. Ela tinha os lábios grossos que se envolveram em torno de sua taça de martini enquanto ela devolvia o olhar. Olhos castanho-escuros que pareciam piscinas de chocolate derretido e longos cabelos castanhos ondulados que iam até as extremidades perto de sua cintura. Ela estava vestindo um top branco, com um laço preto no peito. Meu olhar correu para baixo, sobre o seu jeans apertado que tinham buracos em algumas partes dele. Engoli em seco.

Fui para o seu lado e inclinei contra a parede em frente a ela. Ela não virou o rosto para mim.

"Essa é sua primeira noite aqui?" Perguntei inclinando, quase em sua orelha. Ela ainda não me olhou, mas estava com um sorriso nos lábios.

"Sim, eu vim com um amigo". Ela disse ainda observando a pista de dança.

"Ele é um bobo de deixá-la sozinha." Sussurrei, inclinando-me ainda mais, meus lábios quase tocando seu ouvido. Ela cheirava tão bem, como morangos e sabonete.

Ela virou-se, "O que faz você pensar que ela é um cara?" ela perguntou com um sorriso tímido.

"Eu não acho, mas agora eu sei que você está sozinha." Eu sorri.

"Você não fez um jogo limpo".

Eu sorriso cresceu. "Nunca é."

"Qual o seu nome?" Eu perguntei.

"Bella."

"O meu é Edward."

Seus olhos se alargaram por um segundo e eu sabia que ela sabia quem eu era. "Você é Edward, o Edward dono deste lugar?"

Concordei.

Ela sorriu, tendo esse olhar em seus olhos e o voltou para a pista de dança.

"Posso lhe perguntar por que você veio aqui?"

"Eu queria conhecer." Ela murmurou balançando a cabeça.

"Algo que faz falta em sua vida?" Perguntei com um olhar astuto.

"Talvez", suspirou.

Inclinei-me novamente. Desta vez, os meus lábios não eram um fantasma sobre sua orelha. "Se você quer saber, eu posso te mostrar." Seu rosto ficou vermelho e eu não podia fazer mais nada, e tentei um pouco mais: "Não se preocupe, só parece pervertido na primeira vez." Ela tossiu e eu deixei escapar uma risada baixa.

Agarrei a mão dela e comecei a ir para o meu escritório.

Não, eu não ia ficar com a menina ali mesmo no meu escritório, eu queria saber mais sobre ela.

Passei por Rose e ela me deu um pequeno polegar para cima e Emmett, que estava atrás dela soltou um baixo 'droga' que lhe valeu um olhar mortal de Rose, ele iria pagar por isso mais tarde.

Puxei Bella para o meu escritório e fechei a porta, dizendo-lhe para sentar-se e tomei meu assento atrás de minha mesa.

"Diga-me sobre você, Bella." Eu disse.

"Não há muito para dizer," Ela disse lançando o olhar para baixo, tendências submissas, HM. "Eu vou à escola em Seattle e eu penso em abrir um escritório."

"Não é disso o que estou falando, Bella. O que o levou você a querer saber sobre isso?" Eu disse, acenando com as mãos no ar em torno de mim.

"Oh, hum, minha amiga, conhece alguns dos doms aqui e quando ela começou a falar sobre isso e eu pensei que poderia ser algo que eu pudesse tentar".

"Pensou?" Eu meditei. Bem, ela não vai precisar pensar muito para saber se queria ser dominada.

"Bem, Bella" eu continuei. "Quando você souber o que quer, volte" e eu lhe entreguei um cartão. "Apareça por aqui quando sentir a necessidade de voltar, você pode entrar no momento que quiser." Ela sorriu e pegou o cartão. Eu andei até a porta e quando abri encontrei com o rosto de Alice.

"Alice?" Perguntei surpreso. Ela nunca vinha aqui.

Ela me ignorou.

"Oh, hey Bella, eu vejo que você conheceu Edward! Pronta para ir?" Ela perguntou ficando entre mim e Bella. Bella acenou com a cabeça e saiu com Alice.

Eu coloquei a minha cabeça para fora da porta para vê-las sair, Alice virou enquanto eu olhava e piscou para mim.

Maldita, fada.

Isso torna as coisas muito diferentes. Ela era amiga de Alice. Eu poderia dominá-la e não trazer Alice para esse mundo?

Talvez Bella não voltasse.

Mas uma parte de mim esperava que sim.