Capítulo 11 – Marcas e segredos
"Definitivamente eu não sou homem pra você, quer dizer, no sexo sim, eu sei que sou, nós sabemos disso. Mas pra relacionamento, eu sinceramente penso que você…".
"Cala a boca House e vem logo aqui".
Ela deixou cair o roupão que usava e ela estava nua, ali, na frente dele.
"Oh Deus!".
"Você virá aqui ou não é homem pra isso também?".
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"Você sabe o quanto eu sou homem pra isso".
"Prove!". Ela o provocou.
House não pensou. Havia uma infinidade de coisas para dizer, mas nessa hora ele se deixou levar e cedeu ao desejo. Ele a beijou profundamente, depois a deitou sobre a cama e começou o seu passeio pelo corpo dela. Pescoço, ombros, escapula, seios, abdômen, pés, pernas, nada fugiu de seu alcance. Ele demorou-se para chegar ao destino final e Cuddy estava impaciente.
"Calma, temos tempo". Ele a provocou.
"Amanhã temos que trabalhar cedo".
"Melhor trabalhar com sono e feliz, do que com sono e frustrado". Ele disse. Cuddy só sentia mais tesão ainda por ele nessas horas, tão confiante e petulante. Sexy como o inferno.
Logo ele chegou a Terra Prometida e Cuddy gemeu alto.
"Shhh... Sua mãe". Ele disse antes de se enfiar no meio das pernas dela novamente. Cuddy pegou o travesseiro e colocou sobre o rosto, pois aquilo era bom demais para não reagir.
House chegou perto de levá-la ao orgasmo quando parou. Cuddy mal teve tempo de reclamar e o sentiu dentro dela.
"Deus!". Ela disse alto.
House também gemeu, só que baixo.
Ele a tomou com tudo o que tinha, enquanto ela silenciava os gemidos e sussurros no ombro dele. Até o momento em que ela chegou ao orgasmo, ela mordeu o pescoço dele com toda a força, compatível com o orgasmo que a atingira. House chegou ao clímax segundos depois.
"Oh meu Deus! Isso foi...".
"Sensacional". House completou.
Cuddy de olhos fechados respirava pesadamente. Ele também estava de olhos fechados sobre ela ainda. Dois minutos depois ele deitou-se de costas para a cama e ela o olhou com um sorriso, de repente o sorriso tornou-se pânico.
"House!".
"O que houve?".
"Seu pescoço".
Ele colocou a mão e sentiu algo quente.
"Sangue?".
Cuddy não respondeu, só o olhava com cara de pânico.
"Você é vampira agora?".
"Não me culpe".
"Então vou culpar quem por isso?".
"A culpa é sua".
Ele sorriu. "Por te dar um orgasmo alucinante?".
"Exibido!". Ela se levantou nua para pegar uma toalha e dar-lhe para conter o sangue.
"Diga que é mentira? Quantos homens você mordeu durante o orgasmo?".
"Nenhum".
"Porque nenhum te faz sentir assim".
"Ou talvez porque minha mãe não estivesse no quarto ao lado".
"Minta pra si mesma".
Ela balançou a cabeça. Exibido e prepotente. Mas ele tinha razão.
"Espere!".
Cuddy voltou com Mertiolate e uma gaze. "Precisamos limpar isso".
"Vai ficar marcado".
"Amanhã vá com uma blusa de gola alta".
"Nunca!".
"Você quer que vejam?".
"Claro que sim".
"Vão fazer perguntas".
"Foda-se!". E ele a beijou. Ele a pegou desprevenida. Ela gostou disso e aprofundou o beijo.
"House... Você é homem pra mim".
Ele ficou sério e se encostou na cabeceira da cama. "Para um relacionamento?".
"Sim. Para sexo, para relacionamento, para Rachel".
Ele franziu a testa. "Para Rachel?".
"Você sempre foi ótimo com crianças".
"Não as criando".
"Ela é minha filha, não precisa ser sua".
"Você diz isso agora, mas vai querer um companheiro para criá-la".
"Podemos pensar no hoje apenas?".
"A grande controladora quer pensar apenas no hoje?".
"Depois de tudo... Eu estou tentando mudar".
"Wow!".
"Não precisamos tornar isso publico ainda, podemos nos ver sem que ninguém saiba até estarmos prontos".
"Você tem vergonha de mim?".
"NÃO! Claro que não. Só que aconteceu tanta coisa, é bom termos um tempo pra nós, e apenas nós".
"Então eu continuo vindo para sexo escondido?".
"Eu posso ir as vezes também...".
"E no trabalho nos odiamos?".
"Eu nunca te odiei".
"Fingimos que nos odiamos?".
"Eu nunca fingi que te odiava".
"Você entendeu".
"No hospital somos o que somos e aqui somos... estamos juntos".
"Isso significa relação monogâmica?".
"CLARO QUE SIM". Ela quase gritou.
"Shhhhh, sua mãe".
"Desculpe".
"Então eu não tenho autorização pra sair com mais ninguém?".
"Com mais ninguém. Isso inclui prostitutas, ex-namoradas e bonecas infláveis".
Ele riu. "Você realmente é controladora".
"Eu também não sairei com mais ninguém além de você".
"Eu gosto dessa parte".
Ela sorriu e o puxou para um novo beijo. "Nem Wilson pode saber. Ninguém".
"Vai ficar difícil com você me mordendo assim".
Ela corou. "Desculpe".
"Ok, na próxima eu mordo você".
"Não! Por favor!".
Ele riu.
"House, é sério".
Ele continuou rindo.
"House...".
"Ok. Agora... Podemos dormir um pouco?".
"Você precisa sair antes das cinco".
"Sua mãe acorda essa hora?".
"Não, eu acordo a essa hora".
"Você é louca".
"Eu sei".
Em pouco tempo eles caíram no sono profundo juntos.
No dia seguinte Cuddy acordou sorridente, era tão bom estar nos braços de House. Ela não gostava de colocar qualquer homem na sua cama, a noite preferia dormir sozinha, as vezes ela sentia que a presença de alguém era intima demais, mas não agora... Com ele era diferente. Cuddy olhou o relógio...
"Oh meu Deus! House!".
"Uh...".
"Mais de sete horas, eu me atrasei".
"Uh...".
"Acorde!".
"Uh...".
De repente ela ouviu batidas na porta.
"Lisa, você está bem?".
"Sim, mãe".
"Que barulho é esse? Aliás, que barulho foi aquele durante a noite?".
Cuddy corou. "Barulho?".
Ela continuava cutucando House.
"O que foi?".
"Shhhh... Você precisa ir pra baixo da cama".
"Você está brincando, não?".
"Não!".
Ela praticamente o empurrou e ele entrou embaixo da cama. Cuddy abriu a porta.
"Lisa, tem alguém aí?".
"Mãe, você está louca?".
A mulher olhou desconfiada. "O que você fez com Rachel que ela dormiu a noite toda?".
"Ela se alimentou bem antes de dormir".
De repente a menina começou a chorar.
"Foi só falar...". Arlene reclamou. "Eu vou buscá-la para dar a mamadeira".
"Obrigada mãe, eu estou atrasada. Vou tomar um banho e me vestir".
Ela trancou a porta.
"House você precisa ir".
"E como farei isso sem que a velha louca me veja?".
"Janela".
"Você se esqueceu da minha perna?".
"Você vai ficar bem".
"Sério?".
"Por favor!".
"De repente eu fui para uma ilha deserta e voltei no tempo? Temos quinze anos novamente?".
"Por favor, House".
"Se você me prometer um boquete".
Ela arregalou os olhos. "Você só pensa nisso?".
"Não. Talvez em 90% do tempo...".
"Ok, eu prometo. Agora vai".
Ele colocou a roupa. "Posso pelo menos fazer xixi?".
"Rápido!".
"Sinto-me um prostituto".
Ela sorriu mesmo tensa. Quando ele voltou do banheiro ela se aproximou para beijá-lo.
"Oh meu Deus!".
"O quê?".
"Está muito feio o machucado no seu pescoço?".
"Eu estou em processo de transformação. Devo me tornar um vampiro por completo hoje a meia noite".
"Esconda isso, por favor?".
"Tchau Cuddy. Ótima noite de sexo, péssima manhã. Nada romântica você".
"Eu prometo que te compensarei".
"Estou contando com isso". E ele pulou a janela com toda a calma do mundo para não se machucar.
Cuddy respirou fundo, foi tomar um banho e em seguida se vestir. Antes de sair ela passou para ver Rachel.
Quando House chegou em casa Wilson o esperava no sofá.
"Graças a Deus!".
"O que é isso? Você é meu pai agora?".
"Você desapareceu de madrugada, eu fiquei tentando te ligar".
"Eu deixei o celular em casa".
"Eu sei".
House respirou fundo. "Eu estou bem, papai".
"O que é isso?".
"Isso o que?".
"No seu pescoço".
"Eu estou em transição, logo me transformarei".
"O que?".
"Vampiro. Ou zumbi... Ainda não sei".
"Você estava transando?".
House nada respondeu.
"Eu aqui preocupado com você e você estava transando?".
"Eu não pedi para você se preocupar".
"Quem era ela?".
"Não interessa".
"Uma prostituta não iria te morder assim".
"E o que você conhece de prostitutas?".
"Não era uma prostituta".
"Não, não era".
"Quem era?".
"Wilson, eu preciso tomar um banho e ir trabalhar".
"Não mude de assunto".
"Tchau Wilson".
"House!".
Mas ele não respondeu.
Cuddy chegou sorridente para o trabalho. Ela sentia-se feliz. Estava plena, com o homem que sempre desejou, mas isso ainda a enchia de medo. Porém hoje ela não se prenderia ao medo, e sim a felicidade de uma noite mágica. O melhor sexo com o melhor homem, era isso o que ela precisava focar. Ainda assim a lembrança de que existia um feto com 50% dos genes desse homem em seu abdômen era meio que inesquecível e apavorante.
"Você está feliz!".
"Bom dia Wilson".
"É Rachel?".
"Com certeza minha filha é motivo de felicidade, olha o que ela fez ontem...". Cuddy mostrou um vídeo da menina dormindo. "Ela não está sorrindo?".
Wilson tinha certeza de que não, de que era apenas impressão de mãe coruja, mas não podia frustrar a amiga. "Oh, com certeza!".
Cuddy sorriu.
"A maternidade fez bem a você. Você está... radiante".
Cuddy sorriu ao saber que havia outra coisa além da maternidade a deixando radiante. "Obrigada!".
"Agora... House está descontrolado".
"Por quê?". Cuddy ficou séria de repente.
"Ele passou a noite fora e chegou em casa pela manhã com uma enorme mordida no pescoço".
Cuddy sentiu-se corar, mas tentou disfarçar.
"Oh...".
"Cuddy, você precisa falar com ele. Vocês ficaram na ilha juntos, você sabe o que ele está passando".
"Eu falarei com ele mais tarde".
"Obrigado e fico feliz que ao menos um de vocês esteja bem".
Cuddy sorriu forçadamente. Por que ela não se controlou e o mordeu daquela maneira? House não era das criaturas mais discretas, haveria muita fofoca sobre as marcas em seu pescoço, com certeza.
Tanto que quando ele chegou absolutamente todos olharam pra ele.
"Bom dia!". Ele chegou dizendo feliz para estranhamento maior de todos que estavam no saguão do hospital.
"Bom dia! Que lindo dia!". Ele disse entrando na sala e encontrando seu time.
"O que é isso no seu pescoço?". Kutner perguntou.
"Oh, isso? Marcas da paixão". House respondeu.
"Eu não sabia que as prostitutas estavam tão carnívoras atualmente". Treze respondeu sarcástica.
"Uh... Não foi uma delas".
"O quê? Você está saindo com alguém?". Taub perguntou com desdém.
"Vocês não têm ideia...".
"Quem é?". Kutner perguntou curioso.
"E por que eu diria?".
"Acho que haverá uma aposta sobre isso em breve" Chase disse divertido.
House piscou para ele, era a chance de fazer um dinheiro.
"House, na minha sala!". Cuddy apareceu do nada. Ela teve que se esforçar para parecer brava com ele, quando na verdade ela queria toma-lo nos braços.
Chase, Kutner e Taub riram.
"O que você está fazendo aqui de qualquer forma, loiro? Você não tem nenhuma cirurgia pra fazer?". House perguntou.
"Você vai tomar bronca como no colegial porque chegou marcado pra trabalhar". Chase respondeu.
House os ignorou e desceu para encontrar Cuddy no escritório dela.
"Sim, senhora". Ele disse ao entrar no escritório dela.
"Você está andando e exibindo essa marca por aí?".
"Prefere que eu fique em casa até sumir?".
"Prefiro que use uma gola alta ou maquiagem".
"Ah sim, porque isso seria a minha cara".
"Devem estar todos comentando".
"Ainda bem que os jornalistas pararam de nós perseguir, hein?".
"House, temos que ser discretos".
"Pode deixar que ninguém vai imaginar que a reitora respeitável me mordeu enquanto tinha um orgasmo alucinante". E ele virou-se para sair.
"House, não é sobre isso…".
"Então é sobre o que?". Ele perguntou irritado.
"Aqui no hospital precisamos ser profissionais".
"Mas você me mordeu fora do hospital, em sua casa. Me desculpe, mas não consegui mudar de pele antes de vir pra cá. Ainda não é o meu tempo de troca de pele".
Aquela conversa não levava a lugar algum, só estava piorando as coisas.
"Ok, culpa minha. Eu deveria ter me controlado". Cuddy jogou a toalha.
"Eu não estou te acusando de nada, você está bancando a louca controladora aqui".
"Será porque eu sou reitora e meu emprego é importante? Será porque eu tenho uma filha pra criar?".
Ele riu nervoso. "Tchau Cuddy". E saiu.
Cuddy respirou pesadamente, ela tinha sido uma idiota, ela sabia disso.
No caminho para o escritório o telefone de House vibrou, Stacy. Ele não atendeu, House estava cansado e irritado. Por que ele foi se envolver assim com Cuddy? Por que ele não deixou ser apenas sobre sexo? Muito mais simples. Os sentimentos estragam tudo.
Naquela noite Cuddy chegou em casa com um péssimo humor, ainda bem que Rachel a alegrava. Mas Arlene…
"Marina não serve como babá".
"Marina é ótima, pare de persegui-la, mãe".
"Eu não estou perseguindo ninguém". Arlete respondeu ferida.
"Sei…".
"Eu estava pensando…".
Cuddy não queria ouvir, tudo o que ela queria era um banho e comida.
"Já que você está apaixonada por aquele idiota".
Cuddy gelou.
"Você devia transar com ele algumas vezes para tirá-lo do seu sistema".
"O quê?".
"Você e Dr. House".
"Mãe!".
"Eu imagino que deve ter havido todo o tipo de sacanagem naquela ilha, mas... Se você precisa fazer isso em uma cama quente pra esquecê-lo de vez. Faça!".
Cuddy estava vermelho púrpura de tanta vergonha. "Eu me recuso a discutir isso com você".
"Por quê? Como se nós duas fossemos celibatárias. Eu tive vida antes e depois do seu pai".
"Eu não quero ouvir isso".
"Deixe de ser puritana. Dr. House é o tipo de homem que você tem que foder, e depois deixar ir".
"Meu Deus!". Cuddy foi a caminho do quarto.
"Ouça o que te digo, Lisa".
Ela se trancou. Ela precisava de um banho quente e de distancia de sua mãe. Se a mãe dela soubesse... Ela não só havia dormido com House, mas ela estava grávida de um filho dele e o sexo que fizeram não foi capaz de tirá-lo de seu sistema, pelo contrário, ela estava apaixonada. Completamente apaixonada.
House passou a tarde mal humorado, Stacy havia mandado duas mensagens sobre encontrá-lo para conversar, em outros tempos isso o teria abalado, agora... nada. Quando ele chegou em casa encontrou Wilson cozinhando.
"Você pode voltar para a sua casa. Eu não preciso de babá".
"Ainda é cedo...".
"Wilson, eu não vou voltar ao Vicodin, pelo menos não hoje. Hoje eu só quero me embebedar".
"O que houve?".
"Mulheres tem o coração peludo, é isso".
"A mulher da mordida?".
"Quem mais seria?".
"Quem é ela?".
"Também não sei". House respondeu desanimado.
"Como assim? O que isso quer dizer?".
"Que é melhor ficarmos sozinhos ou em uma ilha deserta sem nenhuma civilização". Ele disse. "Acho que teríamos sido mais felizes lá". Essa última parte House falou com a voz baixa.
"Você estava tão bem hoje cedo".
"Pois é, mulheres! Você as entende?".
"Sim... Eu acho".
"Duvido! Se bem que... você é uma delas".
"Eu vou relevar porque você não está bem. Fiz Foie Gras".
"O que é isso?".
"Fígado de ave...".
"Eu sei o que é isso, mas o que te levou a fazer uma merda dessas?".
"É bom".
"Então coma você. Eu vou sair de qualquer forma".
"Aonde você vai?".
"Em qualquer lugar onde um ser humano não esteja comendo uma ave que teve esteatose hepática ocasionada propositadamente só para que algum arrogante com dinheiro comesse essa iguaria depois".
Wilson ficou com nojo depois daquele comentário.
"Ok, você venceu. Vamos pedir pizza e tomar cerveja".
House estranhou. "E o que você fará com o fígado da pobre ave?".
"Vou jogar fora".
"Pobre ave, sofreu e morreu em vão".
"Desde quando você se importa?".
"Não sei, mas... Só acham você um cara de bom coração porque não te conhecem, já que você é o pior de nós dois".
Wilson arregalou os olhos. "Não exagere e peça logo a pizza".
"Ok". House concordou rapidamente.
Aquela noite nem ele e nem Cuddy conseguiu dormir. Cuddy se distraiu com Rachel e House com a bebida.
Continua...
