Esclarecimentos:

Como sabem Sailor Moon não me pertence, pertence sim a Naoko Takeuchi.

E esta linda história também não me pertence, pertence a Tuca Hassermann.

Espero que gostem de a ler como eu gostei. Quero simplesmente a da-la a conhecer mas com os nomes dos meus personagens favoritos.

O Príncepe e a Plebéia

Enjoi.

Bem, pessoal se preparem para este capitulo quem tem o coração sensível …. É muita emoção…. eheheh

CAPÍTULO 6

Ao sair do departamento de polícia, Maata convidou o sr. Murray para um café.

— Obrigado, minha jovem. Em minha idade, tomar café depois das seis da tarde pode prejudicar o sono — sorriu. — Quer uma carona?

— Sim, por favor.

Maata foi para o apartamento de Usagi. Antes de sair para a joalharia, deixara o celular carregando. Precisava dele para entrar em contacto com ela.

Parando o automóvel diante do endereço indicado, passados vinte minutos, Kunzite a fitou com carinho.

— Cuide-se, srta. Faraj. Aqui está meu cartão. Se necessitar de algo, não hesite em me ligar.

— Muito obrigada por tudo. O senhor é um óptimo advogado. Foi muito engraçado ver aquele policial reduzido a pó.

— Yaten não é má pessoa. Mas, como está perto de se aposentar, não quer se arriscar indo atrás de bandidos de verdade. E mais fácil perseguir mocinhas inocentes e indefesas. Ainda bem que é pouco inteligente. Quero que você saiba que cabe processo, pela maneira como foi feita sua prisão.

— Quero me esquecer de tudo isso, sr. Kunzite.

— Compreendo. No entanto, se mudar de ideia, fale comigo.

— Combinado. Foi um prazer conhecê-lo.

— O prazer foi meu. Boa sorte.

Kunzite esperou que Maata entrasse no edifício, e só então foi embora.

Assim que entrou no apartamento, ela não perdeu tempo em telefonar para Usagi. Porém, por algum motivo, a ligação não completava.

O que teria acontecido?

Bem, sentia-se exausta demais para ir atrás dela. Usagi sabia se cuidar. Quando pudesse, entraria em contacto.

Com isso em mente, após trancar bem a porta e as janelas, Maata foi tomar um banho. No momento em que a água quente tocou sua pele, toda a tensão do dia explodiu numa tremenda crise de choro.

Ao desligar o chuveiro, suspirou, bem mais aliviada, pronta para cair na cama e dormir.

Antes de entrar em seus aposentos, Mamoru falou com Jedite, que o aguardava no corredor:

— Monte guarda aqui fora. Contrate alguém de sua confiança para se revezarem. Essa mulher não pode sair do quarto de jeito nenhum. Enquanto não encontrar minha irmã, ela ficará lá dentro.

— Sim, Alteza.

Mamoru bateu a porta com força. Ficara tão atordoado com o apelo sexual daquela estranha que nem ao menos perguntara seu nome.

Conhecera mulheres maravilhosas dentro e fora de Nakabir. Lindas, sensuais, inteligentes, de todos os tipos físicos e etnias. Era um homem muito experiente na arte do sexo, que aprendera ainda bastante jovem com as profissionais de seu país. Todavia, aquele fogo que emanava daquela moça no outro dormitório era algo natural nela; algo que não se aprendia em lugar algum. Técnica era uma coisa boa, mas nada substituía o talento inato.

Porém, aquela mulher era a inimiga. Até o momento, Mamoru ignorava o que ela fizera a sua irmã. Podia ser que tivesse dito a verdade, mas como confiar? De todo modo, o que fazer para obrigá-la a revelar o paradeiro de Maata? Evidente que jamais usaria de violência. Só os covardes são capazes de ferir os mais fracos: mulheres, crianças, velhos e animais. Gente de valor, de estirpe, não levanta a mão contra seres indefesos.

Entretanto, ela não sabia disso, e esse era um ponto a seu favor.

Mamoru sorriu.

— Já sei o que fazer.

Se tudo o mais falhasse, iria lançar mão de uma estratégia que, podia garantir, seria infalível. E sem dúvida alguma lhe traria imensa satisfação.

Usagi terminava de escovar os dentes, após o jantar, quando ouviu a porta do quarto se abrir e se fechar. Enxugou a boca, passou batom, penteou os cabelos e conferiu o resultado no espelho. Estava com excelente aparência, apesar do recente acidente e do curativo na testa. Seria a expectativa de rever Mamoru que lhe dava tanto ânimo?

Não sabia o que esperar dele. Teria de ser cautelosa ao máximo, pois, além de muito inteligente, aquele homem era um perigo para qualquer mulher com sangue nas veias.

Ela tivera muito poucos relacionamentos, e nenhum deles importantes. Os homens que se aproximavam dela costumavam se inibir diante de sua exuberância e autoconfiança.

Mas Mamoru não era assim, e isso a intrigava. Ali estava alguém que sabia se impor, mas sem ser rude. Dizia o que queria de uma tal maneira que tomava quase impossível a seu interlocutor contrariá-lo. O magnetismo de Mamoru era poderosíssimo, e se ela não se cuidasse, estaria em apuros.

No entanto, amava desafios. Viver perigosamente era seu lema. Por isso, a tentação de ver Mamoru a seus pés se tomava mais e mais irresistível.

Está brincando com fogo, sua consciência a advertia. Usagi achou graça.

— E daí? O máximo que pode acontecer é eu pegar uma corzinha.

Por isso, não se vestiu. Ao pôr a mão na maçaneta, tinha ao redor de si apenas uma minúscula toalha de banho.

Tudo estava esquematizado na mente muito lógica de Usagi. Ela entraria no quarto, vinda do banheiro, com seu delicioso e refrescante aroma de banho tomado, os cabelos molhados e com as coxas de fora. Ao deparar com Mamoru, fingiria ter se assustado, mas em seguida esboçaria um sorriso arrasador. Era linda e sedutora, afinal de contas. E jovem, com tudo nos devidos lugares.

Ao vê-la, Mamoru perderia aquela pose de rei do mundo, apreciaria suas curvas como um tigre mirando a presa, e talvez até gaguejasse. Então, ele a tomaria nos braços, os dois fariam sexo até se fartar, Mamoru cairia no sono, e ela fugiria dali o mais rápido possível. Satisfeita, feliz e com a pele resplandecente.

Teria sido assim. Porém, como dizem os mais velhos, jamais subestime o inimigo.

Quando Usagi se preparava para começar seu teatrinho, o que viu a deixou de queixo caído. Não pôde evitar.

Mamoru, sabe Deus por que motivo, resolvera vestir trajes típicos. Sua tez morena se destacava em sua túnica branquíssima, a dishdasha. Na cabeça, um turbante verde, preso com uma espécie de coroa fina e dourada. De seu pescoço pendia uma corrente de ouro da espessura de um dedo, e, pendurado nela, um imenso rubi. No dedo da mão direita, um anel de ouro vermelho — pelo visto, a família dele adorava aquela tonalidade do nobre metal — mostrava um brasão. Parecia um selo real.

Ali sentado, com as pernas cruzadas, os cotovelos apoiados nos braços da poltrona, as pontas dos dedos unidas e tocando de leve o lábio inferior, estava o ser humano mais belo e másculo de todo o universo.

De fato, ele a fitou de cima a baixo. Mas não demonstrou, nem por um segundo, ter ficado encantado com a visão de uma mulher seminua. Esse foi um golpe e tanto na vaidade de Usagi. Queria muito que Mamoru, no mínimo, a desejasse. Naquele momento, seria capaz de qualquer coisa para conseguir isso.

— Estava bom o jantar? — ele teve o desplante de perguntar.

— Muito.

Decidida a não se deixar abater, ela abriu a porta do armário.

— O que vai fazer?

— Vestir-me.

— Para quê? Não está confortável assim?

Usagi o encarou. A única expressão no semblante dele era de enfado.

Ah, é guerra o que você quer? É guerra o que vai ter!

— Que bom que não se incomoda, Mamoru! Eu apenas quis ser gentil com você. Bobagem minha, não é? Alguém que se julga no direito de entrar em meu quarto sem pedir licença, à hora que bem entende, não merece tanta consideração assim. Portanto, vou fazer de conta que estou sozinha.

Usagi fez menção de tirar a toalha, só para ver a reacção dele. Mamoru arqueou uma sobrancelha.

— E então?

Tudo bem, o primeiro round é seu.

— Acho que não sou tão liberal quanto imaginei — Usagi caminhou até o leito com seu passo de pantera e se sentou na beirada. — Vai começar com o interrogatório? Trouxe as algemas?

Mamoru continuava impassível.

— Como você se chama?

— Usagi Baker.

— O que faz da vida?

— Sou ladra profissional.

— Como disse?

Ah! Choquei você? Pobrezinho!

— Quer que eu soletre?

— Não brinque comigo, srta. Baker.

— Apenas Usagi. E não estou brincando… Alteza — ela falou com deboche. — Só por curiosidade, por que Jedite o trata assim? Isso é um tanto megalomaníaco de sua parte, em minha opinião.

— Ridículo, na verdade.

— Acha mesmo?

— Acharia, se eu não fosse um príncipe. Ele me chama de Alteza porque é esse o tratamento que se dá a príncipes e princesas.

Usagi se enfiou embaixo das cobertas e se recostou na cabeceira.

— Você é um príncipe? Quer que eu acredite nisso?

— Para mim, tanto faz. O que quero é que me diga onde está minha irmã.

— A princesa Maata.

— Exacto.

— Meu Deus, vocês são dois malucos! Ela me disse que estava fugindo de um marido violento, que praticamente a escravizava. Você aparece afirmando que é irmão dela. E agora me vem com essa conversa de que os dois são príncipes — Usagi meneou a cabeça. — Já sei! É uma "pegadinha"! Há cameras escondidas aqui dentro?

Mamoru respirou fundo.

— Minha cara, sua situação não é nada boa. Eu tenho todo o tempo do mundo, além de recursos ilimitados. Desse modo diga o que quero saber, ou você terá rugas e cabelos grisalhos quando sair daqui.

— Não sei se ficar em cárcere privado num hotel cinco-estrelas seja tão ruim assim…

— Por que não fala de uma vez? Sente prazer em me deixar zangado?

— Estou conseguindo isso? Você disfarça bem.

Mamoru ficou contente em saber que ela não percebera o efeito que provocava nele. Um bom soberano tinha de saber disfarçar suas emoções. E aquela estava sendo sua prova de fogo.

— Usagi, Maata é uma moça inexperiente e superprotegida. Diga-me onde encontrá-la. Eu irei buscá-la, embarco para meu país e você estará livre de mim para todo o sempre.

Ela não entendeu o motivo, mas sentiu um aperto no coração ao ouvir isso.

— Onde é seu país?

— No Oriente.

— Qual o nome?

— Nakabir.

— Nunca ouvi falar.

— Existem muitos pequenos países no Oriente Médio. O meu é um deles.

— E você é o soberano.

— Não. Meu pai, o sheik, é.

— Você tem mais irmãos além de Maata?

— Sim, quatro homens.

— Todos príncipes.

— Evidente. Sua vez, agora. Onde está minha irmã.

— Só lhe darei essa informação depois de falar com ela, se Maata disser que tudo bem.

— E quando será isso?

— Assim que permitir que eu saia deste hotel. Nós duas só nos comunicamos por nossos celulares, e eu deixei o meu em casa. Tive medo de quebrá-lo se o levasse comigo, sabe? Tenho uma certa compulsão em sair rolando por escadas e quase me arrebentar no meio da rua.

— Não duvido. Aqui está, use meu telefone.

— Eu e ela compramos dois aparelhos apenas para falarmos uma com a outra. Se Maata não vir o número de meu celular no visor, não atenderá a chamada.

— Tudo bem. Então nós iremos até sua casa.

— Nada disso. Esqueceu o que eu falei? Maata esta fugindo de você. Portanto não o levarei até ela de jeito nenhum, a menos que minha amiga me dê permissão para fazê-lo. Nós temos um acordo, e vamos mantê-lo até o fim.

Mamoru ficou de pé.

— Muita coisa não faz sentido nessa história. Para começo de assunto como minha irmã sabia que justamente eu estava atrás dela? Ao fugir de casa, ela devia ter sabido que nosso pai mandaria buscá-la mas jamais haveria de ter lhe ocorrido que seria justo eu. E ainda por cima pediu ajuda a você, uma fora-da-lei, e mentiu como nunca.

Usagi não desgrudava os olhos da figura espectacular de Mamoru. Se ele se aproximasse mais um pouco, correria o risco de ser atacado e devorado vivo.

— Por que me olha assim, Usagi?

— Assim como?

— Com lascívia.

— Eu olho assim para todo o mundo. É uma mania que tenho.

Mamoru franziu o cenho. Não gostou nada de ouvir aquilo.

— Você tem uma língua afiada. Porém, para dizer o que eu quero saber é escorregadia como uma serpente. Desse modo, não me dá outra opção.

Ele pôs a mão no bolso da túnica e tirou duas echarpes de seda.

— Pretende me bater com isso até que eu peça misericórdia?

— Ah, você pedirá misericórdia, sim… Pode apostar.

Mamoru se debruçou sobre ela, enlaçou-lhe a cintura e a beijou com uma paixão descontrolada.

Usagi se agarrou às costas dele, correspondendo ao beijo como se sua vida dependesse daquilo. Levou a mão à toalha, para tirá-la, mas Mamoru a impediu. Sem parar de beijá-la, amarrou uma echarpe em cada pulso e, antes que Usagi desse por si, viu-se amarrada, de braços abertos, à cabeceira da cama.

Assustada, tentou se soltar, mas os nós eram muito firmes.

— Ei, Alteza… Eu sou menina, lembra? Meninos não podem ferir meninas.

Mamoru a beijou de novo, e Usagi ficou tonta. Em seguida, falou, bem perto do rosto dela.

— Sossegue, moça bonita. Nem me passou pela cabeça machucar você. Vou lhe ensinar uma forma de tortura que costumamos aplicar em Nakabir, que é muito útil para manter nossas esposas submissas.

— Não se atreva a pôr as mãos em mim! Eu vou gritar!

— Claro que vai. Tanto que você nem imagina.

Sem tocar a pele dela, ele abriu a toalha, expondo o corpo esplêndido de Usagi. Suas pupilas cintilaram de volúpia.

— Quando não suportar mais, basta me dizer onde está minha irmã, e eu pararei. Prometo — e cobriu os olhos dela com uma venda negra.

O coração de Usagi batia descontrolado. Aquele homem era um completo desconhecido. O fato de ser lindo demais poderia servir ao propósito de esconder seu lado sádico. Seria Mamoru um maníaco da pior espécie?

Meu Deus, me proteja! Juro que nunca mais roubo ninguém se…

Um suspiro profundíssimo escapou da garganta de Usagi, interrompendo sua prece silenciosa. Algo deslizara sobre seu mamilo com tanta suavidade, que ela chegou a crer que tinha sido mera impressão. Não fora uma brisa, mas era quase isso.

Então, o mesmo se deu no outro mamilo, e ela gemeu. O toque era de uma delicadeza absurda, e tão excitante que a obrigou a apertar uma coxa na outra.

— O que está fazendo comigo, Mamoru?

Ele sorriu, deliciado, segurando uma pluma de avestruz, com a qual roçava milímetro por milímetro os pontos mais sensíveis de Usagi.

— Eu avisei que não brincasse comigo, Usagi Baker. Quando eu terminar, você será completamente minha. E em mais de um sentido.

Usagi se contorcia, tentando evitar aquelas carícias que a excitavam tanto. Porém, não podia resistir. De olhos vendados, não conseguia saber de onde viria o próximo toque, nem onde seria. E quando menos esperava, Mamoru lhe arrancava outro suspiro profundo.

O mais fantástico foi que ele fez despertar pontos erógenos que ela nem imaginava que existiam. Quem poderia dizer que bem abaixo da axila havia um lugar que, se tocado da maneira certa, poderia deixar uma mulher sem fôlego?

Usagi parou de se mover. Antes, queria se livrar daquilo. No entanto, suas barreiras caíram por terra, e ela resolveu aproveitar aquele momento incrível. Mamoru que fizesse o que bem entendesse. Ela iria desfrutar cada segundo.

Ainda não compreendera aonde ele pretendia chegar. Se ganhava um presente tão maravilhoso por não ter revelado o paradeiro de Maata, agora é que não iria mesmo fazê-lo. Que mulher, em sã consciência, abriria mão de fazer sexo com um homem tão fora dos padrões? Mamoru decerto passara anos e anos na cama com garotas excepcionais, aprendendo tudo sobre sua anatomia e seus pontos sensíveis. Será que todos os rapazes de Nakabir sabiam fazer aquilo tudo? Poderia ganhar uma fortuna vendendo uma informação como essa.

Mamoru viu o exacto momento em que Usagi se rendeu. Ela se debatera bastante, mas enfim a paixão carnal venceu a batalha como sempre. Ele prosseguiu com a doce tortura até o momento exacto. Então, se afastou e ficou olhando para ela.

— Pronta para me dizer o que quero saber?

— Nem pensar. Era só isso o que tinha a me oferecer?

Ora, que atrevida! Mamoru foi até a porta, abriu-a e puxou um carrinho que Jedite deixara preparado para ele.

— Nós ainda nem começamos, meu bem.

— Pois ande logo. Essa sua amostra grátis só serviu para me provocar cócegas.

Mamoru ficou completamente nu. Sabia que em breve todos os sentidos de Usagi estariam apuradíssimos, e quando ela sentisse seu aroma natural, após ter atingido o mais alto estado de excitação, iria se descontrolar.

A audição de Usagi já estava bastante aguçada, devido ao fato de não poder enxergar. Humedeceu os lábios, achando que Mamoru ira se deitar sobre ela, e aguardava por isso com ansiedade. A demora, porém, começou a incomodá-la. Seu baixo-ventre pulsava, exigindo satisfação.

Usagi gritou quando uma gota gelada respingou e escorreu por sua virilha, em contraste com a altíssima temperatura de sua epiderme. Ela abriu as pernas, para provocar Mamoru, e ele dirigiu a pluma de avestruz para o centro de sua feminilidade, àquela altura bastante húmida.

Usagi achou que iria desmaiar. Arqueou os quadris, esperando ser penetrada, mas tudo o que sentia era o roçar, muito de leve de algo que ainda não sabia o que era.

— Ainda tem coragem de dizer que sente cócegas?

— Mamoru… não aguento mais…

O príncipe subiu na cama, e Usagi teve certeza de que dessa vez ele ia tomá-la para si. Enganou-se de novo.

Mamoru ficou bem próximo dela e começou a deslizar o pé em sua barriga, em movimentos circulares, pressionando de leve, e aliviando a pressão, alternadamente. Então, fez os artelhos subirem pela lateral do corpo, pele e unhas, até chegarem bem perto do seio e tomar a descer.

Usagi transpirava, enlouquecida de volúpia. Jamais imaginara ser possível atingir tal grau de exaltação erótica. Aquele homem era um mestre dos desejos.

De repente, ele parou e desceu do leito. Usagi se contorceu, oferecendo-se, querendo mais.

— Volte, Mamoru…

O príncipe apanhou uma garrafa de champanhe e tirou a rolha.

— Aprendi algo muito interessante com uma das ex-concubimas do harém de meu pai: como usar a língua. Não dessa forma que todo o mundo sabe, um mero lamber e sugar. No treinamento, são utilizadas facas. No começo, com o corte quase cego, para não nos ferirmos quando deslizarmos a língua pela lâmina. Então, à medida que vamos ganhando destreza, a faca vai sendo substituída por outra, cada vez mais afiada. A última lâmina é capaz de cortar ao meio um fio de cabelo; se conseguirmos passar a língua nela com tanta leveza a ponto de não nos machucarmos, pronto. Aprendemos a lição.

Mamoru derramou duas gotas de champanhe no umbigo de Usag, que estremeceu.

— Adivinhe que nota a concubina me deu.

A língua dele era quase mais leve que a pluma de avestruz, passando sobre o líquido gelado e sorvendo-o muito devagar, ao mesmo tempo deixando escapar seu hálito quente.

Usagi bradou o nome dele, desesperada. Como aquele homem podia ter tanto auto controle, tendo diante de si uma mulher a sua mercê e mais do que pronta para recebê-lo dentro de si?

Ela sentiu o cheiro dele. Tinha certeza de que Mamoru estava nu. Seu corpo todo pulsava agora, e não só o baixo-ventre. Temia enlouquecer se ele não a penetrasse.

Foi quando o calor da proximidade dele a deixou. Em seguida, Usagi o escutou se vestindo.

— O que está fazendo?

Ele nada disse. Terminou de ajeitar as vestes, deixou o carrinho encostado na parede, jogou um cobertor sobre ela e saiu do quarto.

O gemido que Usagi emitiu, dessa vez, foi da mais pura agonia.

Horas depois, cumprindo a ordem de Mamoru, Jedite entrou nos aposentos de Usagi. Como imaginara, ela adormecera. Então, com todo o cuidado, soltou os pulsos dela e se foi, sem fazer ruído.

Maata acordou quase na hora de abrir a loja. Não se sentia nada bem. A cabeça pesava, os músculos doíam.

— Deve ser resultado daquele dia horroroso que tive.

Precisava falar com Usagi. Não tinha notícias dela desde a véspera. Como teria sido seu encontro com Seiya?

Apanhou o celular e fez a ligação.

Ninguém atendeu.

— Vou para a loja. Se até a hora do almoço ela não aparecer, irei até meu apartamento.

Meia hora depois, Maata levou mais um grande susto. Assim que colocou os pés dentro do estabelecimento comercial de sua amiga, deparou com uma verdadeira devastação. Todas as prateleiras tinham sido postas abaixo, as mercadorias, espalhadas pelo chão. Até mesmo o piso, em algumas partes, fora arrancado. O invasor procurava por alguma coisa específica, e ficara bastante zangado, a contar pelo estrago que fez.

— Para mim, chega!

Maata trancou tudo e foi para sua casa, do outro lado da cidade, para ter uma conversa franca e definitiva com a srta. Usagi Baker.

Usagi acordou e tirou a venda dos olhos. Piscou várias vezes sentou-se e avistou Mamoru, na mesma poltrona em que estivera na noite anterior.

— Bom dia, Usagi. Dormiu bem?

— Foi você quem me soltou? Quanta bondade!

— Não. Foi Jedite, depois que você adormeceu.

— Por que não fez isso antes de sair daqui, Mamoru?

— Para que você não pudesse se… aliviar sozinha. Se é que me entende.

Usagi ficou vermelha. Antes achara que Mamoru era um adversário à altura. Agora, porém, começava a crer que ele a superava.

— Estou morrendo de fome.

— Já pedi nosso café.

— Certo. Se me der licença, Alteza, vou tomar um banho.

Ele ignorou a ironia.

—Tem toda.

Embaixo do chuveiro, passando a esponja pela pele. Usagi não pôde refrear as lembranças das delícias que experimentara na véspera. Sentia-se totalmente subjugada por Mamoru, mas iria lutar até as últimas forças para que ele não soubesse disso.

Eis uma tarefa quase impossível. Seu corpo traiçoeiro mostrava para o príncipe cada uma de suas reações, deixando bem pouco para a imaginação. Se existia um homem na face da terra pento em fazer uma mulher subir pelas paredes, era Mamoru Faraj.

Fechando os olhos, afagou os seios, fantasiando com a boca de Mamoru sobre eles. Sem perceber, foi descendo a mão até tocar sua maior intimidade e…

O jato de água quente foi interrompido. Usagi ergueu as pálpebras, e lá estava Mamoru, segurando uma toalha.

— Nada de se divertir sozinha, Usagi. Enxugue-se logo, ou nosso desjejum vai esfriar.

Quando voltou ao quarto, Usagi encontrou Mamoru à mesa, posta para o café da manhã.

— Alimente-se bem. É preciso que você reponha todas as energias, se pretende continuar agindo com essa teimosia absurda.

— Não se trata de mera teimosia, Mamoru. Dei mmha palavra a Maata.

— Você disse que é uma ladra. Desde quando gente de sua espécie tem honra?

Sem se abalar, ela se sentou e serviu-se de ovos mexidos, torradas e suco de laranja.

— Só eu sei o que vai dentro de meu coração. Não me importo nem um pouco com o julgamento alheio, e muito menos de estranhos, como é seu caso. Há muita gente por aí se passando por cidadão cumpridor de seus deveres que não passa de rematado canalha. E os que pregam a moral e os bons costumes são os piores. Apontam o dedo para os outros para desviar a atenção sobre si. Eu escolhi o meu caminho, e arco com todas as consequências — deu uma garfada, mastigou e engoliu. — Tenho pouquíssimos amigos, mas sou de fato amiga deles. Conheço Maata há dias, mas tenho enorme carinho por ela. Nós duas fizemos um acordo, e eu cumprirei minha parte até o fim.

— É o que veremos — Mamoru piscou-lhe, malicioso.

Terminado o desjejum, Usagi foi cuidar do machucado na testa e colocar uma bandagem nova. A antiga ela tirara antes do banho.

— Nada como a juventude — Mamoru, que a seguira até o banheiro, suspirou. — Quem a visse jamais adivinharia que você se acidentou há tão pouco tempo. Não sente nenhuma dor?

— Não.

Mas Usagi não dissera a exata verdade. Eram bastante desconfortáveis as contrações que vinha experimentando desde que Mamoru dera início a toda aquela maldade deliberada. Ah, mas não lhe daria o gostinho de saber disso!

— Poderia me esperar lá fora, por favor?

— Nada disso. Seu tormento só terminmoá quando…

— …eu disser onde encontrar Maata.

— Justamente.

Tinha de achar um meio de escapar dele. Caso contrário, acabaria sucumbindo. Se Mamoru fizesse metade do que tinha feito com ela no dia anterior, não responderia por si.

Usagi terminou de fazer o curativo e retomou ao dormitório. Mamoru a agarrou por trás, e mordiscou-lhe a nuca.

— E então, como será?

Ela ia responder algo, mas tudo ficou muito confuso, pois ele a virou de frente, enfiou a mão por baixo de sua blusa e envolveu-lhe um seio, apertando-o de leve. Usagi o envolveu num abraço apertado e entreabriu os lábios, oferecendo-os para um beijo.

Mamoru deu risada.

— É assim que eu gosto. Toda entregue, sem a menor resistência — beijou-a e a tomou no colo.

Do mesmo modo como na véspera, ele a amarrou na cama, só que desta vez de bruços.

— Não lhe dou meia hora para acabar me contando todos os seus pecados. Entenda que não há salvação para você, Usagi Baker.

Usagi, em grande expectativa, não tinha a menor dúvida quanto a isso.

Mamoru abriu o roupão de Usagi e o enrolou até em cima, e de novo ficou nu.

O primeiro gemido dela daquela segunda sessão ecoou pelas paredes quando Mamoru, surpreendendo-a mais uma vez, encostou a língua, daquele seu jeito tão especial, na parte detrás do joelho dela.

— Também não sabia o quanto esta região é sensível, caríssima? Há pelo menos mais uma dúzia delas para lhe mostrar.

Muito antes do prazo de meia hora dado por Mamoru, Usagi entregou os pontos.

— Chega, Mamoru! Por favor!

Os lençóis estavam empapados de suor, e as contrações em seu baixo-ventre se tornaram muito dolorosas.

— Onde encontro minha irmã?

— Eu lhe darei o endereço, mas com uma condição.

— Acha mesmo que está em posição de fazer exigências?

— É desespero de causa.

— O que quer?

Aquilo poderia parecer humilhante a quem não estivesse a par do tormento que ela enfrentava. Mas para Usagi, no momento, nada no mundo era mais importante do que aliviar aquela tensão avassaladora.

Portanto, às favas com o orgulho e o amor-próprio. Algo muito mais importante estava em jogo.

— Quero fazer amor. Venha e deite-se em cima de mim. Quero ser sua, Mamoru.

Ele também havia chegado a seu limite. Se Usagi não tivesse capitulado, seu plano teria malogrado. Era de carne e osso, afinal.

— Certo. Diga o endereço.

Ela o fez, ele anotou e soltou-lhe os pulsos.

Usagi se virou de frente e o enlaçou pelo pescoço.

— Calma, tenho de colocar o preservativo.

— Ande logo!

Mamoru estava preparado para aquele desfecho. Por isso bastou-lhe estender a mão para o criado-mudo para apanhar o envelopinho. Durante todo o processo, Usagi beijava e lambia as costas dele, louca para amar aquele corpo excepcional.

0 príncipe se virou para ela, ergueu-a nos braços e a colocou deitada. De joelhos, abriu bem as pernas dela, e, sem soltá-las começou a penetrar Usagi, muito devagar.

Ela arfava, arqueando-se, mas ele ia se aprofundando sem pressa alguma. Então, colocou as pernas dela sobre seus ombros e foi até o fim num só impulso.

Em segundos, Usagi, gritando, desvairada, atingia o auge, cravando as unhas na pele morena de Mamoru.

Duas horas se passaram, durante as quais Mamoru e Usagi nada mais fizeram do que se amar com loucura. Depois, os corpos saciados e os musculos relaxados, acabaram cochilando.

Mamoru acordou antes dela, e foi para sua suíte.

Quando Usagi abriu os olhos, espreguiçou-se como uma gata feliz. Porém, ao ver-se sozinha, teve um choque de realidade.

Bem, Maata teria de perdoá-la. Resistira até onde fora humanamente possível.

Levantou-se e tomou uma ducha rápida. Estava se vestindo quando Mamoru voltou.

— Trarei minha irmã aqui, para que vocês duas possam resolver seus assuntos.

— Nada disso. Irei até lá com você.

— Nem pensar. Quero pegar minha irmã de surpresa.

— Raciocine, Mamoru. Desde ontem ela não consegue falar comigo. Acha que não está preocupada? É bem provável que saia por ai a minha procura e acabe arranjando problemas.

Ele franziu o cenho.

— Se minha irmã se prejudicar por sua causa, ainda que se trate de uma simples unha quebrada, você vai se arrepender do dia em que nasceu.

— Mais um motivo para eu ir junto. Estando a seu lado será mais fácil cumprir sua ameaça.

Mamoru tinha de admitir: aquela era uma mulher que não se deixava intimidar com facilidade.

De todo modo, que mal ahveria de levar Usagi consigo? Assim ao menos poderia conversar com Maata sem se preocuar com ela.

— Muito bem. Termine logo de se arrumar.

Glossário:

Dishdasha - Consiste num roupão de manga comprida que cobre o corpo inteiro.
Costuma ser claro e largo para reflectir os raios solares, fazer o ar circular e refrescar o corpo durante o dia.